Santuário – Casa de Peixes
Atenas – Grécia
07:45 AM
Mulder tinha acabado de sair, e o silêncio que ficou na Casa de Peixes durou exatos cinco segundos. Milo foi o primeiro a quebrar, jogando a cabeça para trás e soltando uma gargalhada sem qualquer decoro.
" Ah, cara, essa vai entrar pros anais do Santuário!" Ele limpou uma lágrima imaginária do canto do olho. "O sujeito dorme, acorda e descobre que tá preso num triângulo energético interdimensional. Isso sim é ter um péssimo dia."
Máscara de Morte estalou a língua. "Triângulo energético? Que é isso, ta maluco cazzo?"
Milo fez um gesto vago. "Ué, Poseidon, Kanon, a agente Scully... ih, errei a conta, era quarteto não era? "
Aldebaran soltou um suspiro. "Olha, eu sei que é engraçado, mas o cara vai precisar de um apoio. Isso aqui não é só zoação, o cara ta quebrando, gente!"
"Se fosse só um problema emocional, tudo bem," Shura murmurou, cruzando os braços. "Mas se a agente Scully estiver mesmo conectada com a Criatura de alguma forma... então isso continua bem perigoso."
Aiolia fez uma careta. "E a gente já tá lidando com o suficiente sem precisar que o agente Mulder entre em surto."
Afrodite arqueou uma sobrancelha. "E quem vai explicar isso pra ele sem que ele quebre alguma coisa no processo?"
Milo apontou para Shura. "Você é o menos irritante de nós todos. Seu senso de dever pode ajudar."
Shura soltou um longo suspiro. Ele já sabia que ia acabar sobrando pra ele.
"Eu vou lá atrás dele."
Ele saiu, deixando um grupo de cavaleiros que claramente estavam se segurando para não rir mais.
Máscara de Morte apoiou-se contra a cadeira, ainda dolorido, mas com uma expressão impaciente.
" Agora, algo me parece injusto." Ele virou-se para Shaka, que tentava recuperar a dignidade. "Eu fui jogado no inferno, sacudido, quase explodido e possuído. E você, Virgem, tem insights transcendentes?"
Mu, que estava ao lado de Shaka, fez o possível para não enterrar o rosto nas mãos. Aiolia ficou sem palavras. Aldebaran não aguentou, tinha que rir.
Afrodite estreitou os olhos, cruzando os braços. "Já vai começar a grosseria..."
Máscara revirou os olhos. "Ué, pelo menos ele não tá morrendo." Soltou um muxoxo "Aquele cosmo quase me arrombou, porca miséria..."
Shaka fechou os olhos como se estivesse tentando se desconectar dessa realidade e fugir para outra dimensão onde essa conversa não estivesse acontecendo.
Afrodite continuava olhando para Máscara.
"Isso não importa," ele disse, forçando um tom de seriedade. "O que importa é entender o motivo de algumas pessoas sentirem essas reverberações e outras não."
"Eu ainda acho injusto," Máscara resmungou. "Não, e ainda estragou a noite, fiquei no zero a zero."
Peixes revirou os olhos. "Só olha pro teu umbigo né carcamano."
Máscara percebeu a expressão de Afrodite.
O cavaleiro de Peixes suspirou dramaticamente. "Alguém precisa manter alguma compostura nesse ambiente, e definitivamente não serão vocês. Então..." Ele se levantou, lançando um olhar significativo para os demais. "Vou ver se Shura precisa de alguma ajuda com Mulder."
E então, sem mais palavras, Afrodite saiu da sala.
Milo observou a saída dele e então olhou para os outros.
"É impressão minha ou ele só queria sair antes de ouvir mais besteira?"
Mu suspirou. "Provavelmente."
Aiolia cruzou os braços. "Mas o Aldebaran tem razão. Precisamos pensar em como ajudar o Mulder, porque isso está longe de acabar."
