Draco Malfoy sempre se orgulhou de ser um homem que mascarava muito bem as suas emoções. Isso era necessário quando vivia com sua família e foi um bônus quando se tornou um policial, uma máscara de indiferença pode ser algo bem útil quando se lida com as coisas que ele costuma lidar.
Mas nesse momento ele não pode evitar que as suas pernas fraquejassem e ele emitisse um ruído de surpresa. Na sua frente acompanhada pelo pai se encontra ninguém menos que Luna Lovegood!
- Mas, como? – ele finalmente consegue balbuciar – por que ninguém me falou nada? – ele completa furioso
- Acalme-se, Malfoy – Sirius diz. Ele já esperava algo assim do seu agente, Sirius é um homem vivido o bastante para perceber que alguma coisa ligou profundamente o loiro insensível à moça – eu vou te contar o que aconteceu, mas o senhor terá que se contentar com a versão resumida, eu preciso voltar para a sala da audiência em alguns minutos.
- Pode deixar, senhor Black – quem fala agora é a própria Luna – eu mesmo conto a ele o que aconteceu e no próximo intervalo o senhor preenche as lacunas. Eu preciso mesmo saber como as coisas estão por lá e o senhor é o único que pode fazer isso.
Antes que Sirius diga alguma coisa um sinal indicando o fim do intervalo soa e ele precisa sair.
- Bem, senhores – quem fala agora é Severo Snape – o senhor Malfoy aqui está chocado demais para se pronunciar, mas creio que o que ele gostaria agora é que estas lacunas fossem preenchidas.
- Eu vou contar o que aconteceu – Luna diz e a sua mente se volta há alguns meses atrás...
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Voltando alguns meses atrás
Luna ouve o som estridente dos monitores. Ela não sabe direito o que está acontecendo, mas ela percebe alguns enfermeiros mascarados que tiram seu pai do quarto. A moça é bastante observadora e ela pode dizer sem um pingo de dúvida que estes homens nunca estiveram em seu quarto antes.
A moça teme pela sua vida, ela sabe que Tom Riddle é um homem que possui a metade da cidade em suas mãos e não seria difícil ele conseguir alguém para terminar o que havia planejado e esta certeza aumenta ainda mais quando um deles diz:
- Precisamos conversar, senhorita Lovegood...
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No momento atual
- Analisando o fato de que a senhorita está aqui, devo supor que não era ninguém com a intenção de lhe fazer mal - Severo Snape diz.
- Não – Luna responde, ela olha para o agente Malfoy, mas ele continua apenas encarando-a – mas naquele momento eu pensei que iria morrer, eu só pensei que meu pai não merecia aquilo, eu estava prestes a apertar o botão para chamar alguém, quando um deles falou...
E a sua mente retorna aos acontecimentos anteriores...
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Luna olha para os homens a sua frente, ela chega a pegar o botão para tentar chamar alguém, no entanto um dos homens o tira da sua mão – não faça isso senhorita, se fizer não poderemos fazer nada para ajudá-la – ele coloca a mão no bolso e ao contrário do que Luna esperava é um telefone e não uma arma que ele porta – tome – ele diz – alguém quer falar com você.
A moça pega o telefone com as mãos trêmulas e ouve o plano que poderá salvar a sua vida e colocar Tom Riddle na prisão...
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De volta aos dias atuais
- Então eu falei com o senhor Black e ele me explicou, ele me disse que temia que algo fosse feito comigo e que a única chance que eu tinha era que todos pensassem que eu havia morrido até que houvesse o julgamento – ela respira fundo – eu concordei, mas sob a condição de que meu pai viesse comigo, eu nunca deixaria ele passar por um sofrimento desses. Ele não concordou, mas eu disse que era isso ou nada.
- Foram os piores dez minutos da minha vida – Xenofilio se pronuncia – o momento em que me disseram que você não havia sobrevivido até que alguém me contasse o que havia acontecido, eu pensei que fosse morrer também.
- Desculpe, papai – a moça diz com lágrimas nos olhos – desculpe ter feito você sofrer assim.
