Saindo mais um capítulo! Como vocês estão quietos, não sei se estão gostando da estória ou se devo concluí-la logo… Por favor me deixem saber!


Cap. XII – Avanços

"Lora, eu sou muito grata por toda a ajuda". Cuddy dizia enquanto se levantava e retirava o gel de sua barriga com um papel que Lora a entregou. "Mas preciso saber se houve algo entre você e meu namorado no passado".

House arregalou os olhos. Afinal, ele não fazia ideia se havia dormido com Lora na faculdade, o que essa mulher diria? Ele havia negado veementemente para Cuddy qualquer relação intima entre eles.

"Lisa?". Lora pareceu chocada com a pergunta.

"Você insinuou algumas coisas e queria entender se há alguma história do passado, se a presença dele aqui pode ser inconveniente".

"Greg, você disse algo pra ela?".

Ele não teve tempo de responder. "Eu estou perguntando a você, Lora. Há algum mal entendido? Algum desconforto? Algo que ficou mal resolvido para você?".

"Não, absolutamente". A mulher respondeu corando.

House não ousou abrir a boca. Então Lora continuou.

"Eu tinha uma queda por House na faculdade, mas quem não tinha? Obviamente ele nunca olhou pra mim".

House respirou aliviado e sentiu seu coração voltar a bater no peito.

"Se for um problema virmos aqui, se ficou algo mal resolvido...".

"Não, absolutamente, Lisa. Me desculpe se minhas brincadeiras foram inconvenientes".

"Tudo bem. Bom que conversamos".

E ela foi embora depois de cumprimentar Dra. Lora.

"Amanhã vou procurar pela doutora Lisa Strass". Cuddy falou assim que chegaram ao estacionamento.

"A chefe obstétrica em Princeton Plainsboro?".

"Ela mesma. Agora que não é mais um segredo eu posso me dar o luxo de continuar o pré-natal no meu hospital".

"E isso por conta de Lora falar sobre minha "mangueira"?".

"Também. Não gosto do jeito que ela fala com o meu homem, e nem quero te levar para perto de uma mulher rejeitada que não superou a adolescência".

"Mas você não era amiga dela?".

"Era colega dela. 'Era', passado".

"Uau! Eu gosto de Cuddy ciumenta protegendo o seu macho".

"Esse é um privilégio para pontos, viva isso". Ela respondeu e o puxou para um beijo escandaloso no estacionamento.

"Uau!".

"Teremos um menino!". Cuddy se lembrou.

"Sim. Já fiquei apavorado".

"Sam será um garotinho especial!".

Aquilo era real, havia um nome, House de repente não se assustou tanto quanto pensou que se assustaria quando esse momento chegasse. Alguma coisa estava mudando?


"Achei estranho o convite, vocês nunca nos convidam para jantar".

"Mamãe, isso não é verdade".

"Nesse tempo todo me diz quantas vezes me convidou para jantar?".

"Algumas...".

"Essa é a segunda vez".

"Podemos fazer como você fez com Lora? Trocar sua mãe?". House sussurrou para ela.

"Eu já disse que não se deve fofocar a mesa".

House bufou.

Julia chegou e juntou-se a eles.

Rachel ficou feliz ao ver as três primas.

"Vamos jantar!".

"Espero que tenhamos comida de verdade e não aquele monte de salada".

"House cozinhou".

"Greg cozinhou?". Arlene perguntou surpresa, mas Cuddy não respondeu, ao invés disso ela serviu a comida que estava maravilhosa.

"House, eu não sabia que cozinhava tão bem". Julia disse surpresa.

"Ele cozinha divinamente bem". Cuddy concordou.

"É... não está ruim". Arlene disse relutante.

"Está gostando, filha?". Cuddy perguntou.

"Amando e tem a planta com telhado".

House e Cuddy riram, pois foram os únicos que entenderam a menção de Rachel ao champignon.

"Então, como está tudo?". Arlene perguntou. "Vocês vão dar a notícia de que se casarão?".

House engasgou e Cuddy correu para buscar água.

"Pelo visto não…", Arlene constatou pela reação dele.

Quando House estava recuperado Cuddy decidiu resolver logo aquilo e lidar com o drama que viria.

