No dia seguinte

Hermione chega ao seu trabalho e como sempre encontra Minerva lá. Não importa quão cedo ela chegue a sua mentora sempre chega antes, a impressão que ela tem é que a mulher simplesmente não vai pra casa.

- Bom dia – ela a cumprimenta – eu trouxe a carta de agradecimento ao senhor Riddle pra senhora ver se está boa.

- É claro que está – Minerva diz – você sempre faz isso muito bem – ela completa e Hermione vê que ela está com um semblante preocupado.

- Aconteceu alguma coisa? – a morena pergunta

- Na verdade sim – Minerva diz – a van não está aqui e ontem nós chegamos cedo porque o senhor Filch disse que não estava muito bem. Será que aconteceu alguma coisa?

- Se a senhora quiser eu posso tentar ligar pra ele ou ir a sua casa – Hermione diz também preocupada. Não é porque o homem é extremamente desagradável que ela deseja que algo aconteça.

Antes que Minerva diga alguma coisa elas veem a van se aproximando – o senhor está bem? – ela pergunta assim que o senhor idoso desce do veículo.

- É claro que eu estou bem! – ele diz de modo seco – por que não estaria?

- O senhor ontem disse que não estava bem – Minerva esclarece – por isso voltamos mais cedo, lembra?

- Sim, eu me lembro – ele diz num tom duro – não sou nenhum velho senil, mas eu tive uma boa noite de sono e me senti melhor. Então acordei mais cedo e fui limpar o carro pra tirar aquele cheiro horroroso que ele sempre tem.

Hermione respira fundo e olha para Minerva, ela vê que a sua chefe também está tendo dificuldades para não dar uma resposta mal criada no homem desagradável

- Que seja, senhor Filch – Minerva diz usando seu tom mais severo – só peço que não saia com a van assim sem avisar, nós ficamos preocupadas com o senhor.

- Ora, o que poderia ter acontecido? – o homem resmunga antes de se retirar e Hermione pode notar que ele manca ligeiramente.

- É mesmo uma pessoa encantadora... – ela diz com ironia e só então se dá conta que falou em voz alta – desculpe – Hermione para Minerva que tem um ligeiro sorriso nos lábios.

- Você se expressou bem, nosso senhor Filch é o encanto em pessoa – Minerva diz – agora vamos ver essa carta para o senhor Riddle e antes que me esqueça eu gostaria que você fosse ao jantar anual dele esse ano.

- Mas é a senhora quem sempre vai todos os anos – Hermione argumenta, de fato mesmo não gostando muito desse tipo de evento Minerva McGonnagal sempre faz questão de comparecer para prestigiar o maior benfeitor do centro de recuperação.

- Sim – Minerva diz – mas este ano o senhor Riddle resolveu estender o convite a alguns funcionários promissores, nas palavras dele eu deveria chamar também as futuras gerações do nosso centro, como se eu pretendesse deixar isso aqui tão cedo – ela completa acidamente

- Espero mesmo que não! – Hermione diz enfaticamente. Na concepção dela, Minerva é a alma da instituição e Hermione não tem ideia do que aconteceria sem a sua mentora – e se a senhora quiser, eu irei com o maior prazer.

- Avise o seu marido também – Minerva diz – sempre é de bom tom estar acompanhada neste tipo de evento.

- Avisarei – Hermione diz enquanto as duas entram para começar os afazeres do dia e elas se deparam com Luna sentada na recepção. O semblante da moça mostra que ela deve ter dormido pouco ou nada e definitivamente ela não tem o seu costumeiro ar avoado quando diz:

- Eu preciso da ajuda de vocês...

XXXXX

Ao mesmo tempo, na Scotland Yard

Harry chega um pouco mais cedo. Como ele saiu antes na véspera, ele resolveu chegar com um pouco de antecedência para se inteirar das novidades. Caso haja alguma, é claro, não que ele espere que tenha acontecido algo no tempo em que ficou ausente, até porque se isso tivesse acontecido certamente Sirius o convocaria.

Ele vê Neville passar pela porta, o que não deveria acontecer tão cedo também – oi Nev, caiu da cama? – ele graceja

- Na verdade eu quero ganhar pontos com a madame Pomfrey então vou fazer o café da manhã pra ela – ele diz e vê Harry sorrir – o que foi? Ela é bem assustadora e a última coisa que eu quero é chateá-la – ele mostra o saco contendo várias rosquinhas – eu vi que ela gosta e vou fazer capuchino também. Você poderia vir comigo e a gente conversa um pouco enquanto ela não chega, acho que tem uma coisinha ou duas que você precisa me contar, não é mesmo?

