Fiquei muito feliz com a recepção do primeiro capítulo. Apesar do primeiro capítulo ter sido só comunicação para descrever o setting desse mundo.

Recebi também várias sugestões de MGE em posições ocupações interessantes. Gostaria de mandar um salve para SmittySmotty (archiveofourown), ele fez uma lista e a que me chamou atenção na hora foi: Policewoman - Amazon or Hellhound. Não tinha pensando em Monsters Girls militares e isso dá muito combustível para smut-! Digo história… isso, combustível para história.

LoveNexus Corp. – Where Innovation and Love meet!

"Vamos começar pelo básico, senhor Cruz." Anunciou a voz melodiosa da loira sentada do outro lado da mesa.

Quem estava entrevistando Kleber Cruz era uma bela mulher de cabelos loiros, presos em um coque tenso, nenhuma mecha fora do lugar, enquanto os olhos azuis brilhavam encarando o jovem sentado à frente dela.

"O que o senhor sabe sobre a LoveNexus Corp?" Perguntou a entrevistadora.

Sem ter ideia da resposta, Kleber afundou na cadeira, os ombros caídos, o olhar vazio. A barba feita à pressa e o cabelo malcuidado, domado por uma quantidade abusiva de gel, falavam mais do que mil palavras sobre o momento que ele estava em sua vida. Até pouco tempo atrás, seu mundo se resumia às quatro paredes do quarto, a luz do monitor o único contato com o exterior e comida instantânea barata. Dias se fundiram em noites, e noites em dias, enquanto ele se afogava em uma espiral de desemprego e solidão.

"Só sei que é uma grande empresa…" Murmurou Kleber, respondendo alto o suficiente para a bela mulher sentada do outro lado da mesa ouvir. "Atua em várias áreas e… está em vários países."

Estranhamente, a resposta vaga e incerta do jovem de vinte e dois anos colocou um sorriso no rosto da entrevistadora, como se ela se deleitasse com sua insegurança.

"O senhor está correto, mas ficou faltando uma informação vital." Comentou a loira, apoiando seus cotovelos na mesa, fazendo seus fartos seios se destacarem ainda mais na visão de Kleber. "Nós somos a maior e a única empresa no mundo que contrata Mamonos, na verdade, 90% das nossas funcionárias são Monster girls."

"Mamonos… Monster girls?" Repetiu Kleber, confuso.

A loira arqueou uma sobrancelha, os olhos azuis brilhando com uma mistura de surpresa e diversão.

"O senhor não sabe o que é uma Monster girl?" Perguntou ela, inclinando a cabeça, os cabelos dourados cascateando sobre os ombros.

"Não... na verdade não. Eu estava... passei mal alguns meses e fiquei isolado." Kleber desviou o olhar, o rosto corando. "Não acompanhei as notícias."

"Entendo." Respondeu a mulher, cruzando os braços sobre o peito, as unhas longas e bem cuidadas tamborilando no bíceps. "Então me permita esclarecer." Ela concluiu, levantando-se.

Os dedos elegantes da entrevistadora, adornados por anéis de prata, se moveram levemente, como se testassem o ar à sua volta. Por um instante, tudo ficou estático, então uma sutil sombra se espalhou por seus pés, crescendo e oscilando, como se o próprio chão fosse sugar a luz.

A sombra serpenteou, engolindo a luz ao redor da entrevistadora. Kleber, com os olhos arregalados, tropeçou para trás, a cadeira caindo com um baque surdo. O coração martelava no peito bombeando adrenalina, o suor escorria pela testa.

Era como se seu corpo estivesse preparando ele para correr.

"O que... o que está acontecendo?" Gaguejou Kleber com a voz trêmula.

A escuridão envolveu a mulher, contornando-a como uma segunda pele. Os cabelos loiros flutuaram, como se submersos, e os olhos azuis brilharam, agora com um tom violeta intenso. A transformação era grotesca e fascinante, cada movimento acompanhado por um som úmido, viscoso.

"Não tenha medo, Kleber." A voz ecoou, agora mais grave, mais profunda.

A sombra recuou, revelando a figura transformada.

Seu cabelo, antes loiro platinado, agora estava completamente branco, seus olhos, antes azuis, agora estavam vermelhos. Tais traços já seriam o suficiente para alarmar Kleber, mas os traços mais aberrantes dela eram o par de chifres negros que brotaram de sua cabeça e o par de asas e rabo, ambos brancos, que pareciam sair de suas costas.

