Notas Iniciais

Desculpe a ausência nas atualizações! Para tentar me redimir, serão dois capítulos hoje. ;-)

A Universidade de Tohoku é uma das maiores do Japão, mas eu realmente não sei quais cursos são oferecidos lá, então inventei... rsrs!

- Shiraishi Setsuo - olhos e cabelos pretos, cortados repicados, que ele realça com pomadas todos os dias. Capitão e ás do time masculino de vôlei. É alto, tem um corpo com músculos definidos e grande força física. Ele tem o salto mais alto do tempo. Tem duas paixões: vôlei e desenvolvimento de aplicativos para celular. Cursa o terceiro ano de Tecnologia e Inovação e está adiantado em negociações com empresas norte-americanas e asiáticas. Atual namorado de Haru.

- Himeno Sumi - olhos e longos cabelos pretos, que ela mantém brilhando e perfumado com óleos aromáticos. Ace do time feminino de vôlei. Usa roupas que destacam seu corpo curvilíneo de músculos compactos e resistentes. Joga vôlei desde o fundamental e é bastante competitivo. Cursa o terceiro ano de jornalismo e trabalha como editora júnior na filial de uma grande editora de Tóquio. Incrivelmente comunicativa e com sorriso contagiante. Atual namorada de Koushi.

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SUGAWARA KOUSHI

- Tudo bem colocar isso no quadro de avisos? – Koushi se mudou dos alunos na porta. Eles concordaram, abrindo espaço para ele entrar. – Será na livraria perto do metrô, na próxima quinta-feira. – ele explicou para o grupo do terceiro ano de Astronomia. Era a última sala daquele prédio. – Vai ser bacana. – mostre a arte do cartaz, com as capas dos livros do autor em destaque.

- É o autor da história do gato detetive! – um dos alunos se animou, comentando com os amigos.

Foi uma recepção melhor do que em outras turmas, mas ele estava determinado a divulgar o evento por todo o campus. Assim que colocou os pés no corredor para o prédio da sua própria sala, viu Haru e Setsuo de mãos dadas. A imagem deu um tranco no seu cérebro e ele sentiu o sangue se instalar de seus membros, concentrando-se no seu coração, que começou a bater lentamente.

"Que frio repentino!"

Eles substituíram não ver mais ninguém, pisando sobre nuvens.

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TATSUO HARU

"Será que vai ficar tudo bem se nos vermos juntos assim? E se os fãs dele virem para cima de mim?... A mão dele é tão confortável! É grosso e quente. O corpo dele é mais quente que o meu. E é tão sólido!" Haru sentiu o homem ao seu lado caminhar com segurança, não se importando com o que pensariam do capitão do tempo de vôlei namorando uma caloura. Ela própria queria sair pulando e gritando de alegria. "No final, ter ido de vestido ao show foi bom! Ele teve que observar a conduta dos assuntos à nossa volta e ficou bem perto... Ele é muito assertivo." As sensações dos lábios, da respiração e da imponência física fizeram seu corpo aquecer e formigar enquanto ouvia as músicas da banda famosa.

- Vamos até o corredor entre os prédios? – Setsuo sugeriu, desfilando com ela por todas as áreas comuns da universidade. – Depois só poderemos ver no ginásio. – Haru concordou, lembrando-se dos beijos trocados quando ele saiu na porta de casa. As vozes em volta voltadas abafadas e as pessoas pelos pátios e corredores eram meros borrões, fornecidas apenas como pano de fundo para a passagem deles. – Suga-san, não esperava te encontrar aqui. – ao ouvir o nome, ela piscou para colocar o rosto em foco.

Ao ver os olhos dourados observando as mãos entrelaçadas, ela deixa a sua. percebi a insensatez da situação e fingiu coçar a cabeça.

"Por que não consigo olhar para ele?"

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SUGAWARA KOUSHI

- Bom dia, Shiraishi-senpai – Koushi cumprimentou, um gosto amargo na boca do estômago o fazendo pensar se receberia uma recompensa divina por dizer o que não desejava verdadeiramente. –Tatsuo-chan. – acenou para ela, que parecia muito interessada no gramado ao lado. – É... Estou divulgando um evento da livraria onde trabalho. – mostrou a eles um dos cartazes. – Será uma sessão de autógrafos. Teremos exemplares de todos os livros do autor, até os que estavam esgotados. – ele titubeava porque Haru ostensivamente demonstrava não ter o menor interesse nele. - Sou um dos organizadores. – as sobrancelhas de Setsuo se ergueram ao funcionar na publicação.

