ELECTRA ADHARA BLACK

James continuou melancólico, ainda chateado por não ter conseguido conjurar o patrono - depois que Gideon voltou do saguão, Aric nos levou até a cozinha, para vermos, antes de tudo o que tínhamos de comida naquele lugar.

Ali tinha, no mínimo, comida para uma semana.

- Nem precisava ter trazido isso. - Cygnus jogou bolsa com torradas, bolo, carne seca, pão, sucos e chás, assim como pó de café, a pedido de James.

Ele era britânico até a medula, exceto por favorecer o café no lugar do chá.

- Aqui tem bastante variedade. - Anabelle olhou a pilha de legumes. - Dá para fazer um almoço e jantar decentes.

- Eu acho que todos precisamos de um chá para respirar depois desse episódio com a mortalha-viva. - Gideon disse, calmamente. - Caradoc está indo até o Ministério para resolver a situação. Disse que vai explicar que nos arredores do vilarejo há uma Mortalha-Viva vagando, provavelmente trazida ilegalmente por algum bruxo das trevas.

- Vulgo papai. - Aric bateu com a varinha no fogão e colocou água para ferver. - Vai querer café, James?

- Hoje vou preferir chá. - James murmurou, ainda cabisbaixo.

- Não se sinta mal. - eu fiz carinho na bochecha dele. - Nem sempre temos sucesso em tudo. Você viu o fiasco que está sendo aquela runa.

- Eu ensinei o Patrono para meus irmãos e Alvo quase foi comido vivo porque eu fiquei apavorado e não consegui conjurar. - James franziu os lábios.

- Você está no lugar no qual foi torturado. Eu não espero perfeição de você agora, James. - eu fiquei nas pontas dos pés e dei um selinho no homem, que pareceu relaxar um pouco, colocando as mãos na minha cintura. - Está tudo bem. - eu repeti, beijando a bochecha dele em seguida.

- Acho que vamos ter que procurar essa coisa. - Cygnus comentou, ignorando veementemente que James ainda me abraçava, o rosto escondido na curva do meu pescoço e entre meus cabelos.

- Mesmo porque não direi a ninguém sobre a localização da Mansão. - eu respondi. James se afastou um pouco, suspirando:

- Caçaremos a Mortalha-Viva depois. - ele definiu. - Vamos focar na casa primeiro.

- E se essa coisa entrar na casa de novo? - Anabelle perguntou, incapaz de esconder o tremor na voz. Todos nós nos entreolhamos.

- Vou esperar notícias de Caradoc. - Gideon disse, a voz retumbando na cozinha. - Dependendo do que ele me disser, iremos lidar com isso nós mesmos. Montaremos uma equipe de Caça Mortalha-Viva, capturamos a coisa, e deixamos de presente no meio do Ministério.

- Petulante. - Cygnus disse, alegre. - Gosto assim.

- Todos nós temos nossos momentos. - Gideon abriu um sorriso alegre. - Agora, Aric. Por onde começamos?

- A cozinha está limpa, James disse da outra vez. - Aric comentou, a voz firme. - Vamos olhar o térreo, que é onde fica a maior parte dos cômodos comuns, primeiro. Dependendo do que a gente achar, definimos se vamos para os andares superiores ou para… Para o subsolo.

- Você, James e Bells não precisam ir ao subsolo. - Cygnus sacudiu a cabeça. - Fiquem aqui, façam a comida, e nós descemos.

Os três pareceram um pouco aliviados, mas James murmurou atrás de mim:

- Se você for, eu vou.

- Discutimos isso depois. - eu segurei a mão dele com firmeza. - Vamos tomar chá e, depois, vamos retomar nossa busca. Merlin sabe que essa mortalha-viva nos pegou desprevenidos.

Eles fizeram caretas, mas concordaram, mudando de assunto um pouco enquanto tomávamos chá. Assim que Gideon, o último a pousar a xícara, pigarreou, eu olhei Aric:

- Lidere o caminho, Aric. - eu fiquei de pé.

O Nott pegou a varinha, segurando-a com força, e saiu primeiro. Todos nós o seguimos, armados, e prontos para qualquer coisa potencialmente fatal.

Pelo menos lidar com uma Mortalha-Viva já tinha tirado o primeiro susto. Eu só esperava não lidar com nada do tipo de novo.


- Saldo da manhã: uma Mortalha-Viva, um Poltergeist preconceituoso e um quadro enfeitiçado. - Cygnus se jogou na cadeira.

Alvo tinha um pano pressionado contra a testa, xingando baixinho, depois de ser acertado por um quadro do primeiro Nott morador da Mansão e que o tinha reconhecido como um traidor do sangue depois de ouvir comentários nada respeitosos aos Comensais da Morte da parte do garoto.

- Uma concussão, não esqueça. - eu olhei Al, sorrindo de leve quando ele fez careta para mim. - A tontura melhorou?

- Melhorou depois que Aric ateou fogo naquela merda. - Alvo resmungou, arrancando um sorriso brilhante de Cygnus.

Apesar do ataque ao nosso cunhado, Cygnus estava radiante por ter visto o melhor amigo ser espancado por um quadro voador.

