Nota da autora: Gente, milhões de desculpas pela demora! 😭 Teve a correria de final de ano e percebi tarde demais que não consigo atualizar aos finais de semana. Tentei sábado, tentei domingo de manhã, os últimos capítulos foram postados no final da noite de domingo... Simplesmente não consigo! Minha família vinha me visitar aos finais de semana e me deixava esgotada porque vinha mãe, tios, irmãos, sobrinhos, cachorro, papagaio... Estou testando agora durante a semana. Espero que dê certo postar às sextas 😊
Para compensar a demora, escrevi um outtake do capítulo 17 com a Rin e as filhas fazendo uma "noite de meninas" com os presentes do Sesshoumaru! Mandarei por DM (app e pelo site) para quem comentou. Quem não tiver conta, manda um oi para mim nas redes sociais (user no IG, BlueSky e X twitter: ukitaketai). Dou um jeitinho de mandar assim que receber uma mensagem ❤️😊
Me alegro mucho cuando veo a hispanohablantes leyendo y comentando la historia. A veces me preocupa si la historia está bien escrita para ser leída con o sin traductor. ¡Espero que sigáis siguiéndome y muchas gracias! 😊
Obrigada a quem leu e comentou no capítulo 17: Isa Raissa, 05csmoragnes11, Valgv9, Yuki e Tinker! Espero que gostem do outtake! 😍
Até semana que vem com um capítulo sobre o presente! E comentem sobre o que acharam desta parte do passado... 😁💕
De todo coração
Capítulo 18 – Passado
Parte IX
Uma semana depois
— Rin-chan... HICK! – senhor Mushin, o patrão dela no restaurante onde ela trabalhava, a chamou segurando uma garrafa de vidro verde cheia de sake – Pode fechar de novo o caixa e o restaurante por mim?
Ele tá bêbado de novo..., ela percebeu ao vê-lo vermelho e sonolento. Era comum que o chefe ficasse dois ou três dias da semana bêbado e se retirasse mais cedo, deixando o fechamento do caixa e do restaurante a cargo de Rin. No começo, ela se assustava ao vê-lo naquele estado, sem saber como agir e se ele se tornaria uma pessoa inconveniente ou violenta, mas Mushin era sempre muito respeitoso e apenas se retirava para dormir, sem causar incômodo aos outros.
— Claro, sem problemas. – ela falou com um sorriso educado, curvando-se numa despedida – Boa noite, Mushin-sama.
Mushin não respondeu – apenas bocejou alto e foi direto para os fundos da loja que dava para um corredor que ligava à casa dele. Rin nunca tinha passado por lá, então apenas imaginava que era um quarto pequeno com os móveis suficientes para ele ficar confortável.
Rin deu um suspiro e olhou o relógio de parede que tinha próximo ao caixa. Como já tinha prática, ela rapidamente fez as contas e anotou o necessário, guardando o dinheiro no cofre. Depois tirou o avental e deu um suspiro cansado, indo à cozinha para buscar o bentô que havia preparado para levar e trancar o cômodo depois de verificar se estava tudo em ordem.
Olhou então mais uma vez o relógio e preparou-se para finalmente fechar o restaurante e correr até a estação para não perder o último metrô para casa.
o-o-o-o
Cerca de quarenta minutos depois, ela estava no caminho entre a estação até a casa, dando mais um suspiro cansado e triste a cada vez que lembrava sobre uma situação que a preocupava.
Sesshoumaru iria embora para Hong Kong em breve e não tinha aparecido no colégio durante a semana, avisando para ela que estava ocupado arrumando malas e resolvendo outras situações.
E ela enviou uma mensagem pedindo para se verem uma vez antes da viagem, mas nada de receber uma resposta dele.
— O que será que aconteceu...? – ela murmurou em um tom baixo na rua quase vazia.
Mais alguns passos depois, já praticamente na frente do prédio com apartamentos pequenos, ela estancou ao ver uma pessoa esperando por ela.
Os olhos arregalaram.
Os pés voltaram a mover e ela não pôde evitar um sorriso.
— Sesshoumaru-sama! – ela falou alto, tapando a boca rapidamente para não fazer barulho na vizinhança.
Quando o alcançou, ele permitiu que ela envolvesse a cintura dele com os braços, as sacolas firmes nas mãos.
— Está esperando há muito tempo? – ela perguntou contra o peito dele, fechando os olhos. Ela gostava de cheirá-lo. O cheiro dele era bom. Ela se sentia bem daquele jeito.
— Pensei que chegaria cedo do trabalho. – ele notou que teriam que sussurrar por conta do horário – Aconteceu alguma coisa?
— Mushin-sama bebeu e foi dormir. Tive que fechar o caixa e o restaurante. – ela o soltou e andou até o prédio com ele, colocando o código para abrir o portão.