- Menina tola – o homem diz carinhosamente – valeu a pena cada lágrima pela felicidade de ver que você estava viva e agora a sua mãe terá justiça.
Luna sorri em meio às lágrimas, ela realmente espera que haja justiça e espera também que Draco possa perdoá-la um dia...
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No local do julgamento
Sirius se prepara para ouvir a acusação, ele encara Marlene McKinnon, uma mulher de cabelos castanhos na altura do pescoço e olhar feroz. O detetive sabe que ela vai fazer o que for possível para que a justiça seja feita, ele tem essa certeza ao ver a paixão com que ela acusa o homem a sua frente dizendo que o dinheiro nunca deve ser justificativa para que alguém faça o que quiser.
Ele sabe que a mulher deverá explanar por mais algum tempo, em seguida a defesa se pronunciará e neste momento Sirius encara Lucio Malfoy que assiste a tudo impassível, Sirius sabe que embora Lucio Malfoy raramente tire o seu diploma do quadro onde ele é exibido em seu escritório, ele tem todos os assessores que precisa cabendo a ele apenas fazer o seu show.
E Sirius não tem nenhuma dúvida que será um show à parte, ele sabe que Lucio Malfoy usará todos os seus artifícios para convencer quem quer que seja que o senhor Tom Riddle é um homem de bem, defensor da família, da moral e dos bons costumes. Sirius sabe que Lucio vai dizer que ele é um homem religioso e um cidadão com uma reputação ilibada e que os deuses o ajudem Sirius sabe que vários serão convencidos pela sua oratória, resta rezar para que nenhum dos convencidos seja um jurado.
Após a fala da defesa, o juiz decidirá se as testemunhas ouvidas primeiro serão as da acusação ou as da defesa e embora possa parecer algo sem importância, isso pode ser vital para a forma como as coisas serão conduzidas.
No entanto, agora estas especulações deverão ficar para depois. Um recado trazido por alguém da Scotland Yard lhe diz que algo aconteceu...
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Um pouco antes, na Scotland Yard
Neville Longbottom caminha pelos corredores, ele vai em busca de um café para madame Pomfrey, a senhora está especialmente nervosa hoje e, diabos, ele também está! Afinal hoje é o dia em que eles saberão se um assassino em série vai ou não sair impune.
No início ele admite que pensou que alguma coisa no processo poderia estar errada, afinal quem não conhece Tom Riddle e tudo o que ele fez em benefício dos mais carentes? Não que ele não acreditasse no trabalho da Scotland Yard, mas ninguém está livre de cometer um engano, não é mesmo?
No entanto, quando a história foi à tona, a sua avó olhou em seus olhos e lhe disse com todas as letras que já era hora de alguém parar aquele homem e bastou isso para que ele soubesse que estavam com o homem certo. Augusta Longbottom não se engana, nunca.
No entanto, as suas conjecturas vão ter que esperar. Alguns agentes passam apressados por ele deixando claro que algo aconteceu.
Ele está se dirigindo à saída quando é parado por um deles – hei, você é médico, certo? – o agente pergunta
- Sim, eu sou médico legista – Neville diz – estou ajudando num caso
- Nós sabemos – o agente diz – mas você sabe tratar de pessoas vivas?
- Bem, tecnicamente... – o legista começa a dizer, mas é interrompido
- Deve servir – o homem fala – você precisa vir comigo
Ele é levado a uma das poucas celas existentes na Scotland Yard onde vê um senhor idoso agonizando, seus lábios estão roxos e há espuma em sua boca – esse homem está morrendo – ele diz – eu vou começar os primeiros socorros, mas chamem uma ambulância!
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De volta à sala restrita do tribunal
O clima está bem estranho entre os presentes no local, ninguém conversa com ninguém a não ser algumas poucas palavras sobre o tempo e a demora. É quase possível cortar a tensão com uma faca, se algum deles tivesse uma faca obviamente.