O grupo finalmente ficou sério.
"Ele já aguentou muito," Aldebaran disse. "E essa pode ser a gota d'água."
Mu olhou na direção por onde Mulder tinha saído.
"Até onde eu sei, a agente Scully realmente gosta dele. Independentemente do que esteja acontecendo no Japão, acredito piamente que isso não mudou." O ariano refletiu "Não seria justo ele desistir dela."
O grupo assentiu.
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Santuário
Atenas – Grécia
07:55 AM
Shura desceu os degraus da Casa de Peixes com passos largos. Mulder saiu de lá como um homem prestes a explodir. E, honestamente, Shura não podia culpá-lo.
Ouviu passos leves atrás de si e não precisou olhar para saber quem era.
"Por que você veio?" Perguntou sem diminuir o ritmo.
Afrodite ajustou a postura e continuou ao lado dele, cruzando os braços. "Porque eu sei quando um desastre está prestes a acontecer e, francamente, ninguém quer Mulder vagando pelo Santuário e esbarrando em verdades que ele ainda não está pronto pra ouvir."
Shura bufou. "Ele já ouviu o bastante."
"Você acha?" Afrodite arqueou uma sobrancelha. "Porque eu acho que o pior ainda está por vir."
Os dois continuaram descendo até alcançarem o caminho que levava aos chalés. Mulder estava ali, de pé, com as mãos nos quadris, encarando a paisagem como se a força do olhar pudesse explodir alguma montanha ao longe.
Os dois cavaleiros se aproximaram com cautela.
"Agente Mulder," Shura começou mantendo o tom neutro.
"Não agora, Shura," Mulder cortou, sem sequer olhar para ele.
Afrodite inclinou a cabeça, estudando o agente. "Respiração acelerada, tensão nos ombros... Se eu não soubesse melhor, diria que você está tentando se convencer a não socar alguém."
Mulder finalmente olhou para eles. "E você estaria absolutamente certo."
Shura trocou um olhar com Afrodite antes de cruzar os braços. "Eu sei que isso tudo foi um choque—"
"Um choque?" Mulder riu sem humor. "Não, um choque foi quando eu descobri que alienígenas existiam. Isso?" Ele apontou para trás, em direção à Casa de Peixes. "Isso é tortura."
Afrodite suspirou e se aproximou um pouco mais. "Mulder... ninguém aqui está tentando te torturar. E, pelo que sei, ninguém fez nada contra a vontade."
A mandíbula do agente endureceu. "Eu sei disso."
Shura inclinou levemente a cabeça. "Então qual exatamente é o problema?"
Mulder virou-se totalmente para os dois. " O problema é que, por anos, eu fui o único a estar ali. O único ao lado dela. O único que ela confiava, que protegia. O único que sabia o que fazer quando tudo dava errado. E agora..." Ele riu, mas era um riso amargo. "Agora tem um cara que ela conhece há uma semana e ele conseguiu algo que eu nunca consegui. Como diabos eu venço uma coisa assim?"
O silêncio pesou.
Afrodite observou Mulder por um instante antes de falar, sua voz suave, mas sem perder a firmeza.
"E se eu te dissesse que isso que está acontecendo com ela... não é só desejo?"
Mulder piscou, hesitando por um segundo. "...Como assim?"
Shura aproveitou a brecha. "O que sabemos até agora é que a Criatura tentou impedir que isso acontecesse. Se essa conexão fosse puramente física, ela teria reagido desse jeito?"
Mulder franziu a testa.
Afrodite continuou. "Existe algo maior acontecendo, algo que envolve a Criatura," Não podia mencionar Poseidon, não ainda "...e a sua parceira. Mas isso não significa que ela tenha te esquecido. Nem que o que vocês têm não seja real."
O agente passou as mãos pelo rosto, exausto. "Então o que eu faço com isso? Finjo que não está acontecendo? Finjo que não me importo?"
