9. A Viagem

Alguns dias se passaram em que Edward e eu tinha nos aproximamos e parecíamos dois amigos. Era claro que ainda implicamos um com o outro e agíamos como os dois inimigos quando não estávamos trabalhando no caso de Ângela.

Ao menos tínhamos passado a nos cumprimentar e acenávamos com a cabeça quando nos esbarravamos pelo corredor.

E só bastava eu vê-lo para meu coração parecer querer saltar do meu peito. Eu podia lutar e não admitir, mas eu sabia que tinha me apaixonado por ele.

Não era culpa de uma arritmia ou de um tumor cerebral. Meus sentimentos por ele tinham começado a mudar no meu aniversário, quando nos aproximamos mais e passei a enxergar um outro Edward que não conhecia.

Eu era como uma garotinha ansiosa para ver o primeiro amor, não uma mulher de 30 anos.

Mas estava fazendo de tudo para que ele não percebesse isso. Ele era como uma incógnita para mim, eu não conseguia saber o que ele pensava. Sempre achei arrogante e prepotente, mas no dia do seu aniversário, quando se abriu para mim, pude enxergar outro Edward, um Edward assustado e sozinho.

Eu odiei saber como ele se sentia assim, me sentia com medo de admitir meus sentimentos e ele não sentir o mesmo.

Porém, às vezes quando nossos olhares se encontravam eu podia sentir que ele enxergava tudo de mim.

Nós sempre nos reunimos com Jasper e Alice trabalhando na nossa defesa e argumentos que utilizamos na audiência, ensaiando juntos o que íamos falar, teríamos que usar muita nossa persuasão para convencer o júri.

Muitos canais nos procuraram para conceder entrevistas do caso e recebemos várias ligações, mas só soltamos uma nota. Tínhamos decidido falar só depois da audiência que estava se aproximando.

Eu deveria estar trabalhando, mas não estava conseguindo me concentrar. Era tanta coisa para pensar. Mamãe e até tia Sue não paravam de perguntar sobre meu namorado, tinha o caso de Angela para trabalhar, mas tudo que eu conseguia pensar era nele e no que estava fazendo.

Nós só tinhamos nos visto rápido pela manhã, assim que cheguei depois ele parecia ter sumido.

Como meus sentimentos por ele tinham mudado tão rápido assim?

O dia tinha se passado arrastado e não via a hora de ir para casa. Queria esquecer um pouco do mundo assistindo meus doramas ou lendo um livro bem romântico.

Já que eu não viveria uma linda história de amor, nada melhor do que ver isso sendo retratado na telas ou em páginas.

Falando nisso, eu nunca mais tinha lido um. Quem sabe se eu me apaixonasse por um personagem fictício inalcançável eu esqueceria Edward Cullen de vez.

Isso. Era exatamente o que deveria fazer.

Sorrindo, coloquei na minha conta fake no twitter que quase nem usava, só para pesquisar algum livro bom para ler. Me deparei com um perfil que falava de um livro de romance novo e tinha várias ilustrações picantes de cenas dele.

Esse com certeza iria para minha lista.

As ilustrações eram bem reais e explícitas e como eu não fazia nada com ninguém precisava ler isso. Em uma a mulher estava em cima do homem na cama, eles totalmente nus em outra ela parecia estar em um escritório, em cima de uma mesa sua blusa aberta e o cara estava com o rosto entre suas pernas. Dei zoom na imagem para ver melhor.

Foi quando minha porta se abriu de supetão e eu pulei assustada dando um grito da cadeira.

— Você não vai acreditar! — Cara Azeda entrou falando.

— O que pensa que tá fazendo? — coloquei a mão no peito.

— Levou um susto, Swan? Agora estamos quites ou pensa que eu esqueci que quase me matou naquele dia depois do seu aniversário?

Deu aquele maldito sorriso no final.

Revirei os olhos ainda tentando me acalmar.

— O que tava olhando aí? — encarou-me desconfiado esticando o pescoço. — Por que está tão vermelha?

Eu rapidamente fechei a tampa do meu notebook.

— Quem você pensa que é para abrir a porta e entrar assim? Cadê a Alice?

Ele deu de ombros.

— Não sei e sou seu colega de trabalho e vizinho, se esqueceu?

Eu bufei.

— Mas isso é questão de educação. Não pode ir entrando sem bater na porta dos outros e se eu tivesse fazendo algo?

— E o que você estaria fazendo na sala do seu trabalho? — mexeu sua sobrancelha.

