Hoje terei que alterar a classificação para M. Ainda não o "M" que esperamos mas lembrem-se: altos e baixos. Muitos altos e baixos...
Agradeço os comentários que me fazem seguir com essa estória.
Capítulo 3 – Sujo e usado
House voltou de madrugada, perto das 3 horas da manhã. Ele abriu a porta lentamente para não acordar Wilson, mas foi inútil.
"E aí?".
"Você estava acordado até agora?".
"Eu acordei quando você abriu a porta".
"Mentira! Você devia estar preocupado como um pai de adolescente".
"Eu estava ansioso".
"Por que você não chamou Tina pra sair ao invés de ficar cuidando de mim?".
"Porque eu acho que ela não está tão a fim de mim assim".
"Concordo com você". Ele disse retirando o sapato.
"Ela te disse isso?".
"Não, mas eu percebi. Acho que ela pode ser lésbica".
"Só porque ela não está a fim de mim?".
"Não. Você não é tão irresistível assim".
"Então por quê?".
"Porque seria uma imagem legal. Ela e Bella se pegando".
"Você é tosco!".
"Se vire para o lado de lá se não quiser ficar traumatizado pelo resto de seus dias". House disse abrindo o zíper da calça.
"Eu já vi sua cicatriz antes".
"Não é dela que estou falando".
"Você é... nojento!".
"Se você tiver a visão do meu pau nunca mais vai querer usar o seu. Isso quer dizer que eu tenho um pau grande e grosso...".
"Eu preferia ser surdo a ouvir isso".
"Quem mandou você estar acordado até agora...".
"E o que aconteceu? Vocês transaram? Você transou com as duas?". Wilson perguntou chocado.
"Eu não usei meu enorme pênis... Exceto quando fui ao banheiro...".
"House!".
"Nós conversamos, apenas isso".
"Até às 3 da manhã?".
"O tempo voa!".
"Nada de sexo?".
House não respondeu.
"Diga!". Wilson insistiu.
"Nós conversamos muito".
"Que diabos?".
"Tchau Wilson!".
"Você vai dormir? Nem escovou os dentes".
"Eu vou me trancar no banheiro e fazer o que tenho que fazer sem dar satisfações pra você, e quando eu retornar você estará dormindo ao invés de querer futricar sobre a vida alheia".
Wilson resmungou, mas o sono o venceu.
O que House não disse é que a mulher o beijou uma, duas, três vezes. Depois abaixou a calça dele e fez sexo oral. Enquanto ela o chupava, com bastante destreza por sinal, House, apesar da habilidade da moça, não conseguia tirar o pensamento de Cuddy e o pior aconteceu. Quando House gozou ele deixou sair de seus lábios o nome da ex-namorada.
Cuddy passou a manhã bastante distraída, seus pensamentos estavam a quilômetros de distância. House teria dormido com outra mulher dias depois de terem trocado beijos e carícias apaixonadas? Ela sentia enjoo em pensar nele tocando outro corpo, beijando outros seios. Não! Aquilo era tortura demais e ela merecia paz. Naquela noite Cuddy deixaria Rachel com sua mãe e sairia com sua amiga para uma noite das mulheres. Ela precisava rir, beber alguma coisa e se distrair. Afinal, ela também havia terminado uma relação, não era só House quem passava por isso. Wilson estava sendo cruel e ela não aceitaria isso. Não mais!
Na manhã seguinte House e Wilson se depararam com Bella e Tina durante o café da manhã. Wilson notou que havia um clima estranho entre os dois pombinhos. A mulher aparentava estar chateada e House sem jeito, meio encabulado.
Quando terminaram o café e voltaram para o quarto, Wilson, curioso, perguntou o que estava acontecendo. "Obviamente algo estranho aconteceu durante a conversa de ontem à noite".
"Não houve nada".
"Isso não foi só conversa".
"Talvez a conversa tenha sido dura".
"Ok, sem trocadilhos aqui".
"Tudo bem, ela pode meio que ter… me chupado".
