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One corrigida em 06/02/25
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Mu ainda era muito pequeno e algumas coisas ele não entendia muito bem, mas uma em especial ele compreendia muito bem: o seu amor por Shion, aquele que estava lhe ensinando a ser forte e, acima de tudo, a ser alguém bom.
O pequeno ariano sabia que o seu mestre não era seu pai, mas, para ele, isso não importava, porque nos momentos em que mais precisava, era Shion quem estava ao seu lado. O pequeno lembrou que, dias atrás, por causa de uma infecção na garganta, teve uma febre muito alta e seu mestre, com muito amor e zelo, cuidou dele, ficando ao seu lado até que estivesse plenamente recuperado. Também lembrou das vezes em que o medo do escuro ou dos trovões o apavoravam, e ele pegava seu carneiro de pelúcia e ia até o quarto do mais velho, e este deixava que dormisse com ele.
Foi pensando nisso tudo que Mu decidiu fazer um presente para seu pai. Procurou em seu quarto, encontrou uma folha e alguns lápis de cor e se pôs a desenhar. Após muito tempo empenhado nessa tarefa, enfim terminou e ficou feliz com o resultado. No dia seguinte, logo cedo, sentou-se à mesa onde ele e Shion tomaram o café. Quando terminaram, entregou ao mestre o presente. Shion abriu o papel e se emocionou com o desenho, pois estavam ele e Mu desenhados de mãos dadas e felizes.
Shion colocou o papel sobre a mesa e pegou o pequeno no colo, abraçando-o forte.
– Mu, você não é meu filho, mas isso não muda nada, porque eu o amo como se fosse.
O pequeno abriu um enorme sorriso com o que ouviu e respondeu:
– Eu também te amo, papai Shion!
E assim se construiu essa relação entre Shion e Mu: não eram somente mestre e discípulo, mas sim pai e filho.
