Srt.a sempre,

Pode pensar que fui eu que coloquei seu nome no papel, mas não faria isso com a pessoa que irá me ajudar. Estou procurando o culpado disso, mas ainda não tenho uma resposta para essa questão.

Todavia, divirta-se interagindo com as pessoas que você irá ajudar a punir e gostei de ver sua raiva, a Capital ficou animada [...]

E antes que me esqueça, irei tirá-la do zoológico por algumas horas.

Cuide-se.

- Casmo Ravinstill. -

Amassei o papel e o enfiei no sapato, tentando me acostumar com a escuridão que fazia nesses vagões de gado.

Isso deveria mudar, mesmo sendo tributos e fossem considerados lixo, se eles queriam jogos emocionantes e que desafiassem seu cérebro a reagir, então precisavam melhorar a locomoção.

Mas isso deve demorar, já que tudo estava sendo reconstruído na Capital e a ideia dos Jogos ainda era recente.

O farfalhar dos morcegos fizeram Lucy tremer enquanto dormia, mesmo duvidando que ela tenha conseguido dormir com os balanços do vagão, o calor, os sons e até mesmo a velocidade em que estávamos indo.

_ Sempre vejo você ao lado dela. - Sua voz era rouca, mas pude escutar com clareza. _ Sei que você nos odeia e não tiro sua razão, você era apenas uma criança quando foi abandonada pelo distrito.

Encontrei uma pedrinha no vagão e fiquei brincando com ela, enquanto pensava no que poderia dizer a ele, já que nunca conversamos.

_ Vocês eram legais. - Encolhi as pernas. _ Lembro que quando fui encontrada na floresta pelo Bando, eles me levaram até a praça e todos ficaram com pena.

_ Você estava ensopada e seu vestido estava totalmente destruído. - Era um belíssimo vestido que não existia mais. _ Até hoje não entendo como você apareceu no Distrito 12.

_ Não me lembro. - Sussurrei. _ Mas me lembro de tudo que passei depois. - Não conseguia vê-lo com clareza. _ Um ano depois vocês mudaram.

_ Você não sangrava, não chorava, não sentia frio e nem dor. - Mas fome sentia... _ Não acha que eles tinham um pouco de razão? - Bufei.

_ Eu era uma criança de onze anos com amnésia, tentando me adaptar a um lugar sem meus pais, sem minha família. - Respirei fundo. _ E daí se não sangro com coisas normais, ou se não consigo chorar com facilidade? Sou estranha por isso?

Sim, eu era e não tirava a razão de suas palavras de segundos atrás, apenas que eles não me deixaram explicar os motivos por trás disso, apenas me abandonaram e me privaram de viver.

Não podia sair de casa com frequência, senão os meus cabelos seriam puxados e meus joelhos seriam chutados.

As pedras não iriam me parar e o sangue não iria escorrer, mas a dor em meu peito só aumentava a cada segundo.

E o amor e carinho que tinha por aquelas pessoas se transformou em angústia, mas a raiva sobrepôs e o ódio nasceu.

_ Lucy foi a única que não me olhou com repugnância. - Encostei minha cabeça na parede do vagão.

_ Por que não levantou a mão para ficar no lugar dela?

_ Porque não deixei. - Sua voz estava coberta de sono, mas era audível. _ Ela é minha família, Jessup.

_ E adiantou alguma coisa? - Infelizmente não. _ Dois de nós irá morrer, ou todos nós. - Mesmo sentado na outra extremidade, sabia que seu rosto mostrava desespero.

_ O que quer dizer com dois? - Sentou-se ao meu lado. _ Quer dizer que a Juni pode morrer?

_ Posso, já que ao invés de 24 tributos temos 25. - Sei que não vou.

_ E se for mais? - Jessup era mais pessimista que pude imaginar.

_ Não acho que seja. - Falei. _ Quando paramos nos distritos restantes, pude contar os minutos que durou e comparar com os minutos que ficamos parados até entrar no vagão.

Lucy agarrou meu pulso e parecia animada com as minhas palavras.

