Olá queridos fanfiqueiros e fanfiqueiras, aqui está mais uma história da nossa saga preferida, trago aqui uma historinha focada na relação tio-sobrinho, Harry e Hugo, lembrando que os personagens pertencem a JK Rowling e eu só os uso de vez em quando para satisfazer as vozes da minha cabeça, os pares são canônicos então é: Hinny e Romione.
Boa leitura , espero que gostem, se sim deixem comentários motivadores, se não deixem comentários críticos.
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Harry estava em seu escritório quando ouviu três batidas na porta, imediatamente ele tirou os pés da mesa e pigarreou antes de mandar entrar, quando a pessoa abriu a porta Harry já tinha se ajeitando na cadeira e olhava para porta com um olhar profissional que não estava ali a 1 minuto atrás. A pessoa entrou rapidamente com vários papéis nos braços e Harry relaxou de volta na cadeira ao reconhecer a pessoa.
Hermione olhou para ele com os olhos estreitos e suspirou.
- Isso é um lugar de trabalho Harry, sente-se direito – repreendeu ela, Harry arqueou as sobrancelhas para a mulher e não mexeu um músculo para obedecer, Hermione as vezes esquecia que ele era adulto e tinha a horrível mania de querer mandar nele assim como manda nos outros.
- Estou na minha sala, eu sento como quero – e recolocou os pés na mesa voltando a ter a expressão entediada que mantinha antes da amiga entrar.
Hermione resmungou quando viu a cena, no entanto, sentou -se de frente para o amigo do outro lado da mesa e colocou os papéis em cima da mesa com um grande suspiro.
- Preciso que você faça um favor para mim hoje – Ela disse passando as mãos pelos cabelos soltos.
- Se for para preparar a cama sua e de seu marido com corações e flores "tô" fora, nem vem, vocês são meus amigos, mas já disse mil vezes que não quero saber nada do que vocês fazem em privacidade. – Disse ele com uma careta, Hermione olhou para ele com exasperação.
- Francamente, não é nada disso, queria pedir para você buscar Rose e Hugo hoje na escola, pois tenho uma reunião para daqui 5 minutos e não sei que horas acaba, e Rony, como você sabe, está viajando para resolver esse contrato que ele e George estão fechando com aquela loja de piadas na França, e ele me mandou uma mensagem avisando que provavelmente não vai chegar no horário previsto. – Ela disse tudo rapidamente. – e só para você saber, desde quando pedimos que você organizasse esse tipo de coisa para nós?
Harry deu de ombros sem saber o que responder, resolveu se concentrar nos seus sobrinhos.
- Tudo bem eu pego eles, suponho que é para levar para minha casa? – perguntou ele incerto.
-Sim, Molly está com Fred, Roxanne, Dominique e Louis, e você sabe que Rose precisa ir para o ballet hoje, seria pedir muito a Molly que saia com esse tanto de crianças apenas para deixar a Rose, eu sei que ela não se importa, mas mesmo assim, eu sei o quanto essas crianças juntas dão trabalho, e é estressante sair com todas elas.
- Você sabe que ela têm experiência nisso, até porque ela teve 7 filhos, não sei como conseguiu cuidar de todos, quatro já me dão dor de cabeça suficientes, imagina 7 – Harry disse com a testa franzida.
- Sim eu sei, mas mesmo assim não quero dar trabalho, então você pode pegar eles hoje? Hugo não tem piano hoje porque é quinta feira, mas Rose tem Ballet das 14:30 às 17:30, os seus tem algo para hoje? Ah não! James tem luta hoje, assim como Al, se você não puder eu...
-Hermione! Respira, eu já disse que pego eles, sem problema, a luta dos meninos é quase no mesmo horário que o ballet da Rose e da Lily. – Harry teve que falar alto porque a amiga já estava ficando nervosa, e Harry por ter passado anos na companhia de Hermione sabe como ela pode ser precipitada quando fica nervosa, ela tem a terrível mania de não terminar a frase e sair da sala quando ficava muito exaltada.
-Oh !Tudo bem, Hugo não tem nada hoje, mas ele é quieto, então não vai lhe dar problemas durante a tarde, aliás, nenhum dos dois, são comportados. – Harry por um momento sentiu pena da amiga, os filhos dela só eram comportados na sua frente, porque quando estava com Rony ou outras pessoas viravam o caos na terra.
- Hermione sou tio deles, não sei se você se lembra mas já cuidei deles milhares de vezes para você e Rony, não será problema nenhum cuidar deles hoje, eu me viro, só vai ter eu e Hugo hoje na casa, os meninos vão estar no jiu jitsu e as meninas no ballet, e Ginny têm uma entrevista hoje para fazer, mas acredito que esteja em casa cedo.