E de repente me lembrei da imagem da mulher na mesa. Percebi que parecia com a minha e imaginei Edward e eu refazendo aquela cena. Eu deitada ali, sua boca me chupando lá embaixo e…

ISABELLA!

Por que estava tão quente de repente?

Alisei minha blusa, fingindo indiferença. Bufei.

— É claro que nada, mas deveria ter batido.

Ele revirou os olhos, mas saiu da sala fechando a porta. Eu não pude impedir o sorriso quando escutei batidas na porta.

Eu pigarrei e fiz uma expressão séria.

— Quem é?

— Edward, seu querido advogado que trabalha com você.

— Não tem nada de querido, mas pode entrar.

Ele entrou reclamando.

— Eu mereço mesmo.

— Então o que quer? — Sentei de volta na minha cadeira, adotando uma postura profissional.

— Eu encontrei Steven.

Empurrei minha cadeira para trás e me levantei chocada.

— O que? Como? — arfei. — Por que não disse isso logo de uma vez?

— Eu tentei, mas você não deixou.

Eu bufei e me aproximei dele.

— Tem certeza que é ele? Onde ele está?

Ele tinha me informado que descobriu o nome dele verdadeiro Laurent Steven em registros de extratos do Ben, quando ele depositava seu dinheiro. Assim ficaria mais fácil descobrir para onde ele tinha ido.

— Onde ele está?

— Você não vai acreditar.

— Diz.

Ele imitou som de tambores e suspense.

— É bom e ruim ao mesmo tempo.

— Onde é? Fala logo — agarrei seu braço agoniada e ele riu.

— Las Vegas, baby.

Meus olhos se arregalaram.

— O que? Perdemos um caso. — bati na minha cara, sem conseguir acreditar.

— Tenha fé no seu parceiro, Bella.

— Não tem como ir para lá. A audiência é depois de amanhã, Edward. O que vamos fazer?

Ele limpou a garganta e se ajeitou.

— Eu falei com Aro sobre e…

— Aro nunca pagaria passagens para a seguir uma pista que pode ser falsa e ….

Ele tirou a mão de dentro do paletó.

— Eu sou mais bem de lábia que você.

Meus olhos se arregalaram ao ver os papeis que segurava.

— Não!

— Sim!

— Não!

— Sim!

Eu peguei os papeis de sua mão e comecei a gritar com uma menininha sem acreditar que iria para Vegas.

E Edward começou a me imitar, pulando e gritando comigo, nós batemos as mãos, como duas amigas adolescentes comemorando que iam para o baile com seus crushes.

— Meu Deus! É o apocalipse! — Alice entrou e parou chocada ao nos ver gritando juntos. — O mundo está acabando? Eu sou nova demais para morrer, ah não!

— Nós vamos para Las Vegas — gritei animada a abraçando e ela gritou também.

— Eu não acredito nisso — disse sorrindo.

— Na verdade é só eu e você, Bella — Edward corrigiu e Alice parou de gritar e pular na hora.

— Ah, que droga!

— Ela pode ir no seu lugar — falei.

— Ou Jasper pode ir no seu — retrucou.

Eu bufei.

— Bem, temos que nos arrumar. O voo sai em uma hora. Te vejo logo, Swan — Edward saiu da sala.

— O QUE?

Droga. Droga.

Me despedi de Alice e arrumei minhas coisas. Saí do escritório correndo, estava na esquina esperando um táxi quando o carro de Edward parou.

— Entra aí. Cadê seu carro?

— Está na oficina. — respondi entrando sem enrolar, não tinha muito tempo para discutir.

— Por que não me disse? Podia ter vindo trabalhar comigo.

— Se bem me lembro você disse que não éramos amigos e que não deveríamos vir trabalhar juntos.

— Achei que tínhamos mudado isso.

Eu dei de ombros.

— Acelera o carro aí e vai logo.

E ele acelerou.

Eu mal esperei ele parar o carro para sair correndo e chamar o elevador.

— Te encontro aqui daqui a pouco.

— É bom não demorar, temos quarenta e três minutos — olhou em seu relógio.

— Claro, claro — falei rápido.

Fiz uma mala pequena em tempo recorde e mesmo assim Edward terminou primeiro que eu e quando sair ele já me esperava no elevador.

— Vamos logo, Swan — puxou minha mala. — Você demora demais.

— Ah cala a boca vai, eu nem enrolei muito.

Nós fomos de táxi para o aeroporto. Eu saí correndo do táxi puxando minha mala, mas parei quando vi que ele andava bem calmo atrás de mim.

