20 de Agosto de 2017.
Glen, Heywood, NC.
O calafrio que eriça todos os pelos do seu corpo por conta do contato gelado contra sua pele quente a faz estremecer nos lençóis. Ela observa o pequeno cubo de gelo deixar um rastro molhado em sua pele conforme ele escorrega pelo meio de seus seios. Partindo de sua barriga, onde fez sua rotatória contornando o seu umbigo, a mão dele guia o cubo gélido até seu mamilo esquerdo. O frio emanado dele entra em contato com as aréolas de seu seio, contornando o bico enrijecido e o deixando brilhar por conta do rastro de água. Ela se contorce com a sensação gélida e espinhosa e isso arranca do homem diante dela um sorriso. Hipnotizada pelos lábios esticados dele, ela o observa guiar os mesmos ao encontro do seu seio e refazer o trajeto do cubo gelado com a língua antes de abocanhar seu mamilo e sugá-lo.
Ela preferia definitivamente o calor da boca dele.
Ela cruza as pernas para tentar gerar algum atrito com seu clitóris enquanto ele devora seu mamilo, ciente de que deveria estar incrivelmente molhada. A mão dele, no entanto, desce por sua barriga e abre suas pernas novamente. Seus dedos rudes esfregam seu ponto sensível e sua entrada ao mesmo tempo que seus dentes mordiscam seu bico e o puxam.
Hinata não contém o gemido que escapa de sua garganta e se contorce diante de sua mão e boca, desejando mais de ambos. Ela abre os olhos ao perceber seu erro e morde o lábio. Involuntariamente, ela puxa as mãos algemadas contra a cama quando o dedo de Naruto brinca com os pequenos lábios de sua vagina.
"Você é realmente péssima em manter esse focinho calado."
"Me desculpe, é que é difícil…" Ela sussurra chorosa.
"Vou ter que te punir. Eu disse que era para você ficar quieta."
Seus olhos suplicantes e seu lábio preso entre os dentes demonstram sua apreensão. "Eu sinto muito, senhor."
Naruto se afasta e pega um novo cubo de gelo dentro do pote. Os olhos dela acompanham suas mãos. O pequeno cubo vai de encontro aos lábios dele, Naruto o suga antes de descer a mão novamente e sem cerimônias, introduzir o mesmo cubo dentro da abertura pegajosa de Hinata.
O contato frio lhe causa um espasmo e mais uma vez ela puxa os pulsos presos. Com o lábio preso ela contém um segundo gemido.
Gelado… muito gelado!
Ela tenta fugir do contato.
Naruto se deleita com as incontáveis expressões no rosto dela, todas sôfregas no intuito de conseguir obedecer as ordens dele.
Ele pressiona ainda mais o gelo contra suas paredes íntimas e Hinata estremece. Ele não empurra tudo ou do contrário não poderá remover o quadrado liso e escorregadio. Ele puxa de volta e contorna os pequenos lábios dela, esfregando em seguida seu clítoris inchado e os grandes lábios.
A visão da boceta dela toda aberta para ele o deixa incrivelmente duro. Estava molhada tanto pela secreção que ela expelia e escorria por sua pequena borda em conta do prazer e tanto pelo gelo que a contornava, causando tremeliques nela.
Ele queria tanto fodê-la.
Uma das coisas que mais o deixava excitado era manter Hinata sob seu domínio, presa e rente às ordens dele. Ela dizia que era a sua boneca, a sua cadelinha insolente e ele gostava de poder domá-la. Ela literalmente se parecia com uma boneca. Tão pequena e de cintura fina e magra, mas com curvas que derrubaria qualquer homem. Uma bunda tão macia e redonda e seios tão fartos e sedentos. Ela era tão pálida que qualquer contato marcava sua pele e Naruto adorava deixar suas digitais. Ela gostava de ser marcada por ele, de ser o brinquedinho sexual dele, de ser a boneca favorita dele.
As sessões de tortura compensavam, todas elas, se no final ela acabaria sendo preenchida por ele e gozaria em seu pau. Ela gozava tão fácil com ele, era tão bom ser tocada por ele, ser fodida por ele. Desde que os joguinhos começaram, era cada vez mais difícil se conter. Naruto estava conhecendo o corpo dela como ninguém, sabendo exatamente onde eram seus pontos mais sensíveis e como fazê-la chegar ao limite.
Ela o deixava prendê-la, surrá-la na bunda, deixar marcas de mordida e chupões pelo seu corpo. Deixava-o penetrá-la rudemente quando ele perdia o controle. Ela simplesmente adorava.
Ela sente o contato cortante e gelado deslizarem por toda a sua vagina e remexe as pernas e o quadril. Naruto introduz o cubo mais uma vez e ela prende a respiração. Queria gemer, queria gritar, queria fugir do contato. Um murmúrio sôfrego sai baixinho e chama atenção de Naruto.
"Pode falar." Ele começa a pressionar o cubo contra as paredes dela.
"Queimando…" É tudo que ela consegue dizer e Naruto o remove.
"Será que eu consigo congelar o seu cérebro daqui?" Ele brinca e chupa o gelo que retirou dela. "Seria muito interessante…"
"Naruto…" Ela resmunga agitada na cama, sem conseguir parar de esfregar os pés contra o lençol.
"O que você quer?"
"Você!"
Ele procura por outro gelo e Hinata fica chorosa. "Está queimando… muito gelado."
"Eu vou facilitar para você." O cubo na mão dele é menor. Ele se aproxima de seu rosto o exibindo. "Mas se eu ouvir qualquer gemido, eu vou introduzir isso em você e deixar na sua boceta até que ele derreta."
Ela estremece com a ideia e assente. "Eu vou ficar quietinha, eu vou sim, eu prometo."
"Vai ser uma boa cadelinha?" Ele sorri deslizando o gelo nos lábios dela.
"Eu vou sim!"
Quando ele retorna para o meio de suas pernas, Hinata esperava que fosse conseguir suportar mais uma vez o contato frio e gélido contra seu botão sensível. Porém, quando ela sente o pequeno cubo ser introduzido de novo e vê a boca de Naruto cobrir seu clitóris, ela tem que morder o próprio braço para não gemer.
O contato quente da língua dele cria um contraste incrivelmente erótico com o frio do cubo, enviando sensações inesperadas ao sistema de Hinata. Ela fecha os olhos e sente a língua dele lamber o cubo e as bordas de sua entrada, o sugando ao mesmo tempo que a chupa. Ele afunda a boca contra sua vagina pressionando ambos os lábios e fica brincando com o cubo. Com a ponta da língua gelada, ele contorna novamente seu clítoris e começa a sugá-lo.
Hinata tentou, ela jura que tentou, mas Naruto foi sagaz, ele fez de propósito. Ele a devorou enquanto derretia o cubo com o calor da sua boca e da boceta dela que estava praticamente em chamas. Antes mesmo que o gelo derretesse por completo e dissipasse o toque gélido, Naruto sentiu escorrer por sua língua o gosto amargo e pegajoso da secreção que Hinata liberava enquanto gozava em sua boca. Quando ele sobe os olhos, ela não está somente gritando como também se contorcendo. Ele agarra em suas coxas para mantê-la no lugar e continua a trabalhar com a boca, sentindo seu pau doer dentro da calça enquanto suas narinas são invadidas pelo aroma extasiante e inebriante que a boceta dela libera, juntamente de seu néctar que escorre por sua língua.
Hinata abre os olhos um pouco desorientada e ofegante. Ela procura por Naruto. "Você… você foi longe demais." Ela tenta se explicar. "Eu não consegui segurar… desculpe! Você não parou e eu não consegui me segurar. Estava tão bom."
Era impressionante a habilidade dela de se parecer com uma garota inocente. A expressão em seu rosto, com as sobrancelhas unidas e olhos suplicantes, piscando aqueles longos cílios para Naruto como se ela estivesse passando por isso pela primeira vez. Ele até cairia no teatro dela, se já não conhecesse a peça de cor e salteado.
"Você se esforça tanto pra ser uma cadela má, não é, Hinata?"
Ela balança a cabeça para os lados. "Eu juro que não!" E desce o olhar para o volume evidente na calça dele, seu interior queima. "Deixa eu me redimir, senhor, por favor."
Naruto percebe o que ela quer e se aproxima. "E como você quer se redimir por ter gozado sem a minha permissão?" Ele senta do lado dela na cama e cobre um seio dela com a mão a apertando com certa força.
"Deixa eu mamar você." Ela resmunga com o beliscão que ele dá em seu bico. "Deixa?"
"Você quer mamar no meu pau?"
