Edward encontrou Isabella sentada no recife, mas ela não parecia feliz. Parecia que tinha chorado.

- Oi.

Ela olhou para ele, apenas de relance.

- Tudo bem? - Ele achava melhor não sondar muito: ainda achava que ela não havia o aceitado completamente em sua vida.

Em vez de responder, ela estendeu a mão para ele.

Ele se sentou atrás dela, e ela recostou-se no namorado, deixando-se abraçar por ele. As ondas passaram sobre o recife exposto e subiram a laje rochosa onde estavam sentados. Ele suspirou ao sentir o toque da água salgada. Seu lar. Não podia imaginar que um dia se sentiria feliz assim: sua Isabella e sua água, ao mesmo tempo, contra sua pele.

"Uma perfeição... só que Isabella está triste."

- Eu não esperava... amar assim, principalmente tão cedo. Quero que você seja feliz - disse ela. - Mesmo que não seja verdade...

- Mas é - disse ele, tirando o colar de pérolas e pendurando-o no pescoço de Isabella. - E estou feliz.

Ela soltou um gritinho de surpresa e passou as pontas dos dedos sobre as pérolas.

- Não posso... - E balançou a cabeça. - Sente saudades?

- Do mar? Está bem aqui.

- Mas sente saudades... de se transformar e ir para lá? Conhecer outras pessoas? - E seus músculos se contraíram entre os braços dele.

- Nunca mais vou me separar de você - disse ele, para confortá-la. Sua mãe costumava olhar o mar como se fosse um inimigo que roubaria sua família se ela não tivesse cuidado. Não era isso o que ele queria. Ele voltou a abraçar Isabella. - Estou exatamente onde preciso estar.

Ela assentiu, mas Edward sentiu as lágrimas da amada lhe molharem as mãos.