Era um fim de tarde vibrante no centro da cidade, e o grupo de amigos havia se reunido em um bar de estilo retrô chamado "Eclipse Lounge". As luzes âmbar e a música ambiente criavam um clima descontraído, ideal para um happy hour. Mineta entrou no local, chamando atenção instantaneamente com seu novo visual.

Mineta estava vestindo uma camisa polo lilás com pequenos detalhes em preto, combinada com uma calça jeans skinny escura que realçava suas curvas como seu quadril. Ele também usava um tênis branco minimalista e um relógio prateado simples. Seu rosto estava limpo e barbeado, algo que os amigos ainda não tinham visto desde seus tempos de adolescente.

Nos tempos antigos, Mineta tinha um ar tenso e inquieto. Era comum vê-lo ajeitando o colarinho da camisa ou mantendo os olhos em movimento constante, como se procurasse a maneira certa de se comportar. Sua postura rígida e sorriso hesitante denunciavam uma insegurança que ele tentava mascarar com humor autodepreciativo. Mas agora, sua presença exalava um charme suave e uma confiança descomplicada. Seus olhos tinham um brilho maroto, e seus movimentos eram mais fluidos, como se ele estivesse finalmente confortável em sua própria pele.

Seus traços físicos também refletiam essa mudança. Sem a barba, seu maxilar bem definido e os ângulos mais suaves de seu rosto ficaram mais evidentes. Seus lábios, antes semi-escondidos, agora pareciam mais expressivos, reforçando seu ar descontraído. A pele bronzeada e bem cuidada, combinada com o visual clean, destacava a maturidade que ele havia conquistado com o tempo. Além disso, suas curvas naturalmente acentuadas, especialmente o quadril, agora eram valorizadas pelo corte ajustado das roupas, dando um ar casual, porém sofisticado.

Kaminari foi o primeiro a notar a mudança. Ele estava vestindo uma camiseta amarela com estampas geométricas em preto e uma jaqueta de couro desgastada por cima. Seu jeans rasgado e botinhas marrons completavam o visual casual descolado. Ele ergueu a cerveja em saudação.

"Mineta! Olha só pra você! Cadê a barba? Decidiu sair do grupo da barba?"

Os demais riram enquanto Mineta se aproximava da mesa. Kirishima, com sua camisa xadrez vermelha aberta sobre uma regata branca justa e jeans escuros, bateu na cadeira ao lado, indicando para Mineta se sentar. Seus sapatos de hiking reforçavam seu estilo prático e robusto.

"Vou sentir a falta do trio barba!" disse Sato chorando comicamente.

"Pensava que iriamos passar para um quarteto quando convencemos Todoroki ter barba" disse Sero um pouco frustrado.

"Cara, confesso que ficou diferente, mas ficou maneiro! Realça mais seu rosto, sabe?" disse Kirishima, apontando para Mineta enquanto tomava um gole de sua bebida. "É um tipo de virilidade diferente."

"Eu até sinto falta da barba, mas quis otimizar minha aparência. Daí tive que sacrificá-la" Mineta respondeu, ajeitando a gola da camisa polo com um gesto confiante.

"Hm, combina com sua vibe atual" opinou Todoroki, que estava impecavelmente vestido com uma camisa social branca de botões, com as mangas dobradas até os cotovelos, e calças sociais cinza claro. Seu look era complementado por sapatos de couro preto polido e uma pulseira minimalista de couro.

Sero, usando uma camiseta preta estampada com um logotipo de banda de rock e uma calça cargo verde-oliva, também acrescentou:

"Eu não sou expert, mas parece que tirou uns bons anos do seu rosto. Meio rejuvenescido, sabe? Talvez funcione como uma estratégia pra chamar mais atenção... se é que você me entende."

"Se bem que, Minetabro, você quase não envelheceu" disse Kaminari, dando uma risadinha.

Todos riram, e Mineta revirou os olhos com um sorriso divertido.

Tokoyami estava mais recatado, como de costume, usando um suéter preto de gola alta e calças sociais escuras. Ele segurava um copo de vinho tinto e apenas balbuciou:

"Um visual mais limpo pode simbolizar um novo começo. Admirável, de certo modo."

"Valeu, Tokoyami. Você sempre sabe como colocar as coisas de um jeito único" disse Mineta, rindo baixo.

Sato, que usava uma camiseta de malha azul clara e bermuda caqui, aproveitou a deixa:

"Se você está se sentindo bem com isso, é isso que importa. Mas, ei, sem a barba, a gente vai ter que arranjar outro apelido pra você."

"Vocês podem continuar me chamando de Mineta, ou, quem sabe, 'O Mais Bonito Dessa Mesa'" respondeu ele, piscando de forma dramática.

"Ainda me lembro de sua atuação como Winenight. Você foi incrível naquela coletiva de imprensa" disse Todoroki de forma sincera.

"Tenho que dizer que foi sorte aquela coletiva. Como se o destino estivesse querendo facilitar minha passagem como Winenight."

"Que história é essa de Winenight?" perguntou Kaminari, franzindo a testa em confusão.

"Às vezes me pergunto como se tornou rank 44 sendo tão burro" disse Sero, colocando a mão no rosto. "Mineta já tem um tempo que abriu mão do rank para começar do zero."

"Sério isso?"

"Sim. Eu fiz isso" disse Mineta, com uma expressão mista de orgulho e determinação.

"Nossa, Minetabro," Kaminari ficou visivelmente preocupado. "Espero que não esteja passando por dificuldade."

"Mineta parece que está indo muito bem. Ele está tendo mais publicidade que nunca" disse Sato "Ele até conseguiu ser um modelo na agência da Uwabami."

Todos os rapazes, exceto Mineta, ficam surpresos por isso. São poucos os heróis que têm oportunidade de atuar como modelos na agência da super modelo. Tendo ajuda dela, significa a ajuda da melhor agência especializada em publicidade. Muitas heroínas conseguiram ascensão publicitária como Mirko, Mt. Lady, Ryukyu e entre outras. Agora é um caso único de um herói masculino.

"Nunca pensei que atuaria como modelo" Mineta cora um pouco e sorri.

