Dentro de uma limousine de interior luxuoso e forrado de couro branco, Kim Yaoyorozu e sua filha, Momo, estavam a caminho de um exclusivo uma lanchonete em Tóquio. A atmosfera era preenchida por um leve perfume floral, combinando com a elegância que ambas exalavam.

Fisicamente, Kim Yaoyorozu é caracterizada por sua beleza estonteante. Ela possui longos cabelos negros ou castanhos escuros que caem em cascata, olhos grandes e expressivos com um leve formato amendoado, revelando seus traços coreanos distintos. Sua pele é lisa e clara, com um brilho natural que ressalta sua elegância. Sua silhueta é destacada por curvas acentuadas, que harmonizam com seus traços delicados e bem proporcionados. Também tem seios enormes. Uma pessoa atraente, com uma aura que mistura inocência e um magnetismo sedutor.

Estava deslumbrante em um vestido tubinho preto de corte impecável, que abraçava suas curvas com sofisticação. O decote em formato de coração era sutil, mas suficiente para evidenciar sua confiança e charme. Ela completava o visual com um colar delicado de pérolas e brincos pequenos, mas brilhantes, além de sapatos de salto alto em tom nude. O cabelo estava solto, escovado com perfeição, caindo em ondas suaves sobre seus ombros. Kim tinha uma aura madura e refinada, que refletia sua capacidade de comandar a atenção de todos sem esforço.

Momo, por outro lado, optava por um estilo que equilibrava sua jovialidade com sua identidade como heroína em treinamento. Ela usava uma saia de cintura alta com pregas em tom pastel lilás, combinada com uma blusa de gola alta branca e mangas bufantes que adicionavam um toque de doçura ao visual. Seus sapatos eram sapatilhas pretas com detalhes em laços, reforçando a simplicidade prática que ainda carregava certa elegância. O cabelo de Momo estava preso em seu coque clássico, mas adornado com pequenas presilhas brilhantes que davam um charme adicional.

Kim lembrou-se de como havia incentivado e, de certa forma, manipulado Momo a seguir o caminho de heroína. Era uma decisão calculada: ela sabia que Momo nunca se adaptaria ao mundo competitivo e, por vezes, cruel, dos negócios. "Você tem um dom raro, Momo" Kim dissera a ela em uma conversa marcante anos atrás.

Era verdade que a presença de Momo no império poderia ter suavizado sua imagem, mas Kim também sabia que sua filha não teria a tenacidade necessária para lidar com adversários que não hesitariam em explorar qualquer sinal de fraqueza. Ela optara por proteger Momo dessa realidade, empurrando-a em direção a uma carreira como heroína – um campo onde a bondade poderia ser sua maior força.

Agora, enquanto observava a alegria e determinação de Momo, Kim sentia um misto de satisfação e uma leve pontada de arrependimento. Talvez tivesse sido egoísta ao afastá-la dos negócios, mas, no fundo, acreditava ter tomado a decisão certa. Sua outra filha, ao contrário, herdara a ambição e a astúcia necessárias para manter o legado da família, permitindo que Kim olhasse para o futuro com confiança.

Kim sorriu, retornando sua atenção para a conversa com Momo. Apesar de tudo, sabia que cada uma de suas filhas estava exatamente onde deveria estar, seguindo caminhos moldados por suas naturezas e escolhas. No fundo, era isso que significava ser uma mãe: guiar, proteger e, eventualmente, deixar ir.

"Então, mamãe, você não vai acreditar no que aconteceu ontem!" disse Momo, seus olhos brilhando de entusiasmo.

"Me conte, querida. Você sabe como adoro ouvir sobre suas aventuras" respondeu Kim, cruzando as pernas elegantemente enquanto apoiava o queixo em uma das mãos.

Momo ajeitou-se no assento, animada. "Tínhamos recebido um chamado de emergência sobre um assalto a um banco. Era um grupo organizado, muito bem equipado, e eu sabia que seria desafiador. Mas, mamãe, você precisava ver como trabalhei em equipe! Usei minha criação para bloquear as saídas e proteger os reféns enquanto nossos aliados enfrentavam os ladrões diretamente."

Kim sorriu, orgulhosa. "Parece que você pensou rápido. E então? Como tudo terminou?"