— Se demorasse mais, ia acabar perdendo o último metrô. – ele a acompanhou para dentro do prédio, andando até o elevador.
— Sim... – Rin suspirou quando entraram no cubículo para subir até o outro andar, encostando a cabeça no braço dele – Sempre tenho que correr pra pegar o metrô...
Os dois saíram quando as portas se abriram e Sesshoumaru deu passagem para ela abrir e entrar primeiro no pequeno apartamento. O genkan tinha espaço para apenas uma pessoa por vez.
— Você já comeu alguma coisa? – ela perguntou gentilmente ao guardar os sapatos e deixá-lo entrar.
— Ainda não. – ele respondeu ao tirar os sapatos.
— Bom... – ela levantou a mão com a marmita na altura do rosto sorridente – Tem comida aqui.
Cerca de dez minutos depois, Sesshoumaru jantava sozinho enquanto observava a namorada arrumar as coisas no apartamento e preparar o material que precisava levar para a aula. Quando ela terminou de fazer o que precisava, sentou-se na frente dele com uma chaleira e copos para beberem chá.
— O que aconteceu pra sumir assim? – ela finalmente perguntou o que a incomodava – Fiquei preocupada. Você não me mandou mais mensagem.
— Eu estava resolvendo algumas coisas da viagem. – ele começou num tom calmo, deixando de comer para encontrar o olhar dela.
— Como o quê? – o tom dela era de curiosidade.
— Documentos. Vistos. Moradia. Mais um monte de coisas da escola porque não vou participar da formatura.
— Deve ter sido tão corrido... – o tom na voz passou de curioso para compreensivo – Imagino que deve ser bastante coisa pra resolver se vai ficar três meses longe, né?
Sesshoumaru não respondeu porque ele tinha discretamente voltado a comer enquanto ela bebia tranquilamente chá enquanto cantarolava alguma coisa.
— Você me manda mensagem quando chegar lá? – ela pediu suavemente – Eu fico preocupada.
— Eu também vou ficar preocupado se você tiver que fechar o caixa e o restaurante no lugar do seu chefe e perder o último metrô nesses três meses que eu estiver longe. – ele apontou com firmeza e a viu arregalar de leve os olhos, desconcertando-a.
— Oh... – ela sentiu o rosto ficar levemente vermelho, levando o copo de chá até a altura da boca como se pudesse esconder-se atrás dele – O senhor Mushin paga por esse trabalho extra, então eu não me incomodo muito... Mas peguei a prática e consigo fechar tudo antes de fechar a estação, então...
— E se algum dia perder o último metrô? – ele meio que provocou, não totalmente convencido que estaria realmente bem enquanto estivesse fora – Correr e ver a estação fechada? O que vai fazer?
— Acho que posso ficar num café até ela abrir de novo... – ela olhava de um lado para outro ainda pensando num plano B para quando perdesse o último trem – Ou dormir no restaurante também. Posso improvisar uma cama por lá...
— Não é mais fácil pedir para ele fechar o próprio restaurante e deixar você pegar o metrô sem precisar sair correndo?
— Hmm... – Rin cruzou os braços e ficou pensativa – Vou conversar com ele. Fico preocupada com isso também...
— Espero que não aconteça de perder seu transporte e ficar esperando naqueles cafés noturnos perto da estação enquanto eu estiver fora. – Sesshoumaru voltou a comer e Rin o observava com um sorriso. Ele estava preocupado com ela.
— Posso pedir pra trazer uma coisa de Hong Kong? – ela perguntou de repente.
— O quê? – ele parou de comer novamente.
— Um livro sobre moda chinesa. – ela pediu timidamente – Não sei se é caro, mas se for eu posso pagar quando você voltar.
Uma coisa rara que aconteceu foi que ela viu o rosto dele suavizar e confirmar com a cabeça.
— Será de presente para você. – ele confirmou com a cabeça e viu a namorada discretamente bater palmas em comemoração.
— Ahh... Eu queria tanto visitar também outros países. Lugares fora do Japão devem ser maravilhosos... – ela apoiou delicadamente o rosto em uma palma aberta, dando um suspiro cansado – Quando eu for estilista, quero participar de pelo menos uma Semana de Moda em Paris.
Sesshoumaru notou o sorriso e a expressão sonhadora dela e nada comentou, optando por terminar de comer e deixar a vasilha do bentô em cima da mesinha, o par de hashi estrategicamente colocado em cima.
— Obrigado pela refeição.
— De nada. – ela tirou a vasilha de comida vazia, os copos de chá e talheres para levá-los para a pia, começando a arrumar a cozinha – Você vai passar a noite aqui?
Sesshoumaru apenas a observava com o mesmo rosto tranquilo e só reagiu quando ela perguntou novamente:
— Perguntei se você vai passar a noite aqui comigo.