_ E daí? Aposto que eles demoraram mais, já que alguns podem ter tentado fugir. - Tinha razão. _ Isso não adiantou em nada. - Discordei.

_ Adiantou, já que escutei eles jogando as pessoas e apenas alguns caminharam com suas próprias pernas. - Levantei-me do chão. _ Para os outros distritos demoraram um minuto e para nós, segundos.

Caminhei de um lado para o outro, me lembrando das sensações de quando o trem parava e colocava os outros nessas caixas de metal.

O balançar dos passos e dos gritos, me fez perceber que alguns podiam ter doenças ou estavam incapacitados em algum dos membros.

Isso seria mais fácil para esses dois, já que mesmo sendo uma jogadora e tendo que jogar, sei que não preciso vencer.

_ E o que você quer fazer? Não conhecemos essas pessoas.

_ Mas escutei como eles agiram quando perceberam que não tinha volta. - Riu, mas não liguei. _ Tirando nós três, ficamos com 22 pessoas, mas isso pode mudar.

_ Por quê? - Tentei vê-la. _ Sei que eles irão se matar enquanto podemos correr por aquela arena, mas eles podem acabar criando grupos.

_ Exato, eles irão ficar em equipes e os jogos não são para isso, já que é cada um por si. - Só existe um vencedor. _ Eles irão se matar se ficarem com raiva de seus companheiros.

_ Você pensou nisso tudo agora? - Discordei, mas ele não viu.

_ Não, pensei nessas coisas enquanto desejava vir para esse lugar. - Mas agora não queria estar aqui. _ E vejo que foi bom planejar isso.

_ E o que mais? - Lucy estava mais ansiosa que eu. _ Temos uma chance real de vencer?

_ Sim, mas apenas um de nós. - Os morcegos já estavam me irritando com esses barulhinhos.

Olhei para cima e não os vi perfeitamente, mas sabia que se eles ficassem irritados iriam para cima de seu agressor, o fazendo contrair raiva.

E isso me deu uma ideia, mas só podia fazer isso quando essa porta de metal se abrisse e quando isso acontecesse, Jessup não estaria mais entre nós.

Lucy vencerá esse Jogo e estará com o Bando, o lugar que ela sempre amou em estar e não me importo de sujar minhas mãos por ela, mesmo sendo uma pessoa do mesmo distrito.

_ Podemos ficar juntos e...

_ Ela acabou de dizer que podemos nos trair para vencer. - Como estou fazendo. _ Então é cada um por si.

_Jessup...

_ Minha rosa, ele está certo. - Iria reclamar. _ Se eu morrer, espero não ser enterrada no Distrito 12. - A fiz rir, gostava de sua risada. _ E cante no meu funeral, quero ir em paz.

Continuei brincando com a pedrinha sem esperar sua resposta.

Porém, meus pensamentos viajaram para as pessoas dos outros vagões, já que precisava saber de suas fraquezas para que não morrêssemos em menos de cinco segundos na arena.

Os distritos um e dois são os mais fortes e bem alimentados, do três ao onze são o que tem a chance mínima de vencer alguma coisa.

Já o doze, somos apenas uns mortos de fome e Jessup tem essa estatura toda devido ao serviço na mina.

A Lucy era pequena e magra, mas tinha mais flexibilidade devido aos movimentos de dança que teve que ensaiar.

Entretanto, sou apenas algumas cabeças mais altas que Lucy e menor que Jessup, não tinha nada além de esquemas e conspirações em minha cabeça, nem mesmo força.

_ Você conseguiu ver os outros? - Pisquei algumas vezes por perceber que ele falava comigo.

_ Provavelmente tem alguém doente, consigo escutar alguém tossindo. - Ficaram em silêncio para escutar. _ Tem alguém com o apelido lenhador, pode ser forte.

_ Você escutou isso tudo no meio desse barulho? - Parecia surpreso. _ Sério, você é assustadora. - Revirei os olhos.

O trem desacelerou e meu corpo foi para o lado, quase caindo em meus próprios pés.

