Não sou o autor das histórias ou personagens de Fate/stay night ou de Boku no hero academia, todos os direitos reservados aos seus respectivos criadores.
"Falando".
"GRITANDO".
'Pensando'.
"GOLPE ESPECIAL/FANTASMA NOBRE".
"O poder de uma pessoa para mudar o mundo reside no poder de uma pessoa mudar a si mesmo."
- John C. Maxwell
Ele sentiu aos poucos a consciência voltar ao seu corpo, o vazio escuro infinito na sua frente lentamente desapareceu quando ele foi aos poucos abrindo os seus olhos, então uma imagem borrada meio marrom-claro e meio branco foi o que apareceu para ele.
Enquanto fechava os seus olhos novamente e piscava algumas vezes para dissipar o sono ainda presente no seu corpo, ele se virou de lado até sentir que a superfície macia e levemente desconfortável em que ele estava deitado estar completamente contra as suas costas.
E então, ele abriu os olhos novamente e olhou.
"Mesmo teto de sempre. Humn..." Ele comentou para si sem nenhuma razão específica, assim como ele tem feito todas as manhãs quando acorda desde que ele e sua família se mudaram para esse novo apartamento.
Respirando fundo uma última vez ao sentir como todo o seu corpo acordava por completo, ele se ergueu um pouco do seu futon do chão até ficar em uma posição sentada. Alongando os seus braços o esticando para cima, ele liberou um longo bocejo enquanto terminava e deixava um braço cair e movia o outro para o lado com a sua mão aberta para cima.
Com um simples comando da sua vontade, um círculo de luz dourada que se movia como se fosse água apareceu repentinamente a alguns poucos centímetros da sua palma. Então um objeto começou a emergir de dentro do círculo luminoso até sair completamente e cair na mão aberta.
Ele moveu preguiçosamente o objeto em sua mão se o que acabasse de acontecer não fosse nada até a sua frente. O olhando e vendo, assim como ele havia pedido, era o seu celular flip amarelo que os seus pais haviam o dado como presente de aniversário a dois anos.
Era um modelo antigo que, por alguma razão, ainda era vendido atualmente. Não era nada comparado aos modernos e quase futuristas telefones celulares que tinham novas versões lançadas quase toda hora, e nem era compatível com a maioria dos aplicativos que existiam. Mas para alguém como ele, que o usava para nada mais do que ver a hora e mandar mensagens para os seus pais quando era preciso, isso já era mais que o bastante para ele.
Cumprindo uma das suas funcionalidades nesse mesmo instante, ele o abriu e olhou os números que apareciam na sua tela.
"Quanto de duas da manhã... Bom horário..." Ele comentou para si enquanto via como o seu celular se desfazia em pequenas partículas de luz dourada, retornando para sabe se lá onde quase todas as suas coisas estavam guardadas.
Tendo isso feito, ele lentamente foi se levantando do seu futon em meio ao seu quarto. Um ambiente simples que muitos considerariam apertado, praticamente vazio e com espaço um pouco mais que o suficiente para poder deitar-se e dormir, o único móvel sendo o longo armário que ocupava metade do espaço do ambiente que já se encontrava aqui quando sua família comprou a casa.
Com um piso comum de madeira e paredes brancas sem nenhuma janela. Com certeza nem chegava perto do tipo de quarto que ele desejaria poder ter para dormir e fazer as suas lições da escola, mas considerando o estado atual da sua família e tendo vivido em quartos praticamente idênticos a esse durante toda a sua vida, isso nem sequer chegar a ser um incômodo para ele.
Ele dobrou o seu futon e lençóis, e os guardou com o seu travesseiro dentro do seu armário. Com isso terminado, foi até a porta do seu quarto e a abriu, assim o dando acesso ao escuro e pequeno lugar em que ele vivia no momento.
Era um apartamento simples com o corredor de entrada com duas portas de um lado e uma na outra, uma das suas primeiras sendo a do seu quarto e a segunda a dos seus pais. A terceira porta sendo a do único banheiro da casa que, ao mesmo tempo, era lavanderia, sendo esse o seu objetivo atual.
Dando apenas dois passos, ele se encontrou em frente a porta, mas ele parou com a mão na maçaneta ao ouvir o som consideravelmente alto de dois roncos distintos vindo do quarto dos seus pais. Olhando com um pouco de incredulidade e desaprovação para a porta do casal mais velho, ele apenas suspirou e entrou no banheiro.
Fechando a portal, ele precisou apenas se virar de costas para se ver de frente a pia com o pequeno espelho retangular um pouco acima dela. A sua esquerda estando a velha máquina de lavar, a sua direita a vaso sanitário e um chuveiro com espaço para apenas uma pessoa logo em seguida.
Ele abriu a torneira da pia e colou ambas as mãos juntas em formato de concha abaixo dela, a água preencheu o espaço entre elas até começar a transbordar, então ele agachou um pouco a cabeça e empurrou ambas as mãos contra o seu rosto.
Seu rosto ficou submerso na água fria durante alguns segundos, ele soltou um pouco de ar pelo nariz e ouviu bolas d'água surgindo logo em seguida. Então ele abriu ambas as mãos e respirou fundo enquanto sentia a água escorrendo pelo seu rosto.
