Olá, gente! É bom estar aqui novamente e finalmente finalizando essa história que gosto tanto. Em alguns dias postarei ela completa, mas não se preocupem que logo logo estará tudo completinho para vocês! Enquanto isso aproveitem e se deleitem com essa história.
Beijos... e quem sabe até a próxima fanfic!
Edward a viu deitada sobre o carro que lhe fazia lembrar daqueles que tinha visto estacionados ao longo da praia dias a fio. Estava horrível, coberto de buracos de ferrugem, sem uma das maçanetas. Ela, porém, era linda, pernas e braços longos e corpo curvilíneo. Cabelos castanhos escuros da cor de pelos de foca lhe emolduravam o rosto de ângulos pronunciados. Quando ele a vira na praia, muitas marés atrás, tinha logo sentido que ela era a sua escolhida: uma menina que adorava os recifes e para quem a lua era um tesouro. A espera fora pavorosa, mas ele tinha observado os hábitos dela e planejado como se aproximar. As coisas não estavam indo de acordo com seus planos, é claro, mas ele ia encontrar uma forma de fazer tudo dar certo.
- Esposa? - E seu coração se acelerou ao dizer isso, chamá-la pelo que era, finalmente dizer essa palavra a ela. Ele se aproximou do carro, não chegando perto o suficiente para tocá-la, mas perto, ainda assim. Depois de tantos anos sonhando em encontrar uma esposa, era inebriante estar tão perto dela. Talvez não fosse como ele havia imaginado, mas mesmo assim era.
Ela se levantou, os pés roçando contra o capô do carro.
- Do que foi que me chamou?
- Esposa. - E ele se aproximou dela, devagar, as mãos dos lados do corpo. Por mais mortais que ele já tivesse observado ou fossem quantas fossem as outras que tinha conhecido, ele ainda vacilava. Obviamente, chamá-la de "esposa" não era a tática correta. Ele voltou a tentar. - Não sei seu outro nome ainda.
- Isabella. Meu único nome é Isabella. - E ela moveu-se, para sentar-se com as pernas dobradas para um lado, posição típica de uma selkie.
Foi encantador. Mas as palavras dela não foram nada encantadoras.
- Não sou sua esposa. - disse ela.
- Sou Edward. Gostaria de...
- Não sou sua esposa - repetiu ela, um pouco mais alto.
- Gostaria de dar um passeio comigo, Isabella? - E adorou dizer o nome dela: Isabella, minha rocha, meu porto, minha Isabella.
Só que, quando ele chegou mais perto, ela ficou tensa e olhou para ele com a mesma expressão cautelosa que ele vira na praia. Ele gostou daquela hesitação. Algumas mortais que conhecera na praia quando estava naquela forma tinham se disposto a deitar-se com ele imediatamente, sem nem mesmo trocar muitas palavras. Tinha sido bom, mas não era isso que ele queria de uma esposa. A falta de significado o entristecia: ele queria que todo toque, toda carícia e todo suspiro fossem importantes.
- Gostaria de dar um passeio comigo, Isabella? - E ele abaixou a cabeça, fazendo seus cabelos caírem para a frente, numa posição tão humilde quanto possível. Estava tentando mostrar que não era uma ameaça para ela. - Gostaria de falar com você sobre nós, para podermos nos entender mutuamente.
- Bella? - Uma versão mais velha de sua companheira, provavelmente a mãe de Isabella, apareceu, a luz iluminando-a por trás. - Quem é seu amigo? - E sorriu para ele. - Meu nome é Renee.
Edward avançou na direção da mãe de Isabella.
- O meu é Edward. Eu...
- Nós estávamos de saída - disse Isabella. E agarrou a mão dele, puxando-a. - Para tomar chá.
- Chá? A esta hora? - A mãe de Isabella sorriu, achando graça, pela cara que fez. - Claro, querida. Mas volte para casa depois do nascer do sol. Vamos todos dormir até tarde amanhã.