"Consegui criar algemas e um tipo de rede para imobilizá-los. Foi incrível, mamãe. Ver as pessoas saindo em segurança, agradecendo, foi uma sensação indescritível." Momo deu um suspiro satisfeito, os olhos ainda brilhando com a emoção do momento.

Kim estendeu a mão e acariciou suavemente o rosto da filha. "Estou tão orgulhosa de você, Momo. Você realmente nasceu para isso. Seu pai ficaria muito feliz em ver como você se tornou uma jovem tão capaz e bondosa."

Momo segurou a mão da mãe, sorrindo. "Obrigada, mamãe. Suas palavras sempre me inspiram a ser melhor. Também nessa missão consegui encontrar Todoroki. Tivemos uma breve conversa... acalorada."

"Então, finalmente minha filhinha está aprendendo a seduzir?" perguntou Kim em um tom sugestivo, arqueando uma sobrancelha com um sorriso malicioso.

"N-não!" Momo exclamou, corando instantaneamente. "Eu só... tenho muita admiração pelo Todoroki. Ele é um cara respeitoso."

"Sim, eu sei. Assim como você vive dizendo que ele é um exemplo de herói a ser seguido. Já decorei todos os elogios," disse Kim, rindo suavemente enquanto brincava com as palavras da filha. "Só ainda não ouvi você dizer que vai ser mãe dos filhos dele."

"Mamãe!" protestou Momo em um tom constrangido, desviando o olhar.

"Eu sei, eu sei. Não leve a sério minhas palavras," respondeu Kim, suavizando o tom e colocando uma mão carinhosa no ombro da filha. "Vamos esquecer isso e aproveitar o maid café."

"Maid café? É para lá que estamos indo?" Momo perguntou, com um toque de surpresa.

"Sim. Estou curiosa para ver quais modelos Uwabami selecionou para a campanha publicitária," explicou Kim, cruzando elegantemente as pernas e ajustando o colar de pérolas no pescoço.

"Agora faz sentido," disse Momo, relaxando um pouco enquanto esboçava um leve sorriso.

Kim riu das atitudes inocentes da filha, mas não conseguiu evitar uma reflexão mais profunda sobre outra característica incomum de Momo: sua aparente inocência sexual. Antes de se tornar Kim Yaoyorozu, ela era Kim Mi-Jun — uma coreana que ascendeu ao cargo de CEO de uma multinacional com uma combinação de astúcia, trabalho duro e escolhas estratégicas em momentos cruciais.

Kim lembrou-se de como conheceu o pai de Momo. Ele era um empregado de baixo escalão, um homem bom, mas sem grandes ambições. Um dia, foi acusado injustamente de assédio sexual, e Kim quase o demitiu, até que ele testemunhou algo que mudaria suas vidas: Kim havia se envolvido em um incidente de trânsito que poderia comprometer sua reputação. Uma ironia do destino. Em vez de expor a situação, ele propôs uma solução que acabou beneficiando ambos: ela o ajudaria a crescer na empresa, e ele manteria o segredo.

Aos poucos, Kim descobriu que ele era um filho bastardo da família Yaoyorozu. Percebendo seu potencial para grandes cargos, ela o transformou em seu aliado mais fiel. Eventualmente, casaram-se e herdaram juntos o legado da família Yaoyorozu, que até então não tinha herdeiros diretos.

O falecido pai de Momo era originalmente um homem bom, mas o cenário hostil o levou à corrupção. Foi por isso que ele desejava que Momo nunca entrasse no mundo dos negócios. Ele sabia o quão cruel podia ser. Kim, por sua vez, reconhecia essa escolha e apoiava a carreira heróica de Momo, mesmo que isso significasse afastá-la dos planos originais para o império.

Ainda assim, algo intrigava Kim. Momo nunca manifestara uma libido evidente, o que era curioso. Inconscientemente, ela se vestia de maneira provocadora, mas não parecia ter consciência disso. Diferente de Kim, que ainda mantinha um interesse vivo por várias experiências da vida. Na verdade, o verdadeiro motivo para visitar o maid café era um pouco mais pessoal: ver os modelos masculinos vestidos de maid.

Enquanto o carro se aproximava do destino, Kim olhou para Momo com um sorriso carinhoso. "Talvez seja melhor assim," pensou. "Minha filha está livre das sombras que um dia me envolveram. E minha outra filha… bem… não passou as mesmas dificuldades… mas… de alguma forma… faz que a falecida Midnight seja uma freira." arrepia um pouco ao lembrar dos gostos sexuais de sua outra filha.

