Disclaimer: Saint Seiya não me pertence e, sim, a Masami Kurumada, Toei e cia.

Texto em itálico se refere a flashbacks, quando houver.

Texto normal se refere ao presente.

Obs.: fic derivada de ALSA Gaiden - Unconditionally, capítulos 26, 27 e 28.

ALERTA +18: ao final do capítulo, há um diálogo bastante explícito e com termos que podem ser vulgares para alguns.

Músicas temas: Si no estás, de Iñigo Quintero, Espacio en tu corazón de Enrique Iglesias, La Bachata de Manuel Turizo, Jealous de Nick Jonas, Coño de Jason Derulo, Puri e Jhormountain, Contra La Pared de Sean Paul e J. Balvin e Loose Control de Teddy Simmons.

Capítulo único

Era impressão dele ou parecia que haviam trovões mesmo que o sol estivesse brilhando e quase não houvessem nuvens?

Havia perdido totalmente o bom humor depois daquela discussão com Julia. Como ela poderia acreditar que ele havia flertado com Hilda? Julia não sabia o quanto era louco por ela?

Ele acreditava que tinha deixado claro o quanto a amava, mas parece que não adiantava. Então, ele não iria correr atrás. Aqueles sentimentos só atrapalhavam. Ele era um Cavaleiro de Ouro, tinha seus deveres com o Santuário. Deveres que precisava dar atenção.

Tinha descido para Capricórnio e andava com passos duros pelo salão. Atravessou-o rapidamente e chegou ao jardim. Um gramado verdinho com um caminho de pedras que serpenteava por entre arbustos e dava em uma área calçada com jardineiras repletas de piornos amarelos, característicos de sua região natal na Espanha, em torno de uma fonte bem ao centro do pátio.

E estancou assim que sentiu o aroma das murtas, flores que a escorpiana adorava e que Saori havia feito questão que plantassem no jardim da décima Casa. As pequenas árvores contornavam todo o jardim à sua esquerda e a direita, enquanto a fonte guardava a entrada de sua casa. Casa que agora dividia com Julia.

Cerrou os olhos e respirou fundo.

Aquele perfume delicado e adocicado invadiu suas narinas e lhe entorpeceu, lhe deixando totalmente sem rumo. As marcas na testa de seu mau humor relaxaram só um pouco.

A raiva era um veneno que corria em suas veias, mas aquela distância entre os dois não era normal.

Ouviu os passos e a voz dos amigos logo atrás de si e virou-se para eles com o olhar azedo. Cadê sua paz?

Shura estava mau humorado em casa. Mas os dourados já estavam acostumados com o mau humor do amigo.

– Você precisa sair e beber para melhorar esse humor. - Kanon declarou.

– Se eu estou de mau humor, a culpa é desse inseto. - Não perdeu a oportunidade de usar o apelido maldoso que Aiolia havia dado ao Escorpião.

– Quem mandou ficar de sorrisinho com a Hilda? - Milo alfinetou, cruzando os braços.

– Eu não fiz isso.

– Sou obrigado a concordar com o Milo nesse ponto, Shura. Você ficou todo cheio de sorrisos para ela, quando estávamos em Asgard. - Aiolos disse.

– Ficou mesmo. - Concordou Saga.

– Até vocês?

– Mas isso não quer dizer que tenha traído a Julia. - Saga acrescentou, dando uma indireta para o escorpiano.

– Não aconteceu nada entre eu e a Hilda. Apenas fui gentil com ela.

– De qualquer maneira, as meninas querem sair e nós vamos junto para beber. Você precisa relaxar e esfriar a cabeça. Depois, você conversa com ela. - Kanon empurrou o capricorniano pelos ombros para dentro. - Vá se arrumar. Daqui 40 minutos, lá em casa.

.

Depois de tomar um banho morno, que fez relaxar seus músculos, o espanhol estava no quarto, apenas de jeans, quando Julia entrou para pegar suas roupas.

Deu de cara com as costas e os ombros largos, cobertos pela toalha branca felpuda que usava para secar os cabelos e ficou sem ar. O estômago esfriou e deu uma pirueta, em um misto de emoções.

Shura de torso nu e secando os fios negros era uma visão e tanto. Mas ainda estava brava com ele. Então, que se danasse o quão sexy aquele homem era.

Pegou o que precisava, enfiando em uma bolsa com pressa e saiu, sem dizer uma palavra.

O Cavaleiro permaneceu frio durante todo l tempo, mas quando Julia saiu, suspirou. Não tinha feito nenhuma menção de falar com ela, mas…

Terminou de se vestir e desceu a Gêmeos como o combinado. E, apesar da presença de Milo, estar com os amigos, jogar conversa fora, divertir-se com as piadas deles lhe fez ficar mais leve.