"Sim, deixa eu te aliviar…"
"Acha que eu preciso me aliviar?" Ele retira as chaves do bolso e abre a algema libertando seu pulso esquerdo. Ele afunda o joelho na cama do outro lado dela para poder liberar seu outro braço e Hinata massageia os pulsos ao se sentar.
"Acho que eu poderia cuidar disso pra você."
"Mas você não merece, afinal você quebrou duas regras hoje." Ele se senta mais para o meio da cama com as pernas para fora e bate no colo. "Vem cá."
Hinata engatinha até ele e se deita de bruços em seu colo, apoiando seu abdômen em suas pernas. Ela deita a cabeça na cama e sente Naruto acariciar sua bunda nua.
"Desculpa por ter te desobedecido."
Naruto desvia o olhar de suas nádegas para seus olhos e não consegue deixar de sorrir diante da expressão no rosto dela. A garota inocente e arrependida de instantes atrás acabou de evaporar, dando lugar a Hinata que ele conhece e vê todos os dias, esbanjando um sorriso malicioso e com os olhos brilhando de luxúria.
"Prefiro essa versão." Ele ouve a risada dela.
"Você gosta da sua cadelinha má, confesse..." Ele desliza a mão contra sua bunda.
"Vou te mostrar do que eu gosto." Dito isso, sua mão pesada desfere o primeiro tapa contra sua nádega e Hinata geme baixinho com a ardência.
Naruto observa a vermelhidão surgir em sua pele alva e desfere mais um tapa. Ele inicia sua punição com uma sequência ininterrupta de tapas contra ambas as nádegas rechonchudas de Hinata, que sente sua entrada voltar a umedecer com a surra que estava levando.
Cada tapa que ecoava em seu ouvido e machucava sua pele a enchia mais ainda de êxtase. Naruto afasta seus glúteos para ver o pequeno líquido escorrendo pela entrada dela.
Hinata sempre implorava por uma surra.
Ele adentra um dedo em sua vagina e ela geme contra a cama. Naruto introduz mais dois e passa a penetrá-la, sentindo o quanto o interior dela estava quente e úmido, lambuzando seus dedos. Ele os retira e com os mesmos molhados ele contorna o seu orifício anal antes de forçar a ponta do seu dedo por ele. A entrada absurdamente mais apertada do que a outra aquece seu dedo conforme ele avança. A nádega dela é afastada para que ele possa assistir sua entrada engolindo seu dedo. Ele começa a movimentá-lo dentro dela e Hinata empina a bunda para ele.
Naruto belisca sua pele e ela resmunga de dor quando ele a manda ficar quieta.
Seu dedo afunda mais e o aperto em volta dele parece esmagá-lo. Ele o remove devagar para poder lubrificá-lo novamente junto de mais um. Ele desfere mais palmadas contra seu bumbum conforme soca seus dedos nela. Com os dedos encharcados, ele volta a abrir seu buraco, mas desta vez com dois dedos e Hinata sente a resistência de seu corpo em repeli-lo. Ele movimenta as pontas dentro de seu canal anal e ela não consegue conter um gemido, se agarrando aos lençóis e tentando assimilar as sensações.
Fazia um tempo que não fazia sexo anal com Naruto e ela sentia tanta falta disso. Seu coração bate rápido na expectativa dele foder a sua bunda hoje a noite. Seus dedos empurram contra sua entrada apertada e ela quer rebolar neles, mas tenta se manter no lugar. Percebendo sua agitação e cedendo ao seu próprio desejo de fodê-la, ele se inclina para perguntar rente ao ouvido dela.
"Mesmo você não sendo uma boa garota, eu ainda vou te dar o poder da escolha." Hinata abre os olhos e sente o hálito quente dele contra sua orelha. "Hoje você vai poder escolher onde quer o meu pau dentro de você." Ele afunda os dedos nela. "Você quer que eu foda a sua boceta inchada ou a sua bunda marcada?"
O ar foge dos pulmões dela quando ele remove os dedos para estimular seu clitóris. "Minha bunda, minha bunda, por favor." Ela empina a mesma e sente as mãos dele acariciando a pele avermelhada.
"Ah, é? Então peça."
"Por favor, senhor. Fode a minha bunda, por favor, eu preciso tanto de você…"
Naruto sorri com a expressão chorosa de Hinata, mordendo o lábio e esfregando a bunda em sua mão.
Com um tapa ardido, ele pergunta. "Precisa de mim?"
"Hum, sim, sim, preciso de você!"
Lentamente, Naruto remove os dedos dela para poder se levantar e ir até a prateleira e buscar o lubrificante. Hinata o observa remover a camiseta pelos ombros e braços e sua calça acompanhada de sua boxer cair no chão.
"É isso que você quer?" Ele segura em seu próprio pênis completamente duro enquanto desliza por ele o líquido escorregadio. "É o meu pau que você quer?"
Hinata se esfrega na cama. "Uhum, é o seu pau que eu quero!" Os olhos dela brilham ao ver o membro grande e avermelhado apontando em sua direção, completamente sedenta em senti-lo dentro dela.
Naruto se aproxima da cama e passa a mão pelo corpo dela. Ele se inclina sobre seu corpo e desliza os lábios por seus ombros e costas. "Você vai ser boazinha enquanto eu fodo a sua bunda, hein?"
"S-Sim, eu vou…" Hinata sente os dedos lubrificados de Naruto a introduzirem novamente. Esparramada na cama, ela dá um gritinho quando seus tornozelos são puxados por Naruto a arrastando até a beirada da cama. Ele a posiciona com uma perna no chão e a outra dobrada no colchão, a deixando aberta para ele. Sem mais demora, segurando em seu comprimento, ele pressiona sua glande avermelhada e lubrificada contra a entrada da bunda dela e reprime um gemido quando a carne ao redor esmaga a cabeça do seu pau. Hinata geme manhosa com a bochecha colada no lençol. Com a entrada escorregadia, Naruto desliza seu membro para dentro sem demora e deixa Hinata sem fôlego abaixo dele, agarrando nos lençóis para conseguir recebê-lo. A ardência a invade, mas o prazer de senti-lo é ainda maior. Ela tem sua nuca agarrada e logo a boca dele está em seu ouvido.
"Quero você gemendo feito uma puta, entendeu?" Ele começa a investir contra sua bunda e Hinata tem seu corpo impulsionado para cima. Sua entrada apertada e estreita se abre diante o membro grosso de Naruto e ela o sente se enterrando cada vez mais dentro dela. Ele era grande e isso a causava certo incômodo, mas ela não ligava. Não existia nada melhor do que ter a sua bunda sendo fodida por Naruto Uzumaki.
Ela não mede seus gemidos, finalmente podendo soltá-los de forma incontida. Naruto a prende no colchão com a mão em seu pescoço enquanto observa o anus dela engolindo seu membro exigente lhe impondo um ritmo cada vez maior. Suas veias estão saltando para fora e seu comprimento brilha por conta do lubrificante, a entrada enrugada e avermelhada dela o engole e o esmaga, arrancando toda sanidade de Naruto em pouquíssimo tempo. Um rosnado escapa de seus lábios e ele crava os dedos na nádega avermelhada de Hinata a abrindo mais, ele empurra seu pau com mais força até que suas bolas colidam contra suas coxas.
Era um espaço tão apertado, tão fodidamente apertado. A bunda dela, tão branca, mas cheia das marcas de suas mãos o enchem de luxúria e ele volta a espancá-la de novo. Hinata grita com cada palmada. Por estar praticamente deitada de barriga na beirada da cama, ela sente seu clitóris ser estimulado contra o lençol enquanto Naruto arromba sua bunda freneticamente. As juntas de seus dedos ficam brancas com tamanha força com a qual ela agarra o lençol. Sua testa funda na cama e ela geme alto com mais um tapa. Sua boceta pulsa e lambuza o tecido abaixo dela, escorrendo enquanto seu anus é fodido. Ela sabe que não duraria muito, ela nunca conseguia segurar por muito tempo quando Naruto decidia foder sua bunda.
Era uma sensação esmagadora, muito maior que seu autocontrole. Ele sabia a foder como ninguém, o pau dele era mágico, ele era incrivelmente gostoso, era tudo que Hinata precisava. Somente ele conseguia proporcioná-la tanto prazer, somente ele a fodia tão bem. Hinata queria ser a cadelinha dele para o resto da vida.
Naruto já estava pulsando fazia horas, às vezes ele até se assustava com o seu autocontrole, pois Hinata conseguia fazê-lo pingar de desejo por ela com muita facilidade. O modo como ela se entregava a ele e ficava à mercê de seus desejos mais sórdidos o deixava completamente louco por ela. Era preciso muito esforço para não esfolar a sua bunda de dentro para fora, era preciso cuidado ao devorar a sua cadelinha insolente.