"Sinto que até sua aura mudou bastante" disse Tokoyami "como se tivesse finalmente se encontrado."

"Talvez tenha encontrado meu verdadeiro 'eu'" disse Mineta, agora relaxando na cadeira enquanto segurava o copo de sua bebida.

As feições físicas de Mineta demonstravam melhorias sutis, mas que alteraram significativamente seu visual. Seu rosto agora parecia mais equilibrado e expressivo. O maxilar bem delineado e as maçãs do rosto levemente salientes conferiam-lhe um charme maduro. O olhar, antes cheio de hesitação, tinha uma firmeza marota, enquanto seus lábios, que agora se moviam com mais confiança, acentuavam sua personalidade extrovertida. A postura mais aberta e relaxada também transmitia uma sensação de autenticidade, como se ele tivesse finalmente abraçado quem era.

"Nunca pensei que atuaria como modelo." Mineta corou um pouco e sorriu.

"Sinto que até sua aura mudou bastante," disse Tokoyami, "como se tivesse finalmente se encontrado."

"Talvez tenha encontrado meu verdadeiro 'eu'." disse Mineta.

"Eu vi alguns vídeos que você fez," disse Kirishima. "Até lembra um pouco a Midnight no passado, mas de um jeito viril."

"Talvez comece a dançar pole dance também" brincou Sero.

"Você quer um show particular, bonitão?" Mineta piscou de forma maliciosa, fazendo Sero corar.

Kirishima gargalhou, mas logo desviou o olhar quando Mineta apoiou o queixo na mão e o encarou com um sorriso provocador.

"Kirishima, você fica muito fofo corando. Sabia disso?" disse Mineta.

"O-o quê? F-fico nada" balbuciou Kirishima, sentindo o rosto esquentar enquanto tentava esconder o embaraço com um gole de cerveja.

Kaminari tentou quebrar o clima, mas acabou se envolvendo.

"Você não perde uma, hein, Mineta?" disse ele, rindo nervosamente.

Mineta se inclinou levemente em direção a ele, os olhos brilhando com intenção.

"Ah, Kaminari, eu até perderia, mas você não facilita pra mim. Com esse sorrisinho e tudo mais..."

"Opa, opa, não me coloca nessa não!" Kaminari gesticulou, desviando o olhar enquanto sentia o rosto queimar.

"Vocês todos são tão fáceis de deixar corados." comentou Mineta, rindo.

Tokoyami, por outro lado, apenas observava com uma expressão contemplativa, alheio à atmosfera de flerte que pairava sobre a mesa.

"Você parece se divertir muito com isso," disse Tokoyami, calmamente. "Mas não se esqueça de manter o respeito."

"É claro, Tokoyami. Sempre com respeito." respondeu Mineta, piscando de maneira brincalhona antes de se recostar na cadeira com um sorriso satisfeito.

Todoroki, que até então observava tudo com a mesma serenidade de sempre, inclinou ligeiramente a cabeça e perguntou:

"O que exatamente está acontecendo aqui? Por que todos estão agindo de forma tão estranha?"

Mineta não perdeu a oportunidade de tentar.

"Ah, Todoroki, meu querido... Você é como um enigma gelado e quente ao mesmo tempo. Quem sabe um dia eu consiga derreter essa sua serenidade com meu charme?" Mineta lançou um sorriso sedutor enquanto ajeitava a gola da camisa.

Todoroki piscou devagar, inexpressivo. "Charme? Não sinto nada de diferente. Você parece estar apenas... falando."

A resposta direta fez os outros rirem, quebrando a tensão.

"Eu sabia que ele seria imune" disse Kaminari, ainda rindo. "Todoroki é tipo um robô quando se trata dessas coisas."

"Não é questão de ser imune," Todoroki respondeu, tranquilamente. "Apenas não vejo motivo para reagir a algo tão... supérfluo."

"Puxa, Todoroki, você realmente sabe como ferir os sentimentos de alguém" brincou Mineta, fingindo estar ofendido antes de soltar uma risada. "Mas vou conquistar sua atenção um dia. Pode esperar! Então significa que consigo seduzir o restante de vocês?"

"O que? Não, não…"

Nesse momento, Todoroki, que havia permanecido impassível durante toda a conversa, levantou uma sobrancelha e perguntou: "O que exatamente está acontecendo aqui?"

Mineta, vendo uma oportunidade, virou-se para Todoroki com um sorriso malicioso e inclinou-se um pouco, deixando seu tom de voz propositalmente mais sedutor. "Ah, Todoroki... talvez eu esteja tentando despertar algo em você também."

Todoroki piscou lentamente, sem qualquer mudança na expressão. "Despertar o quê? Algum tipo de habilidade especial?"

A mesa caiu na gargalhada com a resposta direta e desarmante de Todoroki, enquanto Mineta jogava as mãos para o alto em exasperação exagerada. "Puxa vida! Você é uma muralha, Todoroki! Nem um charme desses funciona com você?"

"Eu não entendi onde você quer chegar" disse Todoroki com absoluta seriedade, pegando um pedaço de petisco do prato à sua frente. "Mas espero que você esteja se divertindo."

Sero enxugava lágrimas de tanto rir. "Essa foi a melhor! Mineta, acho que você encontrou o seu oponente definitivo."

Kirishima, ainda tentando se recompor, deu um tapa amigável no ombro de Mineta. "Cara, você é bom, mas Todoroki é tipo... invulnerável. Boa sorte com isso!"

"Invulnerável e completamente sem noção" acrescentou Kaminari, rindo.

"Vocês podem rir agora, mas um dia Todoroki vai ceder" disse Mineta, cruzando os braços.

O grupo descontrai com assuntos diversos entre homens. Tokoyami vê uma mulher aparecendo ao lado do Mineta e sussurra no ouvido dele. Depois olha para o homem corvo e pisca antes de sumir.

"Midnight?" pensa o herói das sombras se o que está vendo é uma ilusão ou mesmo o espírito da antiga professora.


