Olha, com toda sinceridade do mundo, minha vida já começa complicada e já termina complicada, sinceramente não sei muito como contar toda essa história, mas definitivamente tem muito ao que ser dito até que tudo isso acabe, mas acredito que se começa pela apresentação, e depois eu falo a história da minha vida.

Meu nome é Luke Grant Walsh Grimes, complicado ? É, eu sei, provavelmente todo mundo que escuta tudo isso acha extremamente bizarro, afinal eu não sou um estrangeiro, sou apenas um pivete "comum" que mora na porra da Georgia, mas então eu sempre tenho que contar a história do porque tenho esses três sobrenomes, na verdade virou uma piada depois, mas hoje em dia é divertido de se contar e embora eu sempre omita a verdade, vou contar a você todo o motivo, esse livro é na verdade a designação de toda a minha vida, acompanha todas as minhas verdades desde que eu era um pivetinho até a minha possível morte...eu acho, mas sem mais delongas.

A verdade é que eu nasci filhos de pais drogados, famosos hippies que andavam numa Van enfurgada com sinal de pais e amor, amavam a natureza e fumavam da verdinha, sempre vagando pelos United States of América, diria que já visitei muitos estados desde que era pequeno, embora não lembro da maioria deles, o mais recente foi Washington DC e as duas Carolinas, acho que Sul e Norte ? Ou Norte e Sul ? Sempre fui péssimo em Geografia, mas o ponto é que eu já viajei bastante sabe, não sei muito sobre meus pais biologicos, só o suficiente para odiar eles e odiar seu sobrenome...Grant, o casal Grant, meu pai era Jonathan Grant e minha Mãe Abigail Grant

Você pode dizer que eles eram o típico casal de ricos hippies naturebas que só pensaram em curtir e não alcançaram nada na vida, meu progenitor, Jonathan, tinha 18 anos quando me teve, o típico surfista de cabelos negros desgrenhados e longos, olhos azuis e todo mundo achava ele lindo por um algum motivo, surfava e andava de Skate, fumava uma e abalava as coisas em 1997, andava de moto e fazia merda por aí, um delinquente que nunca de preocupou em estudar e só gastava a herança da sua família rica que cresceu devido a um negócio bem sucedido ou qualquer merda do tipo, só sei que meu pai aparentemente era o cara mais foda do pedaço até conhecer minha mãe.

Abigail Richmond por outro lado era muito esforçada, e embora tivesse "Rich: em seu nome, era uma pobretona fudida de 15 anos, mas isso a fez lutar e estudar muito, conseguindo uma bolsa no ensino médio e fora da Georgia, o que a fez começar a frequentar essa escola renomada de rico, mas com um objetivo que era tirar sua família da pobreza, filha de pais fazendeiros que tiravam seu pouco sustento da terra com uma pequena porção de uma pequena fazenda, pelo que sei, meus avós biologicos maternos tinham uma pequena fazenda com o nome da familia que ficava na zona rural da Georgia, provavelmente a menor fazenda do local, mas eu sei que era divertido ir para lá, mas voltando ! Sem perder o foco !

Abigail que era muito estudiosa se meteu com o vagabundo do Jonathan que simplesmente não queria nada, isso tudo numa festa quando ela foi convencida a beber e usar a maconha a primeira vez, trocou estudos por popularidade e derrepente BOOM ! Largou o sonho de ser médica para virar uma hippie, depois de um tempo largaram o colégio ao finalizar e acabaram partindo na Van do Jonathan, ambos vivendo com a herança da família Grant, enquanto a fazenda Richmond continuava lá, no mesmo ano que passaram a viajar e que Abigail largou a escola, ela engravidou e então depois de brigas foi obrigada a se casar e boom ! Nasceu Lukas Grant, ou simplesmente Luke, aquele que vos fala !

