Oiiiiii!

Eu só ia lançar PQF quando tivesse A505 oficialmente finalizada (tá quase), mas hoje é dia 13 e sou filha da Taylor Swift. Sendo assim, aqui estou eu, minha patricinha, meu quarterback e meus fantasmas.

A fic será longa, ainda estou definindo quantos capítulos. Terá um pé no drama, mas é mais uma comédia (vou tentar, se daqui pro final tudo mudar não me matem, já chega de fantasmas!) com inspiração nas dezenas de conteúdos de fantasmas que já consumi ao longo da minha vida hehe

Um olá para as grandes (algumas) patricinhas que são inspiração para essa fic também, como Cher Horowitz, Elle Woods e claro Mia Colucci.

A história irá retratar um personagem com TDAH e juro que irei dar meu máximo para ser o mais fiel à realidade do tema, mas de antemão peço perdão por qualquer besteira que possa vir a escrever aqui. A fanfic também irá falar sobre futebol americano e líderes de torcida, mas não em mínimos detalhes dos esportes.

É isso, vamos conversando ao longo da história, espero que curtam!


* Personagens e história original pertencem a Stephenie Meyer, mas enredo e alguns personagens são de minha autoria.

* Está proibido fazer adaptações desta história, ou a repostar em outro lugar. Está proibido o compartilhamento de PDF e afins da fanfic.

* Postada POR MIM também no Nyah! Fanfiction

* É uma fanfic Beward (principal) e Alisper (secundário).

* Me plagie em qualquer coisa que irei te caçar até o inferno.

Plágio é crime!

* Comentários são meus incentivos!

* Longfic.

• Capa editada por mim com imagens retiradas da internet;

* Da mesma autora de: Hollywood, Apartamento 505, Sob Minha Pele e outras.


Prólogo

1980

Alice Brandon

Todos me amavam, todos queriam ao menos cinco minutinhos de conversa comigo, mas quem poderia julgá-los? Eu era incrível, linda, inteligente e com certeza a pessoa mais interessante em todo e qualquer lugar que colocava meus pés.

E naquela irmandade, bom, naquela irmandade eu era a rainha. Ou em termos mais democráticos, era a presidente da Delta Sigma do campus da Universidade da Califórnia em Berkeley, eleita com todos os votos, ovacionada quando minha antecessora disse meu nome para todos como a vencedora.

Sim, com certeza todos amavam Alice Brandon. Como não amar?

Naquela noite de terça-feira, como presidente da irmandade iria recepcionar todas minhas irmãs de Berkeley para um jantar. Um maravilhoso jantar, que seria preparado pelas mãos do talentoso chef John Peter, era um presentinho meu para as garotas, seria um lembrete para que elas vissem o quão incrível eu era.

— Você está tão linda! — Eleonor exclamou ao entrar no meu quarto, obviamente a suíte principal da casa que ocupavámos com a irmandade.

O local, a casa como um todo, era incrível, três andares, isso sem contar o sótão e porão. Entretanto, se comparada a antiga casa da minha família em Chicago, a casa da irmandade era tão minúscula.

— Quando eu não estou linda, Eleonor? — perguntei para Eleonor Walters, minha melhor amiga e vice-presidente da Delta.

Ela riu e se aproximou, analisando meu visual enquanto eu terminava de pentear meus sedosos cabelos castanhos escuros. Aos 21 anos sustentava mechas longas que combinavam perfeitamente com meus olhos azuis e meu rosto que parecia ter sido esculpido pela própria Afrodite de tão bela que eu era.

Naquela noite eu usava um vestido preto da Chanel, tinha custado uma fortuna? Sim, mas quem ligava? Eu era rica, tinha herdado uma fortuna dos meus pais após o falecimento de ambos, iria gastar o dinheiro com vestidos lindos e jantares maravilhosos, merecia isso.

Uma garota órfã poderia se dar ao direito de alguns luxos, como maquiagem cara para esconder as olheiras de noites sem dormir pensando que eu tinha perdido meus pais, que eu iria me formar em um curso que odiava, que ninguém nunca iria me apoiar no sonho de ser estilista e que o resto da minha família que tinha continuado viva depois da merda daquele acidente não se importava tanto assim comigo. Então, sim, eu ia gastar o dinheiro que me pertencia como quisesse, era a única forma de ficar um pouco feliz no meio da vida de merda que eu tinha…

— Alice? — Eleonor chamou por mim, fazendo com que eu me distraísse dos meus pensamentos autodepreciativos e que vez ou outra não conseguia esconder. Mas nem ela, mesmo sendo minha melhor amiga, sabia disso, porque não permitia que ninguém me visse como uma fraca.