A beleza demoníaca à frente de Kleber sorriu com a incapacidade do pobre humano de formular uma palavra sequer.

"Há cerca de um ano, criaturas de outra dimensão conseguiram estabelecer contato com humanos desse mundo. Esses seres, de um mundo onde magia era realidade, tinham interesse em migrar para cá e estavam dispostos a pagar caro por isso."

Engolindo seco, Kleber pergunta.

"Pagar como?"

"Conhecimento arcano, recursos mágicos e o motivo que permite tantas mamonos cruzarem o portal para cá… mão de obra especializada e barata."

Os olhos de Kleber se arregalaram com a declaração.

"Os governos do mundo autorizaram uma invasão em troca de mão de obra barata?" Questionou Kleber, atônito.

A criatura à frente do humano sorriu, os olhos vermelhos brilhando com uma mistura de diversão e paciência.

"Invasão? " Respondeu ela em um tom de falsa cruisidade. "Não meu querido, não é bem assim."

A criatura se moveu, as asas brancas se ajustando suavemente nas costas. Cada movimento era fluido, quase hipnótico.

"Os governos humanos entenderam a oportunidade que lhes foi oferecida. Um mundo onde a magia é real, onde criaturas poderosas podem ser aliadas... ou inimigas." Ela pausou, os olhos vermelhos fixos em Kleber. "Eles optaram por fazer um acordo. Em troca de ganharem os recursos que falei, algumas mamonos ganham permissão para cruzar o portal e vir para esse mundo, desde que seguíssemos certas regras."

Kleber franziu a testa, a mente acelerada.

"Regras? Que tipo de regras?"

Mais uma vez o ser sedutor sorriu novamente, dessa vez exibindo mais de seus dentes brancos contrastando com os lábios vermelhos.

"Regras simples como, não causar danos desnecessários, respeitar as leis humanas." Ela fez uma pausa, os olhos brilhando. "E claro, fornecer mão de obra trabalhando para a LoveNexus Corp."

Se levantando do chão lentamente, Kleber começou a ter muitas dúvidas sobre esse 'tratado'.

"Mas se elas são outro mundo… não tem um governo que as representem. Quem é responsável por elas? Quem as pune se fizerem algo de errado?"

O sorriso da entrevistadora, antes sedutor, agora se tornava ameaçador. Os lábios vermelhos se curvaram, revelando dentes brancos e afiados. Os olhos vermelhos brilharam com uma intensidade que fez Kleber recuar um passo, o coração batendo forte no peito.

"Você pergunta quem é responsável, senhor Cruz?" A voz dela ecoou, grave e melodiosa, cada palavra carregada de poder. "A resposta é simples. A mamono que estabeleceu o primeiro contato, a mesma que criou e gerencia os portais com seu poder magico, o ser mais poderoso a cruzar o portal para este mundo, uma lilim, filha da própria Mamono Lord."

Kleber engoliu em seco, os olhos arregalados.

"Essa lilim controla todas as mamonos nesse mundo."

"Controla? Como assim?" Perguntou Kleber.

"Cada uma das mamonos que trabalham para a LoveNexus Corp possui runas magicas gravadas em sua carne e alma." Ela pausou, os olhos vermelhos fixos em Kleber. "Runas que as conectam à lilim. Ela sabe a localização exata delas, pode comandá-las, e você pode ter certeza de que ela pode puni-las."

A sala pareceu esfriar, a tensão palpável. Kleber sentiu um arrepio percorrer a espinha, o suor escorrendo pela testa.

"Mas... por que vocês aceitariam isso? Como as mamonos puderam se submetera isso?"

A entrevistadora sorriu, um sorriso que não alcançava os olhos.

"Por livre e espontânea vontade, senhor Cruz." A voz dela era suave, quase doce. "Elas aceitaram as runas por livre e espontânea vontade. Em troca, ganharam a oportunidade de viver neste mundo, de trabalhar, de integrar-se e obter o que elas mais desejam..."

A entrevistadora levantou a mão, interrompendo a enxurrada de perguntas que estava se formando na cabeça de Kleber, e em seguida apontou para a cadeira caída.

"Por favor, sente-se." Disse ela, a voz firme, mas gentil. "Ainda temos uma entrevista para concluir."

Kleber piscou, a mente ainda girando com as revelações, mas fez como instruído e levantou a cadeira para se sentar nela.

