Boa leitura!


Capítulo Vinte e Quatro

Meu Vizinho e o Estágio

Com as mãos trêmulas respondi a mensagem, torcendo para ser Renata. Torcendo também para que ela me desse uma boa desculpa por ter sumido da minha vida do nada.

Bella: Oi, quem é?

Não recebi uma resposta logo, o que só me deixou mais ansiosa. Fiquei batucando as unhas sobre meu celular, que tirei do silencioso, e encarando a rua diante de mim.

— Você não ia colocar Lady Gaga para tocar? — Edward perguntou, fazendo com que eu o olhasse.

Suspirei alto e falei:

— Acho que Renata me mandou uma mensagem.

— Espera, como? Acha?

— É um número desconhecido, a pessoa só disse meu nome e que precisavamos conversar, tô esperando me responderem. — Voltei a batucar no celular, mas meu vizinho interrompeu aquilo, soltando uma das mãos do volante para segurar a minha.

Fiquei ali, olhando para nossos dedos entrelaçados, até finalmente meu celular tocar. Soltei a mão de Edward, voltei a pegar o aparelho e pude enfim ver quem estava querendo falar comigo.

Número Desconhecido: É o Mike, consegui outro número para você falar comigo, Gatinha.

— Só pode ser brincadeira! — exclamei furiosa.

— O quê? — Edward questionou. — Renata tá bem?

— Não era ela, é Mike tentando falar comigo por outro número.

Nem me dei ao trabalho de responder, fui logo bloqueando o novo número dele para que aquele babaca do caralho não falasse mais comigo.

— Esse idiota… Puta merda, ele ainda não entendeu que você não quer mais conversa alguma? — Edward reclamou, apertando o volante com força em suas mãos. — Liga para esse caralho — ordenou. — Liga pra ele, Bella.

— O quê? Não…

— Liga, eu vou falar com ele!

— Não, não vou ligar e você está dirigindo, se acalma.

— Isabella, liga logo — continuou a ordenar.

Acabei aceitando, desbloqueei o novo número de Mike e liguei para meu ex-namorado, já colocando no viva-voz.

— Gatinha! — Mike falou animado ao atender.

— Escuta aqui, seu merda! — Edward exclamou, concentrado na direção, mas apertando o volante com mais força do que antes, falando com muita raiva em sua voz. — Se você mandar mais uma mensagem para minha noiva está muito fodido, entendeu? Eu juro que se continuar importunando Isabella vou quebrar seu nariz de novo, seu palhaço, fica longe dela!

Tirou uma das mãos do volante e tocou na tela do meu celular para finalizar a chamada, sem dar chance alguma de Mike se defender, o que achei ótimo.

— Se ele te procurar de novo, quero saber na hora.

— Ok — murmurei, me sentindo naquele momento muito tentada a implorar que Edward parasse no acostamento para transar com ele ali mesmo. Quer dizer, ele estava tão furioso e tão sexy naquele momento, eu não devia me sentir cheia de tesão naquele instante, mas é isso, estava sentindo.

— Estou falando sério, vai falar se ele te importunar de novo, não vai?

— Vou, vou sim. — Prometi. — Posso colocar Lady Gaga para tocar agora?

— Não, só tem música chata.

— Eu te odeio, Emo!

O tesão tinha ido embora.

X

Quando estacionei minha moto perto do prédio na noite de segunda-feira já era mais de dez e meia da noite, eu estava exausta e tudo que queria era minha cama. Tinha sido um longo dia entre academia, primeiro dia de aula daquele semestre e volta ao trabalho na lanchonete.

Deixei a moto, tirando meu capacete, e foi quando vi que Edward estava no carro dele há algumas vagas de distância. Eu não tinha prestado atenção e o visto ali quando entrei no estacionamento, mas o Masen com certeza estava em seu carro.

Olhos fechados com força, cabeça encostada no banco e uma mão sobre sua testa. Estava visivelmente mal com algo, isso me fez andar até o carro e bater na janela do carona.

O Emo se assustou, pulando no banco e abrindo os olhos. Porém, logo abriu a janela.

— O que aconteceu? — indaguei.