Apesar dos filhos de seus amigos serem barulhentos, como toda criança deveria ser, eles não chegavam ao nível de barulho dos seus próprios filhos que por muitas vezes já fizeram Harry se questionar sobre paternidade, e os riscos que precisam assumir, Harry ama seus filhos mas tem dias que eles estão tão eufóricos que da vontade de desaparecer apenas para ter um dia de silêncio e paz, viagens sem filhos era um sonho compartilhado entre Harry e Ginny toda vez que tinham que lidar com as crianças em estágio avançado de euforia.
-Certo então, já que está esclarecido eu preciso realmente ir agora, preciso ajeitar a sala, e... – de repente ela sentou ereta com os olhos arregalados e disse - Meu Deus não falei com a secretária, preciso ir agora, tchau Harry, vejo você a noite.
E juntou os papéis numa velocidade desproporcional, Harry olhou para ela exasperado e se levantou da cadeira para ajudar a amiga, que francamente em todos esses anos continua a mesma.
- Eu tenho que fazer janta? – Ele perguntou enquanto acompanhava ela até a porta.
- Não sei, acho... depende do Rony, não sei que horas ele chega, pego as crianças em algum momento dessa noite, diz a elas que as amo, obrigada Harry.
E saiu apressada da sala
- Só por precaução vou deixar janta pronta, te vejo mais tarde! – Ele gritou para a mulher já no final do corredor, alguns curiosos saíram de seus escritórios para ver o que estava acontecendo e ele imediatamente voltou para dentro.
Harry depois de muita insistência da família se tornou Auror chefe depois de Gawain Robards se aposentar, não era algo que Harry almejava, ele preferia estar nas ruas atrás de bruxos fora da lei e possíveis bruxos das Trevas, porém depois de uma desastrosa missão em que ele quase morreu, ele resolveu aceitar o cargo de Auror chefe, que consistia na maioria do tempo, ficar no escritório lendo e relendo relatórios dos aurores que saiam em missão e os que faziam ronda, era raro Harry sair em missão, já era quase julho e ele ainda não tinha saído para nenhuma.
Como não tinha muita coisa para fazer no escritório, e se tivesse ele terminaria em casa, Harry tinha a liberdade de sair a hora que quisesse, quando James ainda não tinha nascido Harry trabalhava em tempo integral, porém depois que o filho nasceu ele passou a trabalhar apenas um turno, o que era um pouco cansativo, pois quando ele trabalhava em tempo integral ele ganhava folga no dia seguinte, ou seja trabalhava dia sim dia não, e trabalhando meio turno ele saia meio dia e passava a tarde cuidando do filho, e no dia seguinte voltava a trabalhar, ou seja, nada de folga para ele. Se ele se arrepende de ter feito isso, nenhum pouco, ele não poderia deixar Ginny cuidar do filho deles sozinha, até por quê ele tinha ajudado a fazer, e Harry amava mais do que tudo seus filhos e sua esposa.
Teddy ajudava muito na hora de cuidar do irmão, ele amava fazer isso, no entanto, como ele era uma criança de 6 anos que também precisa de cuidado era mil vezes mais difícil, Teddy tinha na mente que por ele ser irmão mais velho, ele já era adulto e podia fazer as coisas sozinho, tipo, tomar banho sozinho ( era um terror), fazer comida, e ir para escola sem companhia, ou seja, Harry ficava vesgo porque tinha que manter o olho no recém nascido James e no eufórico Teddy, ele tinha esse comportamento apenas com Harry, porque quando ele tentou esse comportamento com Ginny ela logo tirou isso da mente dele, coisa de mãe.
Quando o relógio bateu meio dia Harry já estava saindo do ministério da magia, ele odiava aparatar então ia para o mistério de carro, Harry não morava tão longe do ministério, ele morava na cidade vizinha, então a viagem de carro não era tão longa, Rose e Hugo assim como James, Al e Lily estudavam em Londres, em escolas diferentes, Rose e Hugo estudavam em uma escola particular que Hermione estudou quando criança, e seus próprios filhos estudavam em uma escola pública. Na escola dos seus filhos tinha ônibus que as deixavam em casa, então Harry não se preocupava em buscar eles na escola, Rose e Hugo, no entanto, estudavam em uma escola renomada de Londres, onde apenas aqueles que têm dinheiro estudavam, então obviamente não têm ônibus escolar.
10 minutos depois ele parou em frente à escola e avistou vários carros chiques com direito a motoristas particulares, ele entrou no estacionamento da escola após se apresentar ao guarda na guarita e estacionou em uma vaga livre. Desceu do carro e se dirigiu a entrada da escola onde esperou pacientemente pelos seus sobrinhos, após alguns minutos ele avistou o cabelo ruivo de Hugo e levantou a mão para chamar sua atenção. O menino viu o tio e abriu um sorriso com janelas.