Ele agarra a perna esticada dela e a dobra sobre a cama, saindo dela, ele a empurra para o meio da cama e a ordena que fique de joelhos e com as mãos contra a janela. Com as pernas bambas, ela se esforça para ficar na posição ordenada. Ela apoia as mãos contra o vidro e pelo reflexo enxerga Naruto se ajoelhando atrás dela, suas mãos grandes puxam seu quadril e ela fica com a bunda ligeiramente empinada, o pênis dele a penetra novamente e Hinata deixa escapar um gemido. O braço dele passa por debaixo do dela e sua mão agarra seu pescoço. Hinata apoia as mãos contra o vidro enquanto ele volta a socá-la na bunda.
A cidade reluzente do lado de fora é refletida em ambos os olhos, nem ela e nem ele estão prestando atenção nos prédios mais afastados, eles estão olhando seus reflexos no vidro. Naruto passa o olhar pelo corpo de Hinata e vê seus seios balançando conforme ele empurra seu quadril contra a bunda dela.
"Você quer gozar?" Ele pergunta em seu ouvido e ela sofre para responder.
"S-Sim, por… favor… oh! Sim!"
"Então goze pra mim!" Ele aperta a mão contra seu pescoço e afunda seu pau em sua entrada apertada com mais velocidade. Os gemidos de Hinata ficam mais desordenados e seu corpo enfraquece. Ela empina mais a bunda e fica quase de quatro quando toca em seu clitóris para finalmente gozar. Ela só precisou encostar e quando percebeu já estava convulsionando nos braços de Naruto em um orgasmo avassalador.
Ela grita o nome de Naruto diversas vezes enquanto é atingida pelo clímax que logo é compartilhado por ele. Não demora muito para que ele sinta sua glande expelindo seu esperma dentro do buraco apertado de Hinata, preenchendo seu canal anal. Ele geme arrastado contra o ouvido dela enquanto seu membro lateja em sua bunda.
Hinata leva a mão até a nuca de Naruto e geme manhosa para ele poder gozar dentro dela. Ela pode sentir o líquido quente em seu anus, escorrendo por sua perna. Ela acaricia seu cabelo e se vira para beijá-lo. Os dois caem exaustos na cama. Após a euforia passar, Hinata se espreguiça e deita parcialmente em cima de Naruto, que parecia estar quase dormindo.
Ela puxa seu rosto e ele resmunga, mas abre os olhos sonolentos para encará-la. Seu cabelo negro grudava em alguns pontos do seu rosto e suas bochechas geralmente pálidas ainda estavam coradas pelo sexo de minutos atrás. Naruto encara aqueles olhos perolados que parecem absorver toda luz que emergia da cidade através da janela ao lado deles. Ela sorri para ele, como sempre fazia quando transavam, satisfeita por ter sido a bonequinha dele.
Ele se amaldiçoa por achá-la tão linda, tão obscuramente bela. Ele se amaldiçoa a cada segundo com ela, porque aquilo era errado, ele estava errado. Ela era linda, mas era nova demais para ele e a sua vida já estava complicada o suficiente.
Ele segura em seu rosto e desliza o polegar pelos lábios inchados dela, que tratam de sugá-lo para dentro da boca. Os olhos dela encaram a cidade lá fora e de repente ela parece uma pintura trágica e tristemente perfeita, uma estrela que teve seu fim colidindo com outro astro e deu origem a uma nebulosa incandescente. Uma obra-prima que ele nunca teria condições de obter.
Aqueles olhos, embora reluzentes, eram como um buraco negro, sempre absorvendo qualquer resquício de luz ao seu redor. E cada vez que eles pairavam sobre ele, Naruto sentia o pouco que restava de sua própria luz ser sugada por Hinata.
Ela era o fruto proibido e ele seria condenado por tocá-la.
Ela valeria a pena?
As pérolas são escondidas atrás de suas pálpebras quando os lábios dele vão de encontro aos dela.
(...)
Era comum os olhos dela refletirem o céu acima, especialmente quando estava nublado. Havia algo sobre as nuvens cinzentas e carregadas esconderem tão bem o maior astro do sistema solar acima da troposfera. Era impressionante elas terem essa habilidade, de obscurecer a força da vitalidade que emergia do sol a ponto de você esquecer que ele existe.
Fazia um belo contraste com a sua vida, a fazendo comparar a camada cinzenta e nebulosa com a sua jornada e fazendo do sol escondido atrás desse véu um raio de esperança que ela se perguntava se a atingiria em algum momento da sua vida.
Se em algum momento ela sentiria esse calor que chamam de felicidade. Algum dia ele iria enfim brilhar para ela também?
O sinal anunciando o fim da aula a puxa de volta para a sala de aula e ela começa a juntar seus pertences. A caminho do refeitório, ela decide pular a refeição. Um sinal de cabeça é o suficiente para Kiba sair da fila e segui-la para fora do refeitório. Eles atravessam o ônibus escolar estacionado no mesmo lugar há 3 anos por falta de manutenção e atravessam uma pequena abertura que dá acesso a um pequeno recinto onde eles geralmente se juntavam para fumar. Exatamente o que iriam fazer agora.
Hinata deixa sua mochila no caminho e pula em cima de uma das latas de alumínio para se sentar. Ela retira do bolso seu cigarro e o acende, sendo acompanhada por Kiba.
Kiba era atualmente o único companheiro que não havia abandonado o bando de Hinata ao longo do tempo. Eles costumavam ser mais de cinco, mas as coisas mudavam com frequência. Ela ainda tinha a companhia de Shino e Rock Lee algumas vezes, mas Kiba era quem sempre estava ao lado dela feito um cachorrinho. Ele era o seu maior fornecedor, sempre arrumando uma maneira de dar a Hinata o que ela queria quando não conseguia pegar com as próprias mãos.
"Como andam as coisas na sua casa?" Kiba preenche o vazio ao se sentar no chão.
"Mesma coisa de sempre." Ela dá de ombros e descansa a cabeça contra a madeira, encarando novamente as nuvens.
"E Hanabi? Anda indo bem na escola?"
"Sim, ela sempre vai bem, é um gênio."
"Mas ela disse que estava com dificuldades em matemática."
"Te disse é?" Ela o olha de relance.
"Eu converso com ela quando estou na sua casa. Ela gosta de mim."
"Claro que gosta." Ela sorri. "Ela estava, mas Naruto deu umas aulas para ela. Parece que ajudou."
"O Naruto? Seu padrasto?" Ele ri nasalado.
"Uhum, ele mesmo e qual a graça?"
"Sei lá, não pensei que vocês fossem se dar tão bem com o novo namorado da sua mãe."
"Ele é professor!" Ela explica como se fosse óbvio. "Sabe lidar com crianças e pirralhos da idade da Hanabi." Seu cigarro queima um pouco. "Ela deve gostar mais dele do que de você."
"Virou uma competição agora?"
Ela dá de ombros, divertida. "Não é você que está aumentando as notas dela em matemática."
Kiba bufa. "Vai se foder!"
Ela sorri e volta com seu cigarro.
"Então, ele é um cara legal?" Ele a olha. "Esse tal Naruto. O que você achou dele?"
"Ele não é ruim. É reservado, fica muito na dele e geralmente não invade nosso espaço, o que é tudo que eu preciso." Ela soa indiferente, mas a lembrança da noite de quatro dias atrás invade sua memória, a fazendo pigarrear.
"E sua mãe parece gostar mesmo dele?"
Hinata aperta os lábios. Sim, sua mãe parecia gostar mesmo de Naruto, o que só aumentava a sua satisfação em tê-lo com ela. Seria bom tirar dela algo que ela amava também.
"Acho que sim, eu não sei. Sabe que eu não ligo para o que acontece na vida dela."
"Apesar do que você fala dela, a sua mãe é bonita…" Ele divaga sozinho e atrai o olhar de Hinata.
"Por que não foi se apresentar como pretendente?"
"Você acha que ela gosta de caras mais novos?" Ele sorri com suas garrinhas nos dentes.
Hinata faz uma careta. "Ela odeia o cheiro de cachorro molhado." O sorriso de Kiba morre dando vez ao dela. "Mas tente algum dia, vai que você dá sorte!"
"Você gosta desse cachorrão aqui!" Ele rebate enfiando o cigarro na boca. "Nunca ouvi você reclamar."
Divertida, Hinata joga nele uma pequena pedra. Kiba reclama, mas se levanta apagando o seu cigarro. Ele se aproxima de Hinata.
"Se bem que ultimamente você tem me deixado pra escanteio." Ele puxa a perna dobrada de Hinata para baixo para se envolver entre elas. "Faz um tempo desde que você me procurou." Ele enfia o rosto na curva do pescoço dela. "Eu não tenho mais dado conta do recado?" Sua boca entra em contato com sua pele e Hinata sente seu corpo ficar tenso. Ela empurra seus ombros.
