Não sou o autor das histórias ou personagens de Fate/stay night ou de Boku no hero academia, todos os direitos reservados aos seus respectivos criadores.

"Falando".

"GRITANDO".

'Pensando'.

"GOLPE ESPECIAL/FANTASMA NOBRE".

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"Bem... Merda!" Bakugou disse com o rosto em branco enquanto estava sentado em um pedaço de pilar de concreto quebrado.

"Eu acabei em uma situação bem horrível." Ele comentou de forma indiferente enquanto olhava para o grupo na sua frente.

"Uh... Bem... Isso conclui o meu relatório..." Romani comentou um pouco sem jeito pelo comentário do novo servo enquanto a sua projeção holográfica coçava a nuca.

"Chaldea perdeu cerca de oitenta por cento de sua funcionalidade, e não tem muito o que a equipe restante pode fazer." O médico voltou a falar enquanto voltava a sua atenção para a mulher de pelo branco.

"Estou transferindo a mão de obra disponível para começamos os reparos do Rayshift e manter o Chaldeas e a Sheba no estado atual. Assim que as comunicações estiverem de volta, solicitaremos suprimentos e começaremos a reconstruir a Chaldea." Ele acrescentou e a direto assentiu em concordância.

"Bom trabalho. Eu teria feito o mesmo se estivesse aí." Olga Marie concordou e seu rosto assumiu uma expressão mais séria.

"E Romani Archaman. Eu não gosto dessa ideia, mas até eu voltar, você que estará no comando de Chaldea. Então faça com que o conserto do Rayshift seja sua prioridade. Enquanto isso, estaremos investigando a cidade a cidade F." Ela declarou com a mesma seriedade, o que fez todos os presentes olharem para ela em diferentes níveis de surpresa. Menos Bakugou, ele apenas olhou para ela de forma indiferente.

"Diretora!? Tem certeza disso!? Você não sente medo por estar tão perdida? Desde quando você se tornou tão corajosa?" Romani perguntou, estando em um estado de mistura de surpresa e choque. O que apenas ajudou a irritar a sua chefe.

"...Sinceramente! Você não sabe quando calar a boca." Ela disse em um grunhindo, uma veia saltando da sua testa.

"Com isso eu concordo." O estranho servo arqueiro comentou repentinamente enquanto começava a encarava o céu coberto de nuvens de cinzas negras. O que fez a diretora olhar para ele um pouco desconfiada, mas decidiu dar pouca atenção para o espírito heroico no momento.

"Eu gostaria de voltar para casa agora mesmo, mas ainda vai demorar muito para terminarem os reparos do Rayshift. E com esta cidade contendo apenas monstros de nível baixo, Mash transformada em uma Semi-Serva e com o um servo completo invocado, ficaremos bem." Olga explicou, arrumando o cabelo enquanto mantinha a sua postura profissional.

"Acidente ou não, nós, Animuspheres, ficamos orgulhosos de fazer o nosso melhor nas situações que nos são apresentadas. Portanto estarei investigando a Singularidade F com Ritsuka Fujimaru, Mash Kyrielight e Archer." Ela declarou as suas intenções, fazendo o holograma de Romani ficar ainda mais em choque.

"Dito isso, como a minha equipe não tem experiência em campo, o objetivo dessa missão será apenas descobrir a causa dessa anomalia. A análise e a erradicação terão que esperar até que a Chaldea seja restaurada e possa enviar uma segunda equipe. Entendido?" Ela questionou o seu funcionário, o mesmo engolindo em seco e assentiu com relutância.

"Então só temos que descobrir o que houve, certo?" Ritsuka perguntou, tentando se fazer presente na conversa enquanto erguia uma mão. E recebendo um assentimento de cabeça da mulher de pelo branco.

"Entendido. Boa sorte então, diretora." Romani respondeu após um suspirando, aceitando que não havia como convencer a sua chefe do contrário.

"Agora que podemos nos comunicar, sinta-se à vontade para entrar em contato comigo em caso de emergência." O doutor acrescentou enquanto dava a Olga um sorriso amistoso.

"...Huh! Mesmo que enviássemos um pedido de ajuda, ninguém viria ao nosso socorro." A diretora de Chaldea reclamou em um grunhido enquanto franzia o rosto.