Depois de uma noite divertida com os amigos, Mineta caminhava pelas ruas em direção à sua casa. A leve brisa da madrugada tocava seu rosto, amenizando o calor que vinha das bochechas ruborizadas, fruto de alguns goles a mais de cerveja. Apesar de um pouco zonzo, ele andava com passos curtos e ligeiramente cambaleantes, mantendo um equilíbrio que parecia mais instintivo do que consciente. O céu acima estava pontilhado de estrelas, e o som distante de carros e risadas ecoava pela cidade adormecida.

Ao seu lado, Midnight e Toga o acompanhavam, flutuando graciosamente a poucos centímetros do chão, como sombras animadas que o protegiam naquela jornada.

"Foi um ótimo trabalho de atuação, Minoru." elogiou Midnight, com um sorriso de aprovação. Seu olhar cintilava com uma mistura de orgulho e diversão.

"Aprendi com a melhor." respondeu Mineta, lançando-lhe um sorriso que oscilava entre confiante e envergonhado.

"Foi tão divertido ver os garotos corando por causa das suas cantadas." disse Toga, dando uma risadinha que parecia quase musical.

"Preciso me acostumar a isso," explicou Mineta, ajustando a postura enquanto erguia o queixo. "Se os garotos caem nas minhas investidas, as garotas vão cair também."

"Bom, só aquele tal de Todoroki parece ser imune." observou Toga, cruzando os braços em um gesto pensativo.

Mineta parou por um instante, inclinando a cabeça como se ponderasse profundamente. "Na verdade, ele é mais fácil de seduzir." disse, com um tom que misturava convicção e análise.

"Hã? Como assim?" perguntou Toga, com as sobrancelhas arqueadas em curiosidade.

"Todoroki tem dificuldade em perceber as sutilezas de uma interação social. Ele é como um foguete teleguiado: focado em poucos objetivos, quase insensível ao que acontece ao redor. Isso, por si só, o torna vulnerável. Manipulá-lo é uma questão de ser direto e estratégico. Se alguém for incisivo e souber o que quer, Todoroki provavelmente cederá."

"Tanto faz ser homem ou mulher?"

"Eu não sei qual é a orientação dele," admitiu Mineta, coçando o queixo em um gesto de reflexão. "Mas acredito que, se a abordagem for direta o suficiente e alinhada com algo que o agrade, ele seria suscetível. Basicamente, qualquer pessoa que saiba o que está fazendo e souber mexer com o desejo dele teria chances."

"Uma ótima observação," disse Midnight, acenando em concordância. "Yaoyorozu teria muito mais sucesso com ele se fosse mais direta em suas intenções."

"Também Todoroki não é meu tipo de alguém quero me envolver. Posso considerar um amigo, mas ainda tenho a inveja da vida dele onde tem tudo na mão e não valoriza." confessa Mineta.

Os três continuaram caminhando, com Mineta refletindo sobre suas palavras. Para ele, o processo de sedução não era apenas um meio de flerte, mas também uma forma de compreender como as pessoas funcionavam. E naquele momento, sob o céu estrelado, ele se sentiu mais próximo de entender o que era necessário para navegar nos intricados caminhos das relações humanas.

Mineta continuava seu caminho, ainda zonzo, mas determinado a chegar em casa. As ruas estavam silenciosas, e o único som que preenchia o ar era o leve tamborilar de seus passos misturado com os comentários ocasionais de Midnight e Toga, que flutuavam ao seu lado.

"Você está andando como um pinguim bêbado, Minoru" comentou Toga, rindo.

"Não exagera..." murmurou Mineta, mas antes que pudesse se defender, ouviu uma voz familiar ecoar pela rua.

"Mineta? É você aí cambaleando no meio da calçada?"

Ele virou a cabeça rapidamente – talvez rápido demais, pois quase perdeu o equilíbrio – e viu Burnin. Ela estava sem seu uniforme de heroína, vestindo um conjunto casual: uma camiseta branca justa com um logo estilizado no centro, shorts jeans desfiados, e tênis esportivos. Seu cabelo flamejante, como sempre, brilhava sob a luz da lua.

"Que situação é essa, pequeno?" perguntou ela, inclinando-se ligeiramente para olhar melhor o rosto corado de Mineta.

"Eu tô bem! Só... aproveitei a noite com os amigos..." respondeu ele, tentando parecer firme, mas o leve vacilo em sua voz entregava sua condição.

Burnin ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços. "Ah, sim, claro. E parece que essa 'noite com os amigos' foi regada a algo além de refrigerante. Onde estão eles agora?"

"Hum... já foram embora. Só eu fiquei." Ele evitou mencionar Midnight e Toga, pois sabia que Burnin não conseguia vê-las.

A heroína suspirou, balançando a cabeça. "Não dá pra te deixar assim. Vamos, vou te levar pra casa."

"Eu consigo ir sozinho!" protestou Mineta, levantando a mão em um gesto defensivo.

Burnin ignorou completamente a resistência e, num movimento rápido e ágil, o pegou no colo como se ele fosse uma criança. Mineta, completamente atordoado, soltou um grito abafado.

"Ei! Ei! Isso é humilhante!"

"Humilhante? Você deveria agradecer! Tô te carregando pra não cair de cara no chão!" retrucou Burnin com um sorriso travesso, apertando-o com segurança.

Para azar – ou sorte – de Mineta, sua cabeça acabou repousando exatamente contra o peito da heroína, que estava suavemente moldado pela camiseta justa. Ele ficou instantaneamente vermelho como um tomate, e um misto de vergonha e satisfação tomou conta dele.

"Eu... eu não acredito que isso tá acontecendo..." gaguejou, tentando olhar para qualquer lugar, menos para o que estava bem à sua frente.

Burnin, sem perceber o embaraço dele, riu alto. "Relaxa, pequeno! Você tá seguro aqui. E vou te dizer, já carreguei coisas muito mais pesadas do que você."

Enquanto ela caminhava pela rua, Midnight e Toga observavam a cena, mal conseguindo conter o riso.

"Isso foi inesperado," comentou Midnight, com um sorriso malicioso.

"Ele parece não estar odiando tanto assim." brincou Toga, rindo.

