Em outro local
Luna Lovegood respira fundo, ela não sabe direito o que está fazendo, mas algo dentro dela diz que este é exatamente o local onde ela deveria estar.
Ela segura o diário da sua mãe nas mãos, o pouco tempo em que ficou na sua casa ela usou para ler mais uma vez as memórias de Pandora e tomar a decisão de ir à busca nem ela mesma sabe do que.
Por um momento ela pensa em Draco Malfoy, Luna sabe que se ele pudesse o detetive a trancaria em casa até que tudo fosse resolvido, felizmente ele não tem poder para tanto, mas Luna sabe que teria que ouvir uma reprimenda de proporções astronômicas se ele descobrir o que ela está fazendo.
No entanto não é um detetive mal humorado que vai pará-la ,Luna decidiu ir às últimas consequências e é isso que ela vai fazer.
Este é o seu último pensamento antes de entrar no orfanato onde a sua mãe foi criada...
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De volta à Scotland Yard
Sirius entra no local onde advogado e cliente estão. Ele não sabe direito o que esperar, mas uma coisa ele tem certeza, por mais que o homem sob custódia esteja envolvido, ele não é o único responsável por tudo que está acontecendo.
Ele se arma da sua melhor cara de pôquer, de jeito nenhum ele vai deixar o homenzinho que se intitula um dos melhores advogados de Londres ter a vantagem. Agora é a hora de tentar descobrir mais, então ele respira fundo e diz:
- Bem, senhor Filch, eu ouvi dizer que o senhor quer fazer um acordo. O que o senhor tem para oferecer?
- Alto lá! – o advogado diz de forma arrogante – antes de tudo eu preciso saber o que vocês podem dar ao meu cliente.
Sirius olha para o advogado. Ele não mudou nada, o detetive se lembra da época em que eles foram os melhores amigos juntamente com James e Remo, mas infelizmente Peter resolveu seguir o caminho mais fácil e menos escrupuloso e desde este momento nada mais foi o mesmo.
O detetive fecha os olhos por um momento para esquecer essa época e se lembrar que eles estão em lados opostos já há algum tempo antes de dizer:
- Somos nós que damos as cartas aqui, Pettigrew. Você sabe muito bem que a fachada de pobre velho vai cair por terra na hora que o exame de DNA for citado e, convenhamos, seu cliente não consegue falar por cinco minutos sem deixar evidente o desprezo que sente por estas mulheres. Então eu pergunto novamente, o que vocês têm para oferecer?
- Eu conversei com meu cliente e ele está disposto a confessar, mas eu preciso saber o que vocês podem oferecer
- Eu vou falar com a promotoria, mas não prometo nada – ele encara o advogado – quando você diz que ele está disposto a confessar, você está falando especificamente de que? Do corpo em que achamos o DNA?
- Não – Pettigrew diz – ele vai confessar a responsabilidade sobre todos os corpos encontrados.
Sirius olha para o advogado – quando você diz todos, você quer dizer todos mesmo? (ele vê o homem assentir com a cabeça) pois bem, verei o que eu posso fazer.
Dizendo isso Sirius se retira. Em seu pensamento apenas um coisa, talvez não seja bem o senhor Filch que Pettigrew está tentando defender...
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Enquanto isso
Draco se segura para não perguntar a cada minuto se ainda vai demorar muito. Ele não é um menino de cinco anos, mas neste momento ele está quase se portando como tal.
Ele vê o analista técnico muito concentrado digitando em uma velocidade que uma pessoa normal não conseguiria, Draco sabe que o homem é bom no que faz e se alguém puder encontrar algo sobre a mãe de Luna será ele.
Infelizmente o loiro sabe que as chances que ele encontre algo sobre o tempo em que ela ficou nas ruas é pequena, mas isso não significa que não possa haver algo e um ligeiro sorriso do seu colega mostra que sim, ele achou alguma coisa...
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Em outro local
Luna olha o local enquanto caminha em direção a uma sala reservada, ela nunca havia pensado nisso, mas se ela fosse imaginar um orfanato talvez ele fosse exatamente assim, meio parecido com um colégio interno com a diferença que naquele local os internos não têm mais ninguém.
Ela fica imaginando como foi a vida da sua mãe no local até sair para morar com uma família desconhecida, família essa que ela espera descobrir agora.
Luna sabe que as chances são pequenas. Mais ainda, ela sabe que isso é uma jogada meio louca e desesperada e talvez ela esteja apenas querendo mascarar o fato de que andou por meses com o responsável pela morte a sua mãe, mas algo diz que existe mais alguma coisa nesta história e como jornalista ela aprendeu a nunca ignorar uma intuição.
- Pois bem, senhorita Lovegood – a voz de uma senhora idosa com uma aparência amável a tira do devaneio – em que eu posso ajudá-la?