Shura suspirou. "Você tem duas opções. Pode sair por aí descontando sua frustração no primeiro que pisar no seu pé... ou pode entender que isso ainda não acabou."
Mulder olhou para ele.
"O que quer dizer?"
Afrodite cruzou os braços. "Eu quero dizer que, se há uma peça solta nessa história, é você."
O silêncio pairou entre eles.
Mulder respirou fundo e soltou devagar. Ele ainda não sabia como digerir tudo isso, mas uma coisa era certa...
Ele não ia desistir dela.
"Ok," ele finalmente disse. "O que eu preciso saber?"
Shura e Afrodite trocaram um olhar rápido.
"Bom," Afrodite sorriu de leve. "Primeiro, talvez você queira se sentar."
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Santuário – Templo de Atena
Atenas – Grécia
08:15 AM
O Templo de Atena estava silencioso. A luz suave da manhã se filtrava pelos vitrais altos, tingindo o mármore com tons dourados e lilases. O ar era fresco, mas carregado de uma tensão silenciosa. Saori estava de pé na sacada, os braços cruzados diante do corpo, o olhar fixo no horizonte. A jovem deusa não havia dormido. Sua mente estava em constante ebulição desde os eventos da madrugada.
Ela sentia. As coisas estavam acontecendo de uma forma totalmente inesperada, esperava rastrear uma criatura extraterrestre em fuga, mas agora... agora estavam lidando com um tipo de poder que ela ainda não sabia como lidar.
Porque era um poder que emanava dos instintos mais primitivos, inclusive com os quais ela mesma nunca teve contato nessa vida.
Saga observava Saori em silêncio, sentado na beira do divã que havia no aposento. Ele também não dormira. Seu corpo ainda carregava o peso da recuperação, mas sua mente, como a dela, não conseguia descansar.
"Você está preocupada," ele murmurou.
Saori não se virou, mas sua respiração ficou mais pesada.
"É claro que estou," ela respondeu, a voz mais baixa do que pretendia. "Isso que está acontecendo... eu deveria entender... mas não entendo."
Saga se levantou devagar e caminhou até ficar ao lado dela. Sua presença era imponente, mas ao mesmo tempo, sempre carregava algo delicado quando se tratava dela.
"Não é apenas sobre a Criatura, é?" Ele perguntou, estudando o perfil dela.
Saori hesitou.
Não, não era só isso. Ela apertou os braços ao redor de si mesma.
Saga olhou para ela com mais atenção.
Saori sentiu um arrepio lhe subir pela espinha.
"O que não entendo é…" Ela respirou fundo. "Por que agora? Por que... desse jeito? Se Poseidon está tentando se conectar com a agente Scully… isso significa que algo dentro dela pode ser... importante para ele."
Saga fechou as mãos em punhos. O próprio nome de Poseidon já era suficiente para reabrir feridas dentro dele. Ele se lembrava da guerra. Da influência do Deus do Mar sobre Kanon. Do quanto aquele poder havia devastado tudo ao seu redor.
Saori virou-se para ele. "Saga. O que fazemos?"
Saga olhou para o céu. A luz do sol tocava seu rosto, mas não trazia nenhum conforto.
"Esperamos Kanon voltar," ele disse, por fim. "Mas quando ele voltar... algo me diz que não seremos nós que estaremos preparados para a verdade. E sim, a verdade que estará preparada para nós."
Saori assentiu. Ela sabia que Saga estava certo.
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Fundação Graad
Tóquio – Japão
11:07 PM (horário local)
O vapor quente da água preenchia o banheiro luxuoso da penthouse. O som do chuveiro ainda corria ao fundo, mas Scully não se movia. Ela estava ali, em pé, descalça sobre o piso frio, vestida apenas na fina toalha branca que envolvia seu corpo.
E olhava para si mesma no espelho.
