_ Tenho controle em seus... Como você os chama?

_ Deicídios. - Pensou um pouco e até que concordou com o nome. _ Você quer perguntar se pode comandar meus cachorrinhos? Acho que sim.

_ Vamos descobrir algum dia. - Piscou. _ Mas agora você precisa tomar as poções novamente e colocar roupa, você não pode se atrasar. - Fiquei ajoelhada no balcão e coloquei meus braços em seus ombros.

_ Não se preocupe, pedirei a Debby para me colocar no trem. Então tenho tempo, muito tempo. - Alisou meu rosto.

_ Então você tem tempo para tomar a poção e colocar roupa. - Concordei. _ Quer ajuda?

_ Não preciso de ajuda para colocar roupa. - Beijei sua bochecha e desci do balcão.

_ E para tirá-la? - Dei um peteleco em seu peito.

_ Ontem foi bastante por pelo menos dois meses. - Iria reclamar. _ Talvez meio ano? Certo, dois meses...

Fez as contas.

_ Mas você vai estar em Hogwarts. - Sorri ainda mais, enquanto arrumava meu roupão.

_ Então só em 1938, que pena. - Saímos da cozinha.

_ Você esqueceu que tem o recesso de duas semanas de Natal e Ano Novo? Então é nesse ano. - Revirei os olhos.

_ Posso acabar acordando indisposta. - Subimos a escadaria.

Os quadros estavam bem quietos e nem mesmo parecia que eram os quadros que sempre falavam alguma coisa, até o bom dia não teve hoje.

Será que eles estão tentando ser corteses comigo?

Olhei em volta e percebi que tudo estava normal, como antes e nada havia mudado... Entramos no quarto e sorri, vendo-o passar por mim.

_ Você não tinha destruído a casa? - Parou.

_ Falei isso? - Estava confuso. _ Não faria isso com a nossa casa, dinheiro ainda não virou capim. - Zombou.

_ Então nenhuma cama foi quebrada? - Fechei a porta com o pé e peguei a minha varinha no chão.

_ Só se for a nossa. - Riu e quando se virou para mim, deu alguns passos para trás. _ Coelhinha, você pode largar essa varinha?

_ Só vou largá-la quando você morrer! - Corri atrás dele e ele correu de mim. _ Seu mentiroso! - Tentei gritar e demonstrar que estava com raiva.

Mas era divertido ver aquele homem correndo de mim e perceber que ele só estava brincando, como eu estava.

Pulei em suas costas, esquecendo que ele estava machucado por alguns instantes. Coloquei a varinha em sua jugular, enquanto suas mãos me seguravam para não cair.

_ Últimas palavras? - Sussurrei.

_ Chuchu. - O quê?

Ficamos nos encarando e acabamos rindo de algo que nem sabíamos direito. Merlim, quem fala chuchu como as últimas palavras?

_ Sério? Chuchu?

_ Pensei que soubesse o motivo disso. - Desci das suas costas e fiz que os vidros de poções sumissem.

_ Um legume, gosta de chuchu? - Coisa estranha.

_ Gosto, meu legume favorito. - Sorriu e foi até a sua gaveta, tirando frascos de poções e um tubinho de pomada.

_ Você não está falando sério. - Essa ligação entre a gente era ótima, sabia perfeitamente quando estava falando sério ou não.

_ Não mesmo, não gosto de chuchu. - Não tenho preferência. _ Mas tem algo que gosto.

Preferência, favorito, gostar...

_ Você está falando de "mon chouchou"? - Riu, concordando.

_ Pensei que você tivesse pesquisado.

_ E pesquisei, mas não sabia do chuchu, mas até que faz sentido. - Sentei e o observei. _ Você sabe falar francês, não sabe?

_ Sei, não é difícil.

_ Quantas línguas você sabe falar? - Fez um sinal e me deitei na cama.

_ Tive duas vidas, sei a maioria. - Abriu minhas pernas. _ Acho que a pomada de mais cedo deu certo.

_ Não senti nada.

_ Ela seca rápido. - Pegou o tubinho e colocou o conteúdo em seus dedos.