"Não, nada disso, eu só não to tendo cabeça para isso…" Ela tenta se esquivar e lhe envia um sorriso torto.
Kiba aperta sua coxa e investe novamente. "Eu posso te fazer ficar na vontade de novo, que tal?" Sua boca ataca novamente e Hinata sente que vai precisar afastá-lo com mais força. Se Naruto visse qualquer marca em seu corpo, ele não iria tocá-la mais.
"Kiba… aqui não é lugar…" Ela desvia de sua boca. "O sinal já vai bater." Ela se levanta e apaga o seu cigarro.
Ela ouve a frustração de Kiba. "Você tá distante pra caralho ultimamente. O que foi? Achou um brinquedinho novo?" Ele bagunça os cabelos castanhos e a encara.
"E se eu tiver? O que você tem a ver com isso?"
"Caralho, Hinata!"
"Quantas vezes vou ter que te lembrar que você não é meu namorado?"
"Tá bom, não precisa repetir. Mas não tô falando só do sexo, você sumiu mesmo. Não tem ido mais com a gente até a Afterlife. Você praticamente abandonou os rolês, não sai mais com a gente, nem quer mais saber da galera! Não tô falando só de mim."
"Ai, pelo amor de Deus, que grudento!" Ela se inclina para pegar a mochila. "Deixo de ir a alguns rolês e estou te abandonando?"
Desde que se envolveu com Naruto, Hinata tem passado seus finais de semana no apartamento dele, passando a maior parte do seu tempo com ele quando ele não estava ocupado. Esse era o motivo da sua distância dos amigos. Ela achou algo mais interessante para fazer.
Mas Kiba era exatamente como um cachorro que vivia agarrado em sua perna. Ele não a deixava em paz.
"Eu só… sinto a sua falta."
Hinata reprime a vontade de revirar os olhos. "Você me vê todos os dias nesse inferno de lugar, porra!"
"Você me entendeu!"
"Eu não vou transar com você só porque você tá carente, até parece que se esqueceu com quem está falando. Eu não vou ser sua boceta de consolo!"
Ela vira as costas, mas Kiba segura a manga do seu moletom.
"Tá, tá, tá! Ok, que tal uma social hoje, então?"
Hinata o envia um olhar cheio de tédio e ele continua.
"É na casa do Deidara!" Ele sobe as sobrancelhas. "A galera toda vai estar lá, a gente pode só ficar de bobeira juntos em um canto, eu prometo que não vou te atacar e nem nada."
"Eu não sei, não to muito afi-
"Eu posso descolar alguns doces pra gente." Ele interrompe Hinata e ela vira para ele. "Pra deixar você mais animada."
Hoje era sexta e não tinha Naruto no cronograma, o que significava que ela poderia aproveitar a noite como quisesse. Tudo que ela não podia fazer era ir para cama com outro garoto, mas tirar um tempo para se divertir não a faria burlar nenhuma lei.
O sorriso no rosto de Kiba evidencia a sua resposta.
(…)
Quando ela retorna para casa, ainda tem esperanças de ver Naruto durante o dia, mas percebeu que esperou o dia inteiro em vão. Ele não visitaria a casa Hyuga hoje. Quando o dia anoiteceu, ela encontrou com Kiba do lado de fora de sua casa e juntos eles partiram para a casa de Deidara.
Aparentemente, era aniversário do coleguinha rico e arrogante da escola e aproveitando a brecha que os pais deram ao viajar, Deidara se encarregou de planejar sua própria festa de aniversário. O que não era diferente em quase nada das demais festas que ele arquitetava.
A casa dele era grande e com uma piscina imensa. Quando Hinata e Kiba chegaram, eles se juntaram a Shino.
"Hinata finalmente nos deu o ar de sua graça."
"E aí, Shino! O que temos pra hoje?"
"Um bolo gigante de maconha!" Ele apontou com a cabeça em direção à sala e através das paredes de vidro Hinata viu o bolo de aniversário de Deidara.
"Não tem o formato-
"Mas é um brisa-bolo." Ele explica e Hinata ouve a risada de Kiba. "O bolo tem…?"
"Sim, tem, nos 3 andares." E foi impossível até para Shino não rir quando Hinata se curvou na frente dele.
Eles se juntaram e entraram na casa relativamente cheia. Hinata agarra uma garrafa de cerveja para começar a noite e não demorou muito para Kiba lhe chamar para um canto mais reservado. Ela abre a boca e Kiba deposita uma pílula em sua língua esticada.
Quando a bebida de Hinata acaba e ela encaminha até a cozinha para procurar mais na geladeira, uma garota alta e loira a aborda do balcão.
"Hyuga!"
Ela se vira e se depara com um par de olhos azuis, cabelos longos e lisos e seios quase saltando para fora do vestido agarrado, curto e de alças de Ino.
"Servida?" Ino assentiu e ela lhe entrega uma cerveja.
"Não sabia que você apareceria por aqui hoje, faz um tempo que você não dá as caras."
Ela dá de ombros. "Andei meio ocupada." Ela se apoia no balcão.
"Eu duvido muito!" Ela desdém e Hinata ri.
"Eu não sou uma vadia desocupada."
"Você é exatamente uma vadia desocupada! Não vem com essa."
"Digamos que eu tenho as minhas prioridades." Ela encara Ino ao beber. "E isso aqui. "Ela gesticula ao redor. "Não tem me atraído tanto."
Ino a observa beber e se inclina mais no balcão. "E o que exatamente tem te atraído ultimamente?"
Os olhos de Hinata acompanham os dedos da loira brincando com seu colar adornando seu pescoço. "Minha cama." Ela toma outro gole. "Sou uma alma velha, me canso fácil."
"Nunca te vi se cansar de festas, você praticamente morava na Afterlife."
"É bom dá um tempo de vez em quando, pra bater a saudades. Eu só estive meio away… Sem muito ânimo."
"Foi essa falta de ânimo que nos afastou também?"
"Não estamos afastadas, nos vemos todos os dias no colégio."
"Isso quando você decide aparecer por lá também. Qual é, você sabe do que eu tô falando…"
Hinata ri sem jeito. Ino sempre arrumava uma maneira de encurralá-la contra a parede.
"Ino…"
"Parece que você se cansou fácil de mim."
"Eu nunca me cansei de você!"
"Então por que sempre que te procuro, eu não te acho?"
"Porque… eu sou assim, eu sumo, é o que eu faço, não é pessoal, eu meio que preciso. Eu sou uma porra loca chata pra caralho, você não ia me querer por perto por muito tempo, vai por mim."
"Você gosta de se fazer de difícil, hein."
"É um aviso!" Hinata a olha. "Vai por mim, ter apenas partes de mim é bem melhor."
"Por que você sempre faz isso?" Ino a pergunta enquanto a observa procurar algum petisco no balcão.
"Isso o quê?"
"Afasta as pessoas." Seus olhos buscam sinceramente por uma resposta. "Repele as pessoas como se elas fossem um câncer." Ela gesticula com as mãos.
"E você não concorda que elas são?"
"Você nunca parou pra pensar que possam existir pessoas que se importam com você de verdade?"
Ela quase sente vontade de rir.
"Você é uma delas?"
"E por que não?"
Hinata apoia as mãos no balcão. "Você é uma princesa muito fodida, sabia disso?"
"Eu tô falando sério."
"Eu acredito em você, mas isso não vai adiantar. Se preocupe com pessoas que merecem a sua atenção, Ino." Ela puxa o queixo da loira para perto. "Só de ter o seu olhar de desejo é o suficiente pra mim porque, a partir daí, podemos fazer algo a respeito." Ela sorri ladina.
Ino suspira enquanto encara aquele par de pérolas que sempre fizeram seu coração palpitar além do normal. Era uma maldição ter uma queda por Hinata Hyuga, mas o que ela podia fazer? Não conseguia desencanar.
Por mais que ela quisesse se aproximar, Hinata sempre a impedia.
"Você poderia deixar essa princesa fodida cuidar da sua gatinha gótica viciada em leite batizado."
A risada de Hinata invade seus ouvidos. "Você cuida do seu jeito e eu adoro."
"Mas tem me evitado. É literalmente uma gata que escorrega da minha mão quando tento te agarrar."
"O que eu posso fazer, sou uma gata petulante e rebelde. Talvez eu goste de fazer manha." Ela puxa o queixo da loira e deposita um selinho demorado em seus lábios.
Ino fecha os olhos e inala o cheiro dela. "Você gosta dessa pose misteriosa, não é?"
"Vai dizer que não é exatamente isso que te atrai em mim?" Hinata tenta se afastar, mas Ino a impede puxando seu rosto e lhe roubando um beijo, o que deixa Hinata desorientada.