— O que você está fazendo? Vem logo! Vamos perder o voo.

Ele sorriu.

— Ainda tem meia hora para esperar, achei que você poderia ser daquelas mulher enrolada e…

Dei um soco em seu ombro.

— Não acredito nisso, Cullen!

— Estou brincando, corre Swan! — e ele saiu correndo.

Eu o xinguei e saí correndo atrás dele.

— Ufa! Conseguimos — falei quando entramos e já estava sentada na poltrona da classe econômica, Edward ao meu lado.

Eu estava sentada na janela e ele na poltrona do meio e ninguém tinha sentado ao seu lado.

— Sim, deu tempo. Vai ser quase três horas de voo, o que vamos fazer?

— Você não sei, mas eu vou relaxar.

— É melhor nós trabalharmos no caso, você trouxe seu computador?

— Você não trouxe o seu?

— Está descarregado, liga aí o seu vai.

— Folgado — peguei a bolsa que estava guardado e o peguei. Abri a tampa e coloquei minha senha.

Assim que a tela mudou apareceu a imagem das ilustrações que estava vendo mais cedo.

Porcaria. Eu tinha esquecido disso. Meu notebook não estava configurado para desligar se fechasse só a tampa.

— Uau Swan! Não sabia que gostava disso.

Meu Deus do céu! Será que tinha um buraco para me enfiar?

— Eu juro que não sei como isso apareceu aí — fechei a página fingindo uma dignidade que não tinha.

Edward riu e eu quis socar sua cara.

— Tá bom, vou fingir que acredito. Todo mundo gosta de algo em segredo não precisa ter vergonha disso.

— Cala a boca, Cullen — mandei.

Porém me perguntei do que ele gostava em segredo.

Abrir o documento do caso, poderia pensar nisso depois.

….

Las Vegas era como eu imaginava iluminada e colorida. Estava com um pouco de engarrafamento na cidade, tinha mais de dez minutos que o carro estava parado sem andar. O motorista informou que houve um acidente e tinha uma faixa bloqueada.

— Meu Deus, ainda bem que comemos no aeroporto — falei.

— É, foi uma boa ideia sua.

— Eu só tenho excelentes ideias — respondi.

Ele bufou.

O voo tinha demorado quase três horas e chegamos mais de nove horas da noite em Las Vegas. Como eu estava com fome sugeri que comessemos ali mesmo antes de ir para o hotel.

— Você que pensa que tem. Quando chegarmos vamos descansar e amanhã a gente vai atrás do Steven.

— Ok — concordei e finalmente o carro voltou a andar.

Eu nem acreditei quando enfim chegamos e vi o hotel que ficaríamos.

— Puta merda, Aro tá bem generoso, olha esse hotel — falei embasbacada só com a entrada luxuosa do mesmo.

— Realmente, ele se superou — Edward concordou. — Vamos fazer o check in.

Eu o segui até o saguão.

— Reserva Edward Cullen e Isabella Swan, dois quartos.

O recepcionista digitou no computador a sua frente.

— Desculpem, a reserva era até às dez horas e tivemos que vagar os quartos.

— Como assim ainda são nove e… — parei de falar.

Merda! Já eram mais de 10:30 da noite.

— Você tem algum outro quarto disponível? — Edward perguntou.

— O único quarto disponível é uma suíte no oitavo andar, mas vai acomodá-los muito bem.

— As camas são separadas?

— Não, senhor só tem uma cama de casal.

Edward passou a mão em seu cabelo, que já estava todo despenteado.

— Senhor, mas não há outro quarto disponível? — insisti.

— Não, estamos lotados com uma conferência e alguns outros quartos estão em manutenção. O único quarto que vamos ter é esse com uma cama de casal, ou quartos vips nos últimos andares.

— Quanto é esse quarto vip?

— A diária varia, mas o mais simples é de dez mil dólares?

— O QUE? Isso é um absurdo. — reclamei.

— Bella, nós podemos ir para outro hotel — Edward segurou em meu braço.

— Mas Steven trabalha aqui — Choraminguei e então suspirei decidida. — Tudo bem vamos ficar com o quarto de casal.

— Você tem certeza? — se virou para mim surpreso.

— Tenho. Amanhã podemos ir para outro hotel.

Edward deu de ombros.

Eu estava cansada e só queria dormir.

O quarto era maior do que imaginava com uma grande cama de casal no meio, sorri aliviada ao ver um sofá divã que parecia muito confortável.

— Aqui é perfeito para você dormir.

