Aviso: Este capítulo contém um breve comentário sobre aborto espontâneo. Baseado no cânone dos quadrinhos.
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Andar Romanogers.
Outro lar, outra jovem mãe. Uma reação diferente.
Natasha estava diante do espelho em seu closet, ajustando a longa extensão de seu rabo de cavalo ruivo, com cachos suaves emoldurando o rosto – uma versão perfeita do visual de Megara. O vestido grego lavanda fluía sobre suas curvas agora mais acentuadas, enquanto ela ajustava a faixa roxa na altura dos quadris, com um pingente dourado que brilhava suavemente. A bainha do vestido roçava suas sandálias de tiras e uma fenda na altura da coxa dava um toque discreto de elegância. Sob o decote, o sutiã de amamentação – agora dois números maior – ajustava-se confortavelmente.
Ela sentiu o peito apertar, um nó de emoção se formando na garganta. Como eu pude merecer tudo isso?
Antes, a maternidade parecia algo impossível. A Sala Vermelha – a academia secreta da KGB onde as Viúvas Negras foram moldadas – exigia guerreiras, não mães, condenando-as a um destino cruel. Um soro projetado para aperfeiçoar seus corpos fortaleceu seus sistemas imunológicos para melhorar sua saúde, fazendo com que a gravidez fosse tratada como uma doença – uma que seria automaticamente interrompida. Nada poderia ser mais desumano. Acreditando que essa escolha jamais seria sua, a Espiã se resignou a esse destino.
Mas seu Soldado mudou tudo. Mais do que conquistar sua confiança e seu coração, ele lhe deu algo que ela julgava inalcançável. A combinação única do soro do Super Soldado com o DNA dele neutralizou as defesas aprimoradas dela, permitindo que o filho deles fosse gerado sem complicações. James era o milagre que ela nunca esperou, a prova de que a vida ainda guardava belas surpresas. E com Steve – seu parceiro certo desde o começo – Natasha vivia uma vida que antes parecia só existir nos filmes. Cada mudança em seu corpo era uma vitória, um testemunho de seu novo papel como mãe.
Ao ajustar os últimos detalhes do traje, ela parou por um momento para refletir sobre o quanto havia mudado. Sentindo-se… plena.
Do lado de fora, na cama do casal, o marido estava confortavelmente sentado, usando jeans e camiseta, com o filho aconchegado em seu colo. Já vestido para a ocasião, o bebê ruivo estava encantador num macacão macio em tons de laranja, lembrando a pele dourada dos deuses do Olimpo. Um capuz adornado com cachinhos loiros, um colar vermelho com uma pequena nuvem de trovão dourado de borracha pendurado e uma fralda branca estampada completavam o visual do Bebê Hércules.
— Você está mesmo adorável, campeão! Mas não vamos contar para o tio Tony ou o tio Bruce que o papai disse isso, tá bom? — disse Steve com um sorriso travesso, lembrando-se das provocações de seus amigos nos últimos dias.
James respondeu com um balbuciar alegre, agitando as mãozinhas de forma desajeitada. Inclinando-se para frente, o pai cobriu as bochechas rechonchudas do bebê com uma série de beijos exagerados. Cada risada do filho fazia ele sorrir ainda mais.
— Mwah! Gostou disso, foi? — murmurou, soprando na barriguinha macia do bebê e fazendo barulho com a boca. O pequeno caiu na risada, enchendo o quarto com sua alegria contagiante, e o coração do pai de puro contentamento.
Uma voz suave interrompeu o momento. — Vocês estão se divertindo?
Enquanto esperava pela reação do marido, Natasha se balançava ligeiramente, alisando o tecido do vestido. O rubor suave nas bochechas entregava o nervosismo. A confiança que ela exibia com facilidade, seja como agente ou mãe, parecia vacilar, dando espaço à hesitação de uma jovem mãe usando um vestido bonito pela primeira vez em meses, diante do homem que amava.
Ele levantou o olhar e quase perdeu a respiração por um instante.
— Como estou? — perguntou ela em voz baixa, a mistura de curiosidade e insegurança evidente.
A luz suave do closet a envolvia, criando um brilho etéreo ao seu redor. Ela parecia ter saído diretamente do filme da Disney que haviam assistido para se preparar para a festa.
— Uau… Nat… você… — ele gaguejou, boquiaberto.