"Uau! O quê?"
"Não é grande coisa...".
"Ela fazer sexo oral em você não é grande coisa? Desde quando sexo oral não é grande coisa?".
"Ok, desculpe por desmerecer sexo oral".
"Mas por que ela estaria brava? Você a forçou?".
"Claro que não! Foi tudo decisão dela. Eu praticamente fui abusado".
"Pobre você! Mas então?".
"Eu meio que posso ter terminado na boca dela sem avisar".
"O quê?". Wilson estava corado de vergonha.
House ficou calado. Ele não queria falar o motivo real.
"Você ejaculou na boca dela logo na primeira vez sem avisar?".
"Eu meio que estava distraído".
"Você é um bastardo!".
"Isso pode não ser tudo". House não sabia por que disse aquilo.
"Tem mais?".
"Eu meio que posso ter dito o nome de Cuddy quando terminei".
Wilson arregalou os olhos. "Oh meu Deus!".
House ficou mudo.
"Isso é ruim".
"Sim".
"Muito ruim!".
"Agora já foi…".
"E depois?".
"Ela cuspiu, se é o que você quer saber".
"Não era isso… mas ela cuspiu?".
"Um estranho gozou na boca dela, o que você esperava?".
"Ok faz sentido...". Wilson ficou pensativo por um tempo "Cuddy engolia?".
"Eu não vou falar de minha vida sexual com Cuddy".
"Você fala sobre sua vida sexual com todo mundo, menos com as mulheres que ama. Você sabe que é um romântico incorrigível".
House balançou a cabeça tentando esquecer como era incrível o sexo com sua ex-namorada.
"Mas o que Bella fez depois que você falou o nome de Cuddy?".
"Eu me desculpei e ela disse que entendia que o término era recente".
"Ok… bom…".
"Mas ficou esquisito".
"Eu notei".
No dia seguinte Cuddy acordou de ressaca, era sábado e na noite anterior ela havia saído com Eleonor, sua amiga de infância, beberam muito e falaram mal dos ex-namorados. "Agora ele está lá com alguma vagabunda enquanto o amigo dele defende a fama de injustiçado". Cuddy desabafou e virou um copo de vinho. "Bastardo!".
"Eles se merecem!". A amiga botou fogo na ira de Cuddy.
"Pior que ele é um bastardo bom de cama. Isso que é pior!".
"Mas e quanto a você?".
"Eu também sou boa de cama".
"Então use isso a seu favor!".
E elas brindavam mais um cálice de vinho.
Horas depois, ela acordou com uma enorme dor de cabeça e sentindo-se só na enorme cama que, até semanas atrás, dava lugar para dois.
Na manhã seguinte ao encontro constrangedor, Bella encontrou House no café da manhã e dessa vez agiu diferente. "Podemos falar?".
"Claro. Quer bacon?".
"Não, quero dizer, conversar a sós".
Wilson tentou disfarçar que sabia demais, ele encheu a boca de ovos mexidos tentando fingir naturalidade. Mas engasgou.
"Você está bem?". Tina perguntou preocupada.
Ele respondeu com a cabeça, pois não conseguia falar. Seu rosto estava vermelho.
"Acho que ele engasgou". House disse e Tina começou a dar fortes tapas nas costas de Wilson.
"Ok, vamos sair daqui, não quero Wilson cuspindo ovos em mim". House falou e puxou Bella.
"Eu só quero dizer que estou sendo imatura. Você havia dito sobre seu término de relacionamento recente. Por isso… estou disposta a recomeçar".
"Você quer sair comigo de novo?".
"Sim".
"Tem certeza disso?".
"Um erro não justifica o fim".
Ele lembrou-se de Cuddy e seu estúpido erro ao tomar o Vicodin. Aquilo bastou pra ela. Um erro justificou o fim.
"Então?". Bella o chamou de volta para a realidade.
"Ok". House pensou que deveria explorar melhor a oportunidade de estar com alguém que realmente se importava com ele.