— Nada, eu só estou com um pouco de dor de cabeça — respondeu rápido demais e sim, poderia ser aquilo, mas não parecia ser o único motivo.

— Eu tenho remédio, vamos para o prédio e lá te dou um comprimido — falei, ainda o observando atentamente, me inclinei um pouco sobre a janela e vi que seus olhos estavam vermelhos e marejados. — Você estava chorando! — exclamei.

— Eu? Não, claro que não. Olha, só quero ficar sozinho, você pode… — O ignorei, abri a porta e entrei no carro, sentando no banco do carona e jogando minhas coisas no banco de trás. — Bella, é sério, quero ficar sozinho.

— O que aconteceu? — insisti.

— Só estou com dor de cabeça, já falei.

— Ok, então eu vou te levar ao hospital, porque você estava claramente chorando e se tá com dor ao ponto de chorar é algo sério e precisa ser consultado. Saí do carro, vou dirigir.

— Bella, eu estou bem, realmente só quero ficar aqui e… — Ele não aguentou e algumas lágrimas rolaram por seu rosto.

— Edward, você vai me contar o que tá rolando — exigi, aquela altura morrendo de preocupação, puxei uma mão dele a mantendo entre as minhas, sentindo-a trêmula.

— Fiz uma merda no estágio de manhã — contou em um sussurro, ainda chorando. — Nem me dei conta, meu chefe que percebeu, ligou eu tinha acabado de estacionar, tá puto pra caralho comigo e disse que não sabe ainda se vai querer que eu volte a trabalhar lá. — Engoliu em seco.

— Calma, você não é de ferro, pode cometer erros e é um estagiário, tá lá justamente pra aprender.

— Era um projeto grande, eu só tinha que mandar o orçamento para um cliente e enviei o valor errado, muito abaixo do calculado pelo pessoal. Agora o cliente quer o projeto por este valor e meu chefe quer minha cabeça. Que merda, porra, eu sou um idiota! — Soltou sua mão das minhas e esfregou seu rosto, só espalhando mais as lágrimas. — Não posso perder esse estágio, principalmente por burrice minha, meu chefe vai sujar meu nome e não vou conseguir nada em nenhum outro escritório de arquitetura da região assim. Meu pai tá certo, eu tenho é que focar no futebol americano, é a única coisa que sei fazer, sou um idiota.

— Ei, não, para com isso, Edward. — Afastei suas mãos de seu rosto. — Você cometeu um erro, isso não é o fim do mundo, muito menos o fim dos seus sonhos. Seu chefe vai encher seu saco por conta disso? Óbvio, mas ele que se foda. E se ele te colocar para fora, bom, você vai atrás de outro escritório, o cara não vai passar o resto da vida dele queimando seu nome por aí, foi só um erro.

— Um grande erro.

— Foi só um erro, você vai cometer outros.

— É, que animador — debochou. — Você pode me deixar sozinho agora, Isabella?

— Não, porque do jeito que você tá é capaz de ligar pro seu pai e pedir que ele te consiga um contrato para assinar com um time ainda hoje e eu não vou deixar isso acontecer, você não vai desistir do seu sonho na arquitetura.

— Eu não vou ligar para ninguém, prometo, posso ficar sozinho agora?

— Não — continuei negando e tive uma ideia, lembrando do dia que eu estava surtando com meu teste e Edward me tirou de casa para me distrair. — Nós vamos sair — anunciei.

— Não vamos não.

— Vamos sim. E eu vou dirigir, então se mexe, Masen — ordenei, ele não se moveu um centímetro. — Edward, posso não ser tão forte assim, mas sou boa fazendo cosquinhas.

Ele riu da minha cara, o que era bom, pelo menos não estava mais chorando. Porém, apelei para as cosquinhas, precisava fazer ele sair e deixar que eu dirigisse. Estiquei minhas mãos e parti para o ataque, fazendo cosquinha em sua barriga.

— Não, não — ele falou rindo, eu continuei, até ele segurar meus pulsos, o rosto vermelho das risadas provocadas por meu ataque de cosquinhas. — Ok, vou para onde você quiser — cedeu e eu dei um sorriso vitorioso.

