A fachada da loja parecia mais sombria do que o habitual, com as janelas exibindo um brilho fraco vindo de dentro. Do lado de fora, bruxos e bruxas jaziam no chão, todos imersos em um sono profundo. A cena era ao mesmo tempo desconcertante e preocupante.
Ron Weasley abriu a porta com um leve rangido, revelando um interior que parecia ainda mais misterioso do que a fachada sugeria. Um cheiro doce pairava no ar, envolvendo Ron e Nichols imediatamente. O aroma era uma mistura de flores exóticas e ervas raras, criando uma atmosfera etérea e inquietante.
O interior da loja estava repleto de artefatos mágicos de todos os tipos: cristais reluzentes, espelhos encantados, frascos de poções cintilantes e livros antigos com capas de couro desgastadas. A luz suave das velas iluminava o ambiente, projetando sombras dançantes nas paredes forradas de prateleiras.
No centro da loja, uma figura solitária jazia no chão, imersa em um sono profundo. Ao se aproximar, Ron reconheceu o rosto familiar de Lucius Malfoy, o ex-Comensal da Morte e ex-prisioneiro de Azkaban.
"Lucius Malfoy" disse Ron, surpreso.
Nichols parecia surpresa e perguntou: "Ele não estava em Azkaban?"
Ron suspirou e disse: "Ele foi libertado hoje."
Seus olhos se arregalaram e ela disse: "E já no centro de toda essa confusão..."
Ron suspirou novamente e disse: "Aposto que Moody vai adorar isso."
Lucius estava vestido impecavelmente, como sempre, com seu manto negro alinhado e seu longo cabelo loiro espalhado ao redor de sua cabeça como uma coroa desgrenhada. Ele segurava uma bengala de ébano com detalhes em prata, que havia caído ao seu lado. A cena era surreal, como se o tempo tivesse parado naquele momento específico.
"O cheiro doce é muito forte aqui. Pode estar relacionado à magia que causou esse sono profundo" disse Ron, enquanto inspecionava atentamente o interior da loja Olho de Cristal. Ao seu lado, Nichols anotava cada observação em seu caderno, com uma expressão concentrada.
De repente, ela se virou e caminhou até a porta dos fundos. Momentos depois, voltou com uma expressão ainda mais preocupada. "Ron, há algo que você precisa ver" disse ela, gesticulando para que ele a seguisse.
Ela o conduziu a uma pequena sala nos fundos, onde dois funcionários estavam imersos em um sono tão profundo quanto as pessoas do lado de fora da loja. "Tentei o feitiço de despertar neles, o mesmo que usei lá fora, e simplesmente não funcionou. Eles não acordaram" explicou Nichols, claramente mostrando sua frustração.
Ron examinou os funcionários da porta, mantendo sua varinha levemente apontada na direção de Malfoy, pronto para agir caso ele tentasse escapar. "Isso sugere que o epicentro da magia que causou isso estava bem aqui, dentro da loja. Se o feitiço de despertar falhou, é porque a magia agiu com mais força aqui" concluiu ele, ponderando as implicações.
Nichols concordou, anotando a nova informação. Enquanto isso, Ron mantinha os olhos em Lucius, observando cada movimento do ex-Comensal da Morte, garantindo que não houvesse fugas inesperadas enquanto tentavam resolver o mistério do sono profundo que havia acometido o Beco Diagonal.
Ron começou a murmurar feitiços de detecção enquanto se aproximava da bengala de Lucius. Ao tocá-la, sentiu a textura fria e lisa da prata sob seus dedos e franziu a testa. "Há algo estranho aqui" disse ele, e Nichols rapidamente anotou isso em seu caderno. "Esta bengala é claramente feita para guardar uma varinha, mas está completamente limpa, sem nenhum traço de energia mágica. É como se fosse nova. Isso é exatamente o que está acontecendo em todo o Beco Diagonal, é como se toda a energia mágica tivesse sido drenada do ambiente."
Nichols olhou para Ron, animada. "Acho que encontramos o culpado!"