- Vamos almoçar e depois voltar às buscas. - Gideon e James tomaram conta do fogão. Gideon torrava fatias de pão direto sobre as brasas do fogão a lenha, enquanto fazia uma espécie de creme de alho. James, por outro lado, fazia um bife amanteigado que me deixava salivando.

Merlin tinha me abençoado ao me prender com um homem que cozinhava, porque o máximo que eu sabia fazer era uma torrada e um chá mequetrefe.

- O pior nem foi o quadro. - Alvo reclamou. - Foi aquele Poltergeist dando em cima da Anabelle. Que porra ele achava que ia acontecer?

- Eu nem sabia que dava para banir um Poltergeist. - eu ponderei, ainda observando James cozinhar. - Eu achei que era impossível. McGonagall nunca conseguiu se livrar do Pirraça.

- Eu vou ensinar Minerva quando chegar a hora. É só ter raiva o suficiente. - Alvo bufou. - E era óbvio que ele era apegado àquela poltrona. Ele não saía de perto dela quando me viu puto.

- Eu não sabia que você sabia banir um Poltergeist. - Anabelle sorriu para Al, ainda encantada com o ato de amor esquisito protagonizado por ele.

- Se você encarar mais ainda as costas de James, ele vai perder meio quilo de músculo. - Aric comentou, baixinho, ao meu lado. Eu desviei o olhar de James para lançar um olhar de ameaça para o Nott e voltei a observar James, que agora jogava a manteiga derretida e as ervas encontradas por Anabelle sobre a carne.

Santo Deus, eu nem sabia se queria a comida ou ele.

- Depois do almoço, vamos terminar o primeiro andar. Dependendo da merda que for, vamos decidir se vamos fazer as proteções da noite e dormir. - Aric mudou de assunto, me obrigando a olhar para ele.

Miserável.

- Sugiro dormirmos todos no mesmo cômodo. - Cygnus comentou, me fazendo olhar para ele agora.

Eles deveriam estar de complô contra James e eu.

- Com a Mortalha-Viva a solta, é a nossa melhor opção esta noite. E nem sabemos o que mais tem por aqui. - Gideon comentou, me dando o privilégio de voltar a olhar para o fogão.

Ele tinha um ponto.

Além do mais, nós tínhamos prometido voltar amanhã, o que significava que James e eu teríamos algum tempo sozinhos.

- Vamos escolher um cômodo grande o suficiente para todos. - eu sugeri, embora a ideia me fizesse querer arrancar os cabelos de raiva. - Usaremos os sacos de dormir, um de nós manterá guarda a cada. Sete horas de sono deve ser mais do que suficiente.

- Perfeito. - James derrubou um bife em um dos pratos, parando apenas para enrolar as mangas até os cotovelos, e voltou a cozinhar.

Pelas cuecas imundas e fedorentas de Merlin, ele só podia estar de brincadeira comigo.

- Aqui, Els. Você parece faminta. - Aric fez o bife levitar até o meu prato, junto de uma fatia de pão coberta pelo creme que Gideon tinha feito.

Gideon que agora ajudava James, graças a Merlin, porque tornaria meu sofrimento mais curto.

Que diabos estava acontecendo comigo?!

- Obrigada. - eu murmurei, focando toda a minha atenção na comida e não em James.

Não ajudou em nada quando coloquei o primeiro pedaço de carne na boca e a comida praticamente se desfez.

Filho da puta.

Além de lindo, ele era um cozinheiro excelente.

- Está bom, amor? - James sorriu sobre o ombro. Eu acenei que sim, incapaz de responder sem me delatar.

O sorriso torto e o brilho nos olhos dele me deram a certeza de que ele sabia exatamente o que eu estava pensando.

Ah.

Ah.

A Runa.

Eu ergui minha Oclumência imediatamente assim que me dei conta de que o canal entre nós dois estava completamente escancarado e ele sabia exatamente o que eu vinha pensando e sentindo.

Eu ignorei a conversa e o pequeno tremor nas costas de James, ainda no fogão, enquanto ele ria baixinho de mim.


- Foi um almoço interessante. - James comentou, baixinho, mais tarde, enquanto me ajudava a checar mais uma cristaleira. Minha mão da varinha tremeu. - Quantos sentimentos por um almoço.

- Cale a boca. - eu cortei, seca, embora estivesse corando até as raízes dos cabelos.

- Foi divertido. Agora eu entendo aquela coisa de sentar no meu colo. Eu nem sabia que precisava de tão pouco para provocar você. - James passou por trás de mim, a mão passando pela minha cintura em um toque leve e nada inocente. - Uma pena, não acha, que só vamos ter um tempo quando voltarmos para casa.

- Hm. - foi a única resposta que eu fui capaz de dar. James riu baixinho, beijando meu pescoço com pressa, antes de se afastar:

- Al, e o banheiro?! Alguma criatura assassina? - ele perguntou, como se não tivesse acabado de tentar contra meu auto-controle.

- Tudo bem aí? - Bells soava divertida, aparecendo do meu lado direito. Eu dei um pulo, assustada. - Nossa. Nunca te peguei de surpresa assim.