Ela estava deslumbrante, como ele sempre achava que ela era, mas hoje havia algo ainda mais especial. Uma suavidade rara, uma delicadeza ainda mais evidente do que ele havia visto em momentos privados – um contraste marcante com sua personalidade normal forte e destemida. Era inesperado e absolutamente cativante.
— Você é sempre articulado assim? — ela retrucou, usando uma frase sagaz de Megara, embora o sorriso tímido no canto da boca suavizasse a provocação.
James soltou um balbucio animado no colo do pai, esticando os bracinhos gordinhos em direção à mãe.
— Иди к мамочке, солнышко — ela murmurou suavemente em russo, avançando para pegar o bebê nos braços. Enquanto beijava a testa dele, todo o seu foco estava no filho, sem pensar na sua insegurança anterior.
O olhar de Steve não se desviava dela. A maneira como se movia, como segurava o filho com tanta facilidade e ternura – era hipnotizante. Os olhos dele, cheios de amor, absorviam cada detalhe, como se gravassem uma memória preciosa. Finalmente, ele encontrou a voz. — Você está… de tirar o fôlego.
Os lábios dela se curvaram levemente diante do elogio, mas uma ponta de dúvida ainda pairava em sua expressão. — Será que não tá demais? Acho que a Pepper exagerou um pouco… — Natasha gesticulou vagamente em direção ao adereço no cabelo, dando de ombros. Mas foi a vulnerabilidade em seus olhos verdes, mal disfarçada por um sorriso brincalhão, que o impactou mais.
Ele balançou a cabeça, a voz firme e cheia de convicção. — Bem, querida, você vai deixar as deusas gregas no chinelo.
Sentindo as bochechas corarem, ela abriu um sorriso genuíno. Contornando a cama, se sentou ao lado dele, o vestido esvoaçando graciosamente enquanto ajeitava o bebê nos braços. — Ты голоден, мой ангел? — murmurou docemente, passando a mão sobre o cabelo macio de James enquanto começava a amamentá-lo.
O marido recostou-se levemente, observando-a com admiração silenciosa. Sua esposa – tímida, maternal e absurdamente linda – era uma visão deslumbrante naquele vestido lavanda. E, a cada segundo que passava, a determinação de não usar a fantasia boba ia desmoronando completamente.
Ver Natasha cuidar do filho deles, murmurando palavras carinhosas em russo, sempre fazia Steve se apaixonar ainda mais por ela. Seus pensamentos se voltaram para sua própria mãe, uma jovem viúva que enfrentou a pobreza e a doença, mas que derramou todo o amor que tinha nele. Seu peito apertou ao imaginar como seu pai havia perdido esses momentos sagrados de alegria – ver a mulher que amava cuidar de seu filho.
Uma onda de gratidão tomou conta dele. O filho deles, perfeitamente saudável, era uma bênção – um milagre que o garoto doente de Brooklyn jamais poderia deixar de valorizar. Com humildade, ele refletiu sobre como Deus o guiou até aquele momento, dando-lhe mais do que ele jamais ousara sonhar. Natasha com sua esposa; James como seu filho. Negar algo a eles, como uma simples foto em família no Dia das Bruxas, parecia mais absurdo que a própria fantasia. Ela nem precisava pedir.
Com um sorriso resignado, ele caminhou até a espreguiçadeira e pegou o traje de Hércules. Enquanto começava a tirar a roupa, percebeu o sorriso travesso da esposa.
— Estou adorando o espetáculo — ela provocou com os olhos brilhando — Mas sabe que não precisa vestir isso, né?
— Aham… — Ele lançou um olhar cúmplice e bem-humorado enquanto se despia. — O Dia das Bruxas era mais simples quando eu era pequeno. Algumas crianças iam de porta em porta pedindo moedas ou doces, mas minha mãe nunca me deixou ir. O Bucky e eu ficávamos nos degraus na frente do prédio, usando máscaras de papelão que fazíamos nós mesmos. Isso, claro, se não estivesse muito frio ou eu não estivesse doente. Recebíamos frutas, nozes, e, às vezes, algum doce caseiro, se tivéssemos sorte. Balas cristalizadas? Um luxo raro. Só ganhei uma vez. — Já apenas de cueca preta, ele vestiu um short cinza para evitar qualquer indiscrição antes de colocar a fantasia. Sua voz tinha um toque nostálgico. — Às vezes, íamos a festas na igreja, mas eu não podia brincar muito. Era frágil demais, eu acho. Nunca pude pescar maçãs com a boca na bacia d'água. Mas minha mãe… ela sempre contava histórias da infância dela, sobre espíritos e superstições irlandesas. Falava sobre púca e cailleach — fantasmas travessos e bruxas em gaélico. Ela dizia que Oíche Shamhna, o Dia das Bruxas, vinha do antigo festival celta de Samhain.
