Na Scotland Yard
Sirius olha para o grupo que vai estar sob o seu comando. Esse tipo de força tarefa não é muito comum, mas pelo que ele percebeu não há nada neste caso que possa ser classificado como comum. Agora ele tem que assumir o papel de liderar e deixar de lado o fato que está tão perdido quanto todos os outros, quer dizer não mais tão perdido já que os dois irmãos meio que por acaso descobriram a ligação entre os crimes e isso não deixa de ser um começo.
Ele respira fundo e começa olhando diretamente para os ruivos – então quer dizer que foram vocês dois que descobriram a ligação entre os crimes?
- Com a ajuda do Neville – Gina completa, ela nunca iria deixar o amigo de lado já que foi ele quem viu o filme e fez a ligação – foi ele quem notou que o filme que assistiu era igual a nossa cena do crime.
- Bem – Sirius interrompe – vamos começar a história do começo, a gente está meio perdido por aqui – ele olha para os agentes que assentem com a cabeça – por favor, expliquem como vocês chegaram a esta conclusão. Eu sei que pode parecer bobagem, mas é tudo que temos por enquanto.
Rony e Gina se entreolham e o ruivo começa:
- Resumindo a história, nós somos sete irmãos e todos nós somos policiais.
- Uau! – Tonks diz, espantada – a mãe de vocês deve ter adorado!
- Estava no nosso sangue, ela não podia ter feito nada – Gina diz sorrindo – eu fui a única esperança dela, mas isso durou pouco.
- As Barbies dela que o digam... – Neville diz com ironia e recebe um cutucão da amiga
- Bem – Rony continua – o fato é que como todos nós somos policiais, a conversa sempre acaba voltando para o trabalho e a gente começou um concurso meio de brincadeira – ele vê que os presentes o encaram com curiosidade e esclarece – todos os almoços de domingo a gente expõe nossos casos e votamos no ganhador. Quem tiver o caso mais macabro, ganha.
- Sensacional! – Sirius diz soltando uma gargalhada – se eu tivesse um monte de irmãos policiais, seria exatamente o que eu faria, mas continue.
- Bem – Rony continua – este último domingo, a gente conseguiu reunir todo mundo, isso raramente acontece por causa dos plantões, mas o fato é que quando a gente começou a comparar os casos, nós percebemos que todos nós tínhamos mortes por overdose que pareciam ser mortes por outros fatores, mas todas sem dúvida aparentando assassinatos, e isso é claro nos intrigou.
- Estas aqui – Gina entra na conversa apontando os casos dela e dos irmãos nos quadros de cortiça – a gente achou que isso era muito estranho e na segunda eu ia contar para o Shacklebolt, mas como ele demorou, eu comentei com o Neville.
- Bem – Neville pigarreia e começa meio sem jeito por ser o centro das atenções – no domingo eu havia almoçado na casa do Harry – ele diz apontando para o amigo com a cabeça – e o pai dele é um grande fã de filmes policiais.
- Seu pai não perdeu essa mania? – Sirius olha para Harry e comenta
- Alguns hábitos nunca mudam – Harry diz balançando os ombros
Neville continua – nós assistimos dois filmes, o massacre da serra elétrica e psicose. E o corpo que a gente havia encontrado estava posicionado exatamente igual à cena do chuveiro em psicose. Eu fiquei intrigado na hora e quando eu contei para a Gina e ela começou a falar sobre os corpos achados pelos irmãos eu notei que um deles estava imitando uma das cenas do massacre da serra elétrica, o corpo no freezer.
- Foi o que nós encontramos – Rony faz um aparte – eu confesso que pensei que fosse alguma retaliação por drogas antes de saber que havia sido overdose. Se não tivesse sido a overdose, talvez isso nem me intrigasse então quando nós comparamos nossos casos e vimos que todas as mortes estranhas acabaram sendo por overdose, eu fiquei cismado. Eu conheço esse tipo de gente, os caras não saem brincando com corpos por aí a não ser pra mandar recados e quando isso acontece, eles não matam ninguém por overdose pra depois mutilar os corpos.