"Diretora?" Romani perguntou, confuso pela reação dela.

"Não é nada, estou encerrando a comunicação agora. Vá fazer o seu trabalho!" Olga respondeu rapidamente em um tom sério, apertando o bracelete do uniforme de Ritsuka e fazendo o holograma de Romani desaparecer.

"...Diretora Olga, tem certeza disso? Existe a opção de esperamos aqui até a situação em Chaldea se resolva e o Rayshift esteja operacional novamente." Mash comentou, olhando preocupada para a mulher de pelo branco.

"Não, Mash. Não posso me dar ao luxo de fazer isso... Afinal, depois de voltamos para Chaldea, não se sabe quanto tempo vai demorar para uma próxima equipe ser selecionada. Um mês não será o suficiente para reunir pessoal ou fundos. Você sabe o quanto a Associação de Magos vai me importunar enquanto a isso?" Olga questionou a demi-serva enquanto apoiava uma mão na sua testa.

"Muito rígidos?" Ritsuka perguntou, sem ter muita certeza.

"Sim. Na pior das hipóteses, eles vão me culpar pela má administração e vou perder a Chaldea para eles." Olga respondeu, deixando os dois jovens surpresos, e o estranho servo apenas curioso sobre o assunto da conversa.

"Por isso eu não posso voltar de mãos vazias! Eu preciso de algo que os cale e mantenha a minha posição!" Ela exclamou irritada, já imaginando o rosto de alegria sádica de diversos magos quando eles soubessem desse desastre e fossem correndo como abutres para tentar colocar suas mãos em qualquer migalhada de itens de valor da sua organização.

"Então... Me desculpem, Mash, Ritsuka e Archer, mas vocês estarão presos comigo até o fim dessa loucura." Olga se desculpou com um olhar culpado no rosto, fazendo os dois jovens responderem com sorrisos consoladores.

Mas antes que um deles pudessem dizer qualquer coisa, outra voz se fez presente.

"Pode ir me tirando dessa!" Todos se surpreenderam e rapidamente se viravam para o servo da classe Archer que os olhava com um olhar irritado.

"Ãh... Archer-san?" Mash perguntou preocupada, realmente não querendo que o seu primeiro colega servo não tivesse decidido se rebelar e começar uma luta ali mesmo.

"Eu não sei quem você pensa que é, pirralha! Mas você não tem nenhuma autoridade sobre mim! Se eu estou preso com alguém, é com o idiota que conseguiu me invocar!" Bakugou explicou enquanto apontava para Ritsuka com um polegar.

"Do-do-do-do... DO QUE VOCÊ ME CHAMOU!?" Olga gritou irritada enquanto olhava enfurecido para o servo loiro. O mesmo apenas a encarou irritado, desafiando a fazer alguma coisa sobre isso.

"Ih! Ri-ritsuka! Esse é o seu servo! Faça alguma coisa sobre isso!" A diretora da Chaldea ordenou ao seu funcionário com o rosto vermelho de raiva enquanto apontava para o servo ainda sentado.

"Ah... Bem... Senhor Bakugou..." O mestre novato disse com receio enquanto olhava para o homem vestido com roupas entranhas.

"HÃH!?" Bakugou questionou em tom grosseiro, com o rosto franzido e erguendo uma sobrancelha irritada para o garoto de pelo preto.

"Nós... Nós precisamos ajudar uns aos outros para sair dessa situação... Nem um pouco agradável." Ele comentou enquanto olhava ao redor deles, com nada mais do que prédios destruídos em chamas. O servo imitou o seu movimento e grunhiu irritado ao encarar e cena horrível em que ele estava.

"E como eu tenho certeza de que eu sou a pessoa com menos entendimento do que está acontecendo, eu digo para seguimos as palavras da diretora Olga se quisermos sobreviver. E por favor, seja um pouco mais gentil com ela também." Ritsuka disse em tom calmo e educado enquanto encarava o servo nos olhos, torcendo que todos achassem que o seu suor frio de nervosismo apenas se devia ao calor das chamas.