"Ótimo." Disse ela, os olhos vermelhos fixos em Kleber. "Agora, vamos continuar."

Com um aceno de mão, uma névoa roxa se materializou, disparando contra a gaveta de um armário próximo. Como um membro semilíquido, a fumaça pegou uma pasta e trouxe para a mulher de cabelos brancos.

A entrevistadora abriu a pasta, os olhos vermelhos percorrendo rapidamente o conteúdo.

"Agora o que mais interessa ao senhor." Disse ela, a voz firme. "O cargo para o qual você se candidatou é de Agente de Bem-Estar. A linguagem vaga no anúncio foi proposital. Nós precisamos de alguém que possa... interagir de maneira específica com as mamonos."

Kleber franziu a testa, a confusão estampada no rosto.

"Interagir? Como assim?"

A entrevistadora fechou a pasta, os olhos fixos em Kleber.

"Mamonos precisam de mana para sobreviver, Kleber. Mana que elas obtêm do sêmen de homens."

O silêncio na sala era quase palpável, quebrado apenas pelo som distante de vozes e passos no corredor. Kleber piscou, a mente processando lentamente a informação.

"Sêmen? Você está dizendo que...?"

"Sim, Kleber." Interrompeu a entrevistadora, a voz suave, mas firme. "As mamonos precisam de sêmen humano para sobreviver. No momento mantemos elas em com doses em fracos que compramos de bancos de esperma."

"É por isso que estão pagando tão bem por doações?" Questionei surpreso.

" Parece que alguém andou fazendo doações nos últimos meses. " Disse a mulher demônio em cantarolando para mim.

O rosto de Kleber ficou vermelho de vergonha na hora.

"Longe de mim julgar senhor Cruz, na verdade sou grata, mas infelizmente essa solução não é a mais eficiente… e é ai que o senhor entra."

Kleber engoliu em seco, o rosto corando.

"Eu? Mas... como?"

A entrevistadora sorriu, um sorriso que misturava diversão e paciência.

"Você seria responsável por garantir que as mamonos recebam a mana de que precisam. Isso vai envolver... interações físicas."

O olhar de Kleber vagou pela sala, como se procurasse uma saída.

"Interações físicas? Você quer dizer... sexo?"

A entrevistadora assentiu, os olhos vermelhos brilhando.

"Exatamente, Kleber. Sexo é a maneira mais eficiente de transferir mana. E, como Agente de Bem-Estar, você será essencial para garantir que as mamonos permaneçam saudáveis e produtivas."

Kleber afundou na cadeira, os ombros caídos.

"Mas... eu não sei se consigo fazer isso. Eu nunca... nunca fiz algo assim."

A entrevistadora se inclinou para frente, os olhos suavizando.

"Entendemos suas preocupações, Kleber. Mas em troca, você vai receber um salário muito generoso, residência enquanto estiver trabalhando conosco, plano de saúde e horários flexíveis."

Medo e incerteza de Kleber ficaram em segundo plano quando uma curiosidade brotou em sua mente.

"Quanto é o salário?"

Um sorriso vitorioso se abriu na face da entrevistadora, que respondeu cantarolando.

" quatro mil e quinhentos dólares ."

Os olhos de Kleber se arregalaram na hora.

"P-por m-m-mês?" Perguntou Kleber, gaguejando.

"Por semana," Respondeu a mulher de cabelo branco sorrindo predatoriamente.

LoveNexus Corp. – Where Innovation and Love meet!

Kleber seguiu a entrevistadora pelos corredores labirínticos do enorme prédio, a mente ainda girando com as revelações da entrevista. O edifício era uma maravilha arquitetônica, com paredes de vidro que ofereciam vistas panorâmicas da cidade abaixo. O sol poente pintava o céu com tons de laranja e rosa, refletindo nos arranha-céus distantes.

A entrevistadora caminhava com passos firmes, as asas brancas dobradas elegantemente nas costas. Kleber tentava acompanhar o ritmo, os olhos vagando pelos detalhes luxuosos do ambiente. O piso de mármore brilhava sob a luz suave dos lustres pendentes, e as paredes eram adornadas com obras de arte moderna.

"Aqui estamos," anunciou ela, parando diante de uma porta de madeira negra reforçada com placas de prata com símbolos que o jovem humano não entendia. Com um toque suave, a porta deslizou silenciosamente, revelando um apartamento moderno que poderia facilmente ser confundido com um quarto de hotel de luxo.

