Olá Pergaminhos e Nazarins, Mr.Bones trazendo outro capítulo da minha fanfic Aquele que Voltou.

Zesshi/Antilene faz um passeio "refrescante" e faz uma amiga.

Com vocês

Aquele que Voltou

Capítulo 54: Despertar

No dia seguinte, Antilene foi convidada pelas elfas para conhecer o salvador delas.

Elas haviam acabado de sair da casa na árvore e estavam caminhando pelo gramado quando um ser saiu da floresta: um enorme Cavaleiro da Morte. Ele portava um escudo de torre e um flange na outra mão.

Neste momento, ela se colocou à frente das outras elfas, pronta para enfrentar a criatura, quando percebeu que não estava com sua foice nem com nenhuma arma. Sua roupa, apesar de ser de nível superior, não era seu equipamento mais poderoso.

Sem opção, agarrou uma pedra, que nem era grande, e mal conseguindo levantá-la, ainda estava muito fraca. Foi quando ouviu as elfas rindo disfarçadamente.

- O que a senhora está fazendo? - perguntou uma delas.

- E-eu, aquilo, o monstro - ela falou sem fôlego, largando a pedra com um baque.

- O senhor Cavaleiro da Morte? Parece que a senhora se esquece de onde está - riram abertamente as três, envergonhando a semi-elfa.

Realmente era fácil de se esquecer, com toda a paisagem aberta diante de si.

- Senhor Cavaleiro da Morte?!

- Sim, ele é companheiro do nosso salvador. Às vezes eles treinam aqui ou no coliseu mais adiante, são bons amigos.

Antilene não sabia o que pensar. Como alguém era forte o suficiente para treinar com um Cavaleiro da Morte? Ela poderia fazer isso facilmente com sua força total, mas não conhecia alguém que seria amigo de tal criatura.

Neste momento, algo saltou da floresta, rápido como um relâmpago, e atingiu o escudo erguido do Cavaleiro. Com o impulso, foi arremessado para o céu em direção ao sol; apenas sua sombra foi vista antes de atingir novamente o morto-vivo, que cambaleou para o lado. A criatura então rolou até perto das elfas.

- Oi, Hamsuke não viu vocês aí, desculpa se assustamos vocês.

- Não se preocupe, senhora, estamos acostumadas. Gostaríamos de apresentar uma convidada.

- *Achei que vocês iam me apresentar o guerreiro que salvou vocês - cochicou para as elfas.

Elas apenas apontaram para o enorme hamster.

- Sim, nova amiga elfa, eu sou a Guerreira Hamsuke, Sábio Rei da Floresta.

- Sábio Rei, eu sou Zess... Antilene... tenho que acostumar com isso.

- Olá, Antilene, você gostaria de treinar? O senhor Cavaleiro da Morte precisa descansar.

- Lamento, mas também preciso descansar, talvez outra hora.

- Sim, outra hora então nova amiga, quer ir ver o lago?

- 'Ela está me convidando para passear? Sou uma nova amiga? Eu tenho amigas?!!' - Antilene olhou para as elfas que concordavam com a cabeça - S-sim, vamos então.

Neste momento, ela viu as elfas subindo nas costas do enorme hamster.

- 'É PRA MONTAR?!!!'

Quando todas estavam posicionadas, Hamsuke deu uma arrancada que quase derrubou a semi-elfa da garupa. Correu pela relva, saltou sobre pedras e troncos caídos. Antilene precisou se agarrar à elfa na sua frente, que apenas sorriu. Após uma breve corrida, estavam à beira do lago.

Antilene desceu resfolegando, deu alguns passos e sentou na relva. De repente, a hamster gigante sentou bem perto, então arrastou-se de lado até ficar bem colada. A sensação do toque dos pelos era hipnótica, e logo ela já estava aconchegada na barriga da nova amiga, vendo o sol brilhar sobre o lago enquanto as três elfas escovavam os pelos de Hamsuke, enquanto a sensação de calma a preenchia.

- V-você está melhor?

Ela abriu os olhos, e novamente lá estava a criança elfica.

- Olá, sim, estou, obrigada, Lord Mare - disse, vendo as elfas montarem em Hamsuke e partirem com um aceno.