No entanto, quando as garotas chegaram e Julia apareceu naquele vestido preto de vinil, engoliu em seco.

Fingiu não reparar, por orgulho, mas a verdade é que seu corpo se eriçou inteiro e reagiu àquele vestido da maneira mais masculina que poderia. O olhar desviado dela fez, porém, o frustrou.

Sabia que Julia ainda o amava, não seria isso que mudaria os sentimentos dela. Mas sabia que se se afastasse, perderia o espaço no coração dela.

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A surpresa foi tanta quando viu a mão estendida para si, que olhou dela para os olhos negros que a encaravam. Aquilo não era do feitio de Esdras, mas a bachata soava, cantada por um dos presentes no karaokê, e ele insistiu.

– Bailamos?

Segurou a mão que a puxou firme para si e a conduzia, a outra mão na cintura, possessivamente, a manteve no lugar, enquanto os quadris se moviam e os pés lhes levavam pela pista, dois passos por vez.

Shura afastou-a com uma das mãos e os dedos dela deslizaram pela camisa branca até seus cotovelos, ele a girou e a trouxe de volta, o peito e o abdome firme impedindo-a de cair.

– Eu ainda estou brava com você. - Ela soltou a mão dele e se afastou, após a dança acabar.

– Julia…

– Shura, você flertou com outra, sendo que tinhamos acabado de…

– Que no! Que no ha pasado nada. - Exasperou.

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Após a bachata e sua tentativa de fazer as pazes ter dado errado, o humor do capricorniano voltou a ficar taciturno e não estava com nenhuma vontade de ir para aquela boate. Ainda mais porque a escorpiana dançava sem se importar com nada nem ninguém. Muito menos com ele.

Shura, então, notou Julia dançando em um canto da pista. Bem próxima a um rapaz que a comia com os olhos. Afinal, aquele vestido preto de vinil era um pouco justo demais para seu gosto. A saia curta batia na altura do meio de sua coxa e as pernas torneadas pela natação estavam realçadas por uma sandália de salto alto fino presa ao tornozelo por uma tira larga preta com tachas.

Outra parte de seu corpo que ficava em destaque demais naquele vestido eram os seios dela. Aqueles seios redondos e volumosos que eram só dele, estavam sendo encarados por outro homem.

Mas o pior… foi quando o espanhol reconheceu a palavra em seu idioma natal que era constantemente repetida no refrão da música que começou a tocar. Como ela tinha coragem de dançar aquilo? Ela sabia o significado, é claro.

Ela sabia que coño significava a parte íntima feminina!

Sem pensar duas vezes, Shura levantou-se de onde estava e saiu, pisando duro, atravessando a pista de dança até chegar onde ela estava. Sem uma única palavra sequer, pegou seu braço e a puxou, arrastando-a para fora da pista e para a área próxima a entrada da casa noturna, onde o som estava mais abafado.

– Shura, você está me machucando! - puxou o braço de volta com força.

– Você está louca de dançar aquilo?

– Qual o problema? - perguntou desafiadoramente.

– Você sabe o que coño significa.

– E daí?

– E daí que você estava dançando isso com outro homem. - ele falou entre dentes.

"Bingo! A Sheila tinha razão".

Aproximou-se perigosamente e a encurralou contra a parede. Com uma mão no pescoço dela - sem apertar - colou o corpo no dela e tomou os lábios carnudos com ferocidade, enquanto permitiu que, pelo cosmo, ela pudesse ver as lembranças dele daquela maldita missão. Os pensamentos que perturbavam sua mente, assim como agora.

Mesmo concentrado na missão, tudo que Shura queria era estar com Julia, era abraçá-la, beijá-la, tocá-la. Era fazer amor com ela até que seu corpo estremecesse e ela gritasse seu nome.

Quando ele liberou sua boca, disse, ofegante.

– ¿Te das cuenta de que soy loco por ti o quieres que te dibuje?

Julia o encarou com um sorriso de canto por um segundo e o empurrou contra o outro lado do corredor, se apoderando da boca dele ao mesmo tempo em que se pressionava contra aquele corpo sexy, bem no momento em que J. Balvin cantava o refrão Contra la Pared.

O moreno pego de surpresa, agarrou sua cintura e deslizou as mãos para a bunda, apertando-a por cima do tecido e correspondeu mordendo o lábio inferior dela.

