Um pouco mais cedo

Draco chega em casa, graças a Hermione ele pôde se organizar para estar presente no aniversario do cãozinho. Ele sabe que isso é importante para o filho e caso ele não pudesse aparecer seu rebento ficaria bem chateado.

Ele vê a sua mãe dando os últimos retoques em um bolo em formato de osso que provavelmente é feito de massa de carne ou alguma coisa assim. Sempre há um bolo para o aniversariante e um para os convidados por motivos óbvios.

- Que bom que você conseguiu chegar a tempo, filho – Narcisa diz – se bem que com a amiguinha aqui eu duvido que seu filho vá sentir falta de alguém – ela para pensativa – talvez do aniversariante, mas eu não apostaria nisso.

- Posso imaginar – Draco diz. Conhecendo seu filho, ele sabe que o garotinho deve estar exultante em ter a amiga na sua casa. Ele vai ver isso depois, mas agora ele tem algo a dizer – você pode chamar o Xenofilio e a Luna enquanto eu vou me trocar? – ele diz – eu tenho algo a dizer a vocês.

- Sua mãe o encara com curiosidade, mas Draco não cai nesta armadilha, ele sabe que se começar, ele não terá oportunidade de se trocar e fatalmente terá que repetir a história para Luna e seu padrasto depois, o que ele não quer fazer. Então ele diz - chame seu marido e a Luna, mãe. Assim eu falo de uma vez só e tenho tempo para um banho antes de tudo começar.

Narcisa suspira e sai para fazer o que foi pedido enquanto Draco sobe as escadas em busca de um banho...

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Enquanto isso

Nick e Julie brincam com o cãozinho no jardim da sua casa, o bichinho é muito amigável e logo se afeiçoou à menina o que para seu dono não foi nenhuma surpresa, já que para ele é impossível não gostar da Julie, a melhor menina do mundo, a sua irmã.

O menino não poderia estar mais feliz pelo fato da amiga estar em sua casa e ele se pega pensando como seria legal se isso acontecesse sempre ou, melhor ainda, se ela pudesse morar em sua casa, pra ele seria o mais próximo de estar no céu.

Ele sabe que a sua amiga teve uma ótima ideia. Se o seu pai e a mãe dela se casarem eles seriam irmãos de verdade e nunca teriam que se separar, mas ele também sabe que o seu pai é uma pessoa difícil. Ele já ouviu a sua avó falando e embora pra ele seu pai seja um cara e tanto, ele sabe que a sua avó costuma ter razão. Então o seu pai deve ser mesmo um cara difícil seja lá o que isso signifique.

- Está tudo bem? – a voz da amiga o tira do devaneio – você não quer brincar mais? – ela completa meio tristonha.

- Não – ele diz rapidamente – eu quero, eu só estava pensativo.

- Eu sei como é – Julie fala de forma solidária – eu também fico assim de vez em quando e a minha mãe também fica (ela para por um momento) meu pai nunca fica pensativo, quando ele tem uma coisa na cabeça ele fala logo (ela fica em silêncio por um minuto) eu acho que isso é bom.

- Bom? – o menino repete sem entender – por quê?

- Porque assim meu pai não fica com nada na cabeça – ela diz – isso pode ser chato às vezes, ficar com alguma coisa na cabeça – ela esclarece.

- É – Nick concorda – meu pai sempre descobre quando eu estou assim.

- A minha mãe também – ela diz solidária – e não adianta eu falar que está tudo bem, a mamãe sempre sabe quando não está.

- Meu pai também – ele concorda abismado – como será que eles sabem? – ele para assustado – será que eles vão descobrir o que a gente está planejando?

Julie olha espantada, ela não havia pensado nisso – eu não sei – ela fica pensativa – a gente vai ter que disfarçar muito bem, a mamãe não iria gostar nada.

- Nem meu pai – o menino concorda – vamos disfarçar – ele olha para a menina – você já tem alguma ideia?

- Uma ou duas – ela fala com um ar petulante que herdou da mãe.

Mas antes que ela possa falar alguma coisa, Luna vem dizer que é hora dos parabéns caninos e as crianças saem saltitando...

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De volta ao momento atual

Hermione luta para não deixar o queixo cair diante da suntuosidade da residência de Draco Malfoy, não admira que ele fique reticente em relação a pessoas aproveitadoras, ela pensa com seus botões.

