Ao lado do hospital veterinário da universidade, ficava o prédio do curso de Física, onde Kanon estudava. Apesar de aparentemente estar prestando atenção na aula do dia, a mente do geminiano se dividia entre a matéria dada e na bela mulata de cabelos castanhos e olhos violetas que estudava no prédio de Gastronomia, que ficava ali por perto. Depois daquela noite na boate em que dançou com ela, ficou desejando revê-la, e quando a viu na universidade, ficou surpreso e feliz ao mesmo tempo, pois o destino parecia estar ao lado dele. Desde então o geminiano ficou tentando descobrir tudo sobre ela, até que soube que ela estudava gastronomia. Naquele dia, o rapaz prometeu a si mesmo que, depois da aula, iria correndo até lá para encontrá-la, pois daquele dia não passava descobrir o nome dela e convidá-la para sair.
Assim que a aula acabou, o geminiano foi correndo para o prédio onde Koga estudava. Quando chegou na porta do local, deu de cara com a virginiana, onde não conseguiram evitar de se trombarem, fazendo com que ambos derrubassem suas coisas. Enquanto a moça juntava seu material aborrecida por tamanha inconveniência da parte dele, ele analisava cada traço do rosto delicado, até que os olhares se encontraram.
– Vem cá! Você não olha por onde anda não? Até quando vai ficar me seguindo? Isso é assédio, sabia? – ela falou, raivosa.
– Olá, Moça Linda! Sim, eu olho por onde ando, porém não consegui parar a tempo. Vou te seguir até me dizer o seu nome e aceitar sair comigo. E não, isso não é assédio! - respondeu Kanon com um sorriso matreiro.
Vendo que ele não ia desistir, a virginiana deu um suspiro cansado e resolveu dizer o seu nome para o jovem. Porém, ele não ficou contente somente em saber o nome dela. Ele também queria o telefone da futura chef.
– Tereza é um nome bonito, mas o Koga me agrada mais. - disse ele - Agora só falta o seu telefone!
– Tereza era o nome da minha vó. E, você está muito descarado pro meu gosto, viu! Você não tem vergonha não? Vai se contentar somente em saber meu nome mesmo! Agora se me der licença, tenho que ir, senão vou me atrasar. - disse Koga, acelerando o passo.
– Calma, moça bonita. Não precisa ficar brava. Eu realmente gostei de você e quero te conhecer melhor, qual o problema nisso?
– V-você quer me conhecer melhor? – a virginiana falou, gaguejando, pois não acreditava que um homem lindo como aquele poderia estar interessado em si. Ele só deveria estar tirando uma com sua cara. Certa de seus pensamentos, ela apontou o dedo em riste no rosto de Kanon e disse: – Você deveria ter vergonha de brincar com os sentimentos das pessoas. – saiu pisando duro e deixando um geminiano atônito pra trás. Afinal, que mal tinha em achar a bela mulher, linda?
Depois de se recompor, acompanhou com o olhar a partida da jovem, sorrindo para si mesmo. Não iria desistir facilmente, Koga não perdia por esperar, pois ele continuaria insistindo até ela aceitar sair com ele.
– Até amanhã, Bombom!
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Já no prédio de Moda, Calisto terminava de arrumar suas coisas para seguir ao local onde ficava a sede do curso de Música, pois como cantava nas horas vagas, gostava de praticar com eles. Assim que chegou ao recinto, cumprimentou a todos e logo assumiu seu lugar na frente do microfone após pegar seu violão. A canceriana começou a cantar uma linda melodia, que encantava a todos os presentes ali.
Nesse momento, Máscara da Morte passava pelo prédio vindo da aula de Gastronomia e, quando ouviu a linda canção, resolveu seguir o som até chegar na grande sala, onde se deparou com a bela moça de olhos felinos e longos cabelos castanhos. O canceriano ficou encantado com a linda voz da moça, além de sua beleza, onde para ele, parecia um anjo.
O italiano ficou lá parado até a música terminar e foi aí que os olhares se encontraram. Calisto sentiu as bochechas esquentarem ao ver o belo rapaz do clube a olhando com intensidade, onde o cumprimentou com um aceno de cabeça discreto, enquanto era aplaudida pelos alunos presentes.
Assim que desceu do pequeno palco improvisado, se dirigiu até o canto onde estavam suas coisas, pegando-as em seguida. Quando se virou para ir embora, deu de cara com Máscara da Morte a olhando intensamente com um meio sorriso nos lábios.
– Será que você poderia me dar licença? - pediu Calisto educadamente.
– Você canta muito bem, Bella Ragazza! - elogiou o canceriano.
– Obrigada! Mas agora tenho que ir. Minhas amigas detestam quando me atraso para jantar com elas.
Quando Calisto fez menção de desviar do italiano, ele bloqueou novamente o seu caminho. Os dois ficaram nesse "passa não passa" por alguns minutos, até que a moça começou a se aborrecer com a insistência do moço.
– Mas o que o senhor quer de mim afinal? Eu e as garotas já dissemos que o segredo de vocês está bem guardado!
– Ma Che! Non precisa ficar bravinha, non! Eu apenas queria te conhecer melhor. Mas já que tem que ir embora, pelo menos posso te acompanhar? - perguntou o jovem.
– Acho melhor não! Agora, se me der licença finalmente, tenho que ir. - respondeu Calisto já se afastando.
O italiano ficou olhando a bela morena de olhos felinos seguir seu caminho e, quando ela sumiu de seu campo de visão, também foi embora. Teria tempo para dobrar a baixinha com voz de anjo.
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À noite, durante o jantar, as amigas conversaram sobre os encontros que tiveram com os belos rapazes.
– Será que eles estão com tanto medo assim que a gente revele o segredo deles? – Koga disse fazendo uma caretinha de desagrado.
– Não acho que seja isso. Eles podem estar interessados na gente mesmo. Não podem? – Hina respondeu, ela tinha um semblante sonhador. – De todo modo, eu que não sou doida de dispensar um partidão daqueles.
– Você não toma jeito, Hina. – Érika disse com uma falsa repreensão na voz.
– Vocês que são caretas demais. – a aquariana rebateu a amiga canceriana.
– Bom… eu acho que temos que ficar de olho e ver no que isso tudo vai dar. – Calisto falou olhando para todas.
– Eu concordo! – Luísa respondeu.
As amigas ficaram conversando mais um pouco e logo se despediram, indo cada uma para seu apartamento.
