Oiiii, como vocês estão?
Ansiosos para os próximos capítulos?
O que será que o nosso Edward apaixonado vai fazer agora com a Bella noiva de outro?
É o que iremos descobrir!
Boa leitura!
Edward
Terça, 16 de Maio de 2023.
7 meses depois do pedido…
Entro no estacionamento da cafeteria e confeitaria Masen às 18 horas em ponto. Estaciono o carro e caminho em direção a entrada em tons de branco e rosa pastel. Passo pelas portas de vidro e sou cumprimentado por Leah e Seth, filhos de Sue, a sócia de minha mãe, os dois trabalham aqui como garçons, mas são tão talentosos na confeitaria como a mãe deles. Faço uma breve saudação aos dois e me sento na mesa de número 7, propositalmente reservada para a prova de doces e recheios para o bolo.
— Seu chá com biscoitos amanteigados e cobertos com chocolate meio amargo. — Leah entrega meu pedido de sempre com um sorriso gentil.
— Obrigado. — Agradeço e como um biscoito.
Observo a rua pela janela enquanto espero o restante do pessoal chegar.
Bella fez questão de incluir todos nós nos preparativos para o seu casamento. Respiro fundo e me forço a lembrar o porque estou aqui. Desde o baile e do pedido, eu estava evitando falar com ela pessoalmente como o diabo foge da cruz e, na semana passada, recebi uma Bella puta e furiosa comigo na porta da minha casa. Devo confessar que ela é uma visão sempre, mas ela com raiva… fica duplamente atraente. Depois de prometer não sumir, tive que começar a participar dos preparativos como todos os outros.
— Odeio ver essa expressão no seu rosto.
Quase me engasgo com o chá com a chegada sorrateira de minha mãe à mesa. Ela se senta na cadeira à minha frente.
— Oi, boa tarde, como eu estou? Bem, obrigado por perguntar, e você mãe, como está? — Ironizo, recebendo um olhar de desaprovação.
— Pode fingir o quanto quiser, mas eu sou sua mãe e sei exatamente o que está se passando nesse coração.
— E posso saber o que a senhora acha que sabe? — Como outro biscoito.
— Você está sofrendo!
— Não seja exagerada mãe. Estou bem. — Pego sua mão em cima da mesa e ela envolve a minha com as suas.
— Gostaria que você não fosse tão condescendente quanto o assunto é a sua felicidade. Você era apenas um adolescente quando se apaixonou pela primeira vez — Suspira. — Um adolescente que se apaixonou por uma garota estúpida e burra demais para perceber a preciosidade que você é.
— Obrigado pelo elogio. — Brinco. — E concordo com isso, mas se tem uma coisa que eu aprendi com o passado, é não misturar amor com amizade.
— Que cabeça mais dura! Tanya acabou com sua inteligência também? — Pergunta irritada.
Tanya Denali foi a primeira garota que eu amei.
Nós éramos vizinhos, crescemos praticamente juntos, frequentamos a mesma escola, éramos da mesma sala e com o tempo, eu percebi que o que eu sentia por ela era além de amizade. Quando nós tínhamos 15 anos e estávamos entrando no ensino médio, aconteceu o marco de todo adolescente: o primeiro baile. Eu vi ali a minha oportunidade, então bolei um plano: reuni toda a coragem que tinha e fui até sua casa com o melhor buquê de flores que meu dinheiro pôde comprar e decidido a chamá-la para o baile. Se ela aceitasse, meu plano era me declarar e pedi-la em namoro depois do baile.
Sua mãe estava saindo para trabalhar naquele dia e como era costume eu ir para lá sempre, ela me deixou entrar com um sorriso encorajador quando notou as flores. Subi pelas escadas e pelo barulho de passos, eu soube que ela estava em seu quarto. Fui em direção a porta entreaberta, respirei fundo e antes que eu pudesse bater com o dorso da mão na porta, anunciando a minha chegada, ouvi as palavras que tanto me machucaram.
— Qual é Irina, Edward?! Sério? — Sua voz é de pura chacota. Nunca tinha ouvido ela falar com tanta repulsa. — Eu não sinto nada por ele!
Estacionei no lugar, imovel na frente da sua porta com o coração batendo rápido demais no peito.
— Tanya! Como pode dizer isso? Ele não é seu melhor amigo ou algo assim desde o primário? Ele é bonitinho…
— Tudo bem, na verdade eu sinto sim, sinto pena. — Eu queria morrer bem ali. — Sinto pena que aquele nerd estupido pense que tem alguma chance comigo. Ele anda atrás de mim como um cachorrinho! Tipo, sério? Eu acabei de entrar para as líderes de torcida, meu foco está em conquistar Mike Newton.
Lembro de sair dali correndo, entrar em casa e chorar no colo da minha mãe. A garota que eu amava e que, antes de qualquer coisa, era minha melhor amiga sentia pena de mim e a julgar por como sua voz soava, também sentia nojo e repulsa. Depois daquele dia, eu mudei de escola e a ignorei quando nos encontrávamos ocasionalmente na rua, cortei todo e qualquer tipo de contato, e aí ela foi embora com a família para a Itália.
— Se desprenda do passado, Edward. — Minha mãe diz, me trazendo de volta ao presente.
Desvio o meu olhar do seu a tempo de ver Bella, Alice e Emmett saindo dos seus respectivos carros.
— Bella é o seu futuro! — Minha mãe diz com toda a confiança do mundo. — Está escrito na testa de vocês, só ela que não enxergam isso.
— Você está se esquecendo que ela é noiva? E pior, que vai se casar daqui a menos de dois meses? — Relembro.
— Estou ciente disso tudo, mas não quer dizer que eu concorde. Você nunca se permitiu tentar, como pode ter tanta certeza de que ela não retribui o que você sente? — Ouvimos o sino da porta, anunciando a chegada do restante do pessoal. — Não é errado lutar pelo que quer, sabia disso?!
— Porque todo mundo me diz sobre "lutar" de tempos em tempos? Estou cogitando voltar para o Jiu Jitsu. — Brinco.
— Faça quantas piadinhas quiser, mas gostaria que você tivesse a consciência limpa de ter tentado enquanto podia, do que ficar se perguntando "e se" depois.
E com essa pedrada bem no meio da minha cara, ela se levantou e abraçou Emmett, que foi o primeiro a chegar na nossa mesa.
— Onde está Rose, querido?
— No ateliê, ela não vai conseguir vir hoje. — Explicou. — Será que posso pedir dois copos enormes daquele chocolate quente que só a senhora sabe fazer para viagem?
— Se você me chamar de senhora mais uma vez, eu te expulso daqui.
— Desculpe, não está mais aqui quem falou. — Emmett ri, e se senta à minha frente do outro lado da mesa. — Faz uma semana que estava sonhando com esse dia. Comer todos os doces de Esme? É como estar no paraíso.
— Você é um bajulador, Emmett. — Minha mãe diz a ele.
— Mãe, já estamos todos prontos! — Alice anuncia, dando um beijo na bochecha da nossa mãe e se sentando ao lado de Emmett. — Pode começar a trazer os doces!
Ela estava pulando na cadeira de tanta ansiedade. Como se não soubesse o gosto de cada doce desse lugar assim como eu. Nós somos, desde sempre, os maiores provadores oficiais da casa, nenhum doce chega à vitrine ou está disponível no catálogo sem passar por nosso paladar.
— Vou pegar as bandejas. — Esme avisa, indo em direção a cozinha.