"Você é uma vadia irreparável mesmo!" Ela sorri contra sua boca e agarra em seu pulso enquanto contorna o balcão. "Vem, vamos dançar."
"Ino, espera-
"Tá tudo bem, eu me contento com algumas partes de você, umas bem específicas."
Hinata já estava alterada tanto pela bebida quanto pelo estimulante que havia tomado mais cedo. Então foi fácil sua mente voltar para os encontros que tinha com Ino, subitamente lhe dando saudades dos tempos compartilhados.
Ela havia de fato parado com seus encontros casuais depois que Naruto apareceu, o que aparentemente chamou a atenção dos colegas, todos notaram seu sumiço das festas. Não era muito comum da parte dela se ausentar. Mas o acordo que Naruto impôs a ela foi justamente esse. Sem sexo com outros rapazes e sem drogas. Ela estava cumprindo apenas uma das exigências.
Os seus sentidos ficavam mais desordenados quando ela se drogava e geralmente ela esquecia de alguns momentos quando estava no ápice. Ela usava várias vezes na noite dependendo do quanto estava se divertindo e hoje ela acreditava que iria embora cedo, mas isso foi antes de Ino aparecer, arrastá-la para a pista de dança e começar a esfregar seus seios nos dela enquanto dançavam. A garota loira sempre teve uma queda pela Hyuga e por um tempo elas chegaram a compartilhar várias noites juntas na casa de Ino. Mas como ela mesmo havia analisado, Hinata era escorregadia e desafetuosa, o que a permitia acabar com os joguinhos quando quisesse e sem remorso algum. Ela sempre deixava claro que era apenas sexo, mas isso não impedia algumas pessoas de a desejarem um pouco além disso, como Kiba e Ino.
Hinata havia afastado Kiba mais cedo e ele certamente não conseguiria nada dela essa noite também, mas ali no meio da pista, dançando com Ino, que constantemente tocava em alguma parte da sua pele por baixo da blusa, a libido de Hinata acabou sendo despertada, seja pelos toques dela ou pela maldita pílula. Não importava mais. A única coisa que importava no momento era encontrar um quarto naquela imensa casa.
Ela estava praticamente sendo arrastada por Ino enquanto subia as escadas entre beijos e risadas. Estava difícil sair do lugar para procurar um quarto, até porque Ino não desgrudava a boca da dela, a empurrando contra a parede mais próxima a todo momento e a agarrando.
O som da cabeça de Hinata batendo contra o chão foi abafado pelo carpete felpudo do quarto, mas a queda foi motivo o suficiente para arrancar risadas exageradas das duas. Hinata ia se escorar em uma porta, mas a abriu ao mesmo tempo, e acabou caindo de costas com Ino em cima.
"Porra, Ino!"
"Desculpe!" Ela sai de cima de Hinata para fechar a porta. Ela aproveita para remover as sandálias e quando Hinata esta em pé novamente, ela a empurra contra a porta e beija seus lábios.
As mãos de Hinata apertam sua cintura sobre o vestido e a puxam para perto. Ino espalha beijos por seu pescoço ao descer a mão por sua blusa e agarrar seu seio por baixo dela. Hinata levanta seu rosto para poder beijá-la enquanto as mãos de Ino abrem o zíper de sua calça e invadem sua calcinha. As mãos de Hinata tentam se escorar na porta quando o dedo dela acaricia sua boceta encharcada.
"Porra!" Ela geme incontida e agarra a nuca da loira que volta a morder e chupar seu pescoço. A sensação parece lhe trazer uma memória importante, mas Hinata tem dificuldade de processar a fonte.
"Eu sinto… eu sinto que não deveria estar fazendo isso…" Ino afunda os dedos nela e Hinata começa a mover o quadril em direção a eles. "Caralho, caralho, Ino!"
"Por que não deveria estar fazendo isso, hum? Não sentiu minha falta?" Ela levanta a blusa de Hinata e abocanha seu mamilo exposto. Hinata sente que vai derreter nas mãos dela.
"É que eu… e-eu…" O dedo entre o indicador e o anelar dela estimulam seu clitóris e Hinata perde a linha de raciocínio. "… Porra, eu não sei! Merda!"
Ela agarra o couro cabeludo da loira e a beija novamente. Aos tropeços elas caem na cama juntas e Hinata afasta sua cabeça por um momento. Seus olhos analisam seu rosto ofegante. "Você não é um garoto…"
"Bem observado, pearls." Ela ri. "Decepcionada?"
Hinata move a cabeça para os lados rapidamente. "Não, não, tá tudo certo, vem cá!" Elas se beijam e Ino trata de terminar de puxar o jeans de Hinata a deixando apenas de calcinha. Deitada na beirada da cama e com as pernas penduradas, Hinata fica apoiada nos cotovelos para observar a boca gulosa de Ino contornar seu mamilo e mordê-lo. Ela desce por seu abdômen e se ajoelha no chão e entre as pernas de Hinata. Com os olhos brilhando a morena observa Ino colocar sua calcinha de lado e passar a língua em sua entrada a deixando mais molhada. Hinata ofega com o contato e tomba na cama novamente quando Ino começa a trabalhar.
"Ah, porra!" Ela agarra os fios de Ino e esfrega seu clitóris contra a boca saliente dela, sentindo a língua dela estimulando seu botão sensível em uma velocidade que a fará gozar. Ela rebola freneticamente contra a boca da loira levantando seu quadril para cima e estremece na cama quando seu orgasmo a atinge, vindo em uma onda tão avassaladora que Hinata acaba vendo estrelas por baixo das pálpebras fechadas.
Ela sente uma pressão em seu baixo ventre e agarra a cintura de Ino quando ela se senta em cima dela. O beijo compartilhando faz Hinata sentir o gosto da própria boceta.
"Senti falta do seu gosto, Hina."
Ainda tomada pela onda de prazer, Hinata inverte as posições delas na cama e Ino fica por baixo. Removendo as alças do vestido os passando pelos braços, Hinata puxa o tecido para baixo revelando os seios fartos da loira, ela os apalpa ao mesmo tempo que os mama, levando Ino à loucura. Hinata desce a mão para a entrada dela e também empurrando sua calcinha para o lado, não tarda em introduzir dois dedos para socá-los nela. Ino agarra em seus ombros e levanta o pescoço para Hinata chupá-lo. Sua entrada umedece contra os dedos dela e Ino geme baixinho, mordendo o lábio. Hinata encosta sua testa na dela e elas se encaram enquanto os dedos da morena dedam a boceta inchada de Ino. Ela investe o quadril para cima e pode sentir Hinata afundar mais dentro dela até conseguir estimular os nervos do seu clitóris por dentro com a ponta dos dedos.
Ino abre as pernas e rebola contra os dedos dela, sentindo o calor tomar conta dela. Ela sente seu clitóris pulsar e geme manhosa enquanto Hinata fode sua boceta com os dedos cada vez mais rápido.
"Ah, Hina… oh!" Hinata observa ela ofegante embaixo de si e rebolando cada vez mais contra seus dedos, ela estava perto.
"Senta na minha cara e goza na minha boca!" Ela pede e remove os dedos. Hinata volta a se deitar e puxa Ino para ela. Sabendo que não vai durar muito, ainda trêmula, Ino levanta mais o vestido e se posiciona para se sentar no rosto de Hinata. A morena puxa sua calcinha de lado e sem rodeios começa a chupá-la com voracidade. Hinata lambe sua entrada para colher do seu néctar e toda a extensão de sua boceta inchada e avermelhada, ela suga o clitóris entre os lábios e com a sucção Ino começa a rebolar contra sua boca freneticamente. Ela apoia a mão contra a cabeceira da cama e grita de prazer quando atinge o seu clímax.
A língua de Hinata trata de estender seu orgasmo e Ino estremece contra sua boca, esfregando sua boceta toda contra os lábios inchados dela.
Ela cai na cama ao lado de Hinata, completamente ofegante.
"Porra! Como eu senti sua falta!"
Hinata solta uma risada. "Eu também senti a sua." Ela bagunça sua franja e enruga a testa. "Merda…"
Ino a olha. "Por que disse que não podia estar fazendo isso?" Ela pergunta. "Kiba está com ciúmes de você de novo?"
A imagem de Naruto surge em sua mente e ela estremece.
"Eu acho que… eu preciso ir." Ela se levanta e tenta colocar seu jeans sem cair. Sua blusa é ajeitada no lugar e ela vai até o banheiro para poder lavar o rosto.
Ela observa Ino ajeitando o seu vestido e recolocando as sandálias, exatamente como uma princesa. A loira sorri ao vê-la contra o batente da porta.