Ela notou que Narcisa parecia meio desconcertada ao conduzi-la para dentro e a senhora também disse que iria chamar os outros e não falou mais nada saindo rapidamente. Hermione só pode pensar que Draco contou tudo o que conversaram incluindo o que ela sabe sobre o parentesco. A morena, no entanto não está muito preocupada com o fato de ter sido enganada, não quando pode ter alguma coisa pior na história toda. Ela só espera que eles concordem que há algo por aqui.

Luna é a primeira a chegar e Hermione nota que ela está bastante desconcertada

- Eu juro que não queria – ela dispara – eu falei para o Draco que não era uma boa ideia esconder a nossa ligação com o seu tio avô, mas ele disse que não poderíamos confiar. Eu sei que poderíamos, o Rony sempre disse que você era uma boa pessoa e eu confio nele, mas o Draco insistiu e me fez prometer (seus olhos se enchem de lágrimas) desculpe.

- Tudo bem, Luna eu entendo que o senhor Malfoy deve ter sido bem enfático – ela para por um momento – desculpa perguntar, mas seu irmão é sempre tão controlador? Quer dizer, você poderia ter se recusado.

- É, eu poderia – ela diz com um semblante culpado – mas ele disse que seria apenas até o resultado do DNA, então eu concordei, desculpa mais uma vez.

Hermione olha para Luna, se fosse Rony Harry ou mesmo Gina que escondesse algo desta natureza, ela realmente estaria chateada. Mas a namorada do seu ex não é sua amiga a ponto dela exigir este tipo de lealdade, então ela diz:

- Eu entendo que você estava atendendo ao pedido do seu irmão, Luna. Eu aprecio a lealdade (ela suspira), mas eu contaria tudo ao Rony, ele não vai gostar se ficar no escuro por muito tempo.

- Eu vou falar – Luna diz, ela olha para Hermione – eu sei que não tenho o direito de te pedir isso, mas eu mesma gostaria de contar. Por favor, deixa que eu falo com ele.

- Eu não sou boa em esconder coisas do Rony, Luna. Nunca fui quando éramos crianças e não sou agora – Hermione diz – então, por favor, não demore – ela sorri – o Rony é bom homem e ele preza a lealdade, ele pode ate ficar chateado num primeiro momento, mas eu sei que ele vai entender.

Antes que Luna diga alguma coisa, os demais adultos da família chegam. Eles encaram Hermione e ela sabe que todos têm muitos pontos a esclarecer...

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Do lado de fora

Julie e Nick ainda brincam com o cãozinho, mas eles perceberam que todos os adultos sumiram e ambos sabem que isso normalmente significa alguma coisa séria.

- O que será que aconteceu? – a menina pergunta enquanto acaricia a barriga do animal que se contorce de prazer.

- Deve ser uma conversa de adultos – o menino diz, ele para assustado – será que eles já descobriram o que a gente quer fazer?

- Será? – a menina o encara assustada, então ela pensa um pouco – acho que não eu não vi a mamãe depois que tivemos a ideia, então ela não tem como ter descoberto.

- É mesmo – Nick concorda – eu também não vi o papai, mas e se eles descobrirem na hora que ver a gente?

- Então a gente tem que disfarçar – ela diz – e vamos pensar no que fazer pra que eles se casem enquanto eles estão lá dentro. Eu tive uma ideia – a menina completa sorrindo.

As duas crianças continuam conversando, ou melhor, planejando alheias ao que acontece dentro da casa...

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Do lado de dentro

Hermione observa as feições dos presentes, ela acabou de relatar a sua descoberta e ainda não está certa de que eles acreditaram nas suas suposições. Ela está disposta a desvendar essa trama sozinha se for preciso, mas seria bom ter alguns aliados nesta empreitada.

- Eu sinceramente não sei o que pensar – Xenofilio diz enquanto coça a cabeça – eu não posso negar que é uma coincidência estranha, mas talvez seja apenas uma coincidência (ele suspira) pessoas idosas morrem, todos nós sabemos disso.

- Por outro lado – quem fala agora é Narcisa – nós entendemos a sua preocupação e é claro que nos preocupamos também, não apenas com ele, mas com todos os idosos – ela para por um minuto – será que alguém é capaz de uma coisa tão horrível? E por quê?

- Dinheiro – Draco diz – é óbvio que isso seria o motivo se é que a Granger aqui está certa – ele olha para Narcisa – e sim, mãe, infelizmente as pessoas são capazes de coisas horríveis.

- Então, querida – Narcisa diz – o que você espera nos contando isso? Porque nós não temos nada de concreto para levar a história à polícia, você não concorda?