Ron sorriu e disse: "Calma, Nichols. Esta é uma pista importante, mas ainda não temos prova concreta. Venha aqui e me ajude a virá-lo para pegar a bengala."
"Precisamos agir rapidamente" disse Ron, com urgência na voz. "Se Lucius Malfoy estiver envolvido, isso pode ser ainda mais perigoso do que imaginamos. E considerando que a Ministra da Magia foi afetada pelo feitiço, percebemos que se trata de alguém que não tem medo do Ministério."
No momento em que Ron estendeu a mão para pegar a bengala, Lucius se moveu com a velocidade de um raio. Sua mão agarrou o pulso de Ron com uma força surpreendente, seus olhos se abriram de repente enquanto ele se sentava com um movimento ágil e fluido.
"Este é o modus operandi dos Aurores agora, investigar itens mágicos em vez de prestar socorro às vítimas?" disse Lucius, sua voz fria e cortante. "Lamentável!"
Ron lutou para se libertar, mas o aperto de Lucius era implacável. "Solte-me, Malfoy" disse Ron, tentando manter a calma.
"Solte-o, Malfoy" disse Nichols, apontando sua varinha para Lucius.
Ele observou a jovem bruxa e soltou Weasley com um sorriso. "Parece que a situação mudou para o senhor, não é, Sr. Weasley? Parece que agora é o senhor que tem um sidekick".
Nichols, guardando sua varinha e erguendo o queixo com dignidade, respondeu: "Não sou sidekick, Sr. Malfoy. Sou uma Auror em treinamento e posso mostrar minhas credenciais." Ela falou enquanto exibia sua identificação para Malfoy.
Lucius olhou para o documento com um toque de diversão e disse: "Muito bem, Srta. Nichols. Agora me sinto um pouco mais tranquilo sabendo que o Sr. Weasley e uma Auror em treinamento" enfatizou a palavra 'treinamento' e continuou "Estão remexendo nas posses dos inconscientes em vez de prestar assistência. Eu me pergunto sobre o tipo de treinamento que os Aurores estão recebendo hoje em dia" acrescentou, levantando-se e ajustando seu manto.
"Estamos aqui para ajudar" respondeu Nichols. "Todo o Beco Diagonal caiu misteriosamente no sono, incluindo a Ministra da Magia. Há medibruxos em todos os lugares prestando socorro aos afetados. Precisamos reunir informações o mais rápido possível antes que as pistas desapareçam."
Lucius ajustou suas vestes e respondeu: "Entendo."
Nichols, notando a postura desdenhosa de Lucius, tentou torná-lo mais cooperativo. "O senhor não parece compreender a magnitude da situação, Sr. Malfoy. Com exceção de Gringotes, todo o Beco Diagonal está em um sono profundo, e o senhor estava no epicentro. Parece que toda a energia mágica foi drenada deste lugar. Não há energia residual de feitiços, o que é altamente incomum para uma loja que vende itens mágicos."
Ron continuou: "E outra coisa estranha é que sua bengala não tem nenhum traço de energia mágica, como se nunca tivesse sido usada. Como você explica isso? E o que você estava fazendo aqui? Veio se encontrar com alguém? Logo no dia em que saiu de Azkaban?"
Lucius estreitou os olhos, um olhar de desdém cruzando seu rosto. "Quantas perguntas senhor Wesley. Tente respirar enquanto fala, isso vai lhe fazer mal. Quanto às suas perguntas: Eu estava na loja apenas para comprar uma nova bengala. Ela não tem energia mágica porque é nova, e eu nem sequer a paguei ainda. Veja?" disse ele, abaixando-se para pegar sua varinha caída, enquanto mostrava a bengala vazia.
Ron, observando atentamente, perguntou: "Por que sua varinha está tão longe? Estava duelando com alguém?"
Lucius sorriu sarcasticamente. "Não, Weasley. É porque desmaiei justamente quando estava tentando encaixar a varinha na bengala."
Nichols franziu a testa, ainda desconfiada. "O senhor deve concordar que é uma situação muito estranha, Sr. Malfoy. O Beco Diagonal cheio de pessoas inconscientes. As outras pessoas presentes nesta loja não acordaram nem com a indução mágica. Algo aqui não parece certo."