— Mova-se, serei sua motorista.

Nós deixamos o carro e trocamos de lugar, quando coloquei o cinto já sabia para onde deveríamos ir, pois eu estava faminta.

— Você já comeu algo depois do seu treino? — perguntei começando a dirigir.

— Não, estou morto de fome.

— Okay, vamos para o McDonalds, comida de primeira por minha conta!

X

Edward tomou o resto do meu milkshake, já que eu não aguentava mais, enquanto eu mexia no celular respondendo Alice e Rose que estavam preocupadas por ainda não estar em casa. Falei que estava com meu falso noivo e quando Rosalie começou a falar sobre sermos um casal de verdade e blá blá blá, larguei meu celular.

Olhei para Edward e vi que ele também mexia no seu, com um sorrisinho de quem estava prestes a aprontar algo na cara. E quando ele olhou para mim, seu sorriso travesso aumentou.

— O quê?

— Eu tinha esquecido que ia rolar algo muito legal por Berkeley hoje.

— O quê? E a essa hora? Já são mais de onze da noite de uma segunda-feira.

— Tem um café que toda segunda segunda-feira do mês fica aberto até mais tarde, é para lucrarem mais e aí exibem um filme para engajar o pessoal.

— Ah, sei qual é. — Assenti. — Qual o filme dessa vez?

— Pânico.

Eu ri e balancei a cabeça.

— Você tá pensando na gente ir assistir isso? Nem fodendo, Emo.

— Vaaaaaamos — insistiu, alongando a palavra ao falar. — É um dos meus filmes favoritos e está passando justamente hoje, parece um sinal.

— Um sinal?

— Sim, um sinal para eu me animar e não desistir dos meus sonhos, e você queria me animar, né? Olha aí, boa oportunidade.

— Sabe que detesto filmes de terror, sem chances.

Ele se levantou, estava sentado à minha frente, e passou para a cadeira ao meu lado.

— Sabe, Isabella, eu também sou muito bom com cosquinhas. — Colocou suas mãos em minha barriga, mas sem de fato fazer cosquinha. — Vai comigo assistir ao clássico Pânico, ou vai querer um ataque bem aqui no meio do McDonalds?

— Eu vou ficar com medo e gritar, será constrangedor.

Edward deu de ombros.

— Deixo você segurar minha mão.

Meu Deus, eu estava tão apaixonada que deixei ele me levar, mesmo sabendo que teria pesadelos por conta daquele filme.

X

Aparentemente eu era a única com medo naquela cafeteria, enquanto todos estavam se divertindo, minha maior missão era não deixar minha alma sair do corpo pela tensão que o filme cheio de sangue me causava. Ao menos Edward estava cumprindo com sua parte no combinado, me deixando segurar sua mão, com muita força.

— Ansioso para te ver agora reagindo a um filme de terror envolvendo espíritos — ele disse quando o filme acabou e ligaram as luzes da cafeteria.

— Não, isso com certeza não vai acontecer. — Tomei o restinho do meu chocolate quente. — Se com esse filme já não sei como vou dormir hoje, imagina com um de espíritos.

— Você pode dormir comigo — ele falou, apertou minha mão e a soltou, antes de se levantar e falar sobre ir pagar nossa comanda.

Eu fiquei ali, sentada, tentando entender suas palavras. Ele estava propondo sexo? Porque eu toparia se fosse isso, não aguentava mais, meu corpo não suportava, precisava transar com aquele Emo de novo.

Edward retornou pouco depois, estendendo uma mão para mim. Imediatamente fiquei de pé, ficando na ponta dos pés para beijá-lo, temi que aquele beijo não fosse retribuído, mas foi. Ele segurou minha cintura, me puxando mais para si, enquanto eu agarrava os cabelos de sua nuca e nosso beijo se intensificava, ao ponto de precisarmos ser interrompidos.

— Gente, vocês precisam sair para eu fechar o café, façam isso em outro lugar. — Edward e eu nos soltamos na hora, senti meu rosto pegar fogo por conta da fala do funcionário do café, que tinha um forte sotaque do Texas e parecia exausto.

