Aviso: Naruto, bem como os seus respectivos personagens, não me pertence, e sim a Masashi Kishimoto. Posto esta fic apenas por diversão, e sem nenhuma intenção de lucrar algo com isso.

Comentários são bem vindos afinal gostaria de melhorar a forma que escrevo.


Ditra observava sua criação com um brilho divertido nos olhos. O garoto era mesmo impressionante: atlético, cabelos negros como a noite e olhos de um vermelho tão intenso que lhe conferiam um ar selvagem. Os traços do rosto emanavam uma confiança quase arrogante, e a largura dos ombros já anunciava um futuro gigante. "Ele tem porte de príncipe!", Ditra gritou, com a animação de uma criança ganhando um doce, antes de franzir a testa e mudar de ideia: "Não, espera! Ele é um rei! Um rei malvado, mas um rei!".

Ela riu sozinha, balançando a cabeça. "Preciso parar de sonhar com o Sr. Tepes...", murmurou, com um suspiro teatral. " Um cara assim, disposto a dizimar uma raça inteira por amor... ah, é tão romântico!"

Seu olhar caiu sobre 'Daiyami Yuhi', seu belo coringa, já lançando olhares charmosos para a garota. Ditra revirou os olhos com uma ponta de diversão. "Ele podia ser um pouco mais original do que elogiar os olhos, né? Que clichê." Mas logo ponderou: "Ah, bem, quem sou eu para julgar? O olhar de bad boy e a valentia do nosso herói já deixaram uma marca e tanto no pobre coração da Hinata...".

Ela observou Daiyami fazer amizade com o protagonista, um sorriso travesso se formando em seus lábios. "Haha, lição de moral básica: não precisa de jutsus extravagantes para ser forte. Às vezes, um bom chute no lugar certo resolve tudo!" Ditra gargalhou, imaginando a reação da deusa do destino ao ver seus planos sendo desviados por um ataque tão... direto. "Isso está ficando cada vez melhor!"

Ditra acompanhava sua criação de perto, com a paciência de quem espera o bolo assar, mas se divertindo horrores com as palhaçadas de Naruto e Daiyami – ou melhor, só Dai, já que o loiro o idolatrava. Juntos, eles transformavam a vila em um verdadeiro caos, e o melhor era vê-los escapar ilesos – não que ninguém desconfiasse, mas a dupla era mestre em sumir sem deixar provas concretas, deixando os adultos frustrados e sem ter a quem culpar diretamente. Naruto, sob a influência de Dai, finalmente tinha deixado de mendigar aprovação e o via como o irmão mais velho que nunca teve. Como diz o ditado, um amigo de verdade vale mais que mil falsos, não é mesmo?

Anos se passaram voando, até que um evento sombrio pairou sobre a vila: o massacre do clã Uchiha. Ditra, para sua própria surpresa, viu Dai se manter estranhamente afastado do massacre... pelo menos, não agindo diretamente. Oh, bem, ele discretamente fez chegar informações a Izumi, sugerindo que seria prudente reunir as crianças em segredo e protegê-las do potencial conflito. E para o crédito de Izumi, ela conseguiu juntar quase todas as mais jovens. Parece que Dai não se importava muito com os adultos, mas quem se importa com um bando de lunáticos suicidas, afinal? Seleção natural, talvez?

Ah, e Obito encontrou o esconderijo das crianças. Que inconveniente! Mas, oh! Obito perdeu um braço com um ataque surpresa de Dai e fugiu com o rabo entre as pernas... hahaha! A velocidade insana de Dai, combinada com uma espada fortalecida com chakra, quase decapitaram o mascarado. Que pena, o show teria acabado mais cedo! Parece que o número de sobreviventes subiu de um para quatorze. Pobre Izumi, agora ela tinha treze irmãozinhos para cuidar, ela vai amar a terapia depois. Pelo lado bom, seu coração não estava em pedaços. Pelo lado ruim, ela não podia contar nada para ninguém, ou o sacrifício de Itachi seria em vão. Oh, ó drama!

Além disso, Ela estava tão empolgada com o evento que até tinha esquecido que Dai esmagou um dos olhos de Shisui junto com um dos braços de Danzou. O que podemos dizer? Danzou e Obito estavam com as amarras da trama da deusa do destino bem apertadas, evitando que morressem antes da hora, a velha sempre estraga a diversão. Que pena... para o mundo. Ditra riu, saboreando o caos que sua pequena intervenção havia causado. A deusa do destino devia estar arrancando os cabelos a essa altura.