Só o que sei é que após o casamento passaram a viajar a lua de mel comigo nos braços, onde viajei com meus pais biologicos inconsequentes e drogados pelos mais diversos estados até pararmos novamente na Georgia, após 8 anos fora, naquela época eu já tinha mais consciência, mas eles queriam mais, não bastava me expor a drogados e essas merdas, não bastava usarem Heroína e coisas mais pesadas, mas eles perceberam que poderia ficar ruim quando um drogado ameaçou quebrar meu pescoço...Abigail me pareceu um pouco mais responsável e o que ela fez ? Botaram a mão na consciência e me criaram ? Nope, me largaram com meus avós na fazenda Richmond na Georgia, e aquela foi a última vez que vi meus pais em 2 anos.

Dos 8 aos 10 eu vivi com meus avós, eles estavam bem acabados, mas ainda trabalhavam na fazenda e eu amava os animais, Alceu Richmond e Francine Richmond, definitivamente eram responsáveis, cheios de valores e cuidados, tudo que meus pais não eram, definitivamente foram parte da boa influência que me impediram de seguir o caminho de meus pais(embora eu só tivesse 8 anos, não seria tão difícil usar drogas naquela época...mas graças a deus não fiz isso), Na verdade, viver com eles me deu disciplina e uma vida na fazenda !

Nossa fazenda ficava próxima de um outro completo de fazendas, Em específico éramos vizinhos da Fazenda Greene, pelo visto meu avô era amigo do dono dessa outra fazenda, Hershel Greene, as vezes saíamos para brincar, e eu conseguia me divertir, foi lá que conheci toda a família, meus avós bebiam com Hershel e Annete, proprietários da fazenda, me lembro de ter uma adolescente de uns 14 anos bem bonita e com o cabelo curto, que se chamava Maggie, mas no fim ela era bem chata e ranzinza, mas acho que fazia sentido, eu tinha uns 8 anos, de qualquer modo, eu me divertia mais com outras duas pessoas, os primeiros amigos da minha idade que tive na vida.

Me lembro de mais ou menos como conheci Shawn Greene de 9 anos, um ano mais velho que eu, e também tinha a outra garotinha, Elizabeth Greene, ou simplesmente Beth que tinha 7 anos, uns meses mais nova que eu, eles tinham minha idade, diferentemente de Maggie, o que nos permitia ter uma mentalidade mais parecida, me lembro de correr pelos pastos, assustar as vacas, montar nos cavalos sem supervisão dos adultos, sair para nadar no lago e até rolar na lama com eles, era divertido, admito que eu e Shawn éramos meio mals com Beth, talvez por sermos garotos ou simplesmente maiores e mais rápidos, mas as vezes deixávamos ela para trás, admito que talvez eu tenha pegado parte do trejeito de meu pai biológico e por isso tratava garotas mal.

Bem, não me julgue, cresci vendo Jonathan Grant bater em Abigail Grant, desde novo, que reação eu teria ? Mas fui corrigido por meu avô Alceu várias vezes e me tornei amigo de Beth mais tarde, diria que cheguei a ficar mais próximo dela do que de Shawn mais tarde, mas eu me lembro dessa época com carinho, no final do dia todos comíamos carne e jantavamos na casa dos Greene ou na dos Richmond, era quase que uma tradição e era simplesmente muito divertido, eventualmente chegou o dia em que eu fiz 10 anos de idade, Maggie já tinha uns 16, Shawn uns 11 e Beth ainda iria fazer 10 por ser mais nova...bem, sobre os adultos ? Eles eram certamente pré-históricos, então eu não me lembro, muito velhos para minha matemática sub-desenvolvida calcular.

Sim, eu não estudei muito...na verdade tive que recuperar todo o atraso nesses anos e só o recuperei quando tinha 10, embora a matéria que eu certamente mais gostasse fosse Educação Física e História...eu gostava de ouvir os contos e história americana e do mundo, mas o resto era chato ! Ah, eu também amava andar de Skate, pelo visto foi a unica lembrança boa que eu tive dos meus pais, pois eles que me deram, e eram um Skate irado que tinha um dragão chinês nele, e eu no começo cai mundo até aprender a fazer manobras e ficar melhor, mas voltando ao foco !

