Oi Nazarins, chegando mais um capitulo da fanfic Aquele que Voltou.

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Ainz deve mais uma vez mostrar o seu poder de cura.

Com vocês

Aquele que Voltou

Capítulo 66: Cura

A declaração de Antilene era chocante. Apesar do exército do Reino Feiticeiro estar se retirando, agora ele contava com centenas de milhares de soldados agregados às suas fileiras, mortos reanimados que seguiam todas as ordens de Ainz Ooal Gown.

- V-vossa Majestade, tais informações são... perturbadoras. Gostaríamos de poder discutir esses acontecimentos de forma mais calma, então, se possível, pedimos que nos dê algumas horas.

- Lord Murios, estou aqui de boa fé como um ato de cortesia, apenas para que não tomem qualquer decisão baseados apenas em parcas notícias - alfinetou Ainz. - Tomem o tempo necessário, aguardarei a sua decisão, aproveitarei para ver as suas paisagens. Com licença.

Ainz saiu da sala acompanhado de reis, imperadores, rainhas e princesas.

- Sua Majestade Ainz Ooal Gown e demais autoridades saíram do recinto - anunciou Albedo de forma solene, enquanto os presentes mantinham a cabeça baixa em forma de respeito. Apenas Tsai/Riku não se mexeu.

Saindo da sala de reuniões, havia um pajem muito trêmulo indicando outra sala de descanso no final do corredor. Todos se dirigiram até lá.

Dentro da sala, Ainz se dirigiu aos seus convidados.

- Eu gostaria de agradecer a todos por terem cedido algumas horas de seu precioso tempo. Sei que todos estão muito atarefados, mas tomo tal ajuda como um favor pessoal.

- Sua Majestade nos honra com tal pedido - disse Gondo.

- Esperamos ter outras oportunidades para poder nos reunirmos - disse Jirnvic.

- Claro, estou planejando visitar o Reino Dracônico nas próximas semanas. Talvez possamos todos nos encontrar lá - disse Ainz, surpreendendo a todos, inclusive Albedo.

- S-sim, Vossa Majestade.

- Jircniv, já pedi que me chame de Ainz.

- Sim, Ainz-Sama - disse o imperador, adicionando o honorífico assim mesmo.

- Bem, acho que aguardarei por aqui. Pedirei um portal para levá-los para casa. Adeus, Rainha Draudillon, estou ansioso pela recepção. Adeus, Gondo, sempre é bom vê-lo novamente. Adeus, Jircniv, tenho muitos planos envolvendo o Império, nos vemos em breve. Adeus, Rei Mare, assim que possível visitarei seu reino - Ainz falou, envergonhando o elfo, assustando o humano, alegrando o anão e deixando a draconídea cheia de esperança.

O convite era totalmente inesperado para Albedo, uma reunião de todos os aliados, a ser realizado em poucas semanas. O que seu mestre estaria planejando? "Talvez anunciar o nosso noivado!", sonhava a succubus.

Após os soberanos partirem, restaram Ainz, sua comitiva pessoal e a princesa Renner, que, após um rápido olhar de seu mestre, anunciou.

- Com licença, sua majestade, acho que vou ao toalete.

Renner se retirou da sala à procura do lugar. Ela sabia que era tolo anunciar em voz alta tal fato, mas tudo estava planejado. Alguém poderia estar ouvindo ou observando, então ninguém ficaria em alerta sobre fato tão corriqueiro.

Após seguir por alguns corredores, ela localizou o banheiro. Alguns momentos depois, ela saiu. A princípio, parecia confusa, olhou em ambas as direções e depois apontou para os dois lados, como se estivesse tentando decidir para qual lado deveria ir. Afinal, pareceu que deveria seguir para a direita, o lado oposto de onde tinha vindo.

Bancar a tola ou a princesa perdida e sem cabeça era a maneira mais fácil de enganar quem não a conhecia pessoalmente. Sua fama de gênio não chegava aos subordinados, então era simples circular pelo palácio pedindo informações erradas até chegar exatamente onde queria.

