Na quietude da madrugada, passos ansiosos e apressados reverberavam pelos corredores, ecoando como um segredo que a escuridão tentava esconder. Cada pisada era um passo em direção ao desconhecido, um compromisso firmado com a sombra da noite. A ausência de Dumbledore, afastado pelo rigoroso Conselho Escolar, gerava um calafrio de inquietação, mas essa insegurança não seria capaz de conter o seu desejo implacável, cuja respiração ofegante se misturava ao ar gelado da madrugada.

O coração de Sirius batia descompassado, uma sinfonia frenética que conduzia a dança de suas ações. A excitação do momento fervilhava em seu peito, entrelaçada com a eletricidade dos riscos que enfrentava ao adentrar a escuridão quase palpável. Era como se o perigo fosse o próprio combustível de sua coragem, incitando-o a se mover com uma determinação quase selvagem rumo às profundezas gélidas das masmorras. Entretanto, ele procurou refrear seus ímpetos, segurando por mais alguns preciosos segundos a ansiedade febril que ameaçava consumi-lo. Com elegância calculada, Sirius apoiou-se contra a parede fria e úmida, segurando sua varinha em punho. Um gesto suave, quase coreografado, e o feitiço Lumos se materializou, projetando uma luminosidade tímida que delineava os contornos do Mapa do Maroto. Sob essa iluminação serena, ele identificou o paradeiro de Filch naquele exato instante, um detalhe de grande importância para o sucesso de seu audacioso plano.

Nada poderia dar errado, afinal, uma ideia fracassada quase o havia lançado ao abismo da expulsão. Seus olhos, famintos por certeza, percorreram o mapa até identificar o movimento do zelador em direção à entrada do Salão Comunal de Lufa-Lufa. Um sorriso de satisfação e malícia se desenhou em seus lábios, como se a vitória já fosse sua. Em pensamentos, ele agradeceu internamente a Pontas pela generosa cedência da capa invisibilidade, sentindo a teia do destino tecer-se a seu favor. Com um suspiro aliviado, Sirius permitiu que seus músculos relaxassem momentaneamente, e seus nervos pulsantes encontraram momentâneo descanso. As emoções, alçadas a uma sinfonia, dançavam dentro dele em uma cadência mais sublime que qualquer receio ou apreensão.

Os minutos se arrastaram, como se o tempo, ciente da urgência, movesse-se com lentidão provocadora. Então, ela surgiu, como uma visão encantadora no caleidoscópio da escuridão. Bellatrix estava ali, envolta nas luzes trêmulas dos archotes, seus cabelos negros rebeldes parecendo dançar em harmonia com as chamas douradas. Ela mexia neles com uma impaciência visível, e seus lábios se torciam ligeiramente para o lado, uma expressão que traduzia sua inquietude. Era evidente que a demora o havia irritado.

Sirius, entretanto, não conseguia conter a adoração silenciosa que dedicava a ela. Seus olhos a devoravam com um misto de desejo e reverência, capturando cada detalhe da figura que se materializava à sua frente. Bellatrix era, sem dúvida, uma mulher de força incomparável, uma guerreira destemida pronta para desafiar o mundo. E, em poucos instantes, ela seria sua de todas as formas possíveis.

A urgência do momento logo o fez abandonar seu devaneio silencioso. Com passos tão leves quanto um sopro, ele avançou em sua direção, o tecido da Capa da Invisibilidade envolvendo-o como um manto de sombras. Um encontro de corpos, um abraço surpreendente, e a resposta ao seu avanço foi um sobressalto de surpresa por parte dela. Bellatrix se virou rapidamente, varinha em punho, um reflexo que denotava sua agilidade afiada.

- Você quer me matar, seu maldito? - a voz dela soou, carregando um misto de contrariedade e exasperação.

Sirius deixou escapar uma risada, um som que carregava alívio e um toque de deboche, uma vez que percebia que ela se acalmava.

- Calma, eu só queria fazer uma surpresa - ele respondeu, um sorriso brincando em seus lábios.

Bellatrix relaxou o corpo, sua expressão oscilando entre o descontentamento e uma curiosidade mal dissimulada.

- Demorou tanto que eu comecei a pensar que você havia desistido e que eu ficaria aqui, parecendo uma tola - sussurrou quase para si mesma, seus olhos lançando olhares furtivos por sobre o ombro dele, verificando se estavam realmente sozinhos, livres de olhares curiosos ou de seguidores indesejados.

Enquanto a observava, Sirius não conseguia conter o brilho travesso que dançava em seus olhos, um sinal claro de seu desejo reprimido. A figura imponente que Bellatrix representava perante o mundo desmoronava diante dele, substituída por uma mulher que despertava sua paixão mais profunda. Ele não era apenas um membro da nobre Casa Black, mas sim um homem intoxicado pelo magnetismo dela, entregue a uma força que o arrastava com irresistível intensidade.