Lucius franziu a testa, irritado. "A verdade é muitas vezes simples, embora vocês prefiram teorias complicadas."
Ron suspirou, tentando manter o foco. "Se você realmente quer nos ajudar, então diga-nos exatamente o que sentiu antes de desmaiar. Qualquer detalhe pode ser útil."
Lucius olhou ao redor da loja, fingindo uma expressão tensa. "Senti uma energia estranha no ar, como uma carga elétrica, e um cheiro doce refrescante. Então, tudo escureceu."
Ron assentiu, anotando no caderno e suspirando. "Isso não ajuda muito, Sr. Malfoy. A loja ainda está saturada com esse cheiro que está se espalhando por toda a vizinhança. Não tem algo novo para compartilhar? Por menor que seja? Qualquer coisa suspeita?"
Lucius respondeu, com um leve sorriso aparecendo em seus lábios. "Talvez sim, parece que as calças boca de sino estão voltando à moda, e não acredito que isso seja natural."
Ron ergueu uma sobrancelha, não escondendo seu desagrado. "O senhor acha isso engraçado, Sr. Malfoy?"
Lucius exibiu um sorriso sutil, ajustando suas vestes elegantemente. "De fato, acho bastante curioso. Pelo que vocês relataram, o Beco Diagonal está experimentando sua maior violação de segurança em anos. Na verdade, não me lembro de nada assim ter acontecido antes. Anos atrás, se alguém tentasse lançar um feitiço dessa magnitude, o sistema de segurança dos Aurores faria uma equipe inteira aparatar ao lado da varinha responsável. Vendo todos vocês correndo como baratas tontas, mexendo em bengalas alheias, suspeito que ainda não têm ideia de quem causou este incidente. E como não tenho nada a ver com esta situação, estou particularmente entretido assistindo a este espetáculo no meu primeiro dia de liberdade."
Ron, visivelmente embaraçado pelo comentário mordaz de Lucius, respondeu: "Isso será resolvido em breve. Todos os Aurores disponíveis já estão aqui para lidar com este problema. Não descansaremos até descobrirmos o que realmente aconteceu."
Lucius olhou pela janela observando o movimento de pessoas e sorriu. "É disso que estou falando, jovem Weasley. O senhor fala como se este punhado de Aurores fosse algo significativo. Acredito que o senhor tenha mais irmãos do que isso."
Ron corou e se endireitou. Ele não era mais um estudante e queria mostrar isso. "Acredito que você não está em posição de ofender ninguém, especialmente não um Auror, Sr. Malfoy."
Malfoy riu e disse: "O senhor tem mais espírito do que seu pai, mas devo enfatizar que em nenhum momento o insultei. Apenas apontei seu grande contingente familiar. Se o senhor considera que ter muitos irmãos é um insulto, deveria reclamar com seus pais, não comigo."
À medida que a tensão aumentava dentro da loja Olho de Cristal, a porta se abriu com um estrondo, e Alastor "Olho-Tonto" Moody entrou, seus olhos mágicos girando enquanto avaliava a cena. Seu olhar imediatamente se fixou em Lucius Malfoy, que estava em pé, observando Ron com uma expressão calculista.
"Lucius Malfoy!" bradou Moody, sua voz ressoando pela loja. "Por que não estou surpreso? Você mal saiu de Azkaban e já está querendo voltar?"
Lucius ergueu uma sobrancelha, um sorriso sarcástico curvando seus lábios. "Sempre um prazer, Moody. Sua presença é tão reconfortante como sempre."
Moody avançou, seu rosto endurecido e seus olhos fixos em Lucius. "Corte as formalidades, Malfoy. Comece a explicar o que realmente está fazendo aqui."
Lucius suspirou dramaticamente. "Como já disse aos seus colegas, eu estava aqui para comprar uma nova bengala. E então, de repente, tudo escureceu."