Mineta, por sua vez, estava dividido entre querer desaparecer de vergonha e aproveitar secretamente a proximidade. "Talvez... essa noite não tenha sido tão ruim." murmurou baixinho, enquanto Burnin seguia em direção à casa dele, balançando-o levemente em seus braços como se fosse um bebê.

Sem precisar de condução, Burnin chegou ao prédio onde ficava o apartamento de Mineta, no último andar de um edifício modesto.

"Então, qual é o seu apartamento?" perguntou Moe.

"No último andar," respondeu Mineta, com o rosto ainda envergonhado por estar encostado nos seios dela.

"Uau, deve ganhar bem," comentou ela, impressionada.

"Meu salário é igual ao seu. O aluguel aqui é só barato porque o apartamento tem uma reputação... peculiar."

"Você tem coragem de morar em um lugar assombrado?"

No Japão, apartamentos com preços baixos frequentemente carregam reputações de serem assombrados e, por isso, são evitados. Mineta alugou o imóvel sem saber desse detalhe. Só recentemente, através de Toga e Midnight, descobriu que o local era conhecido por sua "atividade paranormal". No entanto, sua aura natural lhe oferecia proteção espiritual.

A origem dessa aura vinha de vários fatores: a influência de uma família amorosa, ancestrais protetores e elos religiosos. Comicamente, seus pais tinham até realizado cerimônias para "acabar com a maldição do tamanho reduzido". Além disso, Ibara Shiozaki frequentemente rezava por ele. Mas o que realmente consolidou sua energia purificadora foi um sacrifício que fez para salvar Tokoyami. Durante um confronto com All For One, Mineta colocou sua Quirk para proteger Dark Shadow, como uma barganha. Embora não saiba por que o vilão o poupou, esse ato heroico deixou uma marca espiritual nele, transformando-o em uma espécie de "exorcista" involuntário.

Agora, o apartamento assombrado era mais uma peculiaridade em sua vida, um local que Mineta havia, involuntariamente, purificado com sua presença.

Ao entrar no prédio, Burnin subiu com Mineta no colo, apesar dos protestos contínuos dele. No entanto, sua resistência foi diminuindo à medida que se aproximavam do apartamento. Quando finalmente chegaram, Burnin colocou Mineta de pé. Ele destrancou a porta e acendeu as luzes.

O interior do apartamento era uma mistura peculiar de funcionalidade e entusiasmo juvenil. Apesar do prédio ser modesto, o espaço de Mineta era surpreendentemente grande para uma pessoa só, com cômodos bem organizados e decorados de maneira vibrante e pessoal.

A sala principal parecia o paraíso de uma adolescente apaixonada por cultura pop e heroínas. Pôsteres de heroínas icônicas cobriam as paredes – Midnight, Mt. Lady, Ryukyu e até Mirko em sua fase jovem. Prateleiras repletas de mangás, action figures e colecionáveis formavam uma biblioteca visualmente impressionante, com títulos que iam desde os clássicos até edições limitadas. Em um canto, havia uma enorme televisão de tela plana, acompanhada por uma coleção organizada de consoles de videogame, de modelos retrô a última geração. Almofadas coloridas com estampas de anime estavam espalhadas pelo sofá e tapete, criando uma atmosfera convidativa e descontraída.

As coisas mais adultas que tem no apartamento são uma adega de vinho e um armário com porta de vidro com mais diferentes whiskys tanto nacionais como internacionais. Também tinhas as fotos de família do Mineta. Pode ver que era quando Mineta era novo, quando entrou na U.A. Pode ver o avô, mãe, pai, três irmãs e um irmão caçula de colo. Todos estão sinal positivo com polegar.

Burnin olhou ao redor, impressionada. "Isso é... inesperado. Parece que entrei no quarto de um shota de verdade!"

"Antes responderia, mas tenho que concordar?"

Ela riu, provocando. "Claro, claro. Mas, sério, seu apartamento grita que você é um shota que conseguiu cartão de crédito."

"Ah, vai me zoar agora? Isso é decoração de um homem com bom gosto!" protestou ele, tentando soar sério, mas corando visivelmente.

No aspecto doméstico, o apartamento tinha várias adaptações para atender à baixa estatura de Mineta. O balcão da cozinha tinha níveis ajustados, com a parte inferior acessível para que ele pudesse cozinhar confortavelmente. Armários suspensos tinham mecanismos deslizantes que os traziam para baixo com um simples toque. Até o interruptor de luz tinha sido rebaixado para ficar ao alcance sem esforço. Burnin notou essas modificações e sorriu.

"Você pensou em tudo, hein? Impressionante!"

"É, tive que improvisar bastante. Mas funciona bem pra mim," respondeu ele, orgulhoso.

Burnin seguiu para o quarto de Mineta, curiosa com o restante do apartamento. Assim que abriu a porta, não pôde evitar uma exclamação surpresa. O quarto era espaçoso e dominado por uma cama absurdamente grande – quase desproporcional para alguém do tamanho dele. O lençol exibia um padrão estilizado de estrelas e constelações, complementado por travesseiros e almofadas em tons azul-escuros e dourados.

"Isso é... uma cama ou um campo de futebol?" brincou Burnin, rindo.

Mineta coçou a nuca, sem jeito. "Ah, eu sempre quis uma cama grande. É confortável e... bem, eu gosto do espaço."

Além da cama, o quarto tinha uma estante com mais mangás e livros de autoajuda, incluindo títulos sobre design e arquitetura – provavelmente de onde ele tirou as ideias para as adaptações no apartamento. Havia também uma escrivaninha organizada com um computador de última geração, decorada com pequenos bonecos de heróis. Também tinha dois manequins com os antigos uniformes do Mineta como Grape Juice. Uma como estudante e outra como Pro Hero.

Burnin sentou-se na beirada da cama e deu um tapinha no colchão. "Bom, você tem bom gosto. E agora? Quer que eu te deixe aqui ou preciso te colocar direto na cama como uma babá?"

Mineta suspirou, esfregando os olhos. "Eu vou ficar bem... Mas preciso fazer algo pra espantar essa tontura." Ele se levantou com alguma dificuldade e seguiu para a cozinha. "Vou preparar um café forte. Isso deve ajudar a me livrar do álcool."