Ainda com os olhos fechados, ele balançou o seu braço contra o nada até finalmente atingir o suporte ao lado do espelho onde uma toalha sempre ficava pendurada. Ela a pegou e a esfregou contra o seu rosto para a retirar rapidamente logo em seguia e se olhar espelho.
Um jovem de quinze anos com cabelos loiros dourados curtos ainda bagunçados, com um queixo triangular e olhos de um vermelho forte como sangue, com pupilas afiadas como as de um felino, um nariz fino perfeitamente desenhado e lábios cerrados. Sim, esse era ele, Hikaru Kinshu.
Hikaru Kinshu
Estudante de escola primaria.
Peculiaridade: Gate.
Mas isso não podia o importar menos.
Parando de se olhar, Hikaru colocou a toalha de volta no suporte e começou a escovar os dentes. Terminando isso em poucos minutos, ele enxaguou a boca e depois cuspiu na pia.
Saindo do banheiro sem fazer barulho, ele ainda pode ouvir o som dos seus pais roncando, mas dando pouca importância para isso no momento, ele virou para um lado e seguiu pelo curto corredor da sua casa. O qual dava acesso a um grande ambiente de apenas vinte metros quadrados que era tanto a cozinha do apartamento no lado esquerdo e a sala de estar à direita.
Indo em direção à cozinha, o jovem de pelo dourado vestiu um avental branco que ele e seus pais compartilhavam entre si e abriu a geladeira. Dando uma rápida averiguação, ele franziu o rosto ao ver que não havia muito para ele trabalhar hoje.
'Precisamos lembrar de fazer as compras do mês o mais cedo possível.' Hikaru fez uma nota mental para si enquanto pegava uma panela de dentro da geladeira que ainda tinha um pouco de sopa de missô do jantar de ontem, manteiga e a última caixa de leite.
Colocando-a sobre o fogão e acendendo o fogo, ele pegou três tigelas de dentro do armário e já deixou os talheres separados para cada uma delas. Então ele pegou um saco que ainda tinha algumas fatias de pão de forma e pegou seis para passar nelas um pouco da manteiga de antes e colocar todas em um prato de vidro.
Hikaru então abriu o armário acima da pia da cozinha, o qual aonde os copos e canecas eram guardados, e assim viu o seu interior, ele fez com que três dos seus portais de luz dourados aparecessem de baixo de três copos de vidro diferentes. Todos rapidamente imergindo para dentro deles até sumirem completamente.
Ele fechou o armário e virou a cabeça ao ouvir como a sopa de misso começava a borbulhar, então ele cuidadosamente foi colocando-a em cada uma das tigelas. Com isso feito, ele colocou todas elas no balcão da cozinha com os demais itens preparados.
Aproveitando a oportunidade, ele pegou a caixa do seu bento e aos poucos foi pegando vários pedaços de legumes diferentes, os balançando um pouco para tirar o excesso de líquido, e colocou-os dentro do seu bento para o colocar no balcão com o restante. Vendo tudo isso terminado, Hikaru tirou o avental e o guardou em seu devido lugar.
Batendo as mãos pelo seu trabalho concluído, ele se colocou em frente ao balcão enquanto observava a comida preparada. Então ele ergueu uma mão e estalou os dedos.
Cumprindo a sua ordem com a mesma precisão de sempre, múltiplos portais dourados apareceram de baixo de cada um os objetos no balcão, os quais foram todos engolidos por completo, os portais desaparecendo logo em seguida.
Dando a mesma importância disso como nas ocasiões anteriores, Hikaru simplesmente se virou de costas e deu poucos passos até chegar na baixa mesa de centro da sala de estar. Ele se abaixou e se sentou no chão em frente a ela, exatamente no seu lugar preferido, que era o qual ficava precisamente em frente a pequena televisão de tela plana que eles tinham em casa.
O garoto de olhos vermelhos cruzou as pernas e fez com que alguns portais dourados aparecessem sobre a superfície da mesa, dos quais saiu uma das tigelas de sopa de missô, um dos copos, a caixa de leite e o prato com os pães de forma com manteiga.
Abrindo a caixa de leite e enchendo o seu copo, Hikaru a fechou novamente, então juntou ambas as mãos em frente ao seu rosto.
"Obrigado pela comida." Ele disse em um tom monótono para separar as mãos logo em seguida, pegar o seu talher e observar a sua sopa logo em seguida. Um fantasma de sorriso se formando no seu rosto ao sentir o cheiro entrando em suas narinas.
Hikaru mergulhou a sua colher no conteúdo da tigela, pegando um pedaço de batata e cenoura na primeira colherada. Então ele fechou os olhos, abriu a boca, aproximou a colher da boca e...
"ESTAMOS...! ARGH! Atrasados..." Foi imediatamente interrompido pelos gritos dos seus pais que finalmente acordaram.
Ele virou de costas ainda sentado no chão e viu a sua mãe e pai caídos um em cima do outro por terem ambos saído correndo do quarto por verem a hora que tinham acordado e acabaram batendo de cara contra a parede, assim como eles faziam quase todas as manhãs.
"Querido... Você está bem?" Uma mulher adulta, no começo dos seus quarenta anos, com cabelo loiro comprido e olhos vermelhos semelhantes aos de Hikaru, mas com a pupilas redondas, perguntou ao seu marido enquanto balançava o seu ombro.
