De volta ao local do jantar
Harry e Gina estão no jardim, eles observam de longe James e Lilly dançando uma música lenta. O casal realmente chama atenção, mas não é só isso, é palpável o amor entre os dois, a ruiva não pode deixar de pensar.
- Agora é você quem está pensativa – Harry diz em tom de brincadeira
- Eu estava admirando seus pais – ela diz com sinceridade – o amor entre eles é palpável – ela completa com um suspiro – é raro ver casais assim
- É verdade – Harry diz, ele segura Gina pelo braço e ambos se dirigem a um ponto um pouco mais afastado e isolado – eles são totalmente apaixonados um pelo outro e sabem a sorte que têm. Espero encontrar isso um dia em minha vida.
- Eu também – Gina diz com um suspiro, ela vê que Harry a encara espantado – o que foi?
- Desculpe – Harry responde meio sem jeito – mas eu nunca pensei que esse tipo de coisa estivesse nos seus planos. Eu estou te julgando, eu sei, mas a impressão que eu tive é que seu foco sempre foi a sua carreira.
Gina olha para ele, sim seu foco sempre foi a sua carreira, mas isso não significa que ela não quer encontrar alguém... Ou significa?
- É eu devo ter passado essa impressão mesmo – ela fala pensativa – mas eu quero sim alguém. Eu vejo o casamento dos meus pais que estão juntos há mais de quarenta anos e fico pensando que se eu encontrasse a pessoa certa eu ia me esforçar pra fazer dar certo.
- E o que você espera da pessoa certa? – ele não resiste e pergunta.
- Não sei ao certo – a ruiva responde pensativa – acho que eu quero alguém que entenda que o meu trabalho é importante, mas que saiba que a família também é, alguém com quem eu me conecte da mesma forma que os meus pais se conectam (ela sorri) ou os seus. Não sei dizer direito, mas acho que quando eu encontrar eu saberei
Harry olha para a mulher na sua frente e se pega pensando na conversa que teve um pouco mais cedo com a sua mãe sobre quem sabe chamar a ruiva para sair quando tudo isso acabar.
- Agora foi você quem ficou quieto – Gina diz – esse papo mulherzinha acabou te entediando, eu sabia! – ela graceja
Na verdade não, ruiva – ele sorri – esse papo na verdade só me encoraja a fazer algo que eu já deveria ter feito desde o momento em que te vi com esse vestido maravilhoso...
- Isso significa me beijar aqui, mesmo sabendo que alguém poderia ver e que talvez essa pessoa ache inadequado esse tipo interação entre agentes? – ela sorri e pergunta. O vinho que ambos tomaram durante a noite fez com que um pouco da sua cautela fosse embora.
- Significa exatamente isso, ruiva – ele diz se aproximando – e significaria muito mais se nós estivéssemos em um local privado...
- É agora que eu deveria dizer que isso não é adequado e que não deveríamos? – Gina questiona pensativa
- Exatamente – Harry concorda – e você vai fazer isso? – ele diz enquanto se aproxima lentamente
- Não, Harry – ela também se aproxima – eu não vou...
Então eles se beijam e saem sem se preocupar com despedidas, pra eles a festa acabou, ou talvez esteja apenas começando..
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De volta à Scotland Yard
Luna olha para o desenho ao mesmo tempo em que ouve Anna Abbot identificá-lo como o homem que tentou levá-la. Que diabos ele está fazendo aqui? É o seu pensamento
- Aconteceu alguma coisa? – Draco pergunta ao ver que a sua, digamos, parceira ficou pálida de repente.
- Ela disse que reconhece o homem que tentou levá-la – Luna consegue balbuciar.
- Isso é ótimo! Eu vou chamar o Sirius... O que foi? Isso é ótimo, uma pista é tudo o que a gente mais queria – ele a questiona ao ver que o semblante de Luna não denota o entusiasmo que ele esperava.
- Eu... Eu conheço esse homem da foto! Mas não pode ser – a moça diz mais para si mesma
- Sente-se um pouco – Draco diz vendo que Luna começa a tremer, ele dá um copo de água para ela que sorve um pouco com as mãos trêmulas, Draco olha para Anna – fique com ela um minuto, por favor – ele diz e sai em busca do seu chefe
Pouco depois Sirius chega com Draco, o loiro não lhe adiantou nada até porque ele não entendeu direito o que aconteceu.