— Por que eu? — reclamou.

— Ué, porque você é homem.

Ele riu irônico.

— Nunca que eu recusaria uma cama desse tamanho. Esse sofá é minúsculo, minhas pernas vão ficar metade para fora.

Eu bufei, porque ele tinha razão. Quem mandou ser tão alto?

— Nós não podemos dormir juntos na mesma cama.

— Por que não? Tem medo de não resistir e me agarrar?

Eu ri exagerada dessa vez.

— Nunca que isso aconteceria. Nem se você fosse o último homem do planeta, do universo.

— Então por que tá com medo?

— Eu não estou com medo — menti.

Eu estava com muito medo.

Como eu dormiria ao lado dele? Não, isso não podia acontecer de jeito nenhum.

Edward abriu sua mala e se agachou pegando algumas roupas dentro.

— Estou cansado da viagem,vou tomar um banho e dormir. Amanhã vamos atrás de Steven ou Laurent, seja quem for..

Soltei a respiração quando ele saiu da minha vista.

Ai meu Deus! O que eu ia fazer?

Eu não podia dormir na mesma cama que ele. Apesar de ser enorme, eu era espaçosa e gostava de dormir abraçada com um travesseiro e seu eu o agarrasse?

Encarei a cama e o sofá.

Eu tinha que ficar o máximo possível distante dele.

Eu não podia deixar Edward perceber que meus sentimentos por ele tinham mudado.

Onde tinha me enfiado?

Suspirei ao ver meu celular tocar.

— Bella amiga, tá tudo bem? Nem respondeu minha mensagem mais cedo, fiquei preocupada. A gente ainda vai sair amanhã?

— Merda Rose, esqueci completamente. Você nem vai acreditar onde eu estou.

— Onde?

— Em Las Vegas.

— O que? Mentira!

— É sério, vim atrás de uma testemunha para o caso em que estou trabalhando com Edward.

— O advogado que você odeia?

— É.

— O que fingiu ser seu namorado?

— É.

Ela riu.

— Você está mais esperta do que pensei, amiga.

— Para piorar, estamos dividindo o mesmo quarto — deixei de fora a parte que só tinha uma cama.

Ela continuou rindo.

— Aproveita e senta gostoso nesse homem.

— Eca! Rose! Eu nunca faria isso… com ele — sussurrei.

— Você quer enganar quem?

— Eu odeio ele — falei nada convicta disso.

— E daí? Vai ser ainda mais gostoso o sexo.

— Rose! — senti meu rosto quente.

Sem querer minha mente encheu de imagens de mim e Edward pelados naquela cama a minha frente e eu enfim quebrando a maldição.

Ela riu.

— Aposto que está pensando nisso.

— Para!

— Vou deixar você então, depois me conta todos os detalhes.

— Não sei que detalhes — balancei a cabeça e nos despedimos.

Encarei a porta do banheiro fechada, pensando que ele estava ali a poucos metros de mim totalmente sem roupa. Será que ele tinha mais tatuagens escondidas?

Não. Tinha que parar de pensar nisso.

A porta se abriu e Edward saiu do banheiro. Ele usava um short preto e uma blusa branca, eu tentei não olhar para seus braços fortes e ignorei o cheiro de sabonete quando passei por ele e me tranquei no banheiro.

Droga.

Coloquei a mão em meu coração que batia forte.

— Para agora mesmo com isso Isabella Marie Swan! — reclamei comigo mesma no espelho.

O banheiro era enorme e luxuoso, tinha duas cubas, um espelho enorme e até uma banheira. Os produtos de Edward estavam de um lado da pia e coloquei os meus nos outros. Encarei o vidro de seu perfume e antes que pensasse nas consequências espirrei um pouco. Sorri sentindo o cheiro.

Delicioso, mas seria ainda melhor no pescoço dele.

ISABELLA.

Eu tomei um banho e gemi ao ver o pijama que tinha levado. Merda.

Era um shortinho e uma blusa de alcinhas. Iria ter que dormir de sutiã.

Respirando fundo, abri a porta do banheiro e coloquei só a cabeça para fora.

Me surpreendi ao ver que só uma luz baixa iluminava o quarto e que Edward estava deitado de costas para a porta.

— Como pode dormir tão rápido? — reclamei.

Me aproximei e peguei um travesseiro e um lençol dobrado e fui me sentar no sofá.

Gemi quando percebi que apesar de parecer confortável era bem duro.

Me deitei e meus pés ficaram para fora. Me encolhi toda e me cobri. Fechei meus olhos e esperava que dormisse logo.

