Seu beijo calou todos os meus pensamentos infundados, fazendo que todo o meu coração se tornasse um tambor fora de ritmo.

Apertei seus ombros e separei nossas bocas, tentando tirar seus limites neste momento.

_ Você pensa demais e não age, até parece que tem medo de algo. - Suspirei em sua boca. _ E se você tiver medo de alguma coisa, resolva e não me coloque nisso.

_ Tenho alguns medos. - Confidenciou baixinho.

_ Bom, não acho que seja a minha idade, já que sou maior de idade. - Me deixou falar. _ E não acho que você não saiba beijar, já que era casado. - Riu um pouco. _ Então, qual é o seu medo? Você quer transar comigo e tem medo de que o rejeite?

Riu e concordou, fazendo que minhas bochechas ficassem quentes como uma garotinha virgem que não sou mais.

_ Quero ter uma família com você, quero que você seja minha esposa e a mãe do meu filho e quero, do fundo do meu coração e alma. - Sussurrou rente a minha boca. _ Que seja minha, inteiramente.

Minhas pernas quase viraram gelatinas e tive que segurar em seus ombros.

Ok, ele pode não agir, mas as suas palavras faziam meu corpo ansiar por tê-lo entre minhas pernas.

_ Quero que você seja a senhora Malfoy e quero ter cada pedacinho do seu corpo colado ao meu, quero ouvi-la sussurrar meu nome e dizer que sou único que pode tê-la. Quero que você me dê tudo e se não puder, darei meu coração em uma bandeja, apenas para você saber que você me tem e sempre terá.

Isso era fodidamente atraente e tentava controlar meu coração, mas ele era como um tambor que não conseguia parar até que a música parasse e ela não pararia tão cedo.

Fiquei na pontinha do pé e o beijei, e dessa vez não o soltei para perguntar nada, apenas continuei o ósculo.

Seu joelho abriu minhas pernas e ficou no meio delas, suas mãos me causavam arrepios e queria que elas subissem mais que o limite que estabeleceu em sua cabeça.

Mordi seus lábios e o gemido que deu na minha boca, fez meu clitóris se contrair.

Nossos dentes se batiam em algumas ocasiões, mas essa pequena dor era anestesiada pelo gosto de vinho de nossas bocas, pelo som que o beijo estava fazendo na cozinha, ou nos apertos em minha cintura.

Como se quisesse rasgar o moletom apenas com os dedos.

Meus lábios foram sugados com uma agressividade que me fez puxá-lo ainda mais para perto de mim.

O fazendo dar alguns selinhos e mordiscar meu pescoço, como se quisesse marcar o meu corpo todo.

_ Quero tanto foder você. - Sussurrou e meu corpo reagiu. _ Quero me afundar em você e preenchê-la com meu gozo, e vê-lo saindo de sua buceta...

Ofeguei e engoli em seco, minha vagina estava melada e meu corpo estava tão quente que poderia fritar um ovo.

Já tinha capacidade de saber o que é certo e o que é errado, o que devo ou não saber. Sei quem devo ou não matar, e agora sei o que devo dizer.

_ Por que você não faz isso? - Seus olhos estavam como uma tempestade que queria acontecer. _ Apenas faça.

_ E se você se arrepender e não quiser ficar comigo? Talvez isso só seja hormônios...

_ Vamos descobrir de manhã. - Mordi seu queixo.

_ E se você falar que não me quer? Ficarei bem chateado. - Não estava falando sério, estava zombando.

_ Se você não me foder agora, eu que vou ficar triste. - E a tempestade caiu.

Ele me pegou como um saco de batata e caminhou comigo até a escadaria.

Nunca imaginei que um jantar desastroso, pessoas idiotas e uma fuga no meio do salão faria que esse homem me fodesse.

Talvez hoje fosse um dia importante, será que devo montar um santuário para esse dia?

Entramos no corredor e falei:

_ Você vai me carregar assim até chegar no seu quarto? - Alisou minha virilha que escorria minha lubrificação natural.

_ Quer que eu te foda aqui? - Passamos pelos quartos. _ Não iria reclamar. - Ri, e entramos no seu quarto.

A luz do abajur acendeu e seu pé fechou a porta.

Caminhou até a cama e me jogou em cima dela, me fazendo rir pelo jeito que me colocou na cama.

O vejo alisar seus cabelos para trás que abstruíam sua visão, mas seu peito subia e descia.

Porém, sua mão ainda estava em seus cabelos e o anel do primogênito continuava em seu dedo. A marca negra, que não é mais negra, reluzia em seu antebraço.