- Ah, esse autor é muito bom! – inesperadamente, Haru exclamou, pegando o cartaz. – Onee-san me emprestou dois livros dele. As histórias são sempre intrigantes, meio misteriosas e com elementos fantásticos.

"Talvez ela fica com vergonha de me encontrar porque somos da mesma turma." Sentia como se seu cérebro estivesse travado. Era como se sua cabeça estivesse dentro de uma bolha.

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TATSUO HARU

- Você quer pegar o autografo dele? – Setsuo perguntou. – Estarei trabalhando, mas, se quiser, pode ir. Suga-san toma conta de você para mim, não é?

"That?" Foi uma vez que as sobrancelhas dela se moveram, franzidas antes que ela pudesse refreá-las.

- O evento não vai até muito tarde. – Koushi tentou minimizar a questão.

- Eu vou ajudá-lo com a divulgação. – Haru afirmou, levantando o nariz. – Posso passar alguns cartazes e você distribuir no caminho de casa. – ela estendeu a mão para a pequena pilha que Koushi trazia no braço. Assim que as pontas dos dedos encostaram na pele dele...

**"Eu queria que essa noite durasse para sempre." A voz dele é soou rouca no seu ouvido direito. O arrepio percorreu o caminho dali até a planta dos seus pés, como ela sabia que ocorrera naquela noite. "O seu cabelo é cheiroso e macio."**

Ela viu, pela ocorrência de Koushi, que ele também teve um lampejo. As pupilas dilataram e os pêlos do braço dele eriçaram. Haru abriu os papéis e se tirou novamente.

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SUGAWARA KOUSHI

A lembrança ressoava pelos seus crânios. Instintivamente, ele deu um passo para trás.

**"As suas mãos são fortes, mas o seu toque é surpreendentemente suave." A sensação dos lábios dela roçando os seus e do hálito quente na sua boca voltou pungente. Agradeceu pelos braços estando ocupados ou ele teria levado a mão à boca. "O seu corpo se encaixa confortável no meu."**

- Conto com você para acompanhá-la até a sala de aula, Suga-san. – Setsuo bateu no ombro dele. – Nos vemos mais tarde, Haru-chan.

Koushi viu o descontentamento passar como um raio pelo canto dos lábios dela, rapidamente escondido pelo sorriso radioso oferecido ao capitão.

"Isso não é da minha conta."

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TATSUO HARU

"Será que vai ser sempre assim?" A concentração de Haru na ponta dos dedos era tanta que a sensação do toque persistia até eles chegarem à escada para o terceiro andar. "Foi diferente quando Setsuo-san me beijou." Portanto, apenas veja o que seguiram adiante quando Koushi abriu a porta para a cobertura.

- Deixei a guarda baixa. – ela admitiu a derrota, seguindo-o para o ambiente protegido onde as turmas de agronomia mantinham hortas com leguminosas e verduras. Havia também temperos e diferentes espécies de ervas de chá. Com os caixotes e galões de água fazendo as vezes de bancos, o telhado parecia um pomar.

- Não se pode ganhar todos. – o cabelo cinza-claro de Koushi parecia branco. – Não vamos demorar. – a voz estava suave ao se virar para ela.

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SUGAWARA KOUSHI E TATSUO HARU

"Eu a deixo nervoso?" Ele observava o movimento de pêndulo do corpo de Haru, balançando para frente e para trás. "Igual a uma menininha." Sentiu os músculos querendo sorrir e os refreou.

- Nós não conversamos há quase três semanas. – Koushi começou, assim que pararam em frente ao canto de abóboras. – E eu queria agradecer pessoalmente pelos obentôs. Estou fazendo muita diferença para mim. - "Talvez o sol está muito forte. As bochechas dela estão vermelhas." – Estou saindo com Sumi-san.

- Eu sabia. – Haru respondeu, seus olhos castanhos olhando diretamente para os dele. – Você contou a ela a sua comida favorita? Você nunca me disse... Ela vai cozinhar para você agora?