"Hoje é nossa última noite aqui então… que tal ir direto para o meu apartamento?".
"E Tina?".
"Ela está em outro quarto, lembra?".
"Ah sim".
"As oito?".
"Ok".
"Ok". Ela se despediu com um sorriso.
"Puta merda! Ela realmente quer você".
"Eu não entendo… ok, sei que deve ter ficado impressionada com meus dotes".
Wilson ignorou o comentário. "Não tem que entender nada, só vai! Só deixe a natureza agir".
"Ela disse que um erro não justifica terminar…".
"Todos erram".
"Cuddy não pensou assim". Ele falou triste.
"Esqueça Cuddy!".
"Fácil falar".
"House, dessa vez você deve fazer sexo oral nela. Retribuição".
"O que?". Ele foi pego desprevenido por aquele comentário.
"É justo".
"Você não vai me dizer o que eu devo ou não fazer com ela enquanto estamos transando".
"Ok, ok… desculpe. Só não mencione o nome da sua ex-namorada".
"Melhor levar uma mordaça então".
"Até podem fazer algo assim… uma fantasia... sei lá".
House olhou pra ele e balançou a cabeça. "Pelo menos meu relacionamento terminou porque me droguei e não por que fui frouxo".
"O que você quer dizer?".
"Nada!".
"Agora fala!".
Mas House não falou e Wilson continuou insistindo parecendo duas crianças.
Eles jantaram no apartamento de Bella. Ela comeu algo japonês que House odiava. Ele preferiu um churrasco com fritas e muito molho Barbecue.
Ao final ela abriu as janelas, apesar do ar condicionado ligado, e retirou a blusa ficando somente de sutiã.
"Muito calor. Acho que foi o shoyu".
O corpo de House começou a agir mais por instinto do que por vontade dele. Ela era linda, mas não era Cuddy. Ela se aproximou e começou a beijá-lo e a acariciar sua masculinidade por cima da calça. Logo ele endureceu, afinal, ele estava tendo algum estímulo, não era celibatário e tão pouco assexuado.
Quando ele se deu conta ela já estava se despindo e envolvendo seu pênis em um preservativo. Como ela fez isso tão rápido? Ela era uma vampira?
"Quero te sentir dentro de mim". Ela disse e já o montou. E cavalgou. E gritava. E gemia.
A mente de House foi parar em Cuddy, claro. Ele via a mulher loira sobre ele, mas sua mente buscava a morena que conhecia tão bem.
Ele fechou os olhos e visualizou Cuddy na posição em que ela esteve muitas vezes. Seus seios balançando guiados dos por seus movimentos, sua boca semi-aberta, seu cabelo suado sobre o rosto, seus gemidos, suas mãos… Ele estava muito perto do clímax.
House ouvia a voz de Bella, mas era como se ele só escutasse Cuddy. Ele só tinha ouvidos, olhos e sentidos para a ex-namorada. Ele até conseguia sentir o perfume de Cuddy. E quando ele gozou, ele se esforçou para não chamar o nome dela, ao invés disso ele sussurrou algo indecifrável. Algo como: "sim, baby". Mas por 'baby' não era exatamente em Bella que pensava.
"Isso foi fantástico, não acha?".
"Sim". House disse retirando o preservativo, enrolando a ponta e indo até o banheiro.
"Você tem um pau enorme, um pau delícioso".
"Obrigado?". Ele falou inaudível consigo mesmo enquanto jogava o preservativo no vaso sanitário.
"Você gostou da minha boceta?".
Era sério que ela estava perguntando isso? "Oh sim, claro. Muito satisfatória". Ele respondeu sarcasticamente.
Ela riu. "Você é engraçado!".
House sentiu-se sujo de repente. Ele só queria sair imediatamente daquele lugar, mas então ele resolveu tomar banho. Tomou uma ducha, esfregou bem seu corpo e enrolou-se em uma toalha.
"Uau! Está sexy assim". Ela caminhou até ele e o beijou.