— Benjamin Malek, você não vem mesmo? — Bella pergunta ao telefone, se aproximando de nós e se sentando no único lugar vago. Ao meu lado. — Quer saber? Não estou a fim de discutir com você agora. Tchau!
Bella diz a última frase num fôlego só, com raiva exalando em cada palavra.
— Oi. — Chamo sua atenção, sorrindo gentilmente para ela.
— Oi. — Murmura, cabisbaixa. Arqueio as sobrancelhas para ela, não precisando fazer a pergunta. — Meu noivo, que, aparentemente, vai estar tão surpreso com tudo que haverá no casamento como qualquer outro convidado, visto que ele não vai decidir nada comigo! Estou escolhendo tudo sozinha. Não duvido nada que ele te peça para escolher o terno dele também.
— Se eu fosse ele não faria isso, posso muito bem escolher um terno vermelho e todo estampado de flores neons. Quem sabe um pisca-pisca?
— Não seja idiota. — Retruca, mas está sorrindo agora.
— Não é pra isso que estamos aqui, afinal? — Emmett entra na conversa. — Te ajudar com tudo.
— Você só está aqui pela comida da minha mãe, — Alice intervém — agora eu e Edward, sim, vamos ajudar em alguma coisa.
— Nossa, não precisa ofender. — Emm coloca a mão sobre o peito, fingindo estar magoado. — Minha ajuda é dizer aquilo que é bom o bastante para entrar no cardápio ou aquilo que não é gostoso.
— Emm, tudo que você coloca na boca é "bom demais, pode servir isso que é sucesso". — Bella o imita. — Não tenho como servir tudo que eu gosto, imagina se fosse tudo que você gosta!
— Eu não tenho culpa se é tudo gostoso. — Deu de ombros.
— Grande ajuda a sua, hein. — Implico.
— Ok crianças, — minha mãe volta com duas bandejas, uma em cada mão, assim como Leah e Seth. — Vamos começar com os docinhos tradicionais e gourmet. Depois iremos para os doces finos e terminamos com a escolha do recheio do bolo.
— Certo. — Bella responde empolgada. — Mas nem preciso dizer que o seu brigadeiro tem que ter, né? É o doce mais gostoso que já provei na minha vida!
— Eu agradeço todo dia pela vovó ter sido brasileira e ter passado essa receita dos deuses para nós. — Alice diz e eu concordo veementemente.
Comemos alguns brigadeiros e foi unanimidade os sabores: tradicional, ninho e oreo. As trufas e os bombons também foram bem fáceis: brigadeiro, caramelo flor de sal e damasco recheado com pistache. Depois provamos os Tarteletes e todos escolhemos o de limão, mas Bella ficou em dúvida na escolha do segundo sabor, entre o de churros e o de Romeo e Julieta, mas no fim, ela escolheu a segunda opção.
Os copinhos, feitos de chocolate branco e recheados dos mais diversos sabores foram difíceis, estava para dar uma de Emmett e dizer para Bella colocar todos no cardápio, mas escolhemos pelo de cheesecake e o de caipirinha.
Agora os Verrine, estão sendo os mais complicados de escolher. Bem, pelo menos para Bella.
— Ok, o Verrine Brûlée entra. — Bella anuncia e Alice anota em seu bloco de anotações. — Mas nossa, ta muito difícil decidir entre o de morango ou de maracujá.
— Sério? — Pergunto incrédulo. — Morango, Bella, morango.
— Tá, eu sei que morango é minha fruta favorita, mas o de maracujá tá muito gostoso também.
— Não, acho que você não provou isso direito.
Pego a colher, colocando uma porção generosa do doce delicioso e levo até a boca de Bella, que a abre sem pestanejar provando novamente o doce.
Só depois de ver o movimento de seus lábios na colher, ouvir o seu gemido baixo de satisfação e a forma como lambe os lábios em seguida assim que termina é que percebo o quanto isso foi uma péssima ideia.
Engulo em seco, encarando seus lábios.
— Está vendo? Essa é a melhor escolha. — Afirmo, me esforçando muito para manter meus olhos nos seus.
— Não sei não, acho que preciso provar mais um pouco.
Bella sorri, abrindo a boca novamente e me olhando com expectativa.
Puta que pariu que ideia infeliz!
Pego mais um pouco do doce e direciono a sua boca, mas antes que ela pudesse abocanhar a colher, num movimento rápido, coloco a colher na minha boca.
— Não se tira doce da boca de criança. — Resmungou, manhosa.
— Você não é criança. — Retruco e ela tenta pegar a colher da minha mão, o que a faz inclinar o corpo na minha direção, ficando mais perto de mim. Mais perto da minha boca.
Apesar de estar brincando com o fogo — o meu para ser mais exato — fiz o que ela me pediu implicitamente. A servi, colher após colher, recheadas com o doce, até não sobrar mais nada e ficarmos apenas nos olhando por alguns segundos enquanto ela termina de engolir.
— Acho que você tem razão, Verrine de morango entra. — Ela sorri, aquele sorriso que chega aos olhos e eu poderia morar nesse momento.
O vento entra pela janela aberta e solta uma mecha de seu cabelo, instintivamente o coloco de volta atrás da orelha, o que me faz ficar com o rosto a centímetros do seu.
A eletricidade me puxando como uma imã para ela está de volta com carga máxima. Bella está tão presa no momento quanto eu, seus olhos fixos nos meus, sua respiração levemente descompensada e seu rosto tão próximo que se eu me inclinasse só mais um pouquinho…
Um pigarro alto faz nós dois pularmos para longe um do outro.
Olho para Emmett, que dá de ombros indicando minha irmã com a cabeça. Olho para o lado e tenho certeza que se Alice tivesse visão raio laser, eu estaria morto neste instante. De relance, vejo Bella com as bochechas coradas pegando mais um brigadeiro e com o olhar fixo na bandeja que está a sua frente, ela olha a peça como se fosse um bote salva vidas. Conheço esse olhar, ela está se perguntando o que diabos acabou de acontecer entre nós.
Essa é a segunda vez que quase nos beijamos.
E ela não está bêbada para não se lembrar disso depois.
— Doces definidos? — Minha mãe pergunta, voltando até a nossa mesa
— Sim mãe, acho que já podemos passar para os recheios. — Alice responde.
— Ok. Mas vou precisar de ajuda para trazer as bandejas, os meninos estão ocupados com os outros clientes.
— Eu ajudo! — Bella responde, ficando em pé de supetão, chamando toda a atenção da mesa se voltasse para ela. — O que foi? Ela pediu ajuda. — Deu de ombros.
Bella vai com minha mãe e Alice às segue. Não gosto do jeito com que Bella evita me olhar. Não quero pensar o pior mas é praticamente impossível.
Agora é ela quem vai se afastar de mim.
— Você se lembra do dia em que nos conhecemos lá no Parlamento no dia do "leve seu filho para o trabalho"? — Emmett me pergunta, de repente, assim que ficamos sozinhos.
Volto minha atenção a ele, com sua expressão leve e divertida de sempre. Respondo sua pergunta com um aceno de cabeça em confirmação.
— Então você se lembra de ir jantar no mesmo dia na minha casa, e que foi eu que te apresentei a Bella como meu novo melhor amigo.
— Claro que eu lembro. Onde você quer chegar?
— O que eu te falei depois que te apresentei a Bella?
Sorri com a lembrança.
— Você disse que ela não era pro meu bico e que seria uma pena perder uma recém amizade socando a minha cara.