Porém, o impacto que sofri na parede de metal fez que os morcegos ficassem agitados e sobrevoassem o pequeno local.

_ Merda, tinha que atiçar eles? - A porta foi aberta e meus olhos arderam, mas pude ver alguns saindo.

Porém, um deles mordeu o pescoço de Jessup, algo que não era para ter acontecido agora, mas já que foi mordido, não tenho culpa dessa inevitável morte.

_ Você está bem? - Lucy se levantou e correu até o garoto.

_ Estou, apenas fui arranhado, nada demais. - Sorriu e caminhou para sair ou os pacificadores iriam entrar.

O vejo pular e pegar a Lucy pela cintura, a levando pacificamente para o chão.

Antes que pudesse caminhar até a beirada e pedir desculpas pelo transtorno, ele simplesmente se virou e saiu, me fazendo engolir minha racionalidade e continuar a pensar no momento em que ele iria morrer por raiva.

Respirei fundo, sentindo o cheiro de carvão e fumaça, algo diferente das minhas memórias.

Pulei do vagão, tropeçando nos meus próprios pés e quase caindo nos pés de um pacificador.

O que faria os outros tributos rir, mas não serei a chacota dessas pessoas, não mais.

Olhei para o lado e fiquei paralisada com o garoto que estava ali, com o uniforme da Academia e com duas rosas em mãos...

Lindo, ele era lindo e não era nem mesmo pelos olhos azuis gélidos, ou os cabelos loiros como raios de sol, não, ele era lindo por seu sorriso contido.

Aproximei-me dos três que estavam ali, ficando ao lado da Lucy que observava a rosa na mão do garoto.

_ Juní, esse é o nosso mentor, Coriolanus Snow e ele nos trouxe rosas. - Parecia zombar e mesmo assim, pegou a rosa. _ Isso foi fofo de sua parte.

O garoto me olhou e parecia que uma tempestade havia se formado em meu coração, mas uma tempestade que ele tinha acesso para dissipar.

Engoli em seco enquanto pegava a rosa de seus dedos finos, mas o meu olhar continuou o medindo.

_ Gostei da saia. - Sorri e a Lucy gargalhou. _ Não ria tanto, ele pode ficar vermelho. - Algo que já estava ficando.

Antes que sua boca abrisse, escutamos gritos dos outros tributos que tentavam fugir ou matar essas pessoas. Mesmo se conseguissem fugir, algumas horas depois estariam mortos.

Esse lugar não era mais a Capital em minhas memórias, eram um covil sem emoções e apenas usavam a arrogância para comandar.

Fui puxada pelo pacificador atrás de mim, que me induzia a segui-lo, mesmo que pudesse arrancar meu braço no processo.

_ Espere... - Snow gritou e foi até um dos Pacificadores.

Apertei o caule da rosa e parei de vê-lo, apenas me concentrei no beco que continha o carro que iria nos transportar.

O meu braço foi solto, me fazendo entrar no carro que continha vários rostos que não conhecia.

Mas a minha audição realmente era algo impressionante, já que realmente tinha alguém doente.

_ Não vai se sentar? - Lucy estava espremida entre essas pessoas e neguei.

Não tinha espaço para... O carro se mexeu, mas a porta continuava aberta e fiquei confusa com isso, até que cabelos loiros apareceram em minha visão.

Ele estava todo descabelado e suado, como se sua vida corresse perigo se não estivesse nesse lugar.

_ Quem é o bonitão? - Não prestei atenção em que falou, apenas o puxei para se segurar antes que pudesse cair.

A porta se fechou, mas os olhares ficaram em cima do Snow, como se fosse comê-lo no momento seguinte.

_ Ele é o nosso mentor. - Apontou para mim.

_ Por que vocês têm professor e nós não?

_ Mentor. - Falei.

_ Vocês também têm mentores. - Retirou alguns fios de cabelo de sua testa. _ Infelizmente eles não puderam vir, mas vocês irão...