Luna olha para a mulher e respira fundo. Ela até poderia inventar uma história envolvendo a sua profissão, mas isso não é do seu feitio. Então ela decide ir para o caminho que para ela sempre foi o mais fácil, a verdade ou pelo menos uma boa parte dela.
Então ela respira fundo – a minha mãe desapareceu quando eu tinha oito anos da idade e há alguns dias nós descobrimos que ele estava morta há alguns anos (ela respira fundo) apenas a pouco tempo eu tive acesso aos seus diários e fiquei sabendo que ela passou parte da infância aqui antes de ir para outro lugar (ela luta contra a emoção) e, bem, eu achei que poderia conhecer um pouco mais sobre ela vindo aqui.
- Sinto muito, espero que ela tenha vencido na vida – a senhora fala com um suspiro – não são muitas as que conseguem alguma coisa ao sair daqui, infelizmente. (ela para um por um momento e fala) eu trabalho aqui há muito tempo, certamente antes da senhorita ter nascido. Como era o nome da sua mãe?
- O nome dela era Pandora – Luna diz com o coração aos pulos ao ver o rosto da mulher se iluminar.
- Ah sim, a jovem Pandora – a mulher encara Luna por um momento – eu devia saber, você lembra muito ela, tenho certeza que se eu a tivesse conhecido adulta ela seria exatamente assim.
- A senhora a conheceu? – Luna olha espantada para a mulher na sua frente. Tudo bem que ela esperava encontrar alguma pista, mas ela nunca esperou achar alguém que a tivesse conhecido.
- Sim – a senhora sorri – ela era uma menina muito doce e encantadora, sempre com uma palavra amiga pra todo mundo – a mulher completa e Luna também sorri é exatamente assim que ela se lembra da sua mãe. Luna fica feliz em saber que apesar dos anos difíceis sua mãe não perdeu esta capacidade.
A senhora continua:
- Eu era apenas uma assistente tinha acabado de entrar aqui (ela sorri) claro que eu nunca imaginei que ficaria tanto tempo, mas eu me lembro sim da sua mãe embora não tenha convivido tanto tempo com ela. Ela era uma menina muito doce e logo depois foi adotada e eu nunca mais a vi, espero que as coisas tenham dado certo pra ela ao menos por um tempo e que ela tenha sido feliz com a família.
-Foi difícil, mas ela foi feliz – Luna diz com um meio sorriso, isso não deixa de ser verdade, a sua mãe foi muito feliz nos poucos anos em que formaram uma família – e agora que ela se foi eu sinto que preciso saber um pouco mais sobre ela. Eu gostaria de conhecer um pouco da família com a qual ela viveu, a senhora se lembra qual foi?
- Ah não – ela diz e Luna pode sentir a decepção preencher a sua face – eu era apenas uma assistente e esse tipo de coisa não chegava até mim. Eu só lembro que algumas pessoas comentavam que era uma família muito rica e que ela teve sorte de ser escolhida, eu sinto muito não poder ajudar.
- Tudo bem, obrigada mesmo assim – Luna diz e se prepara para sair quando ouve.
- Espere! – ela se volta e a mulher completa – eu me lembrei que existem alguns arquivos antigos em algum lugar no sótão. Faz anos que ninguém mexe, então só deus sabe em que estado estão, mas pode ser que haja alguma coisa a respeito disso lá. Se você quiser...
- Eu quero! – as palavra escapam antes mesmo que ela possa pensar – eu quero tentar achar algo...
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Pouco depois, na Scotland Yard
Draco encara o analista que o encara de volta com um sorrisinho discreto – não sei por que o Sirius pediu isso, mas vamos lá.
- Vamos deixar o Sirius de fora por enquanto – Draco diz – o que você descobriu?
- Pandora Lovegood viveu em um orfanato por alguns anos até ter sido levada para uma casa de família de onde fugiu alguns anos depois. Não há notícias sobre ela até que se casou com Xenofilio Lovegood aos vinte e poucos anos, não se sabe ao certo a idade e teve a filha Luna pouco depois. Ela desapareceu misteriosamente quando a menina tinha 8 anos, conforme os boletins não há notícias do paradeiro dela até recentemente quando o corpo foi descoberto em uma vala comum.
- Espera! - Draco o interrompe - como assim não se sabe ao certo com quantos anos ela se casou? É só fazer as contas pelas datas ou não há um registro do casamento?
- Há um registro de casamento sim – Remo esclarece – mas quanto ao nascimento (ele faz uma pausa e vê que Draco parece sem paciência) Pandora Snow foi deixada na porta de um orfanato sem nenhum tipo de documento, ela aparentava ter uns dois anos de idade, mas poderia ser mais velha devido ao estado de desnutrição em que se encontrava.