— Sim. – ele levantou-se e pegou a mochila do chão com a mão direita – Vou tomar banho primeiro.
— Okay! – ela deu um sorriso enquanto enxaguava a louça suja.
Minutos depois, ela terminou de lavar tudo e colocar para escorrer enquanto ouvia a água do chuveiro correr no pequeno banheiro.
Enxugou as mãos e olhou para a porta fechada.
Segundos depois, o rosto assumiu uma expressão determinada.
No banheiro, Sesshoumaru, de olhos fechados, sentia a água quente escorrer pelas costas como se quisesse esquecer tudo o que estava acontecendo na vida.
Ouviu a porta abrir e abriu os olhos, encontrando Rin segurando uma toalha branca que tapava parcialmente a visão dos seios.
Numa pequena correção mental que se fez, ele queria esquecer quase tudo o que estava acontecendo na vida.
Sem dizer nada, ela entrou no pequeno espaço para dividir com ele, enlaçando o pescoço dele com os delicados braços e puxando o rosto dele para um beijo.
o-o-o-o-o
No futon posicionado no meio do quarto, Sesshoumaru, em cima de Rin, ainda dava beijos suaves no rosto e nos lábios dela enquanto a observava – o rosto corado, os olhos fechados, a testa franzida, os lábios inchados...
Deu um beijo rápido e deslizou os dentes pela ponta do nariz, vendo o rosto ficar mais vermelho. Ela tinha cócegas ali e talvez ela não tivesse percebido ainda que ele adorava beijá-la ali só para obter aquela reação.
Uma perna prendeu mais forte no quadril dele e ela expôs o pescoço para que ele fizesse o que quisesse ali: beijar, mordiscar, deslizar a ponta do nariz antes de deslizar os dentes no local.
— Sesshoumaru-sama... – ela falou num suspiro apaixonado, os olhos fechados e rosto virado para o lado, impedindo-o de ver a expressão dela.
— Abra os olhos... – ele pediu no mesmo tom.
Rin obedeceu e virou o rosto, e tudo que ele viu foi apreensão nos olhos dela.
Decidido a tirar a insegurança, ele a beijou para lembrá-la que retornaria o quanto antes para ela.
o-o-o-o-o
Na manhã seguinte, quando Rin acordou sentindo-se sozinha no futon. Sentou-se, ergueu os braços para se espreguiçar e viu Sesshoumaru já terminando de vestir-se.
— Ah! – ela levantou-se de vez, correndo apenas com uma fina camisola para a mini-cozinha – Por que não me chamou antes? Queria fazer o café para você!
— Você precisava dormir um pouco mais. – ele respondeu enquanto a observava – Não está cansada da noite?
Rin sentiu o rosto quente.
— Você tem aula e trabalho hoje. Precisa descansar também. – ele encostou-se na parede mais próxima dela, observando como ela ficava na ponta dos pés para abrir os armários e tirar os produtos para preparar a refeição para os dois.
— Mas deveria ter me acordado. Quero aproveitar enquanto você ainda está aqui. – ela fez um biquinho infantil ao reclamar – Nunca ficamos tanto tempo sem se ver desde que nos conhecemos...
Era verdade. Desde que eles se viram pela primeira vez na escola, o contato era quase diário. Às vezes Rin ficava uma semana inteira sem aparecer por conta de alguma gripe sazonal ou viajava para Kashima, mas era o máximo que ficavam sem se verem.
Uma hora depois, após o café da manhã, Sesshoumaru estava no pequeno genkan terminando de colocar os sapatos sob os atentos olhos de Rin, que ainda estava de camisola. Ela só iria se arrumar para a aula depois que ele saísse.
— Estou indo. – ele falou ao terminar de colocar o calçado.
Rin estendeu os braços e o envolveu pela cintura, encostando o rosto no peito dele. Sesshoumaru, ainda no genkan, e ela, em pé no corredor, fazia com que a diferença de tamanho entre eles fosse menor.
— Ligue sempre que puder, por favor. – ela pediu e ele notou algo estranho na voz.
Afastou o rosto dela para ver e confirmar se ela estava mesmo chorando e notou o brilho emocionado nos olhos.
— Rin. – ele falou com firmeza.
— Sesshoumaru-sama... – ela deu um sorriso e não deixou que as lágrimas caíssem – Vou ficar torcendo pra você fazer uma boa viagem e voltar logo.
Um último e mais demorado beijo foi trocado ali no pequeno espaço e logo ele precisou sair, lançando um último olhar por cima do ombro para ela antes de entrar no elevador e precisar ir embora.
Volte bem, ela pensou ao ver as portas do elevador fecharem.
De portas fechadas, ela uniu as mãos e fez um silencioso pedido:
Volte logo e volte bem.