A mão de Sirius acariciou sua cintura com uma ousadia contida, um toque exploratório que não apenas revelava o desejo que o devorava, mas também expressava sua rendição a essa paixão avassaladora. Cada traço de seu toque transmitia uma submissão voluntária, um reconhecimento de que aquele momento, aquele encontro nas sombras, era uma entrega completa ao que sentiam. Em meio a essa dança emocional, ele se permitia ser guiado pelos instintos, envolvendo-se na urgência de possuir e ser possuído.

Bellatrix, já ansiando pelo que estava por vir, afastou-se ligeiramente dele, sua mão se erguendo para dar um tapa em seu ombro. Era como se ela precisasse liberar a tensão acumulada, descontando a frustração da espera.

- O que foi que eu fiz agora? - ele questionou, segurando seus pulsos para impedir que ela continuasse a atingi-lo.

- Logo você vai descobrir... - sua voz continha um tom de desafio, mas também uma pitada de promessa, sua expressão carregando a aura de um enigma indecifrável.

O olhar que ela lhe lançou era um convite ousado e uma advertência, um vislumbre da intensidade de suas emoções. Bellatrix mantinha um silêncio enigmático por um motivo profundo. Ela não permitiria que ele a distraísse, pois havia uma missão além da paixão, uma missão que a definia e que não cederia ao encanto sedutor que Sirius exalava. Para ela, ele era uma tarefa dada por Voldemort, um teste de lealdade que ela estava determinada a cumprir com perfeição.

Principalmente, quando considerava a liberdade que lhe era oferecida em relação a isso. Não lhe tinha sido proibido se divertir com ele durante as horas mais entediantes, uma válvula de escape interessante e admirável para os momentos em que ansiava por caminhar entre luzes e pessoas, momentos em que podia esquecer temporariamente que tudo aquilo era uma mera obrigação, um fardo que logo estaria encerrado.

De qualquer modo, não conseguia recordar com exatidão quando toda aquela história havia de fato começado. Ainda menos compreendia as verdadeiras intenções do Lorde das Trevas ao solicitar que tivesse outro bebê, uma Black que, por decreto, receberia o nome de Hermione. Mesmo que tivesse pensado em escolher nomes como Nova ou Sagitta, não haveria espaço para discussões sobre esse assunto.

Em meio a uma ampla gama de hipóteses, alimentava a ideia de que uma nova e sombria princesa estava por vir. Uma menina de poder incontestável que, ao lado de Delphini, reinaria com soberania e altivez, assegurando a vitória na guerra e a continuidade do império idealizado por Voldemort. Sua ambição a guiava e sua rápida ascensão entre os Comensais da Morte estava sendo reconhecida. Bellatrix prosseguia profundamente obstinada rumo a seus objetivos, determinada a alcançar uma posição maior e mais relevante do que aquela reservada à sua família até então. Ela desejava que seus esforços assegurassem que os Black não desaparecessem, mesmo que o mundo viesse a desmoronar.

Voltando à realidade, segurou Sirius pela mão e o puxou para acompanhá-la. Com passos lentos e observadores, caminharam ocultos sob a capa da invisibilidade, aproximando-se da parede de pedra lisa e imaculada. Seus corpos estavam próximos, compartilhando o calor e a ansiedade do perigo constante de serem descobertos.

- "Mors Bestia" - Bellatrix murmurou a senha, encostando a varinha no que parecia ser a porta, sem se importar com o fato de que ele a escutava atentamente.

No dia seguinte, Evan alteraria o código de acesso e a entrada seria vedada àqueles que não conhecessem os novos códigos. Além disso, não se preocupava com alguém tão orgulhoso de ser grifinório. Ele sempre priorizara demonstrar coragem e bravura, em vez de analisar estratégias ou detalhes interessantes. Portanto, Sirius não saberia exatamente onde tinham entrado, no ninho das serpentes.

- É um desperdício para alguém com grandes habilidades como duelista - ela pensou, lançando-lhe um rápido olhar de canto.

- Poderia ser um excelente general para o Lorde das Trevas.

- Para onde estamos indo agora? - ele perguntou com a voz baixa e carregada de curiosidade.

Examinando cada canto como um soldado circundando o território inimigo, ele se virou para Bellatrix com uma expressão de dúvida e suspeita. Sentia uma sensação estranha, uma intuição de que algo estava errado naquela situação. Talvez fosse apenas desconforto, já que era a primeira vez que entrava naquela casa que sempre afirmara detestar.