Burnin arqueou uma sobrancelha enquanto o seguia. "Café? Hm, não sei se é a melhor ideia. Pode até te deixar mais desperto, mas o álcool ainda vai estar no seu sistema."

"Então o que você sugere? Água?" perguntou ele, enquanto mexia em uma das prateleiras adaptadas da cozinha.

Burnin sorriu, puxando uma cadeira e sentando-se de forma relaxada. "Que tal chá de gengibre com limão? É calmante, ajuda a acelerar o metabolismo e pode diminuir um pouco os sintomas da ressaca."

Mineta parou no meio do movimento, considerando a ideia. "Hm... soa mais saudável do que o meu plano. Tá, você venceu. Mas eu faço!"

"Ah, não. Eu que sugeri, então eu faço. Fica aí parado antes que você derrube alguma coisa," respondeu Burnin, levantando-se e indo até a pia.

Ele observou enquanto ela pegava os ingredientes. Era curioso ver Burnin, sempre tão enérgica e explosiva em combate, movendo-se de maneira quase doméstica. Ela cortou um pedaço de gengibre fresco, espremeu meio limão e colocou a água para ferver.

"Eu devia cobrar por esse serviço," brincou Burnin enquanto mexia a mistura.

"Se isso funcionar, eu te pago com outro chá," respondeu Mineta, tentando sorrir, embora ainda estivesse se sentindo um pouco zonzo.

Quando o chá ficou pronto, Burnin entregou a xícara para ele, sentando-se à mesa. "Vai com calma, pequeno. Não quero que você queime a língua e depois diga que a culpa é minha."

Mineta deu um gole, e o sabor intenso do gengibre o fez estremecer. "Isso... é forte. Mas... acho que já estou me sentindo um pouco melhor."

"É um começo," disse Burnin, apoiando o queixo na mão enquanto o observava com um sorriso leve. Seus olhos brilhavam com um toque de diversão. "E da próxima vez, tenta pensar duas vezes antes de exagerar, hein?"

"Ei, não exagera," respondeu Mineta, afundando no sofá com uma expressão resignada. "Eu até aguento muito, só sou fraco com cerveja."

Burnin deu uma risada curta, provocativa. "Ou seja, resistente a bebidas alcoólicas com base de uvas. Quem diria que sua fraqueza seria a própria inspiração do seu nome?"

Ele fez uma careta. "Certo, já entendi a piada... Pode rir à vontade."

"Ah, pequeno, é impossível não rir." Ela riu enquanto pegava sua própria xícara de chá, indo sentar ao lado dele no sofá. Olhou ao redor do apartamento novamente, como se estivesse absorvendo cada detalhe. "Tenho que admitir, um apartamento barato e espaçoso assim vale o risco. Muito melhor que o meu pequeno cubículo."

"Você? Não conseguiu um apartamento maior?" perguntou Mineta, surpreso.

Burnin deu de ombros e tomou um gole do chá antes de responder. "Nunca procurei. Passei boa parte da minha carreira dormindo no quarto de hóspedes dos Todorokis. Entre as noites como sidekick do Endeavor e, depois, do Shoto, nem sentia que precisava de algo maior. Nunca tive tempo ou vontade de enfeitar meu próprio espaço, sabe? E, olha, não foi por falta de dinheiro. Até fico surpresa que o salário da nossa agência seja igual ao que eu ganhava antes. Com Endeavor a equipe dele tinha um ritmo que combinava comigo: intensidade, foco, ação. Quando Shoto assumiu sua própria agência, eu quis ajudar. Mas... a sincronia não era a mesma."

"Por quê?" Mineta inclinou-se, interessado.

Burnin deu de ombros, pensativa. "Shoto é incrível, mas o estilo dele é mais tranquilo, quase reflexivo. Ele tende a se concentrar em estratégias com menos riscos. Eu particularmente gosto mais dos riscos."

Mineta riu, balançando a cabeça. "Isso é verdade."

"Não me arrependo, sabe? Trabalhar com o Shoto me ensinou muito sobre adaptação e liderança. Mas chegou um ponto em que percebi que precisava seguir meu próprio caminho. Você foi o gatilho que eu precisava para tomar minha decisão."

"Isso é inspirador," disse Mineta, com admiração. "Eu nunca pensei em você como alguém que ficaria na sombra de alguém, nem do Endeavor."

Burnin sorriu, olhando para ele. "Às vezes, seguir em frente significa deixar até mesmo seus ídolos para trás. Mas olha só, não vamos deixar isso sentimental demais. Termina logo esse chá antes que eu decida te desafiar a uma corrida ou algo assim!"

"Eu? Correr? Você tá querendo me matar agora?" respondeu Mineta, levantando a xícara para esconder o sorriso tímido enquanto Burnin ria alto ao seu lado.

Mineta segurou a xícara com as duas mãos, olhando para o líquido restante. Seus olhos tinham um brilho distante, como se estivesse mergulhando em memórias. "Sabe... por muito tempo, eu achava que meu destino seria ser só um sidekick. Tipo, o ajudante engraçado, sempre na sombra de alguém mais forte."

Burnin ergueu uma sobrancelha, inclinando-se levemente em sua direção. "E o que te fez mudar de ideia?"

Ele sorriu de lado, um pouco tímido, mas também orgulhoso. "A UA. As batalhas, os treinos, e até mesmo os fracassos. Ver pessoas como Midoriya, Bakugo e Shoto crescendo e lutando fez eu perceber que, se eu quisesse, também poderia ser um herói pleno. Só precisava acreditar em mim mesmo. E, sabe, acho que foi isso que me deu coragem de tentar. Não ser só um suporte... mas alguém que pode fazer a diferença."

Burnin o encarou por um momento, seu sorriso habitual suavizando-se em algo mais gentil. "Isso é grande, pequeno. A maioria das pessoas nunca chega a entender que pode sair das sombras. Você não só entendeu, como fez acontecer. Acho que você merece mais crédito do que dá a si mesmo."