Mas as veias sobressalentes da sua linha "V", só me dizia o quão excitado estava e não contive a vontade de alisar minhas pernas uma na outra, fazendo o som molhado soar pelo quarto.

_ Mon petit, você vai me deixar louco em algum momento. - Tirou a calça de pijama e sorri, vendo o seu pênis com a cabeça avermelhada expelindo pré-gozo.

_ Você também não está apropriado. - Sustentei meu corpo com os cotovelos.

Aproximou-se e tirou a única peça que tinha entre nós, o moletom.

Ficou me observando e nenhuma vergonha apareceu, porque ele não estava me olhando com olhos julgadores e sim, de adoração.

_ Você é perfeita, até parece uma deusa... - O puxei e ficamos nos encarando. _ Posso te comer como sempre desejei? Posso te fazer minha e amanhã mesmo assinarmos os papéis de casamento? - Ri dessa parte. _ Mon petit, por favor, não se arrependa.

_ Só vou me arrepender se você não me fizer gozar. - Riu, me beijando.

Meu lábio partiu e o sangue deslizou pelo meu queixo, fazendo sua língua lamber o bendito sangue até chegar nos meus lábios novamente, os chupando como bem entendia.

Seus dedos alisaram meu clitóris e suspirei na sua boca, fazendo sua risada sair como música para um clima tão abafado e intenso.

Levantei meu quadril, esfregando minha buceta em seus dedos, enquanto seus lábios beijavam meu pescoço e seus dedos me masturbavam, me proporcionando calafrios desejáveis.

Seus dentes rasparam o vão dos meus seios, o beijando.

Fechei meus olhos e sinto sua boca se aproximar do meu seio, o mordiscando como se fosse tudo que necessitasse no momento.

A eletricidade percorreu a minha espinha quando o sinto sugar profundamente meu seio, girando sua língua pelo meu mamilo.

Arranhei suas costas e seus dedos entraram, me fazendo gemer feliz.

_ Você está tão molhada, mon petit. Que só penso em me afundar em você e sentir suas paredes me apertando. - Falar isso logo agora era meio que pedir para que eu gozasse.

Sua boca deslizou mais uma vez pela minha pele, deixando rastros dos seus beijos e chupões por todo aquele percurso que tinha apenas um caminho possível.

Minha vagina pulsava pelos seus dedos que abria meus grandes lábios como uma tesoura.

Mesmo seus dedos em mim, o movimentando devagar e torturante, não me impedia de implorar por mais.

_ Mais... - Falei coquete e o sinto mordendo meu clitóris. _ Puta que pariu!

Amassei meus seios em minhas mãos e sinto sua língua me penetrando, mas seus dedos não haviam saído para dar lugar a sua língua, me fazendo arquear as costas.

A sensação fazia todo meu corpo borbulhar e querer entrar em êxtase, queria afundar meu quadril em seu rosto e deslizar minha vagina pela sua boca, até que sua língua penetrasse tão fundo que me faria sair do meu corpo.

Belisquei meus mamilos como se aquilo pudesse aliviar tudo que estava sentindo, mas só intensificou a onda de prazer que me deixava sem ar e não contive a sensação me afligindo.

Meus dedos dos pés se retorceram quando meu clímax chegou e relaxei todo meu corpo na cama, minha respiração doía os meus pulmões, e nem mesmo sabia o meu nome.

Mas sua boca não parou, o chupão que deu em meu clitóris me fez continuar na letargia de clímax.

Quase me fazendo choramingar enquanto lambia minha vagina como um pote de mel.

Respirei fundo e o formigamento se foi com sua boca.

Tentei levantar meus braços para secar o suor do meu rosto, mas meu corpo estava exausto e nem mesmo conseguia falar, porém conseguia sentir.

Sinto-o beijando meu rosto e observei seus lábios e nariz brilhosos, mas seu sorriso não saia de seu rosto.

_ Aguenta mais um pouco? - Concordei e ele nos encaixou novamente.

Segurou minha perna e sinto seu pênis alisando toda a extremidade da minha vagina.

_ Você vai acabar me levando para o inferno. - Ri do seu comentário. _ Porque tudo que imaginei fazer com você por anos, poderei fazer.

Aproximou-se do meu ouvido e seu pênis encaixou na minha entrada, tentei empurrar, mas sua mão prendeu minha cintura e sussurrou no meu ouvido.

_ Merlim vai condenar o que farei com você, mon petit. - Mordeu o lóbulo da minha orelha.

