Notas gerais:

Essa história está postada no AO3, , Social Spirit e Wattpad.

O mundo de Harry Potter e seus personagens pertencem à autora da obra, mas o enredo da história é de minha total autoria, e meus direitos estão protegidos pela Lei nº 9.610/98. Plágio é crime!

Fanfic idealizada para a Oficina de Fanfics do Núcleo de Estudos e Pesquisas de Fanfic da Universidade Federal do Rio de Janeiro a partir da discussão de "Songfic", que é uma história baseada em uma música.

Avisos: Essa fanfiction apresenta bebidas alcoólicas, traição, pensamentos autodepreciativos e cenas de sexo explícito. Não recomendada para menores de 18 anos.


Notas Iniciais: [Lado A — Boyfriend, Dove Cameron].

Capítulo 1 — Eu poderia ser um namorado melhor do que ele


— Pansy! — ouve a voz de Draco e logo sente a mão quente em seu ombro, fazendo-a virar-se para ele. — Eu te prometi que essa noite seria apenas nós dois, mas surgiu um imprevisto.

Pansy arqueia uma sobrancelha e segue o olhar do amigo, vendo o mesmo garoto de mais cedo, que parecia um pouco mais jovem que eles, de pele marrom, cabelos desgrenhados que apontavam para todos os lados, intensos olhos verdes e uma cicatriz engraçada em formato de raio marcando a testa.

— E qual o nome do imprevisto?

— Harry, ele é calouro de direito.

Pansy faz uma leve careta com a menção do curso e encara Draco.

— Eu sei, eu sei. Mas você não pode julgar alguém pelo curso… A garota não é da matemática?

— Cala a boca! — bufa e ele ri. — Você é de química e quer julgar alguém da matemática?

— Química é muito melhor. — ele revira os olhos, tirando uma risada dela. — Você vai ficar bem? Qualquer coisa eu posso te deixar em casa. — oferece.

— Aceito a carona. Você me espera ir ao banheiro? Vai ser rápido.

— Claro, vou te esperar lá no carro com o Harry.

— Isso me parece uma péssima ideia.

— Por quê?

— Tenho certeza de que quando eu chegar, vocês estarão se agarrando pelados.

Draco ri e revira os olhos.

— Anda logo, Pan.

— Tá, tá. — diz e se afasta dele, andando apressadamente em direção às escadas, onde sabia que o banheiro do primeiro andar estaria menos cheio.

Assim que começa a subir, pode ver a fila que se forma na porta do banheiro do térreo. Alguns rostos são conhecidos, afinal, também promovia diversas festas universitárias na casa que dividia com Draco, Blaise e Theo. Mas alguns rostos são novos, calouros da faculdade, visto que aquela era a primeira grande festa para comemorar o início das aulas no começo da próxima semana.

Pisca, inspirando e sentindo o aroma de cerveja pelo ar, e no momento em que sente a expiração quente ultrapassar suas narinas enquanto abre seus olhos, sua visão foca em uma imagem espetacular. É, na verdade, uma cena simples, nada mirabolante, apenas ela sentada no sofá largo no meio da sala, com seus cachos escuros tampando seu rosto, enquanto seus dedos digitam freneticamente no celular.

Pansy olha ao redor, procurando alguma cabeça vermelha apontando entre as pessoas, mas não há nenhuma. Pega o celular, procurando o contato do amigo, e quando acha, envia uma mensagem:

Pansy

draco

pode ir

vou ficar mais um pouco

22:32

Herdeiro

tem ctz, pan?

22:33

Pansy

absoluta

aproveite!

22:33

Bloqueia o celular e o guarda no bolso, começando a descer os degraus. Mal pode acreditar, quais são as chances? Volta a olhar ao redor, procurando novamente pelas pessoas que poderiam atrapalhar e não as encontra. "Não acredito que finalmente estamos sozinhas!", pensa, enquanto caminha até ela.

Como se pudesse sentir a força do olhar de Pansy sobre si, Hermione Granger levanta a cabeça. Seus olhares se cruzam naquele mesmo instante. Dois sorrisos se abrem ao mesmo tempo, a iluminação que rodava pela sala colorindo seus olhos, atingindo pontos estratégicos do ambiente.

Pansy se senta no espaço ao lado dela, que estava vago, pois todos pareciam dançar naquele momento.

— Oi! — a cumprimenta, a olhando intensamente.

— Oi, Pansy. Como vai? — percebe que o sorriso dela vacila e ela desvia o olhar.