- Bem – Sirius diz depois de pensar por um momento – uma série de coincidências aliada a uma ótima capacidade de dedução fizeram com que a gente tivesse uma confirmação do que nós já desconfiávamos, temos um assassino em série a solta e não temos como saber a quanto tempo e nem quantas pessoas ele matou, mas pelo menos temos um início. Weasley...
- Sim, senhor – Rony e Gina dizem ao mesmo tempo arrancando uma gargalhada de todos.
- Isso não vai dar certo – Sirius suspira – vamos abolir o tratamento formal, se vocês se sentirem confortáveis – ele vê os dois irmãos assentirem com a cabeça – Ronald – ele diz olhando para o ruivo – o primeiro passo pra você é verificar no seu departamento todos os corpos que vocês localizaram que foram mortos por overdose. Autópsias, fotos, relatórios, enfim tudo.
- Sim senhor – ele diz – se me permite uma sugestão, eu posso conversar com meus irmãos e verificar se eles têm alguma coisa do tipo no departamento deles.
- Excelente, faça isso – Sirius diz
- Neville – ele se volta agora para o legista – eu sei que você não é um agente – ele vê o legista assentir com a cabeça – mas sei que você é perspicaz, eu vou te encaminhar para a nossa legista oficial, madame Ponfrey. Ela é um pouco excêntrica, mas é gente boa. Vocês vão procurar casos que se encaixem a nossa vitimologia, usem os seus contatos não se atenham apenas a casos das delegacias, vejam centros sociais, pessoas que lidam com indigentes – ele vê o legista assentir com a cabeça
- Remo – Sirius continua – faça a sua mágica e tente encontrar rastros virtuais das vítimas que formos identificando, eu sei que não vai ser muito fácil já que a população de rua não costuma acessar as redes, mas a maioria tinha uma vida anterior ou familiares, pode ser que haja algo em comum. Talvez as cenas de filmes não sejam a única coisa que as liga, você sabe melhor que eu onde procurar.
- Tonks, Malfoy, vocês vão para as ruas, misturem-se e tentem conseguir o máximo de informações, assim que tivermos um mapeamento dos locais onde as vítimas identificadas frequentavam vocês vão focar nestes locais, por enquanto vão aos lugares que vocês sabem que podem conseguir alguma coisa – ele olha para Tonks e sorri – com esse seu cabelo você pode muito bem passar por uma adolescente doidona.
- Preconceituoso – Tonks diz enquanto lhe mostra a língua – mas vou fazer meu papel da melhor maneira possível, chefinho.
- Tentem descobrir se alguém estranho está rondando – Sirius diz – e Malfoy – ele completa – tente não parecer tão arrogante na hora que estiver conversando com a população de rua, desse jeito você não vai conseguir informação alguma.
- Sou bom no que eu faço, Black. Dispenso seus conselhos – ele diz com desdém.
- Harry – Sirius olha pra ele – você sabe que não pode ir a campo a menos que seja estritamente necessário – ele vê Harry assentir com a cabeça – eu quero que você trace o perfil do nosso sujeito, eu sei que vocês já começaram a delinear, mas precisamos do máximo de informações, precisamos do perfil geográfico, também precisamos definir a zona de conforto dele e Gina, você tem um diploma de psicologia, certo? – ele vê a ruiva assentir com a cabeça – eu quero você com o Harry neste processo – ele vê que a ruiva parece um pouco decepcionada – ah, você gostaria de sair a campo, é isso?
- Sim senhor, desculpe – ela diz meio envergonhada
- Não se desculpe. Eu entendo e passei por isso muitas vezes quando era um agente – Sirius sorri – você irá a campo quando for necessário, não se preocupe. Mas eu vou te dizer uma coisa, o trabalho nas ruas é só a metade do trabalho. O resto é feito aqui, a gente precisa saber o que procurar e você e o Harry aqui irão nos dar esta informação
Gina assente com a cabeça. Ela está um pouco decepcionada por não ir a campo, mas a ruiva sabe que as coisas devem funcionar de forma diferente na Scotland Yard. Então se for preciso ela se adaptará.