Harry respira fundo e encara o amigo. Ele sabe que está mesmo devendo uma explicação, então ele diz:

- Que seja – ele suspira – vamos logo arrancar esse curativo, você não vai deixar essa história pra lá mesmo.

- Você me conhece bem – Neville diz enquanto aperta o botão do elevador – vamos lá, ainda bem que eu trouxe rosquinhas a mais.

- Você sempre trás comida a mais – Harry rebate

- E sempre é bem útil – Neville argumenta – eles entram no elevador e o legista suspira – eu não quero pressionar você nem nada, Harry, mas a gente se conhece desde o ensino fundamental. Eu achei que você iria me contar esse tipo de coisa assim como me contou da universidade, a Scotland Yard não é uma coisa qualquer, poxa.

- Eu sei Nev, desculpe – Harry diz meio sem jeito – na verdade começou meio sem que eu esperasse, o reitor da universidade falou que a Scotland Yard precisava de uma consultoria e que havia indicado meu nome e bem, eu fiquei meio sem jeito de negar. Eu falei pra mim mesmo que seria só essa vez, mas aí o Sirius descobriu e você conhece o Sirius, eu não consigo dizer não para o meu padrinho, você sabe.

O elevador chega ao destino e os amigos entram no necrotério. – Você não acha estranho tomar café da manhã aqui? – Harry pergunta

- Não quando os corpos estão em seus devidos lugares – Neville diz dando de ombros – além disso, não é como se a gente comesse na mesa de autópsia – ele completa colocando as rosquinhas em uma mesa existente no canto da sala, ele tira uma cafeteira elétrica e começa os preparativos

- Mas, continuando... – Neville volta a falar – há quanto tempo você está como colaborador aqui?

Harry suspira – um ano, talvez um pouco mais – ele vê o amigo lhe encarar de modo ofendido – eu sei que eu devia ter comentado, Nev, desculpa. Eu sempre digo pra mim mesmo que essa vai ser a última vez, mas nunca é, sempre acontece alguma coisa e eu me vejo aqui novamente ajudando.

Neville olha para o amigo. Ele sabe que esse é um ponto delicado e verdade seja dita eles não conversam muito sobre isso. O legista conhece Harry bem o suficiente para saber quando algo o incomoda e ele sabe que isso se encaixa nessa categoria, mas ele também é amigo de Harry a tempo suficiente para saber quando é hora de insistir em um assunto delicado e para Neville agora é o momento, então ele respira fundo e diz:

- Harry, longe de mim me meter em sua vida e eu sei que você já ouviu isso antes de várias pessoas – ele respira fundo – eu vejo a morte mais do que a maioria das pessoas, mesmo que esteja em uma posição, digamos, vista de fora. Mas eu vejo as pessoas que perderam seus entes queridos, eu vejo as pessoas vivenciando o luto, eu as vejo em seus piores momentos e eu posso dizer que aprendi uma coisa. É necessário viver o luto e seguir em frente.

- Eu sei – Harry o interrompe. Ele encara o amigo – eu fiz isso, Nev. Ninguém acredita, mas eu digo que fiz – ele respira fundo – eu apenas não fiz da forma que todos esperavam que eu fizesse.

- Eu entendo... – Neville diz – mentira – ele se corrige – eu não entendo, Harry. Eu confesso que eu não entendo, era o seu sonho de infância da mesma forma que o meu era ser médico.

- Sim – Harry olha para o amigo – mas eu não me lembro em momento algum de você me dizer que seu sonho era ser legista, se não me engano você queria ser cirurgião

- É verdade - Neville concorda – mesmo assim eu acho que ajudo muito com o que eu faço, eu posso não salvar vidas da maneira convencional, mas mesmo que seja de forma indireta meu trabalho ajuda colocar os caras maus na prisão e assim eu acabo ajudando as pessoas também.

- É isso que eu quero dizer – Harry argumenta – você cresceu, amadureceu e as coisas foram acontecendo de uma forma diferente. Você não é um cirurgião como achou que seria, mas você tem um trabalho em que você é bom e isso te realiza, estou errado?

