Assim que chegamos à loja de alto padrão, fiquei impressionada com o ambiente elegante. Os manequins nas vitrines vestiam peças sofisticadas, enquanto o brilho dos lustres de cristal refletia nas superfícies polidas. Era um cenário bem diferente do que eu estava acostumada.
Logo que entramos, uma atendente bem vestida e com um sorriso impecável veio ao nosso encontro.
— Bem-vindos! Posso ajudá-los?
Milo foi direto, falando com um tom casual, mas seguro:
— Claro. Estou aqui com minha linda esposa. Vamos viajar em lua de mel e precisamos de roupas adequadas para a ocasião.
Senti minhas bochechas esquentarem com suas palavras, mas disfarcei com um pequeno sorriso. Ele disse aquilo com tanta naturalidade que, por um momento, quase acreditei que era verdade. A atendente sorriu de forma ainda mais acolhedora.
— Que romântico! Temos uma seleção maravilhosa para vocês. Por aqui, por favor.
Antes de começarmos a segui-la, aproveitei para esclarecer melhor o que precisava. Não era qualquer viagem.
— Gostaríamos de ver roupas para um cruzeiro, incluindo roupas de banho, trajes para festas e algumas peças mais casuais também — pedi, tentando soar confiante apesar de estar um pouco intimidada por tudo ali parecer tão luxuoso.
A atendente acenou com um sorriso satisfeito.
— Claro, senhora. Temos exatamente o que precisam. Estejam à vontade para explorar as opções enquanto organizo uma seleção especial para vocês.
Ela nos conduziu a uma seção ampla, repleta de opções impecavelmente organizadas. Havia vestidos fluidos, calças de alfaiataria, camisas leves, e, mais ao fundo, uma área exclusiva para trajes de banho e acessórios.
A atendente começou a trazer as peças que ela achava mais adequadas, e eu não podia deixar de me sentir um pouco deslocada. Era tudo tão sofisticado, mas ao mesmo tempo eu estava tentando não parecer completamente perdida.
Primeiro, ela trouxe alguns vestidos casuais, peças leves e elegantes, com tecidos fluídos e cortes impecáveis. Um vestido branco de linho, com detalhes sutis de renda na barra, me chamou atenção. Era simples, mas com um toque de sofisticação. Depois, trouxe outro vestido em tom pastel, de alça fina, que se ajustava perfeitamente ao corpo, mas de forma discreta. Eu gostei dele também, mas achei que o branco seria mais versátil.
Para os vestidos de festa, a atendente trouxe algumas opções mais extravagantes. Um vestido longo, em um tom de azul escuro, com detalhes de pedrarias no decote e na cintura, parecia perfeito para uma noite em um restaurante chique ou uma festa à bordo. Mas, por um momento, pensei que seria mais para uma ocasião especial, talvez mais tarde na nossa viagem. Outro vestido que ela trouxe era mais curto, em tom dourado, com uma saia rodada e um tecido levemente brilhante. Fiquei imaginando como seria usá-lo em uma noite no cruzeiro, com o mar ao fundo.
As roupas de banho também eram lindas. A atendente trouxe alguns biquínis de tecidos de alta qualidade, com estampas delicadas e elegantes. Um de tom verde-água, com um top estilo cropped e uma saia de praia, me encantou logo de cara. Era discreto, mas com um toque sofisticado que eu nunca teria imaginado. Para completar, ela trouxe um maiô preto, com recortes nas laterais e um design minimalista, mas supermoderno. Eu podia ver que seria perfeito para as tardes relaxando na piscina do cruzeiro.
Depois de escolher as roupas para mim, pedi para ela mostrar algumas opções de calçados. Sandálias de salto, rasteirinhas para os momentos mais casuais, e até mesmo alguns sapatos de festa para as noites especiais. No final, optei por um par de sandálias de salto grosso dourado, que combinavam com a maioria dos vestidos que eu havia escolhido.
Milo, por sua vez, parecia estar se divertindo na escolha das roupas. Ele escolheu algumas camisas de algodão leves, em tons neutros, que ficariam ótimas para o clima do cruzeiro, além de um blazer elegante para as festas. Eu não pude deixar de sorrir ao vê-lo escolhendo as roupas. Mesmo que ele estivesse completamente à vontade ali, seu charme era inegável. Ele também pegou alguns shorts e calças leves para os dias mais quentes, além de roupas de banho — uma sunga e uma camisa de praia que achei que combinariam com o estilo dele.