Draco observa os presentes lutando para não fixar seu olhar em Luna Lovegood por mais tempo do que o necessário, a despeito de estar chocado com tudo o que aconteceu o loiro não pode negar para si mesmo que ver a moça viva e bem deu um novo alento a seu coração.
Ele desvia o olhar antes que a língua sem filtro da moça pergunte se o nariz dela está sujo ou algo pior e passa a observar os demais presentes. Snape parece estar em seu próprio mundo, perdido em seus pensamentos, como se ele estivesse lendo um livro invisível ou quem sabe recapitulando o que irá falar nas próximas horas.
O Potter e a Weasley por sua vez parecem estar em seu próprio mundo, é até divertido observar como ambos se movem em perfeita sintonia, como um planeta e seu satélite. Se eles estivessem em outra divisão cujo chefe não fosse o Sirius eles estariam encrencados. O loiro pensa com desdém, ou talvez não já que o Potter nunca se dignou a fazer parte da corporação.
Draco se lembra dos sonhos a três que tiveram, ele, Potter e Chang, de que seriam os melhores e de uma forma ou de outra, dois deles conseguiram seu intuito, Draco tem que admitir que Harry é bom no que faz mesmo que tenha abandonado a academia. E agora um pouco mais maduro Draco é obrigado a admitir que foi mais difícil para Harry do que para ele, afinal ela foi namorada do Harry e não do loiro mesmo que ele a amasse um pouquinho em segredo.
Ou pelo menos pensava que amava. Ele diz para si mesmo, hoje Draco sabe que o que ele sentiu e talvez até mesmo o que Harry tenha sentido era uma mistura de sentimentos, mas não necessariamente amor.
Talvez seja a hora de seguir em frente. Ele se pega pensando e talvez seja isso que Harry esteja tentando fazer também.
- Sabe, ela queria avisá-lo – a voz de Xenofilio se faz ouvir.
O loiro olha para o homem, ele sabe exatamente do que ele está falando, mas Draco não fala nada e Xenofilio continua como se estivesse falando consigo mesmo.
- Ela disse que você deveria saber do plano, mas seu chefe disse que seria arriscado. Se dependesse dele, nem eu saberia – ele suspira – mas a Luna quis correr o risco, ela disse que não me faria sofrer mais uma perda, eu sei que foi arriscado, mas agradeço a minha filha por isso.
- O Potter ficou sabendo – as palavras saem da sua boca sem que ele tenha controle – o Sirius poderia ter me colocado pra proteger vocês!
- Eu não sei como funciona isso, meu jovem – Xenofilio diz – seu chefe deve ter tido os motivos dele – ele encara o loiro – eu só peço que você não desconte a sua raiva nela, minha Luna já sofreu muito, ela merece um pouco de paz.
Draco não fala nada. Sim, ele sabe que Luna merece um pouco de paz e ele sabe também que ela só conseguirá algo assim quando tudo isso acabar.
No entanto o semblante de Sirius ao entrar na sala mostra que talvez isso não aconteça tão cedo...
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Um pouco antes, na Scotland Yard
Neville vê o homem se contorcer em agonia, sua experiência somada ao filmes policiais que assistiu lhe diz que ele foi envenenado e se isso aconteceu dentro da Scotland Yard, ele pode deduzir duas coisas. Primeiramente, que ele é importante para o caso que investigam e segundo que existe alguém dentro das dependências que o envenenou.
Neville não é um agente. Diabos, ele nem tem uma arma ou permissão para usá-la! Mas num rompante ele se vê entrando com o prisioneiro na ambulância enquanto tenta entrar em contato com Sirius Black. Ele precisa saber do que aconteceu. Ele pensa torcendo para isso não colocar tudo a perder - eu vou com vocês – Neville diz e antes de ter permissão, ele entra no carro falando para si mesmo que não vai deixar este homem sozinho um minuto sequer...
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De volta ao tribunal
Harry olha para seu padrinho, ele conhece o homem o suficiente para saber que não foi para dar notícias do julgamento que ele está lá – o que aconteceu? – ele pergunta sem rodeios.
- O senhor Filch foi levado ao hospital com suspeita de envenenamento – Sirius diz.