- Está tudo bem. - eu respondi, voltando a pesquisar por feitiços e maldições nas louças antigas.

- Claro. Ninguém viu você e James agora.

- Só estávamos conversando.

- Claro. - Bells comentou, começando uma nova prateleira enquanto eu terminava a primeira, ainda desestabilizada pelo homem que eu tinha a infelicidade de estar presa. - Ele beijou seu pescoço. Eu vi.

- Anabelle… - eu olhei minha irmã, cujos olhos brilhavam em um misto de diversão e preocupação.

- Não faça nada no impulso. Você é muito impulsiva e ele também. - ela abaixou a voz.

- Eu tenho um pouco de bom-senso. - eu me defendi.

- Esse pouco de bom-senso está inativo desde antes do almoço, se eu interpretei bem o jeito que você estava olhando para as coxas dele. - Anabelle foi enfática.

- Anabelle!

- Eu sou tranquila, mas não sou burra. - ela disse, com simplicidade. - Vá até uma cidade trouxa e arranje o que precisa para não me dar um sobrinho. E, por favor, seja mais discreta. É nojento.

Antes que eu pudesse responder, Alvo e James gritaram um palavrão em uníssono, fazendo com que Bells e eu abandonássemos a tarefa do cristaleiro e corrêssemos em direção aos dois, seguidas de perto por Cygnus, Gideon e Aric.

- Barrete Vermelho! - Alvo berrou, furioso, levitando a dita criatura de dentro de um banheiro.

- Achei que eles gostassem de locais com sangue. - eu franzi a testa. Aric se remexeu, incomodado:

- Esse banheiro, historicamente, é onde as mulheres da minha família passam por abortos.

Ah. Ah, meu deus, que horror.

- Mais um motivo para esmurrar esse desgraçado. - James quase avançou para cima do barrete vermelho, sendo impedido por Cygnus:

- Ele está inconsciente, então não é um oponente adequado. - Cyg segurou James com força. - O que ele fez a vocês?

- Alvo quase teve a segunda concussão do dia e eu recebi uma pancada no joelho. - James apontou o joelho esquerdo que vertia sangue. - O joelho ruim!

- Ah. - eu me remexi. - Bem. Nenhum morto?

- Não, embora não fosse por falta de tentativa dele. - Alvo bradou, saindo em direção ao jardim, seguido de perto por um Aric alegre.

- Você está bem? - eu perguntei, abaixando as minhas proteções sobre a runa. Havia fúria exalando da runa no meu peito, acompanhada por medo. - Alvo quase morreu.

- De novo? - Anabelle soou exasperada.

- As coisas estão mirando na cabeça dele hoje. - James resmungou, se soltando de Cygnus, que parecia divertido. - Vou conjurar um capacete para ele. Está sendo impossível.

- O que Aric quis dizer quando mencionou que este é o banheiro que as mulheres da família ficavam quando tinham um aborto? Elas deveriam ficar de cama, se recuperando. - Gideon ainda estava preso à informação. Eu respirei fundo:

- Em algumas famílias, ter filhas antes de filhos é considerado uma vergonha. Sempre é importante ter um filho homem primeiro, depois um herdeiro masculino sobressalente, e só então uma filha. A ordem do sobressalente e da filha pode ser alternada, mas preferencialmente nessa ordem. - eu expliquei. - Algumas famílias… Algumas famílias causavam abortos quando descobriam que a gravidez era de uma menina. Por isso feitiços para descobrir o sexo do bebê foram proibidos e são vigiados, como se um Tabu tivesse sido colocado sobre os encantamentos. Muita gente foi presa depois disso e os abortos causados por esse motivo caíram muito.

- Mas isso não impediu de que meninas fossem mortas logo depois de nascer. - Anabelle continuou, a voz firme. - Recentemente descobrimos que Sirius e Regulus deveriam ter uma irmã mais velha. Achamos que ou Walburga ou Orion mataram a criança.

- Isso é horrível. - Gideon tinha uma expressão horrorizada.

- Meu pai matou duas meninas antes do meu nascimento e mais uma depois de mim. - a voz de Aric resoou atrás de mim e eu girei nos calcanhares. - Isso deixou minha mãe muito doente e ela se recusou a… Bem, a se deitar com ele novamente. Ele a obrigou, algumas vezes, mas toda vez que ela descobria uma nova gravidez, ela mesma provocava o aborto antes que ele soubesse. Era a única forma que ela tinha de proteger aquelas crianças.

- Então esse era o banheiro onde elas sangraram. - Gideon apontou para a porta atrás de James, ultrajado. - Deixaram essas mulheres sangrarem em um banheiro frio! E sozinhas! Sangraram tanto que um Barrete Vermelho decidiu morar ali!

- É uma Casa Ancestral muito antiga. - eu expliquei, sem realmente tentar acalmá-lo. - Não sei dizer quantos bebês foram perdidos ali dentro, mas certamente não foram poucos. Foi a última vez que algo do tipo aconteceu, Gideon. A Mansão Nott agora está sob cuidados de uma boa pessoa.