- A senhorita está mais calma? – Draco pergunta para a mulher a sua frente, Luna parece ainda mais aérea agora. Ela assente com a cabeça, mas para Draco não parece que ela está mais calma – pode contar o que aconteceu?
- Esse homem – Luna diz apontado para a foto que Anna Abbot reconheceu como seu atacante minutos atrás – eu o conheço!
- A senhorita tem certeza? – Sirius pergunta – como a senhorita o conhece?
- Eu devo estar enganada – Luna diz mais para si mesma – não pode ser – ela vê que os dois homens a encaram – esse homem no desenho é o senhor Filch!
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No outro dia
Hermione chega para trabalhar, ela mal contém os bocejos, consequência das poucas horas de sono, graças ao jantar da véspera. Apesar da parte chata dos discursos, ela tem que admitir que tanto ela quanto o marido se divertiram bastante.
Ela encontra a sua mentora. A despeito de também ter comparecido ao jantar, Minerva permanece impecável – bom dia (Hermione a cumprimenta) desculpe o atraso
- São apenas cinco minutos – Minerva diz tranquilizando-a – sinceramente eu esperava que você fosse pedir o dia de folga após o jantar ou pelo menos a parte da manhã – Minerva diz sorrindo.
- Descobri porque mesmo com toda a chatice do jantar as pessoas sempre vão – Hermione diz – depois da parte dos discursos, a festa fica interessante.
- Exatamente isso – Minerva concorda – a maioria das pessoas não se importa nem um pouco em puxar um pouco o saco de alguém quando se tem comida, bebida e música de graça (Minerva sorri) eu confesso que aguento tudo isso pela oportunidade de ver algumas pessoas que me são caras e que só tenho a oportunidade de encontrar nesses jantares (ela suspira) a vida sempre acaba nos afastando, então sou grata ao senhor Riddle por proporcionar essas oportunidades e faço a minha parte para garantir que nosso centro esteja na sua lista de instituições beneficiadas.
- Isso! Então cabe a nós fazermos a nossa parte aqui também até o jantar do próximo ano – Hermione diz – só espero não cochilar no meio da papelada
Mas a visão da sua cunhada em trajes de trabalho logo cedo lhe diz que a última coisa que vai acontecer é ela cochilar...
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Pouco antes, na Scotland Yard
Gina e Harry chegam juntos. Em qualquer outro momento ele estaria preocupado com as piadinhas do seu padrinho, mas não hoje, não quando ele recebeu uma mensagem sucinta, mas dizendo mais do que qualquer outra, uma mensagem com as palavras: venha rápido, nós temos algo.
Ele se lembra da fisionomia da sua parceira quando recebeu a mesma mensagem, Harry viu em seu semblante o modo profissional incorporando e os acontecimentos das últimas horas já não tinham mais importância, e só pra ficar claro sim, eles dormiram juntos novamente.
O casal vê Sirius Black e ao seu lado está Draco Malfoy e a senhorita Lovegood, o semblante de todos deixa claro que algo aconteceu.
Sirius faz um resumo rápido para seus subordinados, é claro que ele notou que seu afilhado e a moça chegaram juntos, mas agora não há tempo para fazer nenhum tipo de brincadeira, eles têm uma prisão a realizar...
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De volta ao centro de reabilitação
Hermione e Minerva acabaram de ouvir de Gina o que aconteceu na véspera, o semblante estupefato de ambas mostram que elas não acreditam no que aconteceu.
- Vocês têm certeza? – Hermione indaga, por mais que ela tenha algum tipo de ressalva sobre a forma que o homem se referia às mulheres do centro, ela nunca poderia imaginar algo dessa natureza
- É claro que precisamos interrogá-lo, ver se ele tem um álibi, essas coisas – Gina diz – mas tudo indica que ele realmente atacou uma mulher ontem (ela suspira) o Sirius e o Harry estão lá fora, eu pedi pra vi aqui conversar com vocês antes. Onde podemos encontrá-lo?
- Ele geralmente passa aqui quando chega – quem fala agora é Minerva, ela olha para Gina – não sei se posso lhe pedir isso, mas algumas das meninas aqui já tiveram problemas com a polícia, então se puderem...