"Queria que voltássemos ao mesmo fluxo de antes." Ela alisa a bochecha pálida de Hinata. "Eu realmente sinto a sua falta."
Hinata agarra seu dedo e o chupa, arrancando uma risadinha de Ino. "Eu não valho o seu tempo." Ela diz ao depositar um beijo lento nos lábios dela. "E você é gata demais pra mim." Ino sorri. "A gente repete isso a qualquer hora." E com um último beijo, Hinata sai do quarto.
Seu senso de coordenação ainda estava prejudicado, então ela tem que se escorar nas paredes enquanto desce as escadas. Ao alcançar o salão principal, ela percebe poucas pessoas presentes, a maioria desmaiada no sofá ou no chão. Seus olhos procuram por Kiba para arrastá-lo junto dela ou simplesmente avisar que estava de saída. Hinata faz uma pausa ao ouvir um certo burburinho vindo do quintal da casa. Um som em uníssono indicava que estava tendo algum espetáculo. Ela vê o cabelo espetado e a jaqueta de couro com espinhos de Kiba e se aproxima, mas ao chegar perto o suficiente e ter sua visão preenchida pelo boneco que estava pendurado na sacada, sendo alvo das pancadas de Deidara, sua mente é inundada por memórias que a atormentavam e seu corpo enfraquece, a fazendo cambalear para trás e cair no chão.
Kiba percebe sua presença e se vira.
"Hinata!" Seu sorriso morre quando ele percebe a expressão de pânico em seu rosto. "Ei, Hinata, está tudo bem?" Ele se ajoelha ao lado dela e segue seu olhar, indo direto para o boneco de pano pendurado com uma corda no pescoço e com rabiscos assinados pelos amigos de Deidara e sendo alvo de pancadaria, aos poucos se deteriorando e vazando balas de maconha.
Ele a escuta engasgar. "O que você está sentindo? Hinata, fala comigo, o que tá acontecendo? Você está passando mal?"
Ele puxa seu rosto para perto para que os olhos dela o encontrem, mas eles se recusam a focar em qualquer outra coisa senão no maldito boneco. Hinata sente sua mente girar e sua garganta arder com um enjoo que domina seu estômago. Ela se livra das mãos de Kiba e caindo pelo caminho, corre até o banheiro mais próximo para vomitar.
Ela se senta ao lado da privada com um braço apoiado na tampa enquanto limpa a boca, mas o gosto continua em sua língua. Ela tenta focar em qualquer outra coisa que não seja seu coração batendo freneticamente no peito, mas não tem muita coisa interessante no banheiro. Ela pisca algumas vezes para que as imagens saiam de sua vista, desapareçam de suas memórias, mas não consegue.
O ambiente começa a ficar pequeno apesar do banheiro ser ridiculamente grande. Seus olhos varrem o local e ela tem a sensação das paredes estarem se aproximando dela. Seus olhos estão marejados e sua garganta dói junto do aperto que domina seu peito ofegante. Ela pressiona a mão contra o tórax e agarra sua blusa, como se sua mão pequena pudesse simplesmente arrancar aquela agonia crescente e jogá-la no lixo ao lado dela.
Está ficando sufocante aqui dentro…
Ela puxa a camisa e inspira fundo diversas vezes, como se de repente todo o oxigênio tivesse ficado escasso no banheiro. Um zumbido crescente toma conta de seus ouvidos e ela se sente surda. O som da euforia lá fora sendo abafada.
Não, não, não, não, não, porra, não!
Ela apoia as mãos e joelhos no chão gelado e aperta suas pálpebras. Seu peito sobe e desce numa tentativa de inalar mais ar. Sua garganta está se fechando e sua cabeça doendo.
A imagem não vai embora, por mais que ela tente, ela não vai. Sua cabeça balança para os lados para dissipá-la. Ela ainda pode ouvir o burburinho abafado do lado de fora, eles estão gritando e comemorando enquanto ele está lá, pendurado pelo pescoço enrolado em um cabo de fibra, esganado, sufocado, enforcado, com os olhos vermelhos e esbugalhados, sem ar, sem vida.
Sua visão fica embaçada. Ela estava chorando?
Não! Porra! Não!
Ela engasga ao reprimir a queimação em sua garganta e em um ato de desespero, ela começa a abrir todos os armários do banheiro. Jogando no chão tudo que não lhe era necessário, ela tem a sorte de encontrar atrás das toalhas um pacote de giletes fechado, provavelmente do pai de Deidara. Ela rasga o pacote e pega uma gilete. Sentindo que o ar vai a abandonar completamente dentro de instantes e se vendo mergulhada em uma poça incessante de lágrimas, com as mãos trêmulas e a vista embaçada, ela pisca para que o pequeno montante de lágrimas escorregue pela marca d'água de seus olhos e puxa a manga de seu moletom rapidamente, ela pressiona a lâmina contra sua pele e sente o tecido se rasgando, criando uma pequena camada de sangue na linha horizontal.
Fazia tanto tempo desde a última vez…
A dor a traz de volta para a realidade. Uma sensação de alívio a invade e ela consegue respirar novamente. A dor tem o poder de apagar a sua memória e ver o sangue escorrendo a lembra de que ela está viva, mesmo que pela metade, mesmo que às vezes não seja assim que ela se sinta.
Suas costas escoram contra o azulejo gélido do banheiro e sua cabeça tomba para trás. Suas bochechas estão mais úmidas do que ela gostaria, mas já passou. Ela leva o braço até a boca e tampa o ferimento com os lábios, sentindo o gosto metálico de seu próprio sangue. Ela fecha os olhos para permitir que o cheiro de ferro invada suas narinas e aperta os dentes ao redor da ferida. Uma carranca de dor a atravessa. Um barulho na porta é ouvido e no segundo seguinte ela é aberta por um Kiba preocupado.
"Eu te procurei por toda parte!"
Ao fitar os tênis surrados de seu amigo parado à porta, Hinata encara o inevitável, sentindo a realização da sua situação caindo sobre si e se rendendo ao que ela já suspeitava, ao que ela já sabia. Os seus dias nunca mais serão aquecidos por aquele sol escondido acima das nuvens.
Não existia a menor chance daqueles raios a alcançarem novamente.
(...)
Ela tentava se lembrar da dica que recebeu para poder resolver aquela equação. Estava mais difícil do que esperava. Sempre que as vírgulas se misturavam com os números, seus cálculos ficavam imprecisos. Era frustrante, mas ela conseguiria.
A borracha na ponta do lápis apaga a mesma linha mais cinco vezes até ela acreditar que atingiu um bom resultado. Ela o abandona na mesa e estica os braços para o alto, se espreguiçando e tentando estalar alguns ossos das costas. Ficaram muito tempo curvadas.
A garota checa seu telefone celular e sorri com a mensagem da amiga e a navegação pelas redes sociais a distrai por alguns minutos. Ela só se lembra de que precisa dormir quando um bocejo involuntário escapa pela sua boca. A tela do celular é bloqueada e ela se levanta para guardar seu material. Ela caminha até o banheiro para escovar os dentes e desce as escadas para encher a sua garrafa de água que mantinha no criado-mudo perto da cama.
Parada na porta da geladeira, ela ouve a porta da entrada fechar com um estrondo consideravelmente alto.
Seus olhos observam sua irmã mais velha entrar com os cabelos escorrendo e escondendo seu rosto. Ela não a notou na cozinha. Parecia bêbada, o que era comum. Estava cambaleando e se apoiando nos móveis, mas havia algo a mais. Suas mãos estavam se movendo fazendo sinais como se ela estivesse falando com alguém.
Os olhos opacos de Hanabi captam os passos dela até o quarto e ela percebe que a irmã não usou força o suficiente para fechar a porta.
Deixando a garrafa de água na mesa e com passos de gato, ela se aproxima devagar do quarto dela tentando enxergar algo pela pequena fresta. Ela escuta a voz da irmã murmurando baixo e encosta metade do rosto contra o batente da porta. Mesmo com a visão reduzida, ela consegue ver Hinata deitada na cama de bruços lutando para remover o moletom. Ela parecia estar imersa em outro universo, pois falava sozinha e ria de alguma piada interna.
Ao se livrar da blusa, ela se vira na cama ficando de barriga pra cima, a cabeça dela fica quase pra fora da beirada. Hanabi observa a expressão alheia de Hinata, com os olhos semiabertos e lábios se mexendo. Era como se ela tivesse sido sedada e o efeito estivesse iniciando, a levando aos poucos desse mundo.
Hinata gesticula com a mão observando seus dedos que pareciam incrivelmente interessantes, mas logo ela joga os braços abertos para os lados e é nesse momento que Hanabi se arrepende de ter espionado a irmã.