A atendente, vendo que estávamos quase prontos, nos guiou para um espelho grande e nós começamos a experimentar as peças. Olhei para o reflexo, tentando me acostumar com aquela versão de mim mesma, mais sofisticada e com um toque de elegância que eu nunca tinha imaginado usar. Quando olhei para Milo, vi que ele também parecia satisfeito com as escolhas.
Ele me olhou e sorriu, como se estivesse aprovando. Era estranho, mas, de alguma forma, parecia que todas aquelas roupas estavam me transformando. Eu estava começando a sentir que, talvez, tudo isso fosse mais do que apenas um disfarce. Era uma nova Luisa, uma Luisa que estava começando a entender que poderia ser muito mais do que imaginava.
Depois de sairmos da loja, com as sacolas de compras nas mãos e uma sensação estranha de estar imersa em algo novo e diferente, Milo me convidou para almoçar. Eu aceitei prontamente, sem nem pensar duas vezes. Afinal, depois de tanta agitação, um momento tranquilo seria bem-vindo.
Ele me levou até um restaurante um pouco afastado do centro de Atenas, em uma rua charmosa e tranquila, onde a brisa suave do final da manhã parecia acalmar até os pensamentos mais agitados. O restaurante tinha uma aparência simples, mas sofisticada, com mesas dispostas na calçada. A vista para o movimentado centro da cidade era perfeita, mas ao mesmo tempo ali, no refúgio do restaurante, parecia que o mundo lá fora não existia.
Escolhemos uma mesa na rua, sob a sombra de uma árvore, e logo o garçom trouxe os cardápios. Eu estava decidida a relaxar e aproveitar aquele momento, mas logo, enquanto analisava o menu, um senhor de meia-idade se aproximou, com um grande sorriso no rosto. Quando ele viu Milo, seus olhos brilharam de felicidade e ele veio cumprimentá-lo com entusiasmo.
— Milo, meu amigo, quanto tempo! — disse o homem, com uma voz calorosa e amigável, apertando a mão de Milo com firmeza. Eu o observei por um momento, sentindo uma sensação de familiaridade entre os dois, mas não conseguia lembrar de tê-lo visto antes.
Milo retribuiu o sorriso e respondeu com um tom igualmente afetuoso:
— Ah, Jorge! Quanto tempo, não é? — ele então se virou para mim, com um sorriso gentil. — Luisa, este é Jorge. Ele é um ex-morador de Rodório, nosso velho amigo. Ele sabe quem somos, sabe da nossa história.
Eu sorri educadamente e estendi a mão para cumprimentá-lo.
— Prazer, Jorge. — disse eu, sentindo que a situação era mais amistosa do que eu imaginava.
Jorge apertou minha mão com simpatia e disse:
— O prazer é todo meu, minha jovem. Fico feliz em ver que vocês dois estão bem, ainda mais com o que têm pela frente. Milo, você sempre foi um bom homem. É bom ver que você tem uma companheira ao seu lado. — Seus olhos brilharam ao me olhar e depois retornaram a Milo.
Eu olhei para Milo, curiosa. A conexão entre eles parecia ser mais do que uma simples amizade, como se fosse algo que havia resistido ao tempo e às dificuldades. Era interessante saber que, de alguma forma, a história de Milo estava entrelaçada com a vida de tantas outras pessoas, e, por mais que ele fosse reservado, ainda mantinha esses laços antigos.
Jorge fez um gesto para que nos sentássemos, e então ele se acomodou à nossa mesa, compartilhando algumas histórias e risadas sobre o passado, o que tornou aquele momento ainda mais descontraído e acolhedor. Enquanto ouvia as conversas, não pude deixar de sentir que, ao lado de Milo, eu estava descobrindo um mundo diferente, cheio de histórias, de conexões e até mesmo de mistérios.