Igami Kinshu
Cozinheira da churrascaria Mazoku.
Peculiaridade: Mudança de cor.
"Humn..." O homem abaixo dela, também no começo dos seus quarenta anos, com cabelo castanho-escuro quase preto que chegava até os ombros, pele preocupantemente pálida, grunhiu enquanto virava o rosto para revelar uma expressão cansada e com olheiras que chegavam a ser assustadoramente grandes e escuras.
Kanku Kinshu
Supervisor do atendimento ao cliente da companhia de viagens Hoshou
Peculiaridade: Telepatia por empatia.
"Sim... Pelo menos, eu consegui servir de escudo humano para você dessa vez." Ele a respondeu inexpressivamente enquanto levantava um pouco a cabeça e esfregava a mão contra a marca vermelha na sua testa.
"Waaaa...~! Eu também te amo, sua coisinha mais fofa!" A mulher loira respondeu enquanto abraçava o seu marido pelo pescoço e beijava a sua testa, ao mesmo tempo que ambos os seus fios de cabelo e olhos mudavam de cor para rosa.
Kanku permaneceu inexpressivo por um momento, mas o seu rosto passou para uma expressão muito mais relaxada enquanto um sorriso bobo se formava em seus lábios e suas bochechas pálidas ficavam claramente coradas. Não sendo psicologicamente capaz de ver essa cena na sua frente, forçou uma forte e muito bem audível tosse que conseguiu cumprir o objetivo de atrair a atenção de ambos os adultos.
"Vocês não estão esquecendo de algo?" O jovem loiro perguntou retoricamente enquanto olhava para os seus pais com apenas uma sobrancelha interrogativamente levantada. Ambos os adultos, ainda caídos no chão, piscaram uma vez, então permaneceram em silêncio durante alguns segundos até seus olhos se arregalarem como pratos.
"ESTAMOS ATRASADOS!" Ambos gritaram em perfeita sincronia enquanto se colocavam de pé, com Kanku colocando ambas as mãos na cabeça e Igami literalmente ficando completamente branca como um fantasma.
Agora com ambos os adultos em pé, ficava facilmente visível se notar o quão altos eles eram em relação à média japonesa. Bem, pelo menos a média japonesa que o governo dizia existir não considerava as peculiaridades que faziam as pessoas atingir alturas físicas absurdas.
Seu pai, tendo os seus notáveis um metro e oitenta, mas sua mãe, sendo quem verdadeiramente chamava a atenção, tendo um metro e oitenta e quatro, a mesma dizendo que tinha praticamente um metro e oitenta e cinco, faltando apenas mais alguns milímetros para chegar lá.
Porém, tanto ele e seu pai concordaram em segredo em sempre discordar com isso por se entreterem devido à forma como a mulher loira constantemente se irritava com os seus comentários e passava praticamente as próximas duas horas explicando como ambos estavam errados por achar isso. Por falar nisso, o próprio Hikaru não estava muito distante deles, já estando com os seus um metro e setenta e cinco de altura.
"Não se preocupem, já preparei o café da manhã." Hikaru respondeu-os antes que seus pais enlouquecessem, balançando um dedo e fazendo com que múltiplos portais dourados aparecessem na superfície da mesa, dos quais saíram os restantes das tigelas com missô e os talheres.
"Apenas escovem os dentes primeiro, ok?" Ele disse, sem se virar para trás, com a postura de que ele fosse o adulto da situação. Então ele colocou finalmente a sua colher dentro da boca e grunhiu um pouco de prazer por finalmente saciar a sua fome.
"Oh..." Ambos os adultos disseram ainda em sincronia enquanto tomavam posturas mais relaxadas.
"EU PRIMEIRO!" Igami afirmou energeticamente enquanto as suas cores naturais voltavam ao seu corpo e imediatamente corria até o banheiro.
"Sabe, filho, você realmente não precisa se dar o trabalho de cozinhar toda vez que eu ou sua mãe acabamos... Perdendo a hora dormindo." Kanku começou a dizer em um tom neutro, mas imediatamente passou para um pouco envergonhado enquanto coçava a nuca e olhava para outra direção por admitir o erro que ele e sua esposa cometiam com frequência.
"Eu sei. Mas você e mamãe têm o costume de chegar em casa quase mortos de cansaço, então o mínimo é vocês terem o direito de ficarem mais alguns segundos na cama." Ele respondeu enquanto parava de comer por um instante e voltava logo em seguida. O que fez o seu pai voltar o seu olhar imediatamente para ele, com os olhos um pouco abertos.
"...É..." Ele o respondeu, ainda envergonhado e coçando a nuca, mas agora com um pequeno sorriso no rosto.
"E, além disso, realmente não suporto o gosto da comida queimada que vocês fazem quando estão desesperados e não prestam atenção no que estão fazendo." O garoto de olhos carmesins respondeu enquanto pegava um pedaço de pão e comia-o. Seu comentário sendo tão repentino que quase fez o seu pai perder a compostura e cair no chão novamente.
"Ponto valido..." Kanku respondeu com o corpo curvado para frente e o seu sorriso agora virava um de derrota aceitada.
No mesmo instante, um borrão que ele conhecia muito bem passou na sua frente, ele endireitou a sua postura e viu como a sua esposa agora estava sentada junto ao seu filho na mesa de centro.