— Ok, talvez eu tenha dito isso mesmo quando vocês se conheceram, mas o que eu disse depois daquele dia em que você deu aquele colar que ela nunca tira do pescoço?
O colar de coração que dei a ela no seu aniversário de 18 anos. O colar é de prata e tão fino e delicado quanto ela, o pingente é em formato de coração, com uma única pedra de diamante cravejada. Comprei aquele colar com todo o dinheiro que guardei dos anos em que trabalhei aqui na confeitaria quando adolescente. Valeu cada centavo gasto só de ver aquele sorriso no rosto dela.
— Você disse que… que eu…
— Que você era perfeito para ela. — Suspirei, resignado com a lembrança. — Sabe, eu adoro o Benjamin, mas você é meu melhor amigo e desde que eu vi vocês juntos, tive dar meu braço a torcer e enfiar o meu ciúmes de irmão no meio da bunda e aceitar que vocês ficariam juntos um dia, bem, se você não fosse uma mula!
— Emm, você sabe que não é assim.
— Blablabla, eu só ouço desculpas vindo de você e nenhuma atitude.
— Você está dizendo que eu deveria… — ele só pode estar louco — conquistá-la?
— Não coloque palavras na minha boca. — Disse com um sorriso que me dizia que é exatamente isso que eu devo fazer.
— Você enlouqueceu! — Olho para ele incrédulo. — Emmett, ela é minha…
— "amiga, não posso fazer isso de novo. Eu sei bem como isso termina e não é um final feliz" — completou fazendo aspas com a mão e com uma imitação zombeteira da minha voz. — Um monte de baboseira! E se ela retribuir? E se ela sentir o mesmo e só não saiba disso?
Não respondo. Só de pensar nela sentindo o mesmo… me vem uma enxurrada de sentimentos que não sei descrever.
— Sabe de uma coisa? Você tem medo que ela retribua!
— Meu único medo, Emmett, é de perder a amizade dela, a relação que nós temos. Eu prefiro passar a minha vida toda como seu melhor amigo a não ter isso, a não ser nada para ela.
— Isso é tão egoísta quanto masoquista, você sabe né? — Emmett me olha com muita concentração e sem um pingo de diversão, o que é algo novo vindo dele. — Vou perguntar de novo: e se ela retribuir, Edward?
Minha única resposta foi dar de ombros, já as meninas retornaram para a mesa. Estava tenso quando Bella retornou a mesa, pela sua mudança de comportamento depois do nosso momento, mas quando ela se sentou ao meu lado e sorriu, já parecia a mesma Bella de sempre e era como se nada tivesse acontecido.
Como se nada tivesse acontecido.
A constatação desse fato me deixou tão puto quanto magoado, como ela pode fingir que aquele momento não aconteceu?
A escolha do recheio não foi tão longa, o que agradeci tremendamente, todos já conhecemos os sabores deliciosos de minha mãe, mas o escolhido foi o mais clássico possível: bolo de massa branca e amanteigada, com recheio de ganache de chocolate, doce de leite e nozes.
Depois de tudo decidido, nos despedimos no estacionamento, antes de deixar Bella entrar em seu carro, a puxei para um abraço e lhe dou um beijo casto em sua testa, algo comum na nossa relação. Ela sorri e entra no automóvel, com a escolta nada discreta de Marcus seguindo-a.
Horas depois, deitado na minha cama, não consigo parar de pensar em como estávamos próximos, da conexão daquele momento e de como ela não hesitou nem por um segundo.
Como se nada tivesse acontecido.
Ela ficou afetada tanto quanto eu na hora. Tenho absoluta certeza disso, então porque pareceu que ela se recuperou tão rápido?
"E se ela retribuir, Edward?"
"Gostaria que você tivesse a consciência limpa de ter tentado enquanto podia, do que ficar se perguntando "e se" depois."
Porra, as conversas do dia também não estão me ajudando em nada. Deus, será que eu devo mesmo fazer isso? Não seria muito mais egoísta da minha parte tentar conquistá-la agora? Faltando exatos 49 dias para o seu casamento? Levanto da cama em busca de um remédio para dor de cabeça na caixinha de remédios lá da cozinha. Pensar sobre tudo isso está me deixando com uma dor insuportável.
Assim que volto da cozinha, depois de tomar dois comprimidos, pego o celular e noto uma porrada de notificações de minha irmã. Perfeito, tudo que eu preciso para terminar esse dia são os puxões de orelha de Alice.
A primeira mensagem é uma foto minha e da Bella. Estamos próximos, estou sorrindo olhando em seus olhos, enquanto estou com a mão erguida segurando a colher com o doce. Bella está com a boca aberta pronta para receber a colher com o doce, mas mesmo assim, sua boca parece esboçar um sorriso, seus próprios olhos estão sorrindo de volta para mim.
Decido não pensar muito no que essa foto significa e leio as mensagens que vem logo abaixo da fotografia.
Alice
*enviou uma foto*
Sabe porque eu atrapalhei vocês hoje?
Porque você precisa fazer isso direito!
Faça Bella enxergar aos poucos o que
sempre esteve bem debaixo do nariz dela.
Ok, eu sei que você não tem muito tempo,
o casamento está muito próximo agr.
Mas também não é tascando um beijo DO NADA
que vai fazer ela se tocar, flerte com ela, provoque o desejo dela
(que convenhamos, é bem nítido que existe),
seja o cavalheiro que você sempre foi.
E principalmente, mostre a ela que não há
ninguém no mundo melhor para ela do que você.
Ela tem certeza que te ama somente como amigo,
mas esse sentimento vai além disso.
Essa foto é prova disso.
Olha como ela te olha!
Amigos não olham para outros amigos desse jeito.
Amo você maninho.
Seja inteligente.
Amplio a foto novamente, sentindo a porcaria da esperança gritando nos meus ouvidos. Quem olhasse para nós dois diria que eu sou o noivo, não o padrinho.
Talvez, só talvez, eu devesse me arriscar. Minha mãe está certa, não posso passar minha vida pensando nos "e se eu tivesse lutado?"; "e se ela correspondesse?" "e se…"; "e se…".
Estou ficando louco! Mas foda-se, não é isso que o amor nos transforma? Em loucos inconsequentes? Então, é isso:
Eu vou conquistar a minha melhor amiga.
XxXxXxXxXxXxX
Bella
Sexta, 09 de Junho de 2023.
— Bella, nós agradecemos muito pela sua entrevista. — Heidi Smith, apresentadora de uma das emissoras mais famosas de Astraluna, agradece ao final da nossa videochamada.
— Eu que agradeço pelo carinho.
Nos despedimos e encerramos a ligação. O tema da nossa entrevista foi voltada para o fato de que sempre consegui administrar a minha carreira como paisagista e a vida na realeza. Na maioria das vezes faço trabalhos para o meu país, reavivando a beleza natural de locais onde foram derrubadas árvores demais para a construção de prédios e casas. Meu trabalho enquanto Princesa, basicamente, consiste em visitas a instituições nacionais e internacionais, jantares e festas importantes, mas sempre que posso vou ao Parlamento participar e mediar algum conflito externo. Esse é o lado bom ter duas faculdades, Paisagismo e Relações Internacionais.
Relaxo de forma largada na cadeira. Pensar no Parlamento, me faz lembrar de Edward e em como as coisas estão confusas. Faz pouco mais de três semanas que convoquei os meus amigos para a degustação dos doces do casamento e que tive um… momento muito estranho com Edward.