- E eu vou limpar cada traço daquela nojeira que meu pai fez. - Aric disse, a voz firme. - Eu sei onde essas crianças estão. Eu irei enterrá-las com minha mãe no Mausoléu, amanhã cedo. Se alguém…

- Iremos todos. - Bells olhou para ele. - Pela sua mãe e o sofrimento dela e pelas suas irmãs.

- Vou transformar essa casa em algo decente e respeitável. Nada do que aquele homem fez ficará aqui e sairá impune. Eu vou descobrir todo e qualquer detalhe das coisas que ele fez e irei pessoalmente entregar as provas ao Ministério se precisar. - Aric parou ao lado de Gideon. - Vamos. Temos mais um cômodo antes que a noite caia. O salão de cristais está limpo?

- Até agora não tem absolutamente nada. Mas fizemos só um terço. - eu respondi, ansiosa.

- James e Alvo vão ajudar vocês duas agora. É o maior cômodo do térreo e é onde iremos dormir. O banheiro está limpo, agora?

- Sim, está. - James assegurou. - Vamos, Els. Vamos terminar o salão. Alvo, Anabelle. - ele comandou e saiu mancando até o salão onde eu tinha estado pouco antes.

Ele realmente estava zangado.


- Eu nunca pensei que veria você sendo atacado por um Barrete Vermelho. - eu disse, com sinceridade, depois do jantar. Nós tínhamos jantado cedo e levado comida para o salão de cristais, onde passaríamos a noite sob fortes feitiços de proteção.

James suspirou, enquanto passava uma pasta mágica para o inchaço no joelho:

- Nem eu. - ele admitiu. - Nunca pensei que encontraria a porra de um Barrete Vermelho dentro de um banheiro. Um fantasma, certamente, talvez um ghoul estranho ou então um Banshee. Mas nunca, jamais, imaginei um barrete vermelho.

- Tinha uma Mortalha-Viva. Eu não duvido de mais nada nessa casa. - eu respondi, ajudando James a enfaixar o joelho ferido. O corte tinha sido curado, mas a lesão antiga nos ligamentos tinha sofrido muito com a pancada.

- E eu achando que Walburga tinha gostos questionáveis quanto moradores da Mansão. - James comentou, olhando para mim. - E você? Como está se sentindo aqui?

Eu olhei para as janelas largas, agora tapadas com cortinas escuras e pesadas, assim como a porta firmemente fechada, todas lacradas com todos os feitiços que pudemos imaginar.

- Ameaçada. - eu admiti. - Essa Mansão não nos quer aqui. Ou algo não nos quer aqui.

- Eu não quero ter que banir mais alguma coisa. - Al se queixou, em algum ponto atrás de mim.

É claro que ele estava xeretando.

- Eu acho que você vai ter que banir mais alguma coisa. - eu olhei sobre o ombro, onde Al, Cyg e Bells estavam reunidos, fazendo uma lista do que tinha sido encontrado na Mansão. Gideon e Aric jogavam Snap Explosivo um pouco mais distantes, mas ainda podiam nos ouvir tranquilamente.

- Não é possível. - Alvo lamentou, se jogando no chão de forma dramática, arrancando uma risada divertida dos gêmeos.

- Aric, você sabe se essa mansão tem algum morador secreto? - eu olhei o Nott, que sacudiu a cabeça:

- Não que eu saiba.

- Morto ou vivo. - eu disse, pacientemente.

- Havia um fantasma, quando eu era criança, mas ele sumiu há muitos anos. Ele não me preocupa. - ele bocejou.

- Hm. - eu batuquei os dedos, pensativa. - Ele era agressivo?

- Com mulheres, sim. - Aric me encarou, sério. - Acha que ele está aqui?

- Não sei. Mas tem alguma coisa que realmente não nos quer nessa casa. Pode ser só Magia Negra não querendo ser limpa, mas pode ter outra coisa. - eu sacudi os ombros. - Mas eu não senti isso da outra vez.

- Vamos procurar por isso depois. Ninguém sai dessa sala até o amanhecer. - Gideon definiu, com murmúrios de concordância pelo salão de cristais, e ele e Aric retomaram o Snap Explosivo e o trio sonserino retomou a lista de coisas esquisitas da mansão.

- Quando você diz que está se sentindo ameaçada, o que quer dizer com isso? - James perguntou, enquanto eu ajeitava meu saco de dormir, depois de prender meus cabelos em uma trança firme, que impediria que meus cabelos dessem a impressão de uma juba de leão amanhã cedo.

- Quero dizer exatamente isso. - eu deitei no saco de dormir. James tinha feito questão de me deixar contra uma parede, com ele do meu lado, mais próximo de qualquer entrada do salão. Gideon faria a primeira hora, então, enquanto nós nos ajeitávamos no saco de dormir, ele cantarolava baixinho, fazendo pequenos animais de fumaça colorida com a varinha.

Era reconfortante.

- Acha que tem algum espírito maligno aqui? - James pressionou.

- Não sei se é um espírito, criatura ou a própria casa. - eu admiti, suspirando. - Não sei, mesmo. Talvez eu só esteja ansiosa. Essa mansão me dá arrepios.

