Na sexta-feira pela tarde, as meninas se reuniram em frente ao espaço da futura confeitaria. Cada uma trouxe o que era necessário para a faxina: Luisa chegou com sacos de lixo e panos de limpeza, Erika trouxe um balde e produtos de limpeza, Hina trouxe vassouras e rodos, e Koga não deixou de levar luvas para todas, garantindo que ninguém precisaria se preocupar em estragar as unhas.
— Vamos lá, meninas, mãos à obra! — disse Calisto, animada, enquanto amarrava os cabelos em um coque alto.
O local, apesar de não estar em péssimas condições, precisava de uma boa limpeza antes da pintura. Começaram varrendo o chão para remover toda a poeira acumulada, enquanto algumas delas limpavam os vidros das janelas para deixar o ambiente mais iluminado.
Hina, com um rodo na mão, olhou para o chão molhado e brincou:
— Quem escorregar paga a primeira rodada de café depois que abrirmos!
— Então cuidado, Hina, porque essa conta vai ser sua! — disse Koga, rindo, enquanto desviava das poças de água que a amiga havia espalhado.
Enquanto isso, Erika se concentrava em remover as manchas das paredes com uma esponja e detergente, preparando a superfície para a pintura. Calisto anotava mentalmente as áreas onde faria seus desenhos, empolgada com a possibilidade de transformar o espaço em algo único e especial.
Depois de algumas horas, entre risadas e brincadeiras, o local já começava a ganhar um novo ar. O cheiro de produtos de limpeza misturado com o entusiasmo delas tornava o trabalho mais leve. Quando finalmente terminaram, o chão brilhava, as janelas estavam reluzentes e o ambiente parecia pronto para a tão aguardada transformação.
Luisa, enxugando o suor da testa, olhou ao redor satisfeita:
— Ótimo trabalho, meninas! Agora sim podemos começar a pintar amanhã.
— E talvez planejar onde vamos colocar aqueles lustres de xícara! — completou Erika, animada.
Depois de finalizarem a limpeza e se certificarem de que o espaço estava pronto para o dia seguinte, as meninas foram para casa. O cansaço da faxina pesava no corpo de cada uma, mas a sensação de missão cumprida fazia valer a pena.
Assim que chegaram, todas tomaram um bom banho para relaxar e se livrar do cheiro de produtos de limpeza. Combinadas previamente, decidiram se reunir no apartamento de Hina para jantar.
— Eu espero que ninguém esteja pensando em cozinhar, porque eu mal consigo levantar os braços — brincou Koga, jogando-se no sofá de Hina assim que chegou.
— Já estou pedindo as pizzas — disse Hina, rindo, com o celular na mão. — Alguma preferência ou mando o de sempre?
— O de sempre tá ótimo! — respondeu Calisto, esticando as pernas no tapete. — Só coloca uma de chocolate também. A gente merece um doce depois de hoje.
Luisa, sentada em uma das cadeiras da sala, olhou para as amigas e sorriu:
— Vocês perceberam que demos um grande passo hoje? Limpamos tudo, planejamos a pintura... Está realmente acontecendo.
— Sim, Lu, está mesmo! — concordou Erika, animada, enquanto ajudava Hina a organizar a mesa de centro para a chegada das pizzas. — Não vejo a hora de começarmos a decorar e ver tudo tomando forma.
Enquanto conversavam sobre os próximos passos para a confeitaria, o interfone tocou. Hina foi atender e, em poucos minutos, o entregador apareceu com as caixas fumegantes de pizza.
— Agora sim, a recompensa! — disse Calisto, pegando a primeira fatia.
Comendo, rindo e relembrando os momentos mais engraçados da faxina, elas passaram a noite descontraídas. Apesar do cansaço, a animação sobre o projeto as deixava cheias de energia para continuar.
Luisa, por sua vez, observava as amigas com um sorriso nos lábios. Aquilo não era apenas um grupo de amigas; eram parceiras, quase uma família. E, juntas, estavam construindo algo especial que seria mais do que uma confeitaria — seria o resultado de sonhos compartilhados.
Após a refeição e muitas risadas, as meninas começaram a se despedir. O cansaço da faxina e a expectativa pelo dia seguinte as incentivava a descansar logo.
— Certo, meninas, amanhã temos mais um dia cheio, então é melhor dormirmos cedo — disse Hina, recolhendo os pratos e guardanapos que estavam na mesa.
— Concordo. Pintura requer energia! — respondeu Calisto, espreguiçando-se. — Mas vai valer a pena ver tudo tomando forma.
— Sem dúvida! Boa noite, meninas! Até amanhã! — disse Erika, pegando sua bolsa antes de sair.
Uma a uma, cada uma foi se retirando para seu próprio apartamento. Luisa, ao chegar ao seu, foi direto para o quarto, vestiu seu pijama, deitou-se na cama e pegou o celular. Viu que havia uma mensagem de Milo no aplicativo de mensagens.
Milo:
"Oi, meu anjo, como foi o dia? Trabalhou muito?"
