Olá Pergaminhos, continuando o arco do Conselho Argland em minha Fanfic Aquele que Voltou.

A natureza magica é revelada

com vocês

Aquele que Voltou

Capítulo 60: Maldições

— ...alguém aqui está amaldiçoado! - disse Glurus.

Riku praticamente apontou em direção a Ainz.

— Não ele, seu tolo! Apesar de sua aura negativa, os mortos-vivos são uma ocorrência natural. Sem eles concentrando as energias negativas ao tomarem forma, estas se espalhariam e adoeceriam o mundo todo.

Ainz fez uma mesura para o velho homem aquático, pela lembrança de como a natureza mágica funciona.

— Mas os mortos-vivos são a antítese dos vivos! - Se intrometeu o conselheiro humano.

— Lord Malio, os mortos são a antítese dos vivos, mortos-vivos são avatares das energias negativas, é diferente. Mas o que eu sinto é uma maldição, a corrupção de energias mágicas. Eu sinto que vem dali! Avaliar Magia - disse o velho homem-aquático apontando para os seguranças.

O dedo acusador passou um a um. Ao chegar em Sebas, o homem fez uma pausa ao perceber tamanho Karma positivo vindo do servo do Rei morto-vivo. Então, ele continuou até parar em...

— Você! Você sofre de um grande mal.

Leinas então se adiantou um passo à frente. Jircniv lamentou ter trazido a cavaleira, mas Baziwood ou os outros não tinham o tato necessário para uma reunião assim.

— Eu sou Leinas Rockbruise, Cavaleira do Império Baharuth. Minha condição é conhecida por muitos, mas se minha presença for um incômodo, irei me retirar e...

— Fique quieta, mocinha. Estou tentando me concentrar HMMMMMMMM!

— Lord Glurus, nós de Argland conhecemos a situação da Senhorita Leinas. Não há necessidade de... - tentou falar Lord Malio.

— Já disse para deixarem eu me concentrar! Hmmmmmmmmmmmmm! Avaliar Maldição.

Uma bolha de água se formou, grande como uma bola, flutuou até chegar perto de Leinas e cobriu a cabeça da cavaleira. Ela, no desespero, tentou segurar a respiração.

— Respire, menina, respire. Isso é água mágica, não vai te afogar.

Leinas então puxou o fôlego, engasgou até se acostumar e tentou voltar à postura ereta.

— Lord Glurus, por favor, o senhor não precisa se cansar.

— Lord Malio, o senhor parece calmo demais para alguém que pode ser contaminado facilmente por uma maldição - disse o velho homem-aquático para o humano, que disfarçadamente passou o resto da reunião tentando cobrir a boca e o nariz com um lenço.

— Me diga, criança, o que houve?

— Eu, eu fui amaldiçoada quando matei uma criatura, um monstro. Desde então, busco a cura para isso.

Lord Murios completou.

— O Mago Fluder Paradyne, quando nos visitou anos atrás, buscou uma cura. Não havia nada em nossos registros antigos sobre algo.

— 'O velho realmente procurou uma cura? Achei que o Imperador apenas estava me enganando sobre isso' - pensou Leinas enquanto subia o conceito sobre Fluder e o Imperador.

— Vocês disseram que não acharam nada antigo, mas isso não é magia antiga, é nova! - disse o velho enquanto gesticulava os dedos.

— Não entendo, como assim nova?

— Lord Murios, se a magia fosse antiga, haveria registros e estudos sobre ela, então ela só pode ser nova.

— Uma criatura aprendeu uma nova magia nas últimas décadas?

— Não, claro que não. Vamos ter uma aula rápida sobre magia enquanto faço este serviço. Vejam, este mundo produz magia e seres mágicos naturalmente de forma contínua. O acúmulo de energias negativas gera mortos-vivos porque não há coisas vivas dispersando essas energias ou absorvendo o miasma. Não há grama, árvores ou vida nos campos de batalha, cemitérios e túmulos. Desta maneira, para equilibrar a balança, a natureza também criou as Dríades, energia positiva gera Dríades, os avatares da vida, estabilizando assim o ecossistema. Alguns outros seres vivos também já nascem mágicos, e como tudo, a evolução levou essas criaturas a desenvolverem armas para caçar e se defender, como o veneno do escorpião, mas usando mana. Por exemplo, a Cocatrix criou naturalmente a maldição petrificadora, ela não estuda ou aprende vendo outras da mesma espécie, simplesmente desenvolvem isso, uma magia de aura negativa. A maldição é a corrupção em outro ser, a natureza então levou as Dríades a criarem bênçãos, uma destas é a magia despetrificadora, magia positiva.

— E ainda existe a Mandrágora. - falou Ainz.

O velho sorriu.

— Sim, é óbvio que um magic caster saberia muito sobre a origem das magias. Mandrágoras, as plantas gritadoras, são capazes de petrificar com seu choro. Em contrapartida, seu suco é usado em poções antipetrificação, um ser equilibrado, neutro.

Rigrit olhou para Riku como se perguntasse "você sabia disso?" Ele entendeu, olhou para ela e respondeu em um tom baixo.

— Seria como perguntar por que os galos cantam pela manhã.

A velha aventureira sabia que os dragões pouco se importavam com as coisas pequenas do mundo e que pouco tinham interesse em estudá-lo. Só sabiam o que lhes interessava, as lutas dos pequenos seres não eram importantes, afinal, eles eram os senhores dragões, e poucas coisas poderiam ameaçá-los. Neste caso, se a natureza se adaptava para manter o equilíbrio, então talvez ela deva ter criado os dragões para eliminar invasores, os jogadores, seres alienígenas a este mundo. Ou será que foi ao contrário, quem veio primeiro?