Draco olha sem acreditar – então não há como saber ao certo de onde ela veio? (ele diz e vê o analista assentir com a cabeça) presumo que você já procurou por Pandora Snow (ele diz e vê o homem sorrir) o que foi?
-Bem se vê que você não está familiarizado com essa parte, Malfoy – Remo diz e esclarece – Snow é um sobrenome comum dado a uma pessoa que não tem sobrenome, alguém que não tem nenhum tipo de parente conhecido, alguém que não conhece a sua origem.
- Tudo bem – Draco suspira, não era bem o que ele queria, mas ele vai trabalhar com o que tem – então ela foi deixada em um orfanato vinda sabe se lá de onde. O que você tem a respeito dela até o casamento?
- Bem, como eu disse, ela foi deixada na porta da instituição onde viveu até os doze anos – ele para – isso é estranho...
- O que é estranho? – Draco questiona.
- Aqui diz que ela foi adotada, mas não tem mais nenhuma informação - Remo Lupin diz enquanto digita - não era pra ser assim...
- Talvez por ser alguma coisa antiga – Draco sugere.
- Não, Malfoy, você não está entendendo, esse tipo de coisa já foi digitalizado há anos. Isso teria que estar aqui – Remo diz com ar intrigado.
- Você consegue pensar em algum motivo pra isso ter acontecido? – o loiro questiona.
- Eu só consigo pensar em uma coisa – Remo diz, ele encara o loiro e vê que Draco também pensa a mesma coisa.
Alguém não quer que isso seja de conhecimento deles...
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Quase ao mesmo tempo
Luna luta para ter objetividade e não romper em lágrimas cada vez que pensa na sua mãe, mas pra ela é difícil, tudo naquele lugar remete à infância de Pandora Lovegood. Ela se apega ao seu otimismo para pensar que de alguma forma a sua mãe deve ter sido feliz naquele lugar, ela sabe que Pandora sempre via o melhor em tudo e como a própria mulher falou anteriormente, ela era uma menina muito doce querida por todos e talvez isso tenha sido a sua ruína.
Ela não sabe direito porque está fazendo isso, mas uma esperança talvez irracional lhe diz que pode ser que conversar com a família onde a sua mãe viveu antes de fugir lhe dê alguma pista.
Luna não consegue conter um arrepio quando se lembrar da conversa que teve com seu pai, ela não é ingênua e ela tem consciência que algo terrível deve ter acontecido para que a sua mãe preferisse ficar nas ruas. Luna sabe que tudo tem início na casa onde ela viveu parte da sua adolescência e mesmo que isso não tenha nada a ver com o que aconteceu depois ela sente que isso é algo que ela precisa descobrir.
E talvez isso aconteça antes que ela imagina, ela pensa com um arquivo nas mãos, o arquivo que mostra qual a família a levou...
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De volta à Scotland Yard
Draco respira fundo ao ver que o nome da família que levou a mãe de Luna não está disponível. A despeito da sua vontade de soltar um palavrão, agora ele deve ser objetivo, então ele olha para o analista.
- Se eu entendi direito esses dados deveriam estar disponíveis – ele vê o homem assentir com a cabeça – existe algum motivo para que isso não ocorra?
- Normalmente isso acontece quando é algo relacionado à proteção a testemunhas, o que não é o caso – ele esclarece – então eu só posso dizer que existe alguém com muita influência que mexeu alguns pauzinhos para que esta informação não estivesse aqui.
- E você pode reverter isso? (ele questiona) ou pelo menos conseguir descobrir quem fez isso?
- Eu posso tentar, mas não garanto – Remo diz com um suspiro – e vai demorar, sinto muito
- Tudo bem – Draco diz embora isso não expresse o que ele sente no momento – mas você pode pelo menos dizer o nome da instituição onde ela vivia?
- Claro – Remo diz enquanto digita – está aqui
Ele entrega um papel para Draco, agora ele sabe qual será seu próximo passo...
NOTA DA AUTORA
Mais um capítulo prontinho pra vocês! Eu sei que vocês não aparecem muito pra comentar e isso me desanima um pouco mas não se preocupem que eu não vou abandonar a fic por causa disso.
Falando em comentários, no capítulo anterior eu recebi uma review no mínimo estranha, eu digo estranha porque não havia nada escrito! Eu fiquei bem cismada porque não sei o que aconteceu e gostaria mesmo de saber o que esta pessoa tinha a dizer, então se você quiser se manifestar, esteja a vontade
Se alguém que é fã de Game of trones tiver achado estranho a "coincidência" do sobrenome da Pandora, eu já deixo claro que não é mera coincidência! Sim, eu copiei descaradamente, me julguem. Achei que seria legal usar a referência, já que a Pandora era alguém de origem incerta
Bem, é só. Assim que eu puder, eu atualizo e quem puder deixar uma palavrinha vai me fazer muito feliz
Bjs e até o próximo!
