Era noite quando uma família estava retornando para casa.

O irmão do meio olha para a sua irmã mais nova que estava no meio segurando a mão de seus pais.

— Por que é sempre a Ethel que fica entre os nossos pais?

A irmã mais velha que estava ao seu lado olha para ele.

— Oras, Jay ela só têm onze anos, não vai me dizer que está com ciúmes?

A garotinha, ouve a conversa um pouco desanimada, o garoto revira os olhos, enquanto os pais estavam tentando abrir a porta.

— Lizzie, não é ciúme é só que...

James é interrompido por uma mulher que pergunta ao esposo.

— Ainda não conseguiu abrir esse cadeado?

A mulher toma o lugar do esposo enquanto ele se aproxima das crianças e com raiva pergunta.

— Qual de vocês foi o último à passar?

Nenhum dos três responde e o pai, sem paciência, repete a pergunta.

— Qual de vocês foi o último à passar!?

O garoto olha pra menina e aponta pra ela.

— Foi a Ethel!

O pai olha para a mais nova com desaprovação.

— Ethel, eu já não lhe expliquei como é que funciona a fechadura? Não é tão difícil!

Mas a garotinha não estava entendendo a raiva de seu pai.

A porta tinha um cadeado por dentro e outro por fora, foi uma forma do pai de fechar aquela porta problemática.

— Pronto amor, consegui.

A esposa anuncia, mas apenas os mais velhos entram, o pai colocou a filha por último e fechou a porta, ainda estavam do lado de fora.

— Ethel, venha aqui, feche o cadeado que eu quero ver.

A garota mais velha, ouviu a situação de longe e corre em direção ao quarto de James, que tinha deixado a porta aberta e estava deitado, nem sequer trocou de roupa.

Sem aviso ele sentiu um golpe fazer ele cair da cama, ele se senta no chao e percebe sua irmã o olhando com raiva.

— Lizzie, mas o que foi isso?!

— Foi você quem passou por último, eu vi, só teve o que merecia.

Lizzie sai do quarto de James fechando a porta, aquilo deixou o garoto com raiva e chateado com o golpe que levou.


Na manhã seguinte, os pais reuniram seus filhos para uma novidade.

— A proprietária disse que iria reformar a casa.

— Finalmente, agora buraco no meio do chão da sala não vai ser problema.

Comemor Elizabeth.

— Então, infelizmente não é para nós.

— Os três ficam confusos.

James foi o primeiro a perguntar.

— Acontece que depois da reforma vão aumentar o preço do aluguel, precisamos encontrar outro lugar pra ficar.

— Mas pelo menos o nosso novo lar fica perto do colégio de vocês.

Os irmãos soltaram suspiros de frustração disfarçadas de alegria.


𝚃𝚛𝚎̂𝚜 𝙳𝚒𝚊𝚜 𝙳𝚎𝚙𝚘𝚒𝚜 ︎

Elizabeth foi até o quarto de Ethel, e bateu na porta.

— Ethel, sou eu.

— Entra, Lizzie.

A mais nova estava deitada na cama lendo um gibi.

— O que foi?

— Eu já termineir de arrumar algumas caixas, quer vir comigo passear pela cidade?

— Pode ser.

A mais nova pula da cama e segue sua irmã, a mãe delas nota as duas indo em direção à porta.

— Posso saber para onde as senhoritas vão?

As duas congelam no lugar e se viram para olhar para a mãe.

— Vamos passear pela cidade.

A mulher sorriu fraco.

— Tudo bem mas voltem...

—...Antes do jantar.

As duas respondem ao mesmo tempo.

— Que bom que sabem, vocês viram o James?

— Ele deve ter ido na frente, ele é rápido.

Ethel respondeu, maioria das vezes era ela que pegava o irmão saindo às escondidas na antiga casa.

— Verdade, então voltem com ele, tudo bem?

— Sim, senhora.

Elas responderam saindo de casa.

Enquato isso, James estava andando pela cidade.

— Ainda bem que sou rápido, sem aquelas duas pra me encher a paciência, algumas vezes queria saber com seria ser filho único.

O garoto olha ao redor, não parecia que vinha muitas pessoas naquela rua, a maior parte daquelas casas não parecia ter pessoas nelas.

