Edward
Desde o momento em que desliguei o telefone, senti um peso esmagador no peito. Bella percebeu. Ela sempre percebe. Mas, dessa vez, ela não pressionou por respostas. Em vez disso, apenas permaneceu por perto, o olhar atento, como se esperasse que eu mesmo encontrasse as palavras para explicar o que estava acontecendo dentro de mim. Nós não dormimos depois daquilo.
As coisas ficaram mais difíceis quando ela saiu para o trabalho e Chloe não estava por perto para me distrair, e então eu fiquei sozinho com meus pensamentos até a hora de me juntar a Emmett e Rosalie para trabalhar.
Tudo o que restava era uma pergunta sufocante: o que mais ele escondeu?
Edward Cullen Sr. estava morto. Seu legado deveria ter morrido com ele. Mas agora, um estranho queria me fazer acreditar que havia algo mais. Algo grande o suficiente para me arrastar de volta para esse pesadelo. E, no fundo, eu sabia que não tinha escolha. Eu precisava saber.
— Ok, você vai nos dizer o que está acontecendo aqui? — a voz de Rosalie me tirou dos pensamentos abruptamente.
— Me desculpe?
— Você e Bella chegaram tarde ontem, você está distante desde a hora em que pisou aqui… Vai mentir que não há nada?
Respirei fundo antes de começar a falar. Sinceramente? Não valia a pena esconder nada deles.
— Vocês lembram de Jason Jenks? — perguntei. Os dois concordaram com a cabeça.
Contei sobre o encontro com ele ontem, sobre a conta bancária em nome de Chloe, o processo para torná-la herdeira do meu pai, a segunda pasta que ainda estava intocada e, por fim, a ligação hoje cedo.
— O que estamos esperando para abrir a pasta? Se tem algo pior lá dentro, não é melhor descobrir o mais cedo possível? — Emmett sugeriu.
Eu sabia que ele tinha razão, mas tinha medo. Uma herança era muito pouco perto do que meu pai era capaz de fazer, e eu não sabia se estava disposto a encarar as consequências do que quer que fossem aqueles documentos.
Puxei a pasta da mesa ao lado, estendendo para ele.
— Faça as honras, eu acho que não tenho coragem.
Emmett pegou o camalhaço de papeis e os colocou sobre a mesa. Era um monte de cartas, trocas de mensagens, documentos e e-mails impressos. Parecia um enorme quebra-cabeças. Ele puxou a primeira folha, como se escolhesse as cartas de um sorteio.
— É uma transcrição de mensagem. Você quer ler?
Neguei com a cabeça. Eu nem sabia se tinha estômago para isso depois dos e-mails do outro dia.
— Bem, lá vamos nós… — ele começou — Aqui diz: "Edward acha que pode ficar em Forks por muito tempo, mas não permitirei. Ele não vai fazer comigo o mesmo que sua mãe fez, uma traição. Ele voltará e vai cumprir o que eu planejo para ele. Carlisle pode tentar brincar de casinha o quanto quiser, mas este é o meu filho, não dele". Uh, pesado. Devo pegar o próximo?
Indiquei que ele seguisse. Rosalie estava ao meu lado agora, parecendo pronta para me segurar se eu caísse, mesmo que não fosse realmente capaz de suportar meu peso.
O próximo era um e-mail. Mais uma troca entre ele e Jenks, sobre a gravidez de Bella. A raiva e a frustração se misturavam dentro de mim, ele tinha informações de tudo e eu não sabia de nada. Eu não vi Bella grávida, eu não tinha conhecimento de absolutamente nada sobre aqueles nove meses, tudo que eu tinha eram algumas poucas fotos que ela tinha me mostrado e seu relato da noite em que Chloe nasceu.
— Ele odiava Bella. A odiava pelo que ela representava. Ele achava que ela não era boa para mim — falei, entredentes, como se alguém tivesse pedido uma justificativa. Ninguém tinha.
Rosalie inclinou a cabeça e encostou no meu ombro.