- Bem – Hermione diz – eu estou fazendo uma serie de reportagens sobre casas de repouso e sim eu comecei pra buscar algo sobre o meu tio-avô, já que o doutor Malfoy aqui estava me negando acesso a ele, podem me julgar (ela completa ao ver o loiro rolar os olhos) mas depois eu realmente vi que seria uma matéria interessante. Então eu vou começar a reparar melhor sobre isso e posso até fazer uma pergunta ou outra e bem, já que vocês também têm acesso ao menos a casa onde ele está, eu gostaria que ficassem atentos também

- É claro – Xenofilio diz, ele olha para os familiares que assentem com a cabeça a gente vai ficar de olho e caso tenha algo estranho tomaremos providências. A propósito, nós lemos a primeira parte da reportagem e você fez um belo trabalho, querida, e desculpe por termos escondido o nosso parentesco no início.

- Eu já sei que isso foi ideia do Malfoy – ela diz – vocês só queriam proteger alguém que amam, eu posso aceitar isso.

- Então agora que tudo foi esclarecido, você vai provar o bolo enquanto a sua filha brinca mais um pouquinho – Narcisa diz – e a gente vai conversar sobre coisas mais amenas sem a pressão de você não saber que o Draco é meu filho.

- Tudo bem – Hermione suspira. Ela conhece o olhar da mulher a sua frente, um olhar de quem não vai admitir uma recusa – mas eu não posso me demorar, amanhã a Julie tem aula e ela ainda não fez as tarefas.

- Quanto a isso pode ficar tranquila – Luna diz – os dois fizeram as tarefas antes da festa começar, agora vamos ao bolo (ela sorri) encare como uma oferta de paz e uma forma para a gente se redimir do meu irmão ter escondido as coisas de você.

- Sem ressentimentos – ela fala enquanto aceita de bom grado uma fatia do apetitoso bolo e se prepara para um pouquinho de conversa com a família...

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Mais tarde

Draco larga-se exausto na cama. Seu pequeno estava mais agitado do que nunca, ter a amiguinha em sua casa era tudo o que ele mais queria. O loiro se pega pensando nos percalços do destino que levaram a que ele e a senhorita Granger tivessem tanto em comum. Draco admite que se não fosse a amizade das crianças, a chances de que eles estivessem em um tribunal seria grande.

Talvez não... Ele se pega pensando, mesmo que não houvesse essa amizade entre as crianças ainda haveria a sua irmã com o ex dela e mesmo que não houvesse nada disso, ele conhece seu padrasto muito bem para saber que ele sempre daria um voto de confiança a uma pessoa, mesmo que ela fosse uma total desconhecida. Não me admira o Hagrid ser assim, ele pensa com seus botões.

Ele sabe que o exame de DNA não tardará a ficar pronto e a partir daí Hermione Granger passará a fazer parte da vida da família e mesmo que aconteça o improvável do exame ser negativo, dificilmente isso vai abalar a amizade das duas crianças.

Crianças, aliás, que não podiam conter as risadinhas quando se separaram. Draco sabe muito bem o que isso significa, seu filho fica com a mesma expressão quando leva seu cãozinho para dormir na sua cama e acha que ninguém está percebendo

Ele sabe que o filho está aprontando alguma. Em outro momento ele não se preocuparia tanto, mas ele já percebeu que a ruivinha pode ser bastante impetuosa, então ele vai manter um olho aberto quanto às traquinagens. Não que ele ache que a menina possa ser uma má influência para o seu garoto, mas não custa nada prevenir, não é mesmo? Assim que ele tiver uma oportunidade, Draco vai conversar com Hermione sobre as crianças. Ele só espera que a morena não se sinta ofendida, já deu pra perceber que ela pode ficar um tantinho passional quando se trata de defender aqueles que lhe são caros.

Hermione... Ele se pega pensando que por mais que tente evitar, ele sempre acaba voltando ao encontro armado por Luna e aos beijos que trocaram. Draco não pode dizer que é um cara inexperiente neste quesito, mas ele tem que admitir que Hermione tiraria um dez com louvor e neste momento ele tenta afastar o pensamento a respeito de como ela seria, digamos, em momentos mais íntimos.

Ele sabe que se pensar racionalmente, Draco não deveria ter nenhuma espécie de ligação com ela, isso poderia afetar a dinâmica do seu filho e a última coisa que ele quer é que seu filho saia magoado caso eles tenham algo e isso não dê certo, mas seu coração se pega pensando em talvez, só talvez quando tudo for resolvido ele possa chamá-la para sair.