"Mamãe, eu e House temos uma notícia mas não é exatamente o que pensa".

"O que? Não vai me dizer que está grávida".

Ela olhou pra ele que se recuperava do engasgo. "Sim. É exatamente isso".

Agora foi Arlene quem engasgou.

"Mamãe!".

"Lide com isso e veja como é bom!". House falou.

"House me ajude!". Cuddy pediu e ele se levantou, caminhou atrás da senhora e deu um tapa nas costas dela. Arlene cuspiu um pedaço de ravioli na parede.

As crianças riram alto. "Caramba!".

"Ravioli a jato!". House disse e as crianças não conseguiam se conter.

"Muito engraçado!". Arlene falou recobrando os sentidos. "Mas você é um velho imprudente. Vocês dois são: médicos e incompetentes para prevenir uma gestação".

"Mamãe, nós estamos muito felizes com a chegada de Samuel".

A senhora mudou o semblante imediatamente. "É um menino?".

"Não eu acho que Samuel fica bem em meninas". House respondeu sarcástico.

"Finalmente um neto homem. Finalmente você foi competente pra algo".

Júlia corou. "Mamãe, você não gosta das minhas filhas?".

"Júlia não confunda as coisas, eu amo minhas netas, mas esse é um neto homem para levar adiante nosso nome".

"Ei… ele se chamará House".

"Ele deve se chamar Cuddy, já que vocês não são casados". A senhora respondeu.

House riu. "Nos seus sonhos!".

"Vovó eu chamo Cuddy-House". A doce menina respondeu.

"Não, você é só Cuddy!".

"Cuddy-House". A menina insistiu.

"E assim será com Samuel também". Cuddy decretou.

House e a senhora se encararam por alguns segundos longos demais para todos ficarem tensos à mesa.

"Ok, menos mal". A senhora disse.

"Quem decide sou eu e sua filha".

"Ok… ok… Vamos para a sobremesa?". Cuddy tentou amenizar o clima tenso.

"A sobremesa ele já comeu há tempos". A senhora se referia a barriga crescente de sua filha.

"Mamãe!".

"E continuo comendo regularmente".

"House!".

Era impossível controlar ambos.

O resto da noite Júlia esteve frustrada pelo comentário da mãe. House atento ao que a sogra dizia para contestar e Arlene passou de frustrada e irritada para super protetora com a filha.

"Lisa, não carregue essa panela pesada, deixa comigo".

"Não é tão pesada".

"Seu namorado tem que ajudar mais agora, não importa se ele tem uma bengala".

"Falou a senhora 'Conte comigo'".

"Samuel não pode se machucar, ele é frágil ainda".

O fato é que nos dias seguintes Arlene ligava todos os dias, quando não aparecia, para se certificar de que a filha e seu neto estavam bem.

Mas voltando aquela mesma noite, quando todos foram embora Cuddy chamou a filha para contar a ela, já que a menina não entendeu o que estava acontecendo durante o jantar. Ela era jovem demais.

"Filha, mamãe e House tem uma noticia pra você".

A menina ficou os encarando.

"Você vai ter um irmãozinho".

"Como assim?".

"O bebê está aqui dentro da barriga da mamãe, ele está crescendo e quando estiver grande o bastante vai nascer".

"Um bebê?".

"Um bebê chamado Sam".

"Nossa!".

"Sim!". Cuddy sorriu. "Você gostou da noticia?".

"Não sei".

House riu. "Menina esperta".

"Você vai me ajudar a cuidar do bebê Sam, você vai gostar".

"Que tamanho ele tem?".

House mostrou o tamanho do feto.

"Que pequeno!".

"Ele vai crescer, quando nascer ele terá esse tamanho", House mostrou.

"Pequeno também".

"Eu te amo, filha. Amo você, House e Sam". Cuddy disse com tanta emoção que fez o namorado corar.


Nos próximos meses Cuddy ficava mais e mais feliz, mais e mais bonita. Ela resplandecia luz por onde passava.

House e ela se comunicavam melhor, claro que ainda com as limitações que suas personalidades dispunham, mas Nolan estava ajudando muito.

