"Sakura descobriu a verdade sobre o massacre uchiha e agora ela está decidida a ir atrás de Itachi e fazer com que ele revele a verdade a seu irmão. O que ela não esperava era que sua escolha a levasse bem além. "

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As escolhas que nos definem

Ensolarada

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A base em que Itachi ficava era uma área bem densa da floresta, dificilmente alguém acharia, e se por acaso tivesse a infeliz sorte de se aproximar do lugar várias armadilhas e tarjas explosivas fariam se arrepender. Ele pediu que ela tomasse cuidado para não pisar em nenhuma pelo caminho e seguindo atenta suas instruções e procurou memorizar o máximo número de armadilhas no local. Não pretendia fugir, mas era bom ter um plano de emergência, nunca se sabe quando ia precisar.

Andaram umas meia hora até chegar em uma área aberta com chão bem desgastado. Havia uma caverna com um abertura mediana logo a frente. Eles Entraram na sala e encontraram Kisame deitado no sofá, ele parecia bem a vontade, mas assim que os notou se sentou olhando sério para a rosada.

—Kisame ela ficará com a gente por um tempo. —Informou.

O homem tubarão apenas concordou com a cabeça resignado. Itachi era o líder afinal, ele não tinha outra escolha. Ficou claro para sakura que quem tomava as decisões era o Uchiha e ela fez um lembrete de não provocá-lo. Se ele decidisse jogar ela ao peixe, ele a faria em pedacinhos, e com todo o prazer.

Ela analisou as instalações, e era da maneira que imaginava. Dois sofás na sala com um mesinha no centro. Uma bancada deixando espaço para a porta que levava para área da cozinha. Onde tinha uma mesa, fogão, armário e geladeira, todos os itens básicos de louças. Ela não tinha dúvida que aquela devia ser uma das bases mais simples deles, já que o conhecimento que tinha sobre a organização e que se tratava de um grupo de mercenários e dinheiro não devia faltar.

—Assim que você terminar podemos ir. – Anunciou a observando.

O rosto de sakura esquentou por ter sido pega no flagra, acenando sem graça o seguiu sem jeito. Ouviu o azulado atrás dela dando uma risada maliciosa, mas recusou a olhar em sua direção, não queria dá esse gostinho a ele já se sentia envergonhada demais. Sua cota já tinha sido paga naquela dia.

Itachi instruiu que o seguisse, logo a frente um corredor mal iluminado com uma velas penduradas na parede e cheio de portas estavam atravessando. Quando se aproximou da quarta parou de repente e virou para ela. A rosada imaginou que seria onde ela ficaria hospedada até curar os olhos de Itachi. Então ele se virou e apontou para frente fazendo ela olhar na direção confusa.

—Seu quarto é este. Você pode se acomodar e quando anoitecer pode nos encontrar na cozinha. Ah, mais uma coisa kunochi você não tem permissão para entrar em outro quarto sem ser o seu. Está claro? — Concluiu sério.

Ela assentiu, seu estômago se remexeu ao ver que ela ficaria hospedada na frente do quarto dele! Ela concluiu que isso seria uma maneira natural de ficar de olho nela, o que era prudente, mas que não fazia sentir-se melhor. Porque afinal de contas se ele a considerasse uma ameaça podia entrar facilmente em seu quarto, e enquanto ela estivesse dormindo matá-la, e enterrar o seu segredo de uma vez por todas. Esse pensamento fez com que sua mão suasse. A morte nunca lhe pareceu tão nítida quanto agora nessa base.

—Hai, e se não for incômodo itachi-san gostaria que me chamasse pelo nome. Me chamo Haruno Sakura. — Pediu se apresentando.

—Eu sei. — Comentou entrando no quarto e fechando a porta.

A Haruno estacou no corredor com os olhos arregalados. Como ele poderia saber? Balançando a cabeça em negativa preferiu não pensar nisso no momento. Precisava deixar tudo pronto para logo a noite. Entrou hesitante no quarto e viu que cômodo apenas tinha uma cama, mesinha no canto com duas cadeiras. A rosada colocou a mochila sobre a cama e foi em direção a uma porta que ficava o banheiro com uma banheira e pia com um armário com espelho. Tudo simples. Não que ela tivesse reclamando, pois em algumas missões sua equipe tinha sido obrigada a dormir no chão e enfrentar o frio. Ter uma cama para deitar e um teto, era sim considerado um luxo.

Assim que deu o horário combinado sakura foi em direção a sala pontualmente. De maneira nenhuma gostaria de provocar aborrecimento no Uchiha. Tinha que passar uma imagem de responsável e comprometida. Além de estar lá para curá-lo teria que encontrar uma maneira de persuadi-lo a dizer a verdade sasuke, mesmo sabendo que seria difícil ele reconsiderar. Os uchihas tinham uma teimosia intrínseca.