Minha vida virou novamente de cabeça para baixo quando tinha 10 anos, me lembro de meus pais irem a casa dos meus avós e falarem comigo, certamente com aquele cheiro de droga e álcool, eu ouvi falas sobre quererem me levar para seja lá onde for, e eu obviamente discordei, não queria, meus avós também disseram que não e uma discussão feia saiu disso...me lembro de chorar na minha cama no meu quarto enquanto ouvia os sons da discussão, no dia seguinte meu avô e minha vó se despediram de mim...só o que se lembro é de meu avô conversar sério comigo e dizer para eu ser um menino íntegro e direito e blá blá blá, eu sabia o que ele queria dizer! Não se corrompa como os fracassados dos seus pais ! Eu poderia ter 10 anos, mas definitivamente não era idiota.

Simplesmente fiquei desolado e triste, mas pude me despedir, na verdade esse dia ficou impregnado na minha memória pois minha despedida para com meus avós e a família Greene chegou a doer...principalmente ao se despedir de Beth, ela era uma garota e gostava dessas viadagens de BFF e colar da amizade e não sei o que, me lembro de usarmos um colar de Sol e Lua, no fim me lembro de trocarmos os colares, ela ficou com o do sol e eu peguei o de lua, ambos usamos no pescoço e nos despedirmos, me lembro de ela chorar e depois disso, nunca mais nos vemos, novamente me senti triste...não tinha amigos mais uma vez.

Meus pais me buscaram não porque me queriam, mas sim porque o auxilio do governo era maior quando tinham que cuidar de um filho, e eles ficavam fugindo da vigilância sanitária, nos mudavamos direto e eu parei de estudar, ficamos nos mudando por muito tempo, até mesmo moramos no centro de Atlanta, e depois fomos para o interior, e por fim nos instalamos num lugar que eu amei, King County, uma cidadezinha no interior da Georgia, perfeita para meus pais esconderem quem são e fingirem ser a perfeita família Grant, me lembro de como eles usavam a face perfeita para todos, mesmo que meu pai batesse em mim e na minha mãe, e minha mãe também descontava em mim ! Me lembro de como meu pai "sem querer" matou meu hamster e depois me bateu por eu chorar, dizendo que chorar era coisa de bicha, com 10 eu me arrumava e me virava para ir para escola, e torcia para ficar fora de casa, sempre andando de Skate, quando voltava, apanhava o dobro por ter sumido, era eu quem realizava a porra das tarefas de casa e era eu quem me virava, era triste e desolador como minha mente de criança não entendia porque meus pais eram tão mals e meus avós eram tão bons, comecei a pensar que era minha culpa e ficar muito triste, e essa fase de merda durou pouco mais de dois anos

Os únicos momentos feliz que tive nesses quase três anos, quando finalmente tinha doze para treze, me lembro que os únicos momentos felizes eram andar de Skate, eu também virei uma espécime de bagunceiro no colégio, sempre fazendo merda, mas estava tudo bem, pois embora as surras fossem constantes, meus pais as vezes queriam sair e o faziam, me levavam para manter a fachada, a casa era uma merda e vivíamos em condições sub-humanas, tudo nojento e com resto de droga ! Eu certamente tive um ou dois problemas psicológicos como ansiedade e essas porras, mas uma criança desenvolve rapidamente um sistema de luta ou fuga, e eu comecei a ficar violento, mas também com sinais de depressão...meus pais queimavam as cartas dos meus avós e da família Greene, foi uma época difícil.

Mas em público não! Em público a fachada me fazia ser feliz por algumas poucas horas, principalmente quando me mostravam carinho e eu me sentia um bom menino por agrada-los, principalmente quando íamos a um restaurante em King County, o King County Café ! A maioria das boas famílias iam para lá, e adivinha ? Lá tinha um canto de recreação com fliperama e essas merdas, meus pais me beliscavam escondido quando eu enchia o saco para ir jogar, mas logo deixaram, e foi nesse momento em que eu iniciei uma partida num jogo de luta, até que um garoto de no máximo uns 10 anos veio e também iniciou um jogo, parecia um pivete engomado com cabelo lambido, que iniciou uma partida e simplesmente passou a me detonar ! Eu fiquei com raiva, por um segundo me perguntei se era assim que Maggie se sentia comigo quando era mais novo, mas no final o garoto era legal e eu mostrei meu skate a ele, seu nome era Carl Grimes...e sim ! É daí que vem meu segundo sobrenome..vocês já vão entender.