- Seremos discretos, não se preocupem – Gina diz recebendo um meio sorriso da diretora
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Do lado de fora
Sirius e Harry esperam Gina retornar. A ruiva pediu para entrar sozinha para conversar com a cunhada primeiro o que seu chefe prontamente permitiu, Sirius sabe que logo a sua agente estará de volta, mas nesse meio tempo nada impede que ele troque uma palavrinha ou duas com seu afilhado.
- Reparei que você e a senhorita Weasley estão, como direi, bem próximos ultimamente – ele dispara.
- Sutileza não é o seu forte, não é mesmo? – Harry diz com um suspiro – onde está a sua política de não ver nada no que diz respeito a certas interações entre colegas de trabalho?
- Você tecnicamente não trabalha para a Scotland Yard, nem a senhorita Weasley pelo menos por enquanto – Sirius diz com um meio sorriso – e como você mesmo notou, sutileza não é o meu forte. Então como eu ia dizendo, vocês estão bem próximos ultimamente...
- O que você quer que eu diga, Sirius? – Harry indaga – eu me recuso a jogar esses joguinhos que você e meu pai teimam em fazer, não vou cair nessa armadilha
Um toque em seu braço do seu padrinho faz com que Harry pare de falar. Sirius poderia dizer várias coisas que gostaria que seu afilhado dissesse, mas a chegada de uma van diz que essa conversa vai ter que ficar pra depois...
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De volta à Scotland Yard
Draco olha para a sua parceira improvisada, mal surgiram os primeiros raios de sol e Luna já estava de volta querendo notícias. Ela poderia ficar em casa até que eu ou o Sirius chamasse, mas não essa destrambelhada teima em ficar esperando aqui. Ele pensa olhando-a com o rabo do olho
- Não adianta ficar me olhando de lado com essa cara, senhor Malfoy – Luna diz sem tirar os olhos da revista que está lendo – eu já disse que só saio daqui quando souber se esse homem que atacou a moça é mesmo o senhor Filch
O loiro luta para não rolar os olhos – eu estou ciente do que a senhorita disse, mesmo que eu tenha garantido que a manteria informada – ele rebate
- Desculpe se eu não estou segura com essa promessa – Luna diz – eu estou certa que provavelmente o senhor ficaria envolvido com os acontecimentos e acabaria esquecendo – ela vê que ele quer falar alguma coisa, mas o impede – eu não o estou recriminando ou julgando, eu entendo que você se envolva no seu trabalho, mas... (ela baixa os olhos) eu só preciso saber se é ele mesmo, eu preciso saber se andei durante meses com o cara que foi o responsável pela morte da minha mãe.
Draco olha para a moça sem saber direito o que dizer e antes que ele consiga pensar em algo, ele é avisado que o suspeito chegou...
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Um pouco antes no centro de reabilitação
Harry e Sirius veem a van estacionar, eles sabem que precisam ir com calma, mesmo que tenham um mandado baseado no retrato falado e no reconhecimento de Luna Lovegood, de jeito nenhum isso faz com que tenham um caso concreto, pelo menos ainda não.
Eles sabem que no momento só o que podem fazer é acusá-lo de atacar a moça no dia anterior, isso se ela realmente o reconhecer, aí sim poderão tentar algo para ver se realmente ele tem algo a ver com tudo o que aconteceu ou se é apenas um ataque comum.
Sirius olha para Harry ao mesmo tempo em que eles veem o homem sair do carro. É hora de fazer o trabalho.
Ele aborda o homem - senhor Filch? – Sirius vê o homem assentir com a cabeça – detetive Sirius Black, o senhor precisa ir à Scotland Yard para prestar esclarecimentos
O homem olha para Sirius como se estivesse processando a informação e então ele diz – eu não entendo o que a Scotland Yard pode querer comigo, mas se vocês fazem questão eu posso ir depois que terminar o serviço.
- O senhor não está entendendo – Sirius fala calmamente – nós estamos aqui para levá-lo
- Ah não! – o senhor Filch diz – vocês não podem me obrigar, eu sou um cidadão de bem, conheço meus direitos!
- Na verdade podemos, senhor Filch – Sirius diz – o senhor pode ir conosco por bem em respeito à senhorita McGonagall, ou do jeito mais difícil
O homem olha para Sirius e depois para o local onde fica o escritório da administração – eu estou sendo acusado de alguma coisa?