— Mas o que isso tem a ver com a situação? - perguntou Murios.

O velho mexeu mais os dedos e a bolha que cobria a cabeça de Leinas cresceu, recobrindo o corpo todo.

— A evolução não parou, ainda existem criaturas criando magias desconhecidas de forma natural. O ser que amaldiçoou esta criança era um ser antigo, mas esta magia só deve ter surgido há apenas alguns séculos. A natureza ainda não teve tempo de se adaptar, e nós ainda não aprendemos nada sobre ela.

— 'Se tudo que o mago disse for verdade, as implicações disso são imensas, já que significaria que não apenas os seres deste mundo, mas a própria natureza deste mundo é totalmente mágica' - pensou Ainz ao analisar todo esse novo conhecimento.

A água mágica ficou negra, o velho mago gesticulou com os dedos como se puxasse uma corda, e então toda a água saltou, formando uma esfera. Comprimiu-se cada vez mais até virar uma pedra negra que flutuou para dentro de uma garrafa que foi selada com magia.

Leinas quase caiu com a sucção, suas roupas nem mesmo ficaram molhadas; ela apenas sentia que seu rosto estava mais limpo, mas as secreções começaram quase que imediatamente.

— A maldição não está apenas no seu rosto, não é?

— Não - disse Leinas envergonhada.

Jirnvic pensou que então era por isso que a cavaleira passou a usar armadura completa o tempo inteiro.

— Ela está avançando, não? Poções apenas retardam o apodrecimento, curas eliminam pouco e quase não têm efeitos, e está se espalhando, tomando cada vez mais o seu corpo. Ela não está te matando, está te transformando na mesma criatura que você matou. Eu sou o clérigo mais poderoso de meu reino, sou capaz de lançar magias curativas de sétimo nível...

— 'Sétimo nível! Um rival para Fluder.' - Pensaram Ainz e Jircniv.

— ...mas, infelizmente, não será o suficiente. Lamento muito.

Leinas pareceu se resignar.

— Talvez magia mais antiga - disse Draudillon.

Riku estremeceu; ele não poderia chamar a atenção da neta do Dragão Brilhante sem entregar sua própria identidade. Somente Rigrit, os habitantes de Nazarick e a Rainha Draudillon sabiam que, na verdade, Riku Aganéia era o Platinum Dragon Lord usando o nome de um dos Treze Heróis já morto, como disfarce.

Draudillon não se importava com a raiva do Lorde Dragão; nem mesmo seu avô apareceu para ajudar enquanto seu reino caía. Para ele, provavelmente, só estava trocando súditos humanos por súditos homens-fera.

— Talvez magia antiga poderia ajudar, Magia Selvagem, mas eu sou apenas um oitavo dragão, nunca aprendi magias de cura. Talvez se o representante dos Lordes Dragões pedisse, eles poderiam ajudar - ela alfinetou o PDL.

— Você brinca com forças que desconhece, menina. Os Lordes Dragões não são seres para se pedir favores, ainda mais sobre coisas que devem seguir seu curso. O que significa uma vida quando milhares estão sendo pesadas na balança.

— Então nada será feito? - perguntou Draudillon de forma indignada.

— Posso conceder a misericórdia se ela me pedir. - disse Riku.

— Se nada pode ser feito, quando chegar a hora e tudo se tornar insuportável, darei fim a este sofrimento, sem a ajuda de ninguém, não deixarei esta maldição se espalhar. - disse a cavaleira com convicção.

— Estou farto disso - anunciou Ainz.

Todos se assustaram com tais palavras.

— Eu mesmo darei um fim nesta situação.

— 'É agora, o feiticeiro irá matar a humana'. - pensou o dragão.

Ainz avançou em direção de Leinas, que instintivamente se encolheu em um canto. O rei morto-vivo cercou a cavaleira; quando alguém mencionou se aproximar e ajudá-la, Sebas e Albedo já bloqueavam o caminho.

Neste meio tempo, Ainz tirou algo de sua túnica, abriu os braços e murmurou algumas palavras. Círculos mágicos se formaram ao redor de Leinas, e Ainz gritou sua magia.

"EXPURGO DOS CONDENADOS!" - então, como uma explosão, surgiu um pilar de chamas, como o fluxo de um vulcão. Os gritos agonizantes de Leinas eram como o lamento de uma Banshee.

Assim que terminou, Ainz se virou e voltou para o lugar de antes.

— Está resolvido - disse ele, deixando apenas a cavaleira no canto, chorando ao perceber que seu rosto estava livre da maldição.

...

Nota do Autor

Sobre a natureza mágica do Novo Mundo: imaginei um processo evolutivo baseado na magia, não que o mundo seja consciente, mas que o nosso pareça ter um equilíbrio natural.

Em relação aos mortos-vivos, nunca os vi como a antítese dos vivos, afinal eles estão vivos e mortos, na melhor das hipóteses seriam o equilíbrio se não fosse o carma totalmente negativo.

Então fiz deles avatares de energias negativas e fiz das Dríades avatares de energias positivas porque eles só surgem espontaneamente em lugares vivos e saudáveis.

Não confundir com o Mal e o Bem, estes têm demônios e anjos como representantes.