Não faço ideia de como aquilo aconteceu, num instante estávamos brincando e implicando um com o outro e, de repente, eu me vi inclinada na sua direção e totalmente presa no seu olhar. Edward tocava meu rosto de um jeito tão doce, mas de alguma forma era mais que isso, me fazia sentir elétrica, quente e cheia de uma expectativa que agora, me assusta. Eu estava sentindo desejo pelo meu melhor amigo e, se não fosse Alice, poderia jurar que ele ia me beijar.
E o mais absurdo disso, é que eu não cogitei em me afastar nem por um segundo.
Assim que nos afastamos, a constatação desse fato, fez as minhas bochechas se tornarem um tomate de tão quentes e vermelhas de pura vergonha. Mas sendo honesta comigo mesma, também tinha um toque de frustração. O que é ridículo porque Edward é meu amigo e eu sou noiva de outro homem! Merda. Quanto mais eu penso sobre isso, mais me sinto culpada. Mesmo que não tenha acontecido nada.
Mas quase aconteceu.
Como se não bastasse a quantidade de sentimentos contraditórios que rondam a minha mente durante semanas, desde aquele dia Edward está diferente. Não sei bem explicar o que, exatamente, mudou, mas eu sinto isso em cada atitude sua, em cada olhar — que me faz sentir as pernas bambas as vezes — e na forma como está buscando, todos os dias, ser mais presente na minha vida. Não que eu ache isso ruim, muito pelo contrário, estava sentindo muito sua falta.
Ele se afastou muito depois que terminou a faculdade.
No domingo daquela mesma semana — que eu batizei como semana do momento esquisito — Edward apareceu no Palácio com um balde de pipoca, chocolates e suco de abacaxi, minhas comidas favoritas para assistir um filme.
Ele queria recomeçar nossa tradição aos domingos. Todo domingo, era dia do "cinema beward", um programa que fazíamos juntos na faculdade e que perdemos o costume quando voltamos para casa. Mesmo que ainda estivesse meio balançada pelo que aconteceu, não consegui dizer "não" para aqueles olhos verdes intensos demais e para aquele sorriso de lado, fodidamente sexy.
Então já se passaram 3 domingos ininterruptos onde passamos a tarde e a noite juntos, escolhemos um filme e depois continuamos a maratonar How i met your mother, a nossa série favorita. No último domingo, enquanto esperava ele voltar da cozinha com brigadeiro, que o obriguei a fazer, encarava o filme "um diário de uma princesa" pausado na tela da TV. Por alguma razão, meus pensamentos retornaram ao baile de outono de Astraluna, mais especificamente na conversa que tive com Edward sobre ele ainda estar solteiro.
— Talvez o problema seja com o meu coração, Bella.
A forma como ele disse isso… o jeito como ele me olhava, me fez pensar que talvez Edward tivesse alguém; algum tipo de amor proibido ou pior, que ele ainda tenha sentimentos por aquela vaca da Tanya. Nunca tive o desprazer de conhecê-lá, mas soube do que ela fez com ele e a odeio por isso. Odeio o fato dela ter deixado ele tão avesso a relacionamentos, que ele não se sinta seguro o suficiente com ninguém por muito tempo.
Quando ele retornou para o meu quarto e depois de terminarmos o filme e a panela de brigadeiro, fiz a pergunta que rondava a minha mente desde aquele dia e que não tive a chance de fazê-la depois.
— O que você quis dizer com "talvez o problema seja com o meu coração"? — Perguntei, e ele era a confusão em pessoa. — No baile, há alguns meses, quando eu perguntei o porquê de você ainda ser solteiro, você me disse que o problema era o seu coração. O que isso significa?
— Porque está me perguntando isso agora?
— Não sei, — respondi, porque era verdade — queria ter perguntado na hora, mas aconteceu tanta coisa aquele dia. — Ele travou o maxilar e engoliu em seco com a lembrança. — Acho que o filme me fez lembrar do baile. — Dei de ombros.
— Talvez eu não saiba mais amar. — Mentiu, na cara dura.
— Você sabe, só escolhe não fazer isso. — Edward se sentou melhor na minha cama, virando o corpo totalmente na minha direção. Me dando total atenção. — Você está apaixonado por alguém que não pode ter?
Tudo que ele fez foi ficar me olhando daquele jeito… aquele que me faz querer derreter tamanha é a intensidade que sua íris esverdeada é capaz de causar em alguém.
— É a Tanya? — Perguntei quando tive certeza que ele não iria responder. Seus olhos me pareciam surpresos e até mesmo incrédulos pela minha linha de raciocínio. — Mesmo que eu a odeie e que já tenha se passado muito tempo, às vezes, continuamos amando o nosso primeiro amor. Veja eu e o Benji, nossa história foi exatamente assim. Quer dizer, eu não fui uma escrota com ele, mas você entende onde eu quero chegar, não é?
— O que a faz pensar que é ela quem ocupa o meu coração?
Edward me olhava como se quisesse ver a minha alma, conhecer todos os meus segredos e se tornar cúmplice deles. Como se estivesse pudesse me fazer entender o que ele não está me dizendo com palavras. Seus olhos desviaram dos meus, mas se mantiveram em mim, como se ele estivesse decorando cada linha do meu rosto, cada imperfeição, mas foi só ele encarar a minha boca que me vi sendo atraída a acabar com a distância entre nós.
Preciso fazer isso parar de acontecer!
— Está tudo bem se esse assunto incomoda você. Vamos voltar a nossa maratona.
A dor na minha mão me faz despertar do meu devaneio. Estou segurando o pingente de coração do colar que Edward me deu com tanta força que deixou a minha palma marcada. Amo esse presente, além de lindo, foi gentil e atencioso, ele me deu esse colar para me lembrar que nunca estou sozinha.
Tenho pesadelos com o meu passado, principalmente com a minha mãe, dias antes do meu aniversário, Edward estava dormindo no quarto de Emmett e me ouviu, lembro do cuidado que ele teve em me acordar e me acalmar. Me senti cuidada por ele, porque Edward é assim, cuida de todos com quem se importa, com quem ele ama. E ele se importa o suficiente para me dar um presente como esse, um símbolo de que ele sempre está comigo.
Ok, acho que o problema todo é porque Edward é um bom amigo, uma pessoa incrível e que se importa demais, mas também é um homem muito atraente para o meu próprio bem. É isso, não é como se eu sentisse algo a mais que atração física, é só desejo.
E desejo passa.
Tem que passar.
— Bella? — Victoria, minha assistente chama minha atenção abanando a mão na minha frente. — Terra chamando Bella!
— Oi, desculpe… estava…
— Distraída, — ela ri — está tudo bem, eu entendo. O casamento já é mês que vem, sua cabeça deve estar uma pilha de nervos.
— Para falar a verdade, sim. — Respondo com uma meia verdade.
Não com os preparativos em si, mas com o meu noivo. Mal vejo Benji, ele está o tempo todo enfurnado naquela empresa. Nos vemos tão pouco ultimamente que me faz pensar se depois do casamento também vai ser assim, se vamos viver quase que como estranhos na mesma casa. Ele me diz que não, que está resolvendo tudo que pode para poder tirar férias e curtir nossa lua de mel e a vida doméstica comigo, mas sinto falta dele e essa distância tá acabando comigo.
Nosso casamento era pra ser decidido por nós dois, era para estarmos discutindo sobre qual flor gostamos mais, qual doce ele faz questão que tenha, decidir a playlist da banda e do dj. Em vez disso, tive que recrutar meu irmão e meus amigos para uma tarefa que não é obrigação deles, tudo porque não queria me sentir sozinha.