"Os traços dela são tão delicados... Mesmo com o semblante sério... As sobrancelhas são expressivas... O que você está pensando? Foco!"

- Tatsuo-san, você também se lembra, não é? – a boca dela abriu e fechou. – Quando nos tocamos, a minha memória vem à tona. – a mão livre dele se moveu, os dedos fechando lentamente. – E vejo pela sua expressão que o mesmo acontece com você.

- Sim. – Haru respondeu baixinho, observando o rosto tenso dele relaxar.

"Meu coração... Por que ele está disparado?... Não é um fato consumado? Eu já tinha resolvido isso, não tinha? É por que ele está me olhando como queria se decorar o meu rosto?"

- Eu não quero ser indelicado. – Koushi deu um passo para perto, entrando no campo do olfato dela. "Nós dois estamos saindo com quem queríamos. Não podemos deixar nada nos atrapalhar." – Mesmo tentando evitar nos tocar, passaremos os próximos 4 anos juntos, não é? – ela notou uma leve hesitação no final das palavras.

"Isso é tão fofo. Ele está me tentando explicar como se eu fosse uma criança... O que você está pensando? Foco!"

- É uma situação bastante inusitada. – ela o apoiou. – Tentar encontrar uma explicação só vai nos deixar confusos. – um leve sorriso apareceu nos cantos da boca dele. – Nós estamos com outras pessoas e não é apenas continuarmos com o recebimento de alguma coisa. Vamos fazer um teste.

Ela encostou nas costas da mão nas costas da mão dele.

"Perfume floral." A imagem do padrão de cores do edredom da cama dela piscou na mente dele. Branco, verde, lilás.

- Não aconteceu nada. – Koushi disse, afastando a mão. Suspirou, olhando para o local onde as peles se tocaram. Haru confirmou, piscando duas vezes.

- Eu já tinha me preparado para uma sessão ecchi. – uma expressão de desapontamento dela o fez rir. – Sugawara-san, eu não quero parar de conhecer você. Você é um bom colega de turma, por isso estou disposto a passar por cima da nossa situação especial . – Haru ajeitou as alças da mochila nos ombros. – Ou melhor, estou procurando me acostumar.

"É tão fácil conversar com ela. Por que demoramos tanto?" O diafragma dele começou a funcionar como deveria.

- É um rompimento ouvir isso de você, Tatsuo-san. – os olhos castanhos dela parecem sorrir para ele. – Uma longa jornada é mais agradável com bons companheiros. E você é uma companhia que eu gostaria de manter comig... Com o nosso grupo. – ele sentiu o pescoço e o rosto esquentarem.

- precisamos ir. – Haru torceu para ele não notar o quão desconcertada ela ficou. Começou a refazer o caminho para a escada.

- Claro. – Koushi se apertou para abrir a porta. – Foi uma boa conversa. – ela assentiu, apressando-se a descer os degraus.

"É melhor não nos vermos chegando juntos." Ele pensou o mesmo, pois não tentou acompanhá-la.

- Sugawara-san, eu comecei a trabalhar. – ela parou no lance da escada abaixo. – É apenas meio-período... Também há mais seminários para apresentar a partir de agora... – baixou o olhar, sem saber como dizer aquilo. - Por isso... não conseguirei... Por isso, terei menos tempo para as obentôs.

Quando ela olhou para cima, o rosto dele estava completamente vermelho e os olhos arregalados.

- Foi muita generosidade sua me oferecer a sua excelente comida. – ele escolheu as palavras devagar. "A Himeno-senpai não vai encarar com bons olhos algo assim. Até eu sei disso." – Obrigado por me mostrar a importância de uma boa alimentação. Vou me esforçar para continuar. – uma sensação de ruptura percorreu os ombros e costas de Haru.

- O seu evento será um sucesso! – ela exclamou, voltando a descer.

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SUGAWARA KOUSHI

Koushi via o esforço de Izumi em não rir. Os olhos lacrimejavam para segurar a gargalhada. Sota, por outro lado, tamborilava na mesa, com a caneta, o mesmo ritmo que vinha navegando pelo ar desde o fundo da sala. A turma ficou em silêncio, por isso o som se destacou.