- Grimmauld Place não te dá arrepios? - James questionou, deitado de lado e de frente comigo. Eu neguei:

- Nunca. Não depois que eu me livrei do quadro da Walburga. Todas as vezes que passei a noite lá, eu dormi como um bebê. - eu admiti. - Deve ser porque é meu sangue. Eu não tenho sangue Nott próximo. Talvez nem Yaxley o suficiente, se quer saber. No máximo Rosier, se for considerado por ser ascendência materna.

- Me diga. - James abaixou o tom de voz. - A Mansão Potter é o lugar mais seguro para mim, certo?

- Certo. - eu concordei, também em voz baixa. Alvo discutia com Cygnus, ambos argumentando sobre quem deveria tomar o lado de Anabelle, já que tinham copiado a ideia de James.

Era quase cômico.

- E para você, é Grimmauld Place.

- Sim. A Casa de Campo me protege, mas não mais do que Grimmauld Place. Minha linhagem vem de Grimmauld Place e não da Casa de Campo. Pode apostar que Scorpius é mais protegido lá do que eu, já que a avó dele nasceu ali. - eu expliquei.

- Hm. - James ponderou. - E, na eventualidade de realmente nos casarmos e você se tornar uma Potter no papel - ele começou e eu ignorei meu coração acelerando. - qual Casa seria mais segura para você?

- Mansão Potter e Grimmauld Place. Grimmauld Place é onde está minha ascendência. Mansão Potter pertenceria a meu marido e a sua linhagem, se houver uma. - eu corei. - Caso haja uma linhagem sua, sim, estarei tão protegida lá quando em Grimmauld Place porque… Bem, meu sangue terá sido derramado na sua Casa Ancestral em… Em um eventual parto.

- Hm. - James suspirou. - Então meu filho teria que nascer na Mansão Potter para que você também seja protegida lá.

- Sim. Se eu for a mãe dele.

James me encarou como se eu tivesse duas cabeças:

- Eu acabei de mencionar um casamento e você duvida disso ainda? - ele soou ofendido. Eu corei:

- Desculpe.

James fez um carinho na minha bochecha:

- Às vezes parece que você não tem tanta confiança na sua posição na minha vida. - ele disse, delicadamente, ainda falando baixinho. - Então, eu vou ser claro: você pode não ter meu nome, mas você é minha e eu sou seu em todas as formas que importam. Eu não imagino um futuro sem você, não um futuro para mim no qual você não seja parte integral dele. Então, se eu for pai um dia, você será a mãe. E a minha Casa Ancestral se tornará seu refúgio. Está claro agora?

- Sim, bastante. - eu arrisquei um selinho rápido no Potter, que sorriu para mim. - O que mais quer saber sobre Casas Ancestrais?

- Elas realmente podem expulsar alguém? - James questionou, curioso, e eu ri, começando a explicar a ele todas as nuances desse tipo de magia.


Eu dormi bem mal, meu sono atormentado por pesadelos e, quando acordada, a minha ansiedade praticamente me comia viva.

Não ajudou em nada quando, na minha vez de ficar acordada, no último horário, a porta foi esmurrada com tanta força que todo mundo acordou assustado.

James ainda fazia carinho nas minhas costas, tentando me acalmar, enquanto eu tremia tanto quanto um galho verde.

- Que porra foi essa? - Cygnus ainda encarava a porta, abismado. As nossas proteções haviam segurado o ataque muito bem, mas todo mundo ainda estava meio abalado.

- O que quer que a sua irmã sentiu que não nos queria aqui. - Gideon arrumava os cabelos, distraído. - As proteções seguraram bem. Respirem, se ajustem, e vamos enfrentar o que quer que seja que está do outro lado desta porta.

- Eu acho que preciso de um minuto. - eu respondi, a minha voz ainda trêmula.

O que quer que seja que estava do outro lado da porta estava apenas esperando e muito, muito irritado. A fúria da criatura cutucava a minha magia, como se estivesse procurando por fraquezas. Anabelle me olhou, também ansiosa:

- Eu também. - ela olhou Gideon, que franziu a testa:

- Me digam, exatamente, o que vocês estão sentindo. - ele disse, sério. Eu respirei fundo e Anabelle se encolheu entre Cyg e Alvo.

- É como se… A magia do que está aí fora está cutucando a minha magia. Procurando por pontos fracos, procurando por onde me atacar com melhor resultado. - eu franzi a testa. - O que quer que seja, não é incorpóreo como um fantasma.

- Se for outro Poltergeist… - Al jogou a cabeça para trás, respirando fundo. - Eu vou destruir essa coisa.

- Só… Acho que Annabelle está sentindo o mesmo. - eu olhei minha irmã, que franziu o nariz:

- É como se o alvo fosse especificamente nós duas. - ela disse. - É bem hostil.

- Eu não sinto nada. Eu senti a Horcrux. - James olhou para mim, preocupado. - Está bem. Meninas, para o banheiro. - ele apontou o pequeno banheiro, escondido por uma porta secreta, a qual tinha também sido liberada no dia anterior. - Encham de feitiços de proteção. Nós vamos resolver isso.