Ele corou ligeiramente, desviando o olhar. "Você tá só sendo gentil."

"Não. Tô sendo honesta." Burnin se inclinou um pouco mais, pousando uma mão no ombro dele. "E por isso você tem meu respeito."

Mineta sentiu o toque dela, e o calor que emanava não era apenas da peculiaridade de Burnin. Era reconfortante, quase... íntimo. Ele virou-se para ela, encontrando seus olhos pela primeira vez sem hesitação. "Obrigado. Sério. Acho que ouvir isso de alguém como você significa muito."

O silêncio que se seguiu não foi desconfortável. Era carregado de algo que nenhum dos dois sabia bem como nomear. Burnin continuava próxima, o olhar fixo no dele, como se estivesse avaliando algo.

"Você é diferente do que eu imaginava, sabia?" disse ela, com um sorriso que agora era mais suave, quase brincalhão.

"É... bom ou ruim?" perguntou ele, com um tom incerto, mas o sorriso tímido revelava que ele esperava uma resposta positiva.

"É bom."

Sem perceber, os dois haviam se inclinado um pouco mais. Burnin ainda mantinha a mão no ombro dele, mas agora o polegar fazia pequenos movimentos, quase como se ela estivesse traçando círculos inconscientemente. Mineta, por sua vez, sentiu um impulso que nunca teve coragem de seguir antes.

"Você... acha mesmo que eu poderia ser alguém importante? Como herói?" perguntou ele, quase como se estivesse testando o momento.

"Não só como herói," respondeu ela, em voz baixa, os olhos desviando para os lábios dele por um breve instante antes de voltarem a encontrar os dele.

Foi o suficiente para ele entender. Com o coração batendo mais rápido do que ele poderia admitir, Mineta se aproximou mais, hesitante, mas determinado. E quando seus lábios finalmente se encontraram, foi um toque suave, quase experimental, como se nenhum dos dois quisesse quebrar o momento.

Mineta sentiu seu coração acelerar de forma quase dolorosa enquanto o momento se desenrolava. Quando os lábios de Burnin tocaram os dele, foi como se o mundo inteiro parasse. Ele ficou completamente imóvel no começo, seus olhos arregalados em surpresa, mas a suavidade do beijo e o calor que Burnin transmitia fizeram seus músculos relaxarem, e ele se permitiu fechar os olhos.

Era o primeiro beijo de sua vida, e era muito melhor do que qualquer coisa que ele havia imaginado nas noites solitárias de devaneios. A sensação era uma mistura de doçura, nervosismo e uma explosão de emoções que ele não sabia como descrever. O toque dela era firme, mas não esmagador, e o calor natural que emanava de sua peculiaridade parecia abraçá-lo de uma forma que nenhum outro contato poderia.

Quando os dois finalmente se separaram, Mineta abriu os olhos devagar, encarando Burnin como se ela fosse uma visão. Ele tentou falar, mas sua mente estava um caos completo. A única coisa que conseguiu foi uma risada nervosa, acompanhada por um sorriso bobo e completamente corado.

Burnin riu, divertida pela expressão de puro encanto e confusão no rosto dele. "Foi seu primeiro beijo, não foi?"

Mineta engoliu em seco, hesitando antes de acenar com a cabeça. "Foi..."

Ela piscou para ele, inclinando-se ligeiramente para bagunçar seu cabelo com uma mão. "Bom, parabéns, pequeno. Você se saiu bem."

Ainda tentando processar o que havia acontecido, Mineta colocou a mão nos lábios, como se quisesse guardar aquele momento para sempre. Ele parecia querer dizer algo mais, mas antes que pudesse, Burnin soltou uma risada baixa, maliciosa.

"Você realmente é cheio de surpresas... Minoru." Ela fez uma pausa dramática antes de acrescentar com um sorriso brincalhão: "E sabe, acho que acabei de me tornar uma shotacon."

Mineta engasgou com o ar, completamente vermelho. "O-QUÊ?!"

Burnin riu alto, batendo no braço dele de leve. "Relaxa, pequeno! É brincadeira... ou talvez não."

Ele se afundou no sofá, cobrindo o rosto com as mãos enquanto Burnin ria ainda mais alto, claramente se divertindo.

"Eu não acredito que isso está acontecendo..." murmurou ele, mas, por trás das mãos, era impossível esconder o sorriso tímido que crescia em seus lábios.

Burnin deu outro gole em seu chá, ainda rindo. "Ah, pequeno, você realmente fez minha noite. Acho que esse apartamento tem mais segredos do que imaginei."

O clima no apartamento estava carregado de algo novo e indescritível. Uma mistura de expectativa, calor e conexão pairava entre os dois. Burnin apoiou o cotovelo no encosto do sofá, o rosto inclinado enquanto observava Mineta, um sorriso provocador brincando em seus lábios.

"Podemos tornar isso ainda mais especial... se você quiser," disse ela, a voz carregada com um toque de malícia e desafio.

Mineta piscou, confuso. "Especial?"

Burnin inclinou-se levemente, sua mão traçando pequenos círculos no sofá. "Já ouviu falar de amigos coloridos?"

O rosto de Mineta ficou completamente vermelho. Ele abriu a boca para responder, mas nada saiu. Ele apenas engoliu em seco, visivelmente desconcertado.

"Parece que sim." Ela lambeu os lábios, uma provocação calculada. "Podemos evoluir nossa amizade para algo... mais interessante. Claro, isso se você estiver disposto a perder sua virgindade comigo. Mas, se não estiver pronto…"

Ela não conseguiu terminar a frase. Num impulso que pegou a ambos de surpresa, Mineta avançou e a beijou novamente. Só que desta vez, não havia hesitação. O beijo foi intenso, apaixonado e carregado de desejo reprimido. Ele a pressionou contra o sofá com uma energia que ela não esperava, suas mãos apoiadas nos ombros dela, mas firmes.

Os olhos de Burnin se arregalaram por um instante, surpresa pelo gesto tão ousado. Mas logo, ela os fechou lentamente, permitindo-se mergulhar na intensidade daquele momento. O calor de Mineta era genuíno, sua paixão palpável. Apesar de ser apenas seu segundo beijo, ele demonstrava uma habilidade e uma ousadia inesperadas.