Seus pés sobem o mais rápido que podem a escada e logo ela se encontra sentada em sua cama, no conforto de seu quarto e com a porta trancada. Enquanto fitava o tapete de seu quarto, a imagem de três linhas avermelhadas no pulso da irmã custam a deixar sua mente. Ela se lembra de ter visto isso em algum lugar, sabia o que significava. O semblante vazio e distante da irmã a incomoda e algo parece crescer dentro de seu peito, algo que insiste em sair por sua garganta como uma bola de gude enorme.
Hanabi sente algo morno e molhado pingar nas costas de sua mão que ela não havia percebido que estava tremendo. Ela agarra seu pulso com firmeza para impedir a tremedeira e aperta os olhos deixando que eles vazem por suas bochechas.
Ela desejou ter levado mais cinco minutos para decidir descer até a cozinha. Cinco minutos a impediriam de estar no estado em que estava agora.
Foi a primeira vez que ela viu sua irmã estar sob os efeitos das drogas. E foi a primeira vez que ela se deu conta do quanto Hinata realmente sofria.
17 de Março de 2031.
"Foi a primeira vez em muito tempo que eu me cortei." Ela se explica. "Não é algo que me orgulho, mas ajudava."
"E quando foi a primeira vez?"
"Quando tinha 15 anos, depois que visitei o túmulo do meu pai. Foi a primeira vez que fui vê-lo e fui sozinha, pensei que seria melhor assim, não queria minha mãe por perto, ela me irritava. Mas foi uma atitude idiota, não foi uma boa ideia, só me deixou pior." Ela aperta o tecido da blusa. "Ler o nome dele gravado naquela lápide não me fez bem, achei injusto. Me recusei a chorar, não queria chorar, estava com muita raiva. Então pensei que seria bom pra me distrair. Sentir um tipo diferente de dor." Ela levanta os olhos. "Funcionou por um tempo."
"Automutilação ou autolesão é um indício de pretensão suicida."
"Que irônico, não? Deve ser de família então, uma merda hereditária."
"Você chegou a pensar nisso quando se auto mutilava? Em tirar a própria vida?"
Ela vê a pena nos olhos cintilantes da dona da pergunta enquanto aguardava por sua resposta.
"No início não, era apenas para aliviar a dor no meu peito, pura distração."
"E depois? Você chegou a tentar?"
Ela para pra pensar na única vez que realmente teve coragem pra isso. Mas ela não tem certeza se teria feito o que fez se estivesse com a mente limpa. Foi um conjunto de fatores.
"Uma vez, é, eu fiz."
"Por quê?"
Um longo e cansado suspiro, sua mão descansa na testa. "Minha mãe." Ela diz como se esse tivesse sido o motivo. "A gente discutia muitas vezes e por qualquer merda, o clima em casa era uma droga e… bom, eu tava na merda também, e aí um dia eu fui pega com maconha no banheiro da escola, me delataram e ligaram pra minha mãe."
Curiosamente ela sente vontade de rir.
"Obviamente, fui expulsa do colégio e quando cheguei em casa tive que ouvir um sermão dela, que não foi bem um sermão, foi mais um caminhão de frustrações com a filha incompetente que ela despejou em mim."
"O que a sua mãe te disse?"
Ela puxa na memória.
"Ela envolveu o meu pai na discussão." Seus ombros caem um pouco. "Ela envolveu o meu pai morto numa discussão que não existiria se ele estivesse vivo."
08 de Maio de 2016.
Vista Del Rey, Heywood. NC
A porta do carro bate com força assim que Hinata sai de dentro. Com passos duros, ela corre para dentro de casa, mas é seguida por sua mãe que estava com os nervos tão a flor da pele quanto ela.
"Ei! Nem pense em se trancar no seu quarto, Hinata! Volta aqui!" Uma vez que é ignorada, ao passar pela sala, ela joga a bolsa no sofá e corre para agarrar o pulso da filha.
"Que porra você pensa que está fazendo, garota? E olha pra mim quando eu estiver falando com você!"
"Me solta, porra!" Ela puxa o braço com violência. "O que você quer? Eu já fui expulsa mesmo, que se foda!"
"Não, não, não! Você não pense que eu vou deixar isso passar em branco, qual é a porra do seu problema? Vendendo drogas dentro da porcaria do colégio, mas que porra Hinata!"
"Eu já disse que não era minha e eu não tava vendendo nada, tava só guardando pra um colega-
"Para de mentir, para de tentar me fazer de idiota, eu não sou idiota, eu não nasci ontem, eu te conheço, eu sou a porra da sua mãe, afinal de contas!"
"Não era minha!"
"Para de mentir! A sua palavra não vale nada, nunca valeu. Você tem noção que você podia ir pra cadeia, caralho?"
"Você teria ficado muito feliz né? Uma pena você ter contornado a situação tão bem."
"Qual é o seu problema afinal de contas? Você não tem ideia do quanto isso pode acabar com a sua vida?"
"Que porra de vida? Que vida, caralho? Viver presa nesse inferno de casa com você não é vida."
"Você usa?"
"O quê?"
"Você também usa além de vender?"
"Como você acha que eu aturo você? Tomando chá de camomila que não é."
Os olhos da sua mãe tremem.
"Você anda se drogando dentro da minha casa?"
"E também na escola, aparentemente."
Hinata solta uma risada e vê o olhar de nojo da sua mãe.
"O quê? Decepcionada? Eu estou muito acostumada com esse seu olhar, viu? Não vai me amedrontar."
"Você nunca se importa com nada, né? Você nunca é atingida pelas consequências, você gosta de bancar a insensível, a inatingível."
"É porque eu não ligo mesmo. Aquele colégio de merda? Foi um alívio ter saído de lá."
"Se eu não fosse amiga do diretor, você poderia estar na cadeia agora mesmo, você tem noção disso? Eu tive que implorar para ele não te reportar para polícia."
"Você disse a ele que a merda não era minha? Porque não era, eu te disse."
"Como se ele fosse acreditar na palavra de uma delinquente dos infernos!"
"Paciência então, né!"
Sua mãe apenas a encara por alguns instantes, tentando entender porque sua filha era daquele jeito. Onde ela teria errado na educação de Hinata para ela ter se tornado a pessoa que é hoje. Por que ela não foi capaz de criar a própria filha? Onde ela errou?
"Você se orgulha disso? De ser assim?"
Hinata a olhou com desdém.
"Eu não me orgulho de nada. Eu só quero paz de você, ficar longe de você, não ter que olhar pra sua cara de novo nunca mais."
"Você é incrivelmente ingrata."
"Já acabou o sermão?"
Hera observa sua filha por um instante.
"Você não para pra pensar no que o seu pai diria se estivesse aqui?"
O interior de Hinata se agita com a menção do pai e no mesmo instante seu olhar endurece.
"O que você disse?"
"No olhar de desgosto dele para você? Ao saber que a filha dele se tornou… isso?"
O coração de Hinata começa a bombear com mais violência.
"Não fala do meu pai!" Ela avisa.
"Por quê? Eu não tenho o direito de tocar no nome do seu pai?"
"Não, não tem, não fala dele! Você é a pessoa que menos tem direito de mencionar ele. NÃO FALA DELE, PORRA!"
"Se ele estivesse aqui com certeza teria morrido de desgosto pela filha que tem!"
Ela insiste e Hinata sente sua respiração acelerar.
"Você acha que ele aprovaria o seu comportamento? Vendo o tipo de exemplo que você está sendo para Hanabi?"
"Cala a boca… "
"Eu falo porque antes de ser o seu pai ele foi meu marido e eu sei que não era isso que ele queria que você se tornasse, nesse projeto de vagabunda desinteressada pela vida e se afundando nas suas próprias merdas. Sim, Hinata, eu falo porque eu sei exatamente o olhar que estaria estampado no rosto de decepção do seu pai se ele estivesse aqui no meu lugar agora."
Hinata não se contém.
"Cala essa boca! ERA PARA ELE ESTAR AQUI AGORA, NO SEU LUGAR, ERA PARA ELE ESTAR VIVO E VOCÊ MORTA!"
Ela grita e Hera recua. As narinas de Hinata estão infladas e seus punhos estão fechados.
"Queria que você tivesse morrido no lugar dele! Era para você ter morrido e não ele! Se ele estivesse aqui, eu seria mais feliz, tudo seria diferente, tudo, tudo porque você é uma merda de mãe, é uma merda de esposa, uma merda em tudo, então não fale do meu pai. NÃO SE ATREVA A ABRIR ESSA BOCA PARA FALAR DO MEU PAI! SE ELE NÃO ESTÁ AQUI HOJE, É POR SUA CAUSA. Você que merecia morrer, você, não ele. VOCÊ!"
"Mãe?"