Após abraçar o tio e fazer várias perguntas eles sentaram no banco e esperaram por Rose que não demorou a chegar, os dois irmãos tinham o mesmo tom de cabelo que seu amigo e sua própria esposa, o que os diferenciava era os olhos, enquanto Rose tinha puxado o azul do pai, Hugo puxou os castanhos da mãe. Rose caminhou sorridente até o tio e lhe deu um abraço forte antes de fazer uma careta e perguntar onde estava a mãe e o pai, Harry explicou o que tinha acontecido enquanto caminhavam para o carro, foi nesse ínterim que uma mulher esbarrou nele.
-Oh! Desculpe! – Disse ela com o tom doce, Harry estremeceu por dentro e estava pronto para dizer que era casado quando a mulher começou a falar. – Você é o pai dessas lindas crianças? Oh! Que coisa linda, adoro pais prestativos que realmente se preocupam com os filhos.- ela disse com um sorriso tão grande que Harry pensou que iria rasgar sua boca, antes que Harry abrisse a boca ele ouviu uma voizinha irritada.
- Ele é casado – Rose olhou para mulher com a cara fechada.
-Ah! Sim, tudo bem!- A mulher olhou para a menina com desgosto e deu um sorriso para Harry que não retribuiu.
- Vamos tio!- disse Rose puxando Harry pela mão. – Francamente, que mulher sem noção, vou dizer tudo para minha tia.
Harry riu do quanto Rose se parecia com a mãe enquanto abria o carro para eles entrarem.
- Então... – Ele começou interrompendo os resmungos de Rose e perguntou. – Como foi a escola hoje?
Hugo olhou para ele do banco de trás após colocar o cinto e disse:
- Uma nhé! Odeio essa escola!
Harry olhou para ele e depois para Rose que deu de ombros.
- Para mim foi tudo bem! A professora disse que eu provavelmente me sair muito bem no teste, e eu recebi as notas das provas que fiz na semana passada e não tirei nenhuma abaixo da média - Ela disse orgulhosa.
-Uau, você realmente puxou sua mãe, parabéns Rose- ele disse para a sobrinha que sorriu, então ele voltou os olhos para seu sobrinho e falou com cuidado – porque a escola não foi boa hoje para você Hugo, os meninos estão pegando no seu pé? Se for é só você usar as técnicas que aprendeu no jiu Jitsu.
Ele disse enquanto Hugo riu e Rose parecia exasperada.
- Não acho que mamãe acharia isso legal, mas papai com certeza. – Ela disse com um meio sorriso.
- Não foi os meninos, eu só...não gosto de cálculos e minhas notas em matemática estão abaixo da média, e a professora me chamou de burro, porque não consigo acompanhar o restante da turma, eu não gosto de lá- Harry arregalou os olhos e olhou para Rose que ficou vermelha.
- QUEM FOI QUE DISSE? QUAL NOME DESSA PROFESSORA? – Ela gritou com raiva, Hugo olhou para o tio e deu de ombros, Harry respirou fundo.
- Hugo, você não é burro, não deixe que ninguém fale isso de você , é um garoto inteligente, só porque você não é bom em matemática não significa que não seja bom em outras coisas, você adora pintar e desenhar, e é realmente bom nisso, assim como é um ótimo pianista. – Harry disse e Hugo lhe deu um sorriso que ele retribuiu, ele teria que lembrar de falar com Hermione sobre isso.
- E você derrubou aquele menino dois anos mais velho que você no jiu Jitsu, e é o único que derrotou o pai no xadrez- Rose acrescentou para o irmão que ficou vermelho com o elogio.
Hugo era definitivamente um artista, assim como a irmã.
- Vocês dois não puxaram os pais nesse quesito, nenhum dos dois é um artista, espero que os meus também não puxe para mim e nem para Ginny. – Harry disse com um sorriso divertido e ao mesmo tempo desejoso, ele não queria que nenhum dos filhos seguisse sua profissão, apenas de Teddy já ter demostrado e ter feito os Noms para seguir essa carreira o deixava nervoso.
A viajem de carro até em casa foi bem rápida, Harry conversou com seus sobrinhos sobre a escola, Hugo mais uma vez disse não gostar da escola, o jiu jitsu, Rose disse que ia lutar daqui a duas semanas, claro que Harry sabe disso, seus próprios filhos também vão lutar.
Menos Hugo e Lily, apesar de ser esperado, eles ainda não estão preparados para lutarem com uma plateia.