— Muito bem. — sorri e morde o lábio. — Nunca imaginei te encontrar em uma festa.

— Ah, é, é coisa do Ron.

— Hum, ele está por aqui? — pergunta em um tom descontraído, sem querer demonstrar o interesse que tem na resposta.

— Não. — e o rosto dela se desfaz da expressão neutra para uma careta. — Ele cancelou quando eu já tinha chegado aqui, acredita? — bufa. — Enfim, eu estou tentando chamar um uber, mas está difícil, o valor está um absurdo e olha que eu moro relativamente perto.

— Hum, e não quer aproveitar que já está aqui e curtir a festa?

— Eu estou sozinha.

— Não mais. — sorri e Hermione dá uma risadinha.

— Você está certa… Então, o que faremos?

— Vem, vamos dançar! — se levanta e pega no pulso de Hermione, a fazendo se levantar e segui-la. Pansy não a solta. Sente a maciez da pele do pulso dela, o calor que exalava daquele toque deixa a jovem arrepiada.

Se posicionam no meio da sala, junto às outras pessoas que dançam, e é quando finalmente Pansy solta a mão de Hermione, apenas para se aproximar mais dela e começar a dançar no ritmo da música.

Hermione fica parada por alguns segundos antes de começar a se movimentar. Os olhos de Pansy percorrem todo o corpo, observando seus movimentos. Não se importa em estar sendo explícita, pelo contrário, quer deixar bem claro que a quer; irá aproveitar aquela oportunidade única das duas sozinhas.

Por mais que já a tivesse visto sozinha pela faculdade, sempre que tentava se aproximar, a ruiva enxerida aparecia. Parecia até que estava observando de longe e sabia o momento que Pansy tentaria fazer algum movimento. A ruiva em questão é a melhor amiga e cunhada de Hermione, Ginny Weasley. É realmente um milagre Ginny nǎo estar ao redor de Hermione como um cǎo de guarda.

É a vez de Hermione segurar o pulso de Pansy e direcionar a mão até sua cintura, a qual recebe um leve aperto. A outra mão de Pansy sobe para o rosto de Hermione, seu dedão faz um carinho na bochecha saliente, tirando um sorriso da garota. Pansy sente seu coração bater tão fortemente, que se preocupa com a possibilidade de morrer de emoção.

Pansy se interessou por Hermione desde a primeira vez que a viu e o desejo crescia cada vez mais a cada novo encontro. No segundo ano de faculdade, Hermione e Pansy começaram a cursar antropologia juntas, e Pansy pôde conhecê-la melhor, pois a garota propôs um grupo de estudos, o qual Pansy rapidamente aceitou participar. Assim, todas as semanas elas se viam com mais alguns colegas de turma para discutirem as leituras da disciplina.

Foi ouvindo Hermione falar sobre as causas sociais que a moviam, como as questões raciais, por ser uma mulher negra, ou mesmo as questões de trabalho análogo a escravidão, que Pansy percebeu estar apaixonada pela mulher inteiramente, pelo seu sorriso solto ou suas falas assertivas e inteligentes. Algo completamente maluco, já que Hermione tinha um relacionamento hétero e elas nunca tiveram nenhum tipo de conversa muito pessoal. Só que Pansy nunca se importou com isso. Ela queria Hermione, e pelo inferno, ela a teria.

O olhar de Pansy para Hermione é tão intenso que é impossível sair dele. Mas a verdade é que Hermione não quer. Então, elas continuam trocando olhares enquanto a música toca, sensual, quente e envolvente. Se aproxima ainda mais de Hermione e afunda o rosto em seu pescoço. Puxa o ar pelo nariz lentamente, se deliciando com o cheiro doce que ela exala, e quando solta o ar, o faz com a boca, soprando o pescoço delgado ao ponto de deixá-la arrepiada. Pansy se arrepia junto a ela, sentindo tanto desejo que parece escorrer pelas suas veias como se fizesse parte do seu próprio sangue.

Pansy não precisa de mais sinais e aproxima os lábios do pescoço arrepiado, depositando um beijo, depois outro e mais outro. Ouve Hermione arfar contra seu ouvido e sente o corpo vibrar e esquentar de desejo. Afasta apenas para olhá-la e perde o fôlego com a visão dela com os olhos fechados, as bochechas coradas e a boca entreaberta.

— Hermione… — sussurra com a voz fraca pelo desejo.

— Sim?

— Vamos sair daqui?