Odeio me sentir sozinha.
— Imaginava. — Sorri gentil. — Certo, Rosalie avisou que chega em 10 minutos para a prova do vestido, mas Edward…
— Eu acabei de chegar. — Edward interrompe minha assistente, escorado no batente da porta do meu escritório. Com aquela porcaria de sorriso bonito.
Ele todo é bonito com esse terno e a camisa social branca com dois botões abertos, dá pra ver daqui os poucos pelos que ele tem no peito.
— Certo, obrigada Vic. — Dou ênfase no apelido do meu braço direito, olhando feio para Edward que a interrompeu. Confiro a hora no relógio. — Por hoje já chega, pode ir para casa, Vic.
— Tem certeza? — Retruca timidamente, encarando Edward, que, por sua vez, não tira os olhos de mim. Observo Victoria por um segundo. Ela está interessada em Edward? Sério?! — Ainda falta meia hora para o meu horário de saída.
— Tenho sim, pode ir para casa e aproveitar o final de semana. — Digo, irritada de repente.
Vic pega sua agenda em cima da minha mesa e se despede de nós indo em direção a porta. Não passou despercebido por mim, o olhar de puro flerte que ela jogou em cima dele ao ficar na sua frente, ele sorri gentilmente para ela, liberando a passagem e caminhando para se sentar na cadeira à minha frente.
Será que Edward está interessado em Victoria? E porque pensar sobre isso me deixa irritada? Nossa Isabella, e daí que a sua assistente está interessada no seu melhor amigo? Eles são solteiros!
— Então, seremos só nós dois e Rose hoje? — Pergunta.
— Sim. Não faço ideia de onde Emmett está e Alice está ocupada com a recepção de amanhã de outro casamento.
Explico e recebo uma notificação de Rose avisando que já está me esperando no meu quarto. Me levanto e Edward me imita, me seguindo em direção ao encontro de Rose.
— Está tudo bem? — Pergunta quando chegamos ao corredor.
— Humrum.
Edward segura meu braço com delicadeza, mas forte o bastante para me fazer parar.
— Bella? — Olho para ele. — Eu fiz alguma coisa de errado?
Seu rosto transparece tanta preocupação e receio de ter feito algo que me desagradou que me sinto ainda pior. Maldito ciumes sem sentido.
— Não, está tudo bem, de verdade. Só estou um pouco cansada hoje. — Garanto a ele. — Vamos logo ou é capaz de Rose nos comer vivos por fazê-la esperar.
Ele não parece muito convencido, mas assente soltando meu braço. Chegamos ao meu quarto na ala oeste em silêncio, encontramos Rose já com meu vestido devidamente pendurado numa arara. Edward se senta no sofá enquanto eu e ela entramos no closet, Rose me ajuda a vestir a peça, dando os nós necessários para amarrar o espartilho.
Olho para o espelho do chão ao teto, admirando o trabalho incrível de minha amiga e cunhada. Rosalie é uma estilista impecável, sua maior paixão são os vestidos de noiva, mal posso esperar para ver o que ela vai criar para se casar com meu irmão. Apesar de ser uma princesa na vida, me sinto verdadeiramente como uma dentro desse vestido.
— Edward, — Rose chama a atenção dele saindo do closet primeiro do que eu — você não está preparado para a obra de arte que eu criei! — Diz empolgada.
Respiro fundo antes de caminhar de volta para o quarto. Ultimamente, ficar perto de Edward está me deixando um poço de confusão e sentimentos contraditórios. Passo pela porta e tento me concentrar apenas em Rose, mas sinto o olhar dele em mim.
— Você arrasou amiga. Sério! Está perfeito. — Elogio.
O vestido é ombro a ombro, deixando meu colo e ombros à mostra. O decote é reto e discreto, o busto e a cintura ficam perfeitamente modelados e justo graças ao espartilho, que apesar de ter sido algo que eu fui contra, não me sufoca como pensei que faria. O tecido se molda no quadril e se estende até o chão numa cauda de sereia. O diferencial do modelo é a cauda extra, colocada acima do meu quadril, nas minhas costas, o que deixa o modelo com "cara de princesa" como Ali descreveu.
— Dá uma voltinha pra gente! — Rose pede.
Ela pega o celular e aponta a câmera para mim, provavelmente para enviar um milhão de fotos e vídeos para Alice depois. Faço o que ela me pediu e dou um giro de 360°, com cuidado para não pisar na barra.
— Sério, você está…
— Perfeita. — Edward completa por Rose, com a voz falha, me fazendo olhá-lo.
Suas íris verdes parecem frenéticas, não sabendo exatamente para qual ponto focar. Assim que percebe meu olhar, ele me olha nos olhos e há tanta admiração nesses que me sinto fraca, verdadeiramente de pernas bambas.
Aos poucos, Edward me analisa de cima a baixo e, para meu desespero, ser alvo do seu olhar lascivo me deixou com tesão.
— O que? — Rosalie grita, me assustando, com o celular no ouvido. Estranho, nem ouvi o aparelho tocar. — Chego em 15 minutos! Não, 10! — Responde exasperada.
— Está tudo bem? — Pergunto assim que desliga.
— Não, parece que um cano do ateliê estourou e está alagando tudo. Vou ver o que está acontecendo.
— Que merda! Não seria melhor Edward ir com você? — Sugiro, já que, momentaneamente ele perdeu a voz. — Ou nós dois podemos te acompanhar e te ajudar no que precisar.
— Não! — Sua negativa sai muito mais alta e estranha do que é considerado normal. — Não precisa! Sério! Ah… não se preocupe, já falei com Emmett, ele já está indo para lá. Ele é todo o suporte que preciso.
— Tudo bem então. Boa sorte.
— Obrigada.
Rose caminha até o sofá onde Edward está e pega a sua bolsa. Pode parecer loucura minha, mas posso jurar que ela lhe ofereceu um sorriso cúmplice.
— Tchau! E cuidado com a minha obra! — Ordena antes de sair correndo.
— Tchau… — Murmuro.
Sozinhos novamente, volto meu olhar para Edward que continua me olhando como se eu fosse a coisa mais maravilhosa que ele já viu na vida. Merda. Ele tem que parar de me olhar assim!
— Certo, — solto um pigarro forçado — é melhor eu ir tirar esse vestido antes que eu acabe estragando ele. — Aviso.
Não espero por uma resposta, dou meia volta e praticamente corro para dentro do closet. Respiro fundo, pelo que parece ser a milésima vez hoje, na tentativa de fazer meu coração voltar a bater num ritmo normal e compassado.
Vejo meu reflexo no espelho, meu colo e minhas bochechas parecem que foram pintadas de vermelho. É só vergonha pela forma como ele estava me encarando, só isso. Digo a mim mesma, repetidas vezes.
Levo a mão às costas e tento, sem sucesso, desfazer os nós que Rose deu. Depois de cinco minutos de tentativas frustrantes, me dou por vencida e vou até a porta do closet, colocando apenas a cabeça para fora.
Edward continua sentado, mas agora seus cotovelos estão apoiados nas suas coxas, enquanto seus dedos massageiam suas têmporas. Ele faz isso quando fica com dor de cabeça.
— Edward? — Chamo-o, ganho sua atenção no mesmo instante. — Eu preciso de ajuda… não… não consigo abrir o espartilho.