Itachi estava no sofá lendo um livro e Kisame estava sentando em um dos bancos do balcão comendo peixe com arroz acompanhado de uma garrafa saquê . O azulado olhou para ela da cabeça aos pés com desdém, isso a irritou muito fazendo seus olhos soltarem faíscas, ele percebendo que ela tinha caído na provocação sorriu vitorioso. Uma guerra silenciosa tinha sido travada entre os dois. Itachi olhou para interação deles com cuidado, e a partir do conhecimento que tinha do parceiro ele sabia que o azulado ia infernizar a vida da médica. Será um bom teste. Seus olhos apertaram ao ver as marcas vermelhas do seus dedos no pescoço dela.

—Sakura-san cure seu pescoço. —Exigiu.

Sakura olhou confusa por seu pedido, e após tocar e sentir a dor lembrou do incidente entre os dois mais cedo. Se acostumar com a dor é algo que todo médico nin é obrigado a fazer. Precisa garantir que sua equipe tenha toda a sua assistência, então treinamento para aumentar seu nível de dor é recorrente. Mordendo os lábios ela concentrou chacra nas mãos e fechou os olhos enquanto se concentrava em fazer desaparecer as marcas. Quando os abriu novamente, os dois analisavam seu pescoço, e mesmo desejando desvia os olhos se manteve firme. Não podia passar uma imagem de fraca mais do que já tinha feito. Itachi soltou um "bom". Ela refletiu porque ele tinha se incomodado? Já que as marcas seriam um bom lembrete do que ele faria se ela ficasse no seu caminho. Isso seria o mais lógico.

O Uchiha se levantou do sofá e se sentou no balcão pedindo que ela se juntasse a eles. Kisame resmungo e olhou irritado para ela mostrando claramente que ela não era bem vinda ali, e que devia tomar muito cuidado com ele. Sakura entendeu o recado e decidiu ficar o mais longe possível dele, e contava com a sorte dele querer a mesma coisa. Ele pediu que ela se servisse e depois de dizer "itadakimasu" começou a comer. Uma parte dela estava incomodada com o silêncio sufocante ali. Com sua equipe a refeição era sempre acompanhada de uma conversa animada, mas eles não eram o time 7, ela não estava mais em konoha.

—Acabamos de voltar de uma missão então pela manhã começaremos o tratamento. —Informou itachi após terminar de comer.

—Como desejar. —Respondeu.

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A noite tinha sido um pouco agitada, ela estava ansiosa e com medo também. Tinha demorado muito pra conseguir encontrar ele, mas mesmo estando ali, parecia que estava segurando areia, e por mais esforços que fizesse fatalmente escorreria de suas mãos. O medo do fracasso era grande, não queria falhar outra vez. Muita gente contava com ela. Depois de horas pensando, refletindo e se cobrando, ela apagou. Acordou num sobressalto pensando ter perdido a hora, mas os dois estavam na cozinha tomando chá quando ela chegou as pressas.

Depois do dejejum eles seguiram em direção aos aposentos de sakura e ela pediu que ele se sentasse em uma das cadeira. Ela abriu sua mochila e tirou uma lanterna pequena, uma caneta e um caderno para anotações. Pegou a liga que tinha no braço e prendeu os cabelos para que não atrapalhasse na hora do exame. Ela se aproximou dele com cautela e se sentou na cadeira próxima. Pediu que ele falasse sobre sua visão e como ela estava danificada do seu ponto de vista. Sua postura demonstrava seriedade e ela exalava profissionalismo, ele notou. Enquanto o moreno descrevia tudo que estava acontecendo ela escrevia as partes que considerava importante no caderno.

—Vou lhe fazer umas perguntas agora e preciso que você responda todas elas da maneira mais honesta. Tudo bem? —Pediu seria.

—Aa

—Itachi-san qual é a cor do meu cabelo? —Perguntou.

Estranhamente naquele momento o moreno sentiu vontade de rir. Nunca imaginou que ela faria tal pergunta, e a coloração do seu cabelo era uma das coisas mais raras e estranhas que ele já tinha visto.

—Rosa.

—Você diria que a tonalidade dele é fraco, médio ou forte? – Insistiu.

—Fraco.

—Muito bem, agora vou examiná-lo se me permitir. — Anunciou ficando de pé.