— Que legal. Não sabia que você falava gaélico — comentou Natasha, com um tom de curiosidade na voz.
— Não falo, na verdade. Só algumas palavras que minha mãe usava de vez em quando. Acho que ter o James… me fez pensar mais na minha infância — admitiu, pensativo. — Mesmo que eu não pudesse fazer tudo o que as outras crianças faziam, tenho boas lembranças. Mas meu pai… ele nunca viu nada disso. — Seu olhar voltou-se para ela, agora mais terno, enquanto a observava com o filho nos braços. — E não quero que o James sinta minha ausência, de jeito nenhum.
Os olhos verdes dela brilharam com compreensão. — Eu sinto o mesmo. Quero que ele tenha tudo o que eu não tive. Que cresça rodeado de amor, memórias… até mesmo fantasias bobas.
Nesse momento, o bebê soltou um arroto alto. Ela o aconchegou mais, um sorriso satisfeito iluminando seu rosto. — Muito bem, meu amor.
Steve ergueu as sobrancelhas e riu. — Estamos fazendo o nosso melhor, né?
— Com certeza —ela respondeu com convicção.
Então, ela o observou atentamente, esboçando um pequeno sorriso. A fantasia de Hércules ficou mais do que perfeita nele. Enquanto ele ajustava o peitoral moldado que destacava seu torso definido, as alças de couro realçavam seus ombros largos. Os braceletes de bronze brilhavam a cada movimento, enquanto a túnica curta – ousada – deixava à mostra as coxas musculosas. As sandálias de guerreiro completavam o visual – ele parecia o próprio semideus grego.
Assim que James adormeceu, Natasha o deitou delicadamente na cama, rodeando-o com travesseiros para garantir sua segurança. Em seguida, caminhou até o marido para ajustar os últimos detalhes. Com movimentos precisos, apertou o cinto grosso que destacava sua silhueta em V e ajeitou a capa que caía elegantemente pelas costas. Erguendo-se na ponta dos pés, ajustou a faixa em sua testa, deixando seus dedos deslizarem suavemente pelos cabelos loiros dele.
— Pronto — ela murmurou, um sorriso orgulhoso iluminando seu rosto.
O gesto carinhoso os deixou bem próximos. As mãos dele envolveram naturalmente a cintura dela, enquanto o espaço entre eles desaparecia. — Você está absolutamente linda, minha esposa.
Ela repousou as mãos no peito dele. Seus olhos se encontraram, o olhar apaixonado dele aquecendo seu coração. — Você também não está nada mal, meu marido.
— Nunca imaginei que fosse possível, mas você está ainda mais atraente — ele disse, a voz cheia de ternura e um toque de desejo, enquanto os dedos traçavam as curvas dela, mais acentuadas agora.
Um rubor aqueceu as bochechas dela, tingindo sua pele de um tom rosado. — Não precisa me bajular — retrucou meio sem graça, embora o brilho em seus olhos verdes entregasse o quanto aquelas palavras significavam — A Bobbi já me disse isso. Vou ter que malhar muito para voltar à forma depois.
— Essa forma — ele murmurou, as mãos deslizando da cintura pelos lados do corpo dela, subindo até os ombros antes de segurar seu rosto com delicadeza. — Você não poderia ser mais perfeita. — Seus polegares acariciaram as maçãs do rosto dela enquanto ele inclinava a cabeça ligeiramente, o olhar ardente. — A esposa mais incrível. — A voz dele estava rouca, carregada daquele desejo familiar que sempre fazia os joelhos dela fraquejarem. — A mãe mais linda. — Ele se inclinou, beijando-a suavemente no início, mas o calor logo se intensificou. — Minha mulher — sussurrou, enquanto as mãos escorregavam para envolver a cintura dela, puxando-a para mais perto. Um lembrete silencioso do espaço que compartilhavam, de onde ela pertencia.
— Só sua — ela murmurou, a voz entrecortada, enquanto sentia os dentes dele roçarem levemente seu lábio inferior.