- Não sei se vou vencer, a menina que vai lutar comigo é muito maior que eu – Rose disse revirando os olhos.
- Não diga isso, você treinou bastante e lembre-se que perder não é o fim do mundo, eu perco direto para o seu pai no xadrez – Harry disse tentando confortar sua sobrinha.
- É, mas isso é porque você é horrível no xadrez tio – ela retrucou rindo e Hugo a acompanhou.
- Engraçadinhos – Ele disse, porém também riu.
- Enfim, a tia de vocês deve estar esperando com um almoço muito gostoso – Ele disse entrando na propriedade.
- Hum acho que prefiro comer lama, obrigado! – Hugo disse nos fazendo rir.
- Não diga isso a sua tia.
Após estacionar o carro ele abriu a porta e saiu, seus sobrinhos em seu encalço.
- Tio, mas é mentira né? A tia não vai realmente fazer o almoço né? – Rose perguntou um pouco receosa e Harry a tranquilizou.
Sua esposa sabia fazer várias coisas de casa, no entanto, comida não era uma delas, e todo mundo fugia da sua culinária, inclusive ele próprio.
- Amor! Cheguei! – Ele gritou da porta, Pumpkin, o gato laranja da Gin miou do tapete da entrada, desafiando qualquer um a tirá-lo dali, Harry tinha certeza que ele fazia de propósito, sempre que ele saia o gato ficava no tapete da entrada e toda vez que ele ia tirar o animal de lá, o gato o arranhava.
- Sai daí Pumpkin – Disse Harry tirando o gato raivoso do tapete para as crianças entrarem.
- Tio deixa ele, que fofinho, oi Pumpkinikin – Rose disse com a voz meiga coçando atrás da orelha do gato, como Pumpkin odiava afeto, ele grunhiu e mordeu a mão da menina. – Ai.
Hugo riu e passou reto pelo Hall da entrada, Rose o seguiu massageando a mão.
Ginny estava na sala assistindo algo na televisão, eles moravam em um bairro trouxa pois não queria que seus filhos sofressem a pressão da fama no mundo bruxo, Harry evitava levar eles ao beco diagonal, pois ainda existiam bruxos que queriam o mal dele e fariam de tudo para o atingir, incluindo machucar seus filhos, por isso, as crianças estudavam em escolas trouxas e brincavam com brinquedos trouxas, é claro que eles tinham brinquedos bruxos, Harry não excluía o mundo bruxo da vida de seus filhos, até porque é o mundo delas, mas até uma criança bruxa ficaria encantada com videos games e filmes animados.
- Oi crianças! – Ela disse dando um abraço em cada um - Oi amor, como foi o trabalho? – Ela perguntou beijando seus lábios.
- Eca! – Hugo disse e se jogou no sofá.
Harry sorriu e beijou mais uma vez a esposa, apesar de anos de casados, o amor deles continua o mesmo, se não até mais forte.
- Como a casa está silenciosa acredito que os diabinhos ainda estão na escola – ele deduziu se afastando da esposa, de repente uma bola de pelos pula nele e o derruba no sofá.
- Marshmallow para! – Harry tenta escapar das lambidas do cachorro eufórico da família, Marshmallow, mais conhecido como Marsh é um Golden Retriever albino que Harry encontrou abandonado perto do Caldeirão furado.
Hugo rir e puxa Marsh para ele, os dois caem no chão e Marshmallow late lambendo o rosto de Hugo.
- Hugo, não deixa ele lamber seu rosto, isso é nojento – Rose fala com uma careta.
- Nojenta é você – ele retruca.
Rose estreita os olhos com raiva.
- Hugo, não chame sua irmã assim, vão se trocar para almoçar – Ginny manda, os dois se olham e imediatamente sobem para o banheiro, como Harry e Ginny ficavam bastante com os sobrinhos eles resolveram fazer um quarto para eles.
- Discursão evitada com sucesso – Harry diz abraçando sua esposa.
-Será? – Ela suspira e ficamos em silêncio ouvindo a discursão distante dos irmãos – Fracamente, ele são idênticos aos pais.
Harry ri beijando o pescoço da esposa.
- Vamos apreciar esse momento de paz, porque daqui a pouco a casa vai ficar impossível com várias crianças eufóricas – Ele diz fazendo ela gemer.
Indo para a cozinha Harry decide fazer um almoço britânico completo, Ginny ajuda pegando os ingredientes e dando força moral.
Quando o almoço fica pronto eles vão para sala esperar seus filhos, ficam um tempo namorando no sofá até ouvirem um barulho do ônibus escolar parando em frente a casa, Rose e Hugo parecem ouvir também, pois ouvimos passos rápidos descendo a escada.