- Há algo acontecendo, meu... senhor?

- N-não, elas disseram que tinham coisas a fazer e não queriam te acordar.

- E o senhor quis fazer isso, como nas histórias?! - disse ela com um sorriso sonolento.

- N-NÃO! Eu não sabia se você estava viva.

- O senhor é muito tímido, se não fosse tão jovem...

- O que? - disse o menino com tom sombrio.

Ela podia mentir, seria fácil enganar a criança, poderia dizer uma meia verdade, ou mudar de assunto, mas...

- Eu fiz uma promessa.

- Q-que promessa?

- Que eu teria filhos somente com aquele que me derrotasse.

- EU NÃO POSSO TER FILHOS AGORA!!! T-tenho muita coisa para fazer!

- Não se preocupe, acho que sou muito velha para você.

- Eu tenho 72 anos.

- 'AAH! MEUS DEUSES!! ELE É MAIS VELHO DO QUE EU!' - Elfos, eu sou uma idiota, esqueço como vocês envelhecem devagar.

- Você também é elfa, meio-elfa, pelo que sei, não parece ter mais de 16 anos humanos.

- Obrigada, o senhor é mesmo um galanteador, não é?! - disse, colocando a mão sobre a dele.

- Pa-Pare com isso - disse irritado e se levantando - é chato, parece as outras insistindo em fazer coisas, parece seu pai falando.

Outro soco no estômago - 'meu pai, o estuprador' - pensou Antilene, uma lágrima escorreu pelo rosto da semi-elfa que tentou esconder. Mare viu isso.

- M-me desculpe, eu não devia ter dito aquilo, Ainz-Sama se enfureceu quando o Rei Elfo falou coisas assim para mim.

- Eu que devo me desculpar, sniff, nunca conheci meu pai, só conhecia sua má fama, eu acho que sem querer, fiz algo parecido com o que ele sempre queria.

- P-pelo menos ele não pode mais fazer isso.

- Sim, finalmente acabou, o senhor o matou e agora ele está adubando algum jardim do palácio élfico.

- Áh não! Ele tá na prisão congelada do quinto andar, Ainz-Sama queria respostas e não gostou de como ele fala, então Neuronist está trabalhando nele todos os dias.

- Ele foi ressuscitado?! E-eu posso vê-lo, posso matá-lo quando não precisarem mais dele?

- Talvez, se Ainz-Sama deixar você viver aqui, eu p-posso pedir pra ele.

- Seria um presente de namoro... DESCULPE! Força do hábito, mas eu deveria saber disso? Sobre Decem, a Tumba, os andares, talvez eu tentasse fugir e correr para aquelas montanhas.

- Se você tentasse, eu teria que matá-la - disse Mare despreocupadamente. Antilene sentiu que ele dizia a verdade - mas não adiantaria correr para lá, aquilo não existe.

- Como assim?

- Tem uma parede a alguns quilômetros daqui, lembra, este é um andar da Grande Tumba, aquilo é só uma ilusão, o céu é uma ilusão.

Ela esqueceu novamente que estava em um lugar fechado, olhou tudo em sua volta admirando as nuvens se movendo e o vento soprando, uma obra que nem mesmo os antigos deuses conseguiram fazer ou haviam deixado para alguém ver.

- E o lago? - perguntou ela se inclinando na beirada, então levou um chute que a fez cair na água.

- O lago é real - disse Aura - vamos, temos coisas para fazer.

Antilene nadou de volta até a beirada, começou a sair da água e então uma mão foi estendida.

- E-eu te ajudo.

- Eu... obrigada, Lord Mare.

Assim que foi puxada para fora, um bafo de ar quente a atingiu e secou instantaneamente, deixando seu cabelo todo em pé.

- P-pronto, vamos.

- O-obrigada - disse ela meio desorientada, seguindo o menino elfo, enquanto Aura mantinha aquele olhar de desagrado.

- Lord Mare, eu vi algo no lago, algo grande, me olhando.

- Ah! Aquilo, ele é outro guardião, ele mora aqui esta semana, Ainz-Sama achou melhor que ficássemos juntos nestes dias. Shalltear virá aqui também.

- A vampira que atacamos.

- Irmã, vocês atacaram a irmã gêmea dela.