Quando ele mordiscou de leve sua orelha, a voz grave dele ganhou um tom provocador. — Estava pensando… quando poderíamos ter o próximo bebê — ele falou no tom de brincadeira, mas o brilho nos olhos dele traía a sinceridade por trás das palavras.
— Steve — ela sussurrou, o som leve mas carregado de emoção, como se aquela única palavra dissesse tudo o que não conseguia expressar.
Ainda segurando-a perto, ele traçou um caminho com os lábios pelo pescoço dela, roçando suavemente a pele sensível enquanto suas mãos apertavam levemente os quadris dela. A respiração dela ficou mais irregular, um tremor suave percorrendo seu corpo enquanto a voz dele, baixa e provocadora, arrepiava sua espinha. — Sabe… para o próximo… poderíamos praticar um pouco.
— Steve! — Desta vez, o nome saiu em um misto de diversão e exasperação, enquanto ela sorria, sem fôlego, dando um tapa leve no peito dele. Ainda assim, o calor em suas bochechas denunciava o quanto estava se divertindo.
— O que foi? — ele retrucou com um sorriso maroto. — Só um pouco de prática. Para manter a forma.
Como era de se esperar, novos pais com um bebê de quatro meses tinham pouco ou nenhum tempo para si mesmos. A constatação de que não se lembrava da última vez que estiveram sozinhos fez Natasha sentir uma ponta de culpa. Ela começou a murmurar: — Eu sei que não é justo com você. Me desculpe…
Steve a interrompeu com um beijo leve, cheio de compreensão e afeto. Quando se afastou, seus olhos azuis permaneceram fixos nos dela, transmitindo uma tranquilidade firme. — Ei, tô brincando, meu amor — murmurou, segurando o queixo dela entre os dedos. — Quero dizer, eu sempre te desejo, tá? Mas não quero que você se sinta pressionada, nunca. Se eu estou cansado, imagino como você deve estar.
Ela suspirou profundamente, inclinando a cabeça contra a palma da mão dele. — Estou mais feliz do que acho que mereço… mas também mais exausta do que já estive na vida — confessou, com um sorriso cansado. — E olha que já enfrentamos umas missões bem complicadas.
— Nem me fale — ele respondeu, com um sorriso quase melancólico. — Quando o Clint me avisou, achei que ele estava exagerando. Mas é isso… o peso do amor e da responsabilidade que sentimos pelo James. — Ele beijou sua testa, a voz carregada de carinho e preocupação. — Só quero que você saiba de uma coisa: eu te amo e te quero, mais do que nunca. Entendido? Mas não se esqueça também de que somos um time.
As linhas de preocupação no rosto dela começaram a se desfazer, embora uma pequena sombra de dúvida ainda persistisse. — Eu também sinto sua falta… de ficarmos juntos. Não quero que pense que não sinto. Você acabou de me deixar sem fôlego.
— Eu sei, meu amor — ele disse, envolvendo-a em um abraço carinhoso.
Deixando-se relaxar contra ele, ela fechou os olhos com um suspiro cansado. — Mas, agora, quero dormir mais do que qualquer outra coisa. Isso faz de mim uma péssima esposa?
— Claro que não, Nat — ele respondeu sem hesitar.
Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, ele a ergueu no colo, arrancando uma risada surpresa enquanto ela instintivamente o segurava. — Steve! — exclamou, a voz cheia de um riso quase infantil enquanto o Hércules dela carregava a Megara dele como uma noiva.
Sorrindo, ele a levou com passos firmes até a cama e a colocou suavemente ao lado do filho adormecido. Ela afundou no colchão, a maciez envolvendo-a como um conforto há muito esquecido, enquanto o observava deitar-se ao seu lado.
— Tenho lido alguns artigos que a Dolly me mandou sobre pais de primeira viagem — ele disse, ajeitando a capa para não incomodar James. — Isso faz parte da vida normal que sempre quisemos.
Natasha piscou, surpresa com a menção de Dr. Dolly Noonan, sua obstetra de longa data. O humor seco da médica irlandesa, combinado com sua paciência para responder às infinitas perguntas de Steve durante a gravidez, havia criado um vínculo inesperado entre os dois.
— E eu também fiz algumas pesquisas — ele acrescentou, entrelaçando os dedos aos dela. — Muitas mulheres se sentem inseguras depois de terem um bebê. Não quero que você se sinta assim, nem por um segundo.
— Você fez isso por mim? — ela murmurou, a voz vacilando enquanto lágrimas ameaçavam surgir.
