Saint Seiya pertence a Masami Kurumada e às empresas licenciadas.

Imagem de capa retirada da internet.

Hoje é aniversário do Camus, então trouxe essa fic para comemorar.

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O Santuário era um lugar de treino, disciplina e seriedade… ou pelo menos era o que os cavaleiros mais velhos gostavam de acreditar. Para algumas crianças particularmente travessas, porém, aquele era um verdadeiro campo de batalha para travessuras e risadas. E entre todas as crianças do Santuário, Milo de Escorpião era, sem dúvidas, o campeão das pegadinhas.

Seu alvo do dia? Camus. O pequeno cavaleiro de Aquário vivia com uma expressão séria e um ar de superioridade que fazia Milo querer sacudi-lo até ele soltar ao menos uma risadinha. Mas hoje não era um dia qualquer.

Hoje era o aniversário de Camus.

E qual o melhor presente que Milo poderia dar ao amigo? Exatamente: uma pegadinha inesquecível.

— Hoje você vai rir, Camus! Nem que eu tenha que me sacrificar no processo! — prometeu Milo, com um brilho travesso nos olhos.

Depois de muito pensar, ele teve uma ideia genial: criaria algo tão absurdo que Camus não conseguiria manter aquela pose estoica. E assim, passou toda a manhã tramando seu plano maligno.

Quando o relógio bateu a hora da soneca da tarde, o escorpiano sabia que era o momento certo. Camus sempre reservava essa hora para ficar quieto e introspectivo (ou seja, chato), sentado num cantinho como se fosse um velho sábio de 80 anos ao invés de uma criança. Era o momento perfeito para agir.

Camus estava sentado no chão, de olhos fechados, respirando profundamente.

— "O que ele tá fazendo? Tentando virar um bloco de gelo?" — Milo pensou, segurando uma risada.

Então, com toda a sutileza de um ninja (ou pelo menos era assim que ele se via), Milo escondeu um pequeno dispositivo atrás de uma pilastra. Ele apertou um botão e…

— Caaaaamuuus… — sussurrou uma voz misteriosa pela sala.

O aquariano franziu a testa, mas manteve os olhos fechados.

— Caaaamuuus… você esqueceu sua mamadeiraaaa…

Os olhos de Camus se abriram num instante. Ele olhou ao redor, mas não havia ninguém. Ele bufou e voltou à posição de meditação.

— Caaamuuus… seu cabelo parece um picoléee…

Agora ele estava oficialmente irritado. Camus se levantou, olhando para os lados com as sobrancelhas franzidas.

— Milo, se for você de novo, eu juro que…

Mas antes que ele pudesse terminar a frase, algo no canto da sala chamou sua atenção.

Uma pequena boneca de pelúcia estava ali sentada. Mas não era uma boneca qualquer… Era uma versão dele mesmo!

Com um cabelinho vermelho bagunçado, uma mini armadura de Aquário e um rostinho costurado num sorriso sereno, a boneca estava lá, sentada de pernas cruzadas, como se fosse uma miniatura de Camus.

— O que… é isso? — o francês piscou, confuso.

Ele se aproximou, olhando para a criatura bizarra. Assim que pegou a boneca, ela soltou uma voz caricaturalmente dramática:

— Eu sou o pequeno Camus, o cavaleiro de Aquário… E eu nunca rio!

Milo, escondido atrás da pilastra, já estava se mordendo para não cair na gargalhada.

Camus segurou a boneca, sem saber como reagir. Antes que pudesse dizer algo, ela falou de novo:

— A água está a zero graus. Perfeito para um banho refrescante!"

Milo explodiu em risadas, rolando no chão enquanto tentava se controlar. Mas Camus… bom, Camus ainda estava sério.

Até que a boneca deu o golpe final.

— Eu sou tão sério… que até meu sorvete é sem sabor!

E foi aí que aconteceu. Camus tentou segurar, tentou com todas as forças… mas um som estranho escapou dele. Algo que parecia um espirro, mas era…

Uma risada.

Pequena, discreta, mas inegável.

Milo parou de rir no mesmo instante e arregalou os olhos, incrédulo.

— Camus, você riu!!!

O pequeno aquariano ficou vermelho.

— N-não ri!

— Riu sim! Eu ouvi! Ahahahahaha, eu venci!!! O grande Camus perdeu para a boneca Camus!!!

Camus tentou recuperar a pose, mas a boneca ainda estava na sua mão… e antes que ele pudesse jogá-la fora, ela soltou sua última frase:

— Meu coração é feito de gelo… mas às vezes ele derrete por sorvete de morango!

Foi a gota d'água. Camus soltou outra risada — agora incontrolável — e jogou a boneca no Milo, que foi atingido no rosto.

— Aaaaaaahhh, traição! A mini Camus se rebelou contra o criador.

Milo, ainda se segurando de tanto rir, puxou um pacote escondido atrás da pilastra e entregou a Camus.

— Aqui, seu presente.

Camus olhou desconfiado, mas abriu o pacote. Dentro, havia… um cachecol azul, com pequenos floquinhos de neve bordados.

— Eu que fiz! — Milo anunciou, orgulhoso.

Camus arregalou os olhos.

— Você… fez isso?

— Tá, a Marin ajudou. Mas foi ideia minha!

Camus segurou o cachecol, passando os dedos pelo tecido macio. Ele olhou para Milo, e um pequeno sorriso apareceu no canto de sua boca.

— Obrigado, Milo.

— De nada, aniversariante do dia! E agora…

Antes que Camus pudesse reagir, Milo pulou nele e o prendeu num abraço apertado.

— Feliz aniversário, picolé!

— MILO, ME SOLTA!

Mas, apesar das reclamações, Camus não afastou o amigo. Porque, no fundo, ele sabia que aquele era o melhor aniversário de todos.