- Eu nunca trabalhei dessa forma, senhor – ela se sente na obrigação de dizer
- Na verdade você sempre trabalhou assim, Gina – Sirius sorri – só não havia se dado conta. O Shacklebolt já havia me falado do seu potencial e acredite, não foi apenas pelo seu trabalho em campo. Agora chega de conversa, todo mundo ao trabalho, mas antes disso uma coisa – ele vê que todos o olham – os que já estão aqui já sabem, então essa vai para os novatos. A gente não quer matar ninguém de trabalhar até que tenhamos alguma pista concreta. Quando isso acontecer, vocês poderão ser chamados a qualquer hora, então deixem os seus celulares ligados e carregados sempre. Entenderam?
Gina, Rony e Neville assentem com a cabeça – agora vão – Sirius diz e qualquer coisa me comuniquem – ele passa um cartão para os três novatos – todos os meus números. Eu já tenho os seus, obrigado.
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Quase ao mesmo tempo
Hermione olha a jovem que interage com as suas meninas. Embora Luna Lovegood pareça mais uma figura excêntrica hippie dos anos 70, há algo nela que deixa as mulheres à vontade. Hermione vê que muitas riem das coisas que ela diz e que ela interage bem com todas.
Ela se aproxima e vê que algumas conhecidas olham pra ela e sorriem.
- Olha quem voltou – uma delas diz em tom de deboche – a nossa carcereira preferida.
- Obrigada, pronta para assumir meu posto – ela diz entrando na brincadeira. Hermione já está acostumada com isso. De fato às vezes ela precisa ser um pouco mais rígida. Essas mulheres chegaram ao seu limite na vida desregrada e precisam aprender que todos nós seguimos regras, isso é uma sociedade. – fico feliz em ver que mesmo com todas as regras chatas, vocês ainda continuam aqui.
- Senhorita Granger – Luna diz enquanto a encara – é realmente um prazer finalmente conhecê-la, as meninas falam muito de você
- Na verdade é senhora Weasley agora – Hermione sorri. Ela já se acostumou com isso afinal muitas vezes ainda se referem a ela com o seu nome de solteira já que Hermione trabalha neste centro desde que deixou a faculdade – a senhorita McGonagall estava me falando de você, eu gostaria de conhecer um pouco mais sobre o seu projeto.
- Com prazer – Luna diz a encarando com seus olhos azuis sonhadores como se a analisasse antes de dizer – você não confia em mim
- Não é bem isso – Hermione diz meio desconcertada, ela esperava algum tipo de embate, mas nada tão direto. Algo nos olhos desta mulher lhe diz que nada vai ser como ela esperava – eu sou reticente com tudo que diz respeito a essas mulheres, elas já sofreram demais.
- Eu entendo – Luna diz – e fico feliz que vocês se importem com essas mulheres – ela encara Hermione – Eu sei que posso ajudar. Vamos conversar e eu vou contar exatamente o que eu pretendo fazer e se vocês acharem que não e viável, eu prometo que nada que eu vi por aqui será publicado – ela encara Hermione – você ainda tem reservas.
Hermione olha para a jovem mulher. Seu jeito sincero a incomoda um pouco, ela não pode deixar de admitir isso para si mesma. Então ela diz – eu ainda não conheço você, senhorita Lovegood. E infelizmente eu sei que muitas vezes palavras são apenas isso, palavras. Vamos fazer o seguinte, eu vou acompanhar seu trabalho e deixar o tempo decidir.
- Parece justo – Luna diz com seus olhos sonhadores – e se a senhora não se incomodar, eu gostaria de fazer algumas perguntas quando a senhora achar adequado.
- Tudo bem – Hermione assente – eu vou apenas cuidar da parte burocrática e aviso quando estiver pronta.
