Avisos legais: Os personagens da Marvel pertencem à Marvel. História sem fins lucrativos, inspirada no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), animação, séries de TV, desenhos animados e quadrinhos.

OBS: Essa história é uma adaptação da minha versão original em inglês, Ride Home, publicada originalmente em 2015 — Fanfiction e AO3.

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Carona Pra Casa


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Steve…

— Oi, Nat.

Que cê tá fazendo?

— Tomando café. Por quê?

Onde?

— Naquela lanchonete em frente à Torre.

Tá sozinho?

— Tô. O que aconteceu?

Pode… me buscar?

— Combinamos daqui a uma hora, certo?

Agora…

— Agora? Tá tudo bem?

Mudança de… planos.

— Tudo bem. Onde você tá?

Pode… me achar?

— O que você quer dizer?

Tô perdida… Preciso de… uma carona pra casa.

— Você? Perdida?

Hihi.

— Nat… você tá bêbada?

Eu não fico… bêbada, Steve.

— Tá parecendo bêbada.

Você vem?

— Vou rastrear seu localizador dos Vingadores.

Capitão América é tão… esperto…

— Muito engraçado.

Esperto… e forte…

— Achei.

E sexy…

— Você tá definitivamente bêbada.

Não tô não.

— Sei…

Você é um… gato… em qualquer dicionário.

— Ahem. O que você tá fazendo no Consulado Russo?

Tem uma… festa chique aqui.

— Imagino que tá entediante.

Meu acompanhante é.

— Ack!

Steve? Engasgou com o café?

— Desculpa, Nat. Eu…

E eu que sou a bêbada.

— Você tá realmente parecendo bem alta pra mim.

Acho que tô… meio devagar.

— Eu não sabia que você tava… saindo com alguém.

Não tô. Só passei pra pegar informações.

— E quem é o cara?

Alexei Shostakov.

— Contato antigo da KGB?

É complicado.

— Ahem.

Ele é meu ex… marido.

— O quê?!

Isso é ciúme, Capitão?

— Eu… eu não sabia que você era… divorciada.

Tecnicamente, sou viúva. Ele forjou a própria morte…

— Mais uma história de fantasma.

Algo assim.

— Vocês dois estão… juntos? Quer dizer, bebendo juntos?

Ele… me que de volta.

— Droga!

Ha-ha! Tá com ciúme, né?

— Nat… o que raios tá acontecendo com você?

Não tenho muita certeza…

— Chego aí em quinze minutos, tá? E o seu… acompanhante?

Tive que… terminar ele.

— Você… terminou com ele? Mas você disse que…

Ele tentou me beijar. Então eu apaguei ele.

— Idiota! Não é da minha conta, eu sei, mas ele mereceu.

Heh-heh.

— Você tá machucada?

Não.

— Algum problema diplomático?

Me colocaram numa cela de segurança máxima.

— Filho da mãe! Tô a caminho.

Esse é meu Super-Soldado.

— Ele não pode fazer isso. Você é cidadã americana agora. Uma Vingadora.

Foi uma armadilha, na verdade.

— Como assim?

Uma operação secreta da Sala Vermelha… pra me levar de volta.

— Ah! Você quis dizer a Viúva Negra.

Ó Capitão, meu Capitão! Você achou que ele queria a esposa de volta, né?

— Desculpa, Nat. Eu entendi errado.

Aww! Você é tão… fofo.

— Tô pegando minha moto agora. Te encontro em dez.

Meu super-herói!

— O que ele fez com você?

Me deu champanhe.

— Champanhe?

Mas tava… batizado.

— Desgraçado!

Ele também bebeu… me enganou.

— Você sabe que tipo de droga ele usou?

Provavelmente uma da Sala Vermelha… só afeta mulheres.

— Sabe pra quê?

Pra despertar sentimentos de… lealdade… amor. Ele quer me levar de volta pra Rússia hoje à noite.

— Só por cima do meu cadáver. Não se preocupa, tô quase aí.

Oba!

— Como você tá se sentindo?

Hmm… Alegrinha!

— Você… gostava dele?

Nunca… Foi um casamento arranjado.

— Onde ele tá agora?

Deitado no chão… com seus… um, dois, três… oito capangas mal-encarados.

— Covardes!

Pobres coitados… tentaram.

— Você tá em perigo?

Acho que não.

— Onde você tá exatamente?

Porão escondido… três andares abaixo.

— Você consegue sair?

A Terra ainda gira em torno do Sol? Claro que consigo.

— Justo. Foi mal, não quis subestimar você.

Você nunca me subestimou… diferente dos outros.

— Eles são idiotas.

Isso significa que você se importa.

— Eu me importo. Eu ficaria… perdido sem você.

Então vem me buscar, meu Capitão.

— Um segundo, já tô vendo o prédio.

Bom, eu poderia usar uma distração.

— Entendido. Tem um prédio à esquerda. Posso pular de lá pra dentro—

Só me espera… na entrada da frente.

— O quê? Não faz nada arriscado—

Espera aí.

— Natasha?

Antes mesmo de Steve estacionar a motocicleta, uma pequena explosão ecoou, seguida pelo som estridente de alarmes de incêndio. Fumaça começou a sair do consulado enquanto a segurança evacuava o prédio. Sem nenhuma resposta no comunicador, ele desmontou da moto e correu na direção do tumulto, chamando — Nat! Nat!

Tô indo.

— O que aconteceu? Você tá bem?

Calma, Steve.

— O que você fez?

Só fumaça.

— Onde você tá agora? As pessoas estão saindo do prédio, mas eu tô entrando.

Não precisa.