Ela pegou lanterna da mesa e ligou sobre os pupilas dele. A dilatação da córnea foi menor do que devia. Pediu que ativasse o sharigan e por um momento ela se perdeu neles. Lembrava tanto sasuke que chegava a doer. Vendo sua reação triste perguntou se ela estava bem, e após balançar a cabeça tentando se livrar daquele pensamentos intrusivos, se recompôs. Não podia deixar que o emocional tirasse seu foco. Concentrando chacra nas pontas dos dedos ela fechou os olhos enquanto se concentrava em examinar seus vasos oculares. Seus canais de chacra estavam bastantes corrompidos.

—Eu preciso que você me mostre o modo sharigan mais avançado que você tem. —Solicitou baixo.

—Não.

Ela ia protestar, mas a expressão do moreno deixou claro que ele não aceitaria ser contrariado e ela fechou a boca conformada. Ela teria que conseguir as respostas faltando uma peça principal para seu filho estudo clínico. Bom, se ele estava fazendo aquilo para testar sua habilidades como médica-nin ia falhar miseravelmente, pois ela estava determinada a curá-lo e mesmo que levasse mais tempo do que planejasse, conseguiria. Sakura não era tão poderosa como ele, mas era inteligente e sua mestra sempre a elogiava por conseguir solucionar os problemas com rapidez e eficiência. E agora como discípula da Hokage tinha um nome a zelar, e não deixaria que sua fama fosse manchada.

Sakura saia apenas para fazer suas refeições, e voltava logo em seguida para o quarto para estudar. O prognóstico não era positivo, o estado dele estava bem avançado, e por mais controle de chacra que tivesse algumas coisas podiam da errado. Ela estava tentando a todo custo evitar os efeitos colaterais, porque isso podia significar a imediata cegueira dele. Era terrível pensar que estava lutando contra o tempo. Se ela não tivesse ali para tratá-lo em alguns meses ele seria engolido pela escuridão. Um dos diagnóstico foi acromatopsia – As cores estavam perdendo a cor. Tudo ficaria branco, cinza e finalmente tudo preto. O quão terrível seria esse destino para um shinobi, ainda mais para alguém com um doujustu ocular, a visão era a ferramenta fundamental para as missões.

Três dias foram o tempo necessário para ela descobrir a melhor forma de ajuda-lo e depois de uma longa explicação revelou seu cronograma para iniciar o tratamento de cura. Se ele ficou impressionado sua expressão não demostrou nada, ele apenas concordava com a cabeça e no final disse "Entendido. Amanhã podemos começar" Um dia curava e no outro repousava. Sakura observou que se forçasse a cura poderia acelerar o processo e os danos seriam piores e irreversível. Fora que isso exigia demais dela, chacra não era uma fonte inesgotável, era preciso repouso para que sua força não fosse deficiente.

Dois meses passaram diante dos olhos dela. Enquanto ela fazia o tratamento eles trocavam algumas palavras mas nada de pessoal ou indiscreto. Sakura ficou impressionada ao se sentir tão a vontade na presença do moreno. O medo tinha sido eliminado. O clima de tensão ou ameaçador entre eles no início tinha sido superado. E isso fez a rosada se sentir relaxada e confiante para vez outra puxar uma conversa. Ele nunca se mostrou aborrecido ou incomodado quando ela começava a falar sobre alguma coisa. Uma hora naquela posição sem uma troca de palavras, era demais até pra ele. Era bom ouvir sobre konoha, era difícil não se sentir nostálgico nesse momento. Ele sempre estaria ligado aquele lugar, em seu coração itachi nunca havia partido.

Sakura falava e falava. Ela sempre contava as histórias mais mirabolantes sobre seus pacientes, amigos e missões. Ela chegava gargalhar algumas vezes provocando eco, e ele achava aquele som muito agradável. A atmosfera mudava completamente quando ela estava por perto. Notou que seu ombros estavam mais relaxado na presença dela. Que os lábios repuxavam para cima quando ela falava muito gestual, se desculpava de maneira exagerada ou cometia alguma gafe. Seu rosto ficava vermelho muito rápido, era um espetáculo bom de se assistir. Ela brilhava, parecia que carregava o próprio sol dentro de si.

Kisame era outra história. No começo ele a ignorou e demostrou irritação com sua presença, mas vendo que aquilo não a atingia mais ele mudou de tática. Começou com um pequeno comentário sobre o cabelo dela parecer com uma goma de mascar. Ela ficou irritada. Vendo que tinha achado seu ponto fraco sempre que podia dizia algo maldoso para testá-la. Ela se inclinava para frente para rebater o comentário, mas sempre no o último momento parava para a felicidade dele.