Fiquei sentindo seus dedos alisando meus grandes lábios e os seus arredores, mas não teve malícia da sua parte. Diferente de mim, que só queria que ele se enterrasse em mim de novo, mas não vou pedir isso, estava cansada e tudo tem limite.

Perguntas ficaram aparecendo na minha cabeça e acabei perguntando.

_ Enquanto estivermos nessa ligação, você pode possuir meu corpo? - Bufou. _ Não pense que é uma pergunta estupida, estou falando sério.

_ Não, não posso fazer isso e mesmo se pudesse, não faria isso sem um motivo coerente. - Beijou meu joelho. _ Você tem pensamentos estranhos.

_ Talvez. - Sentei-me na cama e comecei a tomar as poções que estava me dando.

Pensei que ele não me daria poções de fato, mas vejo que ele podia sentir a intensidade da minha dor, ou porque não queria me causar mais sofrimento.

_ Depois da Albânia, vamos viajar para onde? - Perguntei.

_ Paris, gostaria de visitar aquele lugar novamente. - A cidade do amor.

_ Ok. - Entreguei o último vidrinho para ele. _ Chegarei tarde. - Ajoelhei no colchão e alisei seu rosto. _ Como você ficaria de barba?

_ Não quero descobrir. - Mas eu queria. _ Não, isso não, nunca. - Revirei os olhos.

_ Ok, deve incomodar quando você estiver me beijando ou me masturbando, então, continue assim. - Sorri. _ Vou colocar a roupa. - Não consegui sair da cama ou mudar de posição, ele não deixou.

_ Quero que você tenha um corpo de dezesseis rapidamente, aí não precisa ficar fazendo o feitiço.

_ Você teria um corpo de 14 ou 15 anos. - Concordou. _ Não seria errado?

_ Leesa, vou te falar o que é errado... - Empurrou-me para trás, fazendo meu roupão ficar desgrenhado. _ Quero te comer de novo. - Ficou em cima de mim, me fazendo quase concordar.

Queria isso também, mas a cólica me lembrou que não suportaria andar pelas próximas horas restantes e precisava sair da mansão.

_ Vai ficar querendo, estou dolorida. - Ficamos nos olhando e riu, estava mais risonho que antes. _ Não ria, se eu soubesse não teria falado aquelas coisas.

_ Você não falou que eu era velho, minha senhora? - Mostrei o dedo do meio. _ Lindo. - O mordeu.

_ Sabe o que estava pensando? - Chupou meu dedo. _ Que você deveria ter um anel, mas se não quiser... - Calou-me com um beijo e meus olhos semicerraram pelo ato.

_ Acho que isso responde as suas dúvidas. - Sussurrou rente a minha boca. _ Você vai escolher um anel para mim, coelhinha?

_ Devo fazer as honras?

_ Adoraria usar um anel que você escolheu. - Tentei beijá-lo, não deixou.

_ O que foi? - Pensei que tinha feito algo de errado, mas ele iria me falar se fosse isso.

_ Tenho uma proposta para você. - Esperei que falasse. _ Você se lembra que falei que fiz um clone para ficar no orfanato?

_ Sim, você falou que ele era como um humano. - Concordou.

_ Você provavelmente quer ficar aqui, mas você deve voltar para a casa Granger. - Concordei.

_ Pensei em fazer uma ligação do meu quarto para a nossa casa, mas...

_ Teríamos pouco tempo para nós e a gente tem tanta coisa para fazer nesses dois meses. - Tinha razão. _ Pensei em fazer um clone para você. - Não parecia má ideia.

Mas sei que se fosse algo normal e fácil de fazer, ele não iria me propor essa ideia, tem algo que ele está me escondendo... Como sempre.

_ Esse clone ficaria com os trouxas enquanto estou aqui. - Concordou. _ Mas se acontecer algo com os trouxas?

_ Se tiver algo urgente, ele vai te mostrar e você pode mudar de lugar até conseguir resolver.

_ Então a minha pergunta não foi tão idiota...

_ Nunca disse que era idiota, apenas disse que não tem como fazer isso com você, mas com os outros têm. - Deu de ombros.

_ O que quer dizer?

_ A nossa ligação impede isso, já tentei. - Deitou-se em cima de mim. _ Ela também teve a mesma dúvida e tentamos possuir um ao outro, não deu certo.