Eu e Carl fizemos amizade rápido naquele café, ele me disse vir aqui muito com seu pai e mãe, Rick Grimes e Lori Grimes, o ano era meados de 2008, início do ano, eu fazia 13 mais ou menos para um pouco mais da metade do ano, enquanto Carl já tinha seus 10 anos, simplesmente depois da nossa amizade, nossos pais viraram amigos rápido. Seu pai era muito legal e pelo visto era Xerife ou qualquer merda assim, enquanto a mãe dele era uma dona de casa, ambos bem gentis e um casal modelo, meus pais tentaram causar uma boa impressão e pelo resto daquela noite tudo estava perfeito.

Eu pensei que era só a fachada, mas toda noite nossos pais saiam como um casal enquanto eu e Carl íamos jogar no fliperama nos fundos do Café, embora a diferença de idade comigo sendo três anos mais velho, era muito divertido, até que tivemos um diálogo que certamente mudou minha vida.

Me lembro de estar jogando e tentando apertar todos os botões da máquina para vencer Carl, tinha um movimento do personagem que você precisava carregar para trás e depois soltar a manivela para soltar um poder, era só um jogo no final, mas minha costela doía muito dos socos do meu pai, pelo visto eu não deveria ser irritante para a família Grimes, me lembro de fazer o movimento e grunhir de dor, isso me freou no jogo e ele ganhou, eu logo reclamei com Carl enquanto ele dava seus gritos de vitória, eu reclamei e disse: -Não é justo ! Seu pai praticamente nem te bate,vocênãoreclama de dor quandomoveos braços.

Carl olhou para minha cara como se eu fosse louco ou simplesmente um mal perdedor, e simplesmente disse com naturalidade:- Do queestáfalando ? Meus paisnãome batem ! Vaicomeçara inventar coisas agora para justificar sua derrota ? Hahahaha.

Aquela conversa me mostrou um outro lado que me deixou confuso, fiquei com uma pulga atrás da orelha durante toda a noite, tipo, "como assim os pais de Carl não batem nele ?", para mim era normal que isso ocorresse, eu segurei meu colar com pingente de lua e o apertei firmemente e naquela noite foi a primeira vez que desabafei e contei a alguém, esse foi Carl, que embora mais novo, simplesmente contou tudo para seu pai, isso deve ter atordoado Rick e Lori na época, chegar em casa e seu filho lhes contar sobre a verdadeira face da família Grant, mas bem, embora eu tenha me sentido melhor ao desabafar depois com esses dois adultos, pensei que nada mudaria, até que numa manhã, minha vida teve mais uma mudança ! Como nunca pensei que teria.

O que eu não sabia é que eu havia dado um depoimento sincero e gravado sem saber, e Rick conseguirá um mandato, ele e seu amigo da polícia, Shane Walsh, conseguiram uma permissão para investigar o local..e sim ! Se você reparou, o sobrenome Walsh tem muito peso, também é um dos que tenho? Alguns se perguntam...como diabos..? Calma ! Tudo vai se explicar.

Bem, os eventos subsequentes foram eu estar tomando café com o cereal do meu pai em meio aquela casa de merda e derrepente Rick Grimes e Shane Walsh invadirem pela porta e renderem meus pais, naquela casa acharam todo tipo de coisa, drogas, coisas ilegais e até mesmo uma arma de fogo contrabandeada, o suficiente para meus pais perderem a guarda, o que se passou depois disso foram uma série de processos e julgamentos e boom, meus pais foram presos, eu iria para o orfanato ou ficaria com meus avós, quando esse processo acabou eu já deveria ter uns 14 anos, nesse meio tempo acabei recebendo permissão para ficar na casa de Rick ! Eu não entendo muito sobre esses processos de adulto, mas o que entendi foi que tinha papelada sendo pronta.