"Obrigado pela comida!" Ela agradeceu com a alegria de alguém que não comia há dias e então começou a atacar a sopa de missô na sua frente, como se ela fosse fugir a qualquer momento. Suspirando ao ver isso, Kanku simplesmente virou para um lado e foi ao banheiro.
"UH! Isso está ótimo, filho!" Igami agradeceu com um grande sorriso no rosto enquanto parava de comer.
"Eu só esquentei a sopa de missô que sobrou do jantar de ontem, nada de mais." O garoto de cabelos loiros respondeu de forma indiferente enquanto dava os ombros.
"O quê!? Mas é claro que não! Toda refeição feita pelo meu lindo bebê sempre vai ser o equivalente a um banquete para mim!" Ela disse animadamente enquanto envolvia um braço ao redor do pescoço do seu filho e movia o outro para cima, como se estivesse visualizando uma mesa repleta com os mais variados tipos de pratos.
"Mãe, você está exagerando..." Hikaru disse, tentando manter a sua postura indiferente, mas estando quase perdendo a sua batalha interna para evitar que um sorriso surgisse no seu rosto devido às palavras gentis da mulher mais velha.
"Huuuuuumn... Como você acabou mais parecido com o seu pai?" Ela perguntou, imediatamente perdendo toda a sua animação enquanto colocava um braço contra a mesa e apoiava o rosto na mão do mesmo
"Eu o quê?" O referido Kanku perguntou enquanto aparecia na sala de estar e se sentava com a sua família para o café da manhã.
"Nada de mais~." Igami respondeu em um tom brincalhão, abanando a mão em sinal de que o seu marido não desse importância a isso.
"Humn... Tudo bem então. Obrigado pela comida." Ele disse em seu tom de voz indiferente enquanto juntava as mãos e começava a comer.
E como era de costume, devido a sua velocidade desnecessária, Igami foi a primeira a terminar de comer. Ela suspirou satisfeita enquanto se apoiava com as mãos no chão um pouco atrás dela e sorria.
"Haaaaaah! Isso estava ótimo, abrigado de novo, nossa coisinha fofa!" A mulher loira disse enquanto se inclinava para o lado e puxava o seu filho para um abraço apertado.
"Humn..." Hikaru apenas produziu um grunhido indiferente enquanto continuava a comer o restante do seu café da manhã. Seu rosto se franzindo um pouco ao notar pelo canto da sua visão como o seu pai sorria por saber que internamente ele lutava para não ficar honestamente com as demonstrações de afeto da sua mãe.
"Mas mudando um pouco de assunto, como você se estar se sentindo para o seu primeiro dia de aula na sua nova escola." Seu pai comentou repentinamente sobre a única coisa que ele não queria falar essa manhã, não porque esse assunto em particular o incomodava, na verdade, ele nem se importou muito com isso.
O que ele realmente queria poder evitar era a maneira como ele já sabia que certa mulher de olhos vermelhos iria reagir a isso.
"OH, MEU DEUS, É MESMO!" Sua mãe gritou quando palavras do seu pai foram finalmente processadas pelo seu celebro. O que fez Hikaru apenas suspirar, derrotado ao saber como ele já havia perdido.
"Como estão as suas coisas? Você separou todos os seus materiais!? Deixou o seu uniforme pronto!? Se preparou emocionalmente para o novo ambiente!? E psicologicamente!? Você não vai sentir a nossa falta, vai!? O que eu estou dizendo!? É claro que você vai!" Sua mãe perguntou velozmente, passando entre vários estados de alegria, preocupação e tristeza, terminando com ela o puxando para outro abraço muito mais apertado do que antes.
"Querida, acho que ele não está respirando." Kanku comentou com um leve tom de preocupação enquanto apontava para eles.
"Humn?" Igami disse confundida enquanto olhava para o seu marido, então ela olhou para baixo e finalmente percebeu que o jovem loiro em meio aos seus braços batia várias vezes contra o seu braço como se fosse um lutador admitindo a derrota.
"AH! DESCULPA! DESCULPA! DESCULPA! EU ME EMOCIONEI UM POUCO E PERDI O NOÇÃO DO MEU ARREDOR!" Ela gritou preocupada enquanto soltava o seu filho e balançava os braços para todas as direções.
Enquanto isso, Hikaru se apoiou na mesa de centro enquanto tentava puxar o máximo de ar para os seus pulmões. O seu pai apenas deu algumas tapinhas no seu ombro enquanto o olhava com uma expressão que dizia que ele entendia o que ele estava sentido no momento.
"Eu... Vou continuar com a minha crença que a sua peculiaridade te dar algum tipo de super força..." Hikaru disse com a voz ainda se recuperando e olhava com desconfiança para a sua mãe.
"Eu já te disse que não é verdade! É só que esse é o resultado de eu não conseguir ficar um dia sem me exercitar." Igami disse enquanto cruzava os braços, inchava as bochechas e olhava para o outro lado como se fosse uma criança.
Ela sempre foi uma pessoa imperativa que nunca conseguia ficar parada sem fazer nada, muitas pessoas que a conheciam a chamavam de "Tubarão humana" por acreditarem que ela morreria como um se algum dia ela ficasse parada sem fazer nada. E como resultado, quando ele não estava conversando com alguém, trabalhando ou fazendo qualquer outra coisa, Igami sempre aproveitou para se exercitar dentro ou fora de casa desde muito jovem.