Hermione puxa o ar pela boca, parecendo voltar a si, e morde o lábio inferior. Apesar de, inicialmente, parecer incerta, ela concorda com a cabeça, aceitando a proposta de Pansy, que abre um sorriso com a resposta positiva.

Dessa vez, entrelaça os dedos nos dedos de Hermione, e elas saem juntas da casa de mãos dadas, deixando para trás a música alta e o burburinho de conversas alheias.

Hermione pega o celular e mostra para Pansy, pois o aplicativo de solicitação de viagens de carro ainda está aberto, com o endereço dela na busca. Pansy clica na tela, confirmando a viagem e não demora para que um motorista aceite.

Assim que o carro para em frente a casa, as jovens conferem a placa e o carro e depois confirmam o nome do motorista. Pansy abre a porta traseira do carro e estende a mão em direção ao automóvel.

— Primeiro as damas.

Hermione ri e entra, e assim que Pansy entra também, comenta:

— Mas você também é uma dama.

Pansy envolve Hermione com o braço e a puxa para mais perto, colando os lábios na orelha dela, sentindo os cachos macios e cheirosos roçarem em sua bochecha.

— Eu sou qualquer coisa, Hermione, mas não sou uma dama. — sussurra para que apenas ela possa ouvir.

No momento em que seus olhares se encontram novamente, Hermione está com as pupilas dilatadas ao entender o que Pansy quis sugerir com a frase de duplo sentido.

— Vai me corromper?

— Você quer ser corrompida?

Não responde, não é preciso, o corpo de Hermione fala por ela.

Com Hermione em seus braços, Pansy nem percebe a viagem e fica surpresa por terem chegado rapidamente. Ela paga o motorista e sai do carro, esticando a mão para que Hermione possa se apoiar nela.

Caminham lado a lado, de mãos dadas, rumo à casa de Hermione. A estrutura, apesar de pequena, parece aconchegante. O lado externo tem um ar familiar, mesmo em cores claras e neutras.

Pansy percebe que as mãos de Hermione tremem levemente quando ela tenta enfiar a chave na fechadura e erra algumas vezes. Tenta acalmá-la, apoiando a mão na lombar dela e fazendo desenhos sem formas com as pontas dos dedos, parece dar certo, já que a porta é aberta rapidamente. Hermione entra primeiro, lembrando do que Pansy falou no carro, e a morena a segue, adentrando a casa.

Dentro, depois que a luz é acesa, Pansy vislumbra que é exatamente imaginou que seria: organizada e sem muita decoração. Hermione vivia correndo pelos corredores devido às aulas extras que fazia, mal tinha tempo para fazer refeições nos horários corretos, então, uma casa prática faz sentido com a persona da jovem. Porém, Pansy não queria perder tempo avaliando a casa de Hermione. Se coloca na frente dela e dá um pequeno sorriso, para acalmá-la.

— Hermione, você é tão linda. — ela sussurra e levanta a mão até o rosto dela, roçando o dedão na bochecha saliente. — E eu quero muito te beijar.

— Então me beija. — ela pede em um sussurro.

Pansy avança, acabando com o espaço entre elas, e a beija com toda a fome que sente por ela. Queria conseguir se segurar, ir com calma e devagar para não assustá-la, mas não consegue. O desejo que sente por Hermione é tão latente, que só pode traduzi-lo por meio desse beijo ardente.

As línguas se encontram e é como um choque elétrico pelos corpos das mulheres, Pansy aperta o quadril de Hermione, sentindo a pele macia ao preencher a mão com a carne quente. O suspiro que ela solta em seus lábios é o suficiente para que puxe o vestido de Hermione para cima, o tirando do corpo com curvas deliciosas, sem se importar onde está jogando os tecidos.

Os lábios de Pansy escorregam até o pescoço dela, dando beijos e chupadas leves, se preocupando em não deixar marcas; uma voz irritante no fundo de sua mente a lembrava da existência do maldito namorado de sua garota perfeita. Hermione, não muito atrás, também começou a tocar em Pasny, explorando outro corpo feminino pela primeira vez.

É bom. Delicioso.

Assim que as mãos habilidosas abrem o sutiã claro, que contrasta com a pele escura, e o joga em alguma direção da sala-de-estar, Hermione aproxima o corpo, o que faz seus mamilos salientes se esfregarem contra o tecido da blusa que Pansy usa.

Ela, entendendo o que o corpo de Hermione precisa, leva as mãos até os mamilos e os esfrega com os dedões, estimulando a pele enrugada. Sua boca se enche de água e ela curva o corpo para tomar o seio direito em sua boca, sem deixar de estimular o outro.