O carro preto e reluzente estacionou suavemente em frente à fachada encantadora do Maison de Maids. O letreiro em tons pastel, decorado com flores e laços, dava ao lugar uma aura convidativa, enquanto a arquitetura misturava elementos modernos e vitorianos, chamando atenção de todos que passavam pela rua movimentada.

Kim desceu primeiro, os saltos ecoando suavemente na calçada de pedra, e lançou um olhar avaliador para o prédio. Momo seguiu logo atrás, observando a fachada com curiosidade, os olhos brilhando de antecipação.

"É mais... mágico do que eu esperava," comentou Momo, um sorriso sincero nos lábios.

"Vamos ver se o interior corresponde às expectativas," disse Kim, gesticulando para que a filha a acompanhasse.

Ao entrarem, foram recebidas pelo som delicado de sinos que marcavam cada nova chegada. O ambiente interno era tão sofisticado quanto a fachada prometia: paredes em tons suaves de rosa e branco, adornadas com molduras douradas; lustres de cristal pendiam do teto, refletindo a luz em padrões encantadores. No ar, havia um aroma doce e reconfortante de chá recém-preparado e bolos recém-assados.

"Bem-vindas, senhoras!" Uma jovem maid aproximou-se com um sorriso caloroso, inclinando-se ligeiramente. "Reservamos um espaço especial para vocês. Por favor, me acompanhem."

Kim acenou com a cabeça em agradecimento, enquanto Momo absorvia cada detalhe do local. Os atendentes, vestidos impecavelmente como maids e butlers, moviam-se graciosamente entre as mesas, interagindo com os clientes de forma animada e atenciosa.

A mesa reservada para elas ficava em uma área privativa, estrategicamente posicionada para oferecer uma vista panorâmica do salão. Kim acomodou-se com elegância, enquanto Momo, ainda encantada com o ambiente, sentou-se mais relaxadamente.

"O lugar é ainda mais impressionante por dentro," disse Momo, olhando ao redor com um sorriso.

"Sim, a estética é impecável," respondeu Kim, pegando o menu decorado com laços dourados. "Mas o que realmente importa aqui é a execução. Quero ver se a experiência justifica a fama."

Enquanto Momo examinava o menu, Kim permitiu-se um momento de observação. Havia um pequeno grupo de butlers masculinos, trajando versões refinadas dos uniformes tradicionais, que atendiam uma mesa próxima. Eles eram atenciosos e desempenhavam seus papéis com uma dedicação que chamou a atenção de Kim.

"Interessante..." murmurou, com um sorriso quase imperceptível.

Momo levantou os olhos do menu, notando o olhar concentrado da mãe. "Está tudo bem?"

"Claro, querida," respondeu Kim com naturalidade, suavizando a expressão. "Apenas analisando... detalhes da campanha."

Momo sorriu, sem questionar mais, e voltou sua atenção para o menu.

"Então, o que vai pedir?" perguntou ela, depois de um tempo.

Kim riu suavemente, seu olhar intrigado. "Algo que combine com o clima… e talvez algo que me inspire para projetos futuros."

"Senhoritas, eu mesmo cuidarei pessoalmente. Moe."

A voz masculina soou clara e confiante, chamando a atenção das duas mulheres exuberantes.

"Mineta?" exclamou Momo, surpresa ao reconhecer o atual Winenight.

Mineta estava deslumbrante em uma roupa de empregada francesa perfeitamente ajustada ao seu corpo compacto, a seda preta e os detalhes rendados brancos moldando sua figura com elegância inesperada. O vestido realçava a cintura e as curvas que ele desenvolveu com os anos, destacando sua postura confiante e ousada. Ao lado dele, um jovem claramente envergonhado—Kota Izumi, como Momo logo percebeu—também trajava uma roupa semelhante, embora seu nervosismo quase sabotasse a graça natural que o traje conferia.

"Estou ajudando a agência da Uwabami na campanha publicitária deste maid café, então estou dando tudo de mim," explicou Mineta, com um brilho malicioso nos olhos. Ele esticou levemente a saia e abaixou-se de forma teatral, cada movimento calculado para destacar o caimento perfeito do traje.