*toc toc*

- E-entre - disse uma voz sonolenta.

- Olá, Lakyus, como você está?

- Renner? O que está fazendo no meu quarto? Quero dizer, como me achou? - disse a cavaleira rolando para fora da cama. Ao mencionarem alguém amaldiçoado, ela resolveu se retirar da reunião, mas era óbvio que agora nem mesmo esteve dormindo; apenas havia se jogado na cama, nem tinha tirado a armadura completamente.

- Eu vim ver como minha amiga está. Me desculpe falar, mas você está horrível. O que houve?

- E-eu não tenho dormido muito.

- Problemas de insônia? Isso acontecia comigo depois que me mudei para E-Rantel. Basta um chá morno ou uma pequena poção, e você dormirá...

- NÃO! E-eu não quero dormir, os sonhos, as vozes, eu não posso...

- Lakyus, que vozes? Que sonhos? O que te aflige, minha amiga?

- Não, n-nada, não se preocupe, eu ficarei bem.

- Mentira, você não está bem, Lakyus Alvein Dale Aindra! Pare de mentir e me diga imediatamente o que está havendo!

- E-eu, a minha espada, as vozessonhospesadelosmortesdemônios... - despejou a cavaleira em palavras desconexas.

- Calma, sente aqui na cama comigo, isso, me deixe ajudar a tirar essa armadura de você, agora com calma, que vozes são essas?

- As vozes que saem da minha espada, a minha espada é amaldiçoada - falou Lakyus com um olhar que beirava a loucura - ela fala comigo, me tenta, zomba de mim, no começo era apenas uma, passei anos lutando contra ela.

- Kilineiram a espada amaldiçoada do Cavaleiro Negro, dizem que ela tenta corromper seu portador.

- ISSO! Ela tenta me convencer a fazer coisas, coisas horriveis, mas eu venci, sou mais forte, nunca cederia - disse ela mordendo uma unha até sangrar.

- Querida está tudo bem - Renner falou pegando a mão sangrando de Lakyus - eu estou aqui, você falou de vozes, mais de uma, o que houve?

- Ela chamou amigos, várias vozes agora, todas falando ao mesmo tempo, não me deixam dormir, e quando durmo elas vem nos meus sonhos, mostram coisas, coisas horriveis hahahaHAHA! - novamente a risada maníaca.

Renner estava realmente preocupada, seu superior, Lord Demiruge havia comentada sobre a fixação de Lakyus com a espada e o estado mental frágil da mesma, foi cogitado manipular a situação a favor do rei feiticeiro mas no final a idéia fora descartada, Lakyus estava instável demais, poderia sair do controle, mas a idéia poderia servir em outro local.

Então tudo o que a cavaleira estava passado agora, era causado por sua própria degradação mental.

- Querida, você precisa de ajuda, eu posso ajudar.

- Oh Renner, você não pode me ajudar, ninguém pode. - disse ela com um sorriso estranho

- Eu posso! - disse uma voz vindo do nada.

Lakyus se jogou contra a parede assustada.

- VOCÊ OUVIU! VOCÊ OUVIU NÃO É?!

Foi neste instante que Ainz desfez sua invisibilidade.

- SEU MONSTRO! VOCÊ VEIO ME TENTAR TAMBÉM! - Gritou a cavaleira apanhando a sua espada.

Com uma velocidade incrivel Lakyus saltou da cama empunhando Kilineiram, avançando diretamente em direção a Ainz, seu golpe talvez não fosse o mais forte, mas a espada era uma relíquia de Yggdrassil, com dados suficientes para ferir o rei Feiticeiro.

- MOOORRAAAA! - gritou ela, mas seu golpe não chegou a acertar Ainz.

- Pare com isso Lakyus estamos aqui para ajudar! - disse a princesa segurando a mão de Lakyus que empunhava a espada, parando o golpe.