Seu reflexo a encarava de volta. O cabelo solto, um pouco mais bagunçado do que o normal, algumas ondas ainda marcadas pelo peso do travesseiro e das mãos que o puxaram durante a última hora. A pele corada, marcada em pontos onde a boca e os dedos de Kanon haviam deixado seu rastro. O brilho nos olhos...
Scully engoliu em seco.
Ela não se reconhecia.
A mulher que olhava para ela através daquele espelho parecia diferente. Algo nela estava mais... vivo. Algo nela parecia estar transbordando de dentro para fora, uma força que ela nunca soube que possuía.
Ela deslizou a ponta dos dedos pelo próprio pescoço, sentindo a temperatura quente da própria pele. Seu corpo ainda vibrava levemente, como se a eletricidade dos últimos dias ainda percorresse seus nervos, teimando em permanecer ali.
E isso a incomodava.
Ela sempre se orgulhou de seu controle. Sempre soube exatamente quem era, o que queria, e até onde podia ir. Mas agora? Agora havia algo dentro dela que não respondia a nenhuma lógica. Algo que não era apenas físico, mas também não era apenas emocional.
Ela franziu a testa levemente, tentando juntar os próprios pensamentos.
Foi quando sentiu a presença dele.
Mesmo sem o reflexo, ela teria sabido. O ar no cômodo pareceu mudar no instante em que Kanon apareceu na porta. Ele encostou-se no batente com a facilidade de alguém que já conhecia cada centímetro daquele espaço, os braços cruzados sobre o peito nu, a respiração calma, mas os olhos...
Os olhos estavam nela.
Scully prendeu o ar por um instante, mas não desviou o olhar do espelho.
Ele também não desviou.
"Você está há um tempo aí." A voz de Kanon soou baixa, mas carregada de algo afiado, perspicaz.
Scully piscou devagar. "E você está me observando."
O canto da boca dele ergueu-se em um sorriso breve. "Sempre."
Ela soltou um suspiro e finalmente virou-se para encará-lo diretamente. Kanon a estudava como se estivesse tentando decifrar algo. Como se visse tudo o que estava acontecendo dentro dela, antes mesmo que ela pudesse colocar em palavras.
Scully apertou a toalha ao redor do corpo, cruzando os braços. "Eu só... precisava de um momento."
Kanon inclinou a cabeça levemente. "Para entender o que mudou?"
Ela não respondeu.
Ele sorriu de canto e finalmente entrou no banheiro, caminhando até parar atrás dela. Eles estavam próximos o suficiente para que Scully sentisse o calor que emanava dele. Mas, dessa vez, ele não tocou. Apenas olhou para o espelho, vendo o que ela via.
Scully desviou o olhar.
"Você se enxerga diferente agora." Ele disse, sem tirar os olhos do reflexo dela.
Ela apertou os lábios "Sim," admitiu, num sussurro.
Kanon a encarava através do reflexo, a intensidade nos olhos azuis queimando contra os dela. "Tem algo dentro de você que está despertando. Algo que sempre esteve aí. Você apenas... nunca deixou sair."
Scully olhou para ele por mais um momento antes de soltar um longo suspiro.
"Eu só queria me sentir... no controle."
Kanon a observou por mais um instante antes de levantar uma das mãos e tocar a lateral do rosto dela, depois deslizou os dedos pelo pescoço alvo até desatar com destreza a toalha que a cobria.
Ela encontrou o próprio olhar outra vez.
"Então olhe para si mesma," ele murmurou contra sua orelha, a respiração quente roçando sua pele. "E me diga se essa mulher diante de você parece fora de controle."
Scully respirou fundo.
Naquele instante, ela soube: não estava fora de controle.
Ela estava livre.
O silêncio foi quebrado apenas pelo som da respiração deles. E então, Kanon moveu-se, a mão descendo lentamente pelo braço dela, os dedos roçando sua pele até encontrar os dela. Ele pegou sua mão e a puxou levemente.