"Mas por que… o vestido?" questionou Momo, ainda tentando assimilar o cenário.

"Faz parte do contrato, querida," respondeu ele, girando graciosamente e ficando na ponta dos pés, um ato que evidenciava ainda mais sua impressionante posterior. Ele olhou para trás com uma expressão inocente e um sutil sorriso travesso. Momo sentiu as bochechas corarem.

"Então, finalmente estou conhecendo Mineta pessoalmente," disse Kim, quebrando o silêncio com um tom intrigado.

"E eu, finalmente, estou conhecendo uma irmã da Momo. Tão encantadora quanto ela," respondeu Mineta, sua voz carregada de charme.

"Na verdade, eu sou a mãe dela. Kim Yaoyorozu," corrigiu Kim, com um sorriso elegante.

Mineta piscou, surpreso, mas rapidamente recuperou sua compostura. "Ah, isso explica a origem dos genes da beleza da sua filha. Estou honrado por conhecê-la."

"Bem honrada pelas suas palavras. E devo dizer, você ficou adorável com esse vestido," comentou Kim, admirando a combinação improvável de carisma e estilo que Mineta exalava.

Mineta sorriu, inclinando levemente a cabeça, como se para agradecer. "Adorável, elegante e, claro, inesquecível. Acho que o vestido combina comigo, não acha?"

Kim apenas riu suavemente, com um brilho de aprovação nos olhos, enquanto Momo ainda tentava entender como a visão inesperada de Mineta havia a deixado tão… desarmada.

Enquanto Mineta se afastava para atender outra mesa, Kim deu um leve gole em seu chá, permitindo que o calor reconfortante da bebida a envolvesse. Seu olhar permaneceu fixo nele, mas, por dentro, seus pensamentos vagavam por um território mais profundo.

Era intrigante. Durante os anos em que sua filha estudou na U.A., Momo frequentemente mencionava Mineta em suas cartas e chamadas. Sempre em tom de desabafo ou reclamação, descrevendo as travessuras do rapaz: os comentários inapropriados, as ideias absurdas, e aquela obsessão aparente que, na visão dela, beirava a infantilidade.

E, no entanto, Kim percebeu algo que Momo talvez nunca tivesse articulado claramente: por mais que reclamasse, ela nunca se afastou dele. Mineta era sempre incluído, seja em atividades de grupo, seja nas histórias que Momo compartilhava sobre seu tempo como aluna. De certa forma, havia uma linha tênue, mas sólida, que os conectava.

"Se ele fosse realmente tóxico ou perigoso, Momo teria cortado laços. Ela não toleraria algo assim," pensou Kim, analisando sua filha de relance enquanto ela experimentava o parfait. "Mas não... ele sempre esteve lá, e ela sempre o aceitou, de alguma forma. Talvez até o visse como alguém com seus defeitos, mas essencialmente inofensivo."

Kim voltou seus pensamentos ao mundo que ela mesma habitava, o mundo dos CEOs e magnatas. Nesse ambiente, os homens que ela encontrava eram muitas vezes diferentes de Mineta — mas não necessariamente melhores. Eles escondiam sua natureza predatória sob máscaras de educação e status. Manipulavam, intimidavam e controlavam com sutileza calculada, raramente enfrentando consequências.

Comparado a isso, a "perversão" de Mineta parecia quase inocente. Era algo transparente, evidente, até mesmo infantil. Não havia segredos obscuros ou intenções traiçoeiras. Ele era exatamente o que parecia ser, e isso, de certa forma, era refrescante.

"Talvez seja isso que o tornou um amigo para Momo, apesar de tudo," refletiu Kim, sentindo um misto de alívio e admiração. "Ele pode ter seus defeitos, mas não há falsidade nele. E agora, olhando para ele como Winenight, percebo que conseguiu transformar até mesmo suas falhas em algo que o mundo aprecia. É raro encontrar isso em alguém."

Kim ergueu a xícara de chá novamente, escondendo um leve sorriso. De certa forma, Mineta era um lembrete de que até mesmo aqueles que começam com traços negativos podem crescer e encontrar uma forma de brilhar — uma lição que muitos do seu meio jamais aprenderiam.