_ Acho que podemos matar esse merdinha e ganhar nosso passe livre daqui. - Lucy riu de suas palavras.

_ Ele é um nobre da Capital, se encostarem em um fio de cabelo dele, vocês que irão morrer. - Não estava errada.

Ele a observou e os dois sorriram, acho que tinham um entendimento tácito entre os dois.

A única coisa que ela não poderia fazer era se apaixonar por esse homem, ele podia ser lindo e educado, mas a sensação de estar na presença de outra pessoa com segundas intenções falava mais alto.

Era como se estivesse me vendo em um corpo diferente.

_ Não está doendo? - Sua voz caiu no meu ouvido, me fazendo sentir cócegas na ponta de minha orelha.

_ O quê? - Olhei para ele quase fazendo nossos narizes se encostassem.

_ Sua mão está apertando a rosa e não consegui tirar a tempo o espinho, ela não está doendo? - Pegou minha mão e abriu ela, tirando a rosa entre os meus dedos.

A vermelhidão ficou, mas sangue ou dor não existia, era como se não tivesse um espinho no caule.

O vejo tirar o espinho e quebrar a metade do caule, me devolvendo a rosa novamente.

_ O que faz aqui? - Perguntei.

_ Queria conhecer vocês, já que tenho que ajudar vocês vencerem. - Sorri e neguei.

_ Só uma pode vencer, escolha sabiamente, Snow. - Pisquei.

_ Você é estranha. - Concordei. _ Todos aqui querem sobreviver, mas parece que não se importa.

_ É que consigo me salvar sem que você interfira, posso ter esse rostinho de sonsa, mas minha cabeça já está matando essas pessoas como se fosse nada. - Seus olhos brilharam e segurou o riso.

_ Então você está dizendo com todas as letras que não me quer como mentor? - Não estava irritado.

_ Estou dizendo com todas as letras para não me atrapalhar, Snow. - Antes que sua voz saísse, a porta se abriu e a caçamba se inclinou como uma lata de lixo sendo esvaziada.

_ Merda! - Os tributos foram jogados e alguns até rolavam pelo chão da caçamba.

Lucy tentou se segurar onde estava sentada, mas seus dedos escorregaram e não tive tempo de gritar o seu nome, já que meu pulso estava preso na corda em que estava segurando.

Olhei para o garoto que se segurava e que riu quando me viu presa.

_ Espero que morra, então. - Piscou e sentou-se no chão, escorregando por ele até chegar em terra firme.

_ Filho da puta. - Desamarrei a corda que nem mesmo percebi que estava enrolada em meu pulso e tentei deslizar pelo chão como loiro oxigenado.

Mas a inclinação não me deixava colocar os pés no chão e a única alternativa era me jogar desse lugar e cair em algum ser humano.

O vento zumbiu em meus ouvidos como se fosse uma mulher gritando de dor, mas a luz me cegou antes que pudesse confirmar que estava viva e bem.

Pensei que cairia em alguém robusto e macio, mas parece que cai em um saco de ossos ambulante.

_ Você pode sair de cima de mim? - Pisquei algumas vezes e vejo loiro e vermelho. _ Você é pesada.

_ Está me chamando de gorda? - Continuei deitada de bruços, deixando seu rosto espremido na pedra.

_ Osso também pesa. - Tentou se virar, mas não deixei. _ Você quer me matar?

_ Se isso for fazer você calar a boca, acho que sim. - Fiquei de quatro e me sentei em sua bunda, observando o local em que estávamos. _ Por que você não falou que teria entrevista?

Apoiou seus cotovelos na pedra e olhou para todos que nos observavam, mas apenas suspirou em derrota.

_ Você falou de mim, mas você é um saco de osso ambulante. - Sussurrei sem sair do lugar, estava confortável.

_ Pelo menos consigo comer três refeições por dia e você? - Quero pegar esse cabelo loiro e manchá-lo de vermelho.

_ Duvido muito. - Saio de cima dele, o fazendo sufocar pelo peso. _ Quer ajuda? - Bufou enquanto se levantava e observei o chão, procurando a minha rosa.