Porém, como poderia entender exatamente o que sentia quando nunca tinha refletido sobre o rumo que sua história com ela havia tomado ao longo dos anos? Cada toque, mesmo que fugaz, a deixava ansiando por mais, um conflito interno que ela escondia com maestria. Bella sempre tentava esconder a verdade de si mesma, negando a atração irresistível que sentia por Sirius, a eletricidade que percorria sua pele quando ele estava por perto. Cada toque era uma batalha entre a razão e o desejo que a mantinha cativa.

- Vamos subir as escadas e ir para o dormitório masculino... especificamente, o do sétimo ano, se não se importa - ela respondeu, o encarando, com suas palavras carregadas de insinuação.

Seu sorriso malicioso iluminava seu rosto enquanto encarava Sirius. A tensão entre eles crescia, um campo magnético de atração e perigo que não podiam mais ignorar. A complexidade daquela situação não passava despercebida. A atração magnética entre eles era como uma maldição, uma armadilha da qual não conseguiam escapar, apesar dos riscos e das consequências. Enquanto Bellatrix tramava seu plano, Sirius estava cada vez mais envolvido nessa teia, incapaz de negar o poderoso magnetismo que o puxava em direção a ela.

O toque de Sirius, quente e impregnado de desejo, deslizava pela pele sensível de Bellatrix enquanto avançavam juntos na direção do dormitório masculino. Cada contato era como uma faísca elétrica que inflamava sua pele, uma mistura de prazer e inquietação. Os dedos de Sirius exploravam cada centímetro de sua pele, revelando segredos ocultos que só eles compartilhavam. Cada toque era um convite para o descontrole, um chamado irresistível que ela não podia resistir.

Bellatrix permitia que Sirius a tocasse, não apenas pela delícia que essas carícias lhe proporcionavam, mas também porque sabia que, por meio delas, exercia um domínio sutil e poderoso sobre ele. Cada toque era uma troca silenciosa de poder e desejo, uma dança de submissão e entrega que os mantinha unidos. A cadência das carícias era calculada, provocando uma tormenta de sensações que reverberavam em suas almas.

Sirius, mergulhado no turbilhão de emoções, não conseguia entender completamente a complexidade dessa manipulação. Cada contato, cada olhar, era uma revelação de seu amor por Bellatrix. Ele se entregava sem reservas, sem perceber os fios invisíveis que ela habilmente tecia ao redor de seu coração. Cada toque de Sirius era uma declaração silenciosa, um testemunho fervoroso de sua devoção e entrega incondicional a uma paixão que ele mal compreendia, mas não podia negar.

À medida que subiam as escadas, o calor do corpo de Bellatrix e sua presença envolvente a faziam esquecer todas as dúvidas e preocupações. O ambiente ao redor parecia desvanecer enquanto se moviam, como se estivessem em um sonho compartilhado onde apenas eles existiam. Cada degrau era uma ponte que os aproximava ainda mais, uma trilha de desejos inconfessados. O desejo avassalador que os dominava era como uma tempestade que se aproximava, obscurecendo qualquer pensamento racional. Cada passo parecia impulsioná-los em direção a um abismo de prazer do qual não havia retorno.

Naquele momento, o mundo exterior perdia relevância, restando apenas a paixão que os unia. A realidade cedia espaço para a voracidade do desejo, como um véu que os separava do mundo exterior. A capa da invisibilidade não era apenas um artefato mágico; era uma barreira que os isolava do mundo, criando um refúgio onde apenas eles existiam. O mundo lá fora não tinha mais importância; era o que acontecia entre eles que era real e intenso.

Bellatrix estava determinada a redirecionar ainda mais a atenção de Sirius. Ela o beijou ávida, seus lábios se encontrando em um dueto ardente. Cada beijo era como um elo que os ligava, uma promessa selada com cada toque de seus lábios. Enquanto suas bocas se exploravam com urgência, Bellatrix traçava um caminho pecaminoso com as mãos, desvendando cada segredo escondido sob as camadas de roupa. Seus dedos habilidosos encontravam os contornos de seu corpo, deixando um rastro de calor em seu rastro.

A antecipação do que estava por vir era quase mais excitante do que o próprio ato. Bellatrix se afastou, deixando seu hálito quente acariciar a glande de Sirius. Ela circulou com a língua, suas mãos acariciando o comprimento de seu membro, conduzindo-o ao ápice do prazer. Cada toque, cada movimento, era como uma sinfonia cuidadosamente composta para provocar êxtase, como se eles estivessem dançando em harmonia, guiados pela melodia de seus desejos.

O ápice estava ao alcance, a tensão acumulada quase insustentável. Bellatrix interrompeu o ritmo, olhando Sirius com um sorriso desafiador, deixando-o à beira da loucura. Seus olhos faiscavam com desejo, os lábios vermelhos entreabertos. O desejo que partilhavam era mais que carnal, era uma conexão profunda e visceral, transcendendo a simples paixão física. Eram arrastados por uma força incontrolável, como se dançassem à beira de um precipício, cedendo à voracidade de um amor que ardia intensamente, mesmo que ambos tentassem entender a complexidade de suas emoções conflitantes.

