No outro dia
Sirius é o primeiro a chegar antes mesmo do próprio Moody e isso quer dizer muita coisa já que há uma piada interna que o seu chefe tem um quartinho em algum lugar no prédio da Scotland Yard, ele sabe que muita coisa vai acontecer hoje e quer estar preparado.
Ele contou aos agentes do caso que Luna não havia sobrevivido e isso gerou um desanimo total, somado ao fato que Lucio Malfoy se apresentou para defender o senhor Riddle e Sirius sabe que é mais fácil o inferno congelar do que o seu homem em custódia passar mais que 48 horas detido.
Sirius sabe que a briga vai ser grande e que eles vão enfrentar todo tipo de empecilho, vai ter muita gente para atestar que o homem que eles têm em custódia é um cidadão de bem.
Mas Sirius também é um homem que sabe o que fazer e é por isso que ele entra em seu escritório e se prepara para fazer seus últimos ajustes daquela que vai ser a maior batalha da sua vida.
Ele vê Lucio Malfoy chegando, Sirius não precisaria ser um homem inteligente para saber que o advogado porta um habeas corpus e que Tom Riddle vai sair, Sirius só espera que seja por pouco tempo...
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Pouco depois
Draco Malfoy chega à Scotland Yard, só Deus sabe o quanto foi difícil para ele levantar da cama e cumprir a sua obrigação. Apenas a certeza de que deveria descansar um pouco fez com que ele se deitasse esta noite, mas ele não pode dizer que conseguiu repousar, as poucas horas de sono que conseguiu foram povoadas de pesadelos onde Luna o encarava com olhos tristes dizendo que ele não fez nada para salvá-la.
No fundo é isso que Draco também pensa, o loiro sabe que se tivesse prestado mais atenção iria perceber que Luna faria algo. Mas ele baixou a guarda e o resultado foi mais desastroso do que qualquer um poderia prever e ele nunca vai se perdoar por isso.
Não, ele não vai se perdoar, mas ele vai fazer o possível para que Luna tenha justiça. No entanto, ele vê que isso vai ser difícil, o sorriso vitorioso no rosto de seu pai mostra isso...
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Enquanto isso
Harry acorda, ele passa algum tempo observando a ruiva que dorme o sono dos justos alheia aos acontecimentos da noite anterior. Por um lado é até bom, ele pensa, teremos um dia longo pela frente.
Ele se prepara para acordar a moça em alguns instantes, Harry resolveu deixá-la dormir um pouco mais antes que eles partam para a Scotland Yard.
No entanto uma mensagem em seu celular lhe diz que não é para a Scotland Yard que eles devem ir...
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Na Scotland Yard
Draco observa estupefato seu pai abraçar Tom Riddle, o homem que matou Luna Lovegood. Ele não pode acreditar que esse monstro está sendo libertado, ou melhor, ele pode sim acreditar. Draco vem convivendo com o que o dinheiro pode fazer desde que era uma criança.
- Mantenha a calma – Sirius diz – não está tudo perdido, acredite. Não faça nada que possa estragar tudo.
- Mais? – o loiro pergunta com ironia – mais do que um assassino ser libertado?
- Como eu falei, não está tudo perdido – Sirius diz aparentando calma – ele ainda vai ser acusado e julgado por seus crimes.
- Você acredita mesmo que um homem como Tom Riddle vai ser condenado? – Draco retruca – ele vai comprar todo o judiciário antes mesmo de chegar a sua mansão!
- Draco – Sirius diz – apenas me escute. Eu sei que a senhorita Lovegood se tornou importante pra você e eu sei que você está tentado a fazer justiça com as próprias mãos e eu te entendo, pode acreditar. Mas eu também sei que você abomina a forma com que a nossa família lida com seus, digamos, problemas. Então eu preciso que você foque em fazer o que é preciso, você acha que consegue?
Draco respira fundo, ele sabe que seu chefe está certo. Foi por isso que ele cortou o contato com a sua família, então ele apenas diz – o que eu tenho que fazer...
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Enquanto isso
Harry e Gina se entreolham, eles encontraram Tonks, Rony e vários outros policiais das mais diversas divisões. Ele não sabe como Sirius conseguiu isso em tão pouco tempo, mas o fato é que eles possuem mandados para revistar tudo que se refere a Tom Riddle e eles sabem que devem fazer isso o mais rápido possível. Já é de conhecimento que o homem foi libertado e para que ele suma com tudo o que o incrimine é só uma questão de tempo.
Harry só acha estranho Sirius não estar coordenando a empreitada, ele sabe que isso é algo que seu padrinho certamente faria e que o fato dele não estar lá só significa que ele tem algo ainda mais importante nas mãos, então cabe a ele fazer o que deve ser feito.
Embora ele não seja um agente oficial, Harry já chegou a liderar diligências, então ele sabe o que fazer. Ele rapidamente distribui os mandados e passa as instruções, aos poucos os policiais vão se retirando e ele percebe que Gina se encontra frustrada por não ter sido enviada em nenhuma delas.
