Resident Evil pertence a Capcom.
Imagem de capa retirada da internet, todos os direitos reservados aos autores.
Boa noite, meus amores! Tudo bem com vocês? Espero que sim!
Essa one faz parte de um desafio entre amigas. Espero que gostem!
Beijos Escarlates!
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
A chuva caía em abundância, e vários clarões de raios podiam ser vistos no céu escuro quando o táxi que trazia Leon parou em frente ao prédio onde ele morava. Após pagar o taxista e pegar seus pertences, o agente correu até chegar à porta do seu apartamento. Seu semblante cansado mostrava que havia passado vários dias insones, mas, mesmo assim, estava satisfeito, pois havia completado mais uma missão com êxito. Conseguira descobrir e desmantelar um novo laboratório da Umbrella Corporation.
Colocou a chave na fechadura, destrancou-a, abriu a porta e entrou no cômodo, que estava totalmente às escuras. Por fim, levou a mão até o interruptor e acendeu a luz, jogando suas coisas no chão de qualquer jeito. O vento forte que entrava no cômodo fez com que percebesse que a janela da sala estava aberta, o que o deixou em alerta. Ele sabia que alguém havia entrado ali. No mesmo instante, pegou sua pistola, que carregava na cintura, e, cuidadosamente, caminhou pelo apartamento, notando uma movimentação em seu quarto.
Foi até lá e apontou a arma em direção à pessoa que estava no cômodo. Mesmo que o ambiente estivesse escuro, conseguiu distinguir a dona da silhueta. Pensou em hesitar e abaixar a pistola, mas desistiu ao perceber que a mulher acendeu a luz do abajur e, logo em seguida, apontou uma arma em sua direção.
– Quanto tempo, Leon! Você demorou para chegar! – a mulher de cabelos curtos falou. – Vejo que está se saindo muito bem em suas missões. Parece que não precisa mais da minha ajuda – Ada soltou um risinho jocoso.– O que você está fazendo aqui? – o agente perguntou, desconfiado, pois ela nunca havia ido até seu apartamento. – E por que está apontando uma arma para mim?
– Ora, meu bem, não se faça de desentendido! Você sabe muito bem o que eu quero – disse, dando um passo em direção a ele.
– Não, não sei! – Leon respondeu, segurando a arma com mais força. – O que você quer?
– Eu quero as coordenadas de onde fica o laboratório. Simples! – Ada também segurou a arma com mais firmeza.
Leon arregalou os olhos ao ouvi-la. Era incrível como a mulher à sua frente sempre sabia de tudo. Ele se perguntava constantemente como ela conseguia ter acesso às informações sobre suas missões.
– Você está brincando, não é? Se me conhecesse, saberia que eu jamais te daria tal informação. Então, abaixe essa arma e vá embora! Não me obrigue a te matar.
– Me matar!? – Ada riu de novo. – Nós dois sabemos que você não consegue fazer isso, e é por isso que eu não vou embora, Leon! Me passe logo o que pedi. Anda! – disse, um pouco mais alto.
– Você acha que me conhece, Ada!? Sim, sou muito grato por todas as vezes que me ajudou, mas, se você se meter no meu caminho, eu irei matá-la sim – Leon soltou um risinho irônico. – E aí, o que vai ser!? – Ele puxou o gatilho de sua pistola, apontando a mira laser em direção ao peito da espiã. – Vai embora ou prefere tentar a sorte?
Ada ficou surpresa com a atitude de Leon; não esperava que ele reagisse dessa forma. Por alguns segundos, emudeceu, mas logo se recompôs. Ela tinha um objetivo claro ao estar ali e não sairia sem cumpri-lo. Com isso em mente, também puxou o gatilho de sua pistola, e ambos ficaram se fitando. A tensão era palpável, nenhum deles ousava piscar. Sabiam que nenhum cederia.
– Por favor, Ada, vá embora! – Leon tentou apelar para o bom senso da espiã uma última vez. Mas, ao ver a determinação estampada no olhar dela, não teve outra alternativa senão levar o dedo indicador ao gatilho de sua arma.
Sua mão suava pela tensão e expectativa. Ele tinha apreço por Ada pelas vezes que ela o havia ajudado, mas jamais se juntaria a ela ou entregaria informações sobre a localização do novo laboratório da Umbrella. Jamais compactuaria com algo que pudesse causar mais sofrimento a inocentes.
A espiã sorriu minimamente ao perceber que Leon não cederia. Rapidamente, arquitetou um plano. Prontamente, abaixou sua arma e se virou, subindo na janela. Leon, acreditando que ela havia desistido de obter as informações sobre o laboratório, abaixou sua arma também. Um erro que ele não deveria ter cometido — um policial jamais deve baixar a guarda.
Aproveitando-se disso, Ada pulou em cima de Leon, fazendo-o cair sobre o chão duro, e sua arma foi arremessada a alguns metros de distância.
– Ora, ora, você não deveria confiar tanto assim em seus inimigos – o sorriso jocoso voltou aos lábios de Ada. – Eu sei onde você escondeu a localização, então você não precisa estar vivo para me contar. — Ela sacou uma faca e já ia desferir um golpe, mas Leon, com muita agilidade, conseguiu conter o ataque.
— Você ter feito isso só mostra o quão dissimulada você é, Ada. Mas foi bom, porque agora paro de pensar que você é boazinha – disse ele, enquanto a empurrava, fazendo-a rolar para longe.
Quando se viu livre, Leon ergueu-se rapidamente, foi até onde sua arma estava, pegou-a e, quando Ada voltou a se aproximar, apontou novamente o objeto para ela.
– Não me subestime, Ada Wong. Dessa vez, não cairei em suas pegadinhas.
No mesmo instante, a agente interrompeu os passos, agora percebendo o quanto ele havia mudado. No entanto, ela ainda se apegava ao fato de que ele nada faria contra si. Por isso, mesmo com o alerta dado, avançou um passo em direção a ele e, nesse momento, um tiro ecoou por todo o apartamento. Seus olhos se arregalaram enquanto levava uma das mãos ao peito e sentia o gosto metálico do sangue em sua boca. Ali, teve a certeza de que estava totalmente errada em relação a Leon. Logo depois, seu corpo caiu sem vida sobre o chão.
Leon baixou o braço que segurava a arma e ficou observando o corpo sem vida de Ada sobre o chão frio do quarto. Estava sendo difícil para ele ver tal cena, porque, apesar de saber quem Ada era, ela havia o ajudado em diversas situações. Por causa disso, nunca havia pensado que ela se voltaria contra ele. Mas, infelizmente, isso acabou acontecendo, e ele não teve outra alternativa senão cumprir seu papel de agente. Não poderia permitir que a localização do laboratório caísse em mãos erradas e que, com isso, pessoas inocentes sofressem mais. Desde que conseguiu sair vivo de Raccoon City, havia prometido a si mesmo que lutaria com todas as suas forças para derrotar a Umbrella ou qualquer outro que quisesse transformar pessoas em armas.
Nos minutos de tensão entre ele e Ada, uma árdua batalha entre razão e emoção se formou dentro de si, mas a razão venceu. Embora estivesse triste e chateado com a morte da espiã, não podia se culpar. Afinal, ela havia feito sua escolha e agora arcava com as consequências dela.