- Não – Neville diz depois de pensar um momento – eu gosto mesmo do que eu faço. Acho que entendo o que você quer dizer, mas me diga com toda sinceridade, você não pensa mais em ser um policial? Terminar a academia e trabalhar com isso? Todos diziam que você era bom...

- Sinceramente? Não – Harry diz depois de pensar um minuto – não é pelo que aconteceu, eu superei, eu juro. Apenas acho que gosto do rumo que as coisas tomaram, eu gosto de dar aulas e gosto de ajudar de vez em quando, acredite, eu estou bem.

- Fico feliz – Neville diz – agora que tal contar uns casos escabrosos que você pegou aqui para o seu amigo?

XXXXX

Enquanto isso

Kim Shacklebolt chega para mais um dia de trabalho, ele não tem ideia de quanto tempo faz que ele não tira uma folga. Kim não gosta disso e ele sabe que a sua família também não, mas no momento não há muito a ser feito, com esse louco nas ruas ele, como chefe de uma divisão, não pode se dar ao luxo de descansar.

Não, ele não pode se dar ao luxo de descansar não só por causa dos crimes dos filmes, mas também pelo fato de que esse não é o único crime da cidade. Os bandidos não param de agir apenas por que existe um lunático mais perigoso por aí.

- Chefe – um dos seus homens interrompe o seu devaneio – tem uma garota aqui que diz que foi agredida.

- Um namorado ou marido? – ele diz sem dar muita atenção, não é como se esse tipo de ocorrência não fosse algo comum, infelizmente.

- Na verdade nenhum dos dois – o policial diz – digamos que foi um acidente de trabalho, daquele tipo de trabalho – ele esclarece

- Ah sim – Kim diz meio cismado – você mesmo não pode resolver isso? – ele questiona. Seus homens estão acostumados com esse tipo de ocorrência, não é algo que precise ser levado ao chefe.

- Com todo respeito, chefe – o policial insiste – se eu fosse o senhor, eu escutaria o que essa moça tem a dizer...

XXXXX

Enquanto isso

Gina olha para o relógio, ela já deveria estar na Scotland Yard, mas uma mensagem da sua cunhada solicitando que ela fosse ao centro com urgência vai atrasá-la. A ruiva digitou uma mensagem para seu chefe esperando que isso não prejudique o seu andamento na Scotland Yard, ela sabe que Hermione nunca a chamaria se não fosse algo realmente importante, então ela respira fundo enquanto entra.

- Oi Gina – a sua cunhada a cumprimenta – obrigada por ter vindo, eu não sabia direito a quem procurar, eu poderia ter chamado o Rony, mas ele está em campo hoje e, além disso, acho que ela ficaria mais a vontade com você.

- Quem, Mione? – Gina pergunta curiosa – é alguma das meninas daqui? Ela tem alguma coisa pra mim? Alguma pista sobre o meu caso?

- Não é uma das meninas internas propriamente – Hermione diz apontando para dentro – é a Luna Lovegood, talvez ela tenha achado alguma coisa.

- Então ela deve ir à Scotland – a ruiva esclarece – qualquer informação sobre o caso deve ser...

- Não, Gina – Hermione a interrompe – não chega a ser uma informação. É por isso que eu te chamei, ela vai te explicar direito.

- Tudo bem – a ruiva diz – vamos ver o que ela tem a dizer...

XXXXX

Quase ao mesmo tempo

Ele respira fundo para manter-se calmo. Definitivamente a sua noite não foi tão perfeita quanto ele esperava. Era pra ser uma grande noite e mais uma das suas obras deveria estar a caminho agora.

Ele sabe que está ficando sem tempo e que talvez não consiga mostrar ao mundo todo o seu talento. Ele sabe que terá que tomar uma decisão difícil, mostrar ao mundo todo o seu talento ou livrar o mundo de tudo o que elas representam

Talvez ele precise tomar uma atitude por conta própria. Sim, é isso mesmo, algumas vezes não dá pra deixar outra pessoa fazer o seu trabalho e é isso que ele vai fazer...

XXXXX

Na Scotland Yard

Sirius entra apressado. Ele recebeu uma mensagem de Shacklebolt e pelo jeito o chefe da divisão de homicídios tem alguma coisa pra ele. Sirius espera que seja alguma pista, tudo pode ajudar quando não se tem muita coisa.