— É isso que você acha? Ou é o que ele fez você acreditar?
Meu coração começou a bater mais rápido. Minha mente girava.
— O que quer dizer?
Ela se aproximou ligeiramente, me empurrando para a cadeira.
— Eu não acho que ele fez tudo isso apenas porque achava que Bella não fosse o suficiente para você. Algo não está encaixando aqui. Vamos continuar lendo, vamos encontrar as respostas.
Emmett me passou um envelope grosso, parecia recheado de coisas. Minha respiração estava pesada quando abri e puxei os papeis de dentro. Meus olhos correram pelas páginas, absorvendo palavras soltas, fragmentos de uma história que eu não sabia existir. Registros bancários. Transferências suspeitas. Contratos assinados por Edward Cullen. O nome da minha mãe. Nomes de pessoas que eu não reconhecia.
Mas o maior problema de trabalhar com a lei era que, eventualmente, seu olho passa a ser treinado para identificar documentos logo de cara. E foi assim que a última folha fez meu estômago despencar. Um teste de DNA .E então, minha visão escureceu por um momento.
Meu nome estava ali. Meus olhos se levantaram lentamente para meus amigos à minha frente. Minha voz saiu rouca, quase inaudível.
— Isso é um erro..
Minha mente lutava para processar a informação diante de mim. Eu não podia acreditar. Eu não queria acreditar. Mas os números estavam ali. A verdade estava ali. E ela mudava tudo.
— Edward, o que é? — a voz de Rosalie parecia muito longe agora.
Quando não respondi, ela puxou os papéis da minha mão e um som muito estranho saiu da sua garganta, como se ela estivesse engasgada. Emmett também estava lendo e seus olhos estavam arregalados.
— Edward… Esse era o motivo para ele querer que você ficasse longe. Isso é o que ele se refere quando fala que você não iria traí-lo como sua mãe fez.
Eu conseguia ver minha agonia refletida nos olhos dos dois. Tive medo que meu coração parasse em algum momento, de tão rápido que estava batendo. Minha respiração estava curta.
— Ele escondeu isso por anos. E morreu sem nunca me contar.
— A verdade sempre encontra um jeito de vir à tona, Edward… — agora, Rose estava ajoelhada na minha frente, segurando minhas mãos.
O silêncio entre nós era pesado. E então, Emmett disse as palavras que selaram o meu destino:
— Você passou a vida inteira chamando o homem errado de pai.
O mundo girou ao meu redor. E, pela primeira vez, percebi que eu nunca soube quem eu realmente era. O ar naquela sala parecia rarefeito. Minha mente lutava para processar o que estava diante de mim, mas as palavras no papel continuavam gritando sua verdade impiedosa: Edward Cullen não era meu pai.
Minha respiração estava curta, cada batida do meu coração soando como um martelo dentro do peito. Emmett agora estava mexendo novamente nos papeis na mesa, procurando uma resposta, como se nossas vidas dependessem disso. E então, ele levantou outra pilha de folhas.
— Quem? — minha voz saiu rouca, quase inaudível.
Meu melhor amigo respirou fundo, seu olhar carregado de algo que parecia... piedade?
— Eu sinto muito, Edward — disse, antes de prosseguir e me estender uma delas.
Com os dedos trêmulos, puxei o papel que ele oferecia para mim. E ali, no topo da página, estava o nome que virou meu mundo de cabeça para baixo.
Carlisle Cullen. O choque me atingiu como um soco. Eu pisquei, uma, duas vezes, como se isso pudesse mudar o que eu estava vendo. Carlisle. Meu tio. O irmão do meu pai. Meu sangue gelou, um arrepio percorreu todo o meu corpo.
Emmett continuou lendo, sua voz baixa e chocada.
— Edward sabia desde o começo que você não era filho dele. Mas, por alguma razão, ele decidiu criar você como se fosse. Sua proximidade com Bella o faria ficar em Forks, e a verdade apareceria.