Após um almoço agradável e várias histórias compartilhadas, finalmente chegamos ao fim da refeição. A conversa com Jorge foi animada e leve, e eu sentia que, apesar de estar no meio de tantas palavras e risos, o tempo parecia desacelerar ao nosso redor. Milo parecia tão à vontade, como se aquele momento o conectasse com algo profundo de seu passado, e eu estava feliz por ver essa versão mais descontraída dele.
Quando finalmente nos levantamos da mesa, prontos para seguir, Jorge fez um gesto amistoso, como se já estivesse antecipando nossa partida.
— Eu vou levá-los, aproveito para rever alguns amigos pelo caminho — disse ele, com aquele sorriso acolhedor no rosto. Eu concordei, sem hesitar, e seguimos até o carro.
O veículo era simples, mas confortável, e logo estávamos a caminho de nosso destino. Durante o trajeto, eu me encostei na janela, observando a paisagem que passava rapidamente. O vento suave bagunçava meus cabelos, e minha mente vagueava entre as imagens que se formavam ao meu redor. Mas, por mais que tentasse me concentrar no cenário, meus pensamentos voltavam para Milo.
Eu olhava para ele ao meu lado, conversando com Jorge, e me pegava refletindo sobre como ele havia se mostrado diferente hoje. Não era o guerreiro sério e determinado que eu estava acostumada a ver, mas um homem mais relaxado, mais acessível. Ele estava tranquilo, quase leve, e isso fazia meu coração bater mais rápido. Eu não sabia como descrever, mas eu sentia que, de alguma forma, eu estava aprendendo a conhecê-lo de uma maneira mais íntima.
E não era só isso. Eu também começava a entender que essa missão estava se tornando uma forma de nos aproximarmos mais, de descobrir mais um sobre o outro. Eu estava tendo a chance de ver outras camadas de Milo, e ele também estava conhecendo mais sobre mim.
Talvez fosse o fato de estarmos tão próximos, compartilhando momentos simples e cotidianos. Talvez fosse a maneira como ele se preocupava com tudo ao nosso redor, ou o fato de eu estar aprendendo a confiar nele de uma forma mais profunda.
Eu não sabia o que o futuro nos reservava, mas sentia que estava construindo algo novo, uma conexão que ia além da missão, além das obrigações. Estávamos descobrindo mais de nós mesmos, mais de nossa verdadeira essência, e isso, para mim, era mais do que qualquer missão importante.
Aquelas pequenas descobertas, aquelas conversas e momentos simples estavam se tornando tão valiosos quanto qualquer vitória em batalha. E, ao olhar para Milo, eu não podia deixar de sorrir internamente, sabendo que, aos poucos, ele estava se tornando muito mais do que eu jamais imaginei que fosse.
Quando finalmente cheguei em casa, estava exausta, mas feliz por tudo o que havia acontecido. Decidi organizar as sacolas de compras, arrumando as roupas e acessórios espalhados pela sala. Enquanto estava ali, ajeitando as roupas que havíamos adquirido, a porta se abriu e Shina entrou, com seu sorriso largo e animado, como sempre.
— Ué, o que você comprou? — Ela perguntou, curiosa, já indo em direção às sacolas.
— Ah, nada demais — respondi, tentando dar um tom mais sério, mas não conseguindo esconder a empolgação. Eu ainda estava cheia de sensações do dia, das compras e de tudo o que tinha vivido ao lado de Milo. — Algumas roupas para a missão... e também coisas para o cruzeiro.
Shina, com seu jeito travesso, começou a abrir uma das sacolas e logo pegou um vestido de festa, sorrindo de forma insinuante. Ela ergueu uma sobrancelha e, em tom brincalhão, disse:
— Hmm, mas você comprou maquiagem? Roupas de dormir... e, claro, lingerie?
Eu imediatamente corri até ela, com as mãos levantadas, negando:
— Não, não comprei nada disso! Só algumas roupas normais, é sério!
Shina fez uma pausa, olhando para mim com uma expressão divertida. Ela girou o vestido nas mãos e, com um sorriso travesso, respondeu:
— Ah, então você não está pensando em usar calcinha de bichinho, né?
Aquelas palavras me pegaram de surpresa e, antes que eu pudesse me defender, não pude deixar de rir alto.