Ele não diz nada, apenas se levanta e caminha na minha direção. Volto para dentro e fico de frente para o espelho. Assim que Edward se aproxima para me ajudar, eu me arrependo de tê-lo pedido ajuda.
Edward não está tocando a minha pele, mas ao mesmo tempo, é como se estivesse. Só a sua presença nas minhas costas me faz senti-lo em todo lugar. Observo-o pelo espelho, suas pupilas estão dilatadas e ele permanece concentrado na tarefa de me libertar desse vestido.
Sinto uma parte do espartilho ceder, abraço meu corpo na altura dos seios, segurando-o para não deixar o vestido escorregar pelo meu tronco. Edward encontra meu olhar pelo reflexo do espelho e continua focado em meus olhos enquanto, lentamente, puxa as cordas do espartilho, abrindo totalmente a peça e deixando as minhas costas à mostra.
Meu coração está tão disparado no peito que mal consigo respirar. Seus olhos se desviam dos meus e se voltam a minhas costas, observando seu trabalho.
— Pronto. Você está livre agora. — Sua voz mal passa de um sussurro rouco.
— Obrigada.
Agradeço e em vez dele se afastar, Edward dá um passo incerto à frente parecendo hipnotizado na minha pele exposta. Sinto sua respiração descompensada no meu pescoço e seu olhar felino faz um calafrio percorrer meu corpo. Me pego desesperada para sentir o seu toque.
O que está acontecendo comigo?
Eu não posso sentir essas coisas pelo meu melhor amigo!
Uma batida na porta me faz pular, assustada.
— Bella? — É Benji. — Posso entrar?
Definitivamente não!
Só Deus sabe a merda que seria se ele entrasse e me visse quase seminua com outro homem no meu quarto. Olho para Edward assustada, ele sorri de lado de forma lascivo, como um amante faria, e inclina o rosto na altura da minha nuca. Sem nunca quebrar o contato visual, pelo espelho.
— É melhor você avisar para ele esperar. — Estremeço com a sua grave e rouca sussurrando no meu ouvido.
— Bella? — Benji chama mais uma vez do lado de fora e escuto o barulho do trinco.
— Não se preocupe, eu tranquei a porta. — Garante Edward com uma piscadela e seu sorriso se intensifica enquanto minhas bochechas pegam fogo. — É melhor você responder Bells.
— Estou aqui. — Odeio o quanto a minha voz sai falha. Dou um pigarro, tentando recuperar minha voz e minha lucidez. — Me espere no salão, estou fazendo a última prova do meu vestido de noiva e você não pode vê-lo em hipótese alguma!
— É uma pena, estava com esperança de você me deixar dar uma olhadinha. — Benji responde brincalhão. — Tudo bem, espero você lá embaixo, querida. Ah, e eu trouxe nosso jantar.
— Ótimo, estou mesmo com fome — minto.
Um segundo depois ouvimos os passos de Benji se afastando, mas isso não faz com que Edward recue da sua posição, perto demais de mim.
— Acho que essa é a minha deixa para ir embora.
— Sim.
— Não se preocupe, usarei a passagem secreta. Ele não vai saber que eu estava aqui. — Garante. Minha resposta é apenas um aceno de cabeça. — Boa noite Bells. — Edward beija meu ombro e vai embora em seguida.
É um beijo totalmente inocente, apenas um encostar de seus lábios na minha pele, mas eu o sinto no corpo inteiro. Queimando. E continuo sentindo a sensação de ter seus lábios em mim por horas, mesmo quando deveria estar dando atenção ao meu noivo.
XxXxXxXxXxXxX
Edward
Quarta, 21 de Junho de 2023.
Não são nem 18 horas e eu já estou em casa, de banho tomado e relaxado na minha cama. Mesmo depois de um dia tranquilo no trabalho, estranhei Aro ter me liberado meia hora antes do horário normal. Se fosse ontem, iria jurar que tinha um dedo de Bella nisso, bolando algum tipo de surpresa por conta do meu aniversário. Checo minhas notificações mais uma vez.
Nenhuma mensagem dela.
Isso está muito estranho. Bella, nunca, em quase 13 anos de amizade, esqueceu meu aniversário. E mesmo que eu não goste de comemorar, ela e minha irmã sempre dão um jeito dessa data ser lembrada e celebrada. Mas ontem Alice só me enviou uma mensagem de parabéns e postou uma foto no instagram, nem no jantar em família que meus pais fazem questão que tenham em todos os nossos aniversários, ela foi. E Bella, não fala comigo e nem responde minhas mensagens desde de domingo, quando assistimos à Operação Cupido.
Ligo a TV e coloco na Netflix, não procuro muito, coloco na primeira indicação do top 10 da plataforma. O filme parece bom, mas é inútil no propósito de me fazer parar de pensar.
Bella e nossa amizade é tudo que penso 24 horas por dia desde do momento em que resolvi conquistá-la. Sendo honesto comigo mesmo, não tive nenhum progresso de fato. Não sou bobo, eu sei que ela sente desejo por mim, isso definitivamente ficou claro depois que ela me pediu ajuda com seu vestido.
Só de lembrar as reações do seu corpo a minha aproximação, o jeito que ela me olhou… porra, aquilo era desejo puro. Tive que me controlar muito para não jogá-la contra aquele espelho e beijá-la.
Contudo, tirando o desejo, eu não tenho nada. Não houve nenhuma dica de que ela sente algo a mais, de que, talvez, ela me ame mais do que como amigo. E apesar de sentir meu corpo queimar por ela, não posso perder o controle, não posso avançar o sinal se não houver nada além de algo carnal.
Não quero uma noite de aventura entre amigos.
Não quero que ela se arrependa se por acaso se deixar levar pelo desejo.
Quero uma vida ao lado dela.
Eu quero tudo com ela. Casamento, dois filhos, um cachorro e uma linda casa.
Abro o calendário do celular e conto. 15 dias, 360 horas até ela subir naquele altar e dizer sim. O tempo está passando rápido demais, não sei se consigo fazê-la enxergar que o cara certo para ela sou eu em tão pouco tempo. Às vezes acho que essa ideia louca, não passa disso, uma loucura.
Eu sou estupido de achar que isso fosse dar certo, deveria aceitar que Bella me vê apenas como amigo e não nutrir falsas esperanças. A queda é bem mais feia quando se tem esperança.
A campainha toca, me libertando momentaneamente da confusão instaurada na minha cabeça. Vou até a entrada me perguntando quem poderia ser, já que não houve interfone. Pensei que fosse Alice, já que moramos no mesmo condomínio de casas, mas não estava esperando encontrar Victoria, assistente de Bella, parada na frente da minha casa com uma expressão preocupada.
— Victoria? Está tudo bem?
— Oi! Ai desculpa aparecer assim, do nada, mas é que eu não tinha a quem recorrer.
O seu tom de voz me deixou extremamente alerta, ela não viria até a minha casa se não fosse algo sério.
— É a Bella não é? — Pergunto, já pegando a chave do carro no porta-chave de Paris que Bella me deu anos atrás.
— Sim. — Responde me acompanhado até meu carro. — Não sei o que aconteceu, acho que brigou feio com o Benjamin.
— Como ela está?
— Encontrei ela no escritório, toda encolhida no sofá, sabe? Tentei conversar, acolher, mas ela não parava de chorar. Não consegui falar com ninguém, tentei o seu celular, mas só dava na caixa postal. Então eu resolvi vir até aqui.