O nome dela me atingiu como uma lâmina afiada. Bella. Eu não fazia ideia de como isso poderia afetá-la, mas sabia que afetaria. Porque tudo entre nós, tudo que fomos e tudo que poderíamos ser, agora estava envolto nessa mentira.
Eu me levantei abruptamente, sentindo meu peito subir e descer de forma irregular. O mundo ao meu redor parecia girar.
— Isso não pode ser verdade.
Minha mente foi inundada por memórias. Os olhares duros. Os momentos de distância. As palavras nunca ditas. Edward nunca me tratou como um filho de verdade. E agora eu sabia por quê.
Eu estava sufocando. Sem dizer mais nada, me virei e saí do escritório.
A tarde estava fria, mas eu mal sentia. Caminhei até o carro em transe, meu corpo movendo-se automaticamente enquanto minha mente ainda tentava encontrar alguma lógica para aquilo.
Carlisle. Meu tio. Meu pai. As palavras não faziam sentido juntas. Ele sabia disso e me escondeu a vida inteira? Não, não poderia ser… Carlisle era bom, ele jamais faria isso comigo.
Me apoiei contra a lateral do carro, respirando fundo, tentando encontrar alguma estabilidade na realidade ao meu redor. Mas tudo parecia distante, distorcido. Eu sentia cada milímetro do meu corpo sendo preenchido pelo pânico. Meu celular vibrou no bolso da jaqueta.
Bella.
Eu fechei os olhos com força, como se pudesse afastar a culpa que já começava a se instalar em meu peito. Ela não sabia. Ela não fazia ideia da bomba que acabara de explodir dentro de mim. E eu não sabia como contar. Recusei a chamada.
Eu dirigi sem pensar, sem rumo, até perceber que estava parado no estacionamento do Hospital Geral de Forks. Carlisle estava de plantão naquele dia.
Saí do carro, meu corpo inteiro tenso. Caminhei pelos corredores até seu consultório, o hospital estava vazio e ninguém me interceptou. Entrei sem bater.
Nossos olhares se encontraram, e o choque no meu rosto foi refletido no dele quando percebeu meu estado.
— Edward, o que…? — sua voz saiu baixa.
Minha garganta queimava com a raiva que preenchia meu corpo todo.
— Diga que é mentira — eu joguei os documentos em cima dele.
Carlisle fechou os olhos por um momento, como se soubesse que aquela conversa era inevitável, e começou a ler. O silêncio entre nós era insuportável.
— Você sabia? — minha voz saiu mais dura do que eu pretendia.
Ele passou a mão pelo rosto, parecendo cansado.
— Não, mas sabia da possibilidade.
A resposta foi um golpe.
— Então é verdade — minha voz vacilou.
Carlisle assentiu lentamente.
— Mas não foi do jeito que você está pensando. Eu nunca quis que fosse assim, Edward.
Eu soltei um riso seco, incrédulo.
— O que você queria então? Mentir a vida toda?
Ele não negou. E isso doeu ainda mais.
— Por quê? — minha voz quebrou — Se você sabia que poderia ser meu pai, por que não me contou no instante em que cheguei aqui?
Carlisle respirou fundo, sua expressão carregada de dor.
— Porque não era minha escolha, Edward. Sua mãe nunca contou nada, não cabia a mim cavar nessa história.
Eu balancei a cabeça, sem acreditar.
— Isso não faz sentido. Você poderia ter me contado a verdade quando eu já era adulto. Poderia ter evitado tanta coisa…
Um pensamento me ocorreu, tornando tudo muito pior.
— Esme sabe?
Ele negou com a cabeça baixa. Covarde. Exatamente igual ao irmão.
— Eu não queria perder vocês.
Um silêncio mortal tomou conta da sala. Minhas mãos estavam congeladas ao lado do corpo.
— Bem, meus parabéns! Acabou de perder o primeiro. E não pense em colocar os olhos na minha filha de novo, vovô.