O beijo possessivo foi apartado por Shura, que correu os lábios quentes pelo pescoço da escorpiana enquanto ela dançava a música, rebolando colada a ele, entre as pernas grossas do espanhol. As mãos calejadas dos treinos deslizaram subindo pela lateral do quadril, pelas costelas. Uma permaneceu ali enquanto a outra subiu mais um pouco, até a lateral do seio esquerdo e o cobriu, apertando de leve.

A cabeça de Julia pendeu para trás e um suspiro escapou de seus lábios, fazendo-o quase perder a noção de onde estavam. Mas bem na hora, um segurança que passava - aparentemente distraído - parou ao lado, piscou algumas vezes, confuso, e então, os viu.

– Ei! Se querem fazer isso, vão para a área privê.

Levaram um susto e então, pediram desculpas, rindo, e Esdras, ficou vermelho como um pimentão, morto de vergonha, enquanto a namorada o puxava pela mão para a pista de dança.

.

A noite lhe pareceu longa, longa demais, enquanto não podia tirar aquele maldito - ou seria bendito? - vestido e estar nu, dentro dela, fazendo-a gozar uma, duas, três, quantas vezes pudesse.

Enfim, haviam chegado a Capricórnio e estavam a sós e agradecia a todos os Deuses por isso. Mal haviam colocado os pés para dentro de casa, se agarraram e beijaram com todo o desejo acumulado desde aquele momento dos amassos na boate.

Afobada, a escorpiana desabotoou a camisa dele, que a ajudou a despir a peça social e em seguida, rapidamente, puxou o zíper e baixou as alças, liberando os seios que cobriu com a boca, mordeu de leve e os chupou, apertando com as mãos no processo.

Julia fez o mesmo com o jeans que cobria a virilidade do capricorniano e se desfez o mais depressa possível da calça, masturbando-o por alguns instantes até que ele afastou-se um pouco e puxou o vestido por cima da cabeça dela e retirou sua calcinha.

Shura a empurrou, de forma um pouco rude e de costas para si contra a primeira parede que havia em seu caminho, prensando-a com a ereção latejando em suas nádegas.

Permitindo-se não ter delicadeza naquele momento em que pura luxúria tomava o lugar de toda e qualquer razão, penetrou em um único e forte movimento, ganhando um gritinho de prazer em troca.

Julia o havia torturado e provocado a noite toda, de ciúmes a desejo. Agora, ia fodê-la sem dó. Estocava forte e rápido, os dedos afundando e marcando a pele branca do quadril dela.

– Esto es… para que sepas… que este coño… es mío. Solo mío y solo yo puedo follarte. - declarou com um grunhido grave e baixo no ápice do seu tesão, enquanto a namorada arfava, já quase gozando. - Ahora, te corras en mi polla.

O espanhol aumentou ainda mais o ritmo, fazendo com que o clímax feminino viesse e liberando um dos orgasmos mais deliciosos que já experimentara na vida.

Ofegante, encostou o tronco sobre o da brasileira que começou a rir, deliciada.

– O que foi?

– Preciso te deixar com ciúmes mais vezes. - virou-se para ele.

– Nem pense nisso. - Ele segurou o rosto delicado com uma das mãos, encarando fundo os olhos verdes, enquanto se apoiava na parede com a outra. - Eres mi vida… Y soy todo tuyo… Corazón, alma, todo.

– Hasta la polla? - deu um sorriso safado, masturbando-o e preparando-o para mais uma rodada.

– Tuya y de nadie más. - deslizou a mão pelo corpo da mulher e beijou seu ombro, já sentindo ficar duro novamente.

x.x.x

AAAAAAAAAHHHHHH!

EU ESTAVA LOUCA PARA ESCREVER ISSOOOO!

Hahahaahahhaa

Olás! Eu resisti, mas foi mais forte que eu… Mentira. É que, gente, o Shura… ai, ai…

Depois que terminei o capítulo de Unconditionally, eu precisava dar continuidade, porque eu imaginei tantas vezes essa cena, que eu precisava, mesmo, colocar ela no mundo.

Eu geralmente imagino o Shura sendo o tipo de cara que não fala coisas vulgares. MAS… eu imagino ele, sim, bem safado, dominador (embora eu tbm goste de dominar), possessivo (que isso a Cris deixou bem claro em ALSA) e sexy na hora do sexo.

E essa fala dele, que deixo a tradução abaixo, martelava na minha cabeça.

Sei que estou expandindo ainda mais o Multiverso de ALSA e que o casal Shura e Julia tem tido um pouco mais de destaque, mas para que não monopolize. Unconditionally, eu criei essa fic…

Espero que tenham gostado!

Tradução:

– Isso é… para que você saiba… que esta buceta… é minha… só minha e só eu posso te foder. Agora, goze no meu pau.