Kleber entrou, os olhos arregalados. O apartamento era espaçoso, com uma decoração minimalista que exalava elegância. A sala de estar tinha um sofá de couro branco, uma mesa de centro de vidro e uma TV de tela plana pendurada na parede. A cozinha era equipada com eletrodomésticos de última geração, e uma mesa de jantar de madeira escura completava o ambiente.

"Este será o seu apartamento, Kleber," explicou a entrevistadora, a voz suave. "Tudo o que você precisa está aqui. Mobiliado e com uma geladeira abastecida e você tem acesso a todos os serviços do prédio pelo smartphone que lhe providencie."

Kleber caminhou até a janela, olhando para a vista deslumbrante da cidade. O céu agora era um manto de estrelas, as luzes dos prédios cintilando como joias.

"É... incrível," murmurou ele, a voz baixa.

A entrevistadora sorriu, os olhos vermelhos brilhando.

"Ficamos felizes que você goste. Agora, você deve estar cansado. Descanse bem, senhor Cruz. Amanhã será um dia cheio."

Com isso, ela se virou para sair do apartamento.

"Espere!" Exclamou Kleber, parando a mulher. "Eu s-só queria agradecer por tudo… e por essa chance."

Sorrindo, a linda mulher se aproximou deslizando pelo piso, como se estivesse flutuando na direção do humano.

"Me agradeça dando o melhor de si, lindinho."

Envergonhado pelo elogio, Kleber engoliu seco e fez sua última pergunta.

"Será que você poderia me dizer seu nome?"

A entrevistadora gargalhou alto, o som ecoando pelo apartamento. Kleber deu um passo para trás, surpreso com a reação.

"Me desculpe, senhor Kleber" disse ela, ainda rindo. "Que tão rude da minha parte, nem me apresentei direito."

Ela deu um passo para trás, os olhos brilhando com uma intensidade que fez Kleber suar frio. Com um estalar de dedos, chamas negras envolveram seu corpo, consumindo o terno que ela usava em segundos. Kleber observava, boquiaberto, enquanto as chamas dançavam ao redor dela, sem machucá-la. Quando as chamas cessaram, revelaram um elegante vestido negro com detalhes vermelhos, que abraçava suas curvas perfeitamente.

"Eu sou Lady Yzhilde, Mistress das Runas," anunciou ela, a voz suave mas firme. "A lilim CEO da LoveNexus Corp."

Kleber piscou, tentando processar a transformação repentina. O vestido destacava a beleza etérea de Yzhilde, as asas brancas contrastando com o tecido escuro.

Yzhilde ergueu a mão, o dedo indicador brilhando com chamas cor de rosa. Kleber recuou, os olhos arregalados, mas ela avançou, determinada. Com um toque suave, ela pressionou o dedo contra o peito dele, desenhando uma runa em sua pele que parecia um coração com um cadeado. O calor das chamas não queimava, mas Kleber sentiu uma energia pulsante se espalhar pelo seu corpo.

"O que... o que é isso?" perguntou ele, a voz trêmula, olhando para a runa brilhante em seu peito.

Yzhilde sorriu, os olhos vermelhos brilhando com uma mistura de satisfação e ternura.

"Esta runa é diferente das outras que as Monster Girls têm. Não tenho nenhum poder sobre você, essa runa vai te proteger da corrupção do mana das mamonos."

Kleber franziu a testa, tentando entender.

"Corrupção? Mas eu pensei que... que as mamonos eram..."

"As mamonos são criaturas de desejo e prazer, Kleber," interrompeu Yzhilde, a voz suave mas firme. "Mas o mana delas pode corromper os humanos, tornando-os um Incubus marido perfeito… ou um Alp."

"Alp?" Questionou Kleber, curioso.

"Você ia basicamente virar uma menina linda, faminta por-."

"Ok!" Exclamou Kleber, levantando as mãos, silenciando-a. "Obrigado pela proteção."

Yzhilde sorriu, os olhos vermelhos brilhando com uma mistura de satisfação e ternura.

"Lembre-se que amanhã bem cedo, você começa sua nova vida."

Kleber inclinou a cabeça, curioso, enquanto Yzhilde deu um passo para trás, as asas brancas se abrindo levemente.

"Você vai conhecer suas guardiãs. Elas serão responsáveis por sua segurança e bem-estar aqui na LoveNexus Corp."

LoveNexus Corp. – Where Innovation and Love meet!