"Então, este é o famoso Mineta que você tanto mencionava nos tempos de escola," disse ela, erguendo uma sobrancelha na direção de Momo. "Se não me engano, você o descrevia como um... 'pervertido incorrigível'. Mas agora veja só: ele virou o centro das atenções como Winenight. Fascinante."

Momo corou ligeiramente, mexendo no parfait com a colher. "É... ele era mesmo assim na época da U.A. Sempre envolvido em alguma travessura ou comentário impróprio. Mas com o tempo... acho que ele mudou. Ou melhor, transformou isso em algo que as pessoas parecem admirar."

Kim assentiu, seu olhar retornando para Mineta, que agora interagia com outros clientes no café. Ele fazia pequenos gestos delicados, ajustava a saia com leveza e sorria de forma sutil, seu charme irradiando com naturalidade.
"Ele canalizou o que antes era visto como um defeito e o converteu em estilo. Essa 'perversão' que você mencionava... ele a moldou para criar uma personalidade única. Um equilíbrio curioso entre o fofo e o atrevido. É impressionante, na verdade. Não é todo mundo que consegue transformar algo negativo em uma marca registrada."

Momo refletiu sobre as palavras da mãe, olhando para Mineta com novos olhos. Ele parecia completamente confortável no papel, como se cada gesto, cada olhar, fosse ensaiado para encantar e desarmar.

"Talvez seja isso que o tornou tão conhecido como Winenight," continuou Kim, segurando sua xícara de chá com elegância. "Ele soube como otimizar suas características. A aparência fofa que ele cultiva serve como contraste perfeito para sua natureza mais ousada. As pessoas adoram o inesperado. Quando você vê alguém assim, pequeno e adorável, agindo de forma confiante e até provocante, é um espetáculo. Ele é um showman nato."

Momo deu uma risada leve, relaxando um pouco. "Eu nunca pensei por esse lado. Acho que ele realmente abraçou quem ele é... e de alguma forma, isso o tornou mais autêntico. Mesmo que ainda seja... bem, ele mesmo."

Kim sorriu, satisfeita com a análise da filha. "Ele é a prova de que até os traços mais... controversos podem ser transformados em força, desde que você saiba como apresentá-los. É uma lição que muitos deveriam aprender."

Nesse momento, Mineta retornou, sua postura impecável. Ele inclinou-se levemente em reverência, as bochechas rosadas sugerindo que ele sabia que estava sendo observado e avaliado.

"Espero que estejam satisfeitas com o atendimento. Algo mais que eu possa fazer para tornar a experiência ainda mais encantadora?" perguntou ele, a voz carregada de charme.

Kim deu uma risada suave, seus olhos brilhando com admiração e um toque de provocação. "Acho que já fez o suficiente, querido. Você nos serviu com perfeição e nos deu muito o que refletir. Seu trabalho aqui é impecável."

Mineta sorriu, agradecendo com outra reverência. "Fico honrado por suas palavras. Sempre dou meu melhor para deixar uma boa impressão... em todos os sentidos." Ele finalizou com um leve piscar de olhos, antes de se retirar com a mesma graça que havia demonstrado o tempo todo.

Kim virou-se para Momo, uma expressão satisfeita no rosto. "Definitivamente, um rapaz interessante. Acho que ele merece todo o sucesso que conquistou."

Momo riu, balançando a cabeça. "Definitivamente, ele sempre encontra um jeito de surpreender."

Mineta ajeitou o avental da maid que vestia, fazendo um giro exagerado que fazia a saia rodar um pouco, antes de olhar para Kota, que estava visivelmente desconfortável com a roupa idêntica. Com um sorriso brincalhão e confiante, ele se aproximou do discípulo de um dia.

"Você está indo bem, Izumi," disse ele, cruzando os braços e inclinando ligeiramente a cabeça para o lado. "Só precisa relaxar mais. Deixe a magia fluir!"

Kota franziu a testa, olhando para os pés, as mãos enfiadas timidamente nos bolsos do avental. "Eu ainda não entendo por que isso faz parte do trabalho. Nem é função de herói."

Mineta ergueu uma sobrancelha, uma expressão de leve desaprovação misturada com humor estampada no rosto. "Ah, meu caro aprendiz," começou ele, girando dramaticamente para enfatizar as palavras, "um herói bem-sucedido não é apenas combate ao crime e resgates. Marketing é o terceiro pilar. O mundo precisa saber quem você é, e gostar disso!"