- Mas ele estava na Scotland Yard... – Gina diz e seu queixo cai diante da constatação – não é possível, é a Scotland Yard! – ela exclama
- Existem corruptos em toda parte – Sirius diz com um suspiro – o fato é que neste momento alguém deve estar informando á juíza que ele não poderá depor.
Harry respira fundo, ele vê que a ruiva está a um passo de explodir, cabe então a ele ser um pouco mais racional.
- Vamos analisar – ele diz – o senhor Filch disse que conhecia o senhor Riddle e depois falou que havia se enganado, mesmo a gente sabendo que ele estava mentindo, acho difícil que ele fosse falar algo que nos ajudasse hoje.
- Isso é verdade – Gina concorda – mas então por que isso aconteceu? Tem alguma coisa aí.
- Sim, tem alguma coisa – Sirius diz – e o pior é que eu não posso sair pra tentar descobrir – ele suspira – eu devo ser chamado em breve para dar o meu depoimento.
- Nós também não podemos – Draco diz e nem se ele pudesse, de jeito nenhum ele vai deixar a moça desamparada novamente. Tudo bem que ela estaria com Harry e Gina, mas quem se importa?
- E não podemos confiar em ninguém – Sirius diz – não há como saber quem está colaborando. Eu só confio na nossa equipe a partir de agora – então ele para e pensa, há sim em quem confiar.
- Eu preciso sair agora – ele diz – tenho que tomar algumas providências antes que eles recomecem. Eu acho que não preciso recomendar que não recebam nada nem ninguém aqui – ele vê os presentes assentirem com a cabeça e ser retira.
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Pouco depois
Neville olha para os agentes que o acompanharam. Ele sabe que não era para estar ali, diabos, madame Pomfrey vai ficar esperando o café! Ele não pode deixar de pensar, mas ao mesmo tempo ele pensa que não havia uma forma daquele homem estar tão doente se não tivesse comido ou bebido algo que o envenenou e provavelmente foi algo de última hora porque ele sabe que o veneno certo não deixaria sequelas, pelo menos nada tão evidente assim.
Ele gostaria que Harry ou Gina estivessem aqui agora para compartilhar as suas suposições, quem sabe eles diriam ao certo o que fazer, talvez eles dissessem que ele estava completamente louco em supor que alguém envenenou o homem, mas no fundo ele sabe que não há loucura nenhuma nisso.
Ele não sabe ao certo o que deve fazer, Neville tentou falar com Sirius, mas acabou descobrindo que ele não podia usar o celular enquanto estiver na sala da audiência, ele pediu que alguém avisasse a ele do ocorrido. Neville só espera que o recado tenha sido dado a Sirius e que ele dê um jeito de contornar a situação
A chegada de uma pessoa lhe mostra que o recado foi dado...
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De volta ao tribunal
Sirius respira fundo enquanto se senta na cadeira das testemunhas. Cabe a ele contar o ocorrido quando a sua equipe resgatou Luna Lovegood. Ele olha para McKinnon que está pronta para interrogá-lo, Sirius sabe que ela não vai pegar leve, ela não poderia, pois qualquer coisa neste sentido faria Lucio Malfoy invalidar o seu depoimento.
Sirius sabe que após a promotora, será a vez de Lucio Malfoy e ele sabe que o marido da sua prima irá jogar todas as suar armas para desacreditá-lo, o sorriso nos lábios do homem lhe diz isso.
Antes que o seu depoimento comece, a juíza faz sinal para que Sirius se aproxime dela, o que ele faz de modo respeitoso.
- Senhor Black – ela diz – eu fui informada que alguém que estava sob custódia da Scotland Yard se encontra no hospital e o senhor Malfoy aqui disse que seria prudente remarcarmos o julgamento, o que o senhor tem a dizer sobre isso?
- Absolutamente, meritíssima – Sirius diz de modo sério – a única pessoa imprescindível para que o julgamento aconteça se encontra nesta sala e se chama Tom Riddle todas as outras, inclusive a minha pessoa são substituíveis ou dispensáveis, sem ofensa é claro.