O que resultou em ela tendo um corpo consideravelmente atlético e com músculos facilmente notáveis, e também em uma força nem um pouco pequena. Ela poderia não se comparar aos heróis profissionais com os seus músculos gigantescos como a heroína coelho Mirko, mas ela se destaca entre a maioria das civis comuns que peculiaridades que melhoravam as suas capacidades físicas.
"Se a senhora diz..." Hikaru disse de forma indiferente enquanto finalmente recuperava a sua compostura e se levantava com a sua tigela e talheres em mãos.
"Não é o que eu estou dizendo! É verdade!" Sua mãe disse com raiva fingida enquanto apontava para ele.
"Sim, sim...!" Ele disse enquanto suspirava e colocava a louça na pia da cozinha.
"Vou me arrumar para escola." O jovem de olhos carmesins os informou enquanto ia para o seu quarto.
"Tudo bem!" Ele escutou os seus responderem logo antes de ele fechar a sua porta e suspirar por ter que lidar com a forma com que a sua mãe era, mas, no fundo, desejando que ela nunca mudasse.
Deixando isso de lado, ele virou para um lado e viu o seu novo uniforme completamente preto preso em um cabide apoiado em um suporte na parede. Pegando, ele não demorou para se trocar e dobrar as roupas que ele estava usando antes dobradas. Parando por um instante apenas para a ver as estranhas linhas vermelhas que ele tinha no seu corpo desde o dia que a sua peculiaridade se manifestou pela primeira vez, mas deixou isso de lado como sempre e continuou com os seus afazeres.
Hikaru olhou para outro lado e viu como mais dois dos seus portais dourados se abria em meio ao ar, com dois espelhos de mão e um pente de cabelo saído de cada um. Pegando-os, ele os usou para pentear um pouco o seu cabelo loiro para baixo, colocando os seus poucos fios rebeldes de volta no lugar no seu corte de cabelo genérico que ele preferia usar desde que ele era pequeno.
Assentido com a cabeça ao ficar satisfeito com o resultado, Hikaru deu o comando mental e tanto o espelho quanto pente desapareceram em partículas de luz douradas. Olhando um pouco para baixo, ele viu como mais um portal se abria conforme ele ordenava sem dizer uma única palavra na altura da sua cintura.
Do qual a sua maleta preta simples emergiu de dentro e permaneceu de pé, o que Hikaru aproveitou para usar como suporte para abri-la e verificar uma última vez se todas os seus materiais escolares estavam no seu devido lugar. Vendo que tudo estava em ordem como ele havia deixado ontem, ele pegou a sua maleta pela alça e seu portal imediatamente desapareceu.
Desde que ele havia se acostumado a usar a sua peculiaridade e tinha entendido por completo como ela funcionava aos quatro anos, Hikaru passou a ter o estranho instinto de sempre guardar tudo que ele via como pertencente a ele dentro dos seus portais. Os seus pais que ele não deveria fazer isso com literalmente tudo que ele tinha, mas ele ineditamente acabava fazendo isso de qualquer forma, então eles desistiram de tentar o corrigir.
Ele achava que era mais seguro assim e pelo menos tinha menos chance de perder as suas coisas, então ele só precisava fazer com que mais ninguém soubesse disso e ele não poderia ser acusado de uso inapropriado da sua peculiaridade. Com tudo isso feito, ele foi até a porta do seu quarto e saiu.
"Oh! Olha só quem ficou uma graça." Hikaru ouviu a voz da sua mãe e suspirou mentalmente por ter a "sorte" de sair do seu quarto ao mesmo tempo que os seus pais.
Ele olhou para um lado e viu como agora como ambos os seus pais também já haviam trocado de roupa para o restante do dia. Seu pai estava com o seu terno preto comum e com a sua gravata lilás favorita da sua sorte, seu cabelo agora estando penteado completamente para trás com gel.
Já em comparação aos dois homens da casa, a sua mãe apenas usava uma blusa branca de lã com mangas compridas, uma calça jeans azul clara e a sua bolsa marrom presa no seu ombro. Já que o seu uniforme de cozinheira ficava guardado no seu trabalho, ele poderia simplesmente usar as suas roupas casuais até chegar lá. Um privilégio que Hikaru queria poder ter.
"Seu uniforme ficou bem em você." Seu pai disse com a sua expressão quase sempre inexpressiva enquanto assentia com a cabeça.
"É praticamente o mesmo da minha antiga escola. Nem sei por que tivemos que gastar dinheiro com um novo." Ele disse com um tom levemente irritado ao se lembrar disso enquanto se virava de costas para ir até a entrada do apartamento e se abaixar para colocar os seus tênis.
"Caramba! Por que você sempre tem que querer poupar dinheiro em relação a tudo!? Você já ouviu falar em ser um pouco egoísta às vezes, não tem problema?" Sua mãe disse, com indignação fingida, enquanto apontava para o seu filho.
"Eu apenas não achei necessário." Foi o único que ele disse em resposta e continuava amarando os seus cadarços.
"Você sabe como ser um pivete irritante quando quer, sabia disso?" Igami disse, agora começando a ficar ofendida pela forma indiferente com que o seu filho sempre agia.