"Eu preciso ir!".
"Por quê? Passe a noite comigo".
Ele não tinha nenhuma razão pra isso, mas sentiu que traia Cuddy. Sentiu-se culpado.
"Eu realmente preciso ir e arrumar minhas coisas para voltar pra casa".
"Quando poderemos nos ver novamente?". Ela quis saber sentindo-se confusa.
"Eu não sei".
"Você tem meu telefone".
"E você o meu".
"Meu tesouro precioso esse número".
House achou tão brega aquela frase e logo saiu de lá. Ele sentia-se enojado, incomodado, sujo e usado.
House não voltou para o quarto imediatamente, antes ele foi até a piscina e ficou olhando para as águas calmas que se moviam lentamente pelo efeito da brisa marinha. Ele acabará de fazer sexo com uma mulher linda, mas sentia-se extremamente triste, frustrado. Ele estava em um hotel de luxo, mas sentia falta de estar na casa de Lisa Cuddy, com ela e Rachel. Assistir algum desenho infantil chato, decorar aquelas músicas com melodias repetitivas, jantar macarrão com queijo que era a refeição preferida da menina, depois ir dormir com Cuddy sentindo a fragrância de seu creme hidratante de âmbar, se aconchegar naquela cama confortável com lençóis caríssimos e abraçá-la até cair no sono. Não… não foi o sexo que veio em sua mente, mas a presença dela. A rotina normal com as duas, os cheiros, a sensação. Ele era um estúpido mesmo por continuar pensando em Cuddy já que ela nunca realmente investiu naquele relacionamento. Com certeza ela entrou nisso pra dizer que tentou e não funcionou, desde o início ela deu-se por vencida. E ele teve esperança. House sentou-se desolado e muito ingênuo.
Perto das cinco da manhã ele entrou no quarto, muito lentamente, tudo o que ele não queria agora era falar com Wilson. Mas foi inevitável…
"E aí?".
"Você não dorme?".
"Eu estava dormindo até agora".
"Você estava me esperando ansioso. Arrume uma vida pra você!".
"Como foi?". Wilson ignorou o comentário.
"Bom. Sem chamar o nome da ex-namorada dessa vez".
"Isso! Você é o garanhão!".
"Você é o intrometido".
"Ei, eu só estou querendo te incentivar".
"Não queira".
"Eu te trouxe a um hotel luxuoso de graça, dei a oportunidade de você transar com uma mulher linda…".
"Você está insinuando que é como um tio cafetão pra mim?".
"Não!".
"Boa noite Wilson". House se trancou no banheiro.
"É dia já!". Wilson respondeu, mas House ignorou dessa vez.
"O cara transou e tá mal humorado? Ingrato.". Wilson comentou sozinho e tentou voltar a dormir.
...
Ele estava deitado do lado dela a observando dormir depois de uma noite de sexo incrível. Ela era linda, cheirava bem e estava na cama com ele. Não era raro ele se sentir inapropriado, como uma mulher linda e poderosa assim como Lisa Cuddy estaria com um cara como ele? Ela realmente estava apaixonada, ela não mentiria tal bem e por tantos anos, mas como? Ele era um bastardo de sorte, mas até quando?
De repente seus olhos abriram e o sol invadia o quarto.
"House… temos que ir".
A voz era de Wilson.
House respirou fundo. "Que horas são?".
"Dez".
House suspirou, ele queria voltar para o sonho, mas não conseguiu.
Enquanto isso em Princeton, Cuddy tentava se recuperar de outra noite mal dormida e, pra completar, Rachel não parou de falar em House no dia anterior. A menina perguntava por ele, sentia a falta dele.
Ela fez um desenho para House, uma música para House, uma escultura em massinha de modelar para House, decorou seu macarrão para House...
Cuddy também sentia falta dele. Falta física, falta da voz, falta do cheiro, do sexo. Quando menos esperava ela se viu se tocando por baixo dos lençóis enquanto pensava nele.
Continua...
Opinião? Sugestão?