Kleber encarava o próprio reflexo no espelho do banheiro, a escova de dentes pausada entre os lábios. Os olhos, cansados e vazios, refletiam a dor que ainda carregava. Os últimos meses tinham sido um borrão de solidão e desespero, cada dia se fundindo ao seguinte em uma monotonia insuportável.

A água escorria pela pia, o som constante ecoando pelo banheiro silencioso. Ele cuspiu a pasta de dentes, observando a espuma branca desaparecer pelo ralo.

"Não é justo…" murmurou Kleber em um tom choroso.

A perda ainda doía, uma ferida aberta que recusava-se a cicatrizar. O amor de sua vida, a pessoa que tinha sido seu porto seguro, tinha partido. E com ela, uma parte de Kleber também morreu.

Ele fechou a torneira, o silêncio repentino pesando sobre os ombros. Se virando ele tirou a usa roupa e entrou no boxe para tomar uma ducha quente antes de dormir.

O emprego que acabara de conseguir era mais que uma chance de recuperar suas finanças drenadas. É uma oportunidade de recomeçar, de encontrar um propósito novamente. O dinheiro seria uma ajuda, claro, mas mais do que isso, era a possibilidade de se redescobrir, de encontrar uma nova razão para seguir em frente.

"Eu consigo," disse para si mesmo colocando uma testa contra a parede.

Kleber fechou os olhos, deixando a água quente do chuveiro lavar a exaustão do dia. O vapor subia, embaçando os azulejos, criando um casulo de calor que isolava o mundo exterior. Os músculos tensos começaram a relaxar, a mente vagando por memórias dolorosas e esperanças frágeis.

Enquanto Kleber estava distraído, perdido em seus pensamentos, um som metálico ecoou pelo banheiro. A torneira da banheira, até então fechada, começou a girar sozinha. O rangido do metal contra metal quebrou o silêncio, um aviso sinistro que Kleber não percebeu.

A água do chuveiro mascarava o som, mas a torneira continuou a se mover, como se uma mão invisível a controlasse. Quando finalmente parou, um líquido viscoso e vermelho começou a jorrar escorrer lentamente pelo cano, espalhando-se pela banheira branca, contrastando grotescamente com a pureza do ambiente.

O líquido escorria, preenchendo a banheira com uma substância que pulsava, como se viva amontando para não se aproximar dos pés de Kleber que ainda estava alheio ao horror que se desenrolava logo atrás dele.

O líquido vermelho começou a se mover, ondulando como se tivesse vontade própria. Formas se desenharam na superfície, contorcendo-se e crescendo para cima.

A respiração de Kleber, lenta e profunda, era o único som que preenchia o ambiente, além do constante pingar da água. A sombra na parede cresceu, alongando-se, ganhando contornos mais definidos. A substância na banheira começou a se erguer, ganhando volume, sua silhueta tomando uma forma humanoide feminina, mas que não pertencia a nada humano.

Um arrepio percorreu a espinha de Kleber, um alerta primitivo que o tirou do transe. Ele abriu os olhos, o coração acelerando. Algo estava errado. Ele sentia, mas não conseguia identificar o quê.

O vapor do chuveiro dificultava a visão, mas ele percebeu a sombra na parede. Um medo súbito o invadiu, um pavor que gelou suas veias. Ele desligou o chuveiro, o som da água cessando abruptamente. O silêncio que se seguiu era pesado, opressivo.

Ele se virou lentamente, os olhos arregalados, o coração batendo forte no peito. A banheira estava cheia de um líquido vermelho e pulsante, uma massa que se movia, que respirava. E na parede, a sombra continuava a crescer, cada vez mais ameaçadora.

"O que...?" A voz de Kleber falhou, o medo roubando suas palavras.

A sombra se moveu, deslizando pela parede, aproximando-se. Kleber recuou, os pés escorregando no piso molhado. O pânico tomou conta, mas ele não conseguia desviar o olhar daquela forma grotesca que se erguia da banheira.

"Oiiiiiiii" Disse a criatura com uma voz meiga e feliz.

[Image]

"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!"

LoveNexus Corp. – Where Innovation and Love meet!

E ai Gurizada?

Uma red slime no encanamento? O que ela estava fazendo ali? Qual a ocupação dela?

As guarda costas já foram definidas, mas vocês podem tentar adivinhar a espécie nos comentários. Quem adivinhar vai receber um salve no capítulo três.