Ele faz uma anotação mental para pedir a Moody que mexa alguns pauzinhos pra apressar as análises de DNA. Dar nome aqueles pobres corpos talvez não ajude, mas estas pessoas merecem um enterro digno, só Deus sabe há quanto tempo algumas delas estão desaparecidas

Uma batida na sua porta interrompe o seu devaneio, Sirius vê Kim entrar acompanhado de uma moça que o olhar treinado do detetive rapidamente identifica como uma garota de programa. Rapidamente ele faz uma conexão embora o perfil que a moça aparenta não pareça ser o de alguém dependente de drogas, nunca se sabe o que ela pode ter a dizer.

- Olá Kim – ele o cumprimenta – pelo que você falou essa senhorita tem alguma história interessante pra compartilhar, estou certo?

- Sim senhor – ela diz meio sem jeito, normalmente ela não tem muitos problemas com policiais, mas porra, é a Scotland Yard! – eu, bem, eu sou uma acompanhante de luxo – ela se explica – eu não costumo ir para as ruas, mas ontem foi um caso atípico e, bem, eu sei que não devia, mas...

- Não se preocupe, senhorita – Sirius a tranquiliza – não estamos interessados em detalhes sobre as suas atividades muito menos iremos julgar você, mas por favor conte o que aconteceu. Aliás, qual é o seu nome?

- Demelza Robins – ela diz e respira fundo – eu não tenho nada contra essas moças que ficam nas ruas, mas eu quero deixar claro que não sou assim embora eu tenha alguns clientes fixos que gostam de realizar fantasias de vez em quando e um desses queria algo assim, então eu fui para um beco e fiquei esperando esse homem e então...

XXXXX

Voltando à noite anterior

Demelza vê o carro se aproximando, não é o carro que o senhor Lockhard costuma usar. Será que é uma fantasia diferente? Ela pensa e logo descarta. Não, esse coroa é muito esnobe, ele nunca viria em um carro velho como esse, seria mais fácil ele ter alugado uma limusine. Ela pensa e sorri pensando em como seria fazer sexo em uma limusine.

Só espero que não seja a polícia. Ela pensa com seus botões. Demelza não costuma ter muitos problemas com isso, já que costuma se encontrar com seus clientes em hotéis de reputação razoável na maioria das vezes, mas agora ela vai ter um pouco de trabalho pra explicar o que está fazendo e as chances que ela seja levada não podem ser desconsideradas.

Não, não deve ser a polícia. Ela pensa. Esse carro é muito estranho, não é uma viatura. Talvez seja alguém buscando diversão. Se for isso é tranquilo é só dizer que não estou interessada e se for um engraçadinho, eu dou um jeito. Ela completa para si mesma com um sorriso

- Boa noite – o homem diz de modo seco – estou aqui para oferecer um local para passar a noite, assim a senhorita não precisa ficar nas ruas

- Oh, não – Demelza diz lutando para não rolar os olhos. Com certeza ela está sendo confundida com as mulheres que ficam nas ruas, o que não é de se admirar visto que ela está vestida como uma delas – eu não preciso de abrigo, eu estou bem, mas obrigada pela preocupação

- Você não entende! – ele fala de modo ríspido – você precisa ir! Mulheres do seu tipo não podem ficar nas ruas!

- Qual é cara, sai fora! – ela diz. Demelza não costuma ser ríspida assim, principalmente com alguém reconhecidamente idoso, mas tudo tem limite quem ele pensa que é para julgar? – a rua é pública e eu fico onde eu quiser!

- Você precisa ir comigo! – ele diz e Demelza pode ver o ódio em seus olhos. Ela se acha uma mulher corajosa, mas ela fica com medo quando ele segura seu braço com força...

XXXXX

De volta aos dias atuais

- Eu juro, senhor Black – Demelza conclui seu relato e Sirius pode ver o pavor eu seu olhar – ele ia me levar à força! Era como se ele odiasse as mulheres de rua e não adiantou nada eu dizer que não era dessas, que eu estava lá pra outro tipo de trabalho. Ele me agarrou bem aqui – ela mostra algumas marcas roxas no braço, marcas de dedos

- Ele era forte? – Sirius indaga – como você escapou?

- Ele não parecia ser forte a primeira vista. Era bem velho, pelo menos eu acho. Parecia até frágil, mas ele agarrou com força mesmo – ela respira fundo pra não cair em prantos – eu pensei que não fosse conseguir. Eu estava de saltos e pisei com força no pé dele, acho que ele se assustou e eu saí correndo. Eu encontrei o meu cliente e entrei correndo no carro, claro que não tinha clima pra nada e o cretino com quem eu ia sair só estava preocupado em que eu não mencionasse seu nome, o filho da puta!