Os toques entre seus lábios retornavam impacientes, ansiosos por mais beijos, como uma dança frenética que expressava o desejo crescente entre eles. A cada contato, a eletricidade estática parecia percorrer suas peles, aumentando a intensidade da atração que os envolvia. Eles mergulharam em um turbilhão de sensações, perdendo-se no calor que emanava de seus corpos entrelaçados.

Distribuindo mordidas e chupões pelo torso de Sirius até o pescoço, Bellatrix demonstrava seu domínio sobre ele de maneira provocadora. Cada marca deixada por seus lábios e dentes era um testemunho silencioso de sua posse, uma declaração de que ela exploraria seu corpo conforme seus desejos.

Com uma pausa deliberada, ela arranhou o peitoral dele, provocando uma agonia sensual que o deixou ansiando por mais. O gesto era uma tortura delicada, uma promessa de prazer misturada com a frustração do desejo não saciado. Ao interromper abruptamente, Bellatrix o encarou intensamente, suas írises faiscando com uma mistura de malícia e fascínio. Ela compreendia a luta interna de Sirius, as amarras invisíveis que o prendiam, enquanto ele lutava para se libertar do desejo que a dominava.

Sussurros indecifráveis escapavam dos lábios dele, cada som um reflexo da batalha interna entre sua racionalidade e a paixão avassaladora que ardia em seu peito. Ele tentava conter a avalanche de emoções que o envolvia, mas a intensidade do momento ameaçava romper as barreiras que ele mesmo havia erguido.

Enquanto Bellatrix começava a se perder na ânsia provocada pelo atrito de seus corpos, uma urgência primitiva a consumia. Cada toque, cada movimento, acendia uma chama que se espalhava por suas veias, deixando-a em um estado de fervor intenso. Seus gemidos eram uma sinfonia de prazer, ecoando no quarto como uma trilha sonora da paixão que compartilhavam.

Com um gesto provocativo, ela o conduziu para a cama, a expressão em seu rosto misturando desejo e desafio. Ela se posicionou de forma a permitir que Sirius explorasse sua intimidade com a língua, entregando-se completamente à sensação. Seus olhos se fecharam, os lábios entreabertos enquanto ela se rendia ao toque dele.

Seu corpo se contorcia em movimentos sensuais, suas costas arqueando enquanto ela segurava o encosto da cama com força. Gemidos incontroláveis escapavam de sua boca, uma mistura de prazer e êxtase que tomava conta dela. Cada movimento de Sirius era um convite para a fusão de seus corpos, uma dança erótica que transcendia o físico e mergulhava nas profundezas de suas almas.

Sirius aproveitou aquele momento para recuperar o fôlego, sua respiração pesada ecoando no quarto silencioso. Ele a admirou enquanto explorava cada centímetro dela, sua mente gravando cada detalhe da cena. A visão de Bellatrix entregue ao prazer, seus olhos fechados e os lábios entreabertos em busca de ar, era uma imagem que ficaria gravada para sempre em sua memória.

O desejo que compartilhavam estava além de palavras, além de qualquer limite. Era uma conexão visceral, uma paixão que transcendia a lógica e a razão. As emoções ferviam dentro deles, ameaçando transbordar a qualquer momento. Cada toque, cada carícia, era um testemunho do amor e da luxúria que os uniam.

- Caralho... como isso é incrível – sussurrou com os olhos fechados, sentindo os lábios dele quase roçando sua pele sensível enquanto explorava seu clitóris com a língua, provocando arrepios deliciosos.

A barba por fazer de Sirius roçava em sua intimidade, uma sensação provocante que a fazia gemer baixo. Cada movimento circular de sua língua a empurrava mais fundo no abismo do prazer, a tensão crescendo a cada toque. Ela segurava o encosto da cama com força, seus dedos cravados na madeira enquanto ela buscava ancorar-se na realidade.

- Mais rápido... – sua voz saiu quase como um pedido desesperado.

O rosto dele retornou entre suas pernas, e ela sentiu sua língua explorando cada dobra sensível, provocando tremores em seu corpo. A sensação era quase insuportável, o êxtase se formando em seu ventre e irradiando por todo o seu ser. Ela estava à beira do abismo, prestes a mergulhar no desconhecido.

O clímax a envolveu como uma tempestade, seus gemidos subindo em um crescendo irresistível enquanto ela se entregava ao prazer avassalador. O corpo dela tremia com a intensidade do momento, cada músculo se contraindo em uma dança desenfreada. O mundo ao seu redor desapareceu, restando apenas a sensação de seu próprio corpo em êxtase.