Por alguns segundos, ninguém disse nada, todos ficaram em silencio enquanto mestre e servo se encaravam. O arqueiro o olhando nos olhos como se estivessem encarando a sua alma e o mestre em questão fazendo o seu melhor para não se dobrar perante os olhos assustadores do homem loiro.

"Humn... Tudo bem então." Bakugou respondeu enquanto o seu rosto se suavizava um pouco e dava os ombros com indiferença. Fazendo todos soltarem a respiração que nem havia percebido que estavam segurando.

"Muito obrigado... Senhor Bakugou..." Ritsuka agradeceu enquanto colocava uma mão sobre o seu peito na tentativa de acalmar o seu coração acelerado. Mash assentiu em concordância e alívio, e Olga apenas apoiou uma mão sobre a testa e balançava a cabeça.

"Mas eu ainda vou me referir a vocês, idiotas, da maneira que eu quiser." Ele acrescentou enquanto se se levantava e começava a fazer alguns alongamentos.

"O que!?" Olga questionou irritada.

"Algum problema?" Bakugou perguntou, seu rosto se escurecendo enquanto olhava para a mulher de pelo branco.

"Ih! Não! De forma alguma!" A diretora de Chaldea respondeu com falsa simpatia enquanto se escondia atrás de Mash.

"Humn... Bom." Ele respondeu enquanto se erguia, cruzava os braços o olhava para o restante do grupo.

"E agora? Para onde vamos?" O arqueiro perguntou enquanto erguia uma sobrancelha.

Com essa pergunta, Olga saiu de perto de Mash, recuperou a sua postura e voltou a olhar seriamente para todos.

"Agora deveríamos explorar esta cidade. A causa desta distorção deve estar aqui em algum lugar." Olga ordenou enquanto apontava para o caminha que parecia ter a menor quantidade de escombros e fogo.

"Sim!" Mash e Ritsuka responderam em um unidíssimo e Bakugou apenas suspirou por ter que receber ordens. Mas antes que eles pudessem dar um passo, o servo sentiu algo estranho.

"Mas o que!?" Ele questionou irritado, fazendo todos se virarem e olharem surpresos ao verem como algum volume estranho se movia dentro das roupas de Bakugou.

"O que caralhos é isso...?" Ele não pode terminar o seu xingamento quando uma pequena criatura felpuda branca apareceu saindo da gola da sua camisa.

"Fou!" O pequeno cachorro(?) latiu animado ao se fazer presente.

"Fou-san!?" Mash questionou surpresa ao ver o seu pequeno amigo animal.

"QUE!? COMO ESSA COISA ENTROU NAS MINHAS ROUPAS!?" O servo perguntou com os olhos em brancos de raiva enquanto pegava a pequena criatura e a segurava o mais longe possível dele. Estando confuso e ofendido por não ter sentido a sua presença antes.

"Sinto muito, senhor Bakugou! Eu nem havia percebido quando o Fou saiu de perto de mim. Eu juro que ele não vai fazer isso de novo!" Mash disse rapidamente, preocupada com a segurança do pequeno animal devido ao temperamento do novo servo.

Bakugou apenas franziu o rosto o encarou a pequena coisa estranha branca que o encarava com olhos inocentes como se não tivesse feito nada. Incapaz de fazer coisa, Bakugou apenas bufou irritado e começou a andar.

"Fica de olho nessa coisa!" Ele avisou em tom de ameaça enquanto entrega Fou nos braços de Ritsuka e seguia andando sem se importar de estar sendo seguido ou não.

"Obrigado pela sua compreensão, senhor Bakugou!" Mash respondeu agradecida e aliviada enquanto fazia uma breve reverencia, a qual apenas foi respondida com um grunhido de reconhecimento.

"Idiota grosseiro!" Olga grunhiu o mais baixo o possível na tentativa de não ser ouvida. Enquanto isso, Ritsuka apenas olhou confuso para o animal albino nos seus braços.

"Como foi que você parou dentro das roupas dele?" O jovem adulto de pelo negro perguntou enquanto erguia o seu pequeno amigo até a atura do rosto.

"Fou?" A pequena criatura questionou enquanto inclinava a cabeça para um lado como se o humano que o segurava tivesse dito algo estupido.

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"HIAAAA!" Mash gritou enquanto usava o seu escudo para atingir o último esqueleto inimigo, o impacto sendo forte o suficiente para arremessá-lo para longe até se chocar com um edifício próximo.