Rachel se encantou com a ideia de ter um irmão e de ajudar a cuidar dele, ela se sentia uma menina grande e importante.

Wilson finalmente esclareceu as coisas com a professora de aulas de pintura e começou a frequentar outro curso: jardinagem. E já estava interessado em uma colega de turma.

Arlene exagerava nos cuidados e na atenção com Cuddy e Samuel, tanto que irritava House com frequência. "Vamos nos mudar para um local muito, muito distante?". Ele geralmente propunha isso.

Em contrapartida, House jamais deu a noticia para a sua mãe, apesar da insistência de Cuddy. "Ela sabe que namoramos pelo menos?". Ele insistia que sim, mas Cuddy tinha duvidas.

Um dia, quando Cuddy atravessava 30 semanas de gestação, ela é House dormiam, era domingo cedo o que geralmente permitia Cuddy ficar na cama até depois das nove horas da manhã.

Eles estavam aconchegados, o frio lá fora estimulava o contato físico. Dormiam profundamente mesmo passando das nove. De repente o celular de House os despertou.

"Deixe no modo silencioso da próxima vez…", Cuddy reclamou se virando para o lado e puxando o edredom com ela.

House resmungou mas atendeu ao telefone sem abrir os olhos. "House".

"Greg?".

"Stacy?".

Isso o despertou completamente. E Cuddy também.

"Eu te acordei?".

"Um pouco…".

"Desculpe".

A essa altura Cuddy o encarava.

"Está tudo bem? Mark está bem?".

"Não sei, nos divorciamos há alguns meses".

"Oh, sinto muito".

"Não, você realmente não sente".

"Stacy…".

"Lisa está ao seu lado?".

Ele franziu a testa. "Como você…".

"Wilson", ela o interrompeu.

"Claro que sim…".

"Quando me divorciei ele fez questão de me avisar que você não estava mais disponível. Foi sútil, ou tentou ser".

"Eu imagino".

"Não posso dizer que foi uma surpresa completa, me lembro da interação de vocês e era óbvio que existia algo mais".

Ele respirou fundo e não respondeu. A essa altura Cuddy estava extremamente incomodada com aquilo.

"Greg eu… tenho estado pensativa. Na verdade, atormentada sobre algo e preciso esclarecer ".

"O quê?".

"Você esteve com Cuddy durante nosso relacionamento?".

House riu, "O que é isso?".

"Só seja sincero".

"Não". Ele respondeu surpreso.

"Mas você já tinha estado, certo?".

Ele olhou pra Cuddy, bloqueou o telefone com a mão. "Eu vou pra sala pra não te acordar".

"Nunca! Você vai falar com ela na minha frente". Cuddy contestou segurando-o pelo braço.

House concordou com um aceno de cabeça.

"Cuddy está incomodada?". Stacy perguntou.

"Obviamente sim".

"Não quero te causar problemas, eu só preciso saber".

"Por que isso agora?".

"Não sei… isso tem me incomodado muito".

"House, pare de falar em código com ela". Cuddy pediu.

"Eu não estou…".

" O quê?". Stacy perguntou.

"Não é com você…".

"Greg…".

"Não Stacy, eu não estive com Cuddy quando estávamos juntos".

Cuddy franziu a testa. A mulher ligou pra ele em um domingo de manhã para perguntar isso?

"Eu estive com Cuddy na faculdade, uma vez, depois só ficamos juntos recentemente".

"Você não deve explicações pra ela". Cuddy respondeu irritada.

"Vocês ficaram juntos na faculdade? Por que eu nunca soube?. Stacy perguntou incomodada.

House se sentiu entre a cruz e a espada. "Ok Stacy, sinto muito pelo seu divórcio e espero termos esclarecido as coisas e que você consiga ficar em paz agora".

'Divórcio?', Cuddy pensou. Aquilo era uma afronta. A mulher se divorciou e ligou para o ex-namorado perguntando sobre o relacionamento deles quando ele já estava namorando outra pessoa?

"House, me dê o telefone!". Cudy ordenou.

Ele foi relutante, mas Cuddy estava decidida. "Me dê!".

Ele não a desobedeceria.

"Stacy, é Lisa". Ela começou assim que teve a posse do telefone.