- Está me mandando me esconder? - eu perguntei, ofendida, a minha voz mais alta do que antes.

A porta foi esmurrada com violência, a única coisa impedindo a entrada daquela criatura no aposento.

- Sim, estou. - James me girou no lugar e me empurrou de leve para o banheiro. - Leve sua irmã com você. Coloque todos os feitiços de proteção que colocamos sobre o salão. Meninos, é nossa vez agora.

Eu tentei não me sentir muito ofendida quando fui me esconder no banheiro, levando Anabelle comigo, que me ajudou a conjurar os feitiços de proteção. Ela se refugiou no canto mais extremo do banheiro e eu fiquei de pé, de frente com a porta, esperando que o inferno começasse.

JAMES SIRIUS POTTER

- O banheiro está protegido? - Cygnus perguntou. Gideon jogou um banquinho na direção do banheiro.

A coisa se desintegrou instantaneamente.

- Sim, está. - Cygnus pareceu satisfeito após responder a própria pergunta. - Agora, Gideon, faça as honras. Eu fico a postos perto do banheiro. Alvo, você baniu um Poltergeist, consegue banir qualquer que seja essa merda tentando matar a gente. James e Aric, se preparem para o pior.

- Feito. - eu mantive a varinha erguida, enquanto Cygnus se postava perto do banheiro que as meninas estavam escondidas. Alvo respirava fundo, amaldiçoando a criatura lá fora.

Gideon era o único com uma expressão tranquila enquanto desfazia parte dos feitiços de proteção para podermos sair e enfrentar o presentinho que o pai de Aric tinha nos deixado.

Aric, por sua vez, parecia cada vez menos paciente com a própria casa.

- É claro que ele deixaria alguma coisa violenta aqui. Ele não tem a capacidade de ser uma pessoa civilizada. - ele resmungou, ao meu lado. - Eu vou usar qualquer feitiço que eu lembrar. Alguma coisa deve funcionar.

- Estamos em maioria. Não se preocupe. - eu assegurei, embora soubesse que ter maiores números não queriam dizer nada.

Não se o oponente fosse um pouco poderoso demais.

Assim que Gideon retirou a última proteção, a porta foi arrancada das dobradiças com violência e um Poltergeist entrou voando pela porta, procurando pelas meninas.

- É ele. A coisa que lhe contei. - a voz de Aric soou assustada e atraiu a atenção do Poltergeist para nós.

Gideon tentou acertar um feitiço na criatura, mas ele se esquivou com facilidade, jogando o cristaleiro em cima do homem, que só teve tempo de desviar antes que a coisa caísse sobre ele. Alvo praguejou, impaciente, enquanto tentava imobilizar o Poltergeist que desviava de todas as tentativas dele. Cygnus, por sua vez, continuou quieto, imóvel, observando cada movimento da criatura.

- O menino. - o Poltergeist sorriu, mas, diferente de Pirraça, aquele não era um sorriso brincalhão. Não. Aquele era um sorriso sádico, como se estivesse esperando que Aric retornasse. - E me trouxe presentes. Bom garoto. Eu sempre disse a seu pai que você veria a luz.

- Eu vi a luz e ela está bem distante daquele desgraçado. - Aric mirou um Impedimenta na criatura que desviou com destreza, fazendo levitar um sofá antes de arremessá-lo na nossa direção.

Aric me empurrou para longe, caindo sobre mim, enquanto, finalmente, Cygnus saía da posição em que se encontrava e conjurava os mais diversos feitiços de reputação questionável. Eu me juntei a ele - já que eu não conseguiria resolver a situação de forma limpa, pelo menos eu causaria dificuldades ao maldito Poltergeist.

Alvo surgiu por trás dele - como, diabos, ele tinha ido parar lá? - conjurando um Impedimenta potente, fazendo o Poltergeist parasse no meio da ação de ir para o pescoço de Gideon. Em seguida, o feitiço de banimento, que eu nunca tinha ouvido falar, exatamente quando o Poltergeist conseguiu recuperar os movimentos.

A sala ainda ecoava os gritos dele quando o poltergeist sumiu.

- Rápido. - Gideon elogiou. Alvo resmungou algo sobre esperar não ter que fazer isso uma terceira vez e parou na frente do banheiro, enviando um patrono para as garotas. - Ele está mal-humorado.

- Alvo odeia ter que fazer mais do que é obrigado e odeia trabalho repetitivo. - eu expliquei. - Se um de nós soubesse banir Poltergeists, então ele não teria precisado fazer isso de novo.

- Eu nunca vi um Poltergeist agir dessa forma. Eles sempre aparecem em locais nos quais há risadas. - Gideon comentou. Aric suspirou, ao meu lado:

- Houve um tempo no qual essa mansão foi cheia de risadas. - ele explicou. - Por isso aquele primeiro Poltergeist. Este, agora, era amigo de meu pai. Achei que eles se apagassem a alguma coisa física, mas aparentemente não é sempre o caso. Meu pai o trouxe para casa e, às vezes, ele ficava de olho em mim. Eu tinha que ter muito cuidado com o que eu dizia e fazia porque ele reportava ao meu pai. Ele tinha um ódio impressionante relacionado a mulheres e eu nunca tive a chance de questionar. Sei que ele abominava a minha mãe, mas não fazia nada porque ela era a Lady da casa, mas qualquer visita feminina era… Bem, nós tínhamos que deixá-lo em uma rédea curta. Bem curta.