— Que lugar esquisito.

Mesmo achando o lugar suspeito, James se aventurou em entrar em um local que parecia ser um hotel.

Assim que pulou alguns entulhos de madeira ele viu um elevador meio acabado, um tinha o teto totalmente destruido e não tinha cordas no guincho para levar para cima, o outro estava fechado com cadeado. James tentou forçar as portas, mas não abriu de jeito nenhum.

– Uff, desisto.

Ele se afasta e decide explorar mais o lugar, ele caba encontrando uma escada, com alguns degraus quebrados, mas ele conseguiu subir.

Após explorar os quartos abertos e as coisas que foram abandonadas no local, James segue para mais uma parte daquele hotel, algumas portas estavam trancadas e mesmo tentando arrombar não conseguiu abri-las.

Mas o que chamou sua atenção, foi a repentina luz que vinha de um dos quartos, a porta era dupla, James achou que também estaria trancada, mas sem muito esforço as portas se abriram, James encarou a sala, se tratava de uma enorme biblioteca.

Explorou mais um pouco daquela biblioteca e deu um sorriso fraco.

— Nossa, elas com certeza iriam amar esse lugar!

Mas de repente, James desfez o sorriso e balançou a cabeça para esquecer o que estava pensando e fecha os olhos.

— Ah, como eu odeio elas!

Ele estalou a língua.

— Eu posso te ajudar.

De repente, a voz o olhar para trás, um homem estava sorrindo de forma assustadora para James.

— Quem..quem é você?

James pergunta com a voz trêmula, não sabia se era o medo ou de era pelo ambiente de repente começar a ficar frio.

— Me chamo Baul, posso ajudar você com o seu desejo, mas pra isso vai precisar concordar com uma condição.

— Que condição?

— Você terá que me deixar ter controle de seu corpo.

— Tipo, p-possessão ?

James deu alguns passos para trás até cair em uma pilha de livros, ele reparou que aquele homem tinha a parte da cintura para baixo.

— Então você é um...

– Demônio? Talvez...

O demônio, Baul, começou a se aproximar de James aos poucos, o garoto se levanta de forma desajeitada, saindo da biblioteca e correndo pelos corredores até encontrar a escada e descer rapidamente.

Mas quando parecia que James estava prestes a chegar na entrada ele para, o demônio já estava lá!

— Eu não vou mata-lo, mas terá que concordar.

A cara amedrontada de James deu lugar a um James mais sério.

O garoto sorriu e cruzou os braços.

— Está bem, eu concordo, queria ter certeza de que não era uma pegadinha.

— Então?

— Eu concordo.


Ethel achava a cidade era muito bonita, mas achou estranho que não tinha visto James pela cidade, a mais nova estava começando a ficar preocupada.

— Ethel, lembrei que têm uma loja de conveniência bem alí, não saia daqui tudo bem? Eu volto já.

— Tá bom.

Elizabeth já estava bem longe, Ethel decidiu ficar perto da parede daquela esquina que dava de cara com a loja de conveniência, mas ao não olhar para trás ela se esbarrou com alguém.

— James, que bom a mãe disse...

Olho para a pessoa, um olho era castanho e o outro era verde.

— Me desculpe moço, eu acho que me confundi.

— Não reconhece o seu próprio irmão, Ethel?

— James? O que aconteceu com os seu olho?

— Não é da sua conta, vem comigo.

Ele agarra o braço de Ethel e começou a caminhar, de repente já não estavam mais na rua, o lugar era escuro, mas ao longe era possível ver uma luz, era uma caverna?

— Irmão, que lugar é esse? Como chegamos aqui?

James solta bruscamente o braço de Ethel e caminhou para ficar na frente dela, ao se virar na direção de Ethel, ele tinha uma espada em sua mão.

Quando ele à pegou?

— James, você tá me assustando...

Ele se aproximava, Ethel começou a rir de nervoso, pensou que fosse uma de suas brincadeiras, começou a andar para trás a, medida que ele se aproximava, até que em um passo em falso caiu.

Ele continuava à se aproximar, e meu riso se tornou um soluço.

Tudo que consegui dizer naquela hora foi...

— Irmão, eu te amo!


...

...

..

.