Mas a criatura morta-viva ainda não estava totalmente derrota, mesmo ferida e quase sem forças, ela ainda tinha um pouco de resistência sobrando para tentar recuar e chamar mais do seu tipo para matar os humanos. Mas ele nunca pode nem tentar sequer se levantar para dar início ao seu plano quando ele olhou para cima e viu uma bola de luz a poucos centímetros do seu rosto.

O projétil disparado colidiu com o esqueleto e gerou uma grande explosão. Todos os restantes do grupo se surpreenderam como eles sentiram o som da explosão fez até mesmo o interior dos seus corpos vibrar pela intensidade. Sua surpresa aumentando mais ainda quando o prédio de oito andares atingindo começou a desabar e se tornou mais uma pilha de escombros em meio a cidade em questão de segundos.

"Caramba... Isso foi surpreendente, senhor Bakugou!" Mash comentou impressionada enquanto e virava e via o seu colega servo a apenas alguns metros atrás dela.

"Humn... A estrutura do edifício já estava toda fodida. Ia acabar caindo uma hora ou outra." O arqueiro comentou sem dar muita importância para o elogio enquanto engatilhava a arma da sua manopla e olhava aos arredores em busca de qualquer outro inimigo escondido.

"Aff... Aff... Eu tenho que admitir... Ritsuka... Aff... Você... Conseguiu... Invocar... Um servo... Minimamente útil..." Olga respondeu com dificuldade enquanto se esforça para respirar.

"EU OUVI ISSO!" Bakugou, que estava se afastando em busca de possíveis perigos, gritou em resposta.

"Você está bem, diretora Olga?" Ritsuka perguntou preocupado enquanto via a postura cansada da sua chefe e o suor que se acumulava na sua testa.

"Sim... Aff... Apenas... Vamos parar um pouco... E fiquem de olho nos arredores." Ela respondeu enquanto fazia um movimento de mão para Ritsuka não se importar com ela.

"Mesmo com o Romani nos monitorando, isso ainda é uma singularidade. Não há como dizer o que pode acontecer..." A diretora da Chaldea explicou enquanto andava um pouco e se sentava em um banco de praça.

"O QUE RAIOS PARECE QUE EU ESTOU FAZENDO!?" Bakugou, agora no topo de um prédio próximo, perguntou irritado enquanto olhava para ela. Olga apenas revirou os olhos e ignorou o servo.

"Venha aqui, Kyrielight. Você está ferida, não está? Eu posso curar um pouco as suas feridas." Olga mandou enquanto sinalava para Mash se sentar ao seu lado.

"Oh...! Certo. Muito obrigado, diretora Olga Marie." Mash disse gentilmente enquanto e rapidamente se sentou ao lado da mulher de pelo branco.

Vendo isso, Ritsuka suspirou aliviada ao ver a interação das duas garotas e decidiu se afastar alguns passos para observar o horizonte.

Honestamente, se não fosse pelas chamas do tamanho de prédios, os inúmeros edifícios destruídos e o céu negro coberto de nuvens de fumaça, Ritsuka poderia ter achado a vista da cidade muito bela.

Ele e seu grupo haviam estado andando a nordeste a quase duas horas até finalmente chegar na próxima Leyline que se encontrava perto de uma grande ponte de metal vermelho que atravessa um largo rio que cortava a cidade. E nesse meio tempo, eles apenas encontraram mais ruinas do que um dia foi uma incrível cidade para viver e mais esqueletos mortos vivos.

Ele já tinha ouvido falar da cidade de Fuyuki alguns vezes, um lugar tranquilo e pouco agitado, perfeito para se viver ou passar as férias com a família. Mas honestamente, ele nunca imaginou que a sua primeira visita a cidade aconteceria de forma tão... Estranha.

Isso por falta de uma palavra melhor.

Ritsuka ouviu o som de algo colidindo com o chão próximo dele e imediatamente se assustou, acreditando se mais um inimigo querendo o pegar desprevenido. Mas rapidamente o seu coração se acalmou ao ver que apenas era o servo que ele havia invocado que tinha pulado do topo do prédio onde ele estava antes e caiu ali.