— Não, Shina! Eu não uso calcinha de bichinho! — disse, tentando controlar o riso.
Shina, com o rosto travado e o olhar de quem estava prestes a desmoronar de tanto rir, fez um gesto exagerado, como se estivesse indignada:
— Ué, qual é a graça, hein? Você já passou da idade de usar essas coisas infantis!
Eu não aguentei e rimos as duas, jogadas na sala, com o momento descontraído aliviando um pouco a tensão do dia. Às vezes, era bom dar uma pausa, relaxar, e lembrar que, por mais que a missão fosse importante, também havia tempo para momentos de diversão.
— Você é insuportável, sabia? — disse, ainda rindo, enquanto voltava a colocar as roupas de volta nas sacolas.
Shina se recostou em uma cadeira, sorrindo largamente, e fez uma expressão mais séria, como se estivesse refletindo sobre algo.
— Ah, Luisa, falando sério, se você vai dormir no mesmo quarto que Milo, você vai precisar de roupas mais adequadas, sabia? — Ela disse, com um olhar malicioso, antes de soltar uma risada baixinha.
Eu parei por um instante, o coração acelerando um pouco. Não consegui esconder o sorriso sem jeito que apareceu no meu rosto.
— Shina, eu não... não sei do que você está falando — tentei disfarçar, mas sabia que ela tinha razão.
Shina continuou brincando, mas logo percebeu que não estava mais conseguindo me deixar sem corar com suas provocações. Ela se levantou, deu uma última risada e então se dirigiu à porta.
— Vou deixar você em paz por agora, Luisa. Mas só porque você já está parecendo vermelha como um tomate. — Ela sorriu de canto e saiu, deixando-me sozinha na sala, com um sorriso bobo no rosto.
Shina já havia ido embora, mas suas palavras continuavam ecoando na minha mente. Foi então que prestei atenção em algo que ela havia dito casualmente: Eu e Milo iríamos dormir no mesmo quarto.
Definitivamente, eu não tinha me dado conta disso antes. A realidade daquele detalhe se abateu sobre mim como um raio. Senti meu rosto esquentar e meu coração acelerar de imediato. Era claro que isso fazia sentido no contexto da missão.
Minha mente começou a trabalhar rápido, imaginando cenários e pensando em como eu poderia lidar com isso. Claro, era apenas parte do disfarce, nada mais do que isso, certo? Mas mesmo assim, o pensamento de estar tão próxima dele, de compartilhar o mesmo espaço enquanto ele era tão... ele, deixava meu coração batendo ainda mais forte.
Sacudi a cabeça, tentando afastar os pensamentos. Eu precisava manter o foco. Organizei o restante das sacolas e decidi tomar um banho para clarear a mente. Enquanto a água quente caía sobre mim, eu tentava me convencer de que isso não seria diferente de qualquer outra situação profissional que já enfrentei.
Mas, por alguma razão, parecia que aquele desafio era maior do que qualquer batalha que eu já havia enfrentado.
Depois do banho, vesti um pijama simples e sentei na cama, olhando para a sacola com os vestidos e joias que usaria na missão. Essa era uma oportunidade de mostrar minha competência, de ajudar a desmantelar algo tão perigoso quanto a Griffon Negro. Era isso que importava.
Ainda assim, quando fechei os olhos para tentar dormir, as palavras de Shina continuavam ecoando em minha mente. Dormir no mesmo quarto que Milo... Eu precisava estar preparada para manter minha compostura. O que quer que acontecesse, eu não poderia deixar meus sentimentos atrapalharem.
Era isso que eu repetia para mim mesma. Porém, mesmo com toda a determinação, não conseguia ignorar o quanto ele mexia comigo.
E isso, por mais que eu quisesse negar, era o que realmente me assustava.
Apesar do turbilhão de pensamentos que dominava minha mente, sabia que precisava descansar. A missão estava apenas começando, e minha concentração seria crucial nos próximos dias. Respirei fundo, tentando acalmar o coração que ainda batia acelerado.
Deitei-me e puxei o cobertor até o peito, fixando o olhar no teto enquanto o silêncio da noite preenchia o quarto. Aos poucos, a respiração foi se tornando mais lenta, e os pensamentos sobre Milo começaram a se dissipar, mesmo que relutantemente.