Elizabeth voltou do mercado e olha para frente e depois para os lados mas não via Ethel em lugar algum.

— Ethel? Não é hora de brincadeiras, vamos voltar pra casa.

Elizabeth deixou as compras caírem e sai a procura de sua irmã, bem quando ela já tinha perdido as esperanças percebeu um túnel, ela tinha uma ponta de esperança ao mesmo tempo que seu desespero começou a aumentar.

— Não... não pode ser.. não, não.


Elizabeth tinha literalmete chutado a porta.

Richard, que estava sentado à mesa da sala se aproximou da porta de forma cautelosa e viu pelo olho mágico quem estava do outro lado.

— Elizabeth?

Se apressou em pegar as chaves, as mãos do homem tremiam e quase deixaram as chaves caírem.

— Pai...

— Lizzie? O que...

A voz do pai morreu quando notou que sua filha estava suja de sangue.

Sua mãe se aproximou e colocou as mãos nos ombros de sua filha e analisou se ela estava bem.

— Lizzie, você está bem?

Elizabeth concorda, ela estava tremendo.

— Onde está a Ethel, e o James?!

— Eu deixei a Ethel no hospital, mas eu não vi o James.

Elizabeth explicou entre os soluços.

Ethel estava na emergência, disseram que o estado dela era grave, mas que sobreviveria, porém ela não acordava, os médicos disseram que ela tinha entrado em coma.

Depois de dois dias, ainda não tinham encontrado James, e Elizabeth sentiu que precisava confessar algo para seus pais.

Os dois estavam na sala vendo finanças ao mesmo tempo que o pai ficava ao lado do telefone se caso alguém ou a polícia tivesse alguma notícia dele.

— Mãe, Pai, tenho que contar uma coisa para vocês.

Os dois olham para Elizabeth.

— Eu...quando fui fazer as compras e..deixei a Ethel sozinha por uns segundos...eu..quando eu voltei ela tinha...

Um som de estalo a faz parar de falar, Elizabeth levou uma mão ao rosto, mesmo com a leve ardência ela olha para baixo, sua mãe estava a sua frente depois de bater em sua própria filha.

— Ellen, também não precisa disso!

O marido, Richard fica entre as duas, de repente o telefone toca, Ellen não deu ouvidos, mas seu esposo notou de imediato.

— Por sua causa Ethel está no Hospital, não consegue nem mesmo cuidar de seus irmãos?

— Ellen!

Richard segura os ombros se sua esposa e a chacoalhou.

— O que?

Richard a solta e vai atender o telefone.

— Alô?

Ellen volta a olhar Elizabeth, quando Ellen tentou falar alguma coisa Richard a interrompe com uma notícia.

— Uma pessoa disse ter visto James, eu vou lá!

Richard não esperou mais nenhum momento e se dirigiu para a porta pegando seu casaco e saindo saindo de casa.

— Filha, me desculpe, eu estou muito...

Ellen não falou mais nada ao ver sua filha desabar em lágrimas por causa do que aconteceu, mas Elizabeth estava internamente feliz por ter uma ponta de esperança para encontrarem James.


Naquela semana, Ellen disse que ficaria com Ethel enquanto Elizabeth e Richard ficariam em casa para procurar por James, infelizmente a pessoa que tinha ligado tinha mentido dizendo que tinha visto o garoto, passaram mais um bom tempo sem notícias do filho do meio.

O que nenhum deles suspeitava era que James fosse aparecer no meio da noite, em frente de casa na qual eles tinha se mudado.

De repente, em um golpe de espada, que não se sabe em que ele acertou, uma das janelas da frente da casa começou a pegar fogo, até que ele se alastrou.

James percebeu e rapidamente entrou na casa usando um teleporte.

Ele percorre a casa até encontrar a porta do quarto onde sua irmã estava.

Richard estava acordado pois não conseguia dormir, até que ele sente o clima al sei redor mudar e ficar mais quente, tossindo, ele cobre o nariz e a boca, fumaça entrava põe baixo da porta.

— Mas o que é isso?

Richard se levanta da cama e abre a porta de seu quarto,

– Fogo?

Ele se apressa para ir até o quarto de Elizabeth

— Elizabeth!

Richard grita mas não ouvia nenhum sinal de sua filha, ela não estava mais na casa.