- Não ainda – Sirius diz – o senhor será se for necessário, é só o que eu posso falar no momento. Por favor, tenha a bondade de me acompanhar
E com isso eles conduzem o suspeito para o carro aonde irão para a Scotland Yard torcendo para que isso seja algo que os conduza ao final do seu caso...
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No escritório de Minerva McGonagall
Gina observa de longe Harry e Sirius levarem o suspeito. Ela veio em seu próprio carro para avisar a sua cunhada, a ruiva achou que devia isso a ela. Gina suspira enquanto diz – não posso dizer mais do que eu já disse, Hermione, mas sugiro que providenciem um advogado para seu motorista. Se tudo se concretizar, ele realmente precisará.
Hermione e Minerva assentem com a cabeça, Gina continua – eu devo ir agora, se as coisas na Scotland funcionarem como na homicídios, ele será interrogado e nós iremos vasculhar a casa dele pra tentar encontrar algo (ela para por um momento) eu não sei se devo perguntar, mas vocês nunca acharam nada estranho nesse homem?
Hermione olha para a sua mentora que assente com a cabeça então, ela respira fundo e diz – ele nunca escondeu que tinha desprezo pelas mulheres daqui, mas ninguém nunca imaginou que ele fosse capaz de qualquer tipo de atrocidade. Pelo contrário, pra gente sempre pareceu que ele não teria coragem sequer de se aproximar de qualquer uma delas se não fosse seu trabalho (ela para horrorizada) a gente devia ter desconfiado.
- Não, Mione – Gina a interrompe – não faça isso com você mesma, nenhuma de vocês teria como adivinhar, por favor. Várias pessoas não suportam essas mulheres, nem por isso saem tentando agredi-las. Vocês não poderiam adivinhar (ela para por um momento e pega o celular onde uma mensagem do seu chefe passa as suas próximas instruções) eu realmente preciso ir, tenho algo a fazer antes de retornar para a Scotland Yard, eu dou notícias assim que for possível.
E dizendo isso ela se retira...
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De volta à Scotland Yard
Anna Abbot vê vários homens através de um vidro, seus olhos lacrimejam e ela começa a tremer, Luna coloca a mão no seu ombro e diz suavemente – não se preocupe, eles não podem ver você (ela para por um momento) pelo menos é assim nos filmes, eu acho que deve ser assim aqui também.
Exatamente – Draco diz lutando contra a vontade de rolar os olhos, ele ainda não entende porque o Sirius deixou essa maluca ficar, mas quem é ele pra ir contra o chefe? – pode ficar tranquila, senhorita Abbot, eles não podem ver você, leve o temo que for preciso...
- Não precisa, é aquele ali – ela aponta certeira para o motorista – foi ele, eu tenho certeza.
- Obrigado, você foi muito corajosa – Sirius diz
- E agora? – Luna pergunta – ele vai ser interrogado? Ele está ligado aos outros crimes? Por que se não estiver eu preciso voltar...
- Tudo há seu tempo, senhorita Lovegood. Não podemos ligá-lo a nada no momento, a não ser ao ataque à senhorita Abbot. Nós iremos interrogá-lo em breve e assim quem sabe ele diz alguma coisa. Temos que fazer tudo corretamente, um bom advogado é capaz de livrar um senhor de idade muito fácil se nós deixarmos qualquer brecha, ele pode alegar que a moça entendeu mal ou algo parecido – Sirius diz com sinceridade – por isso temos que ter algo mais
- Algo mais? – Luna pergunta curiosa – algo mais como o quê?
Neste momento Gina chega trazendo uma pessoa.
Sirius sorri – algo mais como isto...
NOTA DA AUTORA
Espero que todos estejam bem e que 2023 tenha começado com tudo o que vocês desejaram. Eu tentei postar antes mas final de ano pra quem trabalha em escola é complicado, depois vieram as festas e eu deixei as fics um pouco de lado..
De qualquer forma aqui está o capítulo, espero que tenha alguém passando por aqui e espero que tenham gostado e como eu sou uma otimista acima de tudo, espero que alguém deixe uma palavrinha de incentivo.
Bjos e até o próximo