No meio da multidão elegante que saia pela porta principal, Natasha apareceu com calma, misturando-se aos outros convidados. Carregava uma garrafa de champanhe em uma das mãos e os saltos altos na outra, parecendo uma garota de festa ligeiramente bêbada. Seus cabelos estavam um pouco mais curtos e bagunçados, mas ele reconheceria os inconfundíveis cachos ruivos brilhantes em qualquer lugar. O vestido tomara-que-caia azul-pérola, rasgado na fenda, revelava uma perna torneada, além da cintura fina e das curvas generosas. Apesar de algumas manchas de fuligem, ela era a própria visão da perfeição.

Não faltavam homens ao seu redor, com olhares de cobiça, oferecendo ajuda. Mas a Espiã, com sua habilidade natural, evitava qualquer contato físico. Sem pensar duas vezes, O Soldado se posicionou instintivamente ao lado dela, como se estivesse marcando território.

— Amor! — exclamou ela, jogando-se em seu abraço possessivo.

Sempre cavalheiro, ele tirou a jaqueta de couro e a colocou sobre os ombros dela, protegendo-a dos olhares curiosos da multidão. Ao mesmo tempo, não exatamente de propósito, sua camiseta branca justa deixava seu físico olímpico evidente, o que dispersou quaisquer admiradores remanescentes. Enquanto isso, ele começou a examiná-la mais atentamente, procurando por ferimentos.

Um segurança se aproximou — Senhora, preciso que você se afaste e espere pelos paramédicos.

Apoiando-se firme no Steve, ela abriu um sorriso doce para o guarda. — Posso ir com meu noivo? Ele vai me levar ao hospital. Por favor, oficial?

O olhar sério e a figura imponente do Capitão sempre foram intimidadores, e os encantos dela eram simplesmente irresistíveis.

O segurança hesitou brevemente antes de ser distraído por preocupações mais urgentes. — Certo. Vão logo.

— Obrigada! — Natasha exclamou animada, e então pulou nos braços de Steve. — Estou descalça!

Ele não teve outra escolha senão seguir o plano dela — não que estivesse reclamando. Carregando-a no estilo tradicional de noiva, ele caminhou de volta até sua motocicleta, onde a colocou gentilmente no chão.

— Como você tá se sentindo, de verdade? — ele perguntou, aliviado por tê-la encontrado sã e salva.

— Tô ótima. Quer um pouco?

— Que bom. Não. — Ele pegou a garrafa e a guardou no compartimento da moto. — Vamos analisar isso. Descobrir um antídoto. Não se preocupe.

— Não tô preocupada — ela respondeu, com um sorriso travesso.

— Você nem precisava de mim, né?

— Não, mas eu queria você. Não é melhor assim?

— Fico feliz que tenha ligado — ele disse, com um sorriso tímido nos lábios. — E agora? Ainda quer ir ao nosso encontro…? — Ele coçou a nuca e, em seguida, corrigiu-se — Quer dizer… pra onde você quer que eu te leve?

— Bom, arruinei minha roupa. Tô um desastre.

— Não. Você tá… Você é linda. — Ele suspirou, admirado, antes de acrescentar com um toque de irritação — Ele não te merecia.

— Não me arrumei pra ele.

— Não?

— Me arrumei pra você.

— Pra mim?

— Eu te disse que precisava de uma carona pra casa… pra você.

Os profundos olhos azuis de Steve encontraram os brilhantes olhos verdes de Natasha, e ele ficou imóvel, sem palavras, enquanto ela avançava em direção dele.

— Meu amor, minha lealdade… não são dedicados a países, nem a governos… só a você.

Ele respirou ofegante com a proximidade intoxicante dela — Você… ainda tá sob efeito da droga? Vamos pro centro médico da Torre.

— Tô sentindo o que sempre senti… só que antes era covarde demais pra admitir.

Sem esperar mais, ela segurou o rosto dele e pressionou seus lábios carnudos contra os dele. Ele congelou por um segundo, atordoado, mas a adrenalina tomou conta, e seu corpo respondeu enquanto ele a abraçava, aprofundando o beijo.

Por toda parte, sirenes ecoavam de carros de polícia, caminhões de bombeiros e ambulâncias, mas o casal não ouvia nada.

Naquela noite, Steve levou Natasha para casa — qualquer que fosse, desde que estivessem juntos.

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Nota da Autora: Eu sei que este pode ser um texto curto e um pouco despretensioso, mas espero que tenham se divertido lendo tanto quanto eu me diverti escrevendo.

Nunca imaginei que escreveria tanto diálogo junto, mas a história simplesmente fluiu dessa forma. Tudo começou quando vi a campanha de 2011 da Moet & Chandon com Scarlett Johansson e pensei: "O que aconteceria se Steve visse Natasha naquele traje?" E a partir daí, a Super Espiã Viúva Negra que conhecemos e amamos tomou forma. Mesmo quando ela se faz de donzela em apuros, ela nunca realmente é uma.

Agradeço à minha amiga terminatorgrl87 por me ajudar aqui e por me incentivar a reencontrar minha inspiração!

Aos meus queridos leitores, nunca subestimem o poder das suas palavras. Cada comentário preenche meu coração de amor e determinação para continuar escrevendo. Agora, preciso do apoio de vocês mais do que nunca, então, por favor, deixem um comentário.

Xoxo Mari


REFERÊNCIAS:
MARVEL COMICS: Avengers Vol 5 (2014) #29 "Infinite Avengers" — [Steve] Vocês dois estão totalmente armados? [Natasha] A Terra ainda gira em torno do Sol? [Steve] Justo.