Esse foi o seu último pensamento e embora ele o tenha afastado rapidamente o loiro não pode evitar um sorriso nos lábios antes de dormir...

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No outro dia

Hermione acorda com o som do celular, ela rapidamente ativa o botão soneca para aproveitar os últimos minutos em sua cama. No entanto, os acontecimentos recentes não saem da sua mente.

Ela sentiu que assim como Draco, o restante da sua família não levou a possibilidade de haver algo errado a sério. Eles foram educados demais para dizer isso com todas as letras, mas Hermione é uma pessoa perspicaz e uma jornalista capaz de ler nas entrelinhas, então mesmo que eles tenham dito que vão tentar descobrir alguma coisa, ela sabe que isso não vai ser uma prioridade, então cabe a ela fazer o papel de detetive.

Ela sabe que pode estar se metendo em algo perigoso, mas Hermione nunca foi uma mulher de fugir de um desafio, mesmo que isso a tenha colocado em algumas encrencas quando criança e é por isso que ela se levanta para se arrumar levar sua filha na escola e se preparar para mais um dia de trabalho e focar em coisas importantes. Quem sabe assim Draco Malfoy saia da sua cabeça.

Hermione pode dizer com certeza que ela não conhece ninguém tão arrogante e cheio de si quanto o loiro pai do amiguinho da sua filha, mas ela também pode dizer sem nenhum medo de errar que ela nunca conheceu alguém tão sexy quanto o loiro. Se os seus beijos forem uma prova do que ele pode fazer, ela nem quer imaginar como seria uma noite completa com ele. Ela se pega pensando e sacode a cabeça para afastar o pensamento.

Ela sabe que tem muito mais em que pensar e isso significa investigar sozinha as casas de repouso, Hermione sabe que por mais que os Malfoy tenham dito que iriam observar, ela sabe que pouco ou nada poderá ser feito pela família ao passo que ela como uma repórter pode perguntar uma coisa aqui outra ali sem chamar tanta atenção, mas ao mesmo tempo ela também sabe que se fizer a pergunta errada ela pode colocar tudo a perder, uma vez que não há como saber com quem ela está lidando.

Ela sabe que está sozinha nesta empreitada e isso será claramente uma desvantagem, mas depois de pensar um minuto ela sorri ao perceber que não está tão sozinha assim...

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Mais tarde

Draco vai sair mais cedo. Embora isso não seja do seu feitio, ele vai fazer isso para visitar Hagrid. O loiro não quer admitir, mas a conversa com Hermione o deixou cismado, então ele vai aproveitar para ver se está tudo bem com o ancião.

Ele sabe que Hagrid vai estranhar a sua visita num dia de semana e ele sabe também que ele vai querer saber por que os demais não vieram, então Draco vai dizer que foi visitar um cliente e aproveitou para uma visita rápida. Ele só espera que isso baste para não deixar o homem cismado ou falando sobre isso por aí. Por mais que Draco esteja incrédulo quanto às desconfianças de Hermione, ele não quer levantar nenhum tipo de suspeita.

Por falar em Hermione, ele sabe que a mulher vai investigar por conta própria e fatalmente fará muitas perguntas. Ele só espera que ela não se meta em algum tipo de encrenca por causa disso.

Ele deixa as últimas instruções com a secretária e parte para checar se Hagrid está bem...

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Quase ao mesmo tempo

Hermione se encontra com a diretora da clínica em que a sua avó morava, ela não estava agendada para fazer nenhuma entrevista, mas a morena achou melhor começar por um território, digamos, conhecido. Neste local ela sabe que poderá conversar sem nenhum tipo de empecilho ou desconfiança.

Madame Pomfrey vai ao seu encontro e a cumprimenta – eu não sabia que a senhorita viria hoje – ela olha para Hermione meio confusa.

- Na verdade eu não viria – Hermione diz – mas eu achei melhor conversar com a senhorita antes das minhas próximas entrevistas, eu vou tocar em alguns pontos sensíveis e achei melhor deixar a senhora a par de tudo (ela suspira) eu não quero causar nenhum tipo de constrangimento.

- Eu agradeço a consideração – madame Pomfrey diz – mas qual seria este ponto sensível?

- A morte – ela diz e vê a senhora a sua frente emitir um suspiro – eu sei que é um tópico difícil, mas seria bom saber como as pessoas aqui lidam com as perdas. Eu passei por isso não tem muito tempo e foi difícil e aqui (ela faz uma pausa) eu sei que é algo que acontece sempre e eu gostaria de saber eu gostaria de ver o lado destas pessoas.