𝚄𝚖 𝙼𝚎̂𝚜 𝙳𝚎𝚙𝚘𝚒𝚜

Ethel estava deitada em um lugar bem frio com os olhos fechados, quando os abriu olhou ao redor, aquele lugar não parecia ser o túnel que ela estava antes.

Ethel se levanta ainda olhando ao redor.

— Mas que lugar é esse?

— Acho que podemos chama-lo de reino dos sonhos.

Um homem surgiu de repente, ele ergue as mãos em sinal para Ethel se acalmar.

— Não se assuste, deixe-me me apresentar me chamo Modeus, por favor, peço desculpas.

— Por quê?

— Um amigo, ele me contou que você precisava de ajuda, mas pra isso eu precisei que...

Modeus hesitou em continuar.

— "Precisou"...O que?

— Tomar posse de suas ações.

Ethel fez uma careta e inclina a cabeça para o lado esquerdo confusa.

— Bem, poderia ter perguntado primeiro, minha mãe sempre dizia que preciso perguntar com educação antes de pedir alguma coisa.

Ele sorriu fraco e depois se ajoelhou.

— Perdão!

Ele parecia um cavaleiro imponente, mas sem a armadura ou o cavalo branco.

Ethel se aproximou de Modeus ainda confusa com a situação, e deu tapinhas leves em seu ombro, como se fosse para consolá-lo.

— Tudo bem, eu acho, mas por quê estou no aqui?

— O seu processo de cura não vai ser fácil, se eu não estivesse aqui você já estaria...

Ele deu uma longa pausa, Ethel penas o olhava ainda confusa com a situação, ela deu um sorriso fraco, ele não parecia ser uma pessoa ruim, Modeus se levanta.

— Bom, suas feridas não são normais, foram deixadas por um demônio.

— D-demônio?

— Sim, um demônio chamado Baul, ele é...meu irmão.

Ethel não disse nada, Modeus apenas continua a explicação.

— Ele possuiu o seu irmão, estou aqui para impedir ele de fazer outra loucura.

— Como assim, ele é mal?

— Sim, ele machucou um amigo meu, por isso estou aqui para te ajudar a se defender.

Ethel deixou um grito de animação sair e deu pulinhos.

— Como aqueles ninjas de filmes!

Ethel comparou animada com a possibilidade, Modeus sorriu.

— Sim, como queira.

Mas sua animação se foi, ela ficou séria, Modeus notou aquilo.

— Algo errado?

— Mas isso não significa que eu vou lutar contra o meu irmão, né?

Perguntou Ethel com receio.

— É uma precaução, agora pegue sua espada.

— Que espada?

— Feche seus olhos, erga suas mãos.

Ethel faz o que ele pede e de repente sentiu algo entre elas.

— Feito.

Ethel abriu os olhos e viu uma espada.

— Foi você que fez isso?

— Não, essa espada sempre esteve com você.

Ethel sorriu para Modeus, mas depois ficou sério e colocou as mãos atrás das costas.

— Seu primeiro treinamento é fácil.

Modeus se afasta para o lado, um goblin, quase da mesma altura de Ethel, aparece.

— Não se preocupe...

Modeus de repente ergue a mão direita e uma espada surge diretamente do chão indo até ele.

— Vou ficar aqui.

Após algumas horas lutando contra pequenos goblins com Ethel, Modeus decidiu deixar ela dar conta dos outros cinco que faltavam, o que ela consegue.

Ela não tinha percebido que ele tinha se afastado.

— Muito bem, você aprende rápido, vamos, temos muito à fazer.


𝚄𝚖 𝙰𝚗𝚘 𝙳𝚎𝚙𝚘𝚒𝚜

Ethel se impulsiona para frente com a espada apontada para um urso com cabeça de leão e uma borboleta que esticava suas antenas e soltava pequenos flocos rosas.

Ethel precisou se esquivar deles, momentos depois as criaturas são derrotadas por ela, mas de repente ela ouviu palmas.

Ethel olhou para trás.

— Muito bom.

— Nemi, é você.

Ethel guardou a espada e foi em direção de Nemi, ela foi uma grande amiga de Ethel depois de a ensinar a patinar no gelo da montanha do Reino Azul.