Kota bufou baixinho, desviando o olhar. "Aposto que o Dynamight não precisa disso."

Mineta riu, mas seu sorriso se tornou um pouco melancólico enquanto apoiava as mãos nos quadris e inclinava o corpo para frente, olhando diretamente nos olhos do garoto. "Me diga uma coisa: você acha que tem a mesma capacidade ofensiva que o herói da explosão?"

Kota hesitou por um momento antes de balançar a cabeça negativamente, olhando para o chão como se quisesse se enterrar nele. "Não..."

"Exato." Mineta se endireitou, suspirando, mas mantendo um tom gentil. "Não é esplêndido ser como ele? Ter todo aquele poder bruto, um físico que pode realizar qualquer coisa que ele decida fazer, e ainda ser... bonito." Ele gesticulou teatralmente para enfatizar a última palavra. "A presença magnética dele cobre até os piores comportamentos."

Ele fez uma pausa, olhando para o teto por um momento, como se relembrasse algo distante, antes de continuar, sua voz ficando mais serena. "Ele foi meu colega de classe. E, quem diria, até um amigo – mesmo que não muito próximo. Mas, sabe, ele é daquele tipo raro, abençoado pelos deuses, que conseguiu abrir caminho no mundo como bem quis. E nós?" Ele olhou de volta para Kota, com um sorriso encorajador. "A gente tem que ser mais criativo. E é isso que eu quero te ensinar hoje."

Mineta fez algumas poses exageradamente fofas para os clientes, inclinando a cabeça para o lado, piscando de forma encantadora e segurando a barra da saia do uniforme de maid com delicadeza. Cada movimento parecia calculado para arrancar risos e aplausos da plateia. Assim que os clientes se distraíram, ele voltou para Kota, que ainda parecia desconfortável, mexendo nervosamente na barra do avental.

"Você é forte, Kota. Vai ser um herói esplêndido," disse Mineta, com um sorriso sincero, mas o tom de sua voz tinha algo mais: uma firmeza que ecoava confiança. "Pense nisso como um treinamento. A capacidade de avaliar o público e antecipar seus anseios é a mesma habilidade que usamos para lidar com vilões. Além disso," ele inclinou levemente o corpo para frente, com um brilho brincalhão nos olhos, "essa é a oportunidade perfeita para homenagear a Mandalay, não acha?"

As palavras de Mineta reverberaram em Kota. Ele ficou em silêncio por alguns segundos, seus pensamentos viajando para o passado. Ele lembrou-se de quando viu Deku pela primeira vez, o herói que havia despertado sua admiração. Mas foi através de Deku que ele começou a enxergar outros heróis sob uma nova perspectiva, aprendendo a respeitá-los de verdade.

Ele pensou em seus pais, heróis que haviam perdido a vida, mas que tinham feito a diferença enquanto estiveram presentes. E pensou também em sua tia, Shino Sosaki, a Mandalay, cuja equipe, os Wild, Wild Pussycats, se dedicava ao trabalho heroico de resgates em áreas montanhosas – um trabalho árduo e muitas vezes ignorado pelos holofotes. Eles nunca buscavam a glória, mas sim fazer o que era certo, mesmo ocupando uma posição baixa no ranking de heróis.

Era por isso que ele havia escolhido o nome Aqua Cat: para homenagear a equipe de sua tia, que sempre fora sua maior inspiração.

De repente, Kota ergueu a cabeça, como se algo tivesse se acendido dentro dele. Ele respirou fundo e olhou para Mineta com determinação. "Pode contar comigo, Winenight. Nyah!"

Com um sorriso adoravelmente forçado, mas crescente em confiança, Kota saiu correndo para atender os clientes, agora assumindo uma atitude mais meiga. Cada frase que dizia vinha acompanhada de um "nyah," enquanto fazia gestos exagerados, quase como se estivesse realmente se transformando em um pequeno gato.

Mineta, observando a cena, cruzou os braços com um sorriso cheio de orgulho. Ele sabia que algo havia mudado em Kota. O que ele não sabia era o quão profundamente suas palavras e ensinamentos haviam plantado raízes no coração do garoto.