Me virei e saí pela porta antes que ele pudesse tentar me impedir. Eu precisava de ar. Eu precisava de tempo. Mas, acima de tudo, precisava de Bella. Precisava de Chloe. Da minha família.
O caminho até a casa de Bella foi um borrão. Quando cheguei, hesitei por um momento antes de tocar a campainha, sem saber se todos já teriam voltado do trabalho. Ela atendeu quase que imediatamente. Seus olhos se suavizaram ao me ver, mas ela então franziu a testa ao notar minha expressão.
— Edward, o que houve?
Eu queria dizer que estava tudo bem. Queria fingir que nada tinha mudado. Mas então, sem conseguir evitar, minha voz saiu despedaçada:
— Eu não sou quem pensei que era, Bella.
A confusão tomou conta de seu rosto.
— Do que você está falando?
Meus olhos se fixaram nos dela.
— Meu pai… não é meu pai.
Bella ficou imóvel, seu rosto empalideceu ligeiramente. Éramos dois em choque. E então, em um sussurro:
— Quem, então?
Engoli em seco, minha voz saindo trêmula.
— Carlisle.
Os olhos de Bella se arregalaram em choque.
— O que?
Assenti, sentindo a palavra "tio" se tornar um fardo impossível de carregar. O silêncio entre nós era esmagador. Mas então, sem hesitação, Bella deu um passo à frente e segurou meu rosto entre as mãos.
— Isso não muda quem você é, Edward.
Mas mudava. Mudava tudo. Eu só não sabia como ainda. Porque se Carlisle era meu verdadeiro pai, toda a minha vida tinha sido construída sobre uma mentira. A mãe que eu idealizei não existia, o homem que me criou não era meu pai.
— E se mudar? — minha voz saiu baixa, quebrada — E se eu não sou quem você pensa que sou, Bella?
Ela encostou a testa na minha, os olhos brilhando com determinação.
— Você acha que um nome em um pedaço de papel pode apagar quem você é? A forma como você me ama, como cuida de quem está ao seu redor? Quem você é comigo? Com a Chloe?
O nome da nossa filha fez algo dentro de mim vacilar. Minha respiração ficou pesada, e eu passei a mão pelo cabelo, tentando organizar os pensamentos.
Bella suspirou, dando um passo para trás.
— Venha.
Eu a segui para dentro da casa sem pensar. Ninguém questionou quando passamos pela sala, seguindo diretamente para o pequeno escritório nos fundos. O ambiente estava silencioso, exceto pelo som do monitor da babá eletrônica do quarto de Chloe, transmitindo sua respiração tranquila.
Bella me conduziu até o sofá e se sentou ao meu lado, virando-se para mim.
— Ela acabou de dormir — explicou, dando uma olhada para o monitor — O que mais você descobriu?
A pergunta pairou no ar. Eu fechei os olhos por um instante, sentindo o peso da noite esmagar meus ombros.
— Carlisle sabia da possibilidade, mas nunca me contou. E meu pai… ele sabia também, ele fez um exame de DNA. Ele me criou sabendo que eu não era dele, mas o tempo todo me tratou como se eu fosse uma obrigação. Como se... eu fosse um fardo — eu tentei respirar fundo, mas o ar não veio como eu esperava — Bella… Ele me manteve em Londres para que eu não descobrisse isso? E se não fosse sobre nós, no fim das contas, mas acabamos sendo um dano colateral?
Bella deslizou sua mão sobre a minha, entrelaçando nossos dedos.
— Não vamos pensar nisso agora, por favor…
Eu balancei a cabeça.
— Eu não sei o que pensar.
Porque essa era a verdade. Eu não fazia ideia de como processar essa descoberta. Tudo o que eu sabia era que precisava de tempo. Bella estudou meu rosto por um momento antes de suspirar.
— Sei que você precisa de espaço para lidar com isso, mas... não faça isso sozinho, Edward. Não se feche para mim. Para nós. Você pode ficar aqui se preferir não voltar lá agora.