E dizendo isso, ela sai para fazer o seu trabalho...
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Na Scotland yard
Gina olha para Harry, meio desconcertada. Em sua cabeça ela iria a campo, faria interrogatórios, coisas assim. Ela nunca pensou que seria relegada a esse tipo de trabalho, mesmo pensando em tudo que Sirius lhe disse, a ruiva está meio decepcionada, mais ainda ela não sabe direito o que fazer. A ruiva olha para Harry Potter que a encara com um meio sorriso
- Dá pra perceber que você está meio perdida – ele diz com um sorriso tímido. Embora todos tivessem elogiado a ruiva, a ele não parece que ela esteja no controle da situação.
Gina suspira - não precisa ser um detetive pra deduzir isso. Eu nunca fiz esse tipo de trabalho, eu pensei que fosse a campo, então sim, eu estou perdida.
- Ficar aqui é um elogio – ele diz e vê que Gina o encara com incredulidade – pode confiar. O que vamos fazer agora é muito importante, venha comigo
Gina o segue e eles vão para uma sala parecida com a que ela havia estado antes. Ela olha para a parede e vê que uma parte dela está coberta com um mapa da cidade com alguns pontos marcados e a outra parte está coberta de fotos que ela logo deduz que são outras mulheres mortas por overdose
- Isso era o que a gente tinha antes das informações que vocês trouxeram – Harry explica – os pontos marcados em vermelho são os locais onde os corpos foram encontrados
- Como estas mulheres aparentavam ter sido mortas? – Gina pergunta pensativa
- Algumas tiros, ou facadas outras por estrangulamento – Harry diz – por quê?
- Eu estava pensando – Gina para por um momento – esse cara é meticuloso, essas mulheres devem estar todas representando algum filme. Eu não assisto muito ao gênero, mas eu sei que vários serial killers matam com armas de fogo, facas ou estrangulando. Esse cara deve ter encenado as mortes, mas isso acabou não sendo percebido.
- Você pega o jeito rápido – Harry diz – é bem provável que cada uma destas esteja representando um filme, ele deve ter começado com os mais fáceis pra praticar e agora ele está pegando os mais elaborados.
- Então vejamos – ela diz mais para si mesmo – temos um homem adulto, certamente com mais de quarenta anos – ela aponta para a cena do crime que ela encontrou – esse filme é bem antigo, acho improvável que alguém muito jovem tenha assistido.
- A não ser que seja algum aficionado por cinema – Harry rebate.
- Pode ser, mas acho difícil – Gina diz – ele deve ser alguém que tenha uma certa renda e cultura, alguém detalhista – ela para por um momento – eu sei que isso pode ser útil, mas não vai adiantar, se não soubermos como pegá-lo.
- Quanto mais conhecermos o sujeito, mais fácil será prever o seu próximo passo – Harry diz, ele percebeu que a moça na sua frente é bastante impetuosa, talvez seja uma característica das ruivas. Ele pensa lembrando-se da sua mãe – o que você disse? – ele pergunta ao perceber que divagou e não ouviu nada do que ela estava falando
- Eu disse que seria bom se a gente pudesse conhecer a progressão dos crimes – Gina diz – mas não sei se teríamos tempo de ver todos os filmes do gênero – ela suspira – e sinceramente não é algo que eu gostaria de fazer
- Prefere filmes de mocinha? – Harry não resiste em provocá-la e sorri ao ver que a ruiva fica vermelha
- Já vejo tragédias demais, Potter – Gina rebate – o que foi? – ela pergunta ao ver que a fisionomia de dele se altera, a ruiva conhece bastante do ser humano pra saber que ele pensou em algo.
- Foi uma ideia que eu tive – Harry diz – me dá licença só um minuto
E dizendo isso Harry sai deixando uma Gina muito curiosa pra trás...
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Quase ao mesmo tempo
Neville olha a mulher a sua frente, madame Pomfrey, legista oficial da Scotland Yard. Ele não é tão perspicaz quanto a sua amiga Gina, mas ele nota que a mulher está visivelmente contrariada por ter um estranho invadindo seus domínios.