_ Entendo. - Abracei ele e fechei os meus olhos. _ Mas você conseguiu comigo. - Sorri antes que me perguntasse.

_ Como? Isso é impossível.

_ Que estanho, jurei que você tinha me possuído ontem, devo estar alucinando. - Continuei sorrindo.

_ Leesa, por Merlim. - Suspirei feliz. _ Queria de novo, mas você não quer... - Deixou a frase no ar, apertando minha perna.

_ Não quero mesmo, mas ainda não entendo o motivo de temer a nossa ligação. - Beijou o vão dos meus seios.

_ Medo de acontecer tudo de novo, mas acho que isso não vai acontecer. - Você acha? Revirei os olhos.

_ Por quê?

_ Na minha primeira vida, fiz sexo em 1990 e na segunda, em 1943, então com certeza não irá acontecer as mesmas coisas.

_ Você sofreu tanto. - Concordou. _ Não se preocupe, não serei maldosa com você. - Riu. _ Vamos transar muito, mas não hoje.

_ Isso quer dizer que você gostou? - Estava sorrindo, dava para sentir.

_ Sabe, menos de 10% das mulheres não sentem o orgasmo em sua primeira relação. - Dei batidinhas em suas costas. _ Então, obrigada por não me fazer entrar nessa porcentagem.

_ Sério, onde você tira esses dados?

_ Tive muito tempo para ler muitas coisas. - Bocejei. _ Estou ficando com sono de novo.

_ É normal, você está cansada. - Apoiou seus cotovelos na cama e me olhou. _ Pode dormir, ainda está cedo, te acordo...

_ Fica comigo? - Sorriu e concordou. _ Certo, agora vire meu travesseiro.

_ Tão deselegante. - Saiu de cima de mim e deitou-se ao lado. _ Mas continua perfeita.

_ Sou sempre perfeita, little lord. - O abracei, usando seu peito como travesseiro. _ Você mesmo disse.

_ Pode tirar o roupão? Quero sentir sua pele, já que é a única coisa que posso sentir no momento. - Desfez o laço do cinto.

_ Só me fale uma coisa. - Sentei-me para tirar o roupão. _ Você aprecia sonofilia?

_ Refresque minha memória sobre o que é isso exatamente. - Deitei-me novamente.

_ Sexo enquanto a pessoa está dormindo. - Alisei sua marca e nos cobriu.

_ Sério, Leesa. Onde você arruma essas informações? - Ri. _ Talvez, em algum dia, podemos tentar. - Sim, podíamos tentar. _ Até hoje não sei como você sabe desenhar.

_ Tinha muito tempo livre e aprendi a desenhar na casa do meu avô, na verdade, ele que me ensinou, já que eu tinha uma educação rigorosa... Claro, tinha as punições quando comecei a ler livros das trevas.

_ Pensei que você gostasse da luz. - Suspirei.

_ Gostava, mas nunca fiz distinção, até que a guerra terminou e comecei a odiar tudo a relacionado as trevas.

Começou a me fazer cafuné e o cheiro de sua magia era relaxante.

_ Deveríamos matá-lo mais cedo, mas posso esperar. - Mudei de assunto.

_ Bom, se a gente tentar sonofilia, tenho que dar autorização para que isso aconteça. - O senti rindo. _ Então, se você quiser em algum dia fazer sexo e eu estiver dormindo, pode ficar à vontade.

_ Você é realmente estranha e isso lhe torna perfeita. - Sou sempre perfeita.

_ Qualquer coisa estranha que você queira fazer, é só me contar, mas não se esqueça que ontem você me deixou fazer tudo que eu quisesse com você.

_ Ok, me amarre nessa cama, me negue o orgasmo e coloque até mesmo prendedores de mamilos. Faça o que quiser. - Pensei em algo e perguntei.

_ Como realmente funciona esse clone? Qual é o feitiço dele?

_ Você não vai fazer, sua magia está como uma chama e se você fizer isso, pode ser perigoso. E sei que você gosta de testar coisas perigosas em você, mas até que eu encontre algo para a sua magia, você está proibida de praticar magia das trevas! - Pensei que iria gritar.