´- Se acalme, ruiva – ele diz contendo um sorriso ao ver sua parceira bufar como uma criança – eu deixei o melhor pra você.
- E o que seria? – ela diz meio emburrada – traçar mais algum perfil? Já fizemos isso e até agora não deu em nada.
- Tenha fé em si mesma, Gina – Harry fala – foi o nosso perfil que nos levou a Tom Riddle.
- Na verdade foi a senhorita Lovegood que nos levou a ele – Gina diz com um suspiro – e por causa disso, ela está morta, do que isso adiantou?
- Ei, eu falei para você ter fé – Harry diz – agora nós vamos para a sua casa pegar algumas coisas, nós temos uma missão.
- Missão? – Gina diz sem entender – que tipo de missão?
- Tudo há seu tempo, ruiva – Harry diz – você vai entender em breve. Agora vamos, não há tempo a perder.
E dizendo isso Harry segura a mão de Gina e eles saem...
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Enquanto isso
Draco respira fundo enquanto olha para a casa modesta. Ele foi encarregado de fazer a segurança de Severo Snape, Sirius não falou muito, mas deixou claro que o homem teria informações imprescindíveis para levar o senhor Riddle para a cadeia e se isso fizer o assassino de Luna pagar pelo que fez ele está disposto a realizar a tarefa.
Ele se lembra que o professor e seu pai foram chegados na época da sua infância, mas com o passar do tempo o homem foi se afastando. Draco não sabe dizer o que aconteceu, mas se ele fosse supor diria que teria alguma coisa a ver com os negócios escusos da sua família.
Ele toca a campainha e o homem aparece na porta, se Draco não fosse um policial treinado, ele não perceberia o ligeiro espanto na feição do homem que diz:
- Suponho que o senhor não está aqui como um enviado do seu pai, eu já deixei bem claro para ele o que eu penso.
- Não senhor – Draco diz com um suspiro, de fato muita gente não está a par do seu rompimento com a família, o orgulho de Lucio faz com que ele esconda o ocorrido e quanto a ele, bem, Draco não acha necessário dar satisfações a este respeito – agente Malfoy da Scotland Yard, eu vim cuidar da sua segurança.
- Se eu fosse uma pessoa bem humorada eu certamente sorriria das ironias da vida – Snape diz de modo ácido – o senhor está aqui me dizendo que o filho de Lucio Malfoy é o responsável por minha segurança?
- Exatamente, senhor – Draco diz – eu faço parte da equipe de Sirius Black, o senhor pode entrar em contato com ele caso não se sinta seguro apenas com a minha palavra.
- Não é necessário – Snape diz –embora o Black tenha um senso de humor condenável, eu tenho certeza que nenhum Malfoy se prestaria a um papel desses e entre todas as falhas de caráter que eu posso citar em seu chefe, eu devo ser justo e dizer que corrupção não é uma delas, embora eu deva dizer que me surpreende que o senhor, justamente o senhor tenha sido escolhido para este trabalho.
- Ele sabe que vou fazê-lo melhor do que qualquer um – Draco diz – já passou da hora de certas pessoas da cidade perceberem que o dinheiro não pode comprar tudo e todos.
- Espero que tenha razão, senhor Malfoy – o homem diz abrindo a passagem para que o loiro entre – espero mesmo que tenha razão...
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Na casa de Gina
A ruiva prepara uma valise com alguns pertences pessoais, é difícil fazer isso sem saber ao certo para onde vai ou por quanto tempo. Harry não falou muita coisa e ao mesmo tempo em que isso a tira do sério ela sabe que se ele não o fez, deve ter um motivo para isso. Então ela faz o melhor que pode com as poucas, ou melhor, com a nenhuma informação que tem.
- Pronto – ela diz para o seu parceiro – mas seria melhor se você desse uma olhada pra ver se eu preciso pegar mais alguma coisa. É meio difícil fazer as malas no escuro, você sabe disso.
- Acredite, ruiva, eu sei – ele responde de forma solidária – o Sirius não avisou muita coisa também, ele disse que vai passar instruções mais tarde (ele respira fundo) outra coisa ligue para a sua família e avise que você vai passar um tempo fora, diga que eles não devem entrar em contato de maneira alguma. Você irá fazer isso e combinem uma palavra de segurança, algo que ninguém de fora teria como saber.
Gina olha para Harry, se ela fosse outra pessoa talvez ela ficasse assustada, mas ela é uma agente e das boas, então ela apenas assente com a cabeça e vai fazer o que ele disse sabendo que muita coisa virá...
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Na Scotland Yard
Sirius tira um momento pra si. Ele sabe que em breve não poderá se dar a este luxo, há muita coisa a fazer antes que o senhor Riddle vá a julgamento.