Concentrei-me no som tranquilo das folhas sendo movidas pelo vento lá fora. Minha mente, exausta pelas emoções do dia, finalmente começou a ceder ao sono.
"Amanhã será um novo dia", pensei, antes de mergulhar na escuridão tranquila do sono, onde nem mesmo os sonhos poderiam complicar o que meu coração já se recusava a admitir.
Luisa POFF
Os dias passaram rapidamente, e Milo e Luisa continuaram ajustando os últimos detalhes da missão. Entre as reuniões para planejar cada etapa e os momentos mais descontraídos enquanto se preparavam, ambos começaram a se adaptar ao disfarce que teriam que assumir. Apesar disso, Luisa ainda se sentia um tanto ansiosa com o que estava por vir.
Nesse meio tempo, Shina decidiu ajudar Luisa a completar os itens que faltavam. Em uma tarde, as duas foram ao shopping juntas, e Shina, como sempre, não economizou nos comentários espirituosos. Enquanto exploravam as lojas, Luisa comprou maquiagens básicas, roupas de dormir elegantes e lingeries sofisticadas, seguindo as insistências de sua amiga. A cada escolha, Shina fazia questão de opinar com entusiasmo, provocando risos e deixando Luisa mais à vontade.
Naquele período, Shina também se preparava para sua tão aguardada viagem à Itália, um pedido que finalmente havia sido atendido. Luisa acompanhou a despedida da amiga, sentindo uma mistura de felicidade por ela e um leve vazio ao saber que ficaria sem sua companhia e conselhos pelos próximos dias.
Com Shina a caminho de sua viagem e os preparativos da missão concluídos, Luisa sentia o peso da responsabilidade aumentando. As escolhas feitas até ali, as roupas, as alianças, e até mesmo os pequenos momentos compartilhados com Milo, tudo começava a se encaixar, preparando o cenário para o que viria a seguir.
O dia do embarque finalmente chegou. O sol ainda mal despontava no horizonte quando Milo já estava na entrada da vila das Amazonas, aguardando Luisa. Ele estava impecavelmente vestido, com um ar tranquilo que escondia a responsabilidade da missão que ambos estavam prestes a encarar.
Luisa não demorou a aparecer, carregando suas malas com cuidado. Ao vê-lo, esboçou um sorriso discreto e o cumprimentou. Milo retribuiu com um sorriso mais caloroso, pegando as malas dela sem sequer esperar por protestos.
— Não precisa carregar tudo sozinha — disse ele, com uma piscadela despreocupada.
Enquanto atravessavam o caminho até a entrada do Santuário, o ambiente ao redor parecia envolto em uma calma incomum, como se o lugar respeitasse a seriedade daquela partida. Quando chegaram, um carro preto sofisticado os aguardava, mais um elemento cuidadosamente planejado para dar credibilidade ao disfarce.
Perto do carro, estavam Saori, Shion e alguns Cavaleiros de Ouro, que haviam vindo se despedir. Milo e Luisa cumprimentaram cada um deles, recebendo palavras de incentivo e conselhos. Saori, sempre serena, desejou-lhes sucesso com um tom caloroso:
— Confiamos em vocês. Sei que farão o melhor.
Luisa sentiu o peso dessas palavras, mas também uma força renovada. Por mais que estivesse nervosa, a presença de Milo ao seu lado parecia tornar tudo mais suportável.
Shion, por sua vez, os lembrou:
— Cuidem-se. Lembrem-se de que essa missão é mais do que parece, mas vocês têm tudo para serem bem-sucedidos.
Após as despedidas, Milo abriu a porta do carro para Luisa, num gesto que fez seu coração acelerar. Ele entrou logo em seguida, e o veículo começou a se afastar lentamente.
Enquanto o carro descia as estradas sinuosas rumo ao porto de Atenas, Luisa observava a paisagem pela janela, sentindo uma mistura de emoções. Aquele era o início de algo que ela sabia que mudaria muita coisa — talvez até mais do que imaginava. Milo, ao seu lado, parecia confortável, olhando adiante com a mesma confiança de sempre.
O destino agora era o porto, e a missão estava prestes a começar.