'Espera o que?' Ritsuka se questionou com a própria realização.

"Fiz uma vistoria de praticamente toda a área ao nosso redor. Ninguém deve aparecer com a intenção de nos atacar por algum tempo." Bakugou respondeu enquanto começava a se aproximar do garoto de olhos azul.

"Oh! Muito obrigado, senhor Bakugou." Ritsuka imediatamente respondeu enquanto assentia em agradecimento.

"Não foi nada, literalmente. E pare de me chamar de senhor! Apesar de eu ter morrido aos oitenta de dois, isso me faz sentir como um velhote!" O arqueiro respondeu com rosto levemente franzido e se apoiava no corrimão de metal perto de Ritsuka e cruzava os braços.

"Ah! Eu sinto muito." O garoto mais novo respondeu envergonhado enquanto coçava a nuca. Bakugou apenas grunhiu em resposta.

Então um estranho e desconfortável silencio se formou entre eles, apenas o som das chamas próximas crepitando se fazendo presente. Nenhum dos dois sabendo o que, ou no caso do servo, não querendo, conversar. Mas após mais alguns segundos, o silencio se tornou irritante até mesmo para o homem loiro mais alto não suportou mais.

Ele começou a olhar ao redor até sua atenção se atraída por Olga que ainda estava curando as feridas restantes de Mash. A visão o fazendo suspirar.

"Humn... Se eu não a conhecesse a duas horas desde a minha invocação, poderia até achar que a pirralha realmente se importa com a cabeça de beringela." Bakugou comentou enquanto continuava na mesma posição.

"Beringela?" Ritsuka questionou confuso enquanto olhava para o homem mais alto.

Bakugou não disse nada, ele apenas gesticulou com a cabeça para uma direção e Ritsuka se virou de costas para olhar. No mesmo momento, o jovem de pelo negro sentiu uma gota de suor comicamente escorrer pela sua cabeça quando ele notou que o suposto arqueiro estava se referindo a Mash e Olga.

"Bem... Acho que entendo porque você acharia isso." O jovem mestre respondeu, dando ao seu segundo servo um sorrido forçado. Então um bip veio da pulseira de Ritsuka, fazendo os dois homens olharem para baixo. Em um instante, o holograma de Romani se fez presente.

"Como o Ritsuka disse, posso entender o porquê você ver as coisas dessa maneira, Bakugou-san." O médico disso enquanto dava a ambos um sorriso amigável.

"E o porém é que...?" Bakugou perguntou franzindo o rosto, percebendo que eles deveriam estar sendo observados o tempo. O que o incomodava. Era necessário? Levando em conta a situação atual deles, sim. Isso deixaria de irritá-lo? Definitivamente não.

"É que apesar de todas as coisas, quando a diretora esta calma, ela é muito confiável." Romani respondeu enquanto mantinha o sorriso no rosto.

"Vocês provavelmente podem já ter imaginado pelo que ela disse antes. Mas vocês deveram saber que a diretora também está em uma situação complicada." Romani comentou, seu rosto tomando uma expressão mais séria, o que chamou a atenção de tanto servo quanto mestre.

"Inicialmente, Marie era uma mestra assim como você, Ritsuka. Três anos atrás, o diretor anterior, o pai dela, acabou falecendo e ela teve que assumir Chaldea quando era apenas uma estudante." Romani revelou, fazendo Ritsuka arregalar os olhos e Bakugou levantar uma sobrancelha com curiosidade.

"Sério mesmo!? Isso não é algo muito grande para uma pessoa tomar a responsabilidade de uma só vez?" Ritsuka perguntou surpreso, tomando cuidado para não deixar a sua chefe escutar a conversa deles.

Ele poderia não entender muito bem como funcionava as coisas do mundo da magia recentemente descoberto por ele, mas a sua mente já podia imaginar como os problemas de famílias grandes e as dificuldades de liderar uma organização inteira deveriam ser minimamente semelhantes entre as das pessoas normais e os magos.

"Sem sombras de dúvidas. Desde então tem sido um dia estressantes após o outros para ela. Marie teve que assumir como chefe da família Animusphere. Foi tudo o que ela pode fazer manter Chaldea funcionando. Naquela época, uma anomalia foi encontrada por nos Chadeas." Romani voltou a explicar, recostando na sua cadeira e olhado para os dois homens na sua frente.