- Você! Você está com ele mesmo, você traiu a humanidade, você ME TRAIU!

- Se você acredita mesmo nisso vá em frente, me mate, e depois... mate o Rei Feiticeiro. - Renner disse puxando a mão de Lakyus fazendo a espada tocar sua garganta, um fio de sangue escorreu pelo pescoço da princesa.

As mãos da cavaleira tremeram e então a espada caiu.

- Me desculpe, me desculpe, me desculpe - chorava Lakyus enquanto Renner a consolava.

Ainz se aproximou da espada, a pegou. Como feiticeiro, ele não tinha níveis para empunhá-la, mas poderia segurá-la normalmente.

- Uma espada de grande poder - disse ele.

Neste momento, a lâmina explodiu em chamas negras, chamas que serpenteavam e pareciam que incendiariam o quarto todo, mas nada estava queimando.

Lakyus olhava horrorizada para todo o poder malévolo da espada sendo liberado pelas mãos do Rei Feiticeiro.

Para Ainz, aquilo era um tanto exagerado para um simples acesso às configurações da arma. Como um jogador nível 100, Ainz poderia acessar tais configurações contanto que a peça estivesse em sua posse, assim como fez com a Razor Edge de Gazef.

No entanto, aqui ele resolveu acessar o menu de customização que somente ele podia ver.

As chamas eram apenas estéticas. Ele olhou para as diversas opções e decidiu clicar em algumas delas para testá-las. Então, a cor das chamas, como da própria espada e bainha, mudou primeiro para o vermelho, depois para verde, roxo, um rosa extremamente chamativo, uma cor que olhos humanos não estariam preparados para ver, amarelos fluorescentes, faiscante e depois elétrico. "Humm, não, talvez", sussurrava o feiticeiro.

Para Lakyus, essa era uma experiência assustadora. Ela estava presenciando o maior Magic Caster da história realizando um ritual desconhecido, murmurando palavras de poder e fazendo gestos mágicos para a sua espada maldita.

- Isso! - comemorou Ainz. - PURIFICAÇÃO ESPIRITUAL! - Ele gritou enquanto a empunhava no alto.

Novamente, a espada trocou de cores em uma sucessão rápida, até ficar branca em um estrondo. Se Ainz não tivesse lançado silêncio antecipadamente, todos no palácio estariam correndo para aquele quarto.

Lakyus estava aterrorizada. Nunca tinha visto algo assim e imaginava que nenhum mortal deveria ver tal coisa. No entanto, estava hipnotizada pelas luzes, o brilho que emanava de sua espada e, por fim, a luz, com uma brancura límpida, calmante e aconchegante. Sua mente parecia ter se livrado de uma febre, estava limpa e cansada, mas completamente livre das vozes.

Enquanto a cavaleira assistia ao espetáculo de luzes, Renner sussurrava em seu ouvido palavras de acalento, carregadas com uma forte carga hipnótica.

- *Os demônios se foram, acabaram as vozes da espada. A espada está exorcizada, você está livre. Você nunca mais escutará aquelas vozes em sua cabeça, você nunca mais terá aqueles pensamentos estranhos sobre ser amaldiçoada. Você não está amaldiçoada, você está limpa. Você está calma, você está relaxada, você nunca mais terá pesadelos. Agora, você irá dormir, descansar e quando acordar, você vai se sentir bem. Você está segura...*

Lakyus agora tinha uma expressão sonolenta, mas serena. Ainz embainhou a espada que havia se tornado toda branca e a entregou para ela.

- Ela não fala mais - disse o Ser Supremo.

- Não, e nunca mais falará. Ela está limpa.

A cavaleira pegou a espada e a colocou ao lado da cama. Então, deitou e adormeceu imediatamente com um sorriso no rosto.

...

Nota do Autor

Aparentemente uma boa solução para paranoias é uma superexposição junto com tratamento hipnótico.

Agora é sério, cuidem da sua saúde mental.