Ron interveio, acrescentando seriamente: "Moody, Nichols notou que os atendentes nos fundos da loja não acordaram nem com indução mágica. Malfoy, por outro lado, acordou sozinho, sem qualquer ajuda."
Moody acenou com a cabeça em reconhecimento a Nichols e disse firmemente: "Nichols, chame uma equipe de medibruxos para levar os funcionários da loja." Então, virou-se abruptamente para Lucius Malfoy, seu olhar duro e penetrante. Sem perder um segundo, Moody sacou sua varinha com surpreendente velocidade e apontou-a diretamente para o peito de Lucius. Sua voz estava carregada de autoridade e ameaça: "Se você não der uma explicação convincente sobre isso, vou levá-lo para interrogatório agora mesmo."
Lucius levantou as mãos em um gesto de rendição, embora seus olhos brilhassem com uma mistura de irritação e resignação. "Moody, como eu poderia saber por que não sucumbi ao sono profundo como os outros? No entanto, posso supor que talvez os horrores que suportei nos últimos anos me tornaram mais resiliente do que a maioria."
Moody franziu a testa, sua expressão endurecendo. "Horrores, Malfoy? Porque as poucas pessoas que acordaram disseram que sentiram uma onda de deslumbramento e uma necessidade irresistível de se ajoelhar antes de dormir."
Lucius sorriu com um ar de superioridade e respondeu, sua voz suavemente melodiosa: "Ah, você se refere a isso? Permita-me elucidar, então. Mencionei ter experimentado apenas um sono profundo, mas para alguém atormentado por insônia crônica, tal sensação é sempre verdadeiramente maravilhosa. Dormir profundamente, mesmo que por um breve momento, é um luxo que não experimentei em anos. Peço desculpas por não mencionar isso antes, mas assumi que tal detalhe era irrelevante dada a gravidade da situação."
Moody estreitou os olhos, ainda desconfiado. "E sobre a necessidade de se ajoelhar? Todos que acordaram relataram sentir uma necessidade irresistível de se ajoelhar antes de dormir."
Lucius fingiu pensar por um momento, seus olhos brilhando com astúcia calculada. "Quanto a isso" disse ele, pausando deliberadamente para adicionar um toque dramático, "não lembro de nada sobre a necessidade de ajoelhar. Pelo que Wesley e Nichols mencionaram, este local foi o epicentro do evento. Talvez a proximidade de uma magia tão poderosa tenha me afetado de maneira diferente. Ou talvez minha mente tenha bloqueado esse detalhe. Afinal, quem pode realmente compreender os mistérios de uma magia tão intensa?"
Moody bufou, sua expressão endurecendo ainda mais. "Você realmente espera que acreditemos nessa história? Lucius Malfoy, notório por seus truques e manipulações, estava simplesmente passeando pelo Beco Diagonal, comprando bugigangas no dia do primeiro comício de reeleição da Ministra da Magia, que, aliás, é a historicamente mais odiada pelos conservadores? E que, por pura coincidência, todo o Beco Diagonal caiu no sono nesse exato momento? E para piorar, você, Lucius, estava no epicentro da confusão, mas foi o único capaz de acordar como se tivesse apenas tirado um cochilo, enquanto todos os outros na loja permanecem inconscientes, mesmo com tentativas de indução mágica? Essa história é tão absurda que parece uma piada."
Lucius manteve um sorriso, embora seus olhos brilhassem com um leve traço de irritação. "Presumo que algo tão prosaico quanto adquirir uma nova bengala deve parecer trivial para uma mente sempre pronta para grandes conspirações. Lamento desapontá-lo com minha existência monótona, mas como pode imaginar, estou completamente alheio ao cenário político. Nem sequer encontrei tempo para uma simples hidratação capilar, muito menos para me familiarizar com os candidatos atuais e suas plataformas."
Moody avançou um passo, sua voz caindo para um tom ameaçador. "Conheço o sua laia, Malfoy. Pode enganar os outros, mas não a mim. Você está envolvido até o pescoço nisso, e se não começar a ser mais útil, posso providenciar para que seu interrogatório seja em Azkaban. Talvez eles nos emprestem sua cela antiga."