Mas... Uau... Nunca imaginei vê-lo tão nervoso e impaciente em suas palavras, parecia que se eu fizesse o feitiço só teria um destino reservado para mim, a morte.

Era estranho ter o little lord me dando um sermão, ainda mais avisando dos riscos que eu poderia ter ao fazer isso... Talvez devesse contar para ele sobre o bicho-papão.

_ Farei isso para você, tudo bem?

_ Tem certeza? - Sinto-o concordar. _ Então, tudo bem.

_ Agora durma um pouco, vou estar aqui quando acordar.

_ Você sempre está. - E espero que sempre esteja.

Meu corpo relaxou e senti minha mente oscilando em certos minutos, mas acabei dormindo, como meu corpo e o little lord queriam.

───※ ·❆· ※───

Sinto leve carícias em minhas costas e isso me fazia rir um pouco, estava sentindo cócegas. Não sabia que minhas costas eram tão sensíveis, já que quando estávamos naquele ato gostoso, não sentia tantas coisas como sinto agora.

_ Pensei que você não iria acordar, já é de noite. - Beijou meu ombro, me fazendo não querer sair dessa posição.

_ Me deixa dormir mais um pouco e depois você pode me acordar. - Me apertou. _ Você está me sufocando. - Falei de forma engraçada.

_ É para você perceber que está tarde e se você não for se arrumar, você não vai conseguir sair do trem como você quer.

_ Não quero ir. - Mordeu meu pescoço. _ Isso dói.

_ Vai doer ainda mais se você não fizer o que pedi. - Bocejei e o olhei. _ Coloca a roupa e coloca o feitiço. - Revirei os olhos e concordei.

Saio do seu aperto e da cama, sentindo seu olhar quente percorrendo meu corpo. Olhei para trás e o vejo sorrindo, enquanto me observava.

_ O que foi? - Fiquei olhando para o meu corpo. _ Tem algo de errado comigo?

_ Tem. - Ajoelhou-se na cama e me puxou pela cintura. _ Deveria ter feito mais marca em você, para dizer a todos que você tem dono. Devo começar agora? - Parecia um cachorrinho carente.

_ Você não disse que deveria me arrumar? - Sinto sua mão alisando minha nuca, até que agarrou o meu cabelo. _ O que foi dessa vez?

_ Não quero te deixar ir, mas sei que é necessário. - Fez que a minha cabeça ficasse em um angulo propenso para que pudesse saborear meu pescoço.

_ Necessário para quem? - Perguntei, sentindo seus lábios alisando minha garganta. _ A guerra não está próxima e já temos o ministro, o que mais precisamos?

Sabia o que tínhamos que fazer, mas queria esquecer disso tudo apenas por hoje, queria esquecer a guerra, a vingança e ser dele novamente.

_ Dumbledore em nossas mãos? - Fez uma pergunta retórica. _ O mundo?

_ Pensei que você já tivesse o mundo. - Chupou minha garganta.

_ Certo, já tenho ele. - Soltou meus cabelos e pude abaixar a cabeça para olhá-lo. _ Já que você está em minha posse. - Beijou minha bochecha.

_ Não se esqueça que você também é meu.

_ Para sempre. - Pegou a minha mão e a beijou. _ Até que você diga que não me quer.

_ Mesmo que eu diga isso, você iria matar a pessoa. - Riu e retirei minha mão da sua. _ A única coisa que você não compreende é que se fosse ao contrário, deixaria você ir.

Ficou confuso e o deixei assim, não iria explicar que depois de tudo que descobri, a felicidade dele está um pouquinho mais elevada que a minha.

Mas era só um pouquinho.

Entro no closet e procuro uma roupa que iria servir no meu corpo pequeno, já que minhas roupas estavam na bolsa e falando em roupas, tenho que entregar roupas a Safira e a Dorea... Mas qual?

_ Você me deixaria? - Olhei para ele e suspirei. _ Por quê?

_ Acha que depois de tudo que descobri sobre o seu relacionamento com aquela mulher, iria te prender ao meu lado se descobrisse que você não está gostando?

_ Leesa...

_ Sei que você me ama, Tom. O seu amor é recíproco, mas se esse amor esfriar pela sua parte, não vou matar a pessoa que você irá passar... - Segurou meus braços e ficou me olhando.