"Lisa, bom dia! Espero não ter perturbado…".

"Qual foi o propósito dessa ligação para o meu namorado?".

'Marcando território', Stacy pensou.

"Eu tinha algumas dúvidas...".

"Dúvidas sobre o passado? Por que isso agora?".

"Não sei…".

"Stacy eu vou deixar as coisas claras: Eu e Greg estamos juntos há mais de um ano e meio, eu estou na minha trigésima semana de gestação e não acho agradável uma ex-namorada ligar para ele pra questionar o passado, isso é um inconveniente e, por mais que eu goste de você, não vou tolerar esse tipo de comportamento".

Stacy ficou muda, algo tão usual para alguém sempre com tantos argumentos.

"Eu sinto muito que tenha se divorciado, mas House não está disponível e não estará tão cedo, se depender de mim e desse bebê".

House estava mudo, calado, esperando que não sobrasse pra ele.

"Eu não tinha nenhuma intenção… só queria falar com ele e entender algumas coisas". Stacy tentou se justificar.

"Desculpe Stacy, mas não há nada a entender. O passado acabou. Espero que você fique bem, mas não ligue mais para o meu namorado".

E Cuddy desligou.

House ficou calado.

"Você ia mesmo falar com ela na sala longe de mim?".

"Eu não queria que você se chateasse".

"Pois eu me chateei. Você gostaria que eu fosse falar com um ex-namorado em um lugar privado?".

"A sala não é um lugar privado".

"Eu não te contei, mas vi Lucas semana passada".

House ficou vermelho. "O quê?".

"No shopping. Aquele dia que fui com Júlia. Ele estava passando e fingiu que nem me viu, provavelmente ainda se ressente de mim. Mas ele não tentou falar comigo, nada. Ele fingiu que não me viu, mas eu notei que ele ficou chocado ao me ver com essa barriga".

"E você está me dizendo isso agora porque…".

"Não quero que façamos coisas escondido. Stacy te liga sempre?".

"Não! Nunca mais havia falado com ela".

"Não precisa me poupar".

"É verdade".

"E ela resolveu ligar porque queria falar sobre o passado?".

"Eu não sei. Eu estava dormindo tranquilamente e não imaginava que viria esse tormento a seguir". House estava frustrado, ele pensou que hoje acordaria mais tarde, faria sexo e depois teria o dia de paz.

"Você ficou em dúvida?". Cuddy perguntou preocupada e insegura.

"Dúvida em relação a Stacy? Não! Isso terminou há tempos".

"Você ainda sente algo por ela?".

"Não!". Ele respondeu firmemente.

"Ela se divorciou...".

"Dane-se ela! Dane-se ele!".

"Você não pensava assim… você dormiu com ela quando ela ainda era casada".

"Eu sei. Mas isso aconteceu há milhões de anos… não vamos deixar isso nos afetar, por favor!".

Ela respirou fundo. Cuddy amava muito aquele homem e estava com os hormônios aflorados demais para discutir, ela chorava a toa e não queria chorar agora.

"Eu te amo!".

"Eu também te amo, Cuddy". House disse a puxando para um abraço. "Eu te amo tanto que ninguém mais me interessa".

Ela o abraçou com força e… chorou. Mesmo tentando não chorar foi demais pra ela ouvir aquela declaração de amor que não era usual, pelo menos não com palavras ditas de maneira tão explícita.

O que Cuddy nunca soube é que Stacy procurou House novamente na semana seguinte...

"Você não deveria me ligar".

"Eu não quero irritar Lisa, eu só preciso encerrar esse assunto pra mim. Meu psicólogo sugeriu".

"Pensei que estava tudo resolvido desde a última vez".

"Em que você me mandou embora para Mark?".

"Em que eu percebi que não seria o homem pra você".

"Como você podia saber disso? Eu te amava. Eu estava disposta…".

"Eu não estava disposto a mudar minha vida toda para estar em um relacionamento".

"Mas você está em um agora, e Lisa está grávida".

"As coisas mudaram".

"O que mudou?".

"Eu estou disposto a mudar por ela".

Ele percebeu que Stacy ficou sem palavras. "Você a ama mais do que me amou?".

"Stacy…".