Ela explica e dou partida, nunca fui o tipo de cara que dirige devagar. Mas tenho certeza de que infringi muitas leis de trânsito nos 8 minutos que levei para chegar ao Palácio.
Só de pensar em Bella triste e nesse estado, eu tenho vontade de socar Benjamin. Como ele pode fazer isso? Porra, ele vai se casar com ela daqui 15 fudidos dias! Passo pela porta principal correndo e sigo pelo corredor até as escadas, subindo até o andar de seu escritório.
Não me dou o trabalho de anunciar minha chegada batendo na porta, abro-a e entro. Antes que eu pudesse procurar pelo interruptor, as luzes se acendem de repente e…
— Surpresaaaaa! — Vozes gritam.
Meus olhos se acostumam com a luminosidade e encaro os rostos dos meus amigos.
— Vocês estão me zoando?! — Não acredito que cai nessa.
— Desculpa! — Bella surge na minha frente com a maior cara de culpada. — Mas você tem que admitir que dessa vez, foi surpresa.
— Tá brincando?! Essa possibilidade nem passou pela minha cabeça desde que Vic tocou a companhia. Foi genial usar sua assistente para me enganar.
— Vic? — Arqueia a sobrancelha, com a cara fechada.
Isso é ciúmes? Isabella está com ciúmes de mim com a sua assistente? Puta merda!
Eu não deveria ficar tão feliz e excitado com isso.
— Esse não é o nome dela?
— O nome dela é Victoria, Edward. — Não consegui conter o sorriso. — Qual é a piada?
— Você aí, toda ciumentinha. — Respondo, envolvendo-a num abraço de urso.
— Porque eu teria ciúmes de você? — Retruca, me abraçando de volta com vontade. — Você se acha demais.
— Obrigada pela festa. — Beijo seu pescoço. — E não precisa ter ciúmes, ninguém é capaz de ocupar o seu lugar no meu coração, princesa.
Beijo a curva do seu pescoço mais uma vez e fico extasiado de felicidade vendo sua pele se arrepiar. Assim que liberto Bella dos meus braços, uma fila de amigos e familiares se forma, querendo me parabenizar. A primeira, depois de Bella, a me cumprimentar é Alice.
— Achou mesmo que dessa vez não ia ter nada, irmão? — Quase gargalhando ela me dá um abraço. — Feliz aniversário peste! Te amo.
— Também te amo, pentenha.
Os próximos são Emmett, Rose, meus pais, tio Charlie e por último Victoria, e, se eu tinha dúvidas de que Bella estava com ciúmes, agora eu tenho certeza. Merda. Não faz nem um hora que eu estava cogitando a possibilidade de acabar com essa ideia de conquistá-la e agora, tudo que eu consigo sentir é esperança.
Depois de todos os cumprimentos, abraços e felicitações, comemos alguns petiscos e jogamos conversa fora. Quando Charlie deu o primeiro bocejo, decidimos que era hora de cantarmos o famigerado parabéns, seguido do corte do bolo.
Em determinado ponto da noite, me despeço dos meus pais e aproveito para ir ao banheiro. Quando retorno ao escritório de Bella, percebo que nossos amigos estão espalhados pelo sofá, envolvidos numa conversa.
Passo meus olhos pelo ambiente e encontro Bella escorada na sacada da sua pequena varanda. Vou até ela, ficando ao seu lado e imitando sua posição. Ela sorri quando percebe minha aproximação e olha para as estrelas.
— Às estrelas estão meio sumidas hoje. — Pensa em voz alta.
— Em contrapartida, a lua está espetacular. — Afirmo, admirando a bola perfeitamente redonda e brilhante no céu.
— Sim… lindo… — sussurra.
Mesmo que eu não tivesse percebido seu olhar fixo em mim pela visão periférica, eu teria sentido seu olhar, queimando na minha direção. Paro de admirar o céu e olho em seus olhos castanhos. Nós estamos tão perto, com os braços encostados, que é difícil controlar o desejo insano que sinto por ela.
Bella não desvia o olhar, mas sorri meio tímida, como se quisesse de alguma forma quebrar a tensão que se instalou entre nós. Seu sorriso puxa o meu, e ficamos assim, como dois idiotas sorrindo um para o outro sem dizer nada.
Ela morde casualmente o lábio inferior o que me faz encarar seus lábios e, apesar de sutil, me inclino na direção deles, quase num transe impossível de sair. Bella rapidamente desvia o olhar, voltando-se para o jardim e tocando o pingente de coração do colar que eu lhe dei. Já reparei que ela tem o hábito de ficar tocando a peça.
— Ainda não lhe dei seu presente.
Sua voz mal passa de um sussurro contido, não controlo o sorriso de vitória que invade meu rosto ao notar que eu a deixo afetada tanto quando ela me deixa.
— Você sabe que não precisa me dar nada, não é?
— E você sabe que eu vou ignorar essa sua fala todos os anos. — Rebate, recompondo a voz com um pigarro. — Estive pensando esses dias nesse colar e no significado que ele e você tem para mim.
"Você me presenteou dizendo que ele era um símbolo, uma representação de você, para me lembrar sempre terei você comigo, que eu não estou sozinha. E isso sempre me trás conforto nos momentos em que mais preciso… e pode parecer bobo, mas achei que seria justo que você tivesse algo assim também."
Bella vai até a sua mesa, abre a primeira gaveta e tira de lá uma caixinha. Quando retorna, suas bochechas estão vermelhas e posso jurar que também estão quentes. Ela fica ainda mais linda assim, desconcertada.
— Este é um lembrete, Edward, — ela repete as mesmas palavras que eu lhe disse anos atrás. — De que você nunca mais estará sozinho nesse mundo. Isso é um símbolo, um pedaço de mim com você.
Eu ainda nem vi o que tem dentro da caixinha, mas já sinto meus olhos ficarem marejados.
— Você tem que ser sincero comigo e me dizer se não gostar, ok? — Diz me entregando a caixinha.
— Impossível eu não gostar de algo vindo de você, Bells.
— Abre logo! — Pede impaciente, o que me faz rir.
Desfaço o laço bonito que envolve a caixa e retiro a tampa, há duas pulseiras dentro. A de cima é fina e delicada, com dois pingentes: o primeiro é a metade de um coração e o outro é o Yang, com o desenho do fúria da noite dentro. A segunda pulseira possui uma corrente tipicamente masculina, toda em prata e bem trabalhada, os pingentes se repetem: a outra metade do coração e o Yig, com o desenho da fúria da luz dentro.
— Um coração e um Ying-Yang de Como treinar o seu dragão? — Questiono risonho.
— Tá, eu sei que é demais. Mas o que eu posso fazer? O coração é meio que algo nosso já e esse filme foi o primeiro que nós vimos juntos no "Cinema beward". Você odiou,né?
— Bella, como eu poderia odiar algo vindo de você? Como eu poderia odiar algo tão doce e significativo?
Bella não me responde, apenas dá de ombros sem graça e sorri, como se fosse possível, ficando ainda mais corada.
— É para usarmos juntos, eu sou o Yang, claro. — Ela ri, com seus olhos brilhantes olhando bem no fundo da minha alma. Deus, como quero beijar essa mulher. — É para você nunca se esquecer de mim também.
— Não preciso de uma pulseira para me lembrar de você, Bells. Jamais seria capaz de esquecer você.
Nós estamos tão envolvidos na nossa própria bolha, que o mundo parece insignificante. Só existe eu e ela e isso basta.