Luisa sorriu ao ler a mensagem e logo respondeu:
Luisa:
"Oi! Foi bem cansativo, mas produtivo. Passamos a tarde limpando a confeitaria. Amanhã vamos começar a pintar as paredes."
Pouco depois, o ícone de "digitando" apareceu na tela, e logo a resposta de Milo chegou.
Milo:
"Que bom que está tudo avançando! Aposto que vai ficar lindo. E o que você vai pintar?"
Luisa:
"Escolhemos uma paleta em tons claros e suaves. Algo que combine com a ideia de um ambiente acolhedor. Também pensamos em incluir alguns desenhos nas paredes, feitos pela Calisto."
Milo:
"Parece incrível. Você tem muito talento, Luisa. Mal posso esperar para ver quando estiver pronto. E não esqueça de descansar, tá? Você merece."
Luisa sorriu com a gentileza de Milo. Ele sempre sabia como fazê-la se sentir especial.
Luisa:
"Vou descansar sim. E você? Como foi seu dia?"
Milo:
"Foi bom…normal. Só não foi melhor porque não estava com você"
Luisa riu baixinho, sentindo as bochechas corarem. Mesmo à distância, Milo tinha um jeito de fazê-la se sentir próxima dele.
Luisa:
"Você tem um jeito de me deixar sem palavras, sabia? Boa noite, Milo. Durma bem."
Milo:
"Boa noite, meu anjo. Sonhe comigo."
Após desligar o celular, Luisa se ajeitou na cama, ainda sorrindo. Sabia que o dia seguinte seria mais um passo importante para a confeitaria, e ter Milo torcendo por ela tornava tudo ainda mais especial. Com esses pensamentos, adormeceu, cheia de expectativas para o novo dia.
Na manhã seguinte, as meninas se encontraram para irem juntas até o ponto comercial onde iniciariam a pintura da confeitaria. Carregavam sacolas com pincéis, rolos de pintura, fita adesiva e tudo mais que seria necessário para o trabalho do dia.
— Hoje vai ser puxado, mas vai valer a pena — comentou Calisto, ajustando a alça de sua bolsa.
— Com certeza. Ver as cores ganhando vida vai deixar o lugar ainda mais especial — concordou Hina, animada.
Conforme se aproximavam do ponto comercial, começaram a avistar um grupo de pessoas à frente do local. Assim que chegaram mais perto, perceberam que eram Milo, Shion, Máscara da Morte, Aiolos e Kanon. Todos estavam parados na frente da futura confeitaria, com roupas casuais e semblantes descontraídos.
— O que vocês estão fazendo aqui? — perguntou Hina, surpresa, olhando de um para o outro.
Milo se adiantou, abrindo um sorriso divertido enquanto cruzava os braços.
— Bom dia para vocês também. Viemos ajudar!
As meninas se entreolharam, claramente pegas de surpresa, mas logo os rostos se iluminaram em sorrisos.
— Ajudar? Sério? — questionou Calisto, olhando especialmente para Máscara da Morte.
— Claro. Vocês não acharam que iam fazer todo o trabalho sozinhas, acharam? — respondeu o canceriano com um tom brincalhão.
Luisa olhou para Milo, que deu um passo à frente e segurou sua mão. — Achei que seria bom darmos uma força. Além disso, o tempo com você é sempre bem-vindo — ele disse, piscando para ela, arrancando risos das outras meninas.
— Nós adoramos a ajuda! — exclamou Erika, sorrindo para Aiolos, que apenas assentiu com um sorriso calmo.
— E é sempre bom estarmos juntos. Vai ser divertido — completou Shion, com um semblante gentil.
As meninas estavam visivelmente felizes, tanto pela ajuda quanto pela companhia dos namorados e amigos. Assim, o grupo entrou no ponto comercial e começou a se organizar.
— Certo, vamos nos dividir? — sugeriu Kanon. — Quem pinta e quem ajuda com os detalhes?
— Nós preparamos tudo ontem, mas seria ótimo se alguns de vocês ajudassem a proteger os rodapés e janelas com fita adesiva antes de começarmos — disse Hina.
O ambiente ficou cheio de entusiasmo e risadas enquanto todos se preparavam. O dia prometia ser cansativo, mas a companhia e o apoio mútuo garantiriam que também fosse especial.
Com todos reunidos, organizaram as tarefas e decidiram se dividir para agilizar o trabalho.
— Certo, quem vai para onde? — perguntou Erika, olhando para o grupo.
— Eu fico no salão principal — disse Luisa, já pegando um rolo de pintura.
— Eu vou para a cozinha. É uma área menor, deve ser mais fácil — sugeriu Hina.
— Eu fico na fachada. — disse Máscara da Morte.
Assim, Milo, Shion e Aiolos ficaram com o salão principal junto com Luisa, enquanto Kanon e Erika se juntaram a Hina na cozinha. Máscara da Morte ficou na fachada com Calisto e Koga.
No salão principal
Milo e Luisa estavam lado a lado, pintando as paredes com rolos. O escorpiano observava de canto de olho enquanto ela se concentrava.