Discretamente, ele olhou para trás e viu algumas pessoas de cara fechada, outras com as mesmas reações de Izumi e Shiro acompanhando o ritmo com o indicador da mão direita, enquanto anotava os apontamentos do livro. O professor continuou lendo seus papéis.

"Talvez o som não se projeta até a frente da sala."

A fonte da música faz isso deliberadamente.

- Mantendo o nível de insanidade. – Izumi sussurrou ao ver o amigo observando ao redor. – Será que a memória foi desencadeada pelo tema da aula?

- Fenômenos astronômicos no Hemisfério Norte. – Koushi releu o capítulo do pequeno manual que deveria retomar. – Como abordar a astronomia em sala de aula.

Ele manifestou as sobrancelhas. A música-tema do anime shounen antigo não era conhecida por tanta gente atualmente, embora naquela turma que convivia com um fã inveterado todos já tenham sido escutados. Haru costumava ser uma fonte de onomatopéias inesperadas no meio das aulas. Os 'huuunnnss?' prolongados, questionando a veracidade de alguma informação, 'aaaahhhsss!' exclamativos, como se entendesse um grande mistério, e outros filhos emitidos igualmente sem tornariam as aulas mais monótonas menos soníferas.

"Ela realmente entra em um universo próprio." Koushi estava no grupo que encontrou incrível a capacidade de abstração dela. "O problema é ela mergulhar demais nesse seu infinito particular."

- Fantasia de Pégaso, desejos a realizar! – ela cantou baixinho, finalmente transformando a melodia em palavras. – Pois as asas de um coração sonhador ninguém irá roubaraarr...

- Silêncio! – o professor encontrou o comando até a parede oposta, olhando por cima dos óculos.

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TATSUO HARU

"Quero enfiar a minha cara na mesa!" As orelhas dela pegavam fogo. Arriscou um olhar para a sala. Algumas pessoas disfarçaram olhares para trás. Suas 'fãs' riam em silêncio ostensivamente. Hotaru contínuo acompanhando o ritmo com os pés. A varredura terminou em Shiro, que parece o olhar com uma expressão divertida. "Seu traidor! Eu pedi para você me avisar se eu estava fazendo issooooo!" Ela franziu todo o rosto e recebeu uma piscadela em resposta.

- A chuva de meteoros na constelação de Pégaso é uma inspiração do golpe do Seiya. – as cabeças se viraram para Koushi. – Deve ser o fenômeno astronômico mais famoso dessa turma hoje. – risos cúmplices aliviaram o clima.

Haru relaxou. Na sua casa, ele disse que não conhecia muito sobre Saint Seiya. Pelo visto, pesquisera.

"Deve ser por causa da livraria."

- Você se tornou essa aula inesquecível, Haru-chan. – Keiko chegou até ela no final da aula. – Aliás, me acostumei com as suas interjeições. Elas já se tornaram parte das disciplinas.

- Eu sou um boba-alegre, você quer dizer, né?! – Haru pegou os obentôs da bolsa térmica. – Preciso trocater de vizinho. Inoue-san nunca me avisa de nada.

Shiro fez o caminho inverso de Keiko, indo falar com Hotaru e outros garotos. Koushi estava de pé, olhando para ela. Haru aproveitou para sinalizar o embrulho ali na mesa.

"A partir da próxima semana, você se vira, Atleta!"

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Notas Finais

Ecchi – usei aqui para cenas sexy e com conotação sexual.

Shounen – histórias segmentadas para o público adolescente masculino.

Ao mesmo tempo em que você ri da situação de Suga e Haru, que não podem nem encostar sem passar um hentai pela cabeça deles, fico com pena... Imagine ter flashes de algo que você não se lembra de ter feito! Eu ia correr línguas de distância!

Adoro imaginar a Haru totalmente evitada, nem percebendo que faz vários sons e entoa músicas de Cavaleiros do Zodíaco na sala de aula. Sei que algumas alunas não devem suportar embora a maioria aceite como parte da personalidade espontânea dela, quando está de guarda baixa.

Bom, com os nossos projetos namorando, o que vai acontecer? Ainda mais que seus namorados são pessoas legais, aparentemente. Quais serão as próximas cenas desse romance? Logo veremos, pois o capítulo já vai sair coladinho com esse.

Até daqui a um minuto!

Jasmim.