- Você... eu... eu... – ela mal conseguia formar palavras, sua voz um murmúrio incoerente enquanto as ondas de prazer a envolviam.

Sirius a consumia com avidez, sua língua explorando cada centímetro de sua intimidade, sua boca ávida por cada sabor e textura. Ele absorvia cada gemido, cada suspiro, como se estivesse absorvendo a própria essência dela. Cada movimento era uma expressão de seu desejo e devoção, uma prova do quanto ele a desejava.

Com suas mãos agora livres, ele a puxou para perto, seus corpos se encontrando em um choque elétrico. A penetração era inevitável, um momento que ambos ansiavam. Agarrando-a pela cintura, ele a posicionou de quatro conforme desejava, seus dedos se cravando em sua pele. A cada investida, ele a empurrava mais fundo no abismo do prazer, cada movimento uma expressão de sua paixão avassaladora.

Agarrando-a pela cintura e posicionando-a de quatro, conforme desejava, ele começou a se mover gradualmente. Com um impulso acelerado, entrava e saía com força, impondo uma certa brutalidade ao ato. Os sons do encontro apaixonado atravessavam as grossas paredes do dormitório... todos ouviriam suas palavras um para o outro e o prazer que compartilhavam.

Os sons da paixão que compartilhavam ecoavam pelas paredes do dormitório, os gemidos e sussurros tornando-se uma trilha sonora de luxúria que revelava a entrega total entre eles. Eles não tinham mais controle sobre seus impulsos, sucumbindo à necessidade que os envolvia como uma tempestade voraz. O momento era como uma jornada sem volta, um mergulho vertiginoso em um abismo de sensações, onde cada toque e suspiro os aproximava mais do clímax iminente.

- Gosta assim, vadia? – a voz rouca de Sirius sussurrou em seu ouvido, um misto de desejo e possessão, enquanto seus dedos apertavam-na com intensidade no pescoço, fazendo-a arquejar em resposta.

- Só vou gostar se você me foder direito, seu idiota – sua resposta saiu com um tom provocador, um lampejo de desafio nos olhos. Ela agarrou seus cabelos, puxando-o para si, seus rostos tão próximos que podiam sentir a respiração um do outro. Era um gesto carregado de paixão e insolência, uma dança intricada de emoções em meio à voracidade do desejo. Naquele turbilhão de sentimentos, eles continuaram explorando os limites da entrega, se entregando à intensidade sem reservas.

A união de seus corpos era uma dança ardente, uma coreografia apaixonada onde cada movimento sintonizava com o ritmo acelerado de seus corações. Sirius sentiu a pressão quente e envolvente de sua intimidade o envolver, uma sensação quase avassaladora que o fez estremecer. Com mãos firmes, ele a segurou, deixando suas marcas suaves na pele, e com um movimento hábil, ele a virou de frente para si. Queria sentir a pressão entre suas coxas, ter seus corpos se fundindo em um abraço íntimo que transcendia o físico.

- Grita mais alto, do jeito que só você sabe, Bellatrix! – as palavras de Sirius eram um comando fervoroso, carregado de desejo e urgência, suas expressões ecoando como uma oração profana que reverberava na atmosfera carregada.

Controlando o próprio prazer, ele apreciou os sons que eles criavam, cada gemido e suspiro um acorde na sinfonia do êxtase que se aproximava. Cada detalhe, cada toque, era uma peça fundamental nesse que quebra-cabeça de desejo. A proximidade de seus corpos era eletrizante, a temperatura aumentando a cada contato, a cada movimento.

As palavras dele eram como uma promessa que a faziam ansiar pelo desconhecido, pela liberação de suas próprias amarras. Bellatrix sentiu-se à beira de um precipício, prestes a ser engolida por um vórtice de sensações avassaladoras. A cada investida, a cada carícia, eles se aproximavam do limiar que os levaria ao clímax ardente. O calor entre eles era uma chama incandescente, prestes a consumi-los por completo.

- Rosna... Eu quero que você comece a latir, agora, para a sua única dona – a voz dela carregava um sorriso de satisfação, sua provocação evocando arrepios e criando um campo de possibilidades tentadoras.

- Eu amo você! Bella... tão... tão... minha... – as palavras dele eram um suspiro rouco de devoção, antes de serem interrompidas por ela.

- Você nunca vai conseguir desejar alguém com a mesma força que me deseja, Sirius.

A mordida no lóbulo de sua orelha era um gesto íntimo e possessivo, intensificando o turbilhão de emoções que a consumia. Os braços dele a envolviam com firmeza, e seus lábios voltaram a se encontrar em um beijo faminto e cheio de urgência. Era como se estivessem em uma dança frenética, explorando cada centímetro do outro, entregando-se ao êxtase que os dominava por completo.