Ele não é muito bom pra fazer amizades, talvez por isso prefira trabalhar com pessoas mortas, mas neste momento ele sente que deve falar alguma coisa pra quebrar o gelo, mas os olhares que a mulher lança a ele frustraram todas as suas tentativas de iniciar uma conversa.
Ele decide então começar com uma área segura – eu não sabia que existia um necrotério na Scotland Yard, na verdade eu nem sabia que havia um médico legista trabalhando aqui. Imagino que os casos que a senhora pega são, no mínimo, intrigantes.
- Pra mim não são casos – ela diz de modo seco – são pessoas que eram amadas por alguém.
Ótimo jeito de começar... Neville diz para si mesmo com um suspiro.
- Claro, são pessoas – Neville diz meio sem jeito – é só que se eu começar a pensar nelas assim, eu não vou conseguir manter o foco pra fazer o que tem que ser feito – ele baixa os olhos – eu posso estar errado...
- Cada um tem um jeito de ver as coisas – a senhora diz e Neville nota um traço mínimo de empatia – ouça jovem, eu venho trabalhando sozinha por muito tempo, eu sei que não sou fácil, eu tenho meus próprios métodos e nem sempre eles são compreendidos. Eu sei que se você está aqui é porque Moody acha que a sua participação é necessária. Então vamos trabalhar
Neville assente com a cabeça e emite um discreto suspiro de alívio. Não foi bom, mas não foi totalmente ruim
Madame Pomfrey pega os seus relatórios, uma pilha deles – são todos seus? – Neville pergunta num impulso.
- Na verdade a maioria não é. São das diversas delegacias da cidade, nós pedimos os relatórios quando percebemos que poderia haver uma ligação entre as mortes. No momento é só o que temos, já que a maioria destas vítimas deve ter sido enterrada e fazer uma exumação com as poucas informações que temos está fora de cogitação.
- Na verdade, não – Neville diz se lembrando do concurso entre Gina e os irmãos e dos corpos que eles mencionaram – nós temos alguns que estão em outros necrotérios, só que eu não sei como funciona essa coisa de transferir os corpos, eu nunca fiz algo assim
- Boa rapaz, deixa isso comigo – madame Pomfrey sai deixando um Neville com um sorriso no rosto...
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Quase ao mesmo tempo
Simas Finnigan respira fundo enquanto olha para a tampa aberta que leva aos subterrâneos, como bombeiro ele precisa mesmo verificar esse tipo de chamada mesmo sabendo que na maioria das vezes foi apenas uma impressão da pessoa que ligou ou mesmo um trote. Sua obrigação, no entanto é verificar o chamado que tiveram que um dos acessos às tubulações de esgoto estava com um cheiro estranho talvez de gás.
Ele diz para seus homens que entrará primeiro, isso depois de terem verificado que não havia nada inflamável. Simas preza por sua vida e de seus companheiros e a última coisa que ele quer é que algo exploda e faça churrasquinho dele e dos demais.
Seu nariz apurado tenta detectar algum cheiro de gás e isso ele não detecta. No entanto, ele sente um cheiro que ele conhece bem. Seu estômago se embrulha enquanto ele pede mentalmente para estar enganado.
Ele segue por mais alguns metros, quando para abruptamente, o que faz com que um dos seus homens dê um encontrão nas suas costas.
- Não enxerga não? – o bombeiro começa a reclamar, mas sua voz se cala ao ver o que Simas está vendo.
Definitivamente este não é um caso para os bombeiros!
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De volta à Scotland Yard
Gina anda de um lado para o outro enquanto aguarda Harry Potter, ela não sabe direito como as coisas funcionam na Scotland Yard, mas definitivamente deixar um colega de caso no escuro e sair sem dar explicações não é algo aceitável em lugar algum!
Enquanto isso, ela olha as fotos com o máximo de atenção possível. Se Sirius falou que ela seria útil neste trabalho, ela vai fazer o que for possível para provar que é capaz.