- Oh! Eu não sabia Lady Aura, lamento sua perda.

- Honeyopenyoko era má e uma traidora, foi contra nosso mestre e acabou morta por um aventureiro, se não fosse por isso, nós mesmos teríamos lidado com ela.

- Ela era má? Então isso faz de vocês... bons?!

- S-sim, somos os mocinhos.

- Mas Katze, e Re-Estize?

- Fazer aquelas coisas não nos torna maus! Vencer uma luta ou arar um campo não é mau, só depende dos motivos, é só olhar os lugares que nos apoiam.

- Se algum dia eu puder sair daqui, gostaria de ver - disse ela olhando para o menino elfo - me desculpe perguntar, Lady Aura, seu irmão é um Druida, reconheço os poderes, mas a senhora, não sei nada, sei apenas que é forte.

- Eu sou uma Ranger, e adestro animais, como aquele - disse apontando para o Ankiloursus que se esfregava em uma árvore enorme até derrubá-la e em seguida ser cercado por Driades nada contentes.

- Vocês são muito fortes, são filhos de Decem? - falou agora percebendo a possibilidade de serem seus próprios parentes.

Ambos pararam e falaram juntos.

- NÃO!

- Somos filhos de Bukubukuchagama-Sama - disse Aura com orgulho.

- Quem é Lady Buku... buku...?

- Bukubukuchagama-Sama, é n-nossa criadora, uma dos 42 Seres Supremos.

- '42! EXISTEM MAIS 41 SERES IGUAIS AO REI FEITICEIRO?!!' - Seu mestre, o Rei Feiticeiro, ouvi chamá-lo de Ser Supremo, não sei quem são?

- E-eles são os c-criadores da Grande Tumba de Nazarick.

- Sabe os seus deuses, os seis, junte com aqueles outros oito e mais alguém forte que você lembra, eles não poderiam enfrentar um Ser Supremo, estes estão acima dos deuses mortais.

- Sempre imaginei que os deuses fossem seres poderosos, talvez realmente divinos, mas não invencíveis, podiam morrer - disse pensando que poderia ser um exagero das crianças.

- Isso, ela era mais poderosa do que seus deuses, por isso são chamados Seres Supremos.

A conversa parecia ter entrado em um círculo vicioso e repetitivo.

- Ela era um morto-vivo como o Rei Feiticeiro?

- Não, ela era da raça Slime, um heteromorfo muito poderoso do tipo Tank.

- Ela realmente deveria ser muito forte, criar alguém como vocês.

- Sim, Bukubukuchagama-Sama era incrível, em seu mundo original ela era uma criadora de vida, dava vozes para as criaturas que criava - disseram com visível entusiasmo, finalmente algo que eles queriam falar realmente.

- Criadora de vida?

- Sim, ela dava vida às coisas, como os outros Seres Supremos, todos os que moram aqui foram criados por eles, bem quase todos agora - Aura falou olhando para a "convidada".

- Então são invocações.

- N-não, são seres feitos sob medida e criados aos seus gostos, cada g-guardião e empregada. Ainz-Sama diz que somos filhos de nossos criadores.

- E por que vocês se vestem com roupas trocadas.

- Isso é uma história para outra hora - disse Aura, vendo Mare envergonhado.

...

Nota do Autor

Olá pessoal, queria falar sobre o comportamento dos personagens.

Antilene se comporta daquele forma atrevida e insinuante por causa da sua criação pela Teocracia, uma maneira de se proteger constrangendo os outros, na Tumba isso pode levar a morte, mas ela está aprendendo, sobre si mesma e como se comportar melhor, ela sabe que não pode perder essa oportunidade.

Mare fala despreocupadamente sobre tudo na Tumba simplesmente porque sabe que não há como fugir, e se for preciso ele realmente matará Antilene sem questionar.

Aura está descontado em Antilene, não gosta nada das insinuações e vai adestrar a semi-elfa como qualquer bichinho.

Sobre a mentira do ataque e morte de Honeyopenyoko, sim eles vão manter isso, agora ela é irmã gêmea de Shalltear, cada vez a história vai piorando jajaja

Espero que tenham gostado da interação com Hansuke, muitos esquecem que a hamster é uma garota.