Assim como um vampiro sedento por sangue, seus impulsos os guiavam cada vez mais fundo nas profundezas do desejo. Cada toque, cada suspiro, era um passo na jornada do prazer, uma busca pelo clímax que os consumiria sem remorsos. E naquele cenário de paixão e luxúria, eles se entregaram completamente à força indomável do amor, explorando cada nuance de seus sentimentos mais profundos, rendidos a um êxtase avassalador que os envolvia por completo, como uma chama incandescente.

Na manhã seguinte, o Salão Comunal estava impregnado de agitado murmúrio, uma efervescência de ansiedade que circulava entre os sonserinos em seu ambiente. No quarto do sexto ano, as paredes pareciam pulsar, carregadas com a tensão palpável que vibrava nos jovens ali presentes. Regulus, exibindo uma mescla de nervosismo e insatisfação, mais uma vez dirigia inquietos questionamentos a Evan e Severus, buscando esclarecimentos sobre os rumos de sua busca por vingança. A ideia de justiça os impulsionava, mas a sombra da dúvida pairava sobre o quadro.

Ainda que a vingança fosse uma busca justificável, havia persistentes resquícios de incerteza em Regulus. Essa incerteza ganhava força quando avistou Avery, Mulciber e Greengrass entrando no recinto, prontos para receber as instruções. A repetição das orientações parecia se arrastar, cada palavra proferida era um gotejar incessante na ampulheta da ansiedade. Eles estavam à beira de arrastá-lo para fora do dormitório e jogá-lo escada abaixo, mas a ausência de Bellatrix impediu que isso se concretizasse.

- Não vou mais esperar! Se ela não conseguiu dormir com toda essa confusão que fez, nós também não conseguimos – afirmou Severus impaciente, sua paciência já esgotada.

Após uma pressa afoita até o quarto adjacente, completamente alheio ao mundo ao seu redor, ele se moveu em silêncio como uma serpente, deslizando por entre as roupas e objetos espalhados pelo chão. O caos das peças atiradas displicentemente e o aroma carregado do encontro carnal inundavam o ar, fazendo-o resmungar suavemente. Contudo, sua expressão se transformou em surpresa ao vislumbrar a perturbadora cena diante de seus olhos.

- Repulsivo... – murmurou, uma dose de sarcasmo presente em suas palavras enquanto observava Sirius e Bellatrix adormecidos.

Como alguém poderia repousar com o rosto quase enterrado entre as pernas de outra pessoa era um enigma perturbador para ele. Testemunhar uma cena tão arrogante interpretada por alguém que ele desprezava intensamente era quase insuportável. Sirius continuaria sendo um idiota pretensioso, sempre convicto de sua superioridade sobre todos e tudo.

Aos olhos de Sirius, ele era invencível, um arrogante herói audaz e intocável, protegido pelas artimanhas de Dumbledore que o blindavam das consequências de suas transgressões menores. No entanto, na perspectiva de Severus, ele não passava de um tolo presunçoso, cegamente confiante e ignorante das verdades que estavam claramente evidentes... Nenhum membro da Sonserina abriria suas portas para um intruso. As serpentes protegiam seus próprios ninhos, permitindo entrada somente em circunstâncias excepcionais, quando as motivações fossem urgentes e irrefutáveis – o que, sem dúvida, não se aplicava à situação diante deles.

- Nada no mundo será tão doce e satisfatório quanto a vingança – ele refletiu, suas palavras envoltas em sombrias nuances.

Enquanto seus pensamentos se desenrolavam, Severus considerou se havia uma forma de remover Bellatrix dali. Contudo, isso não seria tarefa simples... Ela estava deitada de lado, com a cabeça apoiada na coxa de Sirius, mergulhada em um sono profundo e sereno, alheia ao que a manhã lhes prometia.

- Continue a dormir, seu estúpido... o que está por vir vai atormentar seus sonhos por um bom tempo – murmurou, misturando contrariedade e amargura em suas palavras.

Com calculada serenidade, Severus pegou a Capa de Invisibilidade e o Mapa do Maroto, estudando-os com um olhar perspicaz. A situação parecia ainda mais promissora do que ele imaginara... esses artefatos se provariam ferramentas úteis em seus planos futuros. Enquanto isso, Evan e os outros se ocupavam de recolher as peças de roupa espalhadas, como se fossem vestígios de um encontro agora encoberto pelo véu do sono.

- Nem suas Hugrunes vão protegê-lo agora, desgraçado – as palavras ressoaram carregadas de profundo desprezo e ódio enquanto ele murmurava, como se estivesse mantendo um diálogo sombrio consigo mesmo, lançando um olhar furtivo para trás para verificar se estava sendo perseguido.