Mineta correu em direção ao som da explosão, mas desta vez, sem nem tempo para tirar o uniforme de maid. O vestido balançava com o vento enquanto ele saltava sobre escombros, as meias até a coxa e o avental branco chamando atenção de quem passava, mas ele não se importava. Seu foco estava na batalha à frente.

Quando chegou à cena, viu Bakugo enfrentando o vilão gelatinoso, o chão ao redor marcado por crateras e fumaça. Bakugo estava atacando sem parar, mas o vilão continuava a se regenerar, rindo a cada explosão.

"Que droga é essa?!" gritou Bakugo ao ver Mineta surgir correndo, ainda vestido de maid. "Por que diabos você tá vestido assim, cabeça de uva?! Perdeu uma aposta ou coisa do tipo?"

Mineta parou por um momento, ajeitando a saia do vestido como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ele ergueu a cabeça, olhando para Bakugo com um sorriso confiante. "Primeiro de tudo, eu não sou mais cabeça de uva. Meu nome de herói é Winenight agora. E segundo..." Ele fez uma pausa dramática, dando uma volta rápida para mostrar o uniforme de maid. "Isso é marketing de alto nível. Não esperaria que você entendesse."

Bakugo ficou boquiaberto por um segundo, mas logo seu rosto se contorceu em uma mistura de irritação e descrença. "Você tá brincando, né? Estamos no meio de uma batalha, e você aparece vestido assim?!"

"E quem é que salvou sua pele na última vez que eu tava de roupa normal?" Mineta respondeu com um tom provocador. "Não importa o que eu esteja vestindo, Dynamight. Importa é o que eu faço. Agora cala a boca e presta atenção."

Bakugo bufou, mas antes que pudesse responder, Mineta notou algo estranho no telhado próximo. Uma sombra se movia, quase imperceptível, mas o reflexo das garras brilhando sob a luz chamou sua atenção.

"Cuidado atrás de você!" gritou Mineta, arrancando uma bola adesiva de sua cabeça e lançando-a com precisão no vilão camaleão que estava escondido.

O ataque surpresa foi interrompido quando a bola grudou no vilão, colando-o no telhado. Bakugo girou no mesmo instante, sua explosão rápida e letal acertando o camaleão antes que ele pudesse reagir.

"Você tem olhos bons, eu admito," resmungou Bakugo, olhando para o vilão nocauteado. Ele virou para Mineta, ainda irritado. "Mas eu ainda não consigo levar você a sério com essa droga de roupa."

Mineta deu de ombros com um sorriso presunçoso. "Talvez seja por isso que eles me subestimam, Dynamight. E talvez seja por isso que eu sempre consigo surpreender."

Bakugo bufou novamente, mas dessa vez havia um leve sorriso no canto dos lábios. "Tá, Winenight. Você venceu essa. Mas da próxima vez, tenta usar algo menos... ridículo."

Mineta estalou os dedos e fez uma pose exagerada. "Ridículo? Isso aqui é estilo, meu caro. Agora, se me dá licença, acho que salvei sua vida de novo."

"Nem começa..." Bakugo murmurou, mas dessa vez o tom era menos agressivo.

Mineta não pôde deixar de sorrir para si mesmo. Ele sabia que, apesar das críticas, tinha ganhado mais respeito naquele momento – vestido de maid ou não.

Enquanto Bakugo ainda se recuperava da surpresa da presença de Mineta, um vulto elegante e determinado surgiu de dentro do maid café. Era Momo Yaoyorozu que também percebeu a explosão e resolveu agir.

Com uma expressão séria, Momo criou rapidamente algumas cápsulas de nitrogênio líquido em suas mãos, jogando-as em direção ao vilão gelatinoso.

"O ponto fraco de algo com essa estrutura deve ser o congelamento rápido," explicou Momo, enquanto as cápsulas atingiam o corpo do vilão. O nitrogênio líquido começou a endurecer a gelatina, tornando-a quebradiça e limitando seus movimentos regenerativos.

"Bom trabalho, Yaoyorozu!" gritou Bakugo, aproveitando o momento para preparar seu golpe final. Ele saltou para o ar, acumulando uma explosão concentrada em sua mão.

"Hora de acabar com isso!" rugiu Bakugo, mirando o centro de massa do vilão gelatinoso agora parcialmente congelado. Ele lançou a explosão com toda a força, criando um impacto que ecoou pela rua.