Nós murmuramos boa noite para o cara, que deveria ter mais ou menos nossa idade, e deixamos o café andando de mindinhos entrelaçados até o carro de Edward. Passos longos, também não dissemos uma palavra.

Nem mesmo no carro quando o Masen começou a dirigir, eu sequer cogitei colocar música para tocar. Meu corpo e minha mente naquele momento estavam focados apenas em uma coisa, sexo.

E foi assim, que ali no carro, apoiei uma mão na coxa do quarterback. O ouvi suspirar alto, mas meu olhar estava focado em minha própria mão, lentamente a deslizei por sua coxa, indo para o meio de suas pernas e o tocando ali, sentindo-o duro mesmo que estivesse usando uma calça jeans grossa.

— Isabella — ele disse meu nome, meio em repreensão, meio em um gemido.

Continuei o que estava fazendo, tocando seu pau e fazendo com que Edward gemesse mais. Olhei para seu rosto e o vi vermelho, no meio de todo meu tesão também achei fofo como as bochechas dele estavam tão coradas.

— Eu quero transar com você — disse parte do que me consumia, a outra parte, a que envolvia sentimentos mais profundos continuaria em segredo.

— Nós com certeza vamos — declarou, segurou minha mão que estava em sua coxa e a esfregou contra o volume na sua calça mais um pouco antes de dizer. — Só não me faz bater esse carro.

Ri um pouco, mas parei quando ao tirar minha mão de si e a apoiar em meu joelho, a dele foi para o meio das minhas pernas. Mordi meu lábio inferior com força quando seu polegar roçou na direção certa do meu clitóris, no entanto durou muito pouco antes de Edward voltar a se concentrar em dirigir.

Por sorte, já era quase duas da manhã e o trânsito era praticamente inexistente. Quando o carro entrou no estacionamento pouco minutos depois, eu quase soltei um gritinho de felicidade.

— Meu apartamento ou o seu? — Edward perguntou quando estacionou, tirando seu cinto, mal prestei atenção em sua pergunta, o carro finalmente estava parado e sem riscos de acidentes tirei meu cinto também e montei no colo do jogador.

Ele espalmou as grandes mãos em minha bunda, desejei estar de saia ou vestido, mas podia senti-lo mesmo com minha calça jeans. Fiz com que Edward inclinasse a cabeça para trás, para poder alcançar seu pescoço e beijá-lo ali, mas também dei mordidas de leve e me controlei para não chupar e deixar ele com um chupão visível.

— Ok, vamos logo sair daqui — ele falou, tentando me tirar de cima de si, mas sem sucesso. Nenhuma força do mundo seria o suficiente para me fazer parar de beijá-lo naquele instante, principalmente quando subi meus beijos do seu pescoço para seu rosto, alcançando seus lábios. — Bella, a gente…

— Caralho, cala a boca — reclamei e retomei o beijo, daquela vez levando novamente minha mão para o meio de suas pernas, mas para abrir sua calça e conseguir o tocar enfiando a mão por dentro da cueca.

Em resposta, Edward mordeu meu lábio e gemeu, suas mãos em minha bunda fizeram mais pressão. O pau dele, duro em minha mão, pulsou e quis colocá-lo na minha boca.

— Preciso te chupar — anunciei.

— Sim, você pode fazer o que quiser — concordou. — Vamos para meu apartamento.

Olhei para fora do carro, o estacionamento estava totalmente deserto e sequer ouvíamos barulhos de outros carros ou motos na rua. Ele já estava ali, embaixo de mim, duro. Eu já estava ali, molhada. Não tinha chance alguma de perder tempo indo até um dos nossos apartamentos, precisava dele e logo.

— Não, vamos transar aqui.

— Tá falando sério? — indagou descrente.

— Uhum, muito sério. Você tem camisinha aqui?

— Tenho, mas você sabe que alguém pode aparecer…

— Ninguém vai aparecer.

Me inclinei até alcançar nossas coisas no banco de trás, joguei no banco do carona a mochila dele, a minha e meu capacete, depois sai de cima de Edward e fui para trás do seu carro. Rapidamente comecei a tirar minha jaqueta, enquanto falava:

— Vem logo pra cá, Masen.