_ A única mulher que vou amar depois de você, é a nossa futura filha, se tivermos uma. - Beijou minha testa. _ Mas se isso acontecer, pode ter certeza de que minhas faculdades mentais estão em colapso.

_ Só supus, Tom. Não falei que deixaria isso acontecer. - O beijei. _ Agora saia, não vou desfazer o feitiço com você aqui.

_ Também não queria ver. - Saiu do closet e fiquei olhando para a porta.

Espero que isso nunca aconteça, não nessa realidade.

Desfiz o feitiço e comecei a colocar a minha roupa. Acabei percebendo que isso era realmente cansativo, não gostava de crescer e diminuir apenas para estar ao lado do little lord.

E claro, ter credibilidade com as pessoas.

_ Terminou? - Gritou do quarto.

_ Espera! - Calcei os sapatos.

Olhei para o meu guarda-roupa e desfiz o pensamento de pegar uma roupa qualquer para dar as duas, elas poderiam vir aqui algum dia e pegar a roupa que elas quiserem.

Arrumei a blusa e voltei para o quarto, vendo o little me olhar e revirar os olhos, acho que ele odeia isso. Mas não tenho culpa... Na verdade, tenho.

_ Fiquei esperando por muito tempo para vê-la pequena, mas agora odeio isso. Tem como voltar ao normal?

_ Idiota, acha que gosto disso? Se não fosse por você, não estaria fazendo isso. Teria continuado pequena e estaria vivendo com aqueles trouxas idiotas que só querem me casar com um homem rico.

_ Prazer, seu homem rico. - Fez uma mesura.

_ Não quero nada seu.

_ Mas quero tudo que é seu. - Sorriu.

_ Mas você já não tem? - Tombei a cabeça e ele colocou a mão no seu rosto. _ O que foi?

_ Não diga nada com esse rosto, ainda mais estando nesse corpo. - Falou a pessoa que está corando apenas com uma frase dessas.

_ Ok, não vou falar mais nada. - Tirou a mão do rosto. _ Mas você sabe que você deve me encontrar na casa dos trouxas, não sabe?

_ Sei. - Veio até mim e enrolou meu cabelo em seu dedo. _ Trança?

_ Aceito. - Tirei seu dedo do meu cabelo e se sentou na cama.

_ Ajoelhe-se, fica desconfortável tendo você em pé. - Fui até ele e me ajoelhei no chão. _ Você realmente cresceu. - Sinto suas mãos no meu cabelo.

Fazendo que o momento fosse relaxante e propenso para pensar, ele quer uma filha... Acho que ele seria tão ciumento com a menina que ninguém poderia fazê-la chorar, queria ver essa cena e gravar para rir de nossa "não" velhice.

_ Terminei. - Beijou o topo da minha cabeça

_ Como você vai saber que cheguei em Londres? - Levantei-me.

_ Sei o horário que o trem para na estação, quando der esse horário, vou aparatar para a casa que você deveria morar.

_ Ok. - Ficamos nos encarando. _ E como fiz você perder um dia de sua vida para apenas ficar na cama...

_ Não perdi um dia da minha vida estando ao seu lado, Leesa. - Falou sério. _ E nunca pense sobre isso de novo, estar com você não é perda de tempo.

_ Me expressei mal, o que tentei dizer é que como você passou a manhã, a tarde e até mesmo o começo da noite comigo, você deve ter perdido o contato dos duendes.

_ Não me importo muito. - Realmente parecia não se importar. _ Claro, eles me trazem documentos importantes, mas eu já tenho vários idiotas com dinheiro, afinal, guerra precisa de dinheiro e isso temos de sobra.

_ Certo, então estou indo, te vejo em alguns minutos. - Iria me abraçar, mas mudou de ideia. _ Quando era eu, eu abraçava você.

_ Com muito custo...

_ Mas abraçava. - O abracei. _ É só um abraço, não é como se você estivesse transando comigo nesse corpo.

Não falou nada, mas seus braços me rodearam e me abraçou forte o bastante para que minhas costelas se quebrassem.

Mas era confortável estar em seus braços, ainda mais quando sou uma pessoa de menos de 1,50 metros e ele era um poste ambulante com ombros largos.