O vilão caiu inconsciente, seus pedaços endurecidos espalhados pelo chão. Mas Bakugo, como sempre, subestimou o alcance e a potência do golpe. A onda de choque se espalhou pela área, levantando poeira e derrubando Mineta e Momo, que estavam muito perto.

Mineta foi jogado para trás e caiu em cima de algo macio. Por um momento, ele piscou, confuso, sentindo o chão... Não, não era o chão. Quando a poeira baixou, ele percebeu que estava sentado diretamente no rosto de Momo, que estava caída de costas, atordoada.

"Ahhh! O quê?!" gritou Mineta ao perceber a situação. Ele se levantou de imediato, com as mãos erguidas como se estivesse se rendendo, o rosto completamente vermelho de vergonha.

Momo abriu os olhos lentamente, ainda um pouco zonza, e se deparou com a imagem de Winenight, cujo grande traseiro havia acabado de estar literalmente em seu rosto. Por um breve momento, ela se sentiu estranhamente embriagada com a sensação, a falta momentânea de ar e o cheiro intenso de uvas que ainda pairava no ar. Algo primal ameaçou despertar dentro dela, mas o momento foi interrompido quando Mineta, totalmente constrangido, se levantou de vez.

"Mineta-kun... por que você estava... na minha cara?" perguntou Momo, tentando manter a compostura, embora seu rosto entregasse o embaraço.

Antes que Mineta pudesse articular qualquer desculpa, Bakugo explodiu em gargalhadas. Era raro vê-lo rir com tanto gosto, mas a cena havia sido simplesmente boa demais para ignorar.

"Isso foi sensacional! Talvez você tenha encontrado uma nova técnica de combate, Winenight! Derrubar vilões sentando na cara deles!" zombou Bakugo, segurando o estômago enquanto ria alto.

Mineta virou-se furioso, apontando o dedo para Bakugo. "Ei! A culpa é sua! Se você soubesse calcular direito suas explosões, isso nunca teria acontecido!"

Bakugo continuava rindo, sem dar a mínima para o protesto. Mineta, ainda resmungando, tentava recuperar o pouco de dignidade que lhe restava.

Já Momo, ainda que ligeiramente ruborizada, deu um pequeno sorriso enquanto balançava a cabeça. Por mais caótica e constrangedora que a situação tivesse sido, era inegável que eles haviam conseguido trabalhar bem juntos. Só talvez precisassem ajustar... os métodos.

"Acho engraçado você tentando discutir comigo vestindo um vestido," provocou Bakugo, com um sorriso debochado.

"Ei! Eu fico bonito nele!" retrucou Mineta, empinando o queixo e ajustando a saia do uniforme com um toque de drama.

"Anos agindo como um pervertido, e agora finalmente quer se tornar uma garota" retrucou Bakugo, cruzando os braços e soltando um suspiro impaciente.

Mineta deu um passo à frente, apontando um dedo teatralmente para Bakugo. "Eu sou um herói femboy que navega entre os dois gêneros. Transformo todas as minhas missões em verdadeiras obras de arte! Você pode ser poderoso, mas jamais será capaz de ser um herói femboy!"

Bakugo revirou os olhos, irritado. "Cale a boca, seu extra. Se eu quisesse emular Midnight, faria isso melhor que você!"

Os dois continuaram a discussão acalorada, suas vozes cheias de energia enquanto Momo, de lado, suspirava profundamente, já acostumada com o comportamento intenso de ambos.

Enquanto isso, Kim Yaoyorozu, a mãe de Momo, observava tudo de uma janela próxima. Com uma xícara de chá em uma mão e um doce na outra, ela analisava a cena com um sorriso sereno.

"Minha filha é tão eficiente," disse Kim para si mesma, orgulhosa do desempenho rápido e eficaz de Momo. No entanto, algo peculiar chamou sua atenção. Kim percebeu um certo rubor no rosto de Momo enquanto ela olhava para Mineta. Um rubor que Kim reconhecia bem.

A mãe Yaoyorozu ergueu uma sobrancelha com curiosidade e deu uma mordida no doce, refletindo em voz baixa. "Eu me pergunto... será que a libido dela vai despertar por causa da bunda de um shota?"

Com um leve riso para si mesma, Kim continuou a saborear seu doce, aparentemente se divertindo com a dinâmica caótica dos heróis diante dela.