"Não podíamos mais observar o futuro de cem anos a partir de agora. Houve muitas críticas da associação e dos patrocinadores. Então ela foi ordenada a fazer a situação voltar ao normal o quanto antes. E para piorar as coisas ainda mais, eles descobriram que ela não tinha aptidão para ser uma mestra." Romani os informou, parando por um instante para deixar a ambos absorver a nova informação.

Por reflexo, Ritsuka olhou pelo canto do olha na direção de Mash e Olga que ainda estavam conversando. Imediatamente sentindo um sentimento de pena e tristeza pela diretora.

"E deixa eu adivinhar, isso foi uma merda de notícia." Bakugou murmurou baixo, a imagem de uma criança de pelo verde chorando passando pela sua mente. Rapidamente, ele balançou um pouco a cabeça para parar essa lembrança.

"Uma realmente péssima." Romani concordou enquanto assentia com a cabeça.

"A nobre família Animusphere, uma dos doze lordes, corpo docente dominante de astronomia na associação de magos, perdeu o seu chefe e sua sucessora aparentemente não era uma maga completamente capaz para a sua própria posição. O escândalo que ocorreria se a chefe de tal família fosse descoberta incapaz de se tornar uma mestra capaz." Romani comentou em um tom cansado enquanto passava a mão pela testa.

"Vocês podem imaginar o nível de fofoca acontecendo nos bastidores. Tenho certeza de que esses rumores chegaram a Marie também. Mas apesar de tudo, ela ainda trabalhou o melhor que pôde como diretora, e nesse último semestre, ela mal esteve se segurando." Ele continuou enquanto olhava para os dois com um sorriso triste.

"Ela tem trabalhado tanto que eu gostaria que ela pelo menos viesse para um check-up semanal, mas do jeito que as coisas estão..." O médico parou para suspirar de cansaço e balançar a cabeça em desaprovação

Ritsuka apenas abaixou um pouco o olhar e franziu o rosto preocupado, enquanto isso, Bakugou apenas olhou para onde as duas garotas estavam sentadas e estreitou os olhos.

"De qualquer maneira, ela foi testada emocionalmente até o limite. Ela não odeia ou menospreza nenhum de vocês dois ou algo do tipo." Romani terminou de explicar enquanto olhava para o mestre e servo com expectativa.

"Eu entendo, senhor Romani. Eu consigo ver que a diretora Marie realmente não é uma pessoa ruim." Ritsuka respondeu junto com um assentimento de cabeça, tentando dar o melhor sorriso que ele pôde apesar da sua situação atual.

"E eu não me importo." Bakugou respondeu em um tom neutro e simultaneamente grosseiro. Fazendo os outros dois homens olharem para ele com olhos arregalados.

"Bakugou-san!?" Ritsuka perguntou um pouco preocupado e assustado, e Romani apenas endureceu o seu olhar para o homem loiro.

"Não me entendam errado, eu entendi a situação da pirralha de cabelo branco e porque parece que ela tem uma vassoura enfiada na bunda o tempo todo. Eu apenas não poderia me importar menos com como ela se refere a mim." O arqueiro sem arco explicou enquanto cruzava os braços e olhava para o horizonte em chamas.

"Vim aqui para fazer um trabalho e desaparecer depois que terminar. Então estou pouco me fodendo com que idiotas eu preciso lidar para acabar com isso, porque eu vou conseguir ter tudo feito no final de um jeito ou de outro." Ele explicou enquanto continuava encarando o nada, sem se dar o trabalho de olhar de volta para as duas pessoas com que ele estava conversando.

"Entendo... Não posso dizer que concordo com a maneira que você expressou isso, mas posso agradecer por não se sentir ofendido pela postura atual da Diretora." Romani disse depois de alguns segundos, dando um sorriso obviamente falso para o servo. E Ritsuka apenas conseguiu olhar preocupado para o homem mais alto devido a sua atitude.