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Sakura tinha saído da base para pegar um pouco de sol, aproveitar o tempo azulado que tinha se escondido por vários dias. Muitas chuvas na região, o inverno estava se aproximando. Quando viu Kisame se aproximar sabia exatamente porque ele estava indo até ela. Respirando fundo começou a contar mentalmente para controlar a raiva que sentiria com o próximo comentário(insulto) dele. A rosada sabia que ele estava adorando torturá-la já que ela não podia revidar, já que era seria dois contra um. Ele sendo membro da akatsuki também era perigoso, então ela aguentava calada, mas até quando era a questão!? Sua paciência estava atingido o limite.

—Ei kunochi sabe que eu reparei que você tem uma testa avantajada. Não tem medo dos pássaros pensaram que é uma pista de pouso!? —Comentou gargalhando.

Isso foi demais! Ela nem pensou para que isso não a impedisse de lidar uma lição. Concentrou rapidamente uma quantidade de chacra enorme nas mãos e o socou com toda força contra o chão, fazendo uma cratera enorme se abrir e o azulado ficar inconsciente.

—Baka! Agora você vai pensar duas vezes antes de me ofender, shannaro! —Exclamou apertando os punhos.

Sua raiva evaporou assim que avistou Itachi sentando no galho de uma árvore a estudando sério. Ele desceu e caminhou em sua direção de maneira lenta e a rosada mordeu os lábios ansiosa. Ela tinha atacado seu parceiro e sabia que haveria represália. Seu coração começou a bater acelerado pensando nas inúmeras possibilidades de tortura que ele usaria nela. Seus olhos estavam melhorando e quando ela tivesse a oportunidade de conferir de perto sua contribuição, não sabia se chorava ou se sorria.

Itachi olhou para ela e depois para o parceiro desacordado ao seu lado. A cratera enorme mostrava a força monstruosa que aquela garota aparentemente fraca tinha. Com seu sharigan ativado ele viu quando ela em milésimos de segundos concentrou uma enorme quantidade de chacra nas mãos e liberou de uma só vez pegando o kisame de surpresa, e deixando incapaz de reagir a tempo. Seu parceiro a subestimou, não achava que ela representava um perigo real, e isso podia ter custado sua vida. Ele ficou impressionado mesmo que jamais admitisse. Compreendia que a situação só foi possível por causa do perfeito controle de chacra dela. Ela é muito talentosa.

—Vejo que Tsunade-sama te ensinou mais do que jutsu médicos. —Comentou contemplativo.

—Hai.

A Haruno soltou a respiração aliviada e procurou afastar os maus pensamentos, se ele quisesse se vingar teria feito algo prontamente. Sakura se ajoelhou e começou a examinar o azulado procurando fraturas ou hemorragia. Ela não devia nada a ele, e não tinha nenhuma obrigação para curá-lo, mas ela se sentiu culpada por não ter tido domínio próprio. O resultado tinha sido duas costelas quebradas, e soltando um resmungo começou o processo de cura. Outra pessoa teria deixado ele sentindo dor para mostrar que ela não era fraca, e que era perigoso mexer com ela, ainda mais quando o intuito era insultar. Assim que terminou o azulado despertou confuso. Itachi pediu que ela os deixasse a sós.

O azulado resmungou e afirmou que se vigaria. Itachi ouvindo suas intenções expôs que ele era o principal culpado, já que estava agindo de maneira inconveniente e infantil. Acusou de ter jogado sakura no limite e que outra pessoa teria explodido por menos. Finalizou deixando claro que não toleraria que a machucasse, já que a médica estava cuidando de seus olhos. Kisame concordou aborrecido. Odiava o fato de ser o mais velho, mas seu parceiro o repreender como um garoto era humilhante! E ainda que fosse orgulhoso e teimoso, sabia quando ceder, então ouviu calado porque estava errado. Mesmo um pouco cambaleante o azulado se levantou com ajuda do moreno e foram para a base.

Sakura estava sentada no sofá aguardando os dois. Ela supôs que eles estavam decidindo qual seria sua sentença, e assim que eles apareceram ela se remexeu no sofá apreensiva. Itachi falou que voltaria logo e foi em direção ao quarto e depois de alguns minutos retornou segurando algo em sua mão. Uma pulseira de prata que restringia o chacra. Havia uma trava que podia regular a limitação entre 20,40,60 e 80% do chacra. O último foi sua punição. Ele pôs o bracelete no seu pulso afirmando que no tratamento ela não teria sua força limitada, mas fora daquela horário teria que ser contida. Itachi explicou que não podia correr o risco que num momento de fúria aleatório, ela destruísse a base e os subterrâsse. E mesmo querendo replicar a acusação sem sentindo, afirmando que ela não era suicida. Sakura se contentou calada por essa ter sido sua pena.

Nota: Segundo capítulo como prometido! Estou reescrevendo muitas partes. Quero saber a opinião de vocês minna.

Kiss de chocolate

Ja ne!