A primeira coisa que ela faz é verificar as datas que os corpos foram encontrados, a ruiva percebe que nenhum deles tem mais de um ano e isso a intriga. Ela não sabe explicar talvez seja a sua intuição, mas Gina tem uma forte sensação que isso é algo que vem acontecendo há muito mais tempo, como Moody mesmo disse apenas agora eles descobriram o padrão e ela conhece o assunto o suficiente para saber que muitas vezes várias mortes ocorrem antes que um serial killer defina o seu padrão ou que este padrão seja desvendado.
Ela está absorta em seus pensamentos quando Harry volta com um homem mais velho e um sorriso no rosto.
- Weasley – ele diz – quero que conheça meu pai, James Potter. Você falou que seria interessante alguém que entendesse de filmes policiais. Ele é o cara.
James abre um sorriso e olha para o filho – eu sempre disse que haveria uma ruiva na sua vida de um jeito ou de outro – ele sorri ao ver Harry ficar vermelho – agora vamos as fotos, eu vou fazer o possível pra ajudar. Enquanto isso, filho, você bem que poderia ver onde o Sirius está, faz tempo que não vejo aquele cachorro
- Sim pai – Harry diz com um suspiro – eu vou avisar ao meu padrinho que você está aqui, é claro. Se eu não fizer isso vou ouvir pelo resto da minha vida. Agora você pode dar uma olhada nestas fotos?
- Padrinho? – Gina diz esforçando-se para manter a boca fechada – o Black é seu padrinho?
- Foi ele quem me indicou para a primeira consultoria aqui – Harry diz – confesso que não achei que fosse a minha praia, mas é uma forma de ajudar – ele olha para o pai – vou deixar você analisar enquanto eu falo com o Sirius, se você conseguir detectar qualquer filme avise a senhorita Weasley.
E dizendo isso ele sai deixando Gina a sós com James Potter.
- Meu filho tem expectativas demais a meu respeito – James diz – eu não tenho a memória fotográfica dele, mas vou tentar fazer o meu melhor – ele diz enquanto coloca seus óculos e se dirige às fotos.
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Quase ao mesmo tempo
Kim Shacklebolt parte apressadamente seguido de mais dois agentes, ele foi chamado por um grupo de bombeiros da região que lhe informaram que encontraram um corpo nos subterrâneos da cidade, ele se pega pensando se poderia ou não ser um caso da Scotland Yard. Cabe a ele verificar primeiro antes de avisar a Sirius e a equipe, eles não têm muito tempo e a última coisa que ele quer é deslocar a equipe sem necessidade.
Ele chega a uma parte distante onde os bombeiros o esperam. Kim é informado rapidamente que os bombeiros receberam um chamado a respeito de um vazamento de gás inexistente e ao chegar ao local se depararam com algo que lembra vagamente um corpo feminino.
O chefe de polícia se aproxima e bastam alguns segundos para que ele saiba que isso é obra do serial killer. Ele já viu esse filme...
NOTA DA AUTORA
Mais um capítulo saindo do forno pra vocês. Espero mesmo que gostem, eu só tenho a agradecer por todo mundo que está lendo, por aqueles que colocaram em alerta ou favoritaram e um obrigado mais que especial pra Allegra23 que não me deixa desanimar e está sempre comentando.
Eu já falei antes, mas não custa avisar novamente, eu não tenho nenhuma ligação com o mundo policial a não ser as séries que eu assisto, então se eu estiver viajando demais em alguma coisa, relevem ok.
Caso alguém tenha curiosidade sobre os filmes que estão aparecendo é só dar um toque que eu falo um pouquinho mais sobre eles.
Por enquanto é só, bjos e até o próximo e lembrem-se que eu podia estar roubando, eu podia estar matando, eu podia estar chantageando meus leitores dizendo que só posto com comentários, mas não eu só estou aqui humildemente pedindo uma palavrinha de incentivo e fazendo cara de gatinho do Shrek
