CAPÍTULO 31
Charles Spurlok, já há dias naquela terrível caverna, resolveu esta manhã a dar uma olhada em Hope Valle; e quando estava às escondidas, atrás do mercantil, pode ouvir toda a conversa daquela fofoqueira; E foi assim que ele descobriu sobre o estado de saúde de Elizabeth e do casamento com Nathan. O sorriso cruel apareceu em seu rosto. Aquela jovem iria sofrer em suas mãos, ela iria pagar tudo o que seu irmão Júlio Spurlok, já, já, havia sofrido tanto na cadeia quanto em sua fuga antes de morrer assassinado pelos mountie. E já que Jack Thorton estava morto, era correto que ela também pagasse pela parte dele nesse problema. E agora casada com Nathan, melhor seria porque aquele homem perderia seu rumo na vida e iria enlouquecer, quando ele achasse o corpo de sua esposa após tudo o que ele planejava fazer naquele corpinho bonito. Iria se divertir muito com aquela belezinha, e depois entrega os restos ao seu marido. Ele também iria sofrer muito por interferir com seu irmão.
— Irei esperar mais alguns dias. Se aquela vadia estava tão doente, todos dessa cidade imunda de carvão, estariam paparicando a mocinha rica, isso quer dizer que ela nunca estaria sozinha. Mas é bom, porque enquanto isso, irei preparar uns presentinhos para ela.
Charles Spurlok, tinha diferença irreconciliáveis com Elizabeth, Jack e Nathan. Charles estava cansado de ver Elizabeth, sendo o centro de atenção de todos; e então ele decidiu canalizar sua energia de uma maneira mais positiva, mas para ele... ria Charles. Ele sentou na mina, e procurou maneiras de fazer com que todos naquela cidade ficassem contra aquela professora. Além de raiva e vingança inicial, agora Charles tinha uma ambição e algo a superar. Ele iria superar Elizabeth, colocando aquela mulher a seus pés, até rastejar e implorar por seu perdão, ele tinha uma ambição que se realizaria logo logo, iria ter aquela mulher em sua cama, ou melhor, seria naquele chão sujo e duro daquela minha empoeirada, onde ela teria de lhe servir e fazer todos os seus desejos.
O céu imenso abrigava nuvens que desenhavam formas fugazes, enquanto o vento sussurrava segredos antigos nas folhas das árvores. A paz reinava nesse refúgio natural, um lugar onde o tempo parecia desacelerar e permitir que as preocupações do mundo cotidiano se dissipassem, a crueldade e maldade reinante dentro do coração de Charles Spurlok, tomava conta de seu ser, como um vulto do mal, que lhe domava seu ser.