Ele sabe que há essa hora o senhor Riddle já deve estar em casa e certamente ele encontrou seus agentes vasculhando tudo e que mesmo que Lucio tente fazer algo para impedir, ele não terá êxito. Anular um mandado de busca é algo que leva algum tempo sem falar que é muito difícil um juiz anular a decisão do outro sem se comprometer e mesmo que Tom Riddle seja um homem poderoso não são muitos os que poriam a sua carreira em risco assim.
Sim, ele será julgado cabe agora a Sirius garantir que o processo não caia nas mãos de nenhum dos seus comparsas do judiciário. Ele sabe que Lucio Malfoy tem poder para isso, mas desta vez Sirius saiu na frente, afinal ele também conhece as pessoas certas, pessoas que nunca se venderiam ao poder do homem a ser julgado. Ele já jogou os seus dados agora é só esperar que o resultado seja satisfatório...
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Mais tarde
Gina e Harry estão a caminho de algum lugar que para a ruiva é desconhecido, ela se esforça para não bancar a criança e perguntar a cada cinco minutos se já estão chegando, mas ela não pode negar que esse suspense a está fazendo ficar mais irritada do que ela ficava nas viagens de família com todos os seus irmãos a perturbando.
- Só mais um pouco, ruiva – Harry diz, ele não pode negar que está se deliciando com a impaciência dela, mas ele também sabe que não convém abusar.
- Você não pode pelo menos dizer onde estamos indo? – a ruiva resolve tentar mais uma vez – e o que nós vamos fazer?
- Eu não posso dizer ao certo o que vamos fazer pelo simples fato de que eu também não sei, Gina – Harry diz como se explicasse a uma criança – eu recebi uma mensagem do Sirius dizendo exatamente o que eu te disse, ele falou que encontraríamos as instruções no local, ou seja, estou tão no escuro quanto você.
- Tudo bem – ela diz com um suspiro – então você pode pelo menos me dizer onde devemos receber as tais instruções?
- Vou fazer melhor, ruiva – ele diz – nós chegamos...
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Quase ao mesmo tempo
Draco olha para Severo Snape. Ele tem perguntas, muitas perguntas, mas as suas ordens são apenas para proteger o homem não para bisbilhotar a vida de alguém que frequentou a sua casa e parou de repente, muito menos para dizer que depois que ele se foi sentiu falta das conversas que tinham.
- Eu sei que o seu pai ensinou que não é educado encarar os outros – Snape quebra o silêncio com o mau humor que sempre lhe foi peculiar.
- Sim, ele ensinou – o loiro rebate – mas digamos que fiz questão de esquecer muitos dos ensinamentos de Lucio Malfoy ou eu não estaria aqui. Então desculpe por perguntar, o senhor sabe alguma coisa que pode nos ajudar, certo?
- Isso não foi propriamente uma pergunta – Snape rebate – e creio que se fosse para o senhor saber algo seu chefe teria informado, certo?
- Não se pode culpar um homem por tentar – Draco diz se surpreendendo com as próprias palavras. Antes de Luna ele nunca questionaria alguém assim – o senhor não pode me culpar por achar estranho que um dos pupilos do senhor Riddle esteja disposto a se voltar contra ele mesmo sabendo que isso pode dar muito errado e quem ficar no caminho vai sofrer as consequências.
- Digamos que algumas coisas simplesmente precisam ser feitas e vamos deixar por isso mesmo – ele diz de modo ácido – agora se me dá licença, eu preciso preparar umas aulas para quando esse inferno terminar, sinta-se a vontade para pegar qualquer coisa na minha biblioteca. Você vai precisar de algo para passar o tempo (ele olha para Draco) não conte comigo para conversar.
O loiro suspira pelo jeito essa proteção vai ser ainda mais difícil o que a sua anterior, mas ele sabe que e capaz de agüentar. Então Draco se dirige à biblioteca para fazer o que sua testemunha aconselhou...
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Enquanto isso
Harry e Gina olham para a casa isolada para onde foram enviados, definitivamente é o tipo de lugar que as pessoas procurariam se quisessem se esconder de algo ou alguém. Eles sabem que é algo referente ao senhor Riddle, mas o que?
Ele toca a campainha duas vezes seguidas e depois de alguns segundos repete o procedimento – ordens do Sirius – ele esclarece – assim saberão que é alguém mandado por ele.
Eles ouvem uma voz masculina falar alguma coisa com alguém dentro da sala, em seguida a porta se abre
Nada os preparou para o que eles encontraram no local...
NOTA DA AUTORA
Mais um capitulo pra vocês! Eu sei que nem de longe estou sendo frequente com as postagens, mas a vida real está sempre me lembrando que eu não sou a Jk e não posso viver só de escrever. E sinceramente a falta de comentários não me incentiva a me esforçar mais.
Eu prometi a mim mesma não ficar me queixando, então só espero que tenham gostado e quem puder deixar uma palavrinha vai me dar uma injeção de ânimo.
Bjos e até o próximo.