"Por favor, a verdade. Você nunca pensou em ter um filho comigo".

"Você nunca quis um filho".

"Você quis um filho com Cuddy porque você a ama mais do que me amou?".

House respirou fundo. "Eu amo Cuddy, mais do que posso explicar".

"Quer dizer que eu não fui o amor da sua vida?".

"Stacy… o que está acontecendo?".

"Você sempre foi e sempre será o único pra mim. Houve Mark e haverá outro… mas ninguém será como você pra mim".

"Desculpe por isso".

"Eu não devia ter ido embora. Devia ter ficado. Devia ter te mostrado que eu acreditava em nós".

"Você agiu certo, devia ter ficado com Mark".

"Mark e eu nunca fomos felizes depois daquilo".

"Stacy… nem parece eu dizendo isso, mas eu espero que você fique bem. Eu estou bem".

"Que bom pra você".

"Sim".

"Quando nasce seu bebê?".

"Final de março".

"Você já sabe o sexo?".

"Menino. Sam".

"Uau! Tomara que puxe os olhos do pai".

"Eu preciso desligar".

"Greg, eu te amo!".

"Tchau Stacy".

House nunca falou sobre aquela ligação pra Cuddy.


"Eu amo minha gestação, amo estar grávida, mas estou cansanda disso".

'Também você está enorme', House pensou, mas obviamente não disse nada. "Você já está no final, 38 semanas".

"Eu vou sentir falta disso".

"De estar grávida e com dez quilos acima do seu peso?".

"Está me chamando de gorda?".

"Não, estou te chamando de gestante. Você reclama de dor nas costas, de não ter uma posição para dormir...".

"Mas é bom saber que Sam está comigo o tempo todo e protegido".

"Acho que as únicas coisas das quais sentirei saudades é de não ouvir choro e nem ter que trocar fraldas. E de sua bunda e seios maiores!".

"E de meus hormônios descompensados?".

"Isso você tem sempre... Você é uma mulher muito sexual, Cuddy".

"Isso é ruim?".

"De maneira alguma".

Mas recentemente até o sexo era escasso, não por falta de desejo, mas por não ter uma posição adequada. Ela ficava desconfortável em quase todas as posições, quando faziam algo, ela tinha que estar de lado, e o lado esquerdo era melhor.

No dia anterior Cuddy recebeu a noticia de que o filho de um dos maiores doadores do hospital havia sido internado nas Bermudas. Ninguém descobrira o diagnostico e era muito arriscado a transferência do menino para outro hospital.

Cuddy estava relutante quanto a enviar House para vê-lo, afinal, com o seu estado atual e a proximidade do parto, seria muito arriscado. Mas o homem estava intransigente. "Eu faço doações regulares para o seu hospital, eu quero o melhor médico tratando de meu filho. E esse é doutor House, pelo que todos dizem".

"Eu entendo, podemos fazer chamadas de longa distancia, podemos deixar House à disposição".

"À disposição aqui!".

Cuddy respirou fundo e foi falar com o namorado. Explicou a situação.

"Você quer que eu te deixe sozinha nesse estado?".

"Esqueceu que minha mãe nunca me deixa sozinha?".

"E se adiantar o parto?".

"Vamos pensar positivo!".

"Cuddy...".

"Eu tentei. Juro que tentei! Mas ele está intransigente. Ele quer você".

"E eu não quero ir!".

"Eu também não". Ela lamentou. "Mas não temos opção".

"Claro que temos opção".

"House... é uma criança morrendo. E um pai desesperado. E um doador que possibilita que mantenhamos o departamento de oncologia infantil".

House respirou fundo.

"Eu confio em você e na sua capacidade de diagnóstico. Você resolverá isso logo e estará de volta para ver Sam nascer!".

"Esse doador acha que é quem?".

"O dinheiro dele nos permite manter o departamento de oncologia infantil".

"Vamos mandar Wilson então!".

"House...".

E ele foi. Relutante, mas foi. Não antes de Cuddy abraçá-lo, beijá-lo, cheirá-lo e chorar descontroladamente.

"Você quer que eu fique chefe?".

"Como sua chefe eu não posso... Como sua namorada grávida... Eu odeio sua chefe!".

Continua...