Com um gesto brusco, ele partiu a varinha de Sirius ao meio, lançando os pedaços na lareira e explodindo um caldeirão próximo ao quarto. O estrondo resultante fez Sirius acordar assustado, seus sentidos aguçados pela súbita explosão. Segurando Bellatrix pelas pernas para impedi-la de escorregar da cama, ele olhou em volta atordoado, seus olhos buscando freneticamente seus pertences espalhados. Enquanto isso, Bellatrix se esticou preguiçosamente, sua expressão tranquila demonstrando que ela estava indiferente ao caos que acabara de ocorrer.

- O que está acontecendo? - perguntou para Bellatrix, observando com curiosidade enquanto ela se levantava da cama e começava a desaparecer gradualmente de sua vista.

- Ainda tenho o direito de ir ao banheiro - respondeu com um riso malicioso, suas feições irônicas e maldosas refletindo o desafio em seu olhar. Com um beijo rápido e silencioso, ela se desvaneceu por completo, deixando apenas a sensação de seus lábios na memória de Sirius.

Enquanto o ambiente ao seu redor se desdobrava em um redemoinho de confusão, Sirius se viu submerso na avalanche de emoções após uma noite intensa. Agora, estava nu e desarmado em um ambiente hostil. Ele colocou ambas as mãos no rosto, buscando conter a crescente tempestade de sentimentos que o inundava. A dura realidade caía sobre seus ombros, pesada e implacável. A situação parecia fugir de seu controle, suas escolhas os haviam levado a isso.

- Como eu vou sair daqui? – sussurrou.

Não precisava de palavras para perceber que a maioria daqueles ao seu redor o detestava, um fato que agora era mais flagrantemente evidente do que nunca. A aflição crescia à medida que seus olhos se fixavam nas pessoas que mais desprezava, paradas junto à porta.

- Anda logo, Black! Vai sair daí ou a Bella o deixou em pedaços essa noite? - a voz de Evan soou cheia de afiado escárnio, suas palavras carregadas de insinuações.

- Vai demorar muito aí? Ou decidiu que vai limpar com a língua toda a sujeira que fizeram na minha cama? - a expressão de Greengrass refletia puro desgosto enquanto o empurrava pelos braços para fora do quarto.

Risadas cruéis ecoaram à sua volta, intensificando sua vergonha dilacerante e desespero. A cada passo que dava, era atingido por tapas, socos e pontapés. A raiva fervia em seu peito, ameaçando explodir a qualquer momento. Enquanto a verdade sobre sua vulnerabilidade o confrontava, uma de suas crenças mais arraigadas desmoronava lentamente. Naquele ambiente, ele não estava seguro e não tinha ninguém para defendê-lo.

Seus amigos estavam inacessivelmente distantes para assegurar sua invulnerabilidade. Em meio à confusão que envolvia sua mente ainda sonolenta, Sirius reconheceu que não tinha a lucidez necessária para traçar um plano rápido e escapar ileso daquela situação.

- Olha só, Black... descobrimos a razão de toda a sua raiva em relação a Severus. Seria inveja? - Avery provocou com um sorriso cortante de zombaria, suas palavras como agulhas cutucando a ferida aberta. As risadas que ecoaram apenas aprofundaram a ferida sutil de Sirius.

- Cale a boca, seu filho da puta! - ele gritou, recebendo um soco como resposta. A dor se espalhou por seu rosto, mas ele se recusou a demonstrar fraqueza.

- O silêncio é a melhor escolha para você aqui, meu querido amigo Sirius - a voz de Severus soou próxima e ameaçadoramente sombria, aproximando-se cada vez mais. Então, a escuridão súbita engoliu tudo ao redor de Sirius, deixando-o imerso na escuridão e na incerteza.

Seus olhos piscaram rapidamente, captando os contornos distorcidos das figuras ao seu redor. Enquanto as risadas maldosas ecoavam em seus ouvidos e os insultos e zombarias preenchiam o ar, ele se esforçava para manter a fachada controlada. Compreendendo as motivações por trás dos ataques, ele lutava para evitar que o remorso tomasse conta de sua mente.

Lutando para se levantar, Sirius tentava reunir os fragmentos de autoestima despedaçados e de sua dignidade maltratada. Seu desejo era deixar aquele lugar com um mínimo de altivez. No entanto, um feitiço silencioso o derrubou abruptamente e mãos cruéis agarraram seus cabelos, desferindo golpes impiedosos.

- Chega! Parem! Não... Severus... ele é meu irmão - os gritos de Regulus ecoaram pela confusão, embora seus apelos parecessem cair em ouvidos surdos. A voz de Regulus se perdeu em meio à turbulência inexpressiva, e Sirius se viu preso em um redemoinho de emoções e violência.