"De qualquer modo, posso garantir as vocês que ela não é cruel ou desonesta. A diretora é apenas uma pessoa bastante séria e com muitas responsabilidades sobre as costas." O médico disse enquanto focava em Ritsuka e sorria gentilmente, o mesmo apenas assentiu e devolveu o sorriso.

"Bem, vocês quatros são os únicos que posso confiar agora. Então apenas quero que continuem investigando sem brigar." Romani explicou enquanto olhava brevemente para os dois.

"Pode deixar com a gente, Senhor Romani." Ritsuka garantiu enquanto erguia um polegar para cima e sorria.

"Tanto faz." Bakugou respondeu secamente enquanto dava os ombros.

Romani pensou em fazer um comentário sobre a postura de Archer, mas decidiu deixar isso de lado pelo momento e assentir para ambos e desligar a chamada.

Com isso feito, Ritsuka apoiou as mãos na cintura e refletiu sobre qual deveria ser a sua próxima ação, ele olhou para trás e percebeu como Olga e Mash finalmente começaram a se levantar, a primeira tendo terminado de curar a última. Notando o mesmo, Bakugou apenas começou a andar na direção delas. Surpreso por ele ter sido o primeiro a fazer isso, Ritsuka acelerou o passo para acompanhar o servo loiro.

O jovem de pelo negro conseguiu chegar ao seu lado e ambos continuaram andando até as duas mulheres. Ritsuka ergueu o olhar para cima e olhou para o seu servo, o mesmo notou isso e apenas abaixou um pouco a cabeça para olhar o mestre com um olhar questionador.

"Vamos dar o nosso melhor juntos, Bakugou-san." Ritsuka disse gentilmente enquanto fechava os olhos e sorria para o homem mais alto. Bakugou apenas o encarou inexpressivo por alguns segundos antes de desviar o olhar.

"Humn..." Foi tudo o que ele disse para o garoto mais novo enquanto desviava o olhar para outro lado.

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Kept you waiting, huh?

Hehehe!

Humn...

Coff coff!

Ok... Vamos ver se eu ainda me lembro como se faz isso.

Oi pessoal! Como vocês estão? Aqui quem fala é o seu amigo Motivated_guy e como vocês podem ver, ou ler nesse caso, eu não morri.

E antes que qualquer cada um de vocês perguntem, o motivo do meu desaparecimento é bem simples, e isso é...

Faculdade.

Simples assim. Faculdade.

Mas vocês podem argumentar, "Mas Morivated_guy, e durante o período do fim do ano? Por que você não postou mais nada?", ótima pergunta meu caro leitor, e isso tem uma resposta mais simples ainda. E isso é...

Preguiça.

.

.

.

._.

Ok, isso realmente parece uma péssima justificativa, mas é a única verdade que eu tenho para vocês.

Vejam bem, eu problema não era bloqueio criativo, muito pelo contrário, quase todo santo dia eu pensava um pouco sobre o que eu queria escrever e em novas ideias.

Meu real problema foi a minha falta de motivação, piada não proposital, de sentar a minha bunda na cadeira e começar a escrever. Tanto é que eu só consegui postar esse capítulo porque ele é bem mais curto do que os outros capítulos que eu estou a costumando a postar.

Então aqui e agora eu já me desculpo pela demora de postar mais cedo, tanto é que a minha faculdade já voltou e vou ter pouco tempo para poder escrever. Por isso o que eu posso garantir é que vai demorar muito até eu consegui postar qualquer outro capítulo dessa história.

E isso sem falar do Neo Archer, que essa história eu preciso me sentar e de alguns dias para escrever, corrigir e postar um capitulo novo, isso sem contar as músicas e imagens ilustrativas que eu tanto gosto de colocar.

Mas eu agradeço e me desculpo novamente do fundo do meu coração para todos que esperaram para eu finalmente postar novamente.

Espero que todos vocês estejam bem, e que tenham um ótimo dia ou noite.

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E vale apena avisar que durante a singularidade F não vão ter servos novos, mas quando fomos para a França vai começar as aparições de MUITOS servos novos que eu tenho preparado.

No final do último capítulo dessa singularidade eu vou dar um breve teaser para fazer vocês começarem a adivinhar quais vão ser esses servos.

E muito obrigado a todos que deram as suas sugestões de servos novos, continuem dando mais ideias, adoro ver elas.

:D