Nemi e Ethel estavam descansando perto de um lago, uma placa dizia: "Vale das Sirenas."

Nemi olhou para Ethel e sorriu.

— Hoje você finalmente irá despertar.

— Até tinha esquecido disso, vou sentir falta desse lugar.

Modeus aparece.

— Ethel?

— Modeus!

Nemi se levanta e faz uma reverência, ele faz o mesmo.

— Modeus.

— Olá Nemi, Ethel está na hora.

— Eu já vou indo.

Nemi avisa enquanto estava saindo mas sem aviso recebeu um abraço de Ethel, ela retribui e depois foi embora, Modeus olha para Ethel.

— Muito bem, agora que você está pronta v9u dizer o que deve ser feito, mas antes, quero fazer um teste.

Modeus invocou três demônios, criaturas que Ethel nunca tinha visto.

— Não esqueça das coisas que te ensinei!

Ele avisa e Ethel concorda.

Atacou um deles com tudo, mas a espada não parecia fácil, trocou a espada por um machado de morcego e conseguiu acabar com dois deles, só que o último foi complicado.

— Ah!

Ele conseguiu atingi-la, Ethel cai mas logo teve que desviar de outro ataque, ela abre a mão e um morango-bomba se forma e ela lança na direção da criatura, a explosão afasta o demônio por uma curta distância.

— Ok, mais uma vez.

O morango a se forma em sua mão novamente, mas o demônio estava indo na direção dela, ele iria atacar.

— A terceira coisa!

Era um anel em sua mão direita, as figuras de três figuras fantasmas de tiras de metal servia de escudo, o demônio leva o próprio golpe e desaparece.

Modeus se juntou a Ethel, ele parecia orgulhoso.

— Muito bem, Ethel, agora começa a sua jornada.

— Como assim?

Modeus colocou uma mão em seu ombro direito.

— Não se preocupe, você não vai sozinha, vou pedir pra um velho conhecido te acompanhar.

— Então eu vou ter um ajudante?

Ela pergunta com um certo tom de desapontamento, então Modeus não confiava nela de fato?

— É por uma boa razão, Ethel.

Ethel suspira desanimadaas concorda com a cabeça.

— Tudo bem, qual é o nome dele?

Modeus fez uma careta e olhou para cima, parecia estar tentando se lembrar.

— O nome dele é Dante, ele vai se encontrar você no meio do caminho, agora vá.

Depois de ouvir a instrução de Modeus, Ethel saiu rumo a uma localização: "O Reino Escarlate."


Era uma noite pacífica em Lilia Plenis, poucas vezes esse momento era aproveitado por Dante, ele estava estirado em cima do sofá, não sonhava, ele estava dormindo sem sonhos, mas em questão de segundos ele abriu os olhos, não se viu na sua loja.

Ao invés de sua agência, viu um céu quase borrado como se fosse tinta, cores azul e cinza se misturavam em combinações diferentes.

Dante se levanta e olha ao redor e depois para si, a sua espada, Rebellion, estava com ele.

— Tudo bem, isso é novo.

— Dante...

A voz de Modeus chama Dante, o caçador se virou e não acreditava no que estava vendo era um dos que ele matou.

— Dante, perdão por lhe trazer aqui, mas preciso que me escute.

Dante pisca algumas vezes e coça os olhos.

— Modeus? Nossa, não pensei que você iria virar uma assombração em meus sonhos.

Modeus deu uma leve risada.

— Ainda está tão brincalhão quanto eu me lembrava, mas eu preciso de sua ajuda, um pedido.

Mesmo com um pé atrás, Dante fez menção para Modeus continuar.

— Assuntos inacabados? Muito bem, qual seria esse pedido?

— Estou salvando a vida de uma garotinha, o nome dela é Ethel, ela quase foi morta, ache irônico ou não, mas foi pelo próprio irmão, ele está possuído por Baul.

— "Possuído"? Então eu devo encontrar esse garoto?

— Não, eu preciso que guie a garota até um portal, ela sabe a localização, mas eu preciso que a acompanhe, eu não estou em condições.

— Está me pedido para ser babá?

— Tudo que peço, é que acompanhe ela.

Dante colocou as mãos na cintura e suspira antes de responder.

— Pois bem, me diga, onde ela está?