Mas isso não aconteceu.

Contei carneirinhos, recitei o hino nacional na cabeça e nada. Me remexi para lá e para cá tentando achar uma posição melhor.

Enquanto Edward parecia uma pedra naquela cama grande. E parecia tão confortável e atraente o espaço vazio ao seu lado.

Não. Não.

Me virei ficando de costas para cama e encarei a parede. Meu braço estava doendo e o sofá rangia toda vez que eu me mexia.

Queria ver só ele mais um pouquinho…

Voltei para posição de antes, o sofá rangeu e quase caí no chão, mas consegui segurar meu corpo.

— Vem logo para cá se não nenhum de nós vai dormir — escutei a voz de Edward na escuridão.

— Desculpa, eu pensei que estava dormindo.

— Eu tava, mas não consigo com esse barulho. A cama é enorme, vem logo.

Eu suspirei derrotada e me levantei.

Coloquei o travesseiro para o lado das suas pernas.

— Assim não, se não posso chutar sua cara sem querer.

— Aí tem razão, não quero dormir com seu chulé na cara.

Puxei o travesseiro e coloquei o mais longe possível do dele.

— Eu não tenho chulé — se mexeu na cama e percebi que parecia me encarar.

Mas só podíamos ver um ao outro parcialmente.

— Eu é que não quero pagar para ver.

— Eu acabei de banhar e saiba que eu me lavo muito bem. Fico bem cheiroso.

Hum… eu sabia muito bem disso.

— O chulé fica mesmo assim — continuei o provocando.

— Swan se você falar de novo, vou esfregar meu pé na sua cara para ver que não tenho chulé.

Eu ri.

— Duvido fazer isso — falei sem pensar e no mesmo momento me arrependi.

Mais rápido do que imaginei ser possível, ele segurou meus pulsos e tentou se virar na cama. Mas claro que não me entreguei e comecei a lutar com ele.

Senti sua perna vim em direção a minha cara.

Sem pensar afundei meus dentes no que estava em direção a minha cara e percebi que era sua coxa.

— Ai! Ai! — gemeu me soltando

— Isso é o que ganha por mexer comigo, Cullen.

Ele bufou.

— Você vai esquecer Swan e eu vou enfiar meu pé na sua cara.

Bem que ele podia enfiar outra coisa. ISABELLA.

— Para com isso e vai dormir — mandei.

Como um bom menino ele me obedeceu.

Edward se virou de costas, eu virei de costas para ele também.

— Boa noite, Swan — o escutei dizer.

— Boa Noite, Cara Azeda — falei e escutei seu sorriso.

Sorri também.

EDWARD CULLEN PDV

A claridade do dia foi clareando o quarto pouco a pouco.

Eu mal tinha conseguido dormir à noite.

Como iria dormir quando Bella estava há centímetros de mim?

Sem falar que ela se mexia horrores dormindo. Tinha ocupado quase a metade da cama e eu mesmo quase caindo não reclamei.

Podia sentir seu corpo quente próximo ao meu, nossos braços e pernas se roçando.

Se eu morresse hoje, com certeza morreria feliz.

Nós estávamos virados um para o outro, nossos rostos próximos. Eu sorri vendo-a dormir.

Ela era tão linda.

Sua boca um pouco entreaberta, sua expressão tranquila.

Com o maior cuidado levei minha mão a seu rosto e afastei o cabelo de sua bochecha.

Ela nem se mexeu.

Eu suspirei.

Imaginei como seria acordar todos os dias ao seu lado.

Poder abraçá-la, beijá-la, amá-la com todo aquele sentimento que existia dentro de mim.

Fazê-la minha mulher.

— Você iria gostar disso? — sussurrei baixinho.

E não obtive resposta.


Nota da autora:

aaaaaaa o que a gente faz com esse Edward?

Mds! Não aguento com ele. E a Bella pega no flagra vendo ilustrações hots kkkkkkk

A vitória está chegando, irmãs! Escutei um amém? Afinal eles estão em Vegas... já podem ouvir a marcha nupcial tocando? kkkkk

O que será que esses dois vão aprontar?

comentem amores, amando os comentários e claro que vamos ter final feliz! ( espero kkkkkkk

brincadeiraaaa

Eu dividir na verdade o capítulo em dois porque achei que ficou grande, então se tivermos 15 comentários volto aqui nessa sexta ou antes com capítulo novo, o que acham? ( capítulo passado tivemos 17 hein

Então comentem e até logo!

beijos