"Uau..." murmurou ela entre os lábios dele, quando finalmente se separaram por um breve instante para recuperar o fôlego. "Eu esperava mais nervosismo, mas você... você sabe surpreender."

Mineta estava ofegante, mas havia algo diferente em sua postura agora. Ele a olhou nos olhos com uma confiança que até então parecia oculta. "Eu aprendi que, às vezes, é preciso arriscar. Não quero deixar passar algo tão especial assim."

Burnin riu, jogando a cabeça para trás por um momento antes de puxá-lo gentilmente para mais perto. "Pequeno, você realmente está me conquistando."

Ela segurou a mão dele e, com um movimento ágil, puxou-o para ficar de pé. "Mas... se vamos fazer isso, não vai ser no sofá. Acho que seu quarto seria mais apropriado, não acha?"

Mineta piscou, ainda assimilando tudo, mas assentiu, deixando-se ser guiado por ela.

Ao entrar no quarto, Burnin deu uma rápida olhada ao redor, rindo baixinho. "Bem, é exatamente o que eu esperava do seu quarto. E essa cama enorme? Você realmente pensa grande, hein?"

"Eu... achei que seria confortável," respondeu ele, tentando soar casual, mas o rubor em seu rosto o entregava.

Burnin o encarou com um sorriso travesso, puxando-o para perto. "Confortável... É, acho que vamos descobrir."

Ela o empurrou suavemente até que ele se sentasse na beira da cama. Inclinando-se, ela segurou o rosto dele, os olhos dela brilhando com um misto de ternura e desejo. "Só pra deixar claro, pequeno. Isso não é só brincadeira pra mim. Quero que seja especial pra você."

Mineta sentiu um calor espalhar-se pelo peito, seu nervosismo sendo substituído por uma confiança tímida, mas crescente. "Já está sendo especial... porque é com você."

Burnin riu baixinho, beijando-o novamente, mas dessa vez com mais suavidade, como se quisesse saborear o momento. "Você realmente sabe como fazer uma garota se sentir especial também, Mineta."

Burnin aproximou-se mais, seus dedos deslizando pelo rosto de Mineta, enquanto o beijo se aprofundava. Era lento e cheio de uma doçura que fazia cada segundo parecer uma eternidade. Mineta sentiu as mãos dela descendo até seus ombros, seus dedos quentes brincando com a borda de sua camisa.

"Você está bem com isso?" perguntou Burnin, afastando-se por um momento, os olhos dela fixos nos dele, agora mais suaves e sérios.

Mineta respirou fundo, o coração disparado, mas sua determinação brilhou em seu olhar. "Sim... Eu quero isso. Quero... você."

O sorriso de Burnin retornou, dessa vez mais gentil, quase carinhoso. "Então vamos tornar isso memorável."

Ela começou a puxar a camisa de Mineta devagar, enquanto ele a ajudava desajeitadamente, tentando manter o contato visual, embora o rubor intenso em seu rosto denunciasse sua timidez. Quando a peça foi retirada, Burnin riu baixinho. "Nada mal, pequeno. Você tem um físico melhor do que eu esperava."

"Eu me esforço," murmurou ele, desviando o olhar, mas com um sorriso tímido nos lábios.

Burnin aproveitou para puxar sua própria camisa, revelando mais de sua pele bronzeada e tonificada. Seus movimentos eram lentos e provocantes, mas ao mesmo tempo naturais, como se ela quisesse que Mineta se sentisse confortável. Ele ficou imóvel por um momento, os olhos arregalados, tentando absorver a cena à sua frente.

"Ei, não fique parado aí me encarando como se eu fosse uma miragem," brincou ela, puxando-o de volta para mais um beijo, enquanto suas mãos continuavam a explorar com cuidado e curiosidade.

Mineta, embora nervoso, começou a retribuir, seus dedos tremendo ligeiramente enquanto ele ajudava a tirar o short de Burnin. O calor do momento fazia o ambiente parecer mais íntimo do que nunca, e cada toque parecia cheio de significado.

Burnin afastou-se brevemente, um brilho divertido nos olhos. "Você está indo muito bem para alguém que estava tão nervoso há pouco tempo."

Mineta deu uma risada nervosa. "Eu só... estou tentando acompanhar você."

"Está fazendo mais do que isso," ela respondeu, sua voz mais baixa e suave.

As roupas continuaram a desaparecer, peça por peça, enquanto os dois exploravam essa nova conexão. Burnin, apesar de sua atitude descontraída, cuidava para que Mineta se sentisse seguro e confortável a cada passo, enquanto ele, aos poucos, deixava de lado suas inseguranças, confiando nela.

Quando finalmente ficaram diante um do outro, vulneráveis e expostos, o olhar de Burnin encontrou o de Mineta, agora mais intenso. Ela segurou seu rosto novamente, um sorriso gentil nos lábios. "Você é incrível, Mineta. Não deixe ninguém te fazer pensar o contrário."

Ele não respondeu com palavras, mas com mais um beijo, colocando todo o sentimento que não conseguia expressar em gestos. Para ele, aquele momento era mais do que especial; era uma prova de que ele podia ser desejado e aceito exatamente como era.

Burnin sorriu contra os lábios dele, afastando-se apenas o suficiente para olhar em seus olhos. "Deixa eu te ajudar com essas calças," disse ela com um toque de malícia, o brilho travesso em seu olhar.

Mineta assentiu, o rosto já vermelho, mas seus lábios curvaram-se em um pequeno sorriso. "Tudo bem."

Com movimentos deliberadamente lentos, Burnin levou as mãos às laterais do quadril de Mineta, parando por um momento para apertar sua bunda com firmeza. Um sorriso lascivo surgiu em seus lábios. "Como essa bunda é grande e macia," murmurou ela, quase como se falasse consigo mesma, mas suficientemente alto para que ele ouvisse.

Mineta soltou uma risada curta e nervosa. "Não sabia que você gostava da minha bunda."