"Humn, é mesmo?" Hikaru perguntou ironicamente enquanto se virava e olhava para a mulher mais velha com uma expressão exagerada de surpresa no seu rosto.
"Seu pequeno...!" Sua mãe disse com o rosto levemente franzindo e uma das suas pálpebras tremendo pela sua ousadia, seu cabelo também ficando vermelho em resposta às suas emoções.
'Ah!' Foi o único que o jovem loiro conseguiu pensar ao se dar conta de que havia passado do limite.
O apartamento ficou em silêncio enquanto mãe e filho se encaravam nos olhos, e o pai apenas pensava se demoraria muito para ele poder ter a sua vez de calçar os seus sapatos.
"ESTOU INDO!" Ele disse de uma vez enquanto rapidamente abria a porta do apartamento e saiu correndo pelo corredor sem olhar para trás.
"HIKARUUUUUUUUUUUUUU!" Sua mãe gritou enquanto pegava as suas sandálias com uma mão e saía correndo atrás do seu filho.
Enquanto isso acontecia, Kanku apenas ficou de pé sozinho em meio corredor da sua casa. Ele suspirou e começou a colocar os seus sapatos, mas apenas disso, um verdadeiro sorriso permaneceu no seu rosto o tempo todo. Ele poderia não ser o melhor humano em expressar as suas emoções, mas foi abençoado com uma família que sabia muito bem como ele os amava mais do que qualquer coisa no mundo.
"Humn... Hoje parece que vai ser um bom dia." Ele disse para si após fechar a porta e olhar para cima em direção ao céu azul com poucas nuvens.
Então esticando um pouco as suas costas um pouco enferrujadas devido à idade, ele decidiu começar a andar logo e acalmar a sua esposa antes que ela acabasse matando o filho deles por acidente.
"Você verificou se lembrou de pegar todas as suas coisas?" O homem de cabelos escuros perguntou inexpressivamente enquanto olhava para ele.
"Sim, senhor." O jovem respondeu com o mesmo nível de inexpressividade.
"Preparou o seu bento para o almoço?".
"Separei alguns legumes da sopa de missô." Hikaru respondeu e desviou rapidamente o olhar para outra direção quando o seu pai suspirou devido à sua resposta.
"E onde isso é o suficiente? Você está em fase de crescimento, alguns poucos legumes nunca vão ser o bastante para você." Seu pai disse desapontado enquanto negava com a cabeça.
"Bem... Pelo menos isso é de graça." O garoto de olhos carmesim respondeu, ainda se recusando a olhar o seu pai nos olhos.
"E, mãe, teria como você parar com isso?" Ele perguntou com o rosto franzindo enquanto olhava para a mulher mais alta.
A mesma se movia de um lado para o outro ao redor do seu filho, verificando cada centímetro cúbico em busca de algum problema no uniforme do garoto mais novo ou na sua aparência, e arrumando os mínimos detalhes que ela encontrava.
"Ah, cala boca. Eu estou quase terminando." Ela disse sem se importar com as palavras do seu filho. Então ele arrumou a posição de um último fio de cabelo na cabeça de Hikaru e deu alguns passos para trás até ficar ao lado do seu filho.
"Uff! Maravilha, acho que consegui chegar o mais perto do perfeito que era possível." Igami disse, orgulhosa, enquanto fingia secar um suor inexistente na sua testa. O que conseguiu fazer com que as outras duas pessoas presentes suspirassem pelos seus narizes.
"Bem, a partir daqui nós seguimos caminhos diferentes. Tem certeza de que você está pronto para o seu primeiro dia?" Seu pai o perguntou com um tom levemente preocupado, o que fez o garoto mais baixo voltar a olhar na sua direção.
Eles estavam parados em uma encruzilhada de uma área residencial repleta de casas. Uma direção levava para a estação de trem mais próxima para os seus pais irem ao trabalho e, a outro, era o caminho era o que o levaria para a sua nova escola.
"Sim, senhor, pai. Eu estou apenas indo para a escola, não para a guerra." Ele respondeu de forma indiferente enquanto dava os ombros.
"Haha! Você fez uma piada! Isso deve ser um sinal de um dia de sorte." Sua mãe disse divertida, o que fez ele franzir levemente o rosto pelo comentário e seu pai sorrir um pouco.
"Mas falando sério agora. Tem certeza de que você se sente bem?" Ela falou em tom mais sério, mas gentil, enquanto se agachava um pouco para ficar na altura do seu filho.
Notando isso, Hikaru suavizou um pouco o seu olhar.
"Está tudo bem, mãe. Você pode ficar tranquila, eu vou ficar bem." Ele a assegurou em um tom de voz suave e com um pequeno sorriso no rosto.
"Uh...! AAAAAAAAH! POR QUE O NOSSO BEBÊ TEVE QUE CRESCER TÃO RÁPIDO!?" Ela perguntou em lágrimas enquanto puxava o seu filho para mais um abraço, o que para a sua sorte não foi tão forte quanto o demais cedo.
"Argh...! Mãe! Eu não sou um bebê!" Hikaru disse com o rosto levemente rosado enquanto tentava se libertar e falhava no processo. E para ajudar o seu constrangimento, o seu pai não disse uma única palavra e simplesmente se juntou à sua mãe para abraçá-lo.