Ele começou a se mover, primeiro colocando o banco do carona bem pra frente, depois resmungando algo fechou sua calça, e deixou o carro, nem estranhei porque logo entendi que ele não conseguiria passar de um banco para o outro por dentro, era grande demais para isso. Meu vizinho colocou o banco do motorista para a frente também, abrindo mais espaço onde ficaríamos, depois fechou a porta e se juntou a mim, já abaixando sua calça e cueca, as deixando na altura de suas panturrilhas.

Primeiro, me puxou para um beijo. Depois, colocou minha mão em seu pau e eu o apertei e deslizei meus dedos ali, o sentindo tão duro contra meu toque. Com Edward sentado no banco, eu me mexi até ficar de joelhos sobre o estofado, uma mão ainda em seu pau e a outra me apoiando em sua coxa.

Não perdi tempo em colocar seu pau na minha boca, sentindo Edward estremecer embaixo de mim e agarrar meus cabelos, os enrolando ao redor do seu punho. Enquanto eu o chupava, tocava em suas bolas, o levando muito perto de gozar, mas diminuindo o ritmo para prolongar.

Levei isso tudo até eu não aguentar mais, chupar ele era algo que queria muito, mas queria ainda mais o pau dele em mim. Tirei a boca de Edward, ele soltou meus cabelos e eu rapidamente tirei meus tênis, arrancando depois minha calça e calcinha, percebendo para onde iríamos, o Masen se moveu, alcançou sua mochila e tirou de lá uma camisinha.

Não perdeu tempo em colocar o preservativo, depois deslizou no banco para ficar mais no meio, deixando com que eu montasse nele. Segurei em seu ombro com uma mão, e com a outra me apoiei no teto do carro.

Edward segurou seu pau e o guiou para dentro da minha boceta, enquanto lentamente eu sentava no meu noivo de mentirinha. Na ponta do lápis fazia pouco tempo desde que não transavamos, mas ali finalmente com ele me fodendo, parecia que tinha sido uma eternidade.

— Caralho, Bella — ele disse ofegante quando eu o apertei e logo em seguida o puxei para um longo beijo.

— Senti saudades — me vi falando, mas rapidamente acrescentei. — Do seu pau.

O jogador riu um pouco, só que logo estava me beijando de novo, enquanto suas mãos agarravam minha cintura e ele passava a me foder com mais força e rapidez. Ele e eu não iríamos aguentar muito mais, eu sabia bem disso, estava tão molhada que sequer precisava de lubrificante, isso sem falar em como minha boceta apertava o pau dele.

Com nossos corpos em um ritmo frenético, me vi apoiando ambas as mãos no teto do carro. Queria tirar minha camiseta, meu sutiã e fazer o cara comigo enterrar o rosto dele entre meus peitos que balançavam junto aos nossos movimentos, mas seria arriscar demais.

Olhei para fora do carro, tudo continuava deserto e silencioso. O único barulho era da nossa foda e foi impossível me segurar quando estava tão perto do meu orgasmo.

Gemi alto, o nome de Edward, palavrões e pedidos cheios de prazer:

— Vai me fode, por favor.

Nós gozamos juntos, e ele puxou meus braços, segurando minhas mãos e me puxando para um beijo demorado. Só sai de cima de Edward para que ele tirasse a camisinha e sentada ao seu lado, a adrenalina do que tínhamos feito no meio do estacionamento não desapareceu, pelo contrário, eu ainda queria mais.

— Você tem outra camisinha? — perguntei, ele sorriu, assentiu e puxou uma das minhas pernas para cima de seu colo, me deixando mais aberta para si, levando dois dedos para meu interior.

— Geme meu nome de novo — meio que pediu, meio que ordenou, falando em meu ouvido.

Eu gemi, faria o que ele quisesse.

X

Acordei com o barrulho irritante do despertador de Edward, mas o máximo que consegui me mover foi para apertar mais minha perna ao redor do quarterback. Eu estava na cama dele, mas uma vez sendo a conchinha maior, tinha uma mão espalmada em seu peito e a testa colada em suas costas.