Ambas se viram e percebem tarde demais Hanabi com os olhos marejados no topo da escada.
"Hanabi, volta para o seu quarto, filha."
"Por que vocês estão brigando?"
"Filha, volta- Hinata, não! Volta aqui! Hinata!" Hera corre atrás da filha mais velha que passa voando pela porta da frente, fugindo dela e da discussão. "Se você sair dessa casa agora não precisa voltar depois porque eu não vou deixar!"
Tudo que ela recebe em resposta é o dedo do meio levantado em sua direção. Hinata começa a correr e some da sua vista ao virar a esquina.
As palavras duras e cruéis dela ecoam na mente de Hera, que em seu primeiro momento de fraqueza em muito tempo, limpa os olhos marejados para poder consolar a caçula assustada no topo da escada.
Seu coração pesa porque acreditava nas palavras de Hinata, esse era o seu maior fardo. Talvez fosse ela que merecesse morrer por não saber ser uma boa mãe para suas filhas e por não ter conseguido salvar o próprio marido.
(...)
Uma Hinata aflita vai parar na casa de Sasori. Sua mente está girando, seu peito doendo e sua garganta ardendo. Ela não gostava dessa sensação, não gostava de não conseguir parar de sentir o que sentia. Ela precisava de ajuda.
"Você não para pra pensar no que o seu pai diria se estivesse aqui?"
Ele se ofereceu para cheirar com ela, mas ela já estava agitada demais, precisava se acalmar.
"Quero apagar a minha mente por algumas horas."
A casa dele estava cheia.
"Se ele estivesse aqui com certeza teria morrido de desgosto pela filha que tem!"
Ele pergunta se ela quer algo forte e ela balança a cabeça na mesma hora, sem pensar muito sobre isso, sem perguntar o que é. Ele deve ter falado, mas ela não ouviu. Ele tinha falado?
"Sim, Hinata, eu falo porque eu sei exatamente o olhar que estaria estampado no rosto de decepção do seu pai se ele estivesse aqui no meu lugar agora."
Para uma experiência melhor, me dê o seu braço, ela ouviu. Ela estendeu o braço e arregaçou a manga.
"O que o seu pai diria se estivesse aqui?"
Uma picada e ela é depositada no chão do banheiro. Ela vê o sorriso de Sasori, ele diz que ela vai se sentir melhor.
"... teria morrido de desgosto pela filha que tem!"
Os sentidos dela rapidamente ficam entorpecidos e a calmaria que ela desejou enfim chega. Ela tomba a cabeça para trás e seus braços caem para os lados.
... se ele estivesse aqui no meu lugar agora.
Se estivesse aqui… no meu lugar
Se o seu pai estivesse aqui….
Se ele estivesse aqui…
Se ele estivesse aqui…
Se estivesse aqui…
Hinata soluça.
Mas ele não está…
Ele não está aqui…
Ele nunca mais vai estar aqui…
Ele não está, meu pai… ele não está, ele não está, ele não está, o meu pai… ele não está.
Ela se lembra de ter guardado uma navalha no bolso do moletom, tinha virado costume. O efeito está passando e a dor retornando ou aumentando? Ela está confusa, triste e sofrendo. Ela chora mais, ela sente saudades do pai, ela se pergunta por que ele se foi, por que ele a deixou, por que ela não foi o suficiente, por que ele fez isso, por que, por que, por que…
Ela nem sequer se lembra de ter cortado os pulsos, ela não sentiu dor.
Quando abriu os olhos, ela estava caída no chão daquele banheiro sujo e de seu pulso escorria uma camada sangue. Algo lhe dizia que não era para estar saindo tanto, mas tanto faz, ela estava com sono, muito sono, não tinha forças para mover um músculo sequer. Talvez fosse o efeito, ainda não tinha dissipado totalmente. Disso ela não tinha certeza, mas a dor que rastejava para seu peito estava lentamente fazendo seu caminho reverso. Ela estava alcançando a calmaria sem fim.
"O que seria de mim se você estivesse aqui, pai?"
17 de Março de 2031.
"Eu acordei no hospital uns dias depois com os pulsos enfaixados e com gosto de remédio na boca." O dedo dela alisa a pequena cicatriz que ficou. Fazia muito tempo, estava muito clara, quase invisível, mas ela ainda a enxergava.
"E o que os exames toxicológicos do hospital disseram? O que você tinha injetado em si mesma?"
"Heroína."
Seus olhos desviam para os da doutora. "Depois que entendi o que tinha acontecido, eu fiquei assustada em saber que eu tinha ido tão longe. Por mais que o pensamento já tivesse me ocorrido, eu nunca tive coragem o suficiente para ir até o fim sozinha. Eu não tinha coragem, é difícil. Então acho que foi mais o efeito da droga do que qualquer outra coisa. Percebi que eu tinha medo de morrer."
Ela encara as mãos no colo. "Percebi que eu era uma covarde. Que pensar, desejar e fazer eram coisas completamente diferentes. A minha vida era uma merda, mas mesmo assim eu não queria morrer, fiquei com medo. Bizarro, não é mesmo? Sempre me perguntei como ele conseguiu." Ela observa o movimento da rua através da janela. "Não é como se ele tivesse deixado uma carta com instruções ou algo assim…"
Ela se vira novamente. "Eu de fato tinha tendências suicidas e a heroína me fez ver isso, então fiquei longe dela, nunca mais usei. Me dei conta de que eu era mais parecida com o meu pai do que eu imaginava."
"Como a sua mãe reagiu diante disso tudo?"
"A doutora ficava repetindo o tempo todo que ela deveria me internar porque as minhas várias lesões nos braços indicavam que eu estava caminhando para o suicídio já fazia algum tempo. Claro que ela não sabia disso, mas eu disse que foi um acidente, que eu pressionei a lâmina forte demais e não pensei que fosse fazer um estrago tão grande. Estava chapada demais para entender o que estava fazendo e prometi que não faria novamente."
"Então ela não te internou?"
"Eu disse a ela que se ela fizesse isso eu realmente me mataria e ela teria que carregar isso com ela para o resto da vida dela, exatamente como já fazia com o meu pai. Tentei soar bem convincente de que foi um acidente. Ela aceitou depois de um tempo e nunca mais tocou no nome do meu pai de novo durante um tempo."
"Ela deveria ter te auxiliado de forma mais acolhedora. Uma intervenção seria a melhor opção."
"O meu problema não eram as drogas, o meu problema era um luto que não tinha fim. Mas é isso que acontece quando você junta uma coisa à outra. O resultado é mais catastrófico do que a gente espera."
"Ela era a sua responsável, ela tinha inclusive o poder de te internar sem a sua permissão. Talvez se tivessem conversado sobre isso e você tivesse recebido o tratamento necessário na época, a sua vida teria tomado um rumo diferente."
Hinata balança a cabeça para os lados, negando.
"Você não me conhecia, eu era capaz de cometer atrocidades. Ela sabia que eu daria mais trabalho se fosse forçada a ser internada, eu a ameacei e ela recuou. E de qualquer forma eu nunca mais fiz aquilo de novo. Como eu te disse, sóbria eu era covarde. Tinha parado com os cortes também, mas aí nesse dia da festa do Deidara eu me cortei de novo. Foi difícil esconder do Naruto."
"Ele sabia desse ocorrido?"
"Não, não sabia. Ele viu as marcas antigas uma vez, mas não fez perguntas sobre elas. E dessa vez, a situação era diferente. Eu estava sozinha antes, mas naquele momento não, eu tinha o Naruto e então tive a ideia de usá-lo como uma espécie de navalha. Queria que ele fosse a minha lâmina."
"Como assim?"
"Eu pedi algo inusitado para o Naruto, algo que ele custou a ceder porque ele tinha medo de me machucar. Eu gostava das surras dele, eram prazerosas e foi com ele que descobri que poderia transformar a dor em prazer e para mim aquilo era vantajoso. Eu usava a dor como válvula de escape para muitas coisas, então quando Naruto surgiu com suas tendências sádicas eu me aproveitei disso o máximo que pude."
"Está me dizendo que você se envolveu com um sádico?"
"Bem, sim e não… exatamente… quer dizer, ele não gostava da palavra porque o fazia parecer um pervertido doente, palavras dele próprio. Ele sentia prazer em me punir, mas ele sempre foi muito cuidadoso. Ele dizia que era só um acréscimo interessante à relação sexual, mas que não era um estilo de vida para ele e como eu gostava, ele sempre praticava comigo."
"Entendi, ele não era extremo. É o que está dizendo?"
"Exato. Ele tinha um limite e quem ultrapassou esse limite fui eu."
"O que você pediu a ele para fazer?"
Hinata sorriu ao responder.
"Pedi para ele me foder enquanto eu usava um cilício."