Sua língua brinca com o mamilo, o rodeando e o lambendo, mas finalmente ela suga, tirando um gemido dela que faz Pansy sentir sua boceta pulsar de desejo. Ela chupa mais forte, mordiscando e lambendo, dando toda a sua atenção para responder aos anseios de Granger.

Ela se afasta, observando o rosto de Hermione. Os lábios grossos estão entreabertos e molhados, as narinas dilatadas e os olhos cerrados, mas, por baixo dos cílios, é possível perceber as pupilas preenchendo todo o castanho dos olhos dela.

— Você parece uma deusa, é a minha perdição. — confessa, antes de se ajoelhar, retirando a calcinha dela conforme se abaixa.

A visão que tem é a mais espetacular. Os fluidos de Hermione chegam às coxas, as deixando molhadas, e, quando a luz do apartamento a toca, a deixa brilhante. O cheiro deixa Pansy de pernas bambas e ela se segura nas coxas de Hermione para se manter de joelhos. Se aproxima mais e beija toda a pele exposta para si, saborando ao lamber e chupar.

— Você é deliciosa, Hermione.

— Pansy, eu preciso de você. Por favor!

E Pansy dá a ela o que ela pede. Pansy afunda a língua nos lábios carnudos, sentindo o calor abraçar sua língua. Ela usa os dedos para abri-la para si e volta a lamber, focando suas carîcias no clitóris inchado.

Hermione segura Pansy pelos cabelos e, então, apoia a coxa no ombro dela, facilitando o acesso em sua boceta. Os lábios de Pansy se fecham sobre o clitóris de Hermione e, para ela, é o fim. Um orgasmo a atinge com tanta força que é preciso se apoiar nos ombros de Pansy para não cair.

— Isso foi… Isso nunca aconteceu assim antes.

— Amor, eu posso fazer coisas que nunca fizeram com você durante à noite toda.

— À noite toda, é? — Hermione ri fraco, tirando a coxa do ombro de Pansy.

— Sem desistir, amor. Eu prometo que te farei bem à noite toda.

— Não, agora é a minha vez de te fazer bem.

Pansy abre um sorriso genuino, ansiosa pelo toque de Hermione, qualquer que fosse, se daria por satisfeita mesmo se ela dissesse que gostaria de passar a noite de mãos dadas assistindo a um filme qualquer na TV.

Hermione a pega pelo pulso, algo que parece estar se tornando uma coisa delas, e a leva para o quarto. Lá, Pansy não se preocupa em analisar o ambiente, ignorando qualquer outra coisa que não fosse Hermione e a cama. Elas voltam a se beijar, o gosto de Hermione presente no beijo, enquanto Pansy tira a própria roupa.

Ela empurra Pansy na cama cuidadosamente, e, com um sorriso safado que a deixa ainda mais excitada, seu short é retirado por ela. Hermione, muito mais lenta que Pansy, começa a tocá-la pelo tornozelo, deslizando as pontas dos dedos, enquanto sobe a mão, fazendo Pansy se contorcer pela tortura lenta e deliciosa.

— Você está me torturando?

— Eu sou uma ótima aprendiz, Pansy.

A garota ri e geme no minuto em que sente os dedos sobre sua calcinha. Seus olhos imploram e clamam por Hermione, suas pupilas dilatadas ao ponto que os olhos de avelã são impossíveis de serem vistos além do preto que domina o olhar.

— Hermione, por favor…

— Me deixe explorar isso. — ela pele e volta à lenta tortura contra Pansy, explorando o corpo dela com as mãos, tocando pontos sensíveis por cima do tecido da roupa íntima, sem tocar pele com pele.

O corpo da morena continua se contorcendo a cada novo toque, mas sua respiração encurtada tem como causa os sorrisos de Hermione que aparecem a cada resposta que tira de Pansy.

Finalmente, finalmente os tecidos são retirados de seu corpo e os lábios carnudos tomam o lugar das mãos quentes, explorando os mamilos pequenos, o vale entre os seios e a barriga macia.

Hermione ainda a olha de um jeit sensual antes de afundar o rosto em sua boceta. Pansy respira fundo e aperta a colcha abaixo de si, puxando o tecido com tanta força que é provável que rasgue em sua mão. Seu corpo dá espasmos, mas ela não deixa que essas respostas naturais a afastem de Hermione, ela força que seu corpo continue no mesmo lugar, recebendo os beijos e as chupadas dela.