- Não me ofendi – a juíza diz
- Com todo respeito, meritíssima – quem fala agora é Lucio Malfoy – o senhor Filch está diretamente envolvido...
- Perdão por interromper – Sirius diz – réu disse que não conhecia este senhor, então não posso entender qual é a sua importância – Sirius completa lutando para não sorrir
- Exatamente – Lucio diz – ele iria confessar os crimes, dizer que o meu cliente não tem nada a ver com o que ele fazia com as mulheres!
- Exceto o fato de que ele foi pego em flagrante – Sirius diz respirando fundo para manter a calma.
- Senhores! – a juíza diz – como já foi falado, a audiência continua. Após os testemunhos eu conversarei com os jurados e caso eles não se sintam a vontade para dar um veredito, a gente anula e realiza um novo julgamento, estamos claros?
Ambos assentem com a cabeça e o julgamento prossegue...
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Enquanto isso no hospital
Neville respira fundo quando vê a figura conhecida de Kim Shacklebolt, agora ele sabe que o homem vai ficar em boas mãos se tem alguém que pode protegê-lo é o seu antigo chefe.
- Eu esqueci de avisar que você continuaria sendo um médico legista, que não se tornaria um agente quando fosse para a Scotland Yard? – ele brinca
- Podemos dizer que eu estava no lugar errado na hora errada – Neville sorri – ou na hora certa. Eu sabia que tinha alguma coisa errada e que isso não deveria acontecer na Scotland Yard. Diabos, nem na homicídios uma coisa assim acontece! Então eu vim com o homem e avisei ao Sirius e, bem, você está aqui.
- Sim, eu estou – Kim diz – bom trabalho embora eu vá perder o julgamento do século por causa disso
- Desculpe, eu acho – Neville diz – espero que estejam filmando.
- Você é ótimo rapaz – Kim gargalha enquanto diz – você pode me explicar o que aconteceu?
- Na verdade eu não sei muito – Neville diz – eu fui chamado para ajudar a socorrer um prisioneiro, que aliás eu nem sabia que estava na Scotland Yard e eu percebi sinais de envenenamento e, bem, se isso aconteceu dentro da Scotland Yard alguma coisa está muito errada, não é mesmo? Então eu pedi pra alguém avisar o Sirius, eu não sabia em quem confiar e bem, aqui está você.
- Sim – Kim fala – aqui estou eu, vamos manter esse cara seguro até tudo isso acabar...
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Enquanto isso, no tribunal
Sirius acabou de dar o seu depoimento, ele contou com todas as palavras o que aconteceu quando resgataram Luna e prenderam o senhor Riddle em flagrante. Agora ele está ouvindo Lucio Malfoy dizer que tudo não passou de um mal entendido e que um homem como Tom Riddle não seria capaz de algo assim.
Ele não perde por esperar. Sirius pensa com seus botões. Após a defesa apaixonada de Lucio, Severo Snape será chamado.
O detetive respira fundo enquanto espera o próximo intervalo. Sirius está ansioso para ter notícias sobre o senhor Filch. Além deste envenenamento ter sido muito estranho, o fato de ter acontecido na Scotland Yard o preocupa mais do que ele quer admitir no momento. Sirius sabe que o homem não seria uma boa testemunha para a acusação, mas por outro lado seria arriscado para a defesa utilizá-lo uma vez que Tom Riddle disse com todas as letras que não o conhecia, então por quê?
De qualquer forma, só existe uma forma de descobrir, manter o senhor Filch vivo até tudo isso acabar...
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No hospital
Neville e Shacklebolt esperam. Mesmo sendo médico não foi permitido ao legista acompanhar o atendimento, então só cabe a eles aguardarem e ficar de olho em tudo que acontece.
Neste momento um médico chega – vocês estão com o cara da Scotland Yard? – ele pergunta e vê ambos assentirem com a cabeça – bem, ele teve sorte poderia ter sido muito pior. Ele fez uma lavagem estomacal e está se recuperando.