— Está linda mesmo de avental e cheia de tinta — brincou ele, com um sorriso.
— Milo, foco no trabalho! — disse Luisa, rindo, mas suas bochechas coraram.
Shion, que estava do outro lado da sala, comentou com uma risada:
— Ele está passando mais tinta em você com os olhos do que na parede.
Milo, fingindo não se abalar, passou o pincel levemente na ponta do nariz de Luisa.
— Pronto, agora está combinando com o resto.
— Milo! — exclamou Luisa, rindo, enquanto pegava um pincel menor e fazia uma marca azul no braço dele.
A brincadeira logo virou uma leve "guerra" de tinta, com Shion e Aiolos entrando na diversão, enquanto tentavam pintar o teto sem deixar o rolo escorregar.
Na cozinha
Na cozinha, a situação não era menos caótica. Kanon parecia um pouco deslocado com a tarefa, segurando o rolo com cuidado exagerado.
— Kanon, não precisa pintar com medo. É só uma parede — brincou Erika.
— Falar é fácil. A parede não fica encarando você como se fosse me julgar — rebateu ele, arrancando risadas.
Enquanto Erika ria, Hina aproveitou para passar um pouco de tinta na ponta do boné de Kanon. Ele notou e, fingindo indignação, pegou um pincel e passou tinta na bochecha dela.
— Agora estamos quites.
Erika tentou não rir, mas acabou deixando o pincel cair, espalhando tinta no chão.
— Desculpa! — disse ela, enquanto Hina se abaixava para limpar, mas não antes de deixar outra manchinha no braço de Erika.
Na fachada
Do lado de fora, Máscara da Morte estava mais concentrado no "design" do que na pintura em si.
— Será que um desenho aqui ficaria bom? Tipo um bolo gigante? — perguntou ele, provocando Calisto.
— Não, a ideia é elegância, não um circo! — respondeu ela, rindo.
Enquanto Calisto e Koga pintavam em um lado, Máscara da Morte pintava do outro. De repente, ele deu um passo para trás e esbarrou no balde de tinta, quase derrubando tudo.
— Olha só quem está atrapalhando a elegância — brincou Koga, enquanto Calisto ria.
— Só estou testando os limites da criatividade — respondeu ele, com uma pose dramática.
— Criatividade ou desastre? — provocou Calisto, marcando um pequeno coração com tinta na bochecha dele.
O trabalho avançava com muitas risadas, manchas de tinta pelo corpo e um clima descontraído. Apesar do cansaço, todos estavam se divertindo e deixando o espaço com a cara da confeitaria.
Após várias horas de risadas, brincadeiras e muito trabalho, a pintura finalmente ficou pronta. As paredes agora estavam impecáveis, com cores suaves e delicadas, refletindo exatamente o charme que as meninas desejavam para a confeitaria. A fachada também ganhou vida, com um tom alegre e convidativo, graças às ideias — e algumas travessuras — de Máscara da Morte e Calisto.
Assim que o último pincel foi lavado e o chão limpo das inevitáveis gotas de tinta que caíram durante o processo, Koga suspirou, exausta, mas satisfeita.
— Acho que nunca trabalhei tanto numa manhã, mas ficou incrível!
— Concordo. E olha, terminamos antes do previsto! — comentou Erika, animada.
— Sorte nossa que tivemos ajuda extra — acrescentou Hina, lançando um olhar agradecido para os rapazes.
— Foi um prazer — respondeu Shion, com um sorriso leve. — Além do mais, agora eu posso dizer que contribui para um futuro negócio promissor.
— E pintamos sem destruir nada! Isso é um milagre — brincou Kanon, arrancando risadas de todos.
Luisa limpava as mãos com um pano e olhou ao redor, satisfeita.
— Ficou perfeito. Muito obrigada mesmo, pessoal. Vocês salvaram o dia.
— E já que salvamos o dia, acho que merecemos uma recompensa — disse Milo, arqueando uma sobrancelha sugestiva.
— Está falando de comida, né? — perguntou Máscara da Morte, já com a mão no estômago. — Porque eu estou faminto.
— Exatamente! — confirmou Milo, rindo. — Vamos almoçar todos juntos? Tem um restaurante aqui perto.
Todos concordaram, e em poucos minutos o grupo já estava a caminho do restaurante. Era um lugar aconchegante, com mesas de madeira rústica e um cardápio variado. Assim que se acomodaram, começaram a relembrar os momentos engraçados da manhã.
— Quem diria que Milo e Luisa fariam uma "guerra de tinta" no meio do trabalho — provocou Kanon, rindo.
— E quem diria que você conseguiria pintar sem derrubar o balde de tinta… duas vezes — rebateu Erika, sorrindo.
Enquanto comiam, o clima era de alegria e descontração. Cada um compartilhava suas ideias e expectativas para a confeitaria, e a conversa fluía naturalmente, reforçando ainda mais a amizade entre todos.
Ao final da refeição, já satisfeitos e revigorados, decidiram que aquele dia havia sido um sucesso. Não só o trabalho havia sido concluído, mas também o laço entre eles parecia mais forte.