Apertou ainda mais minha cintura e me penetrou, enquanto sua respiração ofegava no pé do meu ouvido.

Cravei minhas unhas em suas costas e sinto como se fosse gozar novamente, já que era muito melhor que um consolo...

Beijou meu queixo e seus olhos pareciam brasas de tão sensuais e quentes que estavam.

Mas enquanto me penetrava, minha vagina o apertava, como se não quisesse tê-lo, mas abria espaço para adentrar.

_ Está sem camisinha. - Sorri e ele ofegou quando entrou totalmente. _ Precisarei de poções quando acabar. - Riu.

_ Acabar? Mon petit, vamos até de tardezinha e se não for suficiente, vou te foder em todos os cantos dessa mansão. - Empurrou e sinto-o tocar meu útero...

Ofeguei quando continuou metendo tão fundo que me fazia ver estrelas, sabia que ele era grande e nem mesmo tive o pensamento se iria caber. Mas isso era tortura.

Uma tortura sensual e que não queria que parasse.

_ Até que você fique rouca de tanto gritar por mais e minhas digitais ficarem gravadas em sua cintura para você se lembrar que você é minha.

Continuou me fodendo e minhas unhas arrancavam sangue de suas costas, mas ele não se importava.

Mordi seu pescoço e ele gemeu baixinho, fazendo que minha vagina o apertasse pelo som que gostei de escutar.

Continuei o mordendo, marcando como ele me marcou e continua me marcando.

_ E sobre a camisinha, mon petit. - Apertou minha bunda e me arranhou com suas unhas pequenas. _ Tenho uma maldição que diz que só pode nascer um Malfoy por geração. - Saiu e sinto o vazio me preenchendo.

_ Você está esquecendo de algo, Draco. - Pegou-me no colo e caminhou comigo até a porta da varanda, me prensando no vidro. _ Gelado... - Mordeu minha garganta.

_ O que estou esquecendo, mon petit? De voltar para esse buraco quente que está pulsando por mais? - Penetrou novamente e meus seios estavam sendo esmagados em seu peito.

_ Que também sou uma Malfoy. - Comecei a descer e subir de seu pênis, mas ele não me deixou no poder por muito tempo.

_ Vemos isso mais tarde. - Amassou minha bunda e alisou meu cu, me fazendo olhar para ele. _ Esse lugar é tentador.

_ Quem sabe na próxima? - Seu pênis pulsava e me fazia derreter em seu corpo.

Beijou meu rosto e meus lábios foram tomados mais uma vez, a deliciosa sucção e as mordidas que me faziam gemer e arrepiar, ficaram mais fortes com o passar dos segundos.

Abriu a porta de vidro e o vento gelado acariciou minha pele, fazendo meu interior tremer.

Seus passos me levaram até o guarda-corpo de pedra, me deitado naquele lugar frio, como se quisesse que o céu visse o que estávamos fazendo.

Segurei para não cair para trás e acabar morrendo, mas ele continuou me fodendo como se a qualquer segundo eu fosse desistir de estar aqui.

Meus seios estavam balançando no ritmo das estocadas, meus dedos apertavam ainda mais a pedra que segurava o meu corpo.

E quando finalmente gozou na minha buceta, sua cabeça caiu perto das minhas costelas e as beijou, me fazendo gozar pela segunda vez dessa madrugada.

Mas ele não saiu...

_ Não vai sair? - Perguntei com uma voz estranha.

_ Esperei muito tempo para ter isso e duvido que sairei daqui. - Falou ofegante. _ Aguenta mais uma? - Empurrou e jurei que iria pedir um descanso.

_ Quem é o velho da relação não sou eu e era eu que deveria estar perguntando se você aguentaria. - Sorri. _ Dragon, você aguenta me foder até de tardezinha como você me prometeu? Ou precisará de algo para ajudar?

_ Não se arrependa de não conseguir andar, mon petit.

_ Torço por isso. - Não deveria ter falado aquilo.

Entretanto, mais uma vez saímos do lugar em que estávamos e fui jogada na cama, sentindo o sêmen sair da minha vagina e deslizar pela minha virilha.

Seu olhar estava naquele ponto, quase me fazendo arfar ou clamar por ter ele novamente.

Mas não precisei de tanto.

_ Empina. - Empinei minha bunda e a balancei, ganhando um tapa por isso.

Gostei tanto que quase solucei por querer mais um tapa, mas seu pênis alisou minha entrada, fazendo que arrepios se aflorassem em torno da minha buceta.