Havia um medo genuíno em sua voz, e isso apertou meu coração. Eu sabia o que ela temia. Ela temia que essa revelação me afastasse dela. Mas a verdade era que Bella era a única coisa que ainda fazia sentido. Minha mão apertou a dela.
— Eu não vou a lugar nenhum.
E era uma promessa, que ela levou bem a sério quando me convidou para passar a noite com ela e Chloe. Como se eu conseguisse dormir… Passei horas observando as duas ao meu lado.
O dia chegou com uma sensação de irrealidade. Bella insistiu para que eu ficasse para o café da manhã, e por um momento, apenas observar Chloe brincar com seus pedaços de panqueca me deu um vislumbre de normalidade.
Mas não havia como fugir da tempestade. Então, depois de me despedir de Bella com um beijo demorado e de Chloe com um abraço apertado, eu fui encarar Carlisle.
Dessa vez, não havia hesitação quando passei pela porta da casa, que foi aberta rapidamente. Carlisle estava lá, me esperando.
Seu rosto estava carregado de algo que parecia cansaço, espelhando o meu.
Eu entrei sem dizer nada, passando direto por Esme, que observava tudo com uma expressão preocupada. No escritório, o silêncio foi o primeiro a falar. Até que eu quebrei isso.
— Por que você nunca me contou?
Carlisle fechou os olhos por um segundo antes de responder.
— Porque eu tinha medo do que isso faria com você.
— Não — minha voz saiu afiada — Você teve medo do que isso faria com você. Com sua vida perfeita.
Ele suspirou pesadamente.
— Não era assim tão simples, Edward. Seu pai…
— Não era meu pai! — o grito saiu antes que eu pudesse me conter, minha raiva explodindo — Ele nunca foi. E você permitiu que eu acreditasse nessa mentira! Você me deixou crescer ao lado de um homem que nunca me quis, que fez de tudo para me afastar de Bella, que destruiu anos da minha vida, enquanto você ficou de braços cruzados!
Carlisle fechou os olhos, como se minhas palavras fossem um golpe físico.
— Eu errei — sua voz era grave, dolorosa — Eu sei disso. Mas não pense nem por um segundo que foi fácil para mim. Não pense que eu não quis lutar por você.
Ele me olhou nos olhos, e pela primeira vez, vi algo quebrado ali.
— Você acha que foi fácil para mim? Você acha que foi fácil ficar calado enquanto meu irmão tentava controlar sua vida? Mesmo que eu não fosse o seu pai, Edward, era minha obrigação te proteger.
Eu engoli em seco.
— Então por que não fez?
Carlisle respirou fundo antes de responder.
— Porque eu tinha medo de que, se você soubesse, me odiasse. Você venerava a sua mãe, como eu poderia arruinar isso?
A dor em sua voz era real. E, por mais que quisesse me agarrar à raiva, algo dentro de mim começou a vacilar. Esme. Eu me levantei, sentindo que não poderia ficar ali por mais tempo. Antes de sair, Carlisle disse, quase num sussurro:
— Eu sempre te amei, Edward. Mesmo que você não acredite.
Fiz o caminho de volta até o carro, ignorando o olhar desesperado de Esme. Ela tinha ouvido tudo, imaginei. Nós dois éramos as vítimas aqui, mas eu não tinha condições de encará-la agora.
Voltei para a casa de Bella sem saber exatamente por quê. Mas quando ela abriu a porta e olhou para mim, soube que era exatamente onde eu precisava estar.
Sem dizer uma palavra, ela me puxou para dentro e me envolveu em um abraço apertado. Foi ali, nos braços dela, que eu finalmente deixei tudo desabar em lágrimas e soluços.
Bella não disse nada. Ela apenas ficou ali, segurando-me, como se soubesse que, às vezes, silêncio é a única resposta necessária. E foi naquele momento que eu entendi: eu não precisava de todas as respostas. Eu só precisava delas. Bella. Chloe. Minha família. A única verdade que realmente importava.