Lucius ergueu a cabeça, seus olhos brilhando com uma mistura de desafio e desdém. "Ameaçar um homem sem provas? Isso é tão típico de você, Moody. Sempre pronto para tirar conclusões sem qualquer prova real."
Moody se aproximou ainda mais, seu rosto a poucos centímetros do de Lucius. "Não preciso de provas, Malfoy. Sua história fala por si só. E se está tentando esconder algo, eu vou descobrir. Não subestime minha determinação."
Lucius manteve o sorriso, mas estava claro que a proximidade de Moody e a intensidade de seu olhar estavam começando a incomodá-lo. "Revelei tudo o que sei. Se deseja persistir em suas acusações infundadas, prossiga como quiser. No entanto, não espere que eu invente histórias para alimentar suas fantasias."
Moody deu um passo para trás, seus olhos nunca deixando os de Lucius. "Muito bem, Malfoy. Mas saiba que estou observando cada movimento que faz. E se fizer algo suspeito, nem pense em escapar das consequências."
Enquanto Lucius Malfoy se preparava para deixar a loja Olho de Cristal, a porta se abriu com um estrondo, parando seus passos. Um bruxo mais velho, cuja presença imediatamente chamou a atenção de todos na sala, entrou no espaço. Ele olhou diretamente para Malfoy, um sorriso triunfante moldando seus lábios como se tivesse desvendado um grande mistério. Com uma voz firme, ele anunciou: "Não tão rápido, Sr. Malfoy. Por favor, fique um momento."
Dirigindo-se aos Aurores com um tom decisivo e autoritário, o bruxo continuou: "Usei a máquina no limite do perímetro como você sugeriu, Moody. A máquina não revelou nada, mas enquanto nos preparávamos para retornar, encontrei isto." Ele ergueu uma maleta que carregava, colocando-a com cuidado deliberado em uma mesa próxima. "Já a testamos, e não havia feitiços de segurança, mas havia algo muito interessante dentro." Ele abriu a maleta para revelar um mapa detalhado e meticulosamente desenhado de Azkaban, fazendo com que todos na sala se virassem abruptamente para encarar Lucius Malfoy.
Moody, com um brilho de triunfo nos olhos, aproximou-se de Lucius, ainda com a varinha em mãos. "Parece que hoje temos mais do que apenas coincidências e insinuações", murmurou, quase para si mesmo. "Este mapa, encontrado no dia da sua libertação de Azkaban e durante seu misterioso 'passeio' pelo Beco Diagonal, onde um evento inexplicável colocou todos para dormir... Bastante conveniente, não acha, Malfoy?"
Lucius olhou confuso para o mapa e depois para os rostos ao redor, cada um cheio de suspeitas e perguntas não ditas. Ele sabia que qualquer passo em falso poderia piorar sua situação. "Eu..." ele começou, sua voz vacilando ligeiramente.
Moody agarrou Lucius pelas vestes, arrastando-o em direção à saída. "Guarde suas explicações para o interrogatório, Malfoy", disse Moody firmemente, seus olhos fixos em Lucius. "Acho que teremos muito a discutir."
Lucius, com um movimento rápido e decisivo, puxou seu braço para se livrar do aperto de Moody. "Não há necessidade de força, Moody. Não estou oferecendo resistência. Posso acompanhá-lo para contar pela milésima vez minha versão dos eventos."
Os Aurores cercaram Lucius, formando uma barreira enquanto o escoltavam para fora da loja Olho de Cristal. A multidão, agora reunida do lado de fora, observava em silêncio, alguns com expressões de alívio, outros com curiosidade e desconfiança. Os murmúrios aumentaram enquanto Lucius, acompanhado pelos Aurores, avançava pela rua. Ele lançou um último olhar para o Beco Diagonal, agora cheio de curiosos e jornalistas anotando furiosamente em seus cadernos. Enquanto caminhavam, Lucius mantinha a cabeça erguida, tentando projetar uma calma que claramente não sentia. Ele sabia que sua vida estava prestes a se complicar ainda mais, mas tentava manter uma expressão inabalável.