— Nós precisamos ir — ele murmurou, também acordando, sendo que mal tínhamos dormido. Quando saímos de seu carro era por volta de quatro da manhã e eu sabia que o despertador dele tocava às seis em ponto, já que ele gostava de ir malhar cedo, algo que tínhamos em comum.

— Precisamos mesmo? — murmurei de volta, resmungando quando ele se mexeu para desligar o despertador.

Depois, se colocou de frente para mim e puxou novamente minha perna para cima de si, dessa forma consegui sentir o pau dele duro. Eu gemi, me mexendo até minha boceta estar sobre seu pau para que pudesse me esfregar nele.

— E se a gente matasse academia e aula hoje? — ele propos, começando a beijar meu pescoço. — E ficasse o dia inteiro aqui, até você precisar ir para o trabalho e eu para meu treino.

— O dia inteiro transando?

— Uhum — mordiscou meu pescoço, me deixando arrepiada. — Tem algo importante para fazer nas suas aulas hoje?

— Não, prefiro ficar aqui com você — declarei e pude sentir ele sorrindo contra minha pele.

Continuamos ali na cama, deitados de lado, comigo roçando no pau dele. Eu nunca tinha transado com ninguém sem camisinha, aquilo era o máximo que já tinha feito de tanto contato íntimo sem o preservativo e sabia que nem isto deveria estar fazendo, como nem mesmo sexo oral sem proteção devia fazer, mas não estava me aguentando e nem Edward, consegui reunir forças apenas para falar:

— Não mete.

Ele apenas assentiu, parecendo também estar reunindo forças para manter aquilo somente externo. Quando aumentamos o ritmo, com minhas unhas cravadas em suas costas, Edward nos girou na cama.

Fez com que eu deitasse com as costas coladas no colchão e se posicionou em cima de mim, envolveu seu pau com uma mão e ficou se masturbando, eu apreciava a vista. Me encontrava inebriada por aquilo, seu corpo forte em cima de mim, sua mão se movendo rapidamente sobre seu pau tão duro e o olhar dele passeando por cada milímetro de mim. Edward gozou sobre mim, sua porra atingindo meu peito e barriga.

— Desculpa — disse ao se deitar ao meu lado. — Eu não deveria ter feito isso, né?

— Eu definitivamente não estou reclamando — sussurrei, ainda em êxtase com tudo aquilo. — Mas preciso de um banho agora, vem comigo?

— Não precisa perguntar duas vezes.

X

O primeiro jogo do ano foi um sucesso, um jogo ganho desde o começo naquele sábado de janeiro. O outro time, coitados, não teve chance alguma contra o nosso. Definitivamente ninguém teve chance contra Edward, ele parecia estar se divertindo mais naquele jogo do que em qualquer outro.

Talvez aquilo fosse minha culpa, ou minha benção melhor falando. Tinha sido uma semana bem intensa, conosco transando em qualquer tempo livre que encontrávamos em nossas agendas e naquele dia antes dele sair para a concentração do jogo lhe dei o beijo de boa sorte.

Não tinhamos tido qualquer tipo de conversa sobre a retomada do sexo casual, estavamos apenas transando e era isso. Eu não ficaria pensando demais. Estava apaixonada? Muito. Ia sentir a falta dele? Muito. No entanto, iria superar tudo quando visse Demetri, era o trato que fiz comigo mesma.

Então, até ele chegar, eu ia curtir com Edward.

Entrei com o carro de Edward no estacionamento seguindo o carro de Emmett, ele e minha amiga dormiriam no nosso apartamento. Nós quatro decidimos sair juntos da festa pós jogo, que estava rolando em uma irmandade quando uma das meninas que morava lá começou a brigar com um casal que foi transar no quarto dela.

No caso o casal eram Emmett e Rosalie.