O rosto do garoto mais novo ficou consideravelmente mais vermelho devido à situação em que se encontrava. Para a sua sorte, havia poucas pessoas passando pela rua, mas isso não impediu de passar vergonha ao ouvir como alguns cochichavam e riam devido à cena de um momento em família que acontecia ao vivo.
Sabendo a única forma de se liberar dessa situação mais cedo, ele engoliu o seu orgulho, fechou os olhos e devolveu o abraço dos seus pais com o mesmo nível de carinho. Apenas mais alguns segundos passaram e eles finalmente o liberaram e se afastaram um pouco.
"Aaaaah... Sniff... Desculpa, filho... Sniff... É só que... Sniff... Meu Deus, nós somos pais tão horríveis por não acompanhar você!" Sua mãe disse, em um honesto tom de culpa, enquanto tentava parar de chorar, seu pai segurando o seu ombro como forma de consolo. Seu cabelo e íris dos olhos ficaram em um tom de azul-claro em resposta às suas emoções.
"Tudo bem, mãe. A culpa é do trabalho de vocês não terem dado folga para vocês hoje." Hikaru disse, fazendo o seu máximo para não suspirar devido ao comportamento da sua mãe.
"Mas mesmo assim... Sniff... Você tem certeza de que está tudo bem?" Igami perguntou, finalmente conseguindo controlar as suas lágrimas. O seu filho não disse nada, apenas olhou para ela e assentiu a sua cabeça de forma firme e confiante.
"Então tudo bem... Sniff... É melhor você não estar mentindo!" Ela disse, em um falso tom de ameaça, seu cabelo e olhos voltando às suas cores habituais.
"Bom, acho que já ocupamos muito do seu tempo. Melhor todos nós irmos andando." Seu pai disse enquanto pegava um lenço do seu bolso e dava para a sua esposa. A qual o pegou e assuou o nariz.
"Concordo. Então, vejo vocês mais tarde." Hikaru concordou, já se virando e começando a andar.
"Tenha um bom dia." Seu pai disse inexpressivamente enquanto acenava suavemente com a mão.
"LEMBRE DE SE COMPORTAR! NÃO SEJA GROSSEIRO COM AS PESSOAS! TENTE FAZER AMIGOS! E NÓS TE AMAMOS MUITOOOOOOO!" Já a sua mãe gritou enquanto balançava ambos os braços rapidamente e pulava no lugar como se fosse uma criança.
O que fez apenas que o rosto de Hikaru ficasse com o rosto vermelho novamente e acelerar o passo para que deixasse de ouvir os gritos da sua mãe mais cedo. Mas ele ainda pôde ouvir a sua risada alegre antes disso acontecer.
Ao finalmente se distanciar o suficiente, o jovem loiro suspirou já se sentindo cansado no começando do dia. Deixando isso de lado por agora, ele balançou a cabeça para aclarar a sua mente e volta em direção sua nova escola.
Conforme ele andava, mais e mais jovens da sua idade que vestiam o mesmo uniforme apareciam andando na mesma direção que ele, alguns andando em duplas, outros formando grupos e alguns poucos como ele andando sozinho. Mas o que ele também notou foi a presença de vários adultos que andavam com os seus filhos.
Seu rosto franziu levemente e um sentimento de inveja passou pelo seu ser, mas isso rapidamente foi empurrado para o fundo da sua mente e Hikaru continuou a sua caminha.
Conforme ele anda, a pequena de jovens e adultos rapidamente se converteu em uma considerável multidão. Franzindo um pouco rosto por ter que está em meio a tantas pessoas e ouvir tantos barulhos altos próximos dele, o jovem de olhos velhos tentou encontrar algo para o distrair dessa situação desconfortante.
Então foi quando ele olhou para cima que ele viu múltiplas pétalas rosas presas em galhos das árvores e muitas outras que eram levadas pelo vento. Era primeiro de abril, então o ápice das flores de cerejeira em seu estado mais chamativo e belo foi uma paisagem boa o bastante para fazer companhia em meio a esse mar de pessoas que parecia tão solitário.
O tempo pareceu passar em um instante, pois quando ele se deu conta ela já estava em frente ao portão de entrada do colégio que ele estaria pelo próximo ano. Ele parou por um momento e olhou ao seu redor.
Muitas famílias aproveitaram o momento com seus filhos e param para tirar fotos ou dizer os seus últimos avisos para se comportarem. Hikaru apenas suspirou mentalmente e respirou fundo enquanto concentrava a sua atenção no edifício de cinco pavimentos na sua frente.
"Bem, é agora ou nunca." Ele disse para si enquanto voltava a andar, era apenas mais uma escola comum, então era obvio que isso não influenciaria em nada no rumo da sua vida. Certo?
Bem, era isso o que Hikaru tinha certeza enquanto passava pelo portão de entrada, o qual tinha uma placa mais à esquerda de tamanho considerável com o nome "Aldera Junior High" escrito nela.
Então...
Oi gente!
Antes de tudo, sim, eu sei, isso foi muito repentino e sem o menor aviso, mas a minha mais honesta justificativa é... Eu não conseguia esperar mais!
Olha, eu que eu disse na minha história Neo Archer que eu esperaria chegar no final do arco do Stain para começar a escrever novas histórias, mas eu tenho estado com essa ideia de uma nova história a tanto tempo na minha cabeça que eu não pude mais esperar e tive que botar isso para fora.