— Porra, Hermione! — ela xinga e suas mãos voam aos cachos, a segurando no lugar. E, sem nenhuma surpresa, seu orgasmo chegou rapidamente. Não apenas pelo estímulo, mas por estar ali com ela.

Hermione se levanta e se joga ao lado de Pansy na cama, cruzando seus dedos e virando o corpo para encará-la.

— Eu estive sem sentido por um tempo em minha vida, como se nenhum caminho que eu estava percorrendo fosse o certo. Esta é a primeira vez em muito tempo que eu sinto que estou no caminho certo.

Pansy a puxa para si, a tomando nos braços. Ela afunda o rosto nos cachos, sentindo o cheiro adocicado a entorpecer.

— Eu sinto a mesma coisa quando estou com você.

E, sem que precisassem falar mais, elas voltam a se beijar e a se tocar, compartilhando uma noite de segredos sem palavras e de um pecado certo abençoado pelo destino.

No outro dia, Pansy acorda com a luz cinza que entra pela janela do quarto de Hermione; os pingos de chuva batem contra o vidro, o que a faz não conseguir continuar deitada. Ela olha para o lado, vendo Hermione dormir pesadamente, e se aproxima, dando um beijo na testa dela. A garota se mexe e Pansy puxa o cobertor para cobri-la melhor, impedindo o ar relativamente gelado chegar a ela.

Ao se levantar, Pansy pega sua lingerie no chão do quarto e veste, indo para a cozinha apenas com a roupa íntima. Ela mexe nos armários e na geladeira, entendo que, depois da noite de ontem, não haveria necessidade de ter vergonha de abrir a geladeira de Hermione, para verificar o que poderia fazer de café-da-manhã.

Por sorte, Hermione parece levar uma vida saudável, já que encontra frutas, castanhas e iogurte para complementar o que irá cozinhar: ovos e salsichas. Está terminando de montar o prato quando Hermione entra na cozinha, usando a blusa oversized da morena, que viaja o olhar sobre as coxas à mostra e engole em seco.

— Eu não encontrei minhas roupas. — explica.

— Minha roupa caiu perfeitamente em você. — Pansy sorri e se aproxima de Hermione, a envolvendo pela cintura, fazendo a blusa levantar perigosamente. — Hum… Muito bem. — diz e segura mão dela, a fazendo dar um giro no próprio eixo, o que a faz rir. — Bom dia! — dá um selinho nela e depois distribui beijinhos pelo rosto redondo.

— Bom dia. Dormiu bem?

— E tem como dormir mal com você ao meu lado?

As bochechas de Hermione ficam em um lindo tom de rosa, que se destaca na pele marrom. Ela solta um suspiro e deita a cabeça no ombro de Pansy.

— Preciso terminar com Ron.

Pansy levanta a mão fazendo um formato de concha para massagear o couro cabeludo de Hermione sem arruinar os cachos que sobreviveram à noite anterior.

— É o que quer fazer?

— É o certo… — o silêncio perdura por alguns segundos. — Mas, sim, é o que eu quero fazer.

— Então estarei aqui por você. — "Eu te roubaria dele, de qualquer forma", pensa, sem demonstrar com suas feições seus pensamentos sórdidos.

— Obrigada, Pansy.

— Shh, agora vamos tomar nosso café-da-manhã e, mais tarde, voltamos para a realidade.

— Sim, é uma boa ideia, eu ainda quero viver nessa fantasia por um tempo.

— Ei, isso não precisa ser uma fantasia. Basta dizer as palavras.

Hermione sorri, levantando a cabeça para encarar os olhos cor de avelã de Pansy, e assente, antes de voltar a deitar o rosto no ombro dela e continuar em seu abraço que tem o calor da nostalgia de algo certo. Finalmente, Hermione sente que algo está certo em sua vida. Finalmente, Pansy consegue sentir o coração batendo na cadência certa, como se Hermione fosse o que precisava para respirar do jeito certo.

Tudo está como deve ser. Como o universo desenhou.


Notas finais: "Boyfriend" (Dove Cameron) foi uma música que ficou na minha cabeça desde o primeiro dia em que a ouvi e não consegui parar mais de escutar. E, desde a primeira vez, sabia que queria escrever uma fanfic panmione baseada nessa música. O núcleo favoreceu que essa ideia fosse para frente depois de termos, na oficina, o debate sobre songfic.

Eu adoro o casal e adorei escrever um pouquinho sobre elas. Espero que tenham gostado!