- Ele chegou a machucar alguém?

- A minha tia, por parte de pai. - Aric fez careta. - Eu não sei exatamente o que houve. O que sei é que a entrei no quarto dela e ela tinha sido… Morta. De uma forma bem violenta.

- Ah. - eu pigarreei. - E quantos anos você tinha?

- Isso foi ano passado. - Aric esclareceu. - Ela não era uma pessoa agradável, mas não merecia aquilo. - ele estremeceu. - O Poltergeist foi expulso, mas não é assim que funciona. Tem que ser banido como Alvo fez.

- Entendo. - Gideon passou a mão pela barba. - Bem. Vamos tomar café-da-manhã e retornar para a nossa base.

- Achei que ficaríamos mais tempo aqui. - Els comentou, se aproximando. Anabelle e Cygnus conversavam, logo atrás dela, sobre o que Al tinha feito.

- Acho melhor retornarmos depois. Essa casa é bem… Hostil. - Gideon olhou Aric. - Podemos retornar com mais feitiços de banimento, talvez algumas poções e antídotos. Vai saber o que mais encontraremos aqui.

- É uma boa ideia. - Aric concordou. - Café-da-manhã e casa. Duvido que um de nós tenha dormido direito essa noite.

- Não com a Mortalha-Viva por aí. - Cygnus resmungou, saindo na frente.

- Acho bom você fazer ovos mexidos, bacon e torradas. - Electra murmurou, entrelaçando os dedos nos meus. - Eu mereço o café-da-manhã mais gorduroso possível depois de ter que me esconder.

- Ele iria arrancar seus intestinos se te visse. - Aric foi direto ao ponto. - É o que ele fez com a tia Filomena. - ele saiu assobiando pela casa.


- Bom dia. - Sirius nos recebeu na Mansão Potter, cerca de duas horas depois. - Vocês parecem exaustos.

- Você já viu uma Mortalha-Viva? - Electra marchou para dentro da mansão, sendo seguida de perto pelo avô:

- Elas vivem em países de clima tropical.

- O papai de Aric gosta de coisas exóticas. - ela disse, seca. - Então, sim, estamos exaustos.

- Uma Mortalha-Viva?! - Sirius perguntou, a expressão numa mistura de horror e entusiasmo. Evan arregalou os olhos, observando a neta jogar a bolsa no chão e sentar no sofá, suspirando. Eu me sentei ao lado dela:

- Uma Mortalha-Viva foi quem nos deu boas-vindas. - eu passei a mão pelos cabelos. - Precisamos juntar todo mundo. Essa conversa vai ser longa.

- Vou buscar Remus, Pontas e Lily. - Fabian ficou de pé, suspirando. - Todos inteiros, pelo menos?

- Sim. Todo e qualquer ferimento foi curado. - Anabelle disse, delicadamente, sentando ao lado de Alyssa, que sorriu para a neta:

- Foi muito difícil?

- Foi menos difícil do que eu pensei que seria. - Bells respondeu, com sinceridade. - Mas não descemos até as masmorras. O térreo foi cheio de eventos.

- Divertido. - Caradoc nos encarou, sério. Regulus se ajeitou:

- Vocês mataram a Mortalha-Viva? - ele perguntou, cheio de curiosidade.

- Não, só expulsamos. Ela não morre. - Gideon respondeu, parando perto da lareira e esfregando as mãos. - Me deu um baita dum susto.

- Eu disse para não mexer em nada. - Aric bufou, azedo. - Foi terrível, mas manejamos. Espere que os outros cheguem.

- Vou buscar o chá. - Alyssa ficou de pé e saiu em direção a cozinha, seguida por um Evan tranquilo, com as mãos nos bolsos.

- Ele anda bem alegre. - Sirius comentou. Eu ergui as sobrancelhas:

- Evan sempre foi mau-humorado.

- Não é mais. - Sirius riu, divertido. - Alyssa é uma boa companhia. Deixa ele tolerável.

- Como se vocês dois não tivessem se tornado amigos desde que tudo começou. - Cygnus revirou os olhos e Sirius riu:

- Ainda assim, ele é tolerável. Antes ele era insuportável.

- Justo. - Aric bocejou e acenou para Lily, Pontas e Remus, que descia a escadaria com ajuda de Fabian, já bem mais corado e mais forte.

Ainda assim, era impossível para Remus esconder a dor nos olhos. Ele estava melhor, mas não curado.

- Bom dia. - Pontas parou na escadaria, um envelope em mãos, olhando para o nosso pequeno grupo rebelde. - Ah, aí estão vocês. - ele sorriu para Alyssa que retornou com um bule de chá e xícaras, seguida por Evan, que trazia uma bandeja com pequenos lanches.

- Bom dia. - eu sorri de volta e Pontas voltou a olhar para o grupo, os olhos pousando sobre Al por um momento:

- Chegou uma carta para você. Eu precisei abrir, podia ser algo perigoso, mas acho melhor você ler. É seguro.