— Você quer pedir algo pra comer? — Edward perguntou enquanto eu desligava o carro, estava dirigindo pois ele tinha bebido na festa, assim como Rosalie que também saiu do lugar do motorista no carro do seu noivo. Meu vizinho precisava de um passe livre para beber sem se preocupar em dirigir, até porque mesmo com todo sexo tinha sido uma semana tensa para ele por conta de seu estágio, seu chefe continuava puto, mas tinha se resolvido com o cliente e Edward recebido apenas uma advertência formal no fim das contas.

— Não, e se a gente ficar aqui mais um tempo? — perguntei para o Masen, que riu, se moveu e beijou meus lábios por um rápido segundo.

— Você se tornou o tipo de pessoa que transa em carros, não é mesmo, Ratinha?

— Aparentemente sim. — Pisquei para ele, que estava tão lindo aquela noite usando um suéter preto e calça jeans escura, eu estava de vestido e com a jaqueta dele do time. — E… — Me interrompi quando vi a movimentação do lado de fora, Emm e Rose estavam correndo atrás de algo entre os veículos estacionados. — O que eles estão fazendo?

— Acho que é um gato — Edward falou e saiu de seu carro, fui atrás e lá fora vimos melhor.

Emmett e Rosalie estavam perseguindo um gato branco.

— Gente, dá uma ajudinha aqui? — minha amiga pediu, mas em um tom incisivo. — O pobrezinho tava debaixo de um dos carros e agora não quer vir com a gente.

Transar naquele estacionamento era melhor do que perseguir aquele gato que ninguém conseguia alcançar, nós quatro passamos longos minutos naquilo até que Edward o agarrasse, mas o bicho se debateu nos braços dele e por fim Emmett conseguiu o capturar de vez, o enrolando na sua jaqueta do time que o McCarty tinha tirado. Eu parei e respirei, exausta de toda aquela perseguição.

— Ai que coisinha fofa! — Rosalie se aproximou do noivo e do gato, que ainda se debatia nos braços do melhor amigo de Edward. — Vamos ficar com ele? — perguntou para Emmett. — Mas vai ter que ser no seu prédio, já que não aceitam animais no nosso.

— Apenas ratos — Edward provocou me olhando e em seguida dando uma piscadela, mostrei o dedo do meio para ele, que apenas riu.

— Podemos ficar sim — Emmett concordou empolgado, tentando domar o gato que era bem grande. — Mas precisamos levar ele ou ela ao veterinário primeiro, ver se está tudo bem, dar vacinas e essas coisas, já que está tão magrinho e sujo com certeza é de rua.

— Ok, ok, vamos agora! — Rosalie exclamou animada. — Nós temos um gato — comemorou, ela e Emmett voltaram para o carro dele.

— Certo, vamos fazer aquilo ou o que? — perguntei para Edward enquanto nossos amigos deixavam o estacionamento e ele andava na minha direção.

— Vai ter que ser outro dia — falou. — Me dá a chave do carro? Preciso ir à farmacia.

— Você tá sem camisinha? Eu tenho, vamos pro meu apartamento.

— Hum, não é isso — negou. — O gato me mordeu, vou até a farmacia comprar algo para isso — falou na maior naturalidade, como se estivesse dizendo que a água molhava.

— Você tá doido? — gritei e ele se assustou. — Cadê? Onde ele te mordeu? — continuei gritando, em pânico, olhando para suas mãos, mas elas pareciam intactas.

— No meu braço. — Ergueu o braço esquerdo e levantou a manga do suéter que usava, deixando com que eu visse a mordida, que estava sangrando um pouco.

— Edward, você precisa ir ao hospital, vamos agora mesmo.

— Bella, é só ir na farmácia…

— Edward, hospital! — teimei e apontei para o carro dele. — O gato era de rua, pode ter doenças, você precisa tomar vacinas, ser avaliado.

— Só tá doendo um pouco, não é nada demais.

— Se você não entrar naquele carro juro que vou te bater.

Ele gargalhou.

— Olha seu tamanho, garota.

Chutei a perna dele com toda minha força, vendo sua risada morrer na hora.

— Porra, Bella! — se queixou com dor na voz.

— Vai pro carro.

— Tá, tô indo — cedeu. — Mas agora vou é pedir que eles examinem minha perna.


Beijão!

Lola Royal.

19.01.24