— Meu amor — ele disse, acariciando suavemente o dorso da mão dela com o polegar num gesto tranquilizador. — James é meu filho também. Mas é você quem está fazendo todo o trabalho pesado. O mínimo que posso fazer é aprender a ajudar. Ou, pelo menos, não atrapalhar muito.
Uma risada suave escapou dela, aquecendo o momento. — Você sendo você, e estando ao meu lado, é tudo o que eu preciso.
— Não há outro lugar onde eu gostaria de estar, Nat — ele respondeu, a voz baixa, firme e carregada de sinceridade. — Cresci vendo minha mãe lutar sozinha, trabalhando duro para me dar o pouco que podia. Nunca quero que você ou James sintam isso. Nem por um instante.
O peito dela apertou com as palavras dele e ela deslizou um braço ao redor da cintura do marido, pressionando o rosto contra seu peito. — Como tive tanta sorte?
Ele a segurou firmemente, descansando o queixo sobre sua cabeça enquanto o abraço se tornava mais apertado. — Estava pensando exatamente a mesma coisa. Minhas doenças, a guerra, o gelo… Cada dificuldade do meu passado me trouxe aqui. Para você. Para o James. Para a nossa família.
Ela recuou levemente para olhá-lo, com o brilho de amor nos olhos. — Acho que isso é verdade para mim também. Mas, ao mesmo tempo… parece que meu passado não me pertence mais. Não agora. Não com o James.
— Nada mais importa — ele disse simplesmente, a convicção inabalável em sua voz.
Ela sorriu, deixando a serenidade tomar conta de seu coração. — Nada chega nem perto.
Desde a gravidez, as aventuras heroicas do Soldado e da Espiã haviam se tornado secundárias, eclipsadas pela maior aventura de todas: a de serem uma família.
Ele riu baixinho, os dedos traçando suavemente a têmpora dela ao afastar uma mecha de cabelo solta. — Minha mãe costumava dizer que eu era uma bênção de Deus para ela. Agora eu entendo.
— Eu também — ela sussurrou, as palavras carregadas de um acordo silencioso e sincero.
— Ela era tudo para mim, minha heroína. E é assim que o James vai te ver.
— Você será o herói dele também, pode acreditar — respondeu Natasha, a voz cálida e cheia de uma certeza que parecia uma promessa.
Ela não estava falando do Capitão América, e ele sabia disso. O olhar dele suavizou, o amor brilhando em seus olhos. — Mal posso esperar para descobrir isso. Juntos.
— Sempre — ela murmurou, o coração transbordando com um amor mais profundo do que qualquer outro que já conhecera.
Como que sentindo o momento, o pequeno Hércules se remexeu, soltando um chorinho suave que indicava ser hora de trocar a fralda. A mãe se moveu com a agilidade de quem já dominava a rotina, pegando o bebê com carinho. Sua voz soou doce e reconfortante. — Мама здесь, малышок.
O pai a observava, o peito subindo e descendo com um suspiro satisfeito. Um sorriso sereno surgiu em seus lábios enquanto passava a mão pelos cabelos.
— Vai ter que esperar sua vez, Garotão Maravilha — Natasha brincou, citando outra frase de Megara com um tom brincalhão, antes de depositar um beijo terno no topo da cabeça de James.
A voz de Steve se enterneceu, cheia de adoração para a esposa e o filho. — Por você, Nat? Eu esperaria outra vida inteira.
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Nota da autora: Por favor, sua opinião é sempre muito importante para mim.
Eu não acho que uma mulher precise ser mãe para se sentir completa, mas isso deve ser uma escolha dela, certo?
Se você quiser saber a história de como Natasha conseguiu engravidar com detalhes, leia Can We Hear It Again?, que acabei de atualizar.
Russo: Иди к мамочке, солнышко (Idi k mamochke, solnyshko) Venha para a mamãe, querido. Ты голоден, мой ангел? (Ty goloden, moy angel?) Você está com fome, meu anjo? Мама здесь, малышок (Mama zdes', malyshok) Mamãe está aqui, bebê.
REFERÊNCIAS: FANFICTION: Can we hear it again? por ym4yum1
QUADRINHOS DA MARVEL: Black Widow Vol 2 (2005) #5
FILMES: Hércules (1997) — [Megara para Hércules] Você é sempre articulado assim? (…) Acho que prefiro Garotão Maravilha.