Só sei que foi divertido, eu e Carl dormíamos num Beliche, eu pegava a cama de cima, embora disputassemos pedra papel tesoura para quem ficaria na parte de cima, mas bem, enganar uma criança de 11 anos e roubar no Jankenpo é mais fácil do que parece e eu quase sempre ficava na de cima, Rick era um cara legal e eu passei a o chamar de tio Rick, ele cuidava muito bem de mim e agia muito melhor que meu pai, a tia Lori já era mais rigorosa, mas me ensinava muito e cuidava muito bem de mim, também tinha o amigo do tio Rick, o Shane ! Me lembro que ele era bem louco, ele me levava para andar na viatura dele e bagunçar, eu comia besteira quando estava com ele e era divertido, aqueles dois policiais eram os mais próximos que eu tinha de heróis naquele momento, meus heróis.

O ano seguinte fora a papelada e tio Rick e Tia Lori me perguntaram se eu queria ficar com eles, pelo visto segundo as notícias, uma doença estava desolando o país nesse final de 2009 e meus avós faleceram devido a essa doença...parecia um tipo de gripe, por isso eu iria para o orfanato, fiquei muito triste pelos Richmond, mas eu aceitei e pelo visto moraria com Tio Rick e Tia Lori...eles seriam como meus pais ? E acho que isso me tornava irmão de Carl, só sei que eles me perguntaram se no meu registro oficial eu queria mudar de sobrenome, legalmente só poderia mudar para o Grimes e assim foi, eu era oficialmente Lukas Richmond Grimes, tirei o Grant para fugir do renome das notícias de jornal de King County, é também passei a ignorar o Richmond para fugir da memória da morte dos meus avós, eu simplesmente passei a usar o Grimes...os pais que realmente me queriam, Rick era protetor e definitivamente um homem responsável e legal, enquanto Lori era mais rígida, mas protetora e aconchegante como uma mãe, Carl era como um irmão mais novo, irritante as vezes, porém um amigo para toda vida, diria que meu único amigo de verdade fora os colegas da escola...sim, eu voltei ao colégio!

Até era levemente popular por andar de Skate e ser muito bom no basquetebol ! Diria que eu arrebento, o basquete eu aprendi com Shane, ah sim, Shane era como um padrinho fodão, me ensinou muito sobre basquete e andar de Skate, eu, Carl, Shane e Rick brincávamos muito quando eles tinham tempo e eles também falavam sobre algumas ocorrências mais leves da polícia, eu e Carl os víamos como heróis...então foi quando surgiu essa piada devido a minha proximidade com Shane...as vezes para irritar um pouco Lori, Shane me chamava de Luke Walsh Grimes...como se eu também fosse filho de Shane, sei lá...depois de um tempo pegou...e assim eu tinha três sobrenomes, embora meu nome de verdade fosse Luke Grimes ! O que sei é que minha vida estava em paz...em perfeita paz e evolução.

E isso duraria com felicidade, o garoto de três sobrenomes que definem suas faces, assim como os Grant tinham outras faces, esse garoto finalmente tinha 15 anos e iria fazer 16, Carl devia ter uns 12 naquele ponto, eu sempre fora três anos mais velho, me lembro de estar no colégio, tinha acabado de sair de um jogo e fui andando de Skate, me encontrei com Carl e fomos indo embora do colégio, Lori Grimes ou simplesmente nossa "mãe"(ainda era difícil chama-la assim, qual é ? Parece meio falso...embora eu realmente gostasse dela e de Rick, costumava chama-los pelo nome), bem, só sei que eu vi ela conversando melancolicamente com Shane antes de vir até nós, eu jurava que Rick apareceria a qualquer momento, olhei em volta procurando por ele e não o vi...foi surreal, me lembro de Lori nos abraçar e nos contar uma notícia, se abaixando para olhar nos olhos de Carl e também me encarando, ela disse uma série de palavras que certamente mudará minha vida, no ano de 2010, foi quando ela enfim disse as palavras que mudaram tudo: Garotos, O Pai de vocês...ele se machucou numa operação, ele foi baleado e está em cirurgia.

Não interessa as tentativas delas de revelar aquela notícia...certamente...essa notícia fora bombástica e eu não sabia como lidar com ela...acho que ninguém sabia.