Kim olha para Neville e para o médico – o senhor tem ideia de como isso pode ter acontecido? – ele questiona.
- Não – o médico diz – pra saber teríamos que saber o que foi utilizado. Substâncias tóxicas agem de diversas formas, ingeridas, inaladas, até mesmo com o contato com a pele, então eu não tenho como falar, desculpe.
- Tudo bem – Kim fala, ele olha para o médico – esse homem estará sob vigilância 24 horas, ninguém não autorizado deverá chegar até ele e eu preciso conhecer as pessoas responsáveis pelo seu tratamento. Por favor, limite esse número ao mínimo possível.
O médico olha pra ele sem entender – o senhor acha que alguém daqui seria capaz? Isso é um hospital!
- Doutor – o policial olha para o médico – esse homem estava sob a custódia da Scotland Yard quando isso aconteceu, o senhor acha mesmo que este hospital é seguro?
O medico suspira – tudo bem, eu vou providenciar. Enquanto isso vocês podem esperar aqui.
- Não – Neville diz – nós vamos esperar com o paciente. É mais seguro, se é que me entende.
- Que seja – ele diz e aponta o caminho. O legista e o chefe da homicídios vão na direção indicada, o senhor Filch está na unidade de tratamento intensivo e nenhum dos dois poderá ficar no recinto, mas isso não impede que eles fiquem de vigia, não é mesmo?
Então eles se acomodam da melhor maneira possível e se preparam para uma entediante espera...
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No tribunal
Severo Snape tenta ignorar o embrulho em seu estômago, ele respira fundo enquanto pensa que não deve demorar muito, ele já perdeu a noção de quanto tempo está naquela sala e ao mesmo tempo em que ele quer acabar logo com isso ele deseja com todas as suas forças que o momento não chegue.
Ele não sabe ao certo o que esperar, Snape sabe que pode até mesmo acontecer dele não ser autorizado a contar o que sabe, tudo vai depender dos acontecimentos lá fora
A porta sendo aberta lhe diz que em breve ele saberá o que vai acontecer...
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Um pouco antes, na sala do julgamento
Sirius terminou de responder as perguntas da promotora e do advogado de defesa. A sorte é que ele é um homem experiente e não se intimidou com as ameaças veladas de Lucio Malfoy, Deus sabe que alguém menos preparado poderia por tudo a perder.
Ele percebe que promotora e advogado estão argumentando com a juíza, Sirius conhece bem a dinâmica para saber que alguém está contestando alguma coisa e pelo semblante contrariado de Lucio Malfoy ele deve ser o contestador e ele não deve estar conseguindo seu objetivo.
O pedido de mais um intervalo é atendido e Lucio Malfoy vai até o seu cliente acompanhado de alguém que deve ser um médico ou algo assim. Sirius se pergunta o que ele deve estar planejando.
Ele se aproxima da promotora – nós temos algum problema? – o detetive pergunta.
- Na verdade meu colega da defesa queria impugnar o testemunho do senhor Snape – ela sorri sarcasticamente – disse que o que estava em pauta aqui era apenas o ocorrido com a senhorita Lovegood, não a vida pregressa do senhor Riddle e eu tive respeitosamente que lembrá-lo que ele passou o julgamento inteiro falando da vida pregressa dele.
Sirius se segura para não dar uma gargalhada inapropriada no tribunal – você é a melhor, senhora promotora.
- Somos bons, senhor detetive – Marlene diz sorrindo – se o testemunho do senhor Snape causou essa celeuma imagine o que vai acontecer com a nossa outra testemunha
- Eu imagino – Sirius fala – agora se me dá licença, eu preciso informar aos meus do andamento – ele diz enquanto se retira...
NOTA DA AUTORA
Passando pra dar um oi e me desculpar pela demora, espero que tenha alguém por aqui e caso tenha, deixo claro que não tenho conhecimento nenhum do que acontece num julgamento exceto o que assisti em filmes e séries, então relevem ok
Espero que tenham gostado. Bjos e até o próximo