- Tenho que concordar que esse realmente é um tópico difícil – a diretora diz com um sorriso triste – mas todos aqui sabem que é a lei natural da vida. Nós temos aconselhamento psicológico e espiritual para ajudar a lidar com as perdas, não apenas para nossos acolhidos, mas também para os familiares que desejarem – ela encara Hermione – talvez você esteja precisando...

- Eu agradeço, mas não preciso – Hermione diz – eu sinto falta da minha avó todos os dias, mas ela teve uma boa vida e gostaria que eu seguisse em frente – ela faz uma pausa – fazer essa reportagem é uma forma que eu encontrei de lidar com isso também e quem sabe ajudar aqueles que precisam, mas se for possível eu gostaria de conversar com as pessoas que prestam esse serviço também.

- Claro, querida – madame Pomfrey diz – eu posso providenciar, eu tenho certeza que você vai tratar do assunto com a mesma sensibilidade que a sua avó teria.

- Eu posso perguntar quais foram os últimos óbitos aqui além da minha avó? – ela diz e logo esclarece – eu gostaria de conversar com as pessoas mais chegadas (ela respira fundo) e preciso me preparar para tocar no assunto com delicadeza, se é que me entende.

- Nosso psicólogo vem duas vezes por semana, eu posso marcar um horário para depois de amanhã vou agendar também com nossa assistente social e nosso capelão também e quanto aos óbitos, venha comigo que conversamos sobre isso com uma xícara de chá – a diretora diz e Hermione sorri o primeiro passo já foi dado...

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Enquanto isso

Draco entra na casa de repouso, ele procura Hagrid com os olhos, mas o ancião não se encontra junto aos demais internos. Será que aconteceu alguma coisa? Ele se pergunta preocupado ao mesmo tempo em que tenta afastar este pensamento. Se houvesse algo errado certamente eu seria avisado, ele diz para si mesmo.

Ele avista a diretora da instituição e se dirige até ela.

- Boa tarde, senhor Malfoy – a senhora Sprout o cumprimenta – nós íamos mesmo ligar para o senhor.

- Aconteceu alguma coisa com o Hagrid? – Ele pergunta preocupado e culpado por não ter dado tanta importância ao que Hermione disse – ele está doente? Está ferido?

- Ah não, a mulher o tranquiliza. Ele está bem, ao menos fisicamente – ela suspira – o problema é que a Madame Maxime está doente e ele ser recusa a sair do seu lado até mesmo para comer e isso vai acabar afetando a sua saúde e – ela parece constrangida – se o pior acontecer ele não vai levar isso muito bem, ele se apegou muito a ela.

- O que ela tem? – ele pergunta preocupado. Draco sabe que mulher se tornou importante para Hagrid e que ele ficaria devastado caso algo acontecesse.

- Infelizmente não sabemos dizer – a mulher diz meio constrangida – ela estava muito bem, mas de repente caiu doente. Estamos fazendo o possível, mas não temos muita esperança.

- Os parentes já foram avisados? – ele questiona – se nós pudermos fazer alguma coisa.

- Que eu saiba, ela não tem nenhum parente, seu único irmão faleceu no ano passado e, bem ele se preocupava em deixá-la sem assistência então providenciou que ela viesse pra cá depois da sua morte.

- Desculpe a indiscrição – Draco pergunta de forma cuidadosa – mas pelo que pude entender a amiga do Hagrid vem de família abastada, afinal esta não é uma casa de repouso barata. Quem é responsável por ela? Pelo que eu percebi, madame Maxime não ter discernimento para lidar com este tipo de assunto. Eu sei que não e da minha conta, mas eu fico pensando no que aconteceria com o Hagrid se ele não tivesse ninguém e como ele gosta dela, bem, eu me preocupo.

- É perfeitamente compreensível, senhor Malfoy. Eu posso garantir que a Madame Maxime está bem assistida e embora ela tenha claros problemas de socialização, ela é muito inteligente. – A diretora diz – no entanto, neste momento essa é a menor das nossas preocupações.

- Eu vou falar com nosso médico da família – Draco diz. Ele vê que a diretora assente com a cabeça e ele só pode pensar que talvez Hermione tenha razão...


NOTA DA AUTORA

Começando pra variar pedindo desculpas pela demora, final de semestre pra quem é professor é meio complicado e isso diminuiu o meu tempo para as fics, além disso o baixo acesso que está acontecendo definitivamente me deixam bem desanimada.

Espero que tenham gostado do capítulo, vou fazer o possível para não enrolar tanto com o próximo.

Bjs