- Eu não tenho amigos além dos que estão aqui. - Al franziu a testa, caminhando até Pontas, que estendeu o envelope para ele. - Academia de Poções Britânica. - ele murmurou, ainda mais confuso.

- Você estava conversando com eles e não me disse nada? - Anabelle pareceu ofendida. Al sacudiu a cabeça:

- Nunca me comuniquei com eles. - ele respondeu, abrindo o envelope e lendo a carta, escrita sobre um pergaminho de aparência elegante e refinada.

- Este é o tipo de papel que é usado em comunicações oficiais. - Els murmurou para mim. Eu franzi a testa, ainda olhando meu irmão, que ficava mais pálido conforme lia. - Al?

- Eu não acredito. - ele abaixou a carta, com uma expressão incrédula, mas os olhos verdes cheios de lágrimas. - Fleamont entrou em contato com eles.

- Com a Academia? - Anabelle ficou de pé, andando com pressa até o namorado. - Está tudo bem?

- A Poção Mata-Cão foi aprovada. - a voz de Al falhou. - E eu fui aceito como autor da criação e membro da Academia Britânica de Poções.

- O que? - Cygnus também ficou de pé, soando incrédulo.

- Eu sou membro da Academia Britânica de Poções. - Al repetiu e olhou para mim. - Fleamont… Me colocou como criador. Aqui diz… - a voz dele falhou, mas ele pigarreou. - Uma poção com esse efeito, Sr. Potter, muda tudo o que sabemos sobre licantropia e seus possíveis tratamentos. É notável que, apenas aos dezessete anos, tenha criado algo como isso e apresente tanta habilidade conforme o Sr. Fleamont Potter nos contou e provou. Sendo assim, a Academia estende um convite ao senhor para se juntar a nós em próximos estudos e eventos, como um membro ativo. Por favor, responda o quanto antes e, em tempos melhores, esperamos encontrá-lo para uma palestra e aulas sobre seus estudos relacionados a Licantropia e Poções no geral. Comunicamos, também, que seus estudos serão publicados na Revista da Academia Britânica de Poções. Meus parabéns, - Alvo olhou para mim, chocado. - Rowan Broadmoor, Mestre de Poções, membro fundador da Academia Britânica de Poções e membro ativo da Mui Extraordinária Sociedade dos Preparadores de Poções.

- Puta que pariu. - Cygnus foi até o meu irmão e abraçou Alvo com tanta força que ergueu Alvo do chão. - EU NÃO ACREDITO!

- Eu também não. - Al riu, dando tapas nas costas de Cygnus. - Eu nunca imaginei que o Sr. Potter fosse fazer algo do tipo.

- Você merece. - Pontas abraçou Al quando Cyg o soltou. Lily o abraçou em seguida e, para o horror de Cygnus, Anabelle agarrou meu irmão pelo pescoço, com um beijo nem um pouco discreto.

- Eu vou ter pesadelos. - Electra resmungou, enquanto eu ria. - Mas vou deixar passar pela ocasião. - ela foi até o casal que se separava, ambos com sorrisos imensos no rosto. - E você também deveria. - Els olhou o irmão, que fez caretas:

- Eu estou deixando passar. - ele prometeu, suspirando. - Só pela ocasião.

- Parabéns, Al. - eu abracei meu irmão, bagunçando o cabelo dele em seguida. - Eu disse que você era o melhor preparador de poções que eu conhecia. - eu sorri, dando tapinhas no ombro dele enquanto Electra o abraçava com carinho, murmurando alguma coisa que o fez abraçá-la com força.

- Você é o melhor. - Aric abraçou Al, rindo. - Um membro ativo da Academia de Poções Britânica e sequer tem NIEMs. Fale sobre algo impressionante!

- Eu vou contar isso para deus e o mundo. - Al jurou, recebendo parabéns dos demais. - Ninguém nunca mais vai ter paz.

Eu ri:

- Novamente, vamos deixar passar pela ocasião. - eu abracei Electra com carinho, apoiando as costas dela no meu peito e meu queixo sobre a cabeça dela.

- Foi ótimo, obrigado a todos. - Al ergueu as mãos, silenciando a sala barulhenta. - Mas devemos discutir a Mansão Nott. E a guerra.

- Farei um jantar para você. - Evan prometeu, com Alyssa acenando com a cabeça. - Escolha o que quiser e eu farei.

- Eu preparo a sala e organizo o evento. Todos usarão roupas de gala hoje. - o olhar da Yaxley era tão feroz que ninguém discutiu.

Roupas de gala, então.

- Bem. Temos muitas notícias para discutir da Mansão, tenho certeza, - Remus disse, meio sem jeito, quando Cygnus finalmente conseguiu convencer a avó a deixar que usasse, pelo menos, as botas de combate com as vestes de gala bruxas. - mas tenho algo importante também a dizer a respeito de Você-Sabe-Quem.

- O que? - Sirius olhou o melhor amigo, que respirou fundo:

- Acho que sei onde ele escondeu a Taça.