Lutando para recuperar o equilíbrio, sua mente gradualmente retornava à lucidez dolorosa, ainda envolta em confusão. Aos poucos, os rostos distorcidos ao seu redor começaram a adquirir definição, seus sorrisos maliciosos dançando na penumbra. Um jato d'água o arrancou de seu atordoamento, e seus olhos se encontraram com o olhar de desprezo lancinante lançado por Severus.

- Sentiu saudades, verme? - a provocação veio acompanhada de um chute que acertou o queixo de Sirius.

- Eu poderia te aniquilar sem pestanejar, Black... mas gosto de brincar com animais como você. Fico tentado a remodelar seu rosto para suas novas namoradas - as palavras de Severus foram seguidas por um aperto em seu pescoço, o ódio e o desdém pulsando através de seus gestos.

- Você não teria coragem, Ranhoso! É um covarde, um traidor maldito que se curva aos caprichos daqueles tolos. Você nunca será nada além de um fracassado - Sirius cuspiu o sangue que se acumulava em sua boca, suas palavras carregadas de irrefreável raiva e amargura.

- De verdade, Black? Suas provocações infantis soam como música para meus ouvidos... você é patético! - o riso de Severus escondia um desejo intenso de causar-lhe sofrimento, de se livrar daquela praga de uma vez por todas.

Apesar disso, uma barreira invisível o continha. Algo o impedia de ir tão longe, uma força interna que o recordava de uma responsabilidade maior. Mantê-lo vivo, apesar de todo o ódio. Recuando e recuperando sua varinha de sua manga, ele a apontou na direção de Sirius com um movimento ágil.

- Eu irei tratar pessoalmente disso mais tarde. Não queremos uma cena antes do previsto - as palavras de Severus eram gélidas e calculadas, sua determinação ardente brilhando em seu olhar antes de se tomar a decisão e apontar a varinha pronto para lançar um ataque devastador.

- Eletricus Duo...

A onda de choque percorreu o corpo de Sirius, arrancando um grito de agonia de seus lábios.

Cuspindo mais sangue, sentindo a dor latejar em seus dentes quebrados, ele se ergueu, avançando furiosamente em direção a Severus. Entretanto, Wilkes, Mulciber e Avery o contiveram, agarrando-o e arrastando-o para fora do Salão Comunal. Ele lutava, seus esforços não encontravam sucesso diante da força implacável dos outros.

- Não acaba aqui, Snape! Vou saborear cada gota do seu sangue, seu traidor nojento e desgraçado - sua voz ressoava com raiva, seus gritos abafados pelos aplausos e assobios dos sonserinos, que celebravam a humilhação de seu inimigo.

- Também vou sentir sua falta, pulguento!

Enquanto a fúria queimava, sufocada pela avalanche de abusos, a raiva fervia em seus pulmões como brasas ardentes. Seus punhos cerrados ansiavam por retalhar um por um daqueles que o haviam humilhado, uma fantasia violenta que trazia alívio momentâneo à pressão que endurecia suas veias. A cada soco e chute que desferia, suas mãos latejavam de urgência, clamando por retribuição a cada ato de crueldade.

No entanto, no turbilhão de fúria, uma angústia lancinante o infiltrava. Ele não podia deixar de se questionar por que Bellatrix não havia intercedido em sua defesa. Essa pergunta martelava sua mente como um eco persistente, ressoando mais alto que os insultos dos agressores. Temia que ela tivesse sido subjugada por ameaças ou coações, forçada a permanecer à margem, silenciosa. A incerteza feria mais profundamente do que os golpes que havia recebido.

Seria possível que todas as suas conquistas, suas façanhas, não passassem de jogadas calculadas por mentes muito mais astutas? Ele, que sempre acreditou ser o protagonista de sua própria história, começava a se enxergar como um mero peão em um tabuleiro que ele não controlava. Sentia-se arrastado pelas marés daqueles que manipulavam as circunstâncias, sem direito à contraditória, sem voz em sua própria narrativa.

A cada vez que uma lembrança das ações e palavras de Bellatrix emergia, uma angústia confusa invadia profundamente sua mente. Ele revivia os momentos íntimos, as palavras sussurradas e os gestos trocados, mas agora tudo se mostrava vazio, suscetível a questionamentos. As dúvidas corroíam sua confiança, minavam implacavelmente sua autoimagem e deixavam cicatrizes ainda mais profundas do que as marcas físicas que havia sofrido.

Arrastado pelo corredor, a multidão de rostos triunfantes e os aplausos zombeteiros ecoavam incessantemente em sua mente, martelando como um lembrete constante de sua humilhação pública. Cada palavra ofensiva era como um empurrão rumo ao abismo de sua própria frustração. O turbilhão emocional que o consumia era um caos interno, rivalizando com a anarquia que reinava ao seu redor. No meio dessa confusão, permeada por incerteza e raiva, a figura de Bellatrix permanecia, um enigma coberto por um véu de traição e abandono.