Alice Brandon não era fraca, ela era uma rainha, uma presidente e aquela noite iria oferecer um jantar inesquecível.

— Eu sou tão linda, deveriam colocar uma pintura do meu rosto na sala principal — comentei, mandando um beijinho para mim pelo espelho e parei de pentear meus cabelos, eles já estavam perfeitos.

— Claro — Eleonor falou rindo. — Vamos descer? Precisamos terminar de organizar tudo lá por baixo, o chef John já está com a equipe dele na cozinha.

— Você organiza, queridinha, eu dou ordens e mantenho meu esmalte intacto. — Pisquei para ela e com passos firmes, sustentados por meus sapatos de 10 mil dólares, segui na frente até o primeiro andar da casa.

Nem todas as garotas da irmandade viviam ali, do total de todas as irmãs, 20 viviam na casa e as que já estavam prontas circulavam pelo primeiro andar ajudando a deixar tudo perfeito. Todas pararam para me elogiar, dizendo como eu estava deslumbrante.

— Alice, esse é o Jasper, ele vai ficar na porta recepcionando as garotas — Eleonor apareceu com um cara, enquanto eu coordenava duas meninas de como elas deveriam arrumar as almofadas.

— O-Oi — o carinha falou gaguejando, o que me fez duvidar se ele tinha sido uma boa contratação para ser o responsável por abrir a porta para as meninas. Ele não era feio, tinha algum potencial por debaixo dos cabelos loiros enroladinhos que pareciam muito oleosos, mas tinha uma postura desajeitada e parecia muito nervoso.

Isso sem falar nas suas roupas, que tinham cheiro de naftalina. Uma camisa social azul de botões, uma calça marrom, sapatos pretos e meias que com certeza não eram um par, já que uma era azul e a outra vermelha.

— Sério, Eleonor, foi o melhor que você conseguiu? Tinha uma missão e me aparece com um cara que não sabe nem calçar as meias certas? — Gesticulei para ele, o tal Jasper olhou em direção aos seus pés.

— Foi o único que aceitou fazer o trabalho pelo valor — ela cochichou a resposta.

Ok, eu estava gastando muito com o jantar como um todo, mas o cara só tinha que abrir a porta e falar boa noite, ele não precisava receber muito por isso, era um trabalhinho tão fácil de se fazer, não?

— Acho que teremos que dispensar esse Jasper e colocar você na porta, Eleonor — falei, irritada que ela não tinha feito uma boa escolha.

Eleonor abriu a boca para falar algo, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa toda a casa escureceu. Tinha faltado luz? Justamente no dia do meu jantar? Que maldição!

— Foi só aqui — uma das meninas anunciou. — Tem energia nas outras casas da rua.

— Não vou trabalhar nessas condições! — chef John gritou da cozinha.

— Alguém precisa resolver isso agora! — foi minha vez de gritar.

— Hum, eu posso tentar ajudar — o tal Jasper disse de algum lugar perto de mim.

— Você pode?

— Acho que sim, vive faltando luz no meu apartamento, a caixa de energia de lá é pessima, tivemos que aprender a…

— Ok, ok — o interrompi. — Alguém tem uma lanterna?

— Aqui, Alice. — Alguém apareceu com uma lanterna e colocou em minhas mãos, facilitando que eu pudesse enxergar o tal Jasper das meias coloridas.

— Me siga! — ordenei para ele e fui até a caixa de luz que ficava no porão da casa.

Sabia daquilo porque, afinal, era a presidente. Só não sabia mexer, claramente.

— Vamos, resolve isso que dobro seu pagamento. — Apontei a lanterna em direção a caixa de energia.

Jasper a abriu, a analisou por um tempo e falou:

— Acho melhor você chamar um técnico, tem algo estranho e…

— Eu não tenho tempo para um técnico, garoto. O que tem de errado aqui? — Não entendia nada ali no meio daqueles fios e peças que pareciam ser feitas para serem movidas de um lado para o outro.

Vi uma verde, a única virada para a direita enquanto todas as outras estavam para a esquerda.

— Deve ser só isso aqui. — Ergui minha mão para mexer na pecinha.

— Não, não! — Jasper meias coloridas gritou, mas já era tarde demais.

Mexi a pecinha de um lado para o outro, sentindo não apenas uma descarga elétrica cruzar meu corpo, como alguém segurar no meu braço. E foi assim que Alice Brandon morreu, no porão de sua casa da irmandade, morreu junto de um garoto de cabelos oleosos.

Pobre de mim!


Um alô especial para Chloe Less que tá aqui mais uma vez me ajudando a botar outra fic no mundo, obrigada por tudo, amiga!

Me digam o que acharam, por favor, beijos!

Lola Royal.

13.03.24