Ela estava toda estraçalhada perto da graminha que crescia ali, mas existia um valor sentimental nessas pétalas que sobraram e mesmo sendo um presente desse oxigenado, não podia fazer desfeita.

A peguei e a coloquei no bolsinho do meu vestido.

_ Isso é novidade. - Escutei o repórter dizer. _ Por que um dos alunos da Academia está ali?

Aproximei do garoto e o empurrei para andar, ele precisava ganhar o público e se para isso fosse necessário mostrar seu rostinho suado, então iríamos usá-lo.

_ Apenas sorria e explique o porquê de estar aqui. - Sorri, enquanto o seguia.

_ Você está me mandando?

_ Sim, e é melhor seguir minhas palavras, ainda não quero morrer aqui, ainda mais com você. - Arrumou as roupas e olhou em volta.

Lucy se aproximou e ficou sem entender o que estávamos falando, o que não queria explicar no momento.

Apenas que sua rosa não estava estraçalhada, mas estava em seu cabelo e aquilo a fazia ficar mais bonita que antes.

_ Vão vocês dois, não sou boa em ser cordial com os outros. - Snow franziu o cenho e não contestou.

Apenas pegou a mão da Lucy e a mostrou para o público infantil, a deixando explicar como era sua vida no distrito ou como era sua família.

Não queria chamar atenção dos outros, mesmo já chamando devido ao meu grito de ódio ou como apareci sentada em um dos alunos da Academia.

Mas foi engraçado e não pude deixar de rir agora, tentando não me lembrar de como os lábios do Snow se transformaram em um biquinho fofo.

_ Nunca vi você rir. - Parei no mesmo segundo. _ Por que está deixando a Lucy ter tanta atenção? - Estava suando demais.

_ Porque você vai morrer e eu não quero voltar para o distrito. - Dei de ombros, o fazendo estranhar. _ Não foi um arranhão, não é, Diggs? - Semicerrei os olhos. _ É melhor pedir a Lucy para escrever suas últimas palavras.

Empurrou-me para a parede e bateu nela, fazendo que minha atenção se voltasse inteiramente para ele.

_ Você fez aquilo de propósito. - Estalei a língua. _ Sua víbora, espero poder matá-la quando puder.

_ Tente me matar aqui, tem várias câmeras nos filmando. - Apontei, mas ele não virou a cabeça. _ Dê um gostinho para o distrito do que você é capaz de fazer para vencer.

_ Vou levá-la comigo para o inferno, eu juro. - Afastou-se para se sentar em algum lugar.

Palavras contendo raiva eram deliciosas de escutar, ainda mais quando sabe que elas iriam morrer entaladas em sua garganta até que sua boca borbulhe com baba branca.

Vou amar ver isso, ver a quão desesperada a minha mente pode ficar quando tudo começar.

Fechei meus olhos e me sentei no chão, esquecendo que minhas mãos estavam tremendo devido ao medo que senti.

Mesmo com raiva, foram eles que me ajudaram, então nunca quis o mal de ninguém, mesmo que minha cabeça quisesse o oposto.

Todavia, eles não me viam com os mesmos olhos, então para que continuar tendo empatia com essas pessoas?

Acho que se continuasse assim, fraca e inútil, poderia acabar morrendo de verdade.

_ Acho que o senhor não ficará aí para sempre. - Olhei para o repórter com bigode de duas voltas.

Lucy falou algo antes de o Snow ser levado pelos Pacificadores e quando meu alívio iria invadir por não o ver por algumas horas, dois Pacificadores me puxaram da minha paz.

Arrastando meus pensamentos para longe desses tributos que pareciam selvagens demais para a minha cabeça se acostumar.

_ Onde está levando-a? - Olhei para trás e mexi meus lábios. _ Juní! - Tentou vir em minha direção, mas Jessup a segurou e sorria enquanto via minha desgraça.

Isso apenas me dá mais força para continuar com os meus planos, planos que não existia ninguém desse zoológico.