- Deixa eu te perguntar uma coisa – Sirius diz – por acaso a senhorita usa drogas?

- Ah não! - ela diz categoricamente, então ela para por um momento – quer dizer um copo de vinho ou um baseado dez vez em quando não contam né? De qualquer forma eu nunca uso nada quando estou trabalhando, não sou louca, conheço mulheres que se deram muito mal quando fizeram isso. Eu juro que estava totalmente sóbria na hora que aconteceu posso até ser examinada se vocês quiserem.

- Não, tudo bem, eu acredito – Sirius diz. De fato ele conhece bem a natureza humana pra saber que essa mulher realmente está falando a verdade – a senhorita acha que conseguiria fazer um retrato falado pra gente?

- Eu posso tentar – ela diz e encara o detetive de maneira determinada – eu falei a verdade quando eu disse que não frequento as ruas a não ser quando alguém me pede uma fantasia dessas, mas as outras meninas estão lá, e se esse doido pega alguma que não tem a mesma sorte que eu tive? Eu sei que se o chefe aqui – ela olha para Kim – me trouxe tem alguma coisa séria, então eu quero mesmo tentar ajudar.

- Ótimo – ele diz – por favor, acompanhe esse policial que ele vai levá-la e obrigado por sua ajuda.

XXXXX

Ao mesmo tempo

Gina ouve o que Luna acabou de contar. Ela aprendeu a ler as pessoas tanto quanto policial como psicóloga e dá pra perceber que a moça precisa realmente de ajuda. Mas isso?

- Tudo bem – ela fala pra moça – você está ciente de que eu estou trabalhando na Scotland Yard e que terei que reportar sobre as suas suposições?

- Eu sei – Luna diz – não me oponho a isso, mas o fato é que vocês nem sabem ainda se a minha mãe é um daqueles corpos – ela respira fundo – e eu sei que se não for, vocês não vão fazer nada pra encontrá-la – ela vê que Gina quer falar, mas a interrompe – eu sei que vocês têm que achar quem fez aquilo e que apenas uma mulher desaparecida não é nada em vista do que vocês têm pra resolver, mas pra mim é tudo.

Gina olha para ela sem saber direito o que dizer, principalmente porque isso é verdade. Se a mãe dela não for um dos corpos, dificilmente a Scotland Yard vai investigar o desaparecimento dela, mas o fato de Luna falar isso de forma tão direta a incomoda um pouco

- Eu sinto muito pela polícia não ter dado a devida importância ao desaparecimento da sua mãe quando ele aconteceu, eu também não aceito que as coisas sejam assim afinal ela não era mais uma viciada e mesmo que fosse a polícia deveria ter dado mais atenção – ela suspira – as coisas estão mudando, mesmo que não seja na velocidade que gostaríamos. Eu prometo a você que se a sua mãe não for um daqueles corpos eu vou mesmo assim fazer tudo o que está a meu alcance para achar alguma coisa

- Eu agradeço por isso – Luna diz de modo sincero – e a minha ideia, vocês vão me ajudar?

- Senhorita Lovegood – quem fala agora é Minerva – você tem consciência do quanto isso é inapropriado e até mesmo arriscado?

- Sim, senhora – Luna assente com a cabeça, ela encara a supervisora – eu sei de tudo isso, mas eu quero tentar mesmo assim

Minerva suspira, mas antes que ela possa dar uma resposta uma leve batida na porta interrompe a conversa das mulheres elas veem a porta se abrir e uma figura totalmente inesperada surgir...


Mais uma vez estou aqui com um capítulo fresquinho pra vocês! Estou fazendo o possível pra postar com alguma regularidade e acho que estou melhor do que nas minhas fics anteriores, mas caso haja alguma demora a culpa é sempre do mundo real

Espero que tenham gostado do capítulo, eu sei que neste não teve interação entre o casal, mas temos fatos que serão relevantes para o desenrolar da história.

Obrigada a todo mundo que está lendo e mais ainda pra Allegra23 que sempre comenta e se você está lendo esta nota e quer deixar esta aspirante a escritora feliz, é só deixar uma palavrinha de incentivo.

Bjos e até o próximo