E caso você não saiba do que eu estou falando e essa seja a primeira história minha que você está lendo, bem... Apenas esqueça o que você viu no parágrafo anterior e não se preocupe com isso.
Mas dá uma olhada na minha outra história, Neo Archer, talvez vocês gostem.
Agora falando sobre o capítulo dessa nova história em si!
Já vou tirando a principal dúvida que vocês devem ter no momento.
"O protagonista é o Gilgamesh!?".
Bem...
Sim e não. Na verdade, um pouco das duas respostas ao mesmo tempo, e nenhuma das duas.
Okay, sei que isso não fez sentido nenhum como resposta, mas apenas confiem em mim, eu já pensei em uma justificativa do porquê e como esse desgraçado loiro estar no mundo de Boku no hero. Mas isso vai demorar bastante para ser revelado na história de maneira natural e não parecer que foi simplesmente foi jogado na cara de vocês.
Mas o que eu posso afirmar é que não tem nada relacionado com abrir um portal do nada e ser teletransportado para outro mundo. Então tentem ver ele como um personagem "diferente", mas que carrega alguns das principais semelhanças do nosso tão querido rei Gilgamesh.
Ah! E o Hikaru também não é um servo ou um espírito heroico, apenas um humano normal, e sim, isso também vai ser justificado no futuro.
Resumindo o que acabei de dizer em poucas palavras:
"Let me cook."
E duas pequenas dicas para quem quiser adivinhar: 1º - A citação que fiz bem no começo está direta ligada a quem o Hikaru é. 2º - E a peculiaridade da mãe dele também é uma dica.
Agora falando sobre algo que eu estou muito animado para falar!
Os pais do protagonista!
E caso alguns de vocês já tenham notado, sim, eles são tanto baseados em aparência quanto na personalidade dos personagens Yuki e Choso de Jujutsu Kaisen.
O porquê disso, vocês me perguntam?
Simples, porque eu amo esses dois com todo o meu coração e eu chorei de frustração com o final que Gege Akutame deu para esses dois que tinham tanto potencial quanto casal. E, porque eu queria que os pais do protagonista fossem interessantes e tivessem uma relação divertida e saudável com o seu filho único. Mas a primeira é a verdadeira justificativa.
( •̀ ω •́ )
Agora falando sobre eles em si.
Acho que não há muito o que explicar porque acredito que deixei bem claro como são as personalidades deles e como é a relação que eles têm entre si e com o filho deles.
Resumidamente, eles são um casal de classe social média/baixa que estão juntos há vários anos, mas ainda se amam como se ainda fossem recém-casados.
E um breve perfil de cada um:
Nome: Igami Kinshu.
Profissão: Cozinheira da churrascaria Mazoku.
Peculiaridade: Mudança de cor.
Descrição: Sua peculiaridade permite que ela mude a cor de qualquer parte do seu corpo como ela quiser livremente, seja pele, músculos, cabelos, ossos, órgãos, carne, sangue. Mas a cor dos seus olhos e cabelos mudam involuntariamente em reação as suas emoções.
Igami é uma mulher adulta de quarenta e três anos que vive com o seu marido e seu único filho. Todas as pessoas que a conhecem sempre reparam na sua energia aparentemente inesgotável e a oura de constante alegria e determinação que ela erradia de si.
Ela é imperativa e odeia ficar parada sem fazer nada, por isso o seu passatempo favorito e se exercitar ou passar horas conversando com o seu marido, com ele apenas ouvindo o que ela tem a dizer e fazendo alguns comentários.
Nome: Kanku Kinshu
Profissão: Supervisor do atendimento ao cliente da companhia de viagens Hoshou.
Peculiaridade: Telepatia por empatia.
Descrição: Sua peculiaridade permite que ele sinta quais são as verdadeiras emoções que as pessoas ao redor dele estão sentidos, mesmo que elas tentem disfarçar, ele ainda vai saber a verdade. Ele não pode ler os seus pensamentos e nem nada do tipo, mas pode sentir se uma pessoa está triste ou com raiva e quão forte é esse sentimento, mesmo que essa tão pessoa tente fingir que está tudo bem.
Ele é um adulto de quarenta e um anos que vive com a sua esposa e único filho. As pessoas do seu trabalho vêm ele como uma pessoa intimidadora devido à sua postura sempre seria e centrada durante o trabalho e sua aparência um pouco assustadora. Elas normalmente nem acreditam que ele é casado e tem um filho quando descobrem isso.
Mas as pessoas que realmente o conhecem sabem que ele, na verdade, é apenas uma pessoa que sempre teve dificuldade de expressar os seus sentimentos para as outras pessoas. E a sua aparência supostamente "assustadora" se deve ao fato dele sempre trabalhar demais, o que resultou nas suas características olheiras.
Ele é um homem de poucas palavras que adora passar o seu tempo relançando ou fazendo qualquer coisa que envolva poder ficar perto da sua família, independente do que for.
E praticamente tudo isso que eu tinha para dizer nesse primeiro capítulo dessa nova história.
Tudo o que resta agora é o de sempre, comentem e compartilhem a minha história, caso vocês queiram.
Tenham um ótimo ano, cheio de sorte e saúde.
E nos vemos na próxima, pessoal.