"Tá brincando?" disse ela, com a voz rouca de desejo. "Rezo aos deuses para o dia em que sua calça de herói finalmente rasgar."

Mineta arqueou uma sobrancelha, entrando no jogo. "Por que não ver de forma direta, então?"

O tom sugestivo dele fez o sorriso de Burnin se alargar. Sem perder tempo, ela puxou as calças dele para baixo, revelando uma cueca roxa de estilo boxer, ajustada o suficiente para realçar suas formas generosas. Ela mordeu o lábio inferior, os olhos brilhando ao contemplar o volume impressionante que ele carregava, tanto atrás quanto na frente.

"Gostou do que viu?" Mineta perguntou, tentando soar confiante, mas o leve tremor em sua voz ainda denunciava um resquício de nervosismo.

Burnin lambeu os lábios, claramente apreciando o que estava à sua frente. "Bem interessante," disse ela, seu tom carregado de provocação. "Mas agora é minha vez de mostrar algo especial."

Ela deslizou suas mãos até a cintura, tirando a calcinha de renda de maneira lenta e provocante. Assim que a peça foi ao chão, pequenas chamas verdes cintilaram em seu púbis.

Mineta arregalou os olhos, surpreso. "Uau!"

Burnin riu suavemente, colocando uma mão no quadril, exibindo-se sem qualquer timidez. "Às vezes, ser uma heroína flamejante tem suas vantagens. Gosto de... dar um toque especial."

Ela então alcançou o fecho do sutiã, soltando-o com facilidade e deixando-o cair, revelando completamente seu corpo. "E, pra ser honesta, adoro andar nua no meu apartamento," acrescentou com um sorriso brincalhão.

"Legal," Mineta respondeu, a palavra saindo quase como um sussurro, ainda encantado com a visão diante dele.

Burnin riu novamente, inclinando-se para perto. "Agora vai me deixar ser a única nua aqui?"

Engolindo em seco, Mineta tirou sua cueca, revelando sua nudez com hesitação, mas também com uma crescente confiança. Quando o fez, o queixo de Burnin caiu por um instante, e seus olhos se arregalaram ao ver o tamanho impressionante do que ele carregava.

"Uau," ela exclamou, ainda examinando-o com um misto de surpresa e diversão. "Parece que o shota uva tem raízes profundas. Como você consegue esconder isso na roupa?"

Mineta deu de ombros, tentando manter um tom casual, embora o rubor em seu rosto traísse sua emoção. "Pessoal tende a focar mais na minha bunda do que na minha virilha," respondeu ele, com um sorriso tímido.

Burnin soltou uma gargalhada genuína, inclinando-se novamente para ele. "Parece que é um contrapeso perfeito para sua bunda," brincou, os olhos ainda brilhando de diversão e desejo.

Mineta sentiu seu rosto aquecer, mas sorriu de volta, buscando a mesma confiança que Burnin sempre parecia ter. "Ou uma ferramenta perfeita para acalmar seu fogo," retrucou com um toque de ousadia.

Burnin ergueu uma sobrancelha, surpresa pela resposta. "Promessas... Quero ver se consegue cumprir." Ela se deitou com um sorriso desafiador.

"Como herói, sempre estou preparado," respondeu ele, ajustando sua posição próximo a ela, o coração batendo rápido, mas firme. "E talvez eu consiga aquecer as coisas ainda mais."

Ela riu novamente, mas dessa vez havia um tom mais suave, quase carinhoso. "Espere para ver o que é calor de verdade," provocou ela, puxando-o para mais perto.

Mineta hesitou por um instante, não por insegurança, mas pela consciência de que aquele momento significava muito mais do que palavras poderiam expressar. Quando finalmente a penetrava, uma onda de sentimentos intensos os envolveu – nervosismo, excitação e, acima de tudo, uma conexão inesperada.

Burnin, com um suspiro entrecortado, brincou: "Parabéns, Mineta. Parece que você acabou de perder a virgindade..."

O ambiente parecia pulsar com uma energia diferente enquanto Mineta e Burnin se permitiam aproximar cada vez mais. As palavras davam lugar a gestos suaves e olhares que diziam muito mais do que qualquer frase poderia expressar.

Burnin passou a mão pelo rosto de Mineta, traçando seus traços com delicadeza. "Você é uma surpresa, sabia?" disse ela com um sorriso que misturava diversão e ternura.

"Eu podia dizer o mesmo sobre você," respondeu ele, tentando conter o rubor no rosto enquanto seus dedos hesitavam antes de tocar o braço dela.

O ritmo deles era guiado pela curiosidade e pela confiança crescente. A cada toque, a cada suspiro compartilhado, parecia que uma nova camada de vulnerabilidade era revelada, conectando-os ainda mais.

Burnin entrelaçou os dedos nos cabelos de Mineta, puxando-o para mais perto, o sorriso travesso nunca deixando seu rosto. "Você está superando minhas expectativas, pequeno herói."

"Eu tento dar o meu melhor," respondeu ele com uma mistura de nervosismo e orgulho, enquanto seus olhos encontravam os dela.

Pouco a pouco, a intensidade daquele momento crescia, mas de uma forma que nunca deixava de ser cúmplice e mútua. Era uma dança entre o desejo e o carinho, onde cada movimento era uma reafirmação do quanto ambos estavam ali, presentes um para o outro.

Quando finalmente chegaram ao ápice daquele encontro, foi como se o mundo ao redor tivesse desaparecido por completo. Um misto de emoção e satisfação tomou conta de ambos, suas respirações ofegantes misturando-se enquanto sorrisos cúmplices eram trocados.

Burnin apoiou a testa na dele, ainda com os olhos fechados, e soltou uma risada suave. "Isso... foi melhor do que eu esperava."

Mineta, ainda tentando encontrar as palavras, respondeu com um sorriso tímido. "Eu só queria te mostrar que não sou só palavras. Queria te provar que posso ser mais do que você imagina."

Olhando-o com uma expressão de admiração sincera. "Acho que você acabou de fazer isso. Oh… ainda estão duro!" fica surpresa.

"Tenho mais energia."

"A noite é uma criança." brinca a mulher.