Dizem que os olhos são a janela da alma e, embora os de Bella estejam confusos para mim no momento, sei que os meus estão cristalinos como água, transbordando amor por ela. O momento parece nos envolver, nos prender um no outro, e, de alguma forma insana, sinto que é um momento de mudança, algo decisivo na nossa relação, algo está diferente entre nós, mais forte, mais intenso.
E as palavras não se fazem mais necessárias entre nós. Para selar o momento, pego a pulseira delicada de dentro da caixinha e Bella estende seu braço direito, coloco a pulseira em seu pulso e o beijo em seguida. Bella pega a minha corrente e repete meus movimentos. Meu coração se torna ainda mais frenético quando ela também beija meu pulso.
"Prometo amar, cuidar e respeitar você enquanto nós vivermos". Faço meus votos em pensamento, enquanto entrelaçamos nossos pulsos, fazendo os pingentes se unirem como imãs. Assim como meu coração e minha alma são entrelaçados aos dela.
No final de uma quarta-feira, na varanda de seu escritório, eu me casei com Isabella Swan. Mesmo que ela não saiba, aqui e agora, eu me faço dela.
XxXxXxXxXxXxX
Três semanas ANTES…
ALICE CRIOU O GRUPO, OPERAÇÃO: BEWARD EM 05 DE JUNHO DE 2023.
ALICE ADICIONOU VOCÊ
ALICE ADICIONOU ROSE 3
Emmett
Operação Beward?
Alice
SEGUINTE!
A gente vai dar uma forcinha
para aqueles dois tapados!
Porque se depender deles…vão viver a vida toda nessa lenga lenga de amigos.
Amigos o cacete que são!
Rose
Kkkkkk meu deus
Apesar de amar o Benji, tenho que concordar com vc, amigos não olham para amigos do jeito que eles se olham.
Emmett
12 anos!
Quase 13 já, dessa palhaçada deles.
Tô dentro!
Me diz Alice, o que a sua
cabecinha ardilosa e pequena
estão aprontando?
Alice
Eu tenho algumas ideias…
XxXx
Sexta, 09 de Junho de 2023
Victoria
Gente! Jkkkdkdkk
Acabei de deixar eles no escritório dela.
Alice
E AI? DETALHES VIC!
Victoria
O PLANO DEU MUITO CERTO!
A Bella tá se mordendo de ciúmes!
Ela nunca me olhou com tanto ódio.
Emmett
HAHAH SABIA!
E vcs ainda tiveram dúvidas da minha ideia.
Eu sou um gênio casamenteiro.
Alice
Menos Emm, menos!
Victoria
Aí eu tive que me segurar
muito para não rir.
O Edward é mt bonito.
Fico tímida real.
Alice
Ele é aquele sonso.
Agora é hora da fase dois…
Emmett
Será que não ficar mt na cara não?
Digo, a Rose inventando uma
desculpa pra deixar eles dois sozinhos?
Alice
Claro que não!
Estamos falando da Rose,
ela sabe o que faz.
Rose
EMMETT NÃO VEJA O VIDEO
MENINAS CUIDADO
CENAS FORTES DEMAIS PARA A CALCINHA
*arquivo de vídeo*
Tão sentindo? O tesão que tá exalando desses dois?
Victoria
Minha nossa senhora…a Bella é mt forte
Pq se o Edward me olha desse jeito
eu faço tudo que ele quiser. Pqp.
Alice
SE BEIJEM LOGO INFERNOOOO
Emmett
Eu não precisava ver o
Edward tirando a roupa da
minha irmã com os olhos.
Não precisava mesmo.
Rose
Não pode dizer que eu não avisei né ;)
XxXx
Quarta, 21 de Junho de 2023
Emmett
*Arquivo de imagem*
Gente, alguém sabe o que
tinha na caixinha que a bella
deu de presente pra ele?
Olha eu não sei o que foi,
mas deve ter sido algo bombástico.
Ele tá babando!
E (odeio admitir q a minha
irmãzinha é de maior, mas)
ELA tá babando por ele tb!
PQP Q LENGA LENGAAAA
Victoria
PELO AMOR DE DEUUUSS
OLHA ISSO!
Rose
Acho q são pulseiras.
Olha bem, eles estão usando pulseiras na imagem
e eles não estavam durante a festa.
Alice
Do jeito q o Edward é emocionado,
ele deve ter feito altas juras de amor em
pensamento.
Emmett
*Eu, Edward Cullen,
prometo de amar
na saúde e na doença,
na riqueza e na pobreza,
até que a morte nos separe."
Rose
KKKKKKKKK
Alice
JUROOO KKKK
Aposto com você que foi assim mesmo!
Victoria
Mas gente e aí?
Até agr nossos planos
deram certo em partes.
Mas nada deles ficarem juntos :'(
Alice
Eu sei Vic.
Já estava planejando o maior de nossos feitos!
Emmett
Eu tenho até medo de perguntar o que é.
ALICE ADICIONOU JASPER
Alice
Estou trazendo mais um
aliado à nossa causa.
Ele será de extrema importância
para o nosso próximo plano.
Emmett
Jasper?
O filho do Marcus da segurança?
Jasper
Opa, eu mesmo hehe
Boa noite gente.
Rose
Interessante…
Victoria
o.O
Emmett
Vcs tão escondendo o que hein?
Alice
NADA!
FOCO NO PLANO!
Então, como todos já sabem, Jasper é filho do Marcus e
já trabalha na segurança real há algum tempo.
Recentemente ele começou a fazer a segurança da Bella tb,
foi quando nos conhecemos.
O que estou querendo dizer, é que ele sabe toda a programação dela,
todos os eventos nacionais e internacionais, antes mesmo que você Vic.
Victoria
E eu pensando que sempre
estava um passo à frente.
Jasper
Desculpa te decepcionar kkk
Alice
ENTÃO, (FOCO AQUI)
como já estava confabulando com ele antes,
já sabia que a Bella tem um evento beneficente na Itália.
Aquela lá que acontece de dois em dois anos,
do baile beneficente.
A melhor parte, é que o secretário de Economia
também precisa ir durante a viagem, já que temos
assuntos a tratar com algumas instituições de lá, que,
por sorte, fazem parte do mesmo evento em que a Bella irá comparecer!
Emmett
Vc tem o contato de gente do Parlamento tb?
Nem eu sabia disso.
Alice
Claro!
Tenho olhos em todo lugar!
Rose
Mas nesse caso, não seria Aro, que a acompanharia?
Como o Ed entra nesse circo todo?
Alice
Não seria TERRÍVEL, se Aro, sofresse de uma
constipação de última hora e o secretário dele, vulgo,
Edward, tivesse que ir em seu lugar?
…
Victoria
ALICE KKKKKKKKKKK
PQP EU QUERO MORRER SUA AMIGA!
Rose
Tu é o cão KKKKKKK
Emmett
KKKKKKKKKKKKK
Alice
Eu sei que eu sou um gênio u.u
Jasper
E é aí que eu entro.
Vou ser o responsável por, hipoteticamente,
deixar, Aro doente.
Alice
ISSO!
Emmett
E vcs bolaram isso juntos foi?
Jasper
Foi kkkk
Emmett
Interessante…
Alice
*Figurinha rolando os olhos*
É isso, o Plano "Coração", começa a partir de agr!
E aí? O que acharam?
Será que o Edward está no caminho certo para o coraçãozinho da Bella?
E os amigos hein? kkkk Altos planos infalíveis!
Me digam o que estão achando!
Bjs e amanhã tem mais!