Suas mãos alisaram minhas coxas, antes que seu pau entrasse e me fizesse agradecer todos os Deuses que estavam vendo isso.

_ Fundo... - Suspirei, o sentindo me preencher de qualquer lacuna que existisse.

As estocadas continuaram com brutalidade e a sensação de aconchego se foi, me fazendo revirar os olhos.

Agarrei os lençóis e o deixei me foder, para saciar a fome que sentia quando não podia fazer nada comigo.

Mas tudo que podia fazer era continuar gemendo...

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Não deveria ter falado nada com ele! E se o chamei de velho, estava louca e fora de mim. Ele não é velho e pelo andar da carruagem, não será.

Estava com cólica, mas não quero abrir meus olhos e ver a destruição do meu corpo, ele cumpriu o combinado de ser até de tarde e sério, estou morrendo.

Quero um vira-tempo para me dar um tapa, pedir até o amanhecer era ok, mas até de tarde? Merlim, estou fodida, literalmente.

Pelo menos só ficamos no quarto, seria estranho algum elfo nos pegar fazendo sexo, não é?

Gemi pela dor do meu corpo e escuto um risinho, olhei para ele e semicerrei os meus olhos, mesmo o quarto estando escuro pelas cortinas grossas, era desconfortável ver a luz do abajur.

Mas era desconfortável olhar para cima, já que estava sentado na cama e olhava para mim como se estivesse sonhando com algo que nunca aconteceria.

_ Bom dia, mon petit. - Bom dia?

_ Pensei que fosse de tarde. - Alisou seus cabelos para trás e as marcas roxas em seu pescoço só me fez relembrar o que fizemos.

_ Mas é. - Alisou minhas costas e parecia mais uma massagem, do que apenas um carinho. _ Sente desconfortável em algum lugar?

_ No corpo.

_ Onde? - Parecia preocupado.

_ No corpo todo. - Riu e tive que revirar os olhos.

Deitou-se ao meu lado, me puxando para perto de si e sinto o sêmen deslizando pela minha vagina, enquanto o barulho era algo tentador.

Sua mão deslizou pela minha perna e seus dedos entraram na minha entrada, como se não tivesse gostado do barulho que o sêmen fez.

_ Tudo precisa ficar dentro de você e se não ficar, será um desperdício, não acha? - Gemi e balancei o quadril. _ Você ainda quer mais? - Sua voz saiu sedutora. _ Não ficaria chateado se pedisse.

_ Preciso tomar a poção. - Ofeguei, mas não neguei.

_ Ainda tenho que preparar, mas como eu te disse de madrugada, não posso engravidar ninguém. - Retirou a mão da minha buceta e alisou minha barriga.

_ Por quê? Nunca ouvi uma maldição desse tipo.

_ Não é uma maldição, é apenas um feitiço que os patriarcas têm. - Estranhei. _ Tenho o contrafeitiço, mas não o usei, acho que isso deveria ser do consenso dos dois e não só de mim.

Compreendi e concordei com sua explicação, nunca ouvi sobre esse tipo de feitiço, mas na minha realidade também só podia existir um Malfoy por geração.

Mesmo que trocasse a esposa ou algo do tipo, só existia um.

_ Você se arrepende?

_ Não, não sou uma pessoa que se arrepende de suas ações, mesmo sendo impensadas. - Segurei sua mão. _ Por quê? Você se arrepende? - Negou.

_ Mas me sinto um monstro. - Zombou e revirei os olhos. _ Mas não me arrependo nem por um segundo.

_ Se você se arrepender, vou te matar.

_ Como quiser. - Aproximei seu pulso do meu rosto e vejo o único corte ali. _ O que significa? - Já sabia.

_ Significa que a Leesa morreu. - Então estava certa. _ Mas você está viva e isso não é importante agora.

_ Tem certeza? - Concordou. _ Ganhei as memórias. - Ficou confuso. _ Me lembro de quase tudo que passei com você, até mesmo de nossa dança.

Não contaria agora, mas era meio injusto não contar e ele parecia tão surpreso e feliz, que apenas o abracei para que ele soubesse que tudo que falei era real.

_ Você não está zombado de mim, não é? - Idiota.

_ Não, não estou zombando. Lembro que você levou o pequeno Scorpius no dia 29 de novembro e naquele dia falei que seria meu aniversário... - Começou a beijar meu pescoço e ri de sua atitude.

Queria que isso durasse para sempre, mesmo que o meu para sempre fosse apenas por mais um segundo, então, por mais um segundo, deixe-me viver nessa felicidade.