"Vem comigo."
Scully hesitou por um segundo, mas então, deixou-se levar.
O vapor ainda pairava no ar enquanto ele a conduzia para a grande banheira cheia, a água quente chamando seus corpos como uma promessa.
Ela entrou primeiro, deslizando na água, sentindo o calor envolvê-la. Kanon veio logo atrás, sem quebrar o contato visual.
E ali, no meio do vapor, da água quente e dos toques suaves que vinham a seguir, eles esqueceram do mundo mais uma vez.
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Santuário – Casa de Virgem
Atenas – Grécia
04:15 PM
A atmosfera no templo de Virgem era serena, mas apenas na superfície.
Mu e Shaka haviam passado as últimas horas em uma conversa tranquila, tentando recuperar algum senso de normalidade depois da madrugada caótica. Mas Shaka sabia que não havia normalidade a ser recuperada. Não para ele.
Porque ele ainda sentia.
A tensão sutil em seu corpo não dissipava. Ele tentava ignorar. Tentava controlar. Mas cada nova onda de energia que vinha do Japão o atingia como uma maré inevitável.
E então, aconteceu de novo.
Os olhos lilases de Mu captaram o exato momento em que Shaka ficou imóvel, a respiração falhando por uma fração de segundo. Em seguida, o corpo do cavaleiro de Virgem estremeceu, e Mu não teve dúvida.
Outra onda.
Instintivamente, ele segurou as mãos do amigo com firmeza, um gesto de apoio silencioso. Mas, assim que o fez, um choque elétrico atravessou seu próprio corpo.
Mu prendeu a respiração.
—O que... foi isso?
Era como se a energia que Shaka estava tentando conter tivesse encontrado um novo canal para fluir. E esse canal... era ele.
Shaka abriu os olhos e travou o olhar no dele. O brilho azul profundo estava diferente. Intenso demais. Vidrado demais.
Mu sentiu um arrepio percorrer sua espinha.
E então, outra onda veio.
O corpo de Shaka arqueou levemente, os dedos se apertando ao redor dos de Mu. A respiração dele ficou mais pesada, os lábios entreabertos.
Mu ficou paralisado.
E então, sem perceber, ele começou a se inclinar para frente.
Não era uma decisão consciente. Era como se algo maior do que ambos os puxasse. Como se aquela energia os enlaçasse de forma invisível, trazendo-os cada vez mais para perto.
A respiração quente de Shaka se misturou à de Mu.
A distância entre eles era mínima agora.
Mu piscou devagar, sentindo o próprio coração bater mais forte. O que estava acontecendo? Por que ele não conseguia afastar o olhar? Por que não queria?
"Shaka..." Ele tentou, mas a voz saiu baixa, quase um sussurro.
E então...
O fluxo se dissipou.
Shaka fechou os olhos com força, virando o rosto para o lado de súbito, como se fosse capaz de escapar da situação. A respiração dele ainda era irregular, e sua pele continuava absurdamente quente.
Mu demorou um segundo para recobrar a consciência de si mesmo.
E, quando percebeu, seu próprio rosto estava corado.
Ele piscou, confuso, e soltou as mãos de Shaka devagar. O peso do momento ainda pairava no ar, como um segredo não dito.
Shaka limpou a garganta, mantendo o olhar fixo em um ponto qualquer à frente.
"Isso... foi diferente," ele murmurou, sua voz carregada de algo que Mu não conseguiu decifrar.
O cavaleiro de Áries umedeceu os lábios, desviando o olhar. "Foi."
Um silêncio constrangedor se instalou entre eles.
Nenhum dos dois sabia exatamente o que aquilo significava. Mas ambos sabiam que... não era algo que poderiam simplesmente esquecer.
O que quer que estivesse acontecendo... estava crescendo.
E agora, não era mais só Shaka que sentia